17.Novembro.2010
Pequeno-almoço tardio no Leopold Café. Tínhamos planeado para este dia várias coisas importantes, acabamos por não fazer nenhuma. A preguiça e o cansaço falaram mais alto.
Sempre quis entrar num certo edifício situado na zona de Colaba que, pela sua imponência e estilo tipicamente britânico e colossal, sempre me atraiu. Descobri, ao transpor o aprazível pórtico de entrada, que é uma biblioteca – David Sassoon Library. Reconhecer que sou apaixonada por livros não faz jus ao meu sentimento e esta foi, sem sombra de dúvidas, das bibliotecas mais bonitas onde já estive. A entrada só é possível para os sócios, viemos a descobrir neste dia. Demos cabo da cabeça ao porteiro e, dez minutos depois, lá nos deixou subir a imensa escadaria atapetada. A sala de consulta/estudo é maravilhosamente bonita. Mesas de madeira compridas e antigas. Móveis encostados às paredes, do chão ao tecto, repletos de livros, com aspecto gasto. Na varanda exterior podemos deitar-nos a ler nas apetecíveis espreguiçadeiras. Tive vontade de lá ficar a tarde toda.

Fonte: Daravolta.com
Decidimos ir jantar ao Woodside, tínhamos saudades das maravilhosas pizzas e pão de alho. É um restaurante caro e com um ambiente um pouco diferente do Leopold’s e do Mondegar: não se vê tantos indianos, talvez por ser ainda mais dispendioso. No entanto, neste dia estava quase vazio, apenas com alguns turistas. Este e todos os restaurantes em Bombaim. “Dry Day” como tinham afixado nas portas dos estabelecimentos, ou seja, não há bebidas alcoólicas para ninguém. Neste dia, a comunidade muçulmana festejava o Eid ul-Adha e, entre outras restrições, a proibição de bebidas alcoólicas impera. Comemos a pizza, deixámos a cerveja para outro dia.
18.Novembro.2010
O ano passado, numa das minhas longas investidas aos livros da Fnac, deparei-me com um que prendeu toda a minha atenção: Sorrisos de Bombaim, de Jaume Sanllorente. Retrata, em primeira mão, com toda a simplicidade desprovida de ligeireza, a fundação da ONG, com o mesmo nome, e que actua em Bombaim. E reservámos este dia para a visitar.
Nessa noite falei com o Amjad Khan – para mais um Retrato Indiano – um dos quatro agentes que “caçam” turistas pelas ruas de Colaba para serem figurantes em filmes de Bollywood.
Assista ao vídeo feito por Inácio sobre a ONG Sorrisos de Bombaim:
Pequeno-almoço tardio no Leopold Café. Tínhamos planeado para este dia várias coisas importantes, acabamos por não fazer nenhuma. A preguiça e o cansaço falaram mais alto.
Sempre quis entrar num certo edifício situado na zona de Colaba que, pela sua imponência e estilo tipicamente britânico e colossal, sempre me atraiu. Descobri, ao transpor o aprazível pórtico de entrada, que é uma biblioteca – David Sassoon Library. Reconhecer que sou apaixonada por livros não faz jus ao meu sentimento e esta foi, sem sombra de dúvidas, das bibliotecas mais bonitas onde já estive. A entrada só é possível para os sócios, viemos a descobrir neste dia. Demos cabo da cabeça ao porteiro e, dez minutos depois, lá nos deixou subir a imensa escadaria atapetada. A sala de consulta/estudo é maravilhosamente bonita. Mesas de madeira compridas e antigas. Móveis encostados às paredes, do chão ao tecto, repletos de livros, com aspecto gasto. Na varanda exterior podemos deitar-nos a ler nas apetecíveis espreguiçadeiras. Tive vontade de lá ficar a tarde toda.
Fonte: Daravolta.com
Decidimos ir jantar ao Woodside, tínhamos saudades das maravilhosas pizzas e pão de alho. É um restaurante caro e com um ambiente um pouco diferente do Leopold’s e do Mondegar: não se vê tantos indianos, talvez por ser ainda mais dispendioso. No entanto, neste dia estava quase vazio, apenas com alguns turistas. Este e todos os restaurantes em Bombaim. “Dry Day” como tinham afixado nas portas dos estabelecimentos, ou seja, não há bebidas alcoólicas para ninguém. Neste dia, a comunidade muçulmana festejava o Eid ul-Adha e, entre outras restrições, a proibição de bebidas alcoólicas impera. Comemos a pizza, deixámos a cerveja para outro dia.
18.Novembro.2010
O ano passado, numa das minhas longas investidas aos livros da Fnac, deparei-me com um que prendeu toda a minha atenção: Sorrisos de Bombaim, de Jaume Sanllorente. Retrata, em primeira mão, com toda a simplicidade desprovida de ligeireza, a fundação da ONG, com o mesmo nome, e que actua em Bombaim. E reservámos este dia para a visitar.
Nessa noite falei com o Amjad Khan – para mais um Retrato Indiano – um dos quatro agentes que “caçam” turistas pelas ruas de Colaba para serem figurantes em filmes de Bollywood.
Assista ao vídeo feito por Inácio sobre a ONG Sorrisos de Bombaim:



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