São Paulo de cabo a rabo.

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  • Vlamir
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2015
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    #406
    372 jose bonifacio


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ID:	228784

    José Crescêncio de Souza, em 1906, construiu nas proximidades do Córrego do Cerradão, as três primeiras casas de pau-a-pique. Dois anos depois, os irmãos Manoel, Carlos e Justino Rodrigues Santana doaram à Igreja, três alqueires de terras para formação do patrimônio de Cerradão, onde foi erguida uma capela.
    Em 1914 foi criada o Distrito de Paz, alterando a denominação para José Bonifácio, em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência.
    Desde a fundação, as atividades agrícolas mantém a base sócio econômica do município, destacando*se a rizicultura. Aos poucos, novas culturas foram sendo introduzidas, entre elas o café, milho e soja. A pecuária, outra atividade de grande importância local, também promoveu o desenvolvimento de José Bonifácio que, além da alta produção de leite, possibilitou a instalação de indústrias de conservação de carnes, tanto bovinas como suínas.
    Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:54.
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      • Mar 2015
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      #407
      373 Mendonça

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ID:	228785

      No decênio de 1920 a 1930, inúmeras famílias procuravam o interior de São Paulo em busca de terras férteis para a agricultura.
      Lázaro Soares Dias, entre outros, conseguiu do proprietário Jacinto de Souza, a ordem para fundar no local, Mendonça, um povoado, que em 1928, recebeu o nome de Vila São Jacinto.
      Falecendo Maria Amaral Mendonça de Souza, a Vila teve seu nome trocado, a pedido do fundador, para Vila Amaral Mendonça.
      Popularmente conhecida por Vila Mendonça, pertencente ao Distrito de Paz de Nova Itaperema, no Município de São José do Rio Preto, em 1936, elevou-se à categoria de Distrito de Paz, conservando o nome de Vila Mendonça.
      Em 1940, oficializaram o nome de Mendonça.
      Com a criação do Município de Nova Aliança, em 1944, Mendonça passou a pertencer a este Município, mas em 1959, desmembrando-se de Nova Aliança, tornou-se Município, alcançando sua autonomia político-administrativa.
      Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:53.
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        #408
        374 Adolfo

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ID:	228786

        A região da antiga Vila Mendonça no início do século era ainda dominada por extensas matas, na margem direita do rio Tietê, onde o rio do Cubatão deságua.
        Caminho obrigatório nas penetrações para oeste, no local onde desviavam a navegação dos perigos do Salto do Avanhandava, existia, já em 1910, um casarão de madeira e cemitério, em terras do Coronel Xavier de Mendonça, residente em Araraquara.
        Nesse local, entre o córrego do Moinho e o Ribeirão dos Bagres, Alcides do Amaral Mendonça, filho do Coronel Xavier, instalou a fazenda, mais tarde conhecida como Retiro.
        Um outro membro da família Amaral Mendonça Adolfo, em 1928 introduziu a cultura cafeeira, atraindo novos desbravadores, que se instalaram na região entre o rio do Cubatão e o Ribeirão da Fartura, hoje em grande parte submersa pelas águas do Reservatório de Promissão.
        O grande número de moradores dispersos levou Vitório Voltolini, auxiliado por Ezequiel Vieira, a construir um templo Protestante, junto ao qual se iniciou o loteamento e o povoado de Jericó, em 1936.
        No entanto, a população católica solicitou de Adolfo do Amaral Mendonça, permissão para construir também um templo religioso, inaugurado em louvor a São José, criando-se
        o povoamento de Maitinga.
        A divergência na unificação dos dois povoados quanto ao nome a ser adotado, levou à escolha do nome do proprietário das terras-Adolfo.
        Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:53.
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          #409
          375 Sales


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ID:	228787

          Penetrando pelo antigo caminho aberto por ocasião da Guerra do Paraguai, pelas forças Imperiais, em 1918 a família Boava se instalou na margem direita do córrego do Cervinho, afluente do rio Tietê, numa região ainda dominada pela mata virgem.
          Logo a seguir vieram os colonizadores e suas famílias, como os Moreira Luiz, Mendes Fernandes, Zezé Paulino, Cezário José Castilho, José Alves de Lima, Vigilato Alves de Moura, Evaristo Machado de Oliveira, Pedro Domingues da Silva, Maria Leopoldina e outros que, após a derrubada da mata, implantaram suas fazendas.
          Em 1919, proveniente de Barretos, Ramilo sales adquiriu a fazenda Bebedouro, de propriedade de Pedro Domingues da Silva e, em 1922, também adquiriu de Maria Leopoldina uma área, de 16 alqueires, localizada entre o córrego do Cervinho e o rio Cubatão, em Barra Mansa, onde traçou arruamento, levantou um cruzeiro e uma capela em louvor a São Benedito, em torno da qual se formou o povoado de ? Capoeirinha?.
          Criado O Distrito de Paz , em 1921, no Município de Novo Horizonte, teve o nome alterado para Vila Sales, em homenagem a seu fundador.
          Em 1944, foi reduzido para Sales.
          GENTÍLICO: SALENSE
          Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:52.
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            #410
            376 Irapuã

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            Em 1875, as famílias de Hipólito José Godoy e Luiz Marques estabeleceram-se na região, iniciando o cultivo de diversos cereais e, visando a formação de um povoado, doaram à Paróquia uma gleba de 40 alqueires para instalação do patrimônio de Nossa Senhora do Carmo, cuja imagem foi oferecida à capela. Outras famílias fixaram-se na povoação conhecida por Cervinho, por estar localizada próximo ao córrego de igual nome.
            No início do século XX, a afluência de novos povoadores foi intensificada, principalmente por volta de 1926, quando o café passou a ser cultivado em larga escala, propiciando a formação de novas fazendas, por José Bilica, Fabiano Moreira ? Nhonho Alves?, Joaquim Venâncio e Agostinho Venâncio, entre outros.
            A alta produtividade da cafeicultura, atividade em que se destacou Amadeu Bouzza, promoveu o desenvolvimento do povoado, onde foi criado, em 1930, o Distrito de Paz denominado Irapuã. O topônimo deveu-se à grande quantidade dessas abelhas na região.
            Novas culturas foram introduzidas, entre elas o algodão, milho e arroz, que somadas `a pecuária, aumentou a arrecadação da localidade e , assim em 1949, Irapuã foi elevado a Município.
            Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:52.
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              #411
              377 Mogi das Cruzes

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              Antes da fundação do povoado de Mogi das Cruzes, o bandeirante Braz Cubas, no ano de 1560, havia se embrenhado pelas matas do território mogiano, às margens do Rio Anhembi, hoje Tietê, à procura de ouro.
              Gaspar Vaz abriu o primeiro caminho de acesso de São Paulo a Mogi, dando início ao povoado, que foi elevado à Vila em 17 de agosto de 1611, com o nome de Vila de Sant'Anna de Mogi Mirim. A oficialização ocorreu em 1º de setembro, dia em que se comemora o aniversário da cidade.
              Mogi é uma alteração de Boigy que, por sua vez, vem de M'Boigy, o que significa "Rio das Cobras", denominação que os índios davam a um trecho do Tietê. Quando a Vila foi criada em 1611, devido ao costume de adotar o nome do padroeiro, passou a ser denominada "Sant'Anna de Mogy Mirim".
              Na língua indígena, Mirim quer dizer pequeno. Provavelmente, uma referência ao riacho Mogi Mirim. A linguagem popular tratou de acrescentar o termo "cruzes" ao nome oficial da Vila. Era costume dos povoadores sinalizar com cruzes os marcos que indicavam os limites da Vila, de acordo com tese de Dom Duarte Leopoldo e Silva, confirmada pelo historiador e professor Jurandyr Ferraz de Campos.
              Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:51.
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                #412
                378 Guararema
                cidade muito bonita

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ID:	228796

                Na região do médio Paraíba, surgiu o povoado de Guararema, fundado em meados do século XVI, por Gaspar Cardoso, Capitão Mór de Mogi das Cruzes, chamando-se inicialmente Arraial da Escada.
                Em 1654, os frades capuchinhos, levantaram uma capela em louvor a Nossa Senhora da Escada, segundo dizem, porque havia uma escada entre a barranca do rio e o lugar onde se ergueu a capela.
                Em 1872, pela Lei nº 1, foi elevado a Distrito de Paz.
                Foram seus primeiros dirigentes: Benedito Antônio de Paula, Antônio de Mello Franco e Joaquim Alves Pereira. Como vigário da nova paróquia veio o Padre Miguel Piemont e a 3 de julho de 1872 a capela Nossa Senhora da Escada foi instituída canonicamente e, hoje, faz parte do Patrimônio Histórico Nacional.
                Em 1875 Dona Laurinda de Souza Leite a fim de auxiliar uma ex-escrava - Maria Florência, doou-lhe um quinhão de terra situado às margens do rio Paraíba, pouco acima do ribeirão Guararema. Maria Florência construiu, com o auxílio de outras pessoas, uma capela a São Benedito, que atraindo outros moradores originou o vilarejo Guararema, palavra tupi-guarani, que significa ?Pau d?alho?, devido à abundância dessa árvore na região.
                Em 1876 inaugurou-se trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, entre Mogi das Cruzes e Jacareí, com passagem por Guararema.
                Em 1890, a sede do Distrito de Paz da Escada foi transferido para o povoado
                Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:50.
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                  #413
                  379 Jacarei

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                  O povoamento de Jacareí começou, em 1652, com o nome de Nossa Senhora da Conceição da Parayba, pela iniciativa de Antônio Afonso e seus três filhos. Foi elevada a vila em 22 de novembro de 1653 e tornou-se cidade em 3 de abril de 1849. Antigo caminho para as "minas gerais", usando o rio Paraíba, Jacareí passou de humilde pousada colonial de tropeiros, ao longo dos anos, para cidade progressista, a partir de 1790, com o café no Vale do Paraíba.
                  O núcleo inicial "parece ter sido" a Capela do Avareí (1728) e depois o Largo da Matriz (século XIX), que foi urbanizado na década de 1930. Atualmente, o largo da Matriz é palco das festas em homenagem à padroeira da cidade, Imaculada Conceição, que são realizadas há mais de 100 anos. O dia da padroeira é 8 de dezembro, feriado municipal. Em 1920, a igreja passou por uma reforma, na qual foram imprimidos os traços atuais.
                  Já a Santa Casa de Misericórdia, teve a sua instalação oficializada em 1850. A edificação do hospital foi feita graças a donativos arrecadados e pelo trabalho gratuito dos negros escravos, cedidos pelos senhores abastados. Em 1854, terminada a primeira parte da construção e feitas as instalações preliminares, a Santa Casa começou a funcionar. O Brasão, a Bandeira e o Hino Oficial da cidade foram instituídos por lei municipal em 1952, 1961 e 1969, respectivamente.
                  Existem duas hipóteses diferentes para a origem do nome "Jacareí". Segundo uma delas, há muito tempo havia um grande número de jacarés nas lagoas e no Rio Paraíba do Sul. Durante a realização de reunião social, à margem do rio próximo à lagoa, uma das pessoas que ali se divertia, olhando a grande quantidade de jacarés, fez uma observação sobre a cena. Foi esta simples interjeição, que ligada a jacaré, deu como resultado: Jacareí. A outra hipótese é a palavra vir do tupi-guarani - icare-ig - que significa "Rio dos Jacarés".
                  Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:50.
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                    #414
                    380 Santa Branca

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                    Na sesmaria que abrangia vasto território, desde Santos até além de Moji Das Cruzes, os emissários de Brás Cuba, o sesmeiro, procuravam explorar a região, tendo aí sido estabelecida, por volta de 1611, uma linha de percurso, diretamente do litoral, sem passar pela sede da Capitania, São Paulo. Nos Pontos de pousada iam deixando precursores da evolução, que logo erguiam toscas palhoças, determinando o povoado. Assim, por volta de 1820, compunha a região moradores Brasileiros e Portugueses, vindo de São Vicente e Santo André, além de silvícolas semi-domesticados, habitando cabanas de sapé, dedicando-se à pesca no Rio Paraíba e afluentes.
                    Alguns moradores da região concentravam-se ao redor da habitação da família Brito de Godoy, muito numerosa e possuidora de amplos domínios, estabelecida à margem esquerda do Rio Paraíba. Domingos Brito Godoy doou um trecho de suas terras, a partir do ponto que residia, para servir de Patrimônio à capela em homenagem a Santa Branca.
                    Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:49.
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                      #415
                      381 São Jose dos Campos

                      Click image for larger version

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                      As origens de São José dos Campos remontam ao final do século 16, quando se formou a Aldeia do Rio Comprido, uma fazenda jesuítica que usava a atividade pecuarista para evitar incursões de bandeirantes. Porém, em 10 de setembro de 1611, a lei que regulamentava os aldeamentos indígenas por parte dos religiosos fez com que os jesuítas fossem expulsos e os aldeãos espalhados.
                      Os jesuítas voltaram anos mais tarde, estabelecendo-se em uma planície a 15 quilômetros de distância, onde hoje está a Igreja Matriz de São José, no centro. Este núcleo, que deu origem à cidade, tinha clima agradável e ficavam numa posição estratégica em caso de invasões. Novamente a missão passava aos olhares externos como fazenda de gado. Nesse período, a aldeia apresentou sérias dificuldades econômicas por causa do grande fluxo de mão de obra para o trabalho nas minas.
                      Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, e todas as posses da ordem confiscadas por Portugal. Na mesma época, Luis Antonio de Souza Botelho Mourão, conhecido como Morgado de Mateus, assumiu o governo de São Paulo, com a incumbência de reerguer a capitania, mera coadjuvante num cenário em que Minas Gerais se destacava pela atividade mineradora. Uma das primeiras providências foi elevar à categoria de vila diversas aldeias, entre elas São José, com o objetivo de aumentar a arrecadação provincial.
                      Mesmo antes de se tornar freguesia, a aldeia foi transformada em vila em 27 de julho de 1767 com o nome de São José do Paraíba. Foram erguidos o pelourinho e a Câmara Municipal, símbolos que caracterizavam a nova condição. Entretanto, a emancipação política não trouxe grandes benefícios até meados do século 19, quando o município passou a exibir sinais de crescimento econômico, graças à expressiva produção de algodão, exportado para a indústria têxtil inglesa.
                      Depois de ocupar posição periférica no período áureo do café no Vale do Paraíba, São José dos Campos ganhou destaque nacional na chamada fase sanatorial, quando inúmeros doentes procuravam o clima da cidade em busca de cura para a tuberculose. Gradativamente já estava sendo criada uma estrutura de atendimento, com pensões e repúblicas.
                      Em 1924 foi inaugurado o Sanatório Vicentina Aranha, o maior do país. Somente em 1935, com os investimentos do governo de Getúlio Vargas e a transformação do município em estância climatérica e hidromineral, o município pôde investir em infraestrutura, principalmente na área de saneamento básico, que no futuro viria a ser um trunfo a mais para a atração de investimentos destinados ao desenvolvimento industrial.
                      Entre 1935 a 1958, a cidade foi administrada por prefeitos sanitaristas, nomeados pelo governo estadual. A autonomia para eleger o prefeito foi perdida em 1967, durante o regime militar, e reconquistada em 1978.
                      O processo de industrialização da de São José dos Campos tomou impulso a partir da instalação, em 1950, do então Centro Técnico Aeroespacial (CTA) - hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) - e inauguração da Via Dutra, em 1951. Nas décadas seguintes, com a consolidação da economia industrial, a cidade apresentou crescimento demográfico expressivo, que também acelerou o processo de urbanização.
                      Nos anos 90 e início do século 21, São José dos Campos passou por um importante incremento no setor terciário. A cidade é um centro regional de compras e serviços, com atendimento a aproximadamente 2 milhões de habitantes do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais.
                      Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:48.
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                        #416
                        382 Monteiro Lobato

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                        A localidade de Buquira, foi dada a denominação de Monteiro Lobato, em homenagem ao escritor Paulista que ali viveu e se inspirou para escrever muitas de suas obras, quase todas de literatura infantil. Monteiro Lobato residiu longo tempo na ?Fazenda do Visconde?, em terras de sua avó. Buquira, povoado à margem esquerda do rio do mesmo nome, foi criado em território de Taubaté e Caçapava, sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Buquira, em tupi-guarani, significa ?Ribeirão dos Pássaros?.
                        Alguns historiadores citam Buquira como ponto de passagem de Bandeiras que se dirigiam a Minas Gerais e iniciavam seus preparativos para a escalada das altas montanhas que dali avistavam, depois de terem descansado no local onde hoje existe o Município.
                        Em 1948, mudou a denominação para Monteiro Lobato.
                        Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:48.
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                          #417
                          383 São Bento do Sapucaí

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                          A história de São Bento do Sapucaí remonta a 1820, quando o padre Luís Justino Velho Columbreiro, vigário de Pindamonhangaba, acompanhado pelo Tenente José Pereira Alves e de Antônio Monteiro de Gouveia, benzeu, a pedido destes, uma área onde seria erguida uma capela, tendo o vasto terreno sido doado pelo citado Tenente e sua mulher, Ignez Leite de Toledo.
                          A localidade ficava na serra da Mantiqueira, na divisa de São Paulo com Minas Gerais, no povoado mineiro de Sant?Ana do Sapucaí-Mirim. Nesse povoado, na capela Guarda Velha, uma imagem de São Bento aguardava a construção da igreja, para ser transferida, apesar de haver oposição do vigário de Pouso Alegre - MG, José Bento Leite mello, em relação à edificação da igreja.
                          O povoado nascente, em homenagem ao Santo padroeiro e por ser cortado pelo rio Sapucaí-Mirim, ficou conhecido como Bento do Sapucaí-Mirim, simplificado,em 1876, para São Bento do Sapucaí.
                          Sanadas as divergências, os moradores da região, em abaixo-assiando, pediram licença para levantar uma capela a São Bento. Construção, onde se encontra atualmente a igreja Matriz, foi iniciada em 16 de maio de 1853, sob a responsabilidade de uma comissão composta de vários residentes, e presidida pelo padre Pedro Nolasco César.
                          Em 1967, devido às condições climáticas e geográficas, São Bento do Sapucaí foi oficialmente reconhecida como Estância Climática, pela Lei n.º 9700, de 26 de janeiro.
                          Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:47.
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                            • 686

                            #418
                            384 Santo Antônio do Pinhal

                            Click image for larger version

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ID:	228802

                            O povoamento do alto da serra da Mantiqueira, na região do vale do Sapucaí-Mirim, iniciou-se no fim do século XVIII, pois constituía passagem obrigatória das penetrações para Minas Gerais.
                            O desbravamento do lugar, deveu-se a Gaspar Vaz da Cunha, que no vale do Sapucaí estabeleceu fazenda de criação de gado.
                            Outros nomes ligados ao povoamento foram Antônio Joaquim de Oliveira e Manoel José da Cruz, sendo que o primeiro, em 17 de junho de 1860, doou terras para o Patrimônio de Santo Antônio de Pádua, onde foi construída capela e passou a constituir ponto de atração dos moradores da região.
                            No entanto, o povoado cresceu numa área litigiosa entre a Província de São Paulo e de Minas Gerais, onde força organizada em Pindamonhangaba acabou por queimar as instalações, expulsando os grandes mineiros da localidade, que passou a chamar-se Santo Antônio do Rancho Queimado.
                            Santo Antônio do Pinhal foi elevado a Freguesia pela Lei Provincial n.º 2, de 23 de março de 1861, e anexado ao Município de São Bento do Sapucaí; a Distrito de Paz, em 1880, e anexando ao Município de Campos do Jordão, em dezembro de 1934.
                            Em 1944 voltou a anexar-se a São Bento do Sapucaí, ganhando autonomia em fevereiro de 1959.
                            GENTÍLICO: PINHALENSE
                            Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:46.
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                              #419
                              385 Campos dos Jordão

                              Click image for larger version

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ID:	228811

                              Aproximadamente em 1720, Gaspar Vaz Cunha, ?O Oyaguara?, e Miguel Garcia, partiram do Vale do Paraíba e atingiram as terras hoje pertencentes ao Município de São Bento do Sapucaí, com intuito de descobrir o rumo das minas de ouro de Itagiba-MG. Gaspar Vaz da Cunha lá se estabeleceu.
                              Em 1771, outro aventureiro, Inácio Caetano Vieira de Carvalho, seguindo a rota deixada pelos antecessores, alcançou uma região por ele chamada Capivari ou Rocinha. Em sentido leste, Inácio Caetano alcançou outra região e, junto à margem do rio Capivari, construiu a casa grande da fazenda, batizada com o nome de Bom Sucesso.
                              Enquanto Inácio Caetano explorava as terras de Capivari ou Rocinha, a família Costa Manso, vinda dos lados da capitania de Minas Gerais, instalou-se na Fazenda do Campinho, na divisa de São Paulo e Minas, desenvolvendo-se na região a pecuária.
                              Finalmente, a família Costa Manso acabou entrando nas terras de Inácio Caetano e iniciaram-se os conflitos entres as duas famílias, obrigando Inácio Caetano a levar a questão ao capitão Juiz de Taubaté. Os Costa Manso defenderam-se, alegando também terem recebido as terras em questão, por sesmaria do Governador da capitania mineira. As queixas de cada família chegaram aos respectivos Governadores de suas capitanias, interessados na questão pelo desenvolvimento da criação de gado que seria um novo círculo econômico devido ao enfraquecimento do ciclo do ouro.
                              Com a morte de Inácio Caetano, enterrado entre pinheiros formando um triângulo, o que originou a representação de três pinheiros no brasão da cidade. Hipotecaram as terras ao Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, em 1824.
                              A fazenda Bom Sucesso era conhecida como fazenda de Campos ou Campos do Inácio Caetano e, com sua transferência para a família Jordão, passou a ser conhecida por Campos do Jordão.
                              Em 1874, chegou a Campos do Jordão, Matheus da Costa Pinto, que começou logo o projeto de construções de algumas residências, pensões, casas de saúde e capela, que se denominou S.Matheus.
                              Foram abertas as primeiras picadas ligando Campos do Jordão a Pindamonhangaba, facilitando seu acesso. Em 1891, chegou a Campos, Domingos Jaguaribe. Comprou a fazenda Natal, que pertencera a Inácio Caetano, e dividiu-a em lotes para venda.
                              Pensões e hotéis começam a ser construídos, recebendo grande número de doentes para tratamento pulmonar.
                              Em 5 de dezembro de 1876, o primeiro trem vindo de São Paulo parou em Pindamonhangaba. O acontecimento chamou a atenção de José Inácio dos Santos Bicudo, que fundou e organizou a primeira companhia de transportes para Campos de Jordão. No começo, a viagem era feita a cavalo, porém, como a maioria dos passageiros era constituída de doentes, José Inácio idealizou um novo sistema de transporte: o ?Bangüês? que eram veículos puxados a cavalos ou burros, ou as liteiras que eram veículos com padiolas, espécies de cama adaptadas. O trajeto era o da atual Estrada de Ferro Campos do Jordão.
                              O primeiro projeto da construção da Estrada de Ferro ocorreu em 1892. Em 1911, o Dr.Emílio Ribas e Vítor Godino conseguiram, aliados a outros nomes importantes que visitavam ou tinham propriedades em Campos do Jordão, a autorização para a construção da Estrada de Ferro ligando esta cidade a Pindamonhangaba. O primeiro projeto foi de Mário Roxo, que sofreu várias alterações. Somente em 15 de novembro de 1914, foi inaugurada.
                              Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:45.
                              PHD Vlamir
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                                #420
                                386 Tremembé

                                Click image for larger version

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ID:	228812

                                A partir das expedições para exploração do Vale do Paraíba, muitos desbravadores foram se fixando na região, em pontos esparsos. Jacques Felix, fundador de Taubaté, conseguiu reunir em suas terras, Sítio Tremembé, diversos deles, dando origem a povoados.
                                Um dos povoadores, Balthazar da Costa Cabral, possuidor de parte das terras, mandou construir em sua propriedade, uma ermida em louvor à Nossa Senhora da Conceição, onde era venerada a imagem de Senhor Bom Jesus.
                                Em 1672 foi rezada a primeira missa na Igreja de Senhor Bom Jesus do Tremembé, que havia sido construída em substituição à primeira Capela. A irmandade do Senhor Bom Jesus, passou a zelar pelas terras que foram doadas ao santo, aí formando o pequeno povoado de Tremembé.
                                O Topônimo Tremembé é de origem tupi-guarani, ?tirí-membé?, que significa: alagadiço, brejo.
                                Inicialmente Tremembé viveu do comércio que realizava com os tropeiros que desciam da Mantiqueira em direção ao porto de Ubatuba. Essa atividade perdurou até o ciclo do café, meados do século XVIII.
                                GENTÍLICO: TREMEMBEENSE
                                Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:45.
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