São Paulo de cabo a rabo.

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  • Vlamir
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2015
    • 686

    #421
    387 Pindamunhangaba

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ID:	228813

    Data do final do século XVI a ocupação da área onde hoje se situa Pindamonhangaba. O primeiro morador, que ganhou terras no local e implantou sítio com ranchos e pastaria, foi João do Prado Martins, em 1643.
    A "paragem" estava fadada a se desenvolver rapidamente, já que suas terras eram excelentes; o clima ameno e sua posição geográfica a tornavam passagem obrigatória dos viajantes que se deslocavam de São Paulo para Minas Gerais através do Vale do Paraíba. Por volta de 1680, Pindamonhangaba já era um povoado, vinculado ao Termo (Município) de Taubaté. Data dessa época a construção do primeiro templo, a capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, no lugar onde hoje fica a Praça Padre João de Faria Fialho.
    Em 10 de julho de 1705, o povoado recebeu foros de vila, por ato da Rainha Dona Catarina, ficando, portanto, politicamente emancipado de Taubaté.
    Durante o século XVIII, desenvolveu-se em Pindamonhangaba uma atividade agropastoril, com predominância da cultura de cana-de-açúcar e a produção de açúcar e aguardente, em engenhos.
    Durante o período do café no Brasil, a cidade viveu sua fase de maior brilho e se destacou no cenário nacional. O cultivo do café foi iniciado no Município a partir dos anos de 1820. Duas décadas após, Pindamonhangaba se tornou um grande centro cafeeiro, apoiado em suas terras férteis e na mão-de-obra escrava. Nessa época, foram construídos o Palacete 10 de Julho, o Palacete Visconde da Palmeira, o Palacete Tiradentes, a Igreja São José e outros grandes casarões. A Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, construída nos primeiros anos dos 1700, foi remodelada, ganhando sua fachada imponente.
    Pindamonhangaba, que ganhou do cronista e poeta Emílio Zaluar o título de "Princesa do Norte", foi elevada a cidade por lei provincial de 03 de abril de 1849. O ciclo do café extinguiu-se no final da década de 1920, não tendo resistido aos golpes produzidos pela exaustão das terras, a libertação dos escravos e a crise econômica mundial. A partir daí, a economia de Pindamonhangaba passou a se apoiar na constituição de uma importante bacia leiteira, em extensas culturas de arroz e na produção de hortigranjeiros. Foi uma época de pequeno crescimento econômico, que se estendeu até o final da década de 1950, quando o Município entrou no ciclo pré-industrial. O período de 1970 a 1985 foi, para Pindamonhangaba, uma fase de crescimento industrial extremamente acelerado, que mudou, profundamente, a face do Município.
    O topônimo Pindamonhangaba é de origem indígena e significa "lugar onde se fazem anzóis".
    Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:44.
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      • Mar 2015
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      #422
      388 Roseira


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Name:	388 rodeira.jpg
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ID:	228814

      A cidade nasceu e cresceu junto à Estrada Real ,entre Pindamonhangaba e Capela Nossa Senhora, hoje Aparecida.
      Formou-se o bairro de Roseira Velha, nome originado das roseiras, tipo trepadeiras(rosa-brava e rosinha mariquinha), plantadas ao longo das cercas dos quintais.
      No período entre 1770 e 1840, a região foi ocupada por grandes engenhos de cana-de-açúcar e mais tarde, com a introdução da cultura do café, tornou-se importante produtora. Com o declínio dessa atividade, os proprietários rurais dedicaram-se à pecuária leiteira e à cultura do arroz.
      Com a implantação, em 1878, da Estrada de Ferro Central do Brasil, reuniram-se diversos fazendeiros da região com engenheiros da ferrovia, a fim de localizar uma estação de embarque,prevalecendo a oferta de terreno de propriedade de Pedro Leme, conhecido por Major Victoriano de
      Barros, por intermédio de seu amigo Dino Bueno.
      No local da estação mandou abrir ruas e construir igrejas, constituindo o Bairro da Roseira.O povoado cresceu em torno da Capela do Rosário, hoje Igreja de Nossa Senhora da Piedade. Com a inauguração, em 1877, da Estação da Estrada de Ferro, defronte ao povoado, surge um novo núcleo urbano, o de Roseira Nova. Torna-se vila em 1910, e cidade em 1959.
      Em 1933, substituindo o plantio de café com o leite, foi fundada a Cooperativa de Laticínios de Roseira, a mais antiga do interior paulista.
      Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:44.
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        • Mar 2015
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        #423
        389 Guaratingueta

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ID:	228815


        Em 1628, conforme consta do primeiro Livro-Tombo da Catedral de Santo Antônio, dava-se a conhecer o povoamento destas terras por Jacques Félix e filhos.
        Dia 13 de junho de 1630, data dedicada ao Santo Padroeiro, marca a fundação de Guaratinguetá, pela construção da capela "erguida em palha e parede de mão".
        Em 13 de fevereiro de 1651, com a abertura da "estrada", o povoado é elevado a Vila e é erigido o pelourinho.
        Guaratinguetá destaca-se como uma das principais vilas da Capitania no Vale do Paraíba, no século XVIII, que reserva à cidade, além dos períodos do ouro e do açúcar, fatos de especial significância religiosa.
        Em 1717, a imagem enegrecida de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada por pescadores nas águas do Rio Paraíba, dando origem à cidade de Aparecida.
        Em 1739, nasce aquele que, em 25 de outubro de 1998 torna-se o primeiro brasileiro nato beatificado pelo Vaticano: Frei Antônio de Sant?Anna Galvão, canonizado em 11 de maio de 2007 pelo Papa Bento XVI.
        Em 1757, foi fundada a Irmandade de São Benedito junto à Capela de São Gonçalo e, a partir daí, provavelmente, inicia-se a Festa em louvor a este Santo que perdura até a atualidade.
        No século XIX, Guaratinguetá atinge o apogeu do período do café.
        Em 18 de agosto de 1822, Guaratinguetá foi escolhida por D. Pedro I para pernoite, quando fazia a "trilha da Independência". Em 23 de dezembro do mesmo ano, morria Frei Galvão.
        Em 1844, Guaratinguetá é elevada à categoria de cidade.
        Em 7 de julho de 1848, nasce Francisco de Paula Rodrigues Alves, futuro Conselheiro e Presidente da República (eleito duas vezes).
        O ano 1885 marca o auge da produção cafeeira e 1877 torna-se marco divisor da história com a chegada da Estrada de Ferro que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.
        Ainda no século XIX, Guaratinguetá registra seu pioneirismo regional na imprensa com o jornal ?O Mosaico? (de 1858), o desenvolvimento educacional, os clubes, a Banda, o "Theatro" e o Mercado. Nesse período instalam-se a Escola Complementar, o Ginásio Nogueira da Gama, a Escola de Comércio e a Escola de Pharmácia.
        O século XX, que presencia o esgotamento das terras, enxerga também os novos focos econômicos: pecuária extensiva, industrialização e fomento comercial. Emerge uma "nova" comunidade, com a Escola de Especialistas de Aeronáutica, depois o campus da Unesp ? Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, o Senac e, mais recentemente, a FATEC ? Faculdade de Tecnologia.
        O topônimo Guaratinguetá é uma palavra de origem tupi-guarani e significa guará=garça, tinga=branca, eta=muito, que significa muitas garças brancas.
        Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:43.
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          • Mar 2015
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          #424
          390 Aparecida (Nossa Senhora Padroeira do Brasil)

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Name:	390 aparecida.jpg
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ID:	228816

          Aparecida nasceu de um milagre, quando em 1717 os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves pescaram no rio Paraíba do Sul a imagem de uma Santa Negra.
          Era época de pouca pesca e para servir um banquete ao governador de Minas Gerais e São Paulo, Dom Pedro Miguel de Almeida, que passava pela Vila de Guaratinguetá, os três pescadores lançaram sua rede ao rio. Primeiro, pescaram um corpo de imagem, sem cabeça, depois, ao jogarem novamente a rede, tiraram do rio a cabeça da imagem, que se encaixava perfeitamente ao corpo.
          Depois de ser pescada em 1717, a Imagem ficou em poder da família do pescador Felipe Pedrosos, durante 15 anos, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar.
          Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:43.
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            #425
            391 Taubate

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            Antiga aldeia de índios Guaianás, conhecida por Itaboaté, o município nasceu numa área entre o córrego do Convento Velho e um afluente, hoje canalizado.
            Consta que, em 20 de janeiro de 1936, o sertanista Jacques Félix, natural de São Paulo, foi incumbido pelo Capitão-mor Francisco da Rocha, então governador da Capitania de Itanhaém, de desbravar o sertão, com o intuito de demarcar as terras da capitania de São Vicente, de propriedade de Dona Mariana de Souza e Guerra, Condessa de Vimieiro. Deslocando-se com sua família, grande número de escravos índios e cabeças de gado, Jacques Félix conseguiu impor-se na região conquistada e em 30 de junho de 1639.
            O progresso logo se fez sentir, sendo iniciadas várias construções: igreja matriz, cadeia, casa de sobrado para o Conselho, moinho de trigo, engenho de açúcar, etc.
            Em 13 de outubro de 1639 o sertanista recebeu ordens de informar sobre a data de conclusão das obras, a fim de que povoação fosse erigida em Vila, o que se verificou em 5 de dezembro de 1645, com o nome de São Francisco das Chagas de Taubaté.
            Em 1646, novamente, Jacques Félix foi encarregado de penetrar o sertão, em busca de minas, o que fez, transpondo a Mantiqueira, pela garganta do Embaú e atingindo o planalto do rio Verde. Outros o sucederam, como Antônio Rodrigues Frazão, que em 1693 descobriu ouro nos sertões de Cuiaté, e Bartolomeu Bueno de Siqueira, as minas de Itaverava.
            A notícia das expedições desencadeou a corrida do ouro, a ponto de determinar em 1695 o estabelecimento da Casa de Fundição, no antigo largo do Convento, hoje praça Monsenhor Silva Barros. Foi a primeira instalada no Brasil. Nessa época, Taubaté surge como centro de irradiação de bandeiras começando a se projetar no cenário da vida colonial.
            Passada a fase do ouro, aparece o cafeeiro e, já em 1854, o município se classifica entre os maiores produtores de café do vale do Paraíba. Cultivava ainda a cana-de-açúcar, que ocupava posição de destaque na produção do estado.
            O topônimo Taubaté originou-se do tupi ?Tab-a-etê?, taba verdadeira, residência do chefe ou, segundo outros, ?Tauha-b-etê?, muito barro ou argila.
            Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:42.
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              #426
              392 Caçapava

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ID:	228818
              No médio curso do rio Paraíba, em 1705, no local denominado ?caa-çapaba?, do tupi ?caa=mato e ? çapaba ?=clareira, vereda , estabeleceu-se o fazendeiro Paulista, Jorge Dias Velho, que auxiliado pela sua mulher, Sebastiana de Unhate, construiu uma capela em louvor a Nossa Senhora da Ajuda.
              Permitiu Dias Velho que, em torno da capela, fossem fixando-se outros moradores, constituindo um povoado, elevado à freguesia em 1813, subordinada a Taubaté.
              O centro tornou-se um ponto de dispersão de bandeiras porque daí partiram desbravadores e fundadores de cidades, como Francisco Barreto Leme do Prado, descendente de Jorge Dias Velho, que veio ser o Fundador de Campinas, ou Capitão Tomé Portes D?el Rei, fundador de São João D?el Rei, em Minas Gerais. Outros dirigiram-se para os sertões mineiros ou de Goiás em busca de terras e metais.
              A partir de 1842, por questões de desavenças políticas o povoamento se deslocou alguns quilômetros além de Caçapava- velha, em sítio mais próximo do rio Paraíba, na fazenda do cel. João Dias da Cruz Guimarães, que doou terras para construção de outra capela sob o orago de São João Bastista.
              Nessa nova localidade o Capitão João Ramos da Silva, com o apoio do Capitão João Lopes Moreira e
              o Major Francisco Alves Moreira, cuidou para o desenvolvimento de Caçapava, que, em 1855, foi elevado à categoria de Vila, chegando já em 1875, à cidade, passando a capela de São João Batista a ser a Matriz da paróquia de Nossa Senhora da Ajuda.
              Para isso muito contribuiu a maior proximidade do caudaloso rio Paraíba, que, ao mesmo tempo em que constituía uma via de comunicação com os outros centros, oferecia alimento para os habitantes de Caçapava.
              Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:41.
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                • 686

                #427
                393 Gália produtora de seda (Aparecido Miller)

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ID:	228819

                Nas terras localizadas entre as nascentes dos rios Feio e Peixe, Bernardo José dos Santos e sua família, estabeleceram-se em 1906, com o primeiro engenho de cana da região.
                Mas a povoação que se formou, com a colaboração dos primeiros moradores, Manoel Gonçalves dos Santos, João Paes de Oliveira, Eduardo de Souza Porto, Pedro Alves Pacheco e Coronel Galdino, é que constituiu o centro de atrações.
                Às margens do ribeirão das Antas, o Coronel Galdino, auxiliado pelo agrimensor Francisco Tessitori, fez o traçado das ruas e a divisão em lotes, fundando-se em abril de 1917, o povoado de São José das Antas.
                Em dezembro de 1926 foi criado o Distrito de Paz de Antas.
                Com a construção da ferrovia, Companhia Paulista de Estrada de Ferro, foi instalada uma estação de parada, com o nome de Gália, em homenagem à França (antiga denominação), topônimo que passou à localidade, em setembro de 1927.
                Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:41.
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                  #428
                  394 Alvinlândia

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                  A Fundação do Município deveu-se à atuação das famílias Couto e Manzano que, no ano de 1935, embrenharam-se pelos sertões fazendo surgir o povoado, denominando-se Vila Couto, em 1945.
                  Em 1948, Vila Couto foi elevado a Distrito de Paz, pertencente ao Município de Garça, com terras desmembradas do Distrito de Lupércio, recebendo o nome de Alvinlândia, em homenagem ao pai do deputado Joviano Alvim.
                  Esse deputado integrou a Comissão do Legislativo Estadual que deliberou sobre a criação de novos distritos no Estado.
                  Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:40.
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                    #429
                    395 Lupércio

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ID:	228828

                    O Engenheiro Lupércio Fagundes, proprietário das terras da região, iniciou em 1926, a derrubada das matas, para formação de um núcleo populacional. No ano seguinte chegou Antônio Daun e, em 1934, deram início à demarcação da área onde foram doados lotes às novas famílias que aí se fixaram.
                    O progresso avançou em todos os setores, concretizando a fundação de Santo Inácio, primeiro nome, onde, em 1936, foi construída a igreja. Nesse ano o Patrimônio elevou-se a Distrito de Paz e, em 1941, Antônio Daun, auxiliado por outros moradores, construíram a Casa Paroquial, tendo sido criada a paróquia no mesmo ano.
                    Em 1944, o Distrito de Santo Inácio passou a denominar-se Lupércio, em homenagem a um de seus fundadores.
                    Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:39.
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                      #430
                      396 Ocauçu

                      Click image for larger version

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                      estrada de Ocauçu Marilia Br153 é Linda


                      A medida que as estradas de ferro se dirigiam para oeste, associadas ao desenvolvimento da cultura de café, núcleos de população foram surgindo.
                      A partir de 1870, alguns habitantes de Minas Gerais emigraram para São Paulo. Eram criadores que procuravam regiões campestres afastadas das terras cultivadas e instalaram-se nos campos situados entre o Rio Paranapanema, ainda mal conhecido, e o Rio Peixe, completamente desconhecido. Vieram posteriormente grandes fazendeiros de café que conseguiram os títulos de propriedade das terras. As crises econômicas e as quedas súbitas do preço do café possibilitaram a contratação de imigrantes Italianos, a partir de 1888, entre os quais Celeste Casagrande, contratado por Eugênio Teixeira Leite, fazendeiro em Minas Gerais e em São Paulo, na região do Miranda, então Município de São José dos Campos Novos do Paranapanema. A família Casagrande e outras de imigrantes Italianos Compraram terras na região.
                      Como as pequenas propriedades dependiam do comércio de Campos Novos, distante 27 km, e como o único meio de transporte era o animal, resolveram instalar no cimo do planalto - por possuir uma picada que ligava Cafelândia a Platina - máquinas de beneficiar café, arroz, serraria, engenhos, etc. Em 1925, Carlos Ferrari fez o loteamento do planalto e cedeu uma praça para construção de uma igreja dedicada ao Padroeiro local - Santo Antônio. O patrimônio denominou-se Santo Antônio da Bela Vista.
                      Criado o Distrito Policial pertencente a Campos Novos e comarca de Assis, elevou-se a Distrito de Paz em 1934, com o nome de Casagrande e, em 1944,com a denominação de Ocauçu - nome indígena que significa Casa Grande - foi transferido para o Município de Marília.
                      Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:38.
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                        #431
                        397 Marilia (transito horrível)

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                        Em 1913, o governo do Estado encarregou o Coronel Antônio Carlos Ferraz de Sales de abrir uma estrada ligando Presidente Pena, hoje Cafelândia, na Noroeste, e Platina, na Sorocabana. Aberta a estrada, Cincinato César da Silva Braga adquiriu as terras que margeavam o espigão divisor das Bacias Peixe e Tibiriçá, denominando-a Cincinatina, e determinou que nelas fossem plantados 10.000 pés de café.
                        Muitos imigrantes chegaram à região, sobretudo os de origem japonesa, italiana, espanhola e síria. Em 1923, o lusitano Antônio Pereira das Silva e seus filhos adquiriram 53 alqueires e procederam a um loteamento para formação do povoado que passou a ser denominado Alto do Cafezal.
                        Ao lado do Alto do Cafezal, floresceu o patrimônio da Vila Barbosa, aberto por Vasques Carrión. Em 1925, Bento de Abreu Sampaio Vidal abriu um terceiro patrimônio nas vertentes de Cincinatina, posteriormente transformado em distrito, em 1936, com o nome de Lácio.
                        Sampaio Vidal, em 1926, cedeu terras para as instalações da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que começava a avançar pela região. Em 22 de dezembro do mesmo ano, o povoado foi elevado a distrito, incorporando os três patrimônios.
                        Em 1928, foi inaugurada a estação ferroviária, com o nome de Marília. O nome, por sugestão de Sampaio Vidal, inspirado na obra de Thomaz Antônio Gonzaga, ?Marília de Dirceu?, foi dado pela Companhia, que a partir de Piratininga, seguia uma ordem alfabética
                        Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:38.
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                          • 686

                          #432
                          398 Julio Mesquita

                          Click image for larger version

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                          Em 1920, começaram a ser construídas as primeiras casas da Fazenda Chantebled, dedicada ao cultivo do café. Outros núcleos foram se formando nas fazendas vizinhas, também de café, como, por exemplo, os de São João do Inhema e de Santa Sílvia, iniciados no ano de 1926.
                          Em 1935, o plantio do algodão começou a atrair inúmeras famílias para a região, quando Porfírio Barros Cavalcante e Horácio Nakaidara resolveram lotear alguns alqueires de terra e fundar uma cidade, inicialmente dividida em duas partes.
                          Em uma, predominou o cultivo do algodão e recebeu o nome de Ouro Branco. A outra, denominada Mesquita, em homenagem ao jornalista e constituinte Júlio César Ferreira de Mesquita, predominou a cultura do café.
                          As duas culturas promoveram o rápido crescimento da cidade que, em 30 de novembro de 1938, foi elevada à categoria de distrito do município de Cafelândia, atraindo para a região vários proprietários de terra de Marília e Cafelândia.
                          Em 30 de novembro de 1944, passou a se chamar Inhema e, quatro anos mais tarde, no dia 24 de dezembro de 1948, foi elevada a município com o nome de Júlio Mesquita.
                          Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:37.
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                            • 686

                            #433
                            399 Álvaro de Carvalho (CIDADE DE MEU PAI DISTRITO CORREDEIRA)

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                            O antigo povoado de Santa Cecília surgiu no espigão divisor de águas dos rios Peixe e Tibiriçá, na proximidade da confluência dos trilhos da Companhia Paulista de Estrada de Ferro e de Estrada de Ferro Noroeste Brasil, nas margens da estrada que ligava o então distrito de Garça a região da fazenda Chateblet, hoje município de Julio Mesquita. Por volta de 1930, o mineiro Mamede Barreto construiu a primeira casa do povoado, que, graças a sua localização estratégica e a cultura do café em suas terras férteis, cresceu rapidamente. Em 16 de Janeiro de 1936, é elevada a categoria de distrito do município de Garça. O distrito tem seu nome alterado para Ibéria, em homenagem aos imigrantes da península Ibérica que tiveram um papel importante no desbravamento da região, recuperando, posteriormente, o nome da Padroeira Santa Cecília para, em 25 de Abril de 1937, receber a denominação de Álvaro de Carvalho. O município foi criado em 24 de dezembro de 1948, porém a data comemorativa de aniversário acontece em 22 de Novembro em virtude da homenagem prestada a padroeira da cidade, Santa Cecília.
                            Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:37.
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                              • 686

                              #434
                              400 GARÇA (MINHA CIDADE NATAL)
                              O Cidades é um sistema que reúne informações sobre os municípios e estados do Brasil, produzidas pelo IBGE e por outras fontes.


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                              Será entregue 3 cadeiras de rodas ao fundo social de solidariedade

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                              HISTÓRICO
                              Há 40 anos, em julho de 1916, partia de Campos Novos, localidade situada a meio caminho, entre o rio do Peixe e o rio Paranapanema, na altura de Salto Grande, a primeira Bandeira, que iria atravessar a mata virgem e estabelecer-se nestas paragens, dando origem à atual cidade de Garça.
                              A caravana era constituída pelo engenheiro Hengel, Senhores Odilon Ferraz, José Caetano de Oliveira, Adolpho Campanhã, Pedro Alcântara, José Mendes, 10 camaradas e 6 cargueiros, chefiados pelo Dr. Labieno da Costa Machado.
                              Atingindo as margens do Rio do Peixe, depois de percorrer uma região relativamente fácil de ser transposta em virtude de ali dominarem os campos, a comitiva segue-lhe o curso, rumo às nascentes. Marchavam lentamente curso acima, abrindo a primeira picada quando descobriram um afluente pela margem direita; mudaram então o rumo, seguindo o curso do novo rio, ao qual denominaram mais tarde Ribeirão da Garça.Durante o percurso marginal a comitiva acampou diversas vezes para pousar e para fazer inspeção dos arredores.
                              Esses estacionamentos efetuaram-se nos lugares seguintes: Barra Cascata, Água do Norte, Água doI.D.C.B.A., Água do Castelo, Olaria Velha, Confluência do Ribeirão de Santo Antônio, e Ribeirão da Garça e, finalmente, na nascente deste último, onde acamparam definitivamente, abrindo a primeira picada na floresta construindo os primeiros ranchos.
                              A terra era fértil e a floresta densa. As primeiras derrubadas foram feitas pelo Dr. Navarro J. Cintra nas terras que se situam à direita de cabeceira do Ribeirão da Garça. Ali se formou uma fazenda, que em 1920, já estava consideravelmente desenvolvida. Não tardou, portanto, a surgir um povoado em torno da sede da fazenda.
                              Em 4 de outubro de 1924, com a presença de pessoas locais, o Dr. Labieno da Costa Machado fundava a cidade de Garça então Distrito de Campos Novos. Mas não se deve tão-somente ao Dr. Labieno a fundação da cidade, ela originou-se de dois núcleos distintos: o primeiro do Dr. Labieno, e o segundo do Sr. Carlos Ferrari.
                              Esses dois núcleos não tiveram igual desenvolvimento, pois o primeiro embora mais antigo cresceu menos que o segundo devido a dois fatores: melhor localização e menor preço dos lotes. Os núcleos eram chamados Labienópolis e Ferrasópolis, e foram as duas colunas fundadoras da cidade.
                              Assim nasceu Garça que teve a princípio o nome de Incas e depois Italina
                              Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:19.
                              PHD Vlamir
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                                • 686

                                #435
                                401 vera cruz

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                                Em 1923, em terras da família Souza Queiroz, João Sereno construiu, à margem da estrada que ligava Marília a Garça, uma casa de madeira para ponto de parada das jardineiras. Aos poucos novos estabelecimentos comerciais foram construídos, delineando o pequeno povoado de Vera Cruz.
                                Por volta de 1926, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro começou a avançar seus trilhos em direção a Marília, passando pela povoação, época em que foi elaborado um plano para implantação da cidade, cuja venda das datas ficou a cargo de Pompeu de Souza Queiroz e Luiz Antônio de Souza Queiroz.
                                Passados dois anos, foi inaugurada a estação local, entre Jafa e Lácio, que a ferrovia denominou de Kentucky, seguindo a ordem alfabética que adotara. Por ser o nome Vera Cruz bastante difundido, a população local reivindicou a manutenção deste, sendo atendido pela Ferrovia.
                                A partir da Estação, Vera Cruz teve grande afluência das pessoas de diversas partes do Estado, que se dedicaram ao plantio de café.
                                Última edição por Vlamir; 18-02-16, 18:33.
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