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Contagem regressiva para realizar o maior sonho da minha vida.
DEUS SEJA LOUVADO!!! Estamos em casa!!!
Durante a viagem não passamos nenhum susto, nenhuma freada de emergência,
nenhuma manobra evasiva, nada nada nada de ruim nos aconteceu.
Foi uma viagem 100% abençoada por Deus.
To aqui me perguntando o que escrever, o que contar para os amigos FCs sobre
nossa primeira aventura.
Sem medo de errar, foi de longe a melhor aventura de toda a minha vida.
Inesquecível!
Todos os momentos foram bons, mesmo os mais difíceis foram momentos de um
bom aprendizado. Perdi o medo de andar com uma moto big-trail na terra, no barro,
na lama, na chuva e no frio.
Apaixonei pelo estado de Santa Catarina.
Apaixonei pelos Fazedores de Chuva.
Apaixonei pela Claudete.
Apaixonei pelo sentimento de liberdade que senti em cima da moto.
Apaixonei pela companhia de minha esposa. Quero abrir aqui um
espaço para a Lilia. Graças a ela pude realizar esse sonho de menino,
mal sabia ela que no momento em que me chamou para conhecer
a BR-153 de norte a sul que ela estava ali dando vida a um sonho que
sufoquei no decorrer de minha vida, e agora graças a esse chamado
dela realizei um sonho de 30 anos. Estava correto desde o princípio
em dizer que a viagem sem ela não teria a menor graça, dividimos
tudo, bons e maus momentos e mesmo com algumas divergências não
tivemos nenhuma discussão. Hoje ela está em casa, está ali cuidando
de alguns afazeres domésticos, não sei se está tão feliz como eu,
mas com certeza estamos os dois realizados e felizes. Sinto que nossa
relação está renovada e mais fortalecida do que nunca.
Sempre ouço uma pessoa que realiza um grande sonho falar assim:
"Se eu morrer hoje, morro feliz."
Não digo essa frase. Não quero morrer hoje. Quero continuar vivo
para poder realizar mais sonhos e que Deus me dê vida e saúde para
subir a BR-153 rumo ao norte, até Belém-PA.
Estou louco para contar detalhes de minha aventura aqui para os Fazedores.
Não sei se abro um novo tópico ou se continuo nesse mesmo contando
em capítulos nossa aventura.
Aguardo uma orientação do nosso Grande Cacique Dolor em relação
a isso.
Falando em Dolor gostei muito da ideia de transformar em desafio dos FCs
desbravar as grandes rodovias do Brasil.
Abraços em todos
Joverany
FC Joverany e Lilia, muito bom saber que estão em casa com tudo em ordem e os corações aquietados depois duma jornada dessa envergadura, exatamente do tamanho desse abraço com o qual os apertamos para dizer da nossa alegria e orgulho em te-los em nosso território.
Foi muito bom te-los na Sede Intl dos FC, que não tem portas para os seus Fazedores, onde há sorrisos sinceros e boas taças de vinho em volta da fogueira da amizade.
Como dizemos, "mais importante do que o veículo que amamos, mais importante do que o destino que sonhamos, é a companhia que não podemos perder", e o que se dizer então, quando esta combinação, como no caso de vocês, foi perfeita!
Parabéns ao casal de FC pela chance que se deram de viverem intensamente dias de tanta aventura, felicidade e saudades de casa. Percebemos que voltam ao lar mais revigorados e se amando ainda mais.
Assim é a vida desejada e assim esperamos que seja a de todos os FC!
Feliz!
FC Joverany, já estamos acostumados a te encontrar aqui neste tópico e assim continuaremos a esperar a partida de vocês para a perna do norte. Siga em frente aqui!
Primeiro dia de viagem nem preciso contar como foi, não dormi a noite, toda vez
que pegava no sono acordava rapidinho. Estava bem preocupado porque sabia que
precisava ta descansado pra viagem, mas a noite mal dormida não nos atrapalhou
durante os 4.800 km percorridos em nossa jornada.
Assim que saí olhei no meu "banquinho" embaixo do viaduto e dei um tchau pro
menino de 12 anos que ficava ali sentado olhando o movimento.
Hoje o sonho dele estava se realizando. A BR-153 que era desconhecida agora
estava aparecendo diante dos olhos e seria desbravada e conhecida em todo o seu
trecho sul.
Paramos no "Trevão" em Minas Gerais, nesse trevo se virar a direita vai para Ituitaba,
para esquerda Uberlândia, para trás voltamos para casa e se formos em frente teremos
toda a BR-153 Sul.
Ali encontrei um motociclista que estava vindo de São Paulo e iria subir a BR-153 pro
norte até no estado do Tocantins.
Conversamos e naquele momento nossas almas se tornaram amigas.
Continuamos e tivemos nosso primeiro almoço na jornada ja chegando na cidade do
Prata.
Quando vi essa foto acima, assim que chegamos de viagem estranhei a moto, não se
parece em nada com aquela que está ali na garagem, a moto da foto tava limpinha,
parece vazia. A moto na garagem está imunda, mas cheia de história e carrega nas
manchas de sujeita 30 anos de sonho. Está ali em exposição para todas as pessoas que
estão vindo aqui em casa nos visitar pra saber a história da nossa aventura. As pessoas
chegam e olham ela imunda e já sabem o tamanho da aventura, a beleza da história e
o tamanho do sonho realizado.
Quando estava "subindo" eu queria ver a previsão do tempo para minha volta. Não estava
com medo de "tomar chuva", o que eu não queria é que a chuva lavasse minha moto e
apagasse as marcas do sonho realizado. Graças a Deus não pegamos uma gota de chuva
de Itajaí até em casa e a moto chegou com a marca e a cor do nosso sonho realizado.
Nessa foto chegando em Ourinhos, já encharcados pelo primeiro erro. Acreditamos
que a roupa de cordura era impermeável, molhamos muito, mas lição vivida é lição
aprendida, compramos capas de chuva em Ourinhos e "nunca mais" molhamos nas
chuvas.
Depois que passamos a noite em Ourinhos-SP secando roupas por conta da chuva que tomamos.
Decidi não confiar mais em roupa de cordura e comprar capas de chuva pra lilia e para mim.
Então saímos tarde por conta do comércio demorar a abrir na cidade.
Mal andamos uns 100 km e já testamos e aprovamos as capas, não molhamos mais.
Depois do almoço o primeiro grande problema da viagem.
Assim que passamos por Paulo Frontin, passei direto por um trevo e minha esposa alertou na hora
que estávamos na estrada errada, ela viu uma outra placa mostrando onde estava a BR-153, então
voltamos e começou o primeiro grande desafio. A BR-153 era estrada de chão, aliás barro e
atoleiro. Foi difícil vencer o caminho, a moto atolou algumas vezes, mas conseguimos vencer
o trecho.
So acreditei realmente estar andando pela BR-153 depois de ver essa placa.
Quando estava atolado e lutando com a moto para andar no barro, não teve como
comentar pelo intercomunicador com a lilia. Perguntei onde foi parar os R$ 1.040,00
de IPVA que paguei. Ela respondeu que também achava um absurdo pagar pra ter
asfalto e andar num barro daqueles.
Mas agora já de cabeça fria e analisando o mapa do percurso entendi o que aconteceu
de errado para estarmos naquela enrascada.
O erro aconteceu vários quilômetros atrás exatamente na cidade de Irati-PR. Depois
dessa cidade deveríamos ir para São Mateus do Sul e não para Rio Azul como fizemos.
Não foi culpa do GPS pois estava com defeito, então o problema foi no planejamento
do roteiro, ou até mesmo foi falta de informações sobre o local.
Então acredito que não tinha como escapar do atoleiro, a não ser que eu conhecesse
bem a região e soubesse como desviar do trecho de barro. Pois olho no mapa e o
mesmo informa que o local é de asfalto e não estrada de terra.
Por conta do atraso desse atoleiro acabamos não conseguindo chegar até Chapecó-SC
como era nossa intenção. Dormimos em União da Vitória.
Esse é um fato interessante, União da Vitória e Porto União são cidades que ficam
na fronteira entre o PR e SC respectivamente, quase unidas.
Assim que saímos de União da Vitória passamos por um momento meio difícil.
Minha esposa começou a pedir arrego por conta do frio.
Tive que parar algumas vezes para tanto ela quanto eu botarmos as mãos no motor
da moto para aquecer do frio.
Notei em um posto de gasolina que os Fazedores de Chuva passaram por la e deixaram
sua marca.
Em Chapecó meu amigo nos recepcionou com atendimento VIP.
Muito bom ter passado o dia com a família e ter descansado um pouco pra enfrentar
a jornada que estava vindo pela frente.
Assim que saímos de Chapecó-SC a intenção era chegar o mais próximo possível de Acegua-RS.
Como sabíamos que não chegaria ate o extremo sul da BR-153, então tentei chegar até Bagé-RS.
E conseguimos! Dormimos em Bagé-RS, apenas 60 km de Aceguá.
Porém depois do almoço o GPS pregou-nos a primeira peça, jogou a gente num trecho de estrada
de chão. Curto, com poucas lamas e nada de barro, então foi tranquilo. Pegamos esse caminho
para passar na cidade de Vale do Sol.
Vale do Sol é um lugar encantador. A avenida que passamos, embora seja de calçamento estava
em melhor estado que muitas ruas de minha cidade.
Ao observar o mapa do percurso notei que não seria necessário passar em Vale do Sol.
Nesse caso foi a primeira peça que o GPS pregou na gente.
Mas como eu disse o trecho de chão foi tranquilo e a cidadezinha muito bonita. Minha
esposa disse que a saga Crepúsculo poderia ser gravada la. Rss.
Gostei muito, é um lugar onde eu gostaria de morar.
Quero aqui comentar um fato.
Em Goiás estamos bem acostumados com ventos, principalmente no mês de Agosto,
mas no Rio Grande do Sul fiquei impressionado com a ventania, teve momentos que
pensei que iria perder a moto, por várias vezes andei vários quilômetros com a moto
inclinada. Segundo uma conversa que tivemos com a FC Angela, ela nos disse que
indo pra Ushuaia o vento é muito pior, a moto chega a ficar inclinada 45 graus. Caramba!
Vento, chuva, frio - frio insano -, de tudo isso você foi avisado (agora acredita?) Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
Fotos lindas que você tirou, não esqueça de colocar tudo aqui (ao menos coloque no disco rígido pra que a Dalva e Duda vejam, elas estão curiosas de saber mais).
De resto véio, tô com a mão cheia de tinta porque acabei de pintar um "forninho", a reforma da parte debaixo da casa está correndo solta, cê sabe como é mexer com peão.
Nossa intenção era chegar o mais próximo possível de Aceguá, gostaria de
dormir em Bagé, e conseguimos.
Chegamos em Bagé por volta das 19h embaixo de uma chuva bem fina.
Sabia que faltavam apenas 60 km para chegarmos ao extremo sul da BR-153 e isso
me alegrava muito, pois a missão estava bem perto de ser cumprida. Mas a previsão
do tempo me deixava um tanto triste, vi vários jornais e todos foram unânimes,
no sul do Rio Grande do Sul a previsão era de tempestade, muita chuva forte. A chuva
não me assustava mais, mas chegar em Aceguá era um sonho de 30 anos, um momento
que queria deixar registrado, não só na memória mas também através de fotografias
e filmagens, seria um momento pra mostrar a todos os meus amigos.
Então a chuva veio e dormimos ao som de uma baita chuva e eu triste porque fotografias
e uma filmagem na chuva era o que nos aguardava para o dia seguinte.
Acordamos e a primeira coisa que fiz foi sair do quarto e ver o tempo. Sem chuva! Mas
o céu estava fechado, saímos "armados" para molhar, mas nossa viagem tinha uma
quarta pessoa acompanhando. Desde o início eu disse que iríamos nós quatro; Deus,
a moto, minha esposa e eu. E Deus mostrou sua força e fomos até Aceguá sem cair um
só pingo dágua sobre nós. Quando vi a primeira placa, Aceguá 20 km pensei comigo,
se a Claudete quebrar acabo de chegar empurrando, mas daqui pra frente só Deus para
nos segurar, mas ele não queria nos segurar ele estava nos empurrando e dando força
para continuarmos a jornada.
Aceguá estava chegando e cada minuto era sentido na alma, parecia que o tempo não
tinha mais importância, várias vezes senti um arrepio, várias vezes vontade de chorar.
Não tinha palavras para agradecer a Deus por ter me dado vida e saúde para realizar
este sonho de menino.
O céu por onde passávamos estava fechado, mas nosso caminho não caía nenhuma
gota de água. Tudo parecia perfeito.
Paramos na última placa para prepararmos a câmera para filmar a nossa chegada.
Este era o grande momento que esperei por anos.
Como namorei na internet este marco na entrada de Aceguá, foi a imagem que por
meses esteve na tela do meu computador.
Agora a foto do marco tem minha pessoa junto e não é nenhuma montagem de
computador. EU ESTIVE EM ACEGUÁ! LA EU DEIXEI MINHA PEGADA! EU ESTIVE
ONDE A BR-153 COMEÇA! Com a graça de Deus realizei um pedaço do meu
sonho de menino! Foram 2.212 Km de minha casa até o local deste marco na
entrada de Aceguá.
Eu e a Claudete. Este foi o barco escolhido por Deus para que eu navegasse até
o extremo Sul da BR-153.
Minha esposa, companheira fiel que apesar das dificuldades, da dor no coração de
deixar os filhos em casa. Esteve comigo até o fim da jornada.
Nascer do sol em Aceguá, achei encantador. Presente que Deus escolheu para nossa
chegada no extremo sul da BR-153.
De Aceguá subimos para Porto Alegre.
A minha intenção era dormir nessa cidade, mas como minha esposa tava muito ansiosa
pra chegar em casa, então continuaríamos depois de Porto Alegre e o "terreno" que
ganhássemos seria lucro. Afinal no outro dia seria subir e descer a Serra do Rio do
Rastro.
Mas na volta de Aceguá, duas coisas me chamaram a atenção.
A primeira foi a neblina. Ao contrário de Goiás, no sul do Brasil quando a gente vê
uma placa mandando tomar cuidado com neblina, é neblina mesmo! Não me lembro
de ver em Goiás uma neblina tão espessa como vi no Sul do Brasil.
A segunda coisa que chamou minha atenção é umas folhas penduradas nas árvores
parecendo que estavam derretendo, mais tarde um pouco descobri que é uma planta
que se chama "barba de velho".
Assim que deixamos a BR-153 e "rumamos" para Porto Alegre o tempo mudou
completamente, o sol foi ficando cada vez mais presente e nós estávamos 100%
agasalhados pro frio e preparados para a chuva, qual foi o resultado disso?
Nem andando na moto e com todo o vento do Rio Grande do Sul nos atacando a
gente tava se refrescando, eu estava suando feio por baixo de tanta roupa.
Assim que achei um posto para abastecer, entrei em desespero, saí feito um louco
prum canto e fui arrancando toda aquela roupa. Fui prum banheiro tirar a calça
jeans e o forro térmico que estava por dentro da calça de cordura, assim que
cheguei no banheiro vi que a porta não fechava, mas o calor tava tanto que mesmo
com a porta aberta tirei a roupa. Pensei assim: Quem já viu não é nenhuma novidade,
quem nunca viu sabe como é!
Então não tive tempo ruim, sai do banheiro uns quilos mais leve e mais aliviado.
Ô trem bão!
Na entrada de Porto Alegre o GPS mostrou sua grande função, e com certeza será
a maior função dele em minhas viagens. Atravessar cidades!
Um emaranhado de viadutos, acho que se não fosse GPS tinha perdido feio por lá.
Outra coisa que observei foi o fato de Porto Alegre ser bem baixa em relação ao
nível do mar. Se um tsunami aparecer por la, a cidade vai desaparecer. Ainda bem
que no Brasil isso não acontece.
Depois e Porto Alegre passamos na Lagoa Itapeva, um lugar muito bonito. Além
da beleza do local outra coisa que chamou minha atenção foram os pneus da moto, notei que toda a banda de rodagem estava
meio mole, parecendo borracha derretendo.
Preocupei na hora!
Pensei que o pneu da moto estava com problemas e eram os dois, imaginei que na
próxima cidade tinha que trocar. Então um motociclista parou perto de nós para
tirar fotografias me falou que é o tipo do asfalto que é emborrachado, o que estava
acontecendo nos pneus da Claudete era o efeito do atrito com o asfalto que é
reciclado e possui pneus derretidos em sua composição.
Palmas pra BR-101!
Asfalto de primeiro mundo, quase impossível uma moto "escorregar" na pista.
Agora era chegar até Araranguá para dormirmos e no outro dia Subir e descer
a Serra do Rio do Rastro.
Agora a rotina do dia será subir e descer a fabulosa Serra do Rio do Rastro e ir até
a Sede Internacional dos Fazedores de Chuva em Itajaí-SC.
Saímos de Araranguá e fomos para a Serra. Para não perder o costume na chegada
em Lauro Muller a estrada estava em construção. A empreiteira jogou umas pedras
grandes na estrada e por cima jogou uma terra fina, como choveu muito o resultado
foi que a terra "assentou" e as pedras "brotaram" na estrada. A Versys foi "rasgando"
o caminho e foram pedras jogadas pra todos os lados parecendo que o pneu traseiro
estava estourando a cada pedrona jogada pra trás ou pros lados. Naquele momento
fiquei realmente preocupado, porque tinha a impressão que o pneu traseiro iria
estourar a qualquer momento, mas tudo deu certo e a Claudete carregada de peso
enfrentou tudo e saiu intacta.
Passado esse "perrengue" estávamos agora subindo a Serra do Rio do Rastro. Tanto
me falaram dela que estava ansioso e curioso para conhece-la.
No primeiro momento da subida já estava encantado, mal sabia eu que quanto mais
subia mais linda a Serra ficava. No início encontrei uma lixeira que "namorei" muito
tempo pelo Google Street View, quando vi aquela lixeira não resisti, parei a Versys
e tirei uma foto. Agora a lixeira tinha eu na foto.
Não sei precisar aqui quantas fotos tirei na Serra do Rio do Rastro, e não tenho
palavras pra descrever o que vi ali. Ela não tem descrição, é tão linda, tão mágica,
tão encantadora, só indo la pra saber o que é a Serra do Rio do Rastro.
De longe o lugar mais bonito que já vi em minha vida.
Quase chegando no topo falei pra minha esposa, "To aqui imaginando o que a
Fernanda diria desse lugar, vamos voltar aqui e vai ser com toda a família."
Ela concordou comigo, então estamos planejando um momento para subirmos
e descermos a Serra do Rio do Rastro com toda nossa família.
EU ESTIVE LA! SUBI E DESCI A SERRA DO RIO DO RASTRO!
Quando me falaram que esta era uma das 7 mais belas estradas do mundo. Duvidei!
Agora acredito! Mesmo sem conhecer as outras estradas.
Na descida fomos almoçar em um restaurante na Serra do Rio do Rastro. Literalmente
estourou nosso orçamento diário, comida cara! Mas R$ 40,00 não iria prejudicar a
gente, valeu a pena. Digo que: Subi, desci e almocei na Serra do Rio do Rastro.
Depois do almoço na serra o próximo destino será a Sede Internacional dos Fazedores
de Chuva em Itajaí. Programei o GPS, apenas 276 km de viagem. Falei pra minha
esposa que o dia seria tranquilo, que tínhamos mais de 4 horas pra percorrer menos
de 300 km.
Quando programei o GPS quase implorei pra ele não me "enfiar" novamente
naquela estrada de pedras. Ele não nos levou para o mesmo caminho, em Lauro
Muller seguimos outro caminho e não passamos mais no trecho de pedras.
Encontrei dois motociclistas e acredito que estavam vindo da Serra, ambos em
motos custom e uma das placas era de Tubarão, então resolvi acompanha-los
acreditando que como as motos deles estavam limpinhas o caminho não seria
mais em estrada de chão.
Assim que chegamos em Orleans eles viraram a direita e o GPS mandava
virar a esquerda. Por mim seguiria as motos, mas minha esposa conhecedora
de estórias de assaltos e outras coisas ruins mandou eu não teimar com o GPS.
Então viramos a esquerda.
O caminha estava bom, estrada bonita, muitas serras e muitas curvas. Tava
tudo tranquilo até que passamos por Santa Rosa de Lima, onde o GPS mandou
a gente seguir uma estrada de chão. Pensei que seria um pequeno trecho como
vários que passamos, mas foram vários quilômetros intermináveis de terra,
lama, cascalho e muita poeira de outros veículos, pelo menos não tinha barro
para atolar.
Fiquei bem revoltado com o GPS (notem que não chamo mais o GPS de esmurfete
por conta de tanta raiva que me fez) ter me enfiado num caminho daqueles.
Tanto que num momento de fúria parei a moto, conferi as configurações e vi que
estava tudo correto, então apelei e joguei o GPS no mato. Minha esposa foi la
e pegou ele de volta, ali naquele momento quase tivemos nossa primeira e
verdadeira discussão depois de 17 anos de casados. Mas 17 anos não são 17 dias
e a gente aprende muita coisa, uma delas é ficar calado quando se sabe que
não tem razão.
Assim que chegamos em Anitápolis a terra acabou e começou o asfalto, ali eu
já estava exausto de tanto lutar com uma moto "carregada" em estradas sem
asfalto. Tanto que parei a moto no trevo da BR-282 e fiquei ali deitado no
acostamento um bom tempo.
Entramos em Rancho Queimado e depois de 13 km o GPS novamente me
enfiando numa estrada sem asfalto.
Ali eu apelei, virei a moto pra trás e falei pra minha esposa: "Pra mim chega!
To cansando de tanta estrada de chão, logo logo vai escurecer e não vou mais
encarar isso. Vou voltar, pego a BR-282 se ela me levar até Itajaí nós vamos
na Sede dos FCs, senão eu telefono pro Dolor, peço desculpas e a gente vai
nos FCs em outra oportunidade."
Assim que entramos na BR-282 o GPS recalculou o caminho e pra minha
revolta, passar por essa rodovia iria aumentar apenas 12 km na distância do
caminho até Itajaí.
Chegamos na Sede Internacional dos Fazedores de Chuva, já bem a noite.
Paramos na frente do portão e após um pequeno instante ouvi a seguinte
frase no interfone:
_ Entre Fazedor de Chuva, seja bem-vindo! Vamo lá! Vamo lá!
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