On the road with Grandpa

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  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #76
    Death Valley - 25/07/2013

    Com o refrão "Foverever young" retumbando na cabeça, a despeito das recomendações dos amigos locais para evitarmos Death Valley nesta época do ano, quando ele literalmente ferve e se torna a filial do inferno, desafiamos o capeta saindo próximos do meio dia, parando para o nosso café da manhã num Starbucks, na saída de Las Vegas, claro, pegando fogo de tão quente.

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    Realmente o verão nesta parte dos Estados Unidos merece e tem de ser respeitado, assim como o inverno, cujo significado de ambos para nós brasileiros em terras tupiniquins, não chega a nos assustar, mesmo com o calor de algumas regiões e o frio em outras, mas em todos os casos, nada se aproxima dos extremos por este lado do Equador.

    Aqui no deserto de Mojave e mais ainda em Death Valley, ficamos praticamente sem poder respirar tal o pacto tenebroso feito entre o sol e o vento.

    Tudo ferve, tudo cozinha e o ar pelando, entrando pelas narinas é um exercício permanente pela sobrevivência.

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    Zabriskie Point, uma maravilha

    Como somos Fazedores de Chuva, seguimos e duzentos e poucos quilômetros adiante, quando o sino batia 1:30 h da tarde, estávamos como dois náufragos, quase mortos, entrando no restaurante do Furnace Creek Inn, um tipo de oásis, a começar pelos esguichos de vapor ao longo da varanda, nos fazendo praticamente tomar um banho, refrescante, revigorante, suspirando por ar fresco.

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    Zabriskie Point

    Que delícia!

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    Mesmo assim levamos algum tempo até colocarmos os nossos corpos em equilíbrio com a temperatura mantida pelo ar condicionado, quando então de verdade, relaxamos, após ingerirmos uns dois baldes cada um, daquela maravilha chamada Coca Cola, estupidamente gelada, provocando exclamações de prazer. Praticamente almoçamos o dito refrigerante, acompanhados por salada, onde havia lugar para um filé de truta, à vontade no buffet. Com o aviso do FC Proftel na cabeça para evitar peixes na costa oeste americana por causa da radiação vinda das usinas de Fukushima, Japão, não nos preocupamos pois estas eram do estado de Idaho.

    Comemos sem remorso!

    Duas informações importantes:

    a - Não deixem de visitar o Parque Nacional de Death Valley, uma maravilha estonteante, gigante, cheio de descobertas e de trilhas.

    b - Não venham para o Parque Nacional de Death Valley, uma maravilha estonteante, gigante, cheio de descobertas e de trilhas, durante o verão.


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    Em graus Celsius, 52º, um horror!

    O calor era simplesmente infernal, não nos permitindo aproveitar essa maravilha na sua plenitude, pois a necessidade de hidratar o corpo era uma constante e o estoque de água, metade em gelo nos copos térmicos, eram insuficiente para as nossas reações químicas.

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    Após o almoço, bem demorado e quase recompostos, partimos para um tour, com gosto de despedida, pois no dirigimos para Badwater, a filial do inferno, situada no ponto mais abaixo do nível do mar dos Estados Unidos, ou seja, se encontra a menos de 85 m de onde as ondas do oceano se refrescam.

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    Com uma distância de 27 km a ser cumprida, no meio do caminho o Pedro, ao pararmos para a fritura de um ovo no asfalto, olhou para mim bem sério e disse: Vô, onde é que tem um banheiro aqui, pois estou com dor de barriga!

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    Pedro, aqui não tem nem "touceira" para correres atrás, portanto, vamos dar meia volta e retornaremos para o "Visitor Center" nosso ponto de partida. Dá para agüentar?

    Dá Vô, mais rápido!

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    Com o vento castigando mais do que o sol fustigante acelerei e quando estacionei em frente ao banheiro o querido já foi largando jaqueta, luvas, capacete e felizmente a calça por último dentro do banheiro, em tempo de deixar as suas lembranças no meio deste deserto.

    Marcou território!

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    Voltamos para a estrada e agora foi a minha vez, não pela dor de barriga, mas pelas queimaduras que sofria no tornozelo, pois viajei o tempo todo de "slip on", ou a nossa conga na época que eu era mais pobre, sem meias o que foi um tormento impossível de suportar, sentindo a pele se soltar mesmo emplastada de protetor solar.

    Proteger como?

    Já com as meias, mesmo pretas, foi possível suportar aquela barbaridade, quando paramos para fazer algumas fotos e tomarmos pé daquele ambiente hostil, chamado Badwater, a casa de verão do homem da capa vermelha aqui no nosso planeta.

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    Parada em Shoshone

    Havíamos rodado alguma coisa como 230 km e esgotado falei para o Pedro que iríamos dormir no primeiro hotel no meio do caminho quando me respondeu dizendo estar muito bem e que não haveria problema em seguirmos até a casa do Mike e da Miriam, distantes 430 km de onde estávamos, além da hora avançada, por volta das 5 da tarde.

    Vô, vamos em frente!

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    Efeito de Death Valley no pé do pobre!

    Foi o grito de guerra para "proar" a moto para Whittier, onde chegamos as onze da noite, merecendo somente uma parada no meio do caminho, para o abastecimento, tanto da moto, quando nosso...de água.

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    Queimou de verdade!

    Foi um grande batismo para o Pedro, este tiro de mais de 750 km, sob um céu tão hostil!

    Parabéns Querido!
    Última edição por Dolor; 30-07-13, 20:51.

    Comentário

    • Celso Ferreira
      Fazedor de Chuva

      • Apr 2012
      • 826

      #77
      Dolor, sinceramente, não sei nem como comentar essa sua aventura com o Pedro.
      Só sei que ele jamais a esquecerá.
      Parabéns mais uma vez, aos dois.
      GCFC e 1º VFC/MG Celso JF
      Brasília/DF
      61.99984-9567

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      • Proftel
        Fazedor de Chuva
        • Apr 2013
        • 343

        #78
        Dolor:

        Vocês estão mais seguros aí na antessala do inferno, não há nada para queimar.

        Já nas florestas da Califórnia, lascou! O risco seria mui grande.

        Três semanas atrás haviam 21 focos de incêndio (enormes) não controlados por aí.

        Bração aí, excelente empreitada !

        Alexandre.

        :-)

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        • sergio pires
          Fazedor de Chuva
          • Aug 2012
          • 125

          #79
          Eitaa Dolor !!!, viagem incrível.
          Parabens a dupla.
          abracos gelados de Blumenau.
          Sergio Pires

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          • misha
            Fazedor de Chuva
            • Nov 2011
            • 9

            #80
            TODAY DOLOR AND HIS GRANDSON PEDRO START THEIR FLIGHT TO RETURN HOME TO BRASIL. AS ALWAYS, I HAD A WONDERFUL TIME WITH THEM HERE AND, AS ALWAYS, I AM SOMEWHAT SAD TO SEE THEM LEAVE. HOWEVER, I LOOK FORWARD TO SEEING THEM AGAIN SOON AND ENJOY THE WARMTH OF THEIR EMBRACE, THEIR SMILING FACES AND THE PRECIOUS FRIENDSHIP I SHARE WITH THEM. THAT INCLUDES ALL OF THE DaSILVA FAMILY AND ALL MY FAMILY AND FRIENDS IN BRASIL. IT IS A PLEASURE TO SHARE A LANE WITH DOLOR AND ANGELA ANYWHERE ON THIS BEAUTIFUL PLANET. IT IS A PRIVLEDGE TO BE ABLE TO HOST THEM AT MY HOME.

            SAFE WINDS MY BROTHERS AND A VERY TIGHT HUG TO ALL OF YOU!


            BANG, BANG!

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            • Dolor
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2011
              • 3250

              #81
              GCFC Mike, thank you very much for your and Miriam hospitality. We had great time together and I hope, I wish to meet you guys in Quito, for the IX Fazedores de Chuva Intl Meeting, in November, 15th to 17th, where we can give a tigth hug in each other.
              Pedro and myself appreciate your kind words and your friendship!
              Love
              Pedro and Dolor

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              • Elton
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2011
                • 497

                #82
                Que pena que acabou....

                Foi emocionante acompanhar os relatos quase diários sobre as aventuras dessa dupla.
                Muito obrigado por repartir.

                Sent from my iPad on the road to the adventure
                sigpic
                Grande Cacique Fazedor de Chuva

                Prudhoe Bay, Alaska - Ushuaia, Argentina em um mesmo ano:2010
                Nascente FC-feito em 2013 com a Marcia
                Rodoviário FC - BR-153 e BR-101, ambos feitos em 2015 com a Marcia
                Iron Butt Association member feito em 2002 nos USA
                http://www.2wheelsadventure.com

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                • Jhonny
                  Fazedor de Chuva
                  • Dec 2011
                  • 504

                  #83
                  Grande empreitada,

                  Ficara marcada para sempre em seus corações e claro em nossas lembranças, mas nos pés, bom, nos pés e temporario, apenas cuide dessa queimadura, guardem lembranças emocionais e não físicas...

                  Parabéns, estamos curiosos para ler os relatos do Pedro, vamos lá Fazedor de chuva...
                  J.Fernandes

                  A distância de um sonho...
                  Quebram-se férreas cadeias, Rojam algemas no chão...

                  Comentário

                  • Elton
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2011
                    • 497

                    #84
                    Pena que a chegada veio com tantos "bumps"... Mas estamos felizes que vocês chegaram sãos e salvos. ... Hummm... Ok mais salvos que sãos, mas chegaram!

                    Muito carinho.

                    Elton e Marcia

                    Sent from my iPad on the road to the adventure
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                    Grande Cacique Fazedor de Chuva

                    Prudhoe Bay, Alaska - Ushuaia, Argentina em um mesmo ano:2010
                    Nascente FC-feito em 2013 com a Marcia
                    Rodoviário FC - BR-153 e BR-101, ambos feitos em 2015 com a Marcia
                    Iron Butt Association member feito em 2002 nos USA
                    http://www.2wheelsadventure.com

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                    • Airton Cavalca
                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2012
                      • 1498

                      #85
                      todos ja falaram de tudo... vou falar dequem nao pode falar por si... a medida que tudo passa e a que tudo passamos ... a valkirie se pronuncia como ja lina imprensa europeia quando ainda a eletronica nao assombrava a duvida entre sair e chegar... como um icone simplesmente I N D E S T R U T I V E L....

                      Comentário

                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #86
                        Lagarteando e crescendo - 26 a 28/07/2013

                        Fazedores, depois da parada que foi o dia de ontem, quando sobrevivemos e num "mea culpa" pra lá de vantajoso como forma de expiar o pecado do risco cometido em Death Valley, me dei como boa penitência e o Pedro como coadjuvante, ficarmos na cama até o meio dia, com a caixa de som roncando desde a hora em que nos entregamos a esta maravilha chamada sono.

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                        Com muito custo tomamos o nosso banho matinal e em vez de café da manhã fomos direto para o nosso almoço, que nem vou falar o cardápio.

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                        Hambúrger!

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                        Nos sentíamos muito preguiçosos e eu em dobro por estar contaminando o Pedro com esta especial habilidade em matar o tempo, exercitando-a por entre as lojas que visitávamos sem comprarmos praticamente nada, posto o estado de letargia em que nos encontrávamos, anestesiados e dolentes, nos permitia simplesmente tomar conhecimento de toda esta fartura em nossa volta.

                        Vô?

                        Cada vez que o escuto me chamar, Vô, é como se eu precisasse me cutucar para crer que o chamado sou eu mesmo...Vô...quantas lembranças do meu, do pai da minha mãe, carinhoso, protetor e descaradamente apaixonado por mim. Mas a memória que guardo dele é sempre de um velhinho, posto que brincávamos o tempo todo com as nossas diferenças de idade, sessenta anos.

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                        Agora quando vejo a diferença que me separa do Pedro fico aturdido, não menos do que quarenta e seis primaveras, portanto, estou muito mais próximo do meu Avô do que jamais pensei e olha que o escuto me chamar assim por quase uma dezena e meia de anos e somente agora, juntos, somente nós dois, me sinto ficando velho, isto sendo generoso comigo mesmo e ele se transformando num homem, num lindo homem, gentil, educado e atento.

                        Se não guarda a sua roupa, ou põe pasta de dente na escova, ou se põe a roupa já separada é porque não posso nesta altura do campeonato deixa-lo fazer nada. Estou tentando passar algumas informações comportamentais mas me sinto impotente para isso, passo a borracha por cima e a minha vontade é de abraça-lo, beija-lo e acima de tudo, de ficar adimirando-o, nesta sua transformação tão visível.

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ID:	169316

                        Meu menino se transformando num homem, bem na minha frente!

                        O meu coração explode de alegria e de emoção vendo-o dormir no meu lado, ocupando mais do que dois terços da cama e eu me sentindo o maior felizardo do mundo em poder ter tanto espaço com tão poucos centímetros quadrados, sentindo-o mudando, com o seu rosto e corpo tomando traços mais definitivos, discutindo assuntos políticos do dia, generalidades sobre onde estamos e ele me olhando como se eu tivera metros e metros de altura, posto que o seu olhar para mim é de pura admiração.

                        Ah! se eu tivesse dez por cento do tamanho que ele pensa ter o Avô!

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                        Praticamente pulamos o sábado não fora o maravilhoso café da manhã, já na condição de "brunch", preparado pela Miriam, a namorada do Mike, gentil e carinhosa, pois além das uvas colhidas no jardim da casa, nos encheu de mimos e carinhos, nos deixando já prontos para o jantar oferecido pelos também queridos amigos Tood, Donna e Steve, na casa deste último, onde com mais alguns convidados, já conhecidos, fizemos em volta da mesa as orações em agradecimento pelo alimento que iríamos comer, hábito dos nossos "hosts" e com uma novidade sugerida por mim, que cada um fizesse nos seus idiomas as suas preces e desta maneira elevamos os nossos melhores sentimentos em samoês, ucraniano, lituano, alemão, francês, português e inglês.

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                        Foi um momento muito especial e intenso!

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                        Uma nova e linda experiência para o Pedrinho estar reunido com pessoas que nos querem bem e todos admirados pelo ótimo inglês dele além da ótima estrutura dos assuntos abordados.

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                        Quanto a mim, sentindo os anos já vividos se consolidando através do orgulho respirado ao vê-lo tão discreto e totalmente absorvido por todos.

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                        A programação para o domingo, projeto desde o início da proposta em trazê-lo para andar de moto nos Estados Unidos, seria um dia praticando tiro, uma novidade total para ele e portanto um dos pontos altos da nossa viagem, cumprido ao pé da letra pela generosidade e gentileza do GCFC Mike, um apaixonado pelo Pedro a quem dedicou todo o seu tempo a instruí-lo quanto aos tipos de armas, ao uso, funcionamento, postura, enfim, deu uma completa aula, como um grande conhecedor de armamento e munições que é, nos levando após para uma localidade chamada de Burro Canyon, área sob concessão particular, dentro da Floresta Nacional Angeles, no alto da represa de San Gabriel, lugar preparado para os atiradores de plantão, com regras rígidas sobre o tiroteio ali instalado.

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                        Os olhos do Pedro desde a apresentação da primeira arma até o tiro de "debut" foram um brilho só e seguindo rigorosamente as regras estabelecidas foi atirando com rifle 22, pistola 9 mm, 10 mm, 45, enfim, puxou o gatilho do que existe de melhor em termos de armas, inclusive sendo chamado por um atirador no nosso lado para atirar com o seu arsenal, além da instruções e da aprovação de todos com o seu desempenho.

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                        Passamos um dia especial terminando num Krispy Kreme, onde nos esbanjamos com os "doughnouts" mais deliciosos dos Estados Unidos, dando um final ainda mais doce do que já havia sido todo o dia, ou melhor, todos os dias, pois quando acordarmos nesta segunda o período matutino será dedicado à preparação das nossas malas para o início do nosso retorno rumo à nossa toca.

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                        A bem da verdade não gostaria de acordar mais, o que não consigo, pois os meus olhos marejados me chamam para esta realidade da vida que vai preparando os seus novos passos enquanto os meus próprios vão ficando mais lentos, mostrando que o caminho a ser trilhado será bem menor do que aquele já caminhado.

                        Ainda bem que tenho a Angela me esperando para continuarmos indo em frente!

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                        Te amo Angela por tudo o que fizeste na minha vida, me transformando num homem e me rodeando com uma Família tão linda, cujo movimento de rotação que exerces nos mantém em permanente equilíbrio.

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                        Estou literalmente voando para os teus braços!
                        Última edição por Dolor; 31-07-13, 20:03.

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                        • Dolor
                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #87
                          Voltando para casa - 29 a 31/07/2013

                          Realmente a minha relação com o tempo anda complicada!

                          Tudo bem, não tínhamos muitas coisas a fazer nesta véspera de partir, mas de novo, me enrolei e o dia passou voando, sem haver uma produção...digamos... de débitos a serem pagos, o que também é positivo.

                          Preparamos as nossas malas na parte da noite, com tudo praticamente já determinado, mas deixei para a prorrogação do segundo tempo, a regularização da minha conta, "merreca", no Bank of America, mas que facilita a vida da gente este conforto.

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                          Tudo certo, mas como o tempo já havia esgotado, corri para casa onde o Pedro ainda estava necessitando tomar o banho da partida e se arrumar, pois a condução a ser utilizada, a Shuttle Prime Time, é daquelas coisas britânicas, pois quando o ponteiro do segundo alcança o do minuto eles param na frente de casa.

                          Notei que o Pedro começava a patinar, sem apetite, enjoado e com algumas pintas no rosto.

                          Deixei a Hataro devidamente guardada e pouco antes da nossa partida o Mike veio nos dar o abraço de despedida, depois das dificuldades em convence-lo a não nos levar no aeroporto, cujo calor deste carinho carregamos conosco e que aproveitamos para agradecer tanto a ele quanto a Miriam, pela excelente hospitalidade, cheia de mimos e já também de saudades.

                          Esperamos encontra-los em Quito, Equador, por ocasião do IX Encontro Intl dos Fazedores de Chuva!

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                          Parece que a corrida do Pedro a partir de então se deu contra o relógio, pois à medida que este avançava ele piorava e a pulga ia se alojando e muito bem, atrás da minha orelha, me deixando muito preocupado com as nossas horas à frente por causa da sua saúde.

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                          Não quis comer nada durante o período de permanência no aeroporto, tampouco durante o vôo, quando nem o "bibimbap", aquela comida típica coreana servida a bordo e de tão boa recordação na ida, o apeteceu, continuando a descer a escada do desconforto pessoal, manifestando a sua preocupação através dos questionamentos sobre o que seriam aquelas "bolinhas" que se alastravam a olhos vistos.

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ID:	169341

                          Procurei tranquiliza-lo e assim encostado, praticamente todo o tempo no meu ombro, como forma de buscar segurança e conforto, pousamos em São Paulo, no horário previsto, nesta terça, as 10:40 h.

                          Feitos os procedimentos de praxe, assim que o avião tocou as suas rodas no solo no mesmo momento os emails preparados com as fotos feitas durante a noite foram enviadas para a Paula, mãe do Pedro, para tomar as devidas providências junto a médica dele. Por causa das leis de Murphy, os emails dela não chegaram as mãos da Dra. Beatriz com os arquivos anexados, começando aí uma pequena conspiração que não me dei conta.

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                          Passando pouco mais das doze horas, já estávamos com o "check in" feito, com a felicidade de termos conseguido antecipar o nosso vôo para Florianópolis, SC, das 17:55 para as 15:40 h, horas importantes para quem está se sentindo com a corda no pescoço. Como a preocupação do Pedro aumentava significativamente, não menor do que a minha, obrigado a dissimular para não assusta-lo ainda mais, tive a má idéia de me deixar levar para o atendimento médico do aeroporto, uma vez não ter recebido retorno dos emails da Paula, claro, que o contato via telefone ficou aberto o tempo todo, quando foi diagnosticado, catapora, e aí pudemos sentir o peso do estado, do nosso estado brasileiro, pois imediatamente fora contatada a Anvisa para a notificação da doença e esta incontinente, nos proibiu de embarcarmos.

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                          Ótimo!

                          Neste momento recebemos o diagnóstico feito pela médica dele: catapora.

                          Tarde por minutos, mas a coisa já estava feita!

                          Doença infecto contagiosa, certo, mas não é um vírus mutante do ébola, é apenas uma catapora.

                          Sim, muito bem e o que vamos fazer?

                          Para não gastarmos muita tinta, resumo; problema de vocês foi a resposta muda dos nossos, neste momento, algozes.

                          Fiquei pensando com os meus botões, sim, e se eu não tivesse recursos para tomar as providências necessárias para nos locomovermos para a nossa casa o que teria sido de nós?

                          Ficaríamos rolando pelo aeroporto e "contaminando" todo mundo?

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                          Começou aí então a nossa batalha para reavermos as nossas bagagens, cuja notificação feita pela Anvisa a Tam, ocorreu as 13:20 h e somente as 17:00, depois de muita luta, consegui reavê-las, isto sem falar na vergonha que é a tal da Anac, cujo atendimento mal educado de uma funcionária de plantão, na porta da agência foi o de informar que inicialmente era preciso fazer uma reclamação junto da companhia aérea, trazer o protocolo, bla, bla, bla, e fico pensando no porque temos de tolerar estas agências gastarem milhões, centenas deles, em propagandas em rádio, televisão, jornais etc dando conta das suas importâncias, quando o simples registro de insatisfação de um consumidor não tem eco entre as suas paredes.

                          É uma vergonha!

                          Reclamei oficialmente na Tam, caminhando por um corredor onde as malas não passavam, provavelmente já com o propósito de desestimular o reclamante, pois elas precisam ficar fora dos olhos dele a não ser que haja um outro acompanhante para manter a vigilância sobre elas, neste caso o Pedro, praticamente adormecido em pé, em função dos medicamentos recebidos na emergência médica, que não fornece nem atestado, dando conta do diagnóstico, nem a receita dos remédios aplicados, no caso do Pedro, uma barbaridade, fomos saber depois, terem injetado cortisona, num diagnóstico de catapora.

                          Despreparo total e tudo muito a caráter para figuração!

                          Resumindo, a Anvisa acredita que as pessoas impedidas de viajar, no que concordo ter as suas razões, pois é uma doença infecto contagiosa, precisa oferecer então alternativa porque do jeito como foi feito, é querer tapar o sol com peneira.

                          Sim, não podemos viajar e vamos fazer o que?

                          Sobre a transmissão diz a pesquisa: ocorre através do contato com uma pessoa doente, através da TOSSE, CATARRO, ESPIRRO e também, COM O CONTATO ATRAVÉS DO LÍQUIDO QUE TEM DENTRO DAS BOLINHAS, ANTES DE CRIAREM A CASCA DE CICATRIZAÇÃO, portanto, na minha ignorância, uma boa máscara para o doente, que não está gripado e até quem sabe, coloca-lo na última poltrona do avião ou ônibus e até em última instância, bloquear as duas ou três a sua volta e manda-lo embora. Isto sim, seria o correto. Agora simplesmente, dizer não pode viajar e é isto, sinceramente, é muita hipocrisia e mais do que tudo, é varrer o problema para debaixo do tapete.

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                          Como o atraso na recuperação das nossas bagagens foi muito além do que o razoável, todas as possibilidades de comprarmos outra passagem aérea foram esgotas, nos restando o ônibus, que pegamos no Terminal Tietê para podermos chegar em casa, na manhã desta quarta, impondo ao doente mais uma noite sem a assistência médica adequada, pois o que deveria ter sido feito na emergência do aeroporto, foi, repito, totalmente inadequada.

                          Felizmente está sob os cuidados da Dra. Beatriz, sua médica desde a sua vinda ao nosso mundo e se encontra em repouso pelos próximos sete dias, agora sim, na sua casa, assistido e com os olhos brilhando novamente pelas lembranças dos bons momentos vividos em cima da Hataro.

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                          Pedrinho, o Vô te ama e faço tuas as minhas palavras, pois foi a melhor viagem que o Vô já fez até hoje em toda a minha vida!

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                          E assim terminamos a nossa aventura "On the road with Grandpa", cada um nos braços das suas mulheres, tu nos da tua Mãe e eu nos da tua Avó, depois dos abraços do Teteu, da Clara, da Tia Mama, todos nos aguardando as seis da madrugada na rodoviária para nos dar as boas vindas.

                          Obrigado a todos aqueles que nos deram o prazer das suas companhias com as leituras e participações nesta nossa história e esperamos te-los na nossa garupa em breve e em particular ao Oncinha, meu genro, pelo carinho dedicado a Angela, como sempre, e em especial durante este período.

                          Aprocheguem-se FC!
                          Última edição por Dolor; 31-07-13, 23:29.

                          Comentário

                          • misha
                            Fazedor de Chuva
                            • Nov 2011
                            • 9

                            #88
                            Dolor and Pedro,

                            So very sorry to see the "bumps" on Pedro. Please tell him I hope he gets well very soon. I certainly hope he is not suffering with pain.

                            I cannot read the words on your posting but, I do understand the language. Please remember, you and all your family have a special place in my heart and my home is always open to you and you are welcome here anytime.

                            GET WELL PEDRO!!!!

                            Hope to see all of you very soon!

                            Misha

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                            • Cezar Riva
                              Fazedor de Chuva

                              • Sep 2012
                              • 229

                              #89
                              Dolor, fiquei emocionado com seu relato e estimo pronta recuperação ao Pedro.
                              Quanto aos serviços aeroportuários, só temos a lamentar. Eu que trabalhei 15 anos (até 1998) dentro de aeroportos por todo o país, vejo que nada mudou.
                              É impressionante o despreparo e a arrogância de muitas pessoas que ali trabalham.
                              Mais uma vez obrigado por nos presentear com belas imagens e relatos sobre a Rota 66.
                              Fiquem com Deus e tenha certeza que o Pedro logo estará pronto para outras grandes viagens.

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                              • Airton Cavalca
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2012
                                • 1498

                                #90
                                Grande Dolor perfeita viagem,algumas coisas saem da nossa mao para marcar ainda mais.. melhor ainda vc aqui no Brasil... Catapora !!! mas a vaigem tava tao chick rss... como me perguntou um matucho aqui no caminho... quando é que eles vem do .. UNITEDEDEOFEDESTEITES kkkk abs Airton

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