Nós, de moto Rumo ao Alasca

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  • Carlos Velasco
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2014
    • 466

    #46
    Rumo Norte
    Dia 12 - 02/04/18
    Ica - Lima

    Na noite anterior trocamos conversa no grupo dos Fazedores de Chuva a respeito do vazamento, e também com o Simon, Mecanico da BMW de Cuiabá, e achamos mais prudente verificarmos na concessionária em Lima.
    Assim fizemos. Chegando lá diagnosticaram q deveria ser trocado o retentor do cardam. Aproveitamos e trocamos as pastilhas de freio dianteira e traseira da moto do Gustavo, e dianteiras da minha.
    O Marco Galindo nos atendeu de imediato e foi muito atencioso. Gostamos muito do serviço dele, e por consequência, da concessionária.
    Nos hospedamos no bairro de Miraflores e fomos ao shopping Lancomar jantar.
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    • Carlos Velasco
      Fazedor de Chuva

      • Sep 2014
      • 466

      #47
      Rumo Norte
      Dia 13 - 03/04/18
      Lima - Huaraz

      O trecho hoje não seria muito longo, aproximadamente 500 km, mas o trânsito de Lima e a cordilheira nos fizeram levantar cedo e pegar estrada.
      Falando em trânsito de Lima, para se ter ideia ontem da concessionária ao hotel demoramos mais de 1:30 h para percorrer 8 km.
      Como não poderia ser diferente, a saída de Lima tb foi caótica.
      Seguimos pela Panamericana Norte, e próximo a Paramonga pegamos a direita rumo Huaraz.
      Percorremos por um vale e logo começamos a subida.
      Procurávamos algum restaurante para comer e trocar de roupa, mas não achávamos. O frio começou a ficar intenso, e paramos para colocar roupas e proteções.
      Tocamos mais um pouco e paramos em uma vilinha para tomar uma sopa e comer uma trucha frita. Aí começou uma chuva fina q nos acompanhou até Huaraz.
      Chegamos no fim do dia e nos hospedamos no hotel Santa Cruz.

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      • Carlos Velasco
        Fazedor de Chuva

        • Sep 2014
        • 466

        #48
        Rumo Norte
        Dia 14 - 04/04/18
        Huaraz - Chimbote

        Esse foi um dia daqueles q ficarão pra sempre na memória.
        Acordamos, tomamos café e partimos até Yungay, a cidade soterrada. A história e triste, pois em 1970 um terremoto de 7,9 graus na escala richter, atingiu a região e os blocos de gelos das montanhas gerou uma avalanche q soterrou essa cidade com seus 20.000 habitantes. Apenas um pouco mais de 300 habitantes conseguiu sobreviver, pois correram para o cemitério para se abrigar, e esse foi o único lugar não atingido.
        E tudo q foi soterrado como pessoas, carros e até mesmo o ouro q estava nos cofres do banco foram deixados assim e hj o local da cidade é um jardim.
        Dai subimos novamente a cordilheira por 25 km de estradas de terra e ingressamos no parque Huascarán para conhecer a laguna Llanganuco. Seu verde é impressionante.
        Descemos e almoçamos na Nova Yungay, e pegamos sentido Chimbote pois nesse trecho fica o famoso Cañion del Pato.
        Esse lugar era o mais aguardado pela gente, pois é um trecho muito perigoso e bonito.
        Com seus 39 túneis, e abismos essa estrada é considerada uma das mais perigosas do mundo, inclusive sendo reportada nos episódios das “estradas mortais” do Discovery.
        Já no fim do dia chegamos em Chimbote e nos hospedamos no Hotel Brilia, onde jantamos.
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        • Carlos Velasco
          Fazedor de Chuva

          • Sep 2014
          • 466

          #49
          Rumo Norte
          Dia 15 - 05/04/18
          Chimbote - Piura

          Um dia de Panamericana.....
          Acordamos, tomamos café no hotel e pegamos proa Norte.
          Passamos por Trujillo e Chiclayo. Esse trecho foi muito moroso, pois a Panamericana passa dentro de varias vilas e cidades.
          As maiores são as mencionadas acima.
          Trânsito daqueles, típicos do Peru. Buzinas, tuc-tuc, e um querendo ser melhor q o outro....
          Após Chiclayo a estrada ficou desértica e a pista dupla fez a viagem render.
          Uma dica aos desavisados. Não vi nenhum posto nesse trecho. Logo, quem estiver planejando vir pra esses lados, atentem para a autonomia.
          Chegamos fim do dia em Piúra, uma cidade grande e que nos surpreendeu.
          Trânsito nem precisa falar né!?
          Nos hospedamos no hotel Casa Andina, q pra nossa surpresa tinha um bom restaurante.
          Esse será nossa última noite no Peru.
          Amanhã ingressaremos no equador.

          Algumas considerações a respeito do Peru:
          A maioria das estradas do Peru são pedagiadas, mas moto não paga. Basta tomar a direita nas praças de pedagio, onde existe um acesso para as motos passarem.
          A policia carreteira está sempre presente nas estradas. Hora fazendo abordagens, hora apenas com a viatura parada as margens da rodovia, em vigilância.
          Em nenhum momento nos abordaram, apenas víamos abordarem carros e motos pequenas.
          O câmbio nesse período foi:
          1,00 novo soles compra 0,90 reais (isso mesmo. Nosso real vale menos...)
          1,00 dólar compra 3,21 soles
          A gasolina varia de 10,00 a 15,00 soles o galão, ou seja 2,7 a 4,0 soles por litro. (1 galão = 3,78 litros)

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          • Carlos Velasco
            Fazedor de Chuva

            • Sep 2014
            • 466

            #50
            Rumo Norte
            Dia 16 - 06/04/18
            Piura-PE - Cuenca-EC

            Como de costume, tomamos café no hotel e saímos.
            A saída de Piúra foi relativamente rápida, embora o trânsito seja o típico do Peru.
            Passamos por Tambo Grande, e seguimos com destino a Macará primeira cidade no equador.
            Conforme íamos avançando pela Panamericana Norte a vegetação ia mudando do árido para o verde, e começamos a subir aos poucos...
            Fomos abordados pela polícia peruana (não a carreteira) na fronteira. Nos pediram passaportes, documentos da moto e nos liberaram.
            O trâmite na fronteira foi relativamente rápido, o q demorou mais foi ter q aguardar por mais de meia hora a chegada de folha A4 para o pessoal do equador imprimir o documento de ingresso das motos no país. Aproveitamos e “almoçamos” algumas bananas q Gustavo comprou no Peru, enquanto aguardávamos. Após 1:30 h estávamos novamente na estrada.
            Paramos em um mercadinho para trocar os soles por dólares (moeda do equador é o dólar americano).
            A vegetação mudou para uma mistura de floresta equatorial, e montanhas e assim seguimos até Cuenca passando por Loja, hora subindo, hora descendo e em constantes curvas. Mas essas curvas são um pouco mais abertas q as da cordilheira peruana e a viagem rendeu mais.
            Chegamos a Cuenca já escuro com um congestionamento enorme.
            Gustavo estava na frente e foi cortando pela direita, como as poucas motos q vimos no equador fazem.
            Nos hospedamos no Fórum Hotel, no centro histórico. Gustavo e Mirian estavam com saudades de entrar em um Fórum... rsrs
            Passeamos por lá e jantamos no El Mercado.
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            • Carlos Velasco
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2014
              • 466

              #51
              Rumo Norte
              Dia 17 - 07/04/18
              Cuenca - Quito

              Dia de estrada...
              Cuenca a Quito ficam a pouco menos de 500 km.
              A estrada e ao mesmo estilo do dia anterior. Curvas, serras, picos nevados, e hoje tb tivemos a presença de chuva.... começou com pedras de gelo e depois firmou em Agua friaaaa. Temperatura no momento da chuva era de 8 graus.
              Nosso trajeto seria sempre pela Panamericana, q aqui no equador e a E35. O gps da moto ficava perdido e tínhamos q ir hora olho nele, hora nas placas... numa dessas o Gustavo pegou a E40, q leva a Guaiaquil. Uns 10 km após vimos q estávamos errados e retornamos...
              Em um povoado vimos a esquerda uma igreja com alguns turistas tirando foto.
              Resolvemos parar e foi uma grata surpresa. Era a primeira igreja católica do Equador com data de fundação 15-08-1534, igreja Maria Natividad de Balbanera.
              Chegamos a Quito ao entardecer e fomos para o Hotel Reina Isabel.
              Aproveitamos q amanhã teremos um dia off em Quito e levamos as roupas para serem lavadas.
              Saímos para bater perna no Mariscal Foch, lugar super agitado na noite de Quito. E o bom é fica a 3 quadras do hotel...
              Tomamos umas, e comemos um petiscos em um pub bem transado por lá.
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              • Carlos Velasco
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2014
                • 466

                #52
                Rumo Norte
                Dia 18 - 08/04/18
                Quito

                Dia de descansar e “turistar” por Quito.
                Acordamos tarde, quer dizer, levantamos tarde pois o relógio biológico já se acostumou a acordar cedo, tomamos café no hotel e fomos ao parque Mitad del Mundo para botar o pé no q é nossa proa, tal do hemisfério norte.
                Passeamos por lá, tiramos fotos e fomos ao teleférico de Quito, q sobe a 4.000 metros e se pode ter uma visão muito legal de parte de Quito e dos vulcões q estão no entorno da cidade.
                Digo parte, pois Quito fica em um vale, e por isso tem “só” 70 km de comprimento x 8 km de largura, e mais de 2,5 milhões de habitantes.
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                • Carlos Velasco
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2014
                  • 466

                  #53
                  Rumo Norte
                  Dia 19 - 09/04/18
                  Quito/EC- Ipiales/CO

                  Saímos cedo do hotel, sem café, pois queríamos fazer o dia render.
                  Seguimos sentido Ibarra e Tulcán.
                  Após 250 km chegamos na fronteira, e a cena q vimos foi impactante. A fronteira estava repleta de venezuelanos, migrando para o Equador. Conversamos com alguns na fila e nos contavam as tristes histórias.
                  A fila para dar saída é a mesma de entrada. Por conta disso, ficamos 8 horas apenas para dar a saída.
                  Acredito q tinha mais de 3.000 pessoas por lá. Nos chegamos às 11:00 e meu carimbo era o 1.178 (a polícia controla a fila através de carimbo com números em sequência).
                  O Equador foi um país q nos surpreendeu positivamente. Pessoas educadas, pouquíssima pobreza, ruas limpas, estradas bem sinalizadas, enfim. Um país muito bonito e acolhedor. Nas estradas parecíamos q estávamos em algum vale europeu.
                  Se não fosse a malandragem de alguns equatorianos q ofereciam facilidades na fila, e dos policiais q estavam de conchavo com eles daria nota 10 para o país.
                  Explico: na fila ficam algumas pessoas oferecendo para ingressarem na frente dos outros mediante pagamento de 20 dólares. Aí o tal agenciador fala algo ou faz algum gesto pro policial q permite a entrada para a migraciones, e ele deixa entrar na frente dos outros.
                  Não fizemos, e acredito q se os outros também não fizessem, não teríamos demorado tanto na fila.
                  Essa turma fatura muitoooo alto ali.
                  Enquanto entrava 5 no esquema, passavam 2 na fila normal.
                  Já era noite qdo conseguimos fazer a saída, e nos dirigimos a migraciones da Colômbia e após a aduana, para dar entrada nas motos.
                  Fotocópia de tudo e mais um pouco, foto do chassis q tive q imprimir em uma “tienda” e as 21:00 chegamos ao hotel em Ipiales.
                  Restaurante do hotel fechava as 20:00 e os restaurantes da cidade as 21:00..... solicitamos ao atendente do hotel, e ele conseguiu fazer o pedido de um delivery de pollo....

                  Outras informações:
                  A moeda oficial do equador é o Dólar Americano.
                  A gasolina custa U$$ 2,20 por galão (0,58/litro), ou seja aproximadamente R$ 2,00 por litro.
                  No equador moto paga pedagio. Por onde passamos custou 0,20 dólares.
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                  • Carlos Velasco
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2014
                    • 466

                    #54
                    Rumo Norte
                    Dia 20 - 10/04/18
                    Ipiales - Santander de Quilichao

                    Acordamos cedo, e como o café do hotel do começava às 8:00, partimos sem ele...
                    Fomos conhecer o santuário de Nuestra senhora de Las Lajas, q fica a 7 km de Ipiales.
                    Uma obra surpreendente, construída no começo do século 19, q liga dois paredões. Boa a pedida.
                    Tomamos café por lá, e seguimos proa Norte. A intenção era tocar até escurecer, e achar alguma cidade para dormir, pois queríamos chegar o mais próximo possível de Bogotá.
                    O trajeto foi, pra variar, pela cordilheira dos Andes. Aqui ela se divide em 3, a ocidental, central e oriental.
                    Um sobe e desce daqueles, e temperatura variando numa amplitude de mais de 30 graus.
                    Saímos de Ipiales com 7 graus, e nas partes mais baixas da cordilheira chegou aos 37...
                    As estradas na Colômbia são bastante policiadas. Estão presentes Polícia Nacional, Polícia de Transito e Exército. O q nos chamou a atenção foi q ao passar pelo pessoal do exército, pandemia faziam um sinal de positivo com os dedos. Embora seja uma maneira cordial de cumprimentar, nesse caso não é só um gesto de boa educação, mas sim um sinal dizendo q o trecho a frente está livre de guerrilheiros....
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                    • Carlos Velasco
                      Fazedor de Chuva

                      • Sep 2014
                      • 466

                      #55
                      Rumo Norte
                      Dia 21 - 11/04/18
                      Santander de Quilichao - Bogotá

                      Como demoramos o dia todo para fazer 400 km ontem, levantamos antes do dia clarear, e saímos bem cedo, pois Bogotá estava a 500 km, e iríamos passar pelo trecho entre Armênia e Ibagué, recomendação do nosso amigo FC Zaqueu, q nas palavras dele é “a estrada mais louca das Américas”.
                      Para nossa surpresa, a estrada por um bom trecho era dupla e plana. O q fez com q a viagem rendesse.
                      O único trecho mais complicado foi justamente o “estrada mais louca das Américas”. Muitas curvas e um trânsito pesado, onde muitas vezes tínhamos q parar para as carretas (muitas) poderem fazer as curvas.
                      Essa estrada tem 85 km, e demoramos quase 4 horas nela....
                      Chegamos em Bogotá as 16:00 e fomos direto para a AutoGermana, concessionária BMW para deixar as motos para revisão e troca de pneus.
                      No Gps da moto e no Waze apareceram pelo menos 4 Autogermanas... e agora? Marcamos a mais próxima e seguimos pra lá. Trânsito de Bogotá é ao estilo Lima, única diferença é q em Lima eles buzinam antes de jogar o carro encima de vc, e em Bogotá não. . Rsrs.
                      Como prevíamos, não era a oficina Motorrad, embora vendessem tb motos nessa agência. Solicitamos ajuda pro pessoal de lá, e marcamos no Waze a concessionária q tinha oficina.
                      Chegamos lá quase fechando e o Freddy, atendente de pronto nos atendeu.
                      Fomos para o hotel Hill House.
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                      • Luis Plein
                        Fazedor de Chuva

                        • Oct 2012
                        • 39

                        #56
                        Postado originalmente por Carlos Velasco Ver Post
                        Rumo Norte
                        Dia 21 - 11/04/18
                        Santander de Quilichao - Bogotá

                        Como demoramos o dia todo para fazer 400 km ontem, levantamos antes do dia clarear, e saímos bem cedo, pois Bogotá estava a 500 km, e iríamos passar pelo trecho entre Armênia e Ibagué, recomendação do nosso amigo FC Zaqueu, q nas palavras dele é “a estrada mais louca das Américas”.
                        Para nossa surpresa, a estrada por um bom trecho era dupla e plana. O q fez com q a viagem rendesse.
                        O único trecho mais complicado foi justamente o “estrada mais louca das Américas”. Muitas curvas e um trânsito pesado, onde muitas vezes tínhamos q parar para as carretas (muitas) poderem fazer as curvas.
                        Essa estrada tem 85 km, e demoramos quase 4 horas nela....
                        Chegamos em Bogotá as 16:00 e fomos direto para a AutoGermana, concessionária BMW para deixar as motos para revisão e troca de pneus.
                        No Gps da moto e no Waze apareceram pelo menos 4 Autogermanas... e agora? Marcamos a mais próxima e seguimos pra lá. Trânsito de Bogotá é ao estilo Lima, única diferença é q em Lima eles buzinam antes de jogar o carro encima de vc, e em Bogotá não. . Rsrs.
                        Como prevíamos, não era a oficina Motorrad, embora vendessem tb motos nessa agência. Solicitamos ajuda pro pessoal de lá, e marcamos no Waze a concessionária q tinha oficina.
                        Chegamos lá quase fechando e o Freddy, atendente de pronto nos atendeu.
                        Fomos para o hotel Hill House.
                        Recordar é viver, e sinto-me cada vez mais vivo ao acompanhá-los nessa jornada que me traz ótimas recordações. Continuem bem, pois ao final verão que o Alaska é logo ali, e que tudo valeu a pena. Boas estradas!

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                        • Carlos Velasco
                          Fazedor de Chuva

                          • Sep 2014
                          • 466

                          #57
                          Postado originalmente por Luis Plein Ver Post
                          Recordar é viver, e sinto-me cada vez mais vivo ao acompanhá-los nessa jornada que me traz ótimas recordações. Continuem bem, pois ao final verão que o Alaska é logo ali, e que tudo valeu a pena. Boas estradas!
                          Muito bom saber disso Luís. Nos motiva ainda mais a fazer esses relatos. Um forte abraço.

                          Comentário

                          • Carlos Velasco
                            Fazedor de Chuva

                            • Sep 2014
                            • 466

                            #58
                            Rumo Norte
                            Dia 22 - 12/04/18
                            Bogotá

                            Dia de relax... #sqn. Rsrs
                            Saímos um pouco mais tarde da cama do q o de costume. Digo sair, pq acordar já está no biológico pras 6:00.
                            Fomos para a BMW para acompanhar de perto a revisão e para “agilizarem” o q pudessem, pois gostaríamos de despachar as motos nesse dia ainda.
                            Eu já havia feito o contato com a Carolina da Air Cargo Pack, e por e-mail enviado a documentação q ela pediu, para agilizarmos os trâmites.
                            A revisão da BMW Colômbia é muito minuciosa. Nos prometeram q iriam pegar nas motos no primeiro horário e entregar até as 14:00.
                            Fomos até a oficina e as motos estavam praticamente desmontadas. Na inspeção do cardam da minha moto foi verificado um desgaste prematuro das engrenagens s aconselharam substituir a peça. Questionei q havia feito uma revisão pre viagem em Cuiabá, e eles me dizeram q não é usual fazerem essa inspeção, mas q na Colômbia eles fazem.
                            Por algum motivo (sabe-se lá qdo), entrou água no compartimento q protege o cardam e o mesmo estava bem oxidado. Foi uma boa terem feito essa inspeção, pois teríamos chance de ter problemas durante nossa viagem. Autorizei a substituição da mesma, e bola pra frente.
                            Cardam do Gustavo estava ok.
                            Substitui tb os pneus traseiro e dianteiro, como havia programado. O traseiro ainda estava bom (saiu zerado) mas como queríamos evitar paradas em oficina mais pra frente, já havia programado de trocar aqui.
                            O dianteiro já estava na hora dele. Tava bem rodado o danado. Havia substituído ele ainda lá no Paraguai, qdo retornamos de Ushuaia.
                            Gustavo trocou o traseiro, pois o dianteiro saiu zerado.
                            Como tive q substituir o cardam, enrolamos mais do q podíamos na BMW. As 16:00 nos liberaram e partimos para o terminal de cargas para despachar as motos.
                            Trânsito da Colômbia tb é complicado, ainda mais com chuva, mas as 17:00 ingressamos no terminal de cargas.
                            A Carolina nos colocou um despachante à disposição e ele foi muito eficiente em agilizar os temores na polícia antinarcóticos e aduana.
                            As 20:00 já estávamos com as motos embaladas, revistadas pelos narcóticos e aduana liberada em um trâmite q as vezes leva um dia para ser feito.
                            O avião q as levará tem previsão de saída as 10:00 do dia seguinte.
                            Voltamos ao hotel e compramos as passagens para nós para o dia seguinte pela manhã.
                            Jantamos ao lado do hotel em um restaurante italiano, Filetto.
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                            Comentário

                            • Carlos Velasco
                              Fazedor de Chuva

                              • Sep 2014
                              • 466

                              #59
                              Rumo Norte
                              Dia 23 - 13/04/18
                              Bogotá - Cidade do Panamá

                              Acordamos cedo pois nosso voo era as 8:22. Tínhamos trânsito, check-in e imigração pela frente.
                              Ao fazermos o check-in tivemos uma desagradável surpresa. Só nos permitiriam ingressar no Panamá se tivéssemos uma passagem aérea de saída (pasmem. Isso mesmo). Argumentamos com a atendente q havíamos enviado às motos para o Panamá (inclusive mostrando a documentação). Veio a supervisora e disse q é regra do Panamá. Solicitamos a tal regra impressa, e ela nos trouxe. Realmente existe.
                              Conclusão, compramos uma passagem de saída, a qual cancelaremos.
                              Fizemos isso pq nosso voo estava saindo e se perdêssemos esse avião, não conseguiríamos retirar as motos no Panamá, visto ser uma sexta feira (diga-se de passagem, sexta feira 13. Kkk)
                              Correria pra imigração e inspeção de raio x, mas conseguimos embarcar.
                              Depois relatando o ocorrido com amigos via WhatsApp, nos informaram q existe uma alternativa de comprar online uma passagem de onibus da cidade de David para a Costa Rica... eles aceitam tb. Fica a dica para os futuros viajantes.
                              Por fim nosso avião atrasou a saída por quase uma hora devido a fila de aviões para decolagem.
                              Chegamos na cidade do Panamá após 1:10 de voo, e fomos direto no terminal de cargas buscar as motos.
                              Chegamos lá e as estavam desembarcando, mas era horário de almoço da turma do escritorio, e teríamos q aguardar até as 13:00. Veio um sr todo sorridente se predispondo a ajudar, mas não estava muito a par dos trâmites. Era o dono da cia aérea, Sr John. Rsrs
                              Foi pessoalmente buscar a documentação da nossa moto na via aérea, nos colocou em seu jaguar V8 conversível, e nos levou até a aduana para fazer a importação temporária das motos.
                              O trâmite foi rápido. Um hora para as duas motos.
                              Fomos para o hotel, e de lá pegamos um uber para conhecer as esclusas do canal de Panamá em Miraflores.
                              Mas.... o trânsito estava todo travado.
                              Conclusão, chegamos lá após as 17:00 e já estava fechado para visitação.
                              Voltamos no mesmo uber para a região de Casco Viejo para dar play na nossa sexta com uma cerveja bem gelada.
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                              Comentário

                              • Carlos Velasco
                                Fazedor de Chuva

                                • Sep 2014
                                • 466

                                #60
                                Rumo Norte
                                Dia 24 - 14/04/18
                                Cidade do Panamá

                                Dia off
                                Pegamos uma excursão q o hotel ofereceu para ir visitar o canal do Panamá. Na realidade era mais um translado. Foi legal pois o motorista ia falando da história do canal e do país.
                                Chegando lá fomos direto para o 4 piso onde pode ser avistado os navios cruzando pelas excluídas. A q visitamos foi a de Miraflores.
                                Muito interessante ver essa obra e imaginar q a mais ee100 anos atrás já estava em operação assim como nós estávamos vendo. Hj já existe um canal paralelo, mais moderno, largo e comprido para atender embarcações maiores q foi inaugurado em 2016, o chamado expansão do canal.
                                Voltamos ao hotel e fomos bater perna pela cidade.
                                Voltamos e no fim do dia demos uma relaxada na piscina, q por sinal tem uma vista privilegiada da cidade.
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