Conhecendo Santa Catarina

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  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #61
    FC Chiquinho, a bola está contigo, com a certeza que a Lindona e a Bonitona dividirão pistas e nós o desafio do Valente.
    Vamos em frente!
    Bjs
    Dolor

    Comentário

    • Dolor
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #62
      096/295 - Dionísio Cerqueira

      Já refeitos do susto pela queda da Bonitona, o que sempre é uma imagem triste de se ver, aquela nossa amada, jogada no chão e nós sem a mínima condição de socorre-la, a não ser aquela vã tentativa de levanta-la.

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      Deu tudo certo e nos dirigimos para a última cidade do oeste de Santa Catarina, ou do Caminhos da Fronteira, forma como a secretaria de turismo do estado denominou estes 18 municípios deste extremo ponto ocidental do estado, distante somente 26 km da nossa última prefeitura.

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      Não ficamos com a melhor das impressões acrescida pela confusão que se estabelece nas nossas cabeças com a péssima sinalização numa área, que a nosso ver, deveria ser impecável, fazendo do turismo uma das grandes fontes de renda.

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      A cidade com os seus quase 15.000 cerqueirenses ou dionisienses, deixa muito a desejar em termos de cuidados com os seus acessos e mais do que tudo, com os seus limites, uma vez que é o único ponto fronteiriço com aduana do estado de Santa Catarina com a Argentina, cuja cidade extremante é Bernardo de Irigoyen, na província de Missiones.

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      Decididamente falta aquele cuidado para encantar o turista, em saber que pode colocar um pé em Barracão, no estado do Paraná, outro aqui, claro, e poder esticar o braço para o lado argentino.

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      Os marcos maltratados devem fazer o Marechal Rondon, quando por aqui fez as marcações de extrema, ainda general, se virar no túmulo.

      No nosso entender poderia ser um brinco e a desculpa porque é uma fronteira não pega, haja vista as lindas cidades americanas que fazem extrema tanto com o México quanto com o Canadá. Com relação ao segundo até não é novidade, mas quando comparadas com a balbúrdia localizada no lado mexicano, aí então salta aos olhos a cultura latina do ora deixa ver.

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      Guardadas as devidas proporções, aqui não é diferente, com os dois lados muito feios e o passo fronteiriço, nos envergonhando, com o escritório da imigração e da receita, abaixo da crítica.

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      O nome da cidade é uma homenagem ao general Dionísio Cerqueira, antigo ministro das Relações Exteriores responsável pela demarcação da fronteira Brasil/Argentina, deve estar de cabelos em pé, com a falta de cuidado com o seu trabalho, neste longínquo ponto fronteiriço.

      097/295 - Palma Sola

      Começamos o nosso retorno para São Miguel do Oeste, sempre bordejando o estado do Paraná, uma vez que o nosso destino era Palma Sola, com aproximadamente 7.800 palma-solenses que segundo a tradição popular, é derivada de Palma Suela, nome castelhano que significa palmeira solitária.

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      Mantém todas as características das demais cidades da região, com sotaques predominantemente italiano, alemão, com pinceladas de polonês e claro, gaúcho, com todas as suas tradições, que como uma boa querência, é hospitaleira e agradável.

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      Aliás, as diferenças de verdade são feitas pelas pessoas, como aqui, pois aos nos prepararmos para os registros oficiais em frente da prefeitura, fomos gentilmente abordados pela Ana Caroline, para nos oferecer ajuda, café e uma ótima acolhida.

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      Em seguida ligou para o prefeito Claudiomar Crestani, cujo sobrenome junta-se aos dos fundadores da cidade, que nos recebeu no seu gabinete para um café recheado de carinho.

      Claro, saímos felizes da vida e certos da conquista destes dois amigos, pois a partir daquele momento passaram a habitar nos nossos corações e como sabemos que nada acontece por acaso, o futuro nos dirá quando os nossos caminhos se cruzarem novamente.

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      Sem dúvida nenhuma a cidade, como diz o caboclo, tem dono, ou seja, é cuidada, bem arrumada e provavelmente pela sua rica hidrologia composta por vários rios que formam a bacia do Rio das Antas, Capetinga, Lageado Grande, Rio Tracutinga e Lageado Conceição, nos seus limites, poderá buscar nos esportes aquáticos e radicais, além das características de uma pequena cidade do interior, a sua vocação turística.

      As cidades precisam aprender a serem temáticas para poderem atrair a atenção dos viajantes.

      Desejamos sorte!

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      Total percorrido : 91 km - Total geral : 5.263 km

      Comentário

      • Chiquinho
        Fazedor de Chuva
        • Apr 2012
        • 34

        #63
        Nosso Roteiro

        Olá Dolor, tudo certo?
        Estou com o roteiro traçado. Temos duas possibilidades: (1) Fazermos um Valente do tipo "toque de caixa", chegar na cidade, registrar a Prefeitura e nos mandarmos para a outra, com aproximadamente 900 km e qualquer coisa em torno de 15 municípios, ou (2) fazermos um Valente Light, registrando as prefeituras mas não nos importando com a quantidade de municípios que visitaríamos, com aproximadamente 650 km e qualquer coisa em torno de 8 municípios. Também estou em mãos com informações turísticas de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho para darmos uma olhada. Achei que tem uns roteiros interessantes para a Paula caso as crianças viagem junto (parque das aves, cavalgadas, etc). Bem, agora é só a gente sentar e "colocar os pingos nos i's". Combinamos. Beijos. Chiquinho

        Comentário

        • Dolor
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2011
          • 3250

          #64
          FC PHD Chiquinho, vamos conversar neste final de semana e faremos...quem sabe o Valente toque de caixa e o light!

          É mole?

          Loucos para pegar a moto e como dizem os papa siris daqui; "carcar"!

          Será um ótimo final de semana.

          Bjs
          Dolor e Angela

          Comentário

          • Chiquinho
            Fazedor de Chuva
            • Apr 2012
            • 34

            #65
            Quem? Nós 3 loucos para colocar nossas naves na estrada? Capaz...
            Acho que não vivo uma alegria dessas há algum tempo. Estou muito feliz por estar vivendo esse momento com vocês, de dividir esta ansiedade com pessoas tão especiais.
            O roteiro toque de caixa inclui todos os municípios do light. Conversamos.
            Beijos

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            • Dolor
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2011
              • 3250

              #66
              098/295 - Anchieta

              Os 33 quilômetros que nos separavam da última parada não foram suficientes para que colocássemos os nossos assuntos em dia, do passado, do que estávamos vendo e vivendo.

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              Tem sido uns exercícios de convivência excepcionais, a Angela e eu, rodando devagar, respirando o ar da tranquilidade do extremo oeste, chamado de Caminhos da Fronteira, no levando, para muito além das fronteiras físicas que nos limitam. Vamos para a nossa época de namoro, do sacrifício para a compra do primeiro carro, não sem antes termos experimentado, com dois filhos no colo, da rotina dos ônibus, tanto urbanos quanto interestaduais, das economias para as compras dos eletrodomésticos que eram motivos de suspiros e até da trabalheira com uma quantidade infindável de fraldas que eram lavadas, quando o conforto das ditas descartáveis, eram sonhos que, na realidade, nunca pudemos viver, pois quando isto foi possível, os nossos filhos há muito já as haviam deixado.

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              Interação total

              E assim chegamos em Anchieta, vocacionada para a produção de sementes, onde encontrou a sua especialidade, inclusive tornando-se conhecida pela Festa das Sementes Crioulas.

              Pouco mais de 6.300 anchietenses aqui vivem e tiveram o nome da sua cidade, claro, inspirado no Padre José de Anchieta.


              099/295 - Guaraciaba

              Como os índios tinham uma percepção muito apurada do que os cercava, escolheram a palavra guaraciaba, que significa "raio de luz" ou "lugar do sol", dependendo do estudioso, para expressar o sentimento deles por este pedaço de terra, banhado por nada menos do que cinco rios; o Periguaçu, das Antas, das Flores, o Maria Preta e o índio, que continuam a encantar os que por aqui aportam.

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              Até agora, salvo melhor lembrança, foi a única cidade que tem banheiros públicos na praça central, o que convenhamos, é uma falta de cuidado das autoridades em geral, quando privam as pessoas desse conforto mínimo do homem moderno.

              Será que as pessoas precisam ficar se humilhando para utilizar os banheiros dos bares e restaurantes, que normalmente e também não podemos tirar as suas razões, reservam estes espaços para os seus clientes?

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              Por que as autoridades não disponibilizam este tipo de equipamento para os seus cidadãos, em áreas públicas, especialmente aquelas com grande concentração ou circulação de pessoas, tipo praças, parques, centros e dependendo do tamanho da cidade, nos bairros?

              Não vimos até agora nenhum programa político que oferecesse este tipo de conforto para os cidadãos em plena campanha eleitoral.

              Imaginemos depois!

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              Parabéns para os 10.500 guaraciabenses por esta iniciativa, além da simpatia das pessoas que nos acolheram, como as irmãs Pack, retrato daquela nossa Santa Catarina que dá certo.

              Não andamos mais do que 30 quilômetros neste percurso, sendo que tivemos o prazer de sermos convidados para participar da inauguração da fábrica de queijos Maestri, a primeira no estado a produzir o Grana Padano.

              Um espetáculo de queijo e de fábrica!

              Gente corajosa!

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              Total percorrido : 81 km - Total geral : 5.344 km
              Última edição por Dolor; 02-10-12, 21:31.

              Comentário

              • Dolor
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2011
                • 3250

                #67
                No último roteiro faltou acrescentar o trecho até São Miguel do Oeste, para onde voltamos pela terceira noite, uma vez que esta linda cidade se tornou a nossa base, tanto do Caminhos da Fronteira quanto de parte do Grande Oeste.

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                Gostaria de ser mais resumido nos relatos mas é impossível, pois mesmo abreviando parte dos acontecimentos, não podemos deixar de registrar o prazer de termos sido brindados com uma serenata pela Lira Italiana, que estava hospedada no mesmo hotel, aguardando para a apresentação deles por ocasião da inauguração da Fábrica Grana Padano Maestri, produtora deste afamado queijo, nosso preferido no café da manhã.

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                Gente bonita, querida, educada, enfim, merecedores de todos os bons predicativos, que alegraram a nossa chegada até a hora do nosso compromisso, com uma família de amigos que nos aguardava para os abraços e para o jantar.

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                Lá fomos nós e matamos a saudade da Bruninha, da Janaísa, João e o Márcio até a hora em que fomos, praticamente, intimados a deixar o restaurante.

                Já estamos com saudades de novo!

                Novo dia, novos desafios, novos amigos, de novo a Lira Italiana nos encantando por ocasião do café da manhã e com aquela música italiana nas nossas cabeças, partimos.

                Quanta alegria e quanta tristeza, pela despedida!

                100/295 - Paraíso

                Quer queiramos ou não, cem é um número mágico, é como uma barreira vencida e nada melhor do que se celebrar no Paraíso, aqui com letra maiúscula pois é o nome desta cidade onde vivem pouco mais, quase rasos 4.000 paraisenses, cujo nome, creio, deva ser oriundo das belezas que os colonizadores encontraram especialmente no Salto do Rio das Flores.

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                Não rodamos mais do que 28 km, por ótimas estradas!

                101/295 - Barra Bonita

                Não sei porque a sensação é que estávamos indo para outro lugar, sei lá, parece que Barra Bonita não combina com a região, não porque não faça jus ao adjetivo, mas pela imagem que fazemos de mar.

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                Bom, deixa pra lá, e mesmo sem mar, a cidade dormia, tranqüila, não fora o barulho xarope de um carro de som, de política, claro, que incomodava...acho que os animais e mais ninguém, fora nós.

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                Tudo quietinho!

                Coisa boa essa preguiça das pequenas cidades do interior do interior.

                Barra Bonita está entre as 11 cidades de SC com menos de 2.000 habitantes, aqui, com justos 1.878 barrabonitenses e distante 39 km do nosso último pit stop.

                É ou não é uma metrópole?

                102/295 - Bandeirante

                Tivemos o prazer da companhia do motociclista Roberto, que nos encontrou cruzando São Miguel do Oeste, e de imediato foi incorporado neste trajeto de 33 km, com a sua linda Honda CBX 750, impecável.

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                Preguiçosamente nos dirigimos para o nosso destino, claro, que os 2.900 bandeirantenses não tomaram conhecimento da nossa presença.

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                Se não estavam todos mortos, fingiam muito bem!

                103/295 - Romelândia

                Se vocês pensam que tem alguma coisa a ver com os Montecchio, do Romeu, de Shakespeare, estão enganados, pois o sobrenome do Romeu daqui, que deu origem ao nome da cidade, é Gransotto, que com o seu irmão Roneci, deram início à colonização de Romelândia, abrindo estradas e construindo pontes.

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                Uma pena, pois pensávamos que poderíamos encontrar alguma coisa relacionada com estas figuras lendárias do grande escritor inglês.

                Foram 61 km, também de boas estradas até esta cidade de 5.550 romelandinos.

                Como estamos novamente na região do Grande Oeste, a sede desta área é Maravilha, para onde nos dirigimos, nos hospedando no Maravilha Park Hotel, por R$149,50, e terminamos a noite na ótima Pizzaria Degustare, onde boas taças de vinho nos aguardavam.

                Um dia maravilhoso!

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                Total percorrido : 218 km - Total geral : 5.562 km
                Última edição por Dolor; 02-10-12, 23:07.

                Comentário

                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #68
                  Interessante que antes de pegarmos a chave do quarto a recepcionista nos fez assinar um termo...digamos de concordância de que não recusaríamos o pagamento da diária por causa do barulho que aconteceria no hotel, uma vez que haveria um baile, ou uma festa de formatura da turma da faculdade de marketing em agronomia, ou alguma coisa semelhante.

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                  Enfim, terceiro grau, novos profissionais, ligados diretamente a terra e aos negócios, que provavelmente, alguns estarão herdando, enquanto outros com trabalho garantido, haja vista a necessidade de profissionais em todas as áreas, especialmente nos agro negócios.

                  Eu não contrataria nenhum desses, não pelo barulho, que não nos incomoda, pois somos muito bons de cama, mas pelo campo de batalha que deixaram para trás.

                  Um nojo!

                  104/295 - São Miguel da Boa Vista

                  Não ficamos incomodados, mas decepcionados, pelo rastro que um punhado de formandos, jovens, deixaram atrás de si, justamente no dia da formatura, quando concluo, que não aprenderam nada.

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                  Uma pena e um monte de dinheiro jogado fora.

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                  Mas o que queremos é seguir em frente e após 17 km encontramos a pequena São Miguel da Boa Vista, incluída naquela classificação das 11 cidades com menos de 2.000 habitantes, aqui, exatos 1.900 boavistenses, descendentes de alemães e italianos, claro, todos com sotaque gaúcho.

                  105/295 - Tigrinhos

                  Nunca passou pelas nossas cabeças que existiria uma cidade em SC com este nome e após 28 km fomos apresentados a 291ª menor cidade do estado. Depois dela somente mais 4, levando em consideração que a partir do dia 7 de outubro o estado passará a ter 295 municípios.

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                  O que se esperar?

                  Praticamente nada, uma vez que parte dos 1757 tigrinhenses vivem na área rural.

                  106/295 - Santa Terezinha do Progresso

                  Outra novidade distante apenas 15 km, com 2.900 terezinhanos, tem no êxodo rural um dos grandes problemas enfrentado por este município, colonizado por alemães, italianos e poloneses, onde a maioria dos seus habitantes vivem em pequenas comunidades no interior.

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                  Imaginemos, pequenas comunidades, de uma pequena comunidade, vivendo no interior, de uma cidade do interior.

                  Difícil!

                  107/295 - Bom Jesus do Oeste

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                  Outra novidade esta também pequena cidade com 2.100 bonjesuenses, a apenas 20 km, sendo 6 km em estrada de terra.

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                  Sem muita coisa para se fazer ou ver, o jeito foi bater a foto e partir.

                  108/295 - Saltinho - Salty City

                  Hoje sem dúvida foi o dia das apresentações, pois também nunca ouvíramos falar desta cidade de 3.900 saltinhenses, cujo nome é uma resumo de São Sebastião do Saltinho, que recebeu este sobrenome, pela quantidade de saltos d'água que os colonizadores encontraram.

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                  Mas daí, utilizar como slogan Salty City, fiquei sem entender, pois numa tradução livre, significaria Cidade Salgada...

                  Demos um "saltinho" de 16 km, jogamos um pouco de sal...e vamos pedir ajuda aos universitários para entender o slogan!

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                  Total percorrido : 96 km - Total geral : 5.658 km

                  Comentário

                  • Dolor
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2011
                    • 3250

                    #69
                    109/295 - Campo Erê - Terra do novilho precoce

                    Aquela história de meio dia, barriga e panela vazia não saía das nossas cabeças e aqui pelo interior, como dizemos, do interior, chegam a fechar restaurante para o almoço.

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                    Não encontramos nada que pudesse nos atender, nas mínimas necessidades da fome e o problema é que passou da uma da tarde, e se esperarmos um pouquinho mais, a janta vai começar.

                    Como sempre encontramos uma gateira aberta, para nossa surpresa, poucos quilômetros antes do nosso destino, tinha uma festa na igreja de São Roque, na localidade chamada Distrito do Campo, que não fora algumas modificações na lei que constituí municípios, provavelmente este já estaria escalado para ser o próximo.

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                    Como o pessoal já estava começando a desarmar o restaurante para iniciar o baile, acabamos comendo...na cozinha, um espeto com a carne já um pouco passada, mas segundo o ditado, como gato com fome lambe até sabão, encaramos numa boa e no final, foi ótimo.

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                    Campo Erê, distante de Saltinho somente 27 km, foi uma surpresa bem negativa. Talvez devamos voltar em outra oportunidade para tirar a má impressão da cidade, que nos pareceu muito "morna", sem vida, literalmente.

                    Pouco mais de 9.300 campo erenses vivem aqui, que na língua caingangue significa "campo da pulga ou do bicho-de-pé".

                    A princípio dois significados completamente diferentes!

                    Com relação as palavras indígenas temos de concordar que ninguém chega a uma conclusão definitiva sobre a tradução ou significado.

                    110/295 - Serra Alta

                    Agora precisamos andar 50 km para chegarmos a este novo destino e marcarmos presença.

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                    A cultura italiana se faz presente aqui inclusive no pórtico, que saúda os viajantes nos dois idiomas, segundo a propaganda, mas por este que passamos, identificamos somente o português.

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                    Não mais do que 3.300 serra altenses vivem aqui, cuja principal atividade está na viticultura, tudo em pequenas propriedades que fazem a subsistência dos seus moradores.


                    111/295 - Sul Brasil

                    Recebeu este nome da empresa que a colonizou, com sotaque italiano e polonês em cujos limites moram 2.800 sul brasilenses.

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                    Rodamos somente 17 km, batemos a foto, demos uma circulada, ops, não grande porque senão já saíamos da cidade.

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                    Na hora da despedida não deixamos de dizer, muito prazer!


                    112/295 - Modelo - A capital do verde

                    Mais 20 km e já cruzamos a fronteira desta pequena cidade com 4.000 modelenses, também focada na agricultura, especialmente a familiar, e claro, com sotaque principalmente italiano.

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                    Também não encontrou a sua vocação e não apresenta uma característica particular, a não ser a de chamar para si o título de capital do verde, o que não é uma particularidade toda sua.

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ID:	158006

                    Mais uma comunidade, cremos, quando os estudantes partem para outro centro, como por exemplo, para o litoral, dificilmente retornam para as suas cidades de origem para desenvolver as suas atividades.

                    113/295 - Pinhalzinho

                    Com o final da tarde se aproximando, depois de rodarmos 16 km, cruzamos o perímetro urbano de Pinhalzinho, com 16.300 pinhalzenses, onde pudemos notar, apesar do seu pequeno porte, um movimento mais parecido com uma cidade de gente grande.

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ID:	158007

                    Boa avenida de acesso, muita gente na rua, carros e claro, quando vimos algumas motos paradas num bar/café, paramos para interagir.

                    Eram dois casais de S.M. do Oeste que saíram para um passeio até este destino, quando aproveitamos para dar uma volta pela cidade e fazermos as fotos na frente da prefeitura.

                    Pessoas muito agradáveis o Evandro e a Karine, com uma Yamaha XT 660 e o Milton e a Keli, com uma linda Transalp, ambos os casais pertencentes ao famoso grupo de motos Cães do Asfalto, responsáveis pelo ótimo Encontro Motocão.

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ID:	158008

                    Nos hospedamos no Hotel Fiorini, que por ser o melhor da cidade, deixou muito a desejar, mas também, por R$90,00 o apto, com café da manhã e garagem, vamos reclamar do que?

                    O que importa é que estamos juntos, passamos um dia maravilhoso em cima da moto, conhecemos pessoas, estamos vivos e agradecemos por esta oportunidade de percorrer os quatro cantos do estado de Santa Catarina, objetivando a certificação como Valentes Fazedores de Chuva.

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                    Total percorrido : 130 km - Total geral : 5.788 km

                    Comentário

                    • Dolor
                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2011
                      • 3250

                      #70
                      114/295 - Saudades

                      Amanheceu um dia lindo, gostoso para viajar, especialmente de moto.

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ID:	158068

                      Colocamos nossa proa para Saudades, distante deste nosso ponto de partida somente 14 km, para sermos surpreendidos por uma cidade acolhedora, além de agradável.

                      Pena termos de bater o ponto e partir.

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                      Interagimos com a Leny, Maicon, Adelar e o jornalista Rudi, para quem demos uma entrevista para o seu programa na rádio local.

                      Mantém o sotaque alemão, na maioria dos seus 9.000 saudadenses, com pitadas de russo e italiano e que a batizaram com este nome em função da saudade que os colonizadores sentiam das suas famílias, amigos e cidades de origem.

                      115/295 - Cunhataí

                      Outro tanto de quilômetros e chegamos neste nosso destino, onde vivem menos de 1.900 cunhataiaenses, estes sim, até com dificuldade para falar português.

                      Imaginando que a menor cidade de Santa Catarina tem 1.465, esta aqui tem ares de metrópole.

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                      Tivemos o prazer de conhecer o fundador do município e seu primeiro prefeito Armando Kerbes e outros amigos.

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                      Aquele tipo de gente que inspira confiança, de mãos calejadas do trabalho e orgulhosos da sua terra.

                      A respeito do nome, contam os mais antigos, pessoas daquela época, que os raros indígenas que aqui viviam naquele tempo, ao verem as mulheres louras, filhas ou esposas dos pioneiros de origem alemã diziam "Cunhataí", palavra que mais tarde eles entenderam como moça bonita.

                      Está feita a explicação!

                      116/295 - São Carlos

                      Muito agradável a cidade, após termos percorrido 21 prazeros quilômetros pela estrada que liga estes dois municípios além da gente hospitaleira que nos acolheu com um bom cafezinho na prefeitura.

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                      Só faltava praia em São Carlos!

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                      Mas e não é que tem!

                      Lindo balneário no caminho que vai para Palmitos, as margens do Rio Uruguai, lugar de férias e de finais de semana do pessoal da região.

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                      Continua como principal, o sotaque alemão, dos seus 10.000 são carlenses!

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                      Total percorrido : 49 km - Total geral : 5.837 km
                      Última edição por Dolor; 05-10-12, 08:03.

                      Comentário

                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #71
                        117/295 - Palmitos - Capital Catarinense do Vinho Colonial

                        As distâncias entre as cidades, como são muitas aqui no Grande Oeste, ficam em tiros como este de 20 km, por estradas muito agradáveis, sem aquele trânsito louco daquelas do Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, entre outros grandes gargalos.

                        Claro que os colonizadores de origem italiana, especialmente gaúchos, trouxeram as suas tradições, entre elas o cultivo ao vinho, que transformou Palmitos na Capital Catarinense do Vinho Colonial.

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                        A cidade apresenta uma série de atrativos naturais como fontes de águas termais, banhos de rio, com a presença cúmplice do Rio Uruguai, que proporciona belos visuais ao longo das suas margens.

                        Pode-se dizer que com pouco mais de 16.000 palmitenses, o volume de movimento nas ruas é bem significativo, até porque as nossas cidades decididamente não se preparam, não se antecipam para o desenvolvimento.

                        118/295 - Águas de Chapecó

                        Continua o Rio Uruguai presente aqui nesta cidade, além do Rio Chapecó, onde chegamos depois de 23 km, sendo que decididamente quem deu fama ao Chapecó aqui, foram as Águas termais, que fazem a festa e a alegria não só dos 6.000 aguenses, gentílico dos seus habitantes, mas também dos milhares de visitantes que visitam a cidade e em especial o Parque Hidroeste, complexo municipal de mais de 40.000 m2, praticamente no centro da cidade e abastecido por poço artesiano com temperatura em torno de 37 graus.

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                        Nos tornamos, digamos íntimos deste equipamento, por sugestão do prefeito Adilson Zeni, que nos vendo fotografar na frente da prefeitura, nos convidou para um café e discorreu sobre a sua cidade.

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                        Feito isto, pediu para um assessor nos levar até o Parque, onde fomos muito bem atendidos pelo pessoal de bordo.

                        Gostamos bastante e apreciamos a hospitalidade com que fomos recebidos.

                        Valeu!

                        119/295 - Planalto Alegre

                        Certamente que a alegria dos moradores foi a grande inspiração para o nome deste município onde vivem 2.600 planaltoalegrenses, distantes somente 19 km da nossa última partida.

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                        Batemos a foto para comprovar nossa visita a esta pequena cidade e partimos.

                        120/295 - Caxambu do Sul

                        Outra pequena cidade com atrativos modestos cujo nome tupi significa "mata verde" e onde vivem pouco mais de 4.400 caxambuenses, distante somente 14 km da nossa partida.

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                        O maior mérito desta comunidade é o reconhecimento como grande produtora de melancia, sendo realizada a cada dois anos uma festa em sua homenagem.

                        Também é banhada pelo sempre presente Rio Uruguai.

                        121/295 - Guatambú

                        A ligação entre Caxambu do Sul e esta é feita através de estrada de terra, em razoável condição de manutenção e mesmo cuidando, como se isso fosse possível, da poeira, não teve jeito, chegamos bem empoeirados.

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ID:	158085

                        Quando falamos cuidar, significa, ou ultrapassamos quem está a nossa frente, bem rápido, ou então o deixamos se afastar de sorte que a poeira nos deixe em paz.

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                        Mesmo com movimento pequeno, muito pequeno, o que encontramos foi o suficiente para nos cobrir de pó, desta cidade que emprestou o seu nome de um tipo de madeira de lei, abundante na região quando os italianos e alemães, vindos, como sempre, do Rio Grande do Sul, por aqui aportaram.

                        Fazer o que?

                        Sacudi-lo e seguir adiante!

                        122/295 - Chapecó - Capital do Oeste

                        Merecido o título!

                        Com 189.000 chapecoenses, é a sexta maior cidade do estado e chama a atenção pelas suas lindas e duplicadas avenidas, fruto do seu planejamento em forma de xadrez, movimento intenso de caminhões e veículos em geral nos seus entroncamentos e pelos vários monumentos que vão lhe emprestando notariedade.

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                        Também é a capital, agora brasileira, da agroindústria e também é reconhecida como a capital catarinense de turismo de negócios. Chapecó está inserida na bacia hidrográfica do Rio Uruguai, cujo curso define a divisa com o estado do Rio Grande do Sul significando, "donde se avista o caminho da roça", na língua Kaigang.

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                        Também é a cidade da Silvana, namorada do GCFC Lelê e por uma dessas grandes, gigantescas coincidências da vida, quando ligamos para ele no informou que havia partido no período da manhã para a capital, agora a dos catarinenses, impossibiltando desta forma os nossos abraços.

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ID:	158091

                        Por sua recomendação nos hospedamos no ótimo Hotel Mogano, por R$238,00 e para matar um tempo enquanto não chegava o horário do jantar, fomos num supermerdado próximo, buscando produtos diet para a Angela, por causa da sua diabete e para nossa surpresa ao cruzarmos com uma jovem senhora a mesma se voltou e perguntou se não éramos o Dolor e a Angela.

                        Claro, sim, somos e ela se apresentou como a Silvana.

                        Não é o máximo?

                        Óbvio, saímos dali para o restaurante e conversamos durante horas.

                        Valeu toda a viagem!

                        Antes disso, enquanto fotografávamos em frente a prefeitura, conhecemos o Lima e a sua mulher Rita, apaixonados por moto, que já agitou com o pessoal de turismo, jornalistas e por último, marcamos entrevista na Rádio Chapecó, com o radialista Fábio, para o dia seguinte.

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                        E assim vamos montando o nosso Valente Fazedores de Chuva!

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                        Total percorrido : 645 km - Total geral : 6.482 km
                        Última edição por Dolor; 06-10-12, 08:40.

                        Comentário

                        • Jackson Duarte
                          Valente Fazedor de Chuva

                          • May 2012
                          • 126

                          #72
                          Inspiração !!!

                          GCFC Dolor e Angela !!!

                          Inspiração, é a palavra que melhor define o que eu e a Paola sentimos ao disfrutar do privilégio de estar na garupa virtual de vocês !!!

                          Nós que ainda estamos vivendo nossa primeira metade da jornada da vida, sempre estamos a observar e buscar bons exemplos, e ao ver a cumplicidade nos olhares trocados entre vocês, mesmo após toda uma vida juntos, já com os filhos criados, e desfrutando da benção de ter netos, e após milhares de quilômetros rodados !!!

                          Agradecemos a vocês pela iniciativa e dedicação na manutenção desta comundade, pois para dois jovens recém casados como nós, poder acompanhar e vivenciar, mesmo que virtualmente, se sentir encorajados a buscar a realização de um desafio da grandeza do Valente Fazedor de Chuva e ainda poder compartilhar essa grande aventura com vocês, e simplesmente algo muito especial.

                          Podemos afirmar que hoje não somos o mesmo casal que em 17 de Junho deste ano se entregou a insanidade de buscar ser Valente, e quanto mais quilômetros rodavamos mais unidos nos sentíamos, e hoje sonhamos acordados em um dia ser guindado a condição de Grande Cacique Fazedor de Chuva !!!

                          Um enorme abraço no coração de vocês !!!

                          Jackson e Ana Paola

                          Comentário

                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #73
                            FC Jackson e Ana Paola, as palavras, os sentimentos e os incentivos, são mais do que simplesmente apoio, são os ingredientes que nos incendeiam e nos jogam para frente.

                            Como é bom se ler e se receber uma mensagem com esse teor e peso.

                            Desejamos com muita intensidade que vocês continuem se contaminando com esta cumplicidade que o nosso Valente FC proporciona. Só quem o está fazendo é que pode avaliar o quão gostoso e prazeroso tem sido estes dias buscando, na realidade, os nossos bons relacionamentos.

                            Obrigado e vocês não imaginam o quanto valeu!

                            Beijos
                            Dolor e Angela

                            Comentário

                            • Dolor
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #74
                              Esta quinta feira, 4/10/2012, amanheceu com aquela chuva que chamamos de molha trouxa, ou seja, fininha, tipo garoa, mas que em poucos minutos encharca aqueles que a desafiam.

                              Mesmo assim, volta e meia olhando pela janela, víamos os fantasmas que nos habitam, vez por outra mais presentes, tentando nos convencer a adiar esta partida rumo à mais uma etapa do nosso Valente Fazedor de Chuva.

                              Se os ouvíssemos, como das outras vezes, provavelmente não estaríamos dando a partida no motor, não sem antes vestirmos as nossas roupas especiais para enfrentar o que se vislumbrava, reforçado pelas previsões que diziam tempo ruim durante todo o dia que estava para iniciar, quando engatássemos a primeira marcha.

                              Um por um fomos colocando-os de volta para debaixo dos travesseiros e muito próximos, num silêncio de confidência, lentamente fomos ganhando a estrada, enquanto a chuva, agora torrencial que caía, aproveitávamos para deixa-la ir lavando os nossos corações das preocupações que tem nos perseguido nestas últimas semanas.

                              Felizmente o que tem nos incomodado são as perspectivas dos negócios que não se descortinam com o melhor cenário que gostaríamos de estar vivendo. Mas faz parte do próprio e as soluções precisam vir do grupo, buscando dentro dos limites que são impostos pelo mercado, ou quem sabe, pela nossa própria gestão, as soluções que necessitamos.

                              E como tudo vai ficando muito distante e pequeno à medida que vamos nos afastando do portão de casa, em pouco tempo, sempre dentro do ambiente de responsabilidade que nos limita, os nossos pensamentos foram se unindo em direção as cidades que programamos visitar nestes próximos dias.

                              Quase nem sentimos a viagem quando chegamos nas Termas da Guarda, município de Tubarão, de saudosas memórias, quando para lá nos dirigimos há mais trinta anos com os nossos filhos, especialmente do Jorge que se negou a entrar no helicóptero do Sr. Santos Guglielmi, proprietário entre outros grandes negócios, do Laguna Tourist Hotel e da própria Guarda, que nos incluiu para passeios juntamente com os seus filhos e netos, naquela fascinante novidade.

                              Chegamos a sentir o vento das hélices nos trazendo estas recordações assim como das apreensões ao sabermos que as nossas filhas estavam a bordo ganhando os céus e se distanciando rapidamente do heliponto que voltávamos a pisar, hoje transformado em jardim.

                              Uma lufada de despreocupação nos aliviou ao ver que voltaram todos sãos e salvos e que a rena do caçula não tinha nenhum dos significados que naquela hora povoou as nossas mentes, achando, inclusive, que as meninas não deveriam embarcar, porque era...digamos...um tipo de sinal.

                              Imagine só!

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                              O que não diríamos ou faríamos se esse nosso novo amigo estivesse presente naquele dia?

                              Arreda Abdul!

                              123/295 - Pedras Grandes

                              Quando chegamos nesta cidade de pouco mais de 4.000 pedras grandenses em cujas terras é produzida a uva Goethe, de forma simples, uma híbrida entre a rusticidade das videiras americanas com o rico e delicado sabor das européias, fomos surpreendidos pela assessoria do prefeito Tonho, que nos pegou pelas mãos para nos mostrar a prefeitura e os seus setores.

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                              Cremos que com esta equipe, o prefeito que tenta a reeleição, não deverá ter problemas maiores para conquistar este segundo mandato.

                              O pessoal mandou pra valer!

                              Parabéns e obrigado pela hospitalidade, principalmente da Tatiana e da Cheila que foram anfitriãs perfeitas.

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                              Aproveitamos também para sentir o "gostinho" de governar Pedras Grandes por alguns segundos, ao tomarmos via golpe, a cadeira do prefeito.

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                              Vamos ver se com a casa em ordem e com um segundo mandato na mão o prefeito consiga fazer Pedras Grandes conquistar o lugar que merece, lembrando, que após um período de grande desenvolvimento, depois da descoberta das minas de carvão em Lauro Müller e da construção da Estrada-de-Ferro Dona Thereza Christina, quando foi erguida no município uma estação ferroviária, a cidade tem patinado bastante.

                              O registro mais do que histórico, é que aqui ostenta o título de porta de entrada do imigrantes italianos em Santa Catarina.

                              Reage Pedras Grandes!

                              124/295 - São Ludgero

                              A experiência diz que não devemos nos dosar num grau de expectativa muito grande sobre qualquer coisa.

                              Talvez este tenha sido o nosso erro, pois nos decepcionamos com esta nossa nova parada. Esperávamos uma cidade com um forte sotaque alemão, que mesmo com a grande quantidade de sobrenomes com esta origem, o que encontramos de uma certa forma nos decepcionou, a começar pela própria prefeitura, que nos pareceu mais um hospital, daqueles do tipo psiquiátrico do que um centro administrativo.

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                              Feia, mal cuidada e com cara de abandonada, se por fora esta foi a sensação, imaginamos como não deva ser por dentro, que não deve fazer jus a fama de trabalhadores e caprichosos que são os 11.000 são-ludgerenses, que deram este nome em homenagem ao santo de veneração dos colonizadores.

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ID:	158134

                              O caminho até aqui, para que pudéssemos encurta-lo, fizemos por uma estrada de terra, evitando fazer um "looping", mas o tiro saiu pela culatra e acabamos gastando o dobro do que previsto pela perdida que demos.

                              De qualquer maneira o total rodado foi de 44 km incluindo aí os 24 entre idas e vindas, por estrada revestida com macadame que mesmo após alguns dias de chuva, se mostrava em boas condições de rodagem.

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ID:	158129

                              Total percorrido : 267 km - Total geral : 6.749 km
                              Última edição por Dolor; 08-10-12, 23:55.

                              Comentário

                              • Dolor
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2011
                                • 3250

                                #75
                                125/295 - Orleans - O Dote de uma Princesa

                                Continuamos na quinta, 04 de outubro de 2012, com o relógio andando para frente sem parar e consequentemente informando aos nossos estômagos que o almoço já era.

                                Na saída de São Ludgero, ainda com o tempo instável, paramos para fazer uma "boquinha" numa pastelaria, o suficiente para enganarmos a fome até o jantar. Aliás, é bom mencionar, que viemos para a terra com duas finalidades básicas: a primeira, de procriarmos, e a segunda, que pode ser a primeira também, para comer. Em tese, tudo o que fazemos aqui nesta vida se resume a mesa e a cama, não necessariamente nesta ordem, mas ambas com a mesma importância.

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ID:	158277

                                O resto tem sido...fazer regime, quando podemos, e cuidar dos filhos, uma missão.

                                Depois dessa filosofada rodamos somente 15 km para chegar nesta cidade que fez parte do dote da Princesa Isabel, que somente pela assinatura da Lei Aúrea, libertando os escravos no Brasil, mereceria mais do que este quinhão de terra e sim, a nossa admiração para sempre.

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ID:	158278

                                De qualquer maneira foi o marido, o francês Conde D'Eu, de sobrenome Orleans, quem humildemente batizou a cidade onde estamos, com o seu nome, Orleans.

                                Modesto o bacana, heim?

                                Vivem quase 22.000 orleanenses nesta cidade agradável, que faz parte do Parque Estadual da Serra Furada, onde se localiza o Morro da Igreja, com pouco mais de 1.820 m de altitude e uma atração chamada Pedra Furada, já na divisa com Urubici, na serra.

                                O sotaque italiano é o grande referencial desta comunidade que se orgulha de abrigar peças do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

                                Valerá a pena voltarmos aqui com mais calma.

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ID:	158288

                                Ainda merece registro o Paredão do Zé do Diabo, artista local, que entalhou um conjunto de esculturas no paredão de passagem da estrada de ferro que margeia o Rio Tubarão, num lugar chamado Coloninha, bem perto da cidade.

                                126/295 - Lauro Muller

                                Está na hora de darmos uma embolada no nosso desafio.

                                A cidade não tem nada de alemão para merecer o nome que tem.

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ID:	158279

                                É italiana de cabo a rabo e o Lauro Muller, que dá nome à ruas em praticamente todas as cidades de SC, é para nosso orgulho, de Itajaí, que não tem nada nem alemão, nem italiano nas suas raízes de fundação, sendo portuguesa de pai e mãe.

                                Resumindo, temos um descendente de alemão, nascido numa cidade portuguesa, que empresta o seu nome para um município italiano, tendo sido o primeiro governador do estado, com a idade de 26 anos.

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ID:	158280

                                Voltando para a nossa visita, Lauro Muller é passagem obrigatória para aqueles que querem subir ou descer um dos cartões postais mais famosos do estado, a Serra do Rio do Rastro, portanto, além da privilegiada localização, foi aqui também que os tropeiros, literalmente tropeçaram no carvão mineral, sendo que a primeira mina de carvão no Brasil, foi aberta, claro, pelos ingleses, lá pelos idos de 1.842, na entrada da cidade, de onde se avista o Castelo, casa construída pelo magnata carioca Henrique Lage, em...

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ID:	158281
                                Foto Samuel Madeira

                                Vamos tentar continuar na estrada para não empacarmos por aqui, porque histórias não faltam por onde temos tido a felicidade e o privilégio de rodar.

                                Ah! como é bom estar na estrada, com os problemas ficando cada vez mais distantes à medida que vamos mergulhando na história!

                                Fenomenal é a alegra que a moto neste momento vai nos permitindo sentir e viver!

                                127/295 - Braço do Norte - Capital Catarinense da Moldura

                                Pouco mais de 35 km fomos surpreendidos pelo movimento neste nosso destino. Tudo bem que a rua principal é praticamente a continuação da rodovia SC 438, mas ficamos surpresos com o trânsito de carros, aliás, um fenômeno por onde temos passado.

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ID:	158285

                                O slogan acima, diga-se de passagem, é modesto, pois a região de Braço do Norte, tem o maior complexo industrial de molduras do mundo.

                                Sinceramente não sei se já avisaram os chineses deste trunfo daqui, pois caso contrário, vamos deixar quietinhos e nos vangloriarmos desse título.

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                                Vivem aqui quase 30.000 braço-nortenses, que respiram do desenvolvimento da cidade, que vai se transformando como todas as outras num amontoado urbano.

                                A princípio, vai crescendo, crescendo e depois se dá um jeito!


                                128/295 - Gravatal

                                A noite já havia engolido o dia quando chegamos no nosso destino de pernoite nesta cidade que leva o nome de uma bromélia e onde vivem 11.000 gavataenses, de origem portuguesa, mais precisamente açoriana, tudo registrado nas paredes de uma escola pública, cujo mérito da arrumação e poesia, sem dúvida nenhuma, é da sua diretora.

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ID:	158282

                                Com este sotaque as coisas já começam a ficar um pouquinho diferente, digamos....mais a vontade, sem tirar a gentileza do acolhimento, característica desses ibéricos.

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ID:	158284

                                Famosa não só no país, mas em boa parte do mundo pela qualidade das suas águas termais, poderia ser bem diferente do que apresenta, cujo desenvolvimento é impulsionado pela grande quantidade de turistas que a elegem em busca das vantagens medicinais das suas águas radioativas na fonte e rica, quase milionária, em lítio e flúor, captada a 36º, cujas indicações principais são para combater o stress, regular a pressão e auxiliar em tratamentos de reumatismo ou recuperação de cirurgias ortopédicas.

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Name:	Pedras Grandes14.jpg
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ID:	158283

                                Se fosse boa também para recuperar o caixa, confesso que passaríamos o resto do ano por aqui!

                                Mas como ele anda fraco, após checarmos as opções de hospedagem, ficamos no Castelo Palace Hotel, por chorados R$175,00.

                                Haja água!

                                Click image for larger version

Name:	Captura de tela 2012-10-08 às 22.56.37.jpg
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                                Total percorrido : 90 km - Total geral : 6.839 km
                                Última edição por Dolor; 09-10-12, 13:42.

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