Conhecendo Santa Catarina

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  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #91
    157/295 - Major Vieira - 13/10/2012

    Não tem moleza em termos de hotelaria.

    Dormimos no Hotel Santa Catarina, em Canoinhas, por R$175, que acabou valendo todos os reais pagos, especialmente pela localização central, bom quarto e saboroso café da manhã.

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    Partimos rumo ao novo dia que prometia ser longo e pelo que anunciava, com aquela temperatura na casa dos 20º, nublado, para nós, ideal para andar de moto.

    Chegamos em Major Vieira, muito prazer, após 28 km sem nenhuma novidade, nem movimento, cujo nome foi uma homenagem ao primeiro intendente de Canoinhas.

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    Dentre os 7.500 major-vieirenses, fica o destaque para os estudantes universitários que tem as suas passagens para as respectivas faculdades pagas pela prefeitura assim como 50% das mensalidades das mesmas.

    Não sei quais os critérios mas fico pensando com os meus botões se esta informação é totalmente procedente, aí já começa o assistencialismo, não porque seja contra somente pelo fato de ser contra, mas seria interessante saber qual a contrapartida que os estudantes dão aos contribuintes depois de formados.

    Cobrarão mais caro pelos serviços prestados?

    158/295 - Papanduva

    Ponto de parada para descanso dos tropeiros gaúchos que subiam para São Paulo, recebeu, diz a história, este nome em função de um tipo de pastagem chamado de papuã, que facilmente derivou para Papanduva, onde vivem 18.000 papanduvenses, distante somente 23 km da nossa parada anterior.

    Não entendi muito, mas se é assim...

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    Um dos destaques é a pista de terra para corrida de motos, considerada a melhor do estado. Segundo os especialistas, é uma pista de velocidade e curvas acentuadas, segura, devido o baixo número de acidentes e um ponto alto, o público consegue assistir 100% da prova independente do ponto em que estiver.

    Está aí um bom começo para firmar a cidade dentro do calendário nacional deste tipo de corrida.

    159/295 - Itaiópolis

    Agora o tiro já foi de 42 km com a temperatura maravilhosa para rodar e chegar até esta cidade onde vivem ao redor de 20.300 itaiopolenses.

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    A cultura local também é extrativista pois foram até o esgotamento, como em toda a região, das florestas de araucária, embuia e canela entre outras madeiras nobres, observando-se agora extensas áreas reflorestadas com pinus e eucaliptos, o que continua confirmando a vocação local para esta atividade primária.

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    Muitos sobrenomes poloneses, alemães, ucranianos e russos entre os seus moradores que continuam tendo na agricultura a fonte de subsistência que pegaram o polis do grego e juntaram com o "I" que em tupi significa água, mais "taió", que vem de "ita", pedra, ou seja, depois dessa lambança toda traduziríamos como a cidade do rio de pedra.

    Será?

    Sinto que o meu tupi-guarani está muito fraco!

    160/295 - Monte Castelo

    Incrível, mas é outra cidade que nunca tínhamos ouvido falar, que precisou de um tiro de 61 km para alcança-la, onde vivem em torno de 8.400 monte-castelenses que homenagearam os brasileiros que conquistaram Monte Castelo, na Itália, durante a II Guerra Mundial.

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    Tomada de Monte Castelo pelos FC

    Interessante a grande estátua na praça principal da cidade, em homenagem ao o monge João Maria, que profetizava e realizava curas com ervas medicinais. Além de tudo o dito cujo plantava uma cruz por onde passava e aqui não foi diferente, sendo celebrada a Festa da Santa Cruz, pelos seus devotos.

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    Fé é fé e não temos o direito de discuti-la a não ser quando existe dinheiro no meio proporcionando fé de mais para uns e fé de menos para outros.

    161/295 - Timbó Grande

    O Grande no nome do município teve como objetivo a diferenciação da homônima que já existia na região de Blumenau, que era o nome de um tipo de cipó que os índios utilizavam nas suas atividades.

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    E grande também foi o tiro de 86 km para chegarmos até onde vivem os 7.200 timbograndenses que convivem numa área com a presença quase extinta das araucárias ou pinheiro do Paraná.

    Seguimos em frente após os registros de lei.

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    Total percorrido : 240 km - Total geral : 8.356 km
    Última edição por Dolor; 19-10-12, 08:34.

    Comentário

    • Dolor
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #92
      162/295 - Santa Cecília - Capital da Madeira - 13/10/2012 - parte 2

      Por aqui os tiros tem sido relativamente longos, como este de 73 km desde Timbó Grande.

      Aliás, nesta pequena cidade, influenciada culturalmente pelos modos interioranos da fazenda, pelo caboclo serrano, oriundo da mistura do índio com os tropeiros e imigrantes europeus, e terra de um grande amigo do meu falecido sogro, o Dr. Osni Granemann, por muito tempo teve fama de terra violenta, quando ouvíamos no litoral que as discussões eram resolvidas a bala.

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      A bem da verdade talvez um outro caso mais famoso tenha feito a cama da cidade, cujo povo, hoje na casa dos 15.700 cecilienses, sempre se mostrou cortês e amável.

      De qualquer maneira, para evitar mal entendidos, em vez de tiro, como no início do relato, vamos ler...um pulo de 73 km foi o que demos.

      Acho que fica melhor!

      163/295 - Ponte Alta do Norte

      Como nesta região falar em tiro pode ser perigoso, rodamos somente 30 km para sermos apresentados à esta nova estrela do nosso desafio, cuja origem do nome Ponte Alta deve-se a existência de uma ponte coberta de tábuas que permitia as tropas cruzarem o Arroio que emprestou o seu nome.

      Típica cidade resultado da época da extração de madeiras, onde vivem pouco mais de 3.300 norte pontealtenses conforme já mencionamos, tipo araucária, cedro, canela, etc., cujo resultado final foi a devastação da área, uma vez que não havia nenhum tipo de remanejamento das florestas, mas todos se calam, e ainda mais, apreciam, os belos trabalhos feitos em móveis, casas e o desperdício em caixarias feitas com esta nobreza, para as construções, como por exemplo, de Brasília.

      Por acaso caiu do céu a madeira para tanta obra?

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      Na realidade a sociedade quando lhe convém ou fala das cachaças que tomamos mas não dos tombos que levamos, ou então, fala somente dos tombos e se cala a respeito da cachaça.

      Cada um vê o que lhe interessa, esta é a mais pura verdade!

      164/295 - São Cristovão do Sul

      A maior parte dos municípios da área foram desmembrados de Curitibanos, como este distante não mais de 14 km do nosso último "pit stop", onde vivem ao redor de 5.000 são-cristovenses, cuja existência, infelizmente nunca tinha ouvido falar, até ligar que é a sede da fábrica de fósforo Gaboardi, empresa campeã por enfrentar concorrência de multinacionais e por incrível que pareça, se manter em pé e crescendo.

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      Aí quando vimos a indústria, literalmente ligamos os pauzinhos pois pensávamos até então que a mesma era de Curitibanos, que me parece proceder, durante um determinado período.

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      Seguramente deve levar a cidade nas costas!

      165/295 - Mirim Doce - Capital do Melhor Arroz

      A maioria dessas cidades tem sido uma novidade, mesmo esta que está no mesmo Vale, o do Itajaí onde vivemos, praticamente não havia ouvido falar nela que distou 62 km da nossa última parada.

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      De um modo geral a origem dos nomes é sempre uma tarefa complicada porque existem as correntes, como aqui neste caso, uma vertente afirma que o nome se dá devido a presença de uma abelha pequenina, chamada “mirim” e conhecida por produzir mel azedo (aqui produzia doce), enquanto outros historiadores dão outra versão. Como não estamos aqui para colocar lenha na fogueira, vamos acreditar que seja por causa da tal abelhinha, que inclusive é homenageada com uma estátua, muito bem feita, localizada em frente da prefeitura, sede dos 2.500 mirindocenses.

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      Nos chamou a atenção, de forma inclusive emotiva, a linda placa colocada aos pés da abelha símbolo da cidade, enaltecendo o trabalho heróico de um de seus filhos, que recebe tratamento de herói.

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      166/295 - Taió

      Resolvemos fazer o batismo do FC Chiquinho e da sua Lindona pelos 17 km de estrada de terra, bem esburacada que separam estas duas cidades.

      Sobrevivemos!

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      Uma coisa é certa, a polêmica com relação a origem dos nomes.

      Aqui também não poderia ser diferente e muitas são as versões uma vez que penso, esses índios eram uns sacanas, pois na língua deles, em tese, tudo é possível, uma dizendo que o nome provêm da folha de taiá, muito comum na região, ou que significa pedra grande ou morro grande, por causa do Morro do Funil, o segundo mais alto de SC, com 1.555 m, e gerando mais confusão ainda, que viria de "taiá", agora como um tipo de comida, ainda apreciada na área.

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      Já deu um taió na minha cabeça, que por certo deve significar, nó!

      Sem dúvida, o ponto em comum é a amabilidade, educação e hospitalidade do povo, gentil como ele só, cujos 17.000 taioenses foram muito bem representados pela dona do Hotel Taió, onde nos hospedamos por R$110,00, a Izabel, que além de tudo, ofereceu um café da manhã digno dos deuses.

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      Agradecemos por tanta hospitalidade e pela louça de porcelana que presenteou a nossa neta Clara.

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      Aquele tipo de gente que sentimos uma emoção ao conhecer e conversar.

      Obrigado pelo carinho!

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      Total percorrido : 196 km - Total geral : 8.552 km
      Última edição por Dolor; 16-10-12, 19:04.

      Comentário

      • Jhonny
        Fazedor de Chuva
        • Dec 2011
        • 504

        #93
        To de olho, e que fique claro, irei protestar qualquer foto da prefeitura de Rio do Campo que não tenha minha presença...
        J.Fernandes

        A distância de um sonho...
        Quebram-se férreas cadeias, Rojam algemas no chão...

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        • Chiquinho
          Fazedor de Chuva
          • Apr 2012
          • 34

          #94
          Grande Jhonny
          Obrigado pelo carinho.
          Quanto à Vitória, bem, enquanto vocês vão alguém tem que trabalhar, certo? Então este alguém sou eu.
          Embora seja feriado, vou aproveitar para colocar em dia alguns compromissos da Escola (sou professor da Rede Bom Jesus). Mas não faltarão oportunidades, e o "professor do motociclismo" (entenda-se, Dolor), já está me cutucando para os próxismos eventos.
          Forte Abraço.
          FC PHD Chiquinho

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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #95
            Retorno para casa - 14/10/2012

            Literalmente com as almas aquietadas pela ótima noite dormida no ambiente calmo onde estávamos, confesso que tivemos alguma dificuldade em pegar as motos e sair. A conversa fluía sobre os mais variados temas, enquanto o vai e vem ao delicioso buffett do café da manhã, repleto de iguarias, especialmente aquelas características da colonização alemã, como as morcilhas vermelhas, brancas e entre outras, o “sülse”, uma geléia de porco, feita com pedaços de língua, carnes da cabeça, courinhos e toucinhos, tudo bem cozido e temperado ao limite, foi uma viagem ao tempo em que namorava a Angela e na casa deles, lá vez por outra, compravam, pra não dizer que abatiam, um pequeno porco e mantendo toda a tradição alemã da família, preparavam várias especialidades, entre elas esta que saboreei hoje com um gostinho especial desta saudade de um tempo que passou e que não estou seguro se o aproveitamos da maneira como deveríamos.

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            No canto direito

            Talvez daqui alguns anos tenha este mesmo pensamento a respeito do dia de hoje...

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            Isto sem falar na irresponsabilidade daquele tempo em devorar porções generosas deste e de outros pratos típicos, que hoje com muita parcimônia não me atrevo mais do que somente experimentar, sob o risco de entrar no campo do remorso causado pelos exageros alimentícios.

            Coisas da idade!

            167/295 - Pouso Redondo

            Enfim, partimos em direção à Pouso Redondo, as margens da rodovia BR470, num tiro de somente 21 km, ainda no Alto Vale do Itajaí, região que tem sofrido, positivamente claro, índices de crescimento bastante elevados, e também, como nas demais áreas do estado, vai se transformando num aglomerado urbano, sem qualidade nenhuma e sem a mínima visão de futuro, alicerçada por um planejamento absolutamente inexistente.

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            Como em todos os lugares!

            Lamentável como o nosso país não tem sabido aproveitar esta década de crescimento para se estruturar e se preparar para o futuro, que ao meu ver, não nos brindará com um país moderno e a altura das suas e das nossas necessidades.

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            Acho tudo feio, desorganizado e confuso nesta cidade de 15.000 pouso redondenses que como nós, são vítimas de nós mesmos e reféns de quem teria a obrigação do fazer bem feito.

            Para não me aprofundar, prefiro ficar pisando em ovos!

            168/295 - Trombudo Central

            As cidades estão próximas umas das outras, agora não mais do que 19 km, e esta cujo nome significa o desenho do encontro dos rios do lugar, o Braço do Trombudo e o Trombudo Alto, em forma de tromba, inspirou os imigrantes por este batismo, com forte acento alemão nos seus 6.500 trombudenses.

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            Claro, não poderia haver somente esta razão, pois correntes de estudiosos ainda sugerem que o nome poderia ser decorrente da grande quantidade de antas que havia e que a pequena tromba do animal teria sido a inspiração e ainda, por causa das constantes "trombas d'água" que caiam sobre a região.

            Entre mortos e feridos, parece que a maioria concorda com a primeira teoria.

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            Cumprimos com o nosso compromisso de fazer o registro na frente da prefeitura e partir, atentos para não chegarmos tarde em Itajaí, pois tínhamos um almoço de primeira comunhão que não poderíamos perder, motivados pelos laços de amizade com a família da criança que recebia a sua eucaristia neste domingo.

            169/295 - Agrônomica

            Foi a primeira cidade que apresentou um pórtico mais moderno, com relógio e termômetro digital, indicando ser por aqui a entrada para a cidade que possui 5.000 agronomenses com sotaque italiano, cujo nome traduz com bastante propriedade a sua vocação agrícola, uma vez que é a campeã mundial, eu falei, mundial, de arroz irrigado, com quase 11 toneladas por hectare, o que põe no chinelo praticamente todo mundo em sua volta, quando escutamos produções bem inferiores ao número desta nossa anfitriã.

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            Um título deste, mesmo para um ignorante como eu, que não pude deixar de perceber as grandes quadras de arroz que estavam semeadas e em vias de, deve conferir muito orgulho aos seus habitantes.

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            Parabéns!

            170/295 - Laurentino - Terra do Queijo

            Agora já estávamos com as calças nas mãos pois os ponteiros do relógio insistiam em se encontrar no topo do marcador, mas mesmo assim resolvemos rodar os 12 km que nos separavam de Laurentino, com os seus 6.000 laurentinenses, que homenageam com o seu nome um dos primeiros desbravadores desta terra, buscam ainda na etimologia do nome, do latim "laurentium", o ouro dos seus queijos que os tornaram famosos.

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            Nada como ser um Fazedor de Chuva para adentrar inclusive no campo das línguas mortas!

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            E assim fizemos os nossos registros históricos destes quilômetros de muito companheirismo, amizade e interação total com o FC PHD AQ Chiquinho, que nos encheu de jovialidade e alegria estes dias que simplesmente voaram, sob o manto do carinho que nos une.

            Foi uma honra para nós o privilégio de dividir as pistas com esta figura amada que nos rejuvenesce com a sua presença sempre alegre e parceira.

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            Valeu Chiquinho!

            Registramos também a nossa chegada a tempo, "fatiotados" como motociclistas, para o almoço de confraternização da primeira eucaristia da Eduarda, em Cabeçudas, Itajaí.

            Foi um encerramento do dia com chave de laurentino, opa, chave de ouro!

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            Total percorrido : 244 km - Total geral : 8.786 km
            Última edição por karine; 24-10-12, 16:45.

            Comentário

            • Dolor
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2011
              • 3250

              #96
              171/295 - Joinville - 23/10/2012 - Cidade Jardim

              Ainda assustados com o temporal da noite passada, nem demos bola para a chuva torrencial que insistia em cair neste início de tarde, a nos fazer jus ao título de Fazedores de Chuva.

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              Mão amiga do Black

              Na saída do edifício onde moramos, o porteiro ainda guarda uma certa surpresa quando mesmo debaixo de água, partimos para as nossas aventuras.

              Normalmente repetimos para os nossos inquiridores que a chuva não assusta e nem atrapalha, uma vez que podemos sair de casa com um sol maravilhoso e logo numa esquina qualquer pode desandar e começar o céu vir abaixo.

              Hoje aconteceu exatamente o contrário, mesmo que o nosso destino fosse Joinville, a cereja do bolo catarinense, orgulho, felizmente, não só deste estado que a sedia, mas do país que tem nesta terra dos príncipes, um dos melhores índices de desenvolvimento humano, além de abrigar empresas líderes de mercado em vários segmentos.

              Na altura do município da Penha, alguma coisa como 30 km desde a nossa saída, ainda que estivéssemos nos dirigindo para os pés da Serra do Mar, garantia de chuva mesmo quando o resto do estado racha debaixo do sol, surpreendentemente, a nossa quarta companhia, pois somos a Angela, a moto, eu e a chuva, começou a dar sinais de fraqueza e o cinza que dava a cor para o céu, sinalizava lá no fundo, pinceladas do nosso azul favorito.

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              Além de tudo, hoje era um dia especial pois tínhamos uma entrevista agendada com a jornalista Camila Guerra, do jornal A Notícia, super tradicional no norte do estado, sobre os Fazedores de Chuva, que tem chamado a atenção de muita gente Brasil afora, pela originalidade e autenticidade dos seus desafios, além do ineditismo de ter o relacionamento, como o estepe que as motos não possuem, aliada a alta sensibilidade dos seus participantes, que tem os seus sonhos como o principal combustível das boas mudanças nas suas vidas.

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              Com um quarto de hora de atraso nos entregamos à delicadeza das perguntas feitas pela repórter, assessorada pelo eficiente papa siri (gentílico dos nascidos em Itajaí, SC) Diógenes, de sorte que nem vimos o tempo passar.

              Demos todas as informações pertinentes desta elite do motociclismo mundial e nos jogamos para o nosso próximo destino, deixando o tour pela linda cidade dos príncipes para uma outra oportunidade, daí com a presença dos amigos que mantemos nesta pujante cidade, onde vivem mais de 520.000 joinvilenses, distante da nossa casa exatos 97 km.

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              Ah! Quanto ao sotaque, claro, mais alemão, impossível!

              172/295 - Itapoá

              A qualidade do itapoaense, em número de 15.000, mais as belezas naturais, agora acrescido pelo moderno porto inaugurado há praticamente dois anos, são os ingredientes perfeitos para uma fórmula de sucesso.

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              Entretanto, não foi esta a sensação que tivemos, ao ver uma cidade pintada pelo barro das suas ruas esburacadas e enlameadas, que somada a chuva dos últimos dias, nos apresentou um cenário triste e feio.

              Teremos que voltar num dia de sol para tentar melhorar a má impressão que tivemos depois de rodarmos 89 km.

              Uma pena!

              173/295 - Barra Velha

              O crepúsculo já se fazia presente quando resolvemos entrar e fazer a foto em frente a prefeitura desta cidade, que apesar de ser nossa vizinha, não mantemos aquelas boas relações entre vizinhos que se gostam e se visitam.

              Viemos algumas vezes à Barra Velha, onde vivem ao redor de 23.000 barra-velhenses, abençoados por uma natureza pródiga em belezas e por vezes judiada pelas mãos do homem.

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ID:	158786

              Não tem litoral feio em Santa Catarina. Esta é uma afirmativa que pode ecoar por todos os cantos...agora...a respeito da interferência daqueles seres que se dizem feitos a imagem e semelhança do criador, aí vai uma diferença gigantesca.

              Também precisamos voltar para passar a pratos limpos!

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              Total percorrido : 363 km - Total geral : 9.149 km
              Última edição por karine; 24-10-12, 16:45.

              Comentário

              • Dolor
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2011
                • 3250

                #97
                174/295 - Camboriú

                Nem precisei fazer contas para ver que no ritmo de hoje, uma cidade por dia, levaríamos mais de quatro meses para finalizarmos o nosso desafio Valente Fazedor de Chuva.

                Mas temos uma boa justificativa, pois tínhamos um compromisso agendado com o jornal local, Linha Popular, para uma entrevista sobre os Fazedores de Chuva, quando tivemos a oportunidade de falar um pouquinho mais desta organização que abriga a elite do motociclismo mundial.

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ID:	158808

                Foi um encontro muito agradável, na praça central da cidade, totalmente coberta por figueiras, creio centenárias, que dão um ar de intimidade muito grande, tanto assim, que é o ponto de encontro dos 63.000 camboriuenses que convergem para cá todos os dias, não importa o período.

                Aliás, esta aqui é outra cidade que teve um crescimento impressionante e como de hábito, por mais que a prefeitura se esforce, pelo que se ouve, é impotente para fazer frente às necessidades que são criadas de maneira geométrica, enquanto as soluções engatinham no viés aritmético.

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ID:	158809

                Ouso dizer, prefiro ir para Curitiba distante mais de 200 km, do que percorrer os míseros 7 km de um trânsito selvagem, irritante e descontrolado, por todos, especialmente pelos motociclistas, na sua grande maioria irresponsáveis na condução das suas motos. Usam-nas de maneira totalmente inadequada, banalizando as suas vidas e o pior, a dos outros, com manobras dignas daqueles ignorantes que utilizam os seus veículos como instrumentos de uma auto afirmação distantes das suas realidades pessoais.

                Um caos e nem era hora do rush porque daí é aquela história da farinha pouca meu pirão primeiro!

                Ou, salvem-se quem puder!

                Chego a conclusão que não morre ninguém neste louco trânsito urbano, tudo com a complacência das autoridades responsáveis por este policiamente, mormente ausentes dos principais corredores, que deverão se transformar num futuro já dizendo presente, da morte.

                Pobres famílias potencialmente órfãs!

                No meio da tarde voltamos para casa satisfeitos por termos tido a oportunidade de conhecer mais uma pessoa, a jornalista Stefani, para enriquecer ainda mais o nosso rol de amizades.

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                Total percorrido : 16 km - Total geral : 9.165
                Última edição por Dolor; 24-10-12, 23:42.

                Comentário

                • Sassa e Cuca
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2012
                  • 1056

                  #98
                  Queridos Dolor e Ângela, estão ficando famosos, agora é entrevista pra todo lado, ficamos felizes em ler seu relatos dia a dia e mais felizes agora com a repercussão disso tudo, é o reconhecimento daquilo que fazem com amor e dedicação, parabéns, cada vez mais orgulhosos em sermos um FC...........................

                  Comentário

                  • Sassa e Cuca
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2012
                    • 1056

                    #99
                    Pessoas queridas, dando entrevistas? Que maravilha! As cidades e seus moradores certamente estão se sentindo valorizados com o desafio de vcs e, esperá-los é uma grande alegria! Além de valorizar o local, seus costumes, sua vida, todos reconhecem q vcs espalham amor! Sementes de amor!

                    É lindo, muito,lindo! Estou emocionada por vcs!
                    Meu coração está fazendo uma faxina e se perfumando todo, para melhorar o lugarzinho aconchegante de vcs!
                    bjs
                    Cuca

                    Comentário

                    • Angela
                      Fazedor de Chuva
                      • Oct 2011
                      • 6

                      #100
                      Cuca e Sassa, fazia muito tempo que não líamos uma mensagem tão linda como esta!

                      Meu coração está fazendo uma faxina e se perfumando todo...quem vai as lágrimas somos nós!

                      Muito obrigado e seria uma alegria, uma honra enorme, te-los em Vitória.

                      Que tal?

                      Beijos
                      Dolor e Angela, faxinando os corações...

                      Comentário

                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #101
                        175/295 - Biguaçu - 28/10/2012

                        Tenho muita dificuldade em me desvencilhar de alguns hábitos daquela época em que era mais pobre, como este de querer almoçar, ou pelo menos tentar sentar a mesa um pouco antes do meio dia, para que o dia renda um pouco mais, ou na contra mão, adoro acordar cedo para ficar mais tempo sem fazer nada.

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ID:	159700

                        É um grande paradoxo que convivo em harmonia, almoçar cedo para que o dia renda mais e levantar de "madrugadinha", uma grande mentira, para sobrar mais dia sem ter o que fazer.

                        Dilema bom de se viver!

                        Bem, uma da tarde já estávamos almoçados e prontos para pegar a estrada em mais uma jornada Valente Fazedores de Chuva, direcionados para a região da Grande Florianópolis, a capital dos barrigas verdes.

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ID:	159701

                        Ir para este nosso destino de hoje seria como um mergulho no passado, que acabou não acontecendo porque voltarei lá com a minha mãe, "biguana" de nascimento, assim como o meu avô Procópio, meu querido, amado e saudoso avô, protetor incondicional deste escriba e homem de uma sensibilidade sem tamanho no trato comigo, sortudo em te-lo por perto durante tantos anos.

                        Grande figura aquele avô da aceitação incondicional de tudo o que o neto podia e não deveria fazer, sendo ele uma herança que acompanhou o casamento da minha mãe, e aceito sem nunca ter havido uma única ressalva, crítica ou gesto que não dignificasse o grande amor e maravilhoso relacionamento que mantinha com o meu pai, e o único que em tese, poderia me chamar a atenção e me aplicar os corretivos que nunca vinham, a não ser em forma de palmadas ou puxões de orelha que mais tinham o sabor da cumplicidade do que da penalidade.

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ID:	159702

                        Quantas lembranças vão sendo trazidas pelo vento e colhidas pelo capacete que balança buscando lá no baú das recordações, não do seu fundo, porque tudo continua muito no raso, as histórias que foram marcando a minha vida. A Angela, lendo os meus pensamentos se manteve em silêncio e assim os quilômetros foram sendo sorvidos e quando percebemos, foi só o tempo de darmos a seta para pegarmos a marginal que nos levaria para o centro de Biguaçu.

                        Parece que foi num piscar de olhos que tantos anos passaram pelo visor das minhas lembranças!

                        A cidade continua mantendo a sua característica interiorana, claro que absurdamente movimentada nos dias de semana, haja vista o sistema viário urbano nos aparentar o mesmo há anos, com a diferença que se tornou mais do que nunca, uma cidade dormitório da capital, daí, imagino o inferno a ser enfrentado durante o horário comercial, nos dias de semana, pelos seus 59.000 biguaçuenses, que vão se espremendo como podem nos loteamentos feitos daquele jeito.

                        Rodamos desde a nossa saída 62 km, que não fora o relógio nos sinalizar para a realidade, a impressão nos levava a não dar mais do que um par de minutos para cumprirmos este trajeto de tantas e boa lembranças.

                        Para não entrarmos na briga gigantesca sobre o significado do nome biguaçu, vamos ficar como "cerca grande", uma vez que esses índios eram uns sacanas, pois nem eles mesmos sabiam o que falavam, pelo que deduzo das grandes discussões sobre os significados das palavras indígenas.

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                        A registrar que um ar condicionado da prefeitura trabalhava feito doido, agora, não sei se era para refrigerar o CPD, o que não me pareceu, ou porque, o mais lógico, na sexta o pessoal na fissura de começar o fim de semana, saiu sem dar a mínima para quem paga a conta.

                        Pobres de nós contribuintes!

                        176/295 - Antonio Carlos

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ID:	159707

                        A tarde estava relativamente abafada e este nosso próximo destino que homenageia Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, político mineiro, que desconhecia e que dizem ter tido uma grande atuação na Revolução de 30.

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                        Uma das atividades da região é a venda de grama em leiva.

                        Quanta revolução, e com todo o respeito aos mineiros, o que é que se tinha de dar um nome completamente estranho à uma cidade com sotaque alemão?

                        Vai entender?

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                        Aliás, ainda se percebe nas propriedades bem cuidadas o sotaque loiro dos seus imigrantes, que guarda todas as características das pequenas cidades do interior que vão resistindo como podem ao avanço da capital que vai a cada dia que passa, encurtando a distância que as separa, com aquela sede de ocupação e descaracterização, o que aos poucos vai acontecendo.

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ID:	159705

                        Vai que estou de má vontade com a cidade!

                        Vivem ao redor de 7.500 antonio-carlenses, que tem na fábrica da Coca Cola, provavelmente a sua melhor fonte de renda.

                        O tiro foi de 17 km com o clima bem abafado e claro, com a rotina permanente da deficiência de sinalização.

                        177/295 - Governador Celso Ramos

                        Olha! Lugar lindo, distante 46 km da nossa última parada!

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                        Baias, encostas, mar verde esmeralda aliada à sua vocação pesqueira, marca registrada nas faces e modos dos seus 13.000 gancheiros, que durante o domingo lagarteiam pela sua praça principal e avenida beira mar, com a docilidade e simplicidade típica daquelas pessoas acostumadas a viverem num pequeno paraíso.

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                        Mais um lugar que deveremos voltar, aliás, já são tantos que daqui a pouco estaremos fazendo mais um Valente Fazedor de Chuva em Santa Catarina.

                        Mas terá valido a pena!

                        Rodamos 46 km de puro prazer quando contornamos todas as encostas que nos foram apresentadas, temperadas pela boa farinha de mandioca, daquela fininha, branca e torradinha, e de alguma rendas de bilro que encontramos em lugares bem específicos, guardadora de toda uma tradição açoriana que trouxemos guardadas como verdadeiras jóias.

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ID:	159710

                        Claro, o nome é uma homenagem ao ex governador Celso Ramos, responsável pelo estado de 61 a 66!

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                        Agora, quanto a farra do boi, "pièce de résistence" dos ditos protetores dos animais, nem vamos falar nada, pela tamanha brutalidade que particularmente entendo!

                        Vamos deixar assim!

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                        Total percorrido : 125 km - Total geral : 9.290 km
                        Última edição por Dolor; 23-11-12, 22:59.

                        Comentário

                        • Dolor
                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #102
                          178/295 - Tijucas, terra de boas energias

                          É como se fosse o quintal da nossa casa, pois é passagem obrigatória quando vamos para o sul do estado ou para a capital, entretanto, há muito tempo não visitávamos esta nossa vizinha.

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ID:	160076

                          Normalmente é assim mesmo; vamos longe e esquecemos do perto.

                          De Governador Celso Ramos, até este nosso ponto, foram 32 km, bem agradáveis, com algumas compras feitas na saída do último município visitado.

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                          Com uma população em torno de 31.000 tijuquenses, cuja discussão da origem do nome, como de hábito, suscita discussões, sendo que as principais correntes dizem vir de "tiyuco", lama negra, a melhor tradução, adaptada para o feminino.

                          Mais ou menos o samba do crioulo doido.

                          Nem os índios sabiam o que falavam!

                          179/295 - Canelinha - Cidade das Cerâmicas

                          Também faz parte dos nossos roteiros de passagem, quando nos dirigimos para Nova Trento, distando 17 quilômetros da nossa última parada.

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                          Assim tivemos a oportunidade de dar uma volta pela cidade, conhecida pelas suas olarias e cerâmicas, que inclusive lhe empresta o nome para o slogan, tem também a maior pista de motocross da América Latina, onde são realizadas competições, inclusive de caráter internacional.

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                          Vivem na terra, em torno de 11.000 canelinhenses que tem a origem do nome numa árvore, provavelmente uma canela, caída no rio Tijucas, motivo de preocupação dos navegantes, que ao avistarem-na gritavam: cuidado com a canelinha!

                          Daí pegou!

                          180/295 - São João Batista - Capital Catarinense do Calçado

                          Continuamos em casa, agora na cidade que tem a responsabilidade de ter sido a primeira colônia italiana do Brasil.

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                          Põe responsabilidade nisso!

                          Hoje vivem ao redor de 27.000 batistenses, num dos mais importantes polos calçadistas do país, e sem dúvida, o principal em Santa Catarina, que alcançamos depois de rodar somente 11 quilômetros por uma rodovia bem movimentada, inadequada pelo grande fluxo de veículos.

                          Como em boa parte do estado!

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                          Vale destacar que em 2.008, por ocasião das eleições municipais , coube a esta cidade a responsabilidade de ter tido as primeiras urnas biométricas, aquelas cuja identificação é feita através de impressões digitais.

                          Uma cidade pioneira!

                          181/295 - Major Gercino

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                          Foi nossa primeira visita à esta pequena cidade de pouco mais de 3.000 majorcinenses, por rodovia muito agradável, com característica bem rural.

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                          Produtora de vinhos, poderia ir se adequando e se equipando, dando contornos bem particulares, já que tem vocação turística, de sorte a atrair visitantes curiosos e interessados em pequenas, mas bem organizadas comunidades com diferenciais em equipamentos turísticos.

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ID:	160083

                          Nem sei para que meter a colher nesta seara, mas quando vemos o distanciamento das cidades desta indústria sem chaminé, por falta absoluta de políticas de longo prazo, nos questionamos vivamente, pois todo o trajeto, desde São João Batista até o centro da cidade é muito agradável, bordejando todo o tempo o Rio Tijucas, com a presença de algumas "pinguelas", sempre uma atração à parte.

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ID:	160084

                          Será que é tão difícil assim?

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Name:	Captura de Tela 2012-12-12 às 17.27.34.jpg
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ID:	160075

                          Total percorrido - 167 km - Total geral - 9.457 km
                          Última edição por Dolor; 23-12-12, 16:23.

                          Comentário

                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #103
                            182/295 - Araquari - Capital Catarinense do Maracujá

                            Novo dia, novos destinos e um mesmo objetivo; continuar visitando todos os municípios do estado de Santa Catarina, nosso quintal, de sorte que possamos chegar no final deste desafio, diga-se de passagem, gigantesco, com uma panorâmica sobre esta parte do Brasil, nossa quinhão natal dentro da federação.

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ID:	160365

                            Como de hábito, as promessas antes da cama nos agasalhar para sair cedo de manhã, transformam-se em sonhos e quando o relógio marcava 10 h, estávamos subindo na Bonitona rumo ao norte, mais precisamente para Araquari, presente na minha vida desde o início ginasial posto que boa parte dos meus amigos no bairro da Vila, onde morava, em Itajaí, tinham como objetivo estudarem no Colégio Agrícola de Camboriú ou de Araquari, portanto, me era bem familiar e totalmente desconhecida apesar das centenas, quem sabe milhares de vezes que passei pela entrada da cidade e indiferente segui em frente, apesar dos 93 quilômetros distantes da minha casa.

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ID:	160366

                            Agora a cidade volta às manchetes, não só pelo seu Colégio Agrícola, pertencente a Universidade de SC, mas pela instalação de uma fábrica de automóveis BMW, a gigante alemã, com projeto para começar a construir a sua unidade nesta cidade a partir do início de 2013 e produção no final de 2014, portanto, tudo em vias de fato depois de acertadas as arestas fiscais.

                            Deverá ser catapultada, pois empregará alguma coisa perto de 1.500 pessoas, dentro de uma cidade onde vivem 25.000 araquarienses.

                            Seja bem vinda BMW!

                            Entretanto, muito precisa ser feito para tirar a cidade da sua vocação agrícola e lança-la na era industrial, ainda mais pela porta da frente.

                            Aliás, há que se fazer praticamente tudo, porque a cidade nos aparentou ser muito atrasada.

                            183/295 - São Francisco do Sul

                            A cidade mais antiga de Santa Catarina, respira algumas contradições especialmente na área econômica, uma vez que tudo orbita em função do seu porto, dando números invejáveis, como por exemplo, a de ser a 8ª economia do estado e também a primeira colocação como o maior PIB per capita, o que para mim não serve de consolo quando se olha o seu entorno e se constata que se viver de média, nem sempre é um bom negócio, porque a cidade tem características de atraso bem significativas e mesmo apesar da sua beleza natural, não reflete nem em números nem em ações urbanas este poderio.

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ID:	160369

                            Ajudam a compor este quadro econômico destacado, a presença da gigante francesa na área siderúrgica, a ArcelorMittal além da Petrobrás.

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ID:	160373

                            Como vivo daquilo que tenho no bolso, acho bem interessante ser rico na média daquilo que não possuo, me deixo levar pelos casarios coloniais, alguns bem mantidos enquanto outros não, pelo aroma saboroso do mar e pela sensação muito agradável de passear pelo Museu Nacional do Mar, coreto na praça central onde se encontra a Igreja Matriz, Palácio da Praia do Motta, entre outras agradáveis atrações que sugerem uma simpatia muito grande por esta tetra centenária cidade.

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ID:	160374

                            Bastou um mergulho de 24 km para voltarmos tantos séculos nesta cidade cheia também das suas lendas.

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ID:	160375

                            Finalizamos a nossa manhã almoçando no bem localizado e para nós, caríssimo Restaurante Portela, cuja comida não fez jus ao preço cobrado. Um absurdo!

                            184/295 - Balneário Barra do Sul

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                            Pouco mais de 32 km chegamos nesta pobre cidade litorânea, sem nenhum atrativo, pelo menos aparente, de nos atrair para grandes circuladas e prospecções apesar da sua antigüidade, mais pela sua proximidade com São Francisco do que pelos seus feitos, onde vivem aproximadamente 8.500 barrassulenses, envolvidos, na sua maioria, com as atividades de pesca, típica das cidades de origem portuguesa, mesclada com os indígenas, que habitavam a costa de Santa Catarina.

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ID:	160376

                            Muito precisa ser feito e conforme já sugerimos aqui neste tópico, pecam as cidades através das suas administrações ao longo de todos os anos, de não darem uma característica para o seu contorno urbano, explorando, digamos, a temática da sua vocação, seja de colonização, da atividade comercial ou industrial principal, dos seus produtos, sejam eles, agrícolas, de artesanato, turísticos, enfim, desenvolverem as comunidades voltadas para um tema forte de forma a encantar as pessoas a virem visita-las e desta maneira, através do turismo organizado e com objetivos a médio e longo prazos, promover os seus desenvolvimentos.

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ID:	160377

                            Acho que estou querendo muito, apesar de ser tão pouco!

                            185/295 - São João do Itaperiú

                            O tiro não foi maior do que 61 km e do pobre fomos ao mais pobre, sem acrescentar nada de diferente a não ser a descoberta pelo nosso povo de que com um pé de galinha se faz uma canja.

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ID:	160379

                            Tremendo "cachaçal" na entrada da cidade, bem perto da prefeitura, celebrando sei lá o que!

                            É muito riso e pouco siso, como dizia a minha avó, há mais de cinqüenta anos quando nos via, as crianças, muito "fogueteiras"!

                            Se salário mínimo de R$620 é motivo de festa...bem vamos mudar o rumo da prosa porque estou me sentindo meio ácido.

                            186/295 - Piçarras - Namorada do Atlântico

                            Decididamente falta sotaque, daquele tipo mais arrastado, nesta região tipicamente portuguesa, com acento bem açoriano.

                            Não muda nada e tudo vai se ajeitando da maneira como a corrente vai levando, pois nem a prefeitura escapou, pelo visto, da falta de carinho, pois se a casa onde moramos ou trabalhamos é desleixada, o que esperar de cuidado para com a casa dos outros?

                            E olha que devem ter gasto um monte de dinheiro promovendo um plebiscito, há alguns anos, para a inclusão do prefixo Balneário antes do nome original Piçarras, como se isso fosse uma grande obra.

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ID:	160380

                            Quanto desperdício de tempo, dinheiro e energia para não se sair do lugar!

                            Possui uma população em torno de 12.000 piçarrensses que tem na pesca e no turismo a sua vocação.

                            O nome Piçarras vem de um tipo de argila encontrada no seu subsolo, chamada de piçarro, muito prazer.

                            Para aqueles que já a visitaram, seguramente devem ter voltado outras vezes tanto pela beleza da sua topografia quanto pela generosidade e hospitalidade do seu povo.

                            187/295 - Penha - Capital Catarinense do Turismo Temático

                            Sem dúvida o slogan da cidade tem tudo a ver com a presença do Beto Carrero World, famoso parque de diversões com a grande capacidade de atrair turistas de todo o país e de outros vizinhos, fundado em 1.991, quando tive o privilégio de conhecer o seu idealizador.

                            Sempre achei o falecido Sérgio Murad, um corajoso, pela opção por esta parte de Santa Catarina, sujeita a chuvas e trovoadas, com presença marcante do inverno nos meses a ele destinado, ocasionando longos períodos úmidos e frios, o que na minha opinião, dificultaria a vinda dos visitantes durante esta parte do ano, em detrimento ao nordeste, onde o bom tempo se faz presente o tempo todo.

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ID:	160389

                            De qualquer maneira deveria ser erguida uma estátua a este visionário que investiu muito dinheiro na área, conseguindo colocar o município de Penha dentro do contexto do turismo nacional.

                            Não sei se foi valorizado o suficiente, não sei...pelos catarinenses e os 25.000 penhenses!

                            Praticamente não se sabe quando estamos em Balneário Piçarras ou Penha, pois ambos fazem parte da maravilhosa topografia litorânea de Santa Catarina, tendo este último alguma coisa como 30 km de costa, formando praias de belezas ímpares.

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ID:	160390

                            Enquanto nos preparávamos para a foto em frente da prefeitura, qual não foi a nossa surpresa ao encontrarmos com o Michelzinho Sabbagh e a sua família indo para a casa deles na Praia de Armação, uma dessas bonitas que acabamos de falar.

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ID:	160391

                            Fizemos a foto juntos e após nos dirigimos para aquele café, como dizem os cablocos da nossa região, com mistura, na residência deles. O Habib, forma carinhosa como o trato, assim como a Dinha, sua mulher e os filhos, Neto e Monique, estão para nós como Piçarras está para a Penha, sem fronteiras e sem limites.

                            Fazem parte da nossa vida.

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Name:	Captura de Tela 2012-12-29 às 13.46.51.jpg
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ID:	160392

                            Total percorrido : 263 km - Total geral : 9.720 km
                            Última edição por Dolor; 29-12-12, 12:49.

                            Comentário

                            • Dolor
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #104
                              188/295 - Nova Trento

                              Viajar com o FC Chiquinho, nosso companheiro de algumas jornadas, é uma grande alegria e um prazer renovado a cada nova tocada. Como das outras vezes o nosso ponto de encontro foi na Tutti's Pão, aquela tradicional padaria de Balneário Camboriú, SC, onde nos finais de semana, como neste, para nós por volta das oito da manhã e para os recém vindos das baladas, provavelmente, oito da madruga.

                              Comentamos ao ver o pessoal chegando da "night" as surpresas reveladas para ambos os apaixonados de uma noite, o quanto de dragão tem a donzela e o quanto de "mané" tem o garanhão, quando o sol tira as máscaras, deixando cada um com a sua verdade exposta.

                              Certamente sustos acontecem, especialmente depois de passada a ressaca com a quantidade de comida sendo devorada por todos.

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Name:	Nova Trento02.jpg
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ID:	161837

                              Como não temos nada a ver com a vida de ninguém, os bonitos partem em direção à Nova Trento, uma das italianas de Santa Catarina, considerada hoje, a segunda cidade turística religiosa, pois o Santuário da Santa Paulina está localizada nesta católica cidade, local escolhido pela Madre Paulina para fundar a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, ordem cuja vocação principal está na educação, mantenedora entre outros, do Colégio São José, em Itajaí, SC, onde tivemos a Angela e eu, o privilégio de estudar.

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Name:	Angela00001.jpg
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ID:	161840

                              Como naquela época o Colégio aceitava meninos somente até o terceiro ano do primário, ao passar para o ano seguinte o meu caminho natural foi o Colégio Salesiano, administrado pelos padres seguidores de Dom Bosco, permanecendo a Angela até o final do seu curso do segundo grau, no mesmo endereço, portanto, sua única escola.

                              E que escola!

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Name:	Nova Trento03.jpg
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ID:	161838

                              Vamos em frente e já chegando em Nova Trento, depois de rodarmos 82 km, fomos agradavelmente surpreendidos pela presença de alguns "bikeiros" vindos de Florianópolis, o Fernando, Marcelo e Rodrigo, que tem nesta saudável atividade o seu esporte preferido.

                              Confraternizamos por alguns minutos, fizemos as fotos de lei e desde já ficou a saudade desta turma bacana, com a promessa de acessarem o nosso site e caso seja do gosto deles, transformarem este nosso território, no deles também.

                              Fiquem à vontade amigos!

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Name:	DSC03723.jpg
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ID:	161851

                              Claro, a visita ao Santuário é obrigatória, assim como o encontro com a Irmã Adelina, por muitos anos diretora do Colégio São José, professora do primeiro ano primário da Angela, pessoa com a qual temos um relacionamento muito grande e forte, dada a admiração que temos por ela, hoje encarregada de comandar aqui, toda a obra da Madre Paulina.

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Name:	Nova Trento05.jpg
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ID:	161839

                              É sempre um grande prazer encontra-la, receber além dos seus carinhos, a sua benção.

                              Aproveitamos e almoçamos na Cantina Italiana, apetitosa como de costume, pelo preço de R$25,00 por pessoa, onde nos esbaldamos no bom buffett com forte sotaque, claro, da terra do nono, onde vivem ao redor de 12.500 nova trentinos.

                              189/295 - Botuverá - Botu

                              Fizemos a digestão ao longo dos 49 km e chegamos nesta pequena cidade com menos de 5.000 botuverenses, cujo nome, como de hábito, pela sacanagem dos índios, há várias vertentes, sendo a mais votada, aquela onde a tradução significa: bons brilhantes, pois durante um determinado período, de lá se extraiu ouro.

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Name:	Nova Trento09.jpg
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ID:	161841

                              Como temos falado, perdem as cidades grandes oportunidades de darem um tema para o seu contorno urbano, como aqui por exemplo, conhecida pela grande quantidade de cavernas existentes e tão pouco divulgadas.

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Name:	Nova Trento08.jpg
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ID:	161842

                              Quando a cabeça não pensa o corpo paga!

                              190/295 - Brusque - Berço da Fiação Catarinense

                              Rodamos menos de 25 km para nos surpreendermos com esta pequena, quer dizer, era pequena, hoje média cidade com os seus 115.000 brusquenses, cuja origem principal tem o sotaque germânico, abrigando durante muito tempo as principais indústrias têxteis de Santa Catarina, tanto assim que originou o slogan da cidade, hoje, na condição de conturbação urbana.

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ID:	161843

                              Com esta característica já faz tempo que perdeu o slogan, entretanto, é muito grande a quantidade de indústrias em geral, além, claro, daquelas de confecção, mantendo ainda nos dias de hoje, se não mais o título de berço da fiação, mas a casa das confecções. Praticamente se ouve no ar o roncar dos motores das máquinas de costura.

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ID:	161844

                              Finalizando nossa passagem por esta dinâmica cidade, se fosse num dia de semana teríamos sido presos, pois levamos as motos até a entrada da prefeitura, lá em cima do morro, em caminhos exclusivamente para pedestres.

                              Às vezes um pouquinho de irresponsabilidade desse gênero dá uma turbinada no dia.

                              Foi um frisson a sessão de fotos!

                              191/295 - Guabiruba

                              Outra cidade alemã, com 18.000 guabirubenses, acostumados ao trabalho, a luta e ao orgulho, típico dos galegos.

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Name:	Nova Trento12.jpg
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ID:	161845

                              Pequena, porém, arrumada!

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Name:	culinaria-do-sul-comidas-tipicas-dessa-regiao-do-pais-2.jpg
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                              É um gosto se estar aqui, pena a hora não nos permitir comer um marreco recheado no Restaurante Schumacher, mesmo nome de um bom amigo, nosso vizinho em Balneário Camboriú.

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ID:	161847

                              Lagarteamos um pouquinho, sentimos nas mãos da estátua que homenageia os imigrantes, a força do trabalho dessa gente, laborando a terra de domingo a domingo, tendo, entretanto, na indústria de confecções o seu grande pilar de sustentação econômica.

                              O barulho das máquinas de costura está no ar também!

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ID:	161848

                              Assim terminamos mais um dia, voltando para casa com os corações repletos de alegria pelo que vimos, sentimos e vivemos, conhecendo um pouquinho melhor o estado onde moramos e mais, dando um norte para os nossos momentos de folga, especialmente sobre estas duas rodas, cujo prazer em pilotar somente os iniciados podem avaliar.

                              Obrigado FC Chiquinho pela ótima companhia e por nos permitir participar do teu Valente Fazedor de Chuva.

                              Aprocheguem-se Fazedores de Chuva!

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Name:	Captura de Tela 2012-12-30 às 18.23.34.jpg
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                              Total percorrido : 221 km - Total geral : 9.941 km
                              Última edição por Dolor; 30-12-12, 19:04.

                              Comentário

                              • PEDALADAS Mtb
                                Fazedor de Chuva
                                • Nov 2012
                                • 1

                                #105
                                Aos amigos PHDs Dolor, Ângela e Chiquinho,
                                Nós também ficamos contentes em conhece-los, principalmente pela simpatia e humildade demonstrada pelos três.
                                Obrigado galera!!!
                                Um abraço do Grupo PEDALADAS
                                Última edição por PEDALADAS Mtb; 02-01-13, 13:10.

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