Um dia perdido - 18/07/2013
Calma Fazedores, na realidade foi um dos dias mais "ganhos" dos últimos tempos e posso explicar, por partes.
A perda de um dia se deu pela minha total falta de localização no espaço, pois desde ontem, tenho feito os posts com a data errada, ou seja, matei um dia, uma vez que fiz os relatos de ontem, datado como de anteontem e o de hoje como se fora de ontem.
Deu para entender?
Já fiz as devidas correções e pus cada ontem no seu respectivo dia!
Devo estar enlouquecendo!

Hoje, que já é amanhã aí no Brasil, em função das três horas a mais promovida pelo fuso do horário da montanha, nos Estados Unidos, foi um dia pra lá de especial. Não pela quantidade de quilômetros percorridos, uma "merreca", mas pela qualidade deles e pelo ensinamento que a Mother Road pode proporcionar para o meu neto Pedro e a mim também, posto nunca ser demais colocar um pouco mais de tempero naquilo que cremos saber.

Uma das atrações mais importantes em toda a sua extensão, é uma parada obrigatória, em Seligman, AZ, na Barber Shop Angel, de propriedade do próprio, cujo sobrenome é Delgadillo, considerado e chamado como o Pai da Mother Road ou O Anjo Guardião da Route 66 e também de o Embaixador da Route 66, pois nascido nesta cidade em 1.926, quando do início desta ligação leste oeste americana, foi talvez, a voz mais ativa a partir de 1.985, quando a 66 foi desativada do sistema das "highways", para transforma-la no que ela é. Sua voz ecoou por todos os outros sete estados que se uniram e conseguiram estabelece-la como uma das rodovias, se não a principal, com esta vocação turística.

Ao entrarmos na loja que dá acesso para a barbearia vimos uma cena, cujo significado foi potencializado, pois estava o próprio Angel Delgadillo, com 86 anos, cortando o cabelo do Howard, de 89, compromisso assumido por ambos de pelo menos uma vez por ano se encontrarem para este ritual.

O ambiente transpirava companheirismo e alegria, altamente contagiosos, pois ao respirar aquele ar, foi como se já os conhecesse por longos e longos anos tal a cumplicidade imediatamente identificada por todos daquela pequena sala testemunha de tantas histórias, no decorrer dos seus 63 anos de porta aberta.

Após o corte do cabelo do Howard, sentei naquela cadeira, tipo mágica e após a primeira tesourada, o Angel parou, olhou em direção do Pedro o chamou para perto e afetuosamente como um irmão mais velho, mas não muito, pois lembrou que o seu corpo guarda um espírito de apenas 36 anos, não permitindo desta maneira alquebra-lo, começou a falar de vida, de como um jovem como ele deve resistir aos ataques daqueles ditos amigos e acima de tudo disse: Pedro diga não a tudo aquilo que não serve e não dê importância à pressão vinda por aqueles que se dizem teus amigos.

Prosseguiu, de forma fraterna pedindo para que desse as costas ao álcool, fumo, drogas, enfim, como se houvéramos combinado, reprisou todas as orientações que já fazem parte do seu cotidiano de educação, sustentada por todos aqueles que o amam.

A emoção tomou conta daquele ambiente e como um fino tecido protetor, envolveu o Pedro, hipnotizado por tudo o que ouvia vindo de um estranho, objeto na condição de devoção, como um popstar, conforme pudemos testemunhar, pelas pessoas de várias partes do mundo, ansiosas por fazerem registros fotográficos com ele, alguns por encomenda.

Incrível!

E assim permanecemos por mais de uma hora e meia sob as atenções exclusivas desta grande figura, mansa, cheia de boas energias e preocupado em mostrar que os caminhos do sucesso, sob a ótica da felicidade pessoal, é aquele velho conhecido, cheio de pedras, espinhos e dificuldades, justamente na resistência ao não.

Foi um grande privilégio, logicamente afinado pelo diapasão dos bons fluídos, a atenção que nos foi dispensada, assim...do nada...como se literalmente um Angel tivesse baixado naquele salão e tomado o meu neto pelas suas mãos como o escolhido para receber esta carga extra de vida.

Ficamos, ambos, silenciosamente atônitos com o ocorrido, mas intimamente felizes, ele por ter sido o alvo principal da atenção e eu, por ter sido o condutor desta energia positiva, canalizada em altas doses de verdades para o devido armazenamento no seu coração, onde ficará guardada para a utilização e aplicação quando exigida.

Um iluminado o Pedro!

Falar mais o que da Mother Road?

De Ash Fork e a atenção total por parte da Anne, funcionária do museu, que contrariando todas as normas vigentes, abriu as portas dos carros lá expostos para que o Pedro pudesse pilota-los?

Da permissão para que ele transitasse dentro do museu como se fora parte dele?
Por algum tempo continuamos em silêncio como digerindo todos aqueles ensinamentos e lentamente chegamos em Williams, ponto de partida para o Grand Canyon.

Estacionamos em frente ao The Red Garter, hotel e confeitaria, e para nos proteger da chuva, atenta a chegada desses Fazedores de Chuva, atravessamos a rua e nos instalamos no Pine Country Restaurant, nosso já conhecido, para almoçarmos por U$38,00, enquanto várias pessoas se aproximaram para conversar sobre a moto, capacete, enfim, uma interação total, deixando o Pedro perplexo com a força de atração deste veículo chamado motocicleta.
Impressionante!

Já meio da tarde, depois de um tour por uma tiroleza, aqui chamado de "zipline", recém instalada bem em frente aonde estávamos, partimos para o Grand Canyon, mas forçados a bater em retirada pela chuva, exibida em querer se mostrar para os Fazedores de Chuva, não dando a mínima condição para que avançássemos, utilizando inclusive da mão da baixa temperatura súbita, a pedra que faltava para estes recém saídos do deserto, portando, portanto, roupas de verão.

Sem chance!
Chegamos de volta com as calças nas mãos, com a dita enfurecida nos perseguindo e só não nos alcançando porque nos antecipamos e ficamos no EconoLodge por caros U$100,00.
Como a carne é fraca, nada melhor do que um bom "steak" no Rod's, bem em frente ao hotel, por mais US50,00.
Sem dúvida, um grande dia.
Um dos melhores!
Calma Fazedores, na realidade foi um dos dias mais "ganhos" dos últimos tempos e posso explicar, por partes.
A perda de um dia se deu pela minha total falta de localização no espaço, pois desde ontem, tenho feito os posts com a data errada, ou seja, matei um dia, uma vez que fiz os relatos de ontem, datado como de anteontem e o de hoje como se fora de ontem.
Deu para entender?
Já fiz as devidas correções e pus cada ontem no seu respectivo dia!
Devo estar enlouquecendo!
Hoje, que já é amanhã aí no Brasil, em função das três horas a mais promovida pelo fuso do horário da montanha, nos Estados Unidos, foi um dia pra lá de especial. Não pela quantidade de quilômetros percorridos, uma "merreca", mas pela qualidade deles e pelo ensinamento que a Mother Road pode proporcionar para o meu neto Pedro e a mim também, posto nunca ser demais colocar um pouco mais de tempero naquilo que cremos saber.
Uma das atrações mais importantes em toda a sua extensão, é uma parada obrigatória, em Seligman, AZ, na Barber Shop Angel, de propriedade do próprio, cujo sobrenome é Delgadillo, considerado e chamado como o Pai da Mother Road ou O Anjo Guardião da Route 66 e também de o Embaixador da Route 66, pois nascido nesta cidade em 1.926, quando do início desta ligação leste oeste americana, foi talvez, a voz mais ativa a partir de 1.985, quando a 66 foi desativada do sistema das "highways", para transforma-la no que ela é. Sua voz ecoou por todos os outros sete estados que se uniram e conseguiram estabelece-la como uma das rodovias, se não a principal, com esta vocação turística.
Ao entrarmos na loja que dá acesso para a barbearia vimos uma cena, cujo significado foi potencializado, pois estava o próprio Angel Delgadillo, com 86 anos, cortando o cabelo do Howard, de 89, compromisso assumido por ambos de pelo menos uma vez por ano se encontrarem para este ritual.
O ambiente transpirava companheirismo e alegria, altamente contagiosos, pois ao respirar aquele ar, foi como se já os conhecesse por longos e longos anos tal a cumplicidade imediatamente identificada por todos daquela pequena sala testemunha de tantas histórias, no decorrer dos seus 63 anos de porta aberta.
Após o corte do cabelo do Howard, sentei naquela cadeira, tipo mágica e após a primeira tesourada, o Angel parou, olhou em direção do Pedro o chamou para perto e afetuosamente como um irmão mais velho, mas não muito, pois lembrou que o seu corpo guarda um espírito de apenas 36 anos, não permitindo desta maneira alquebra-lo, começou a falar de vida, de como um jovem como ele deve resistir aos ataques daqueles ditos amigos e acima de tudo disse: Pedro diga não a tudo aquilo que não serve e não dê importância à pressão vinda por aqueles que se dizem teus amigos.
Prosseguiu, de forma fraterna pedindo para que desse as costas ao álcool, fumo, drogas, enfim, como se houvéramos combinado, reprisou todas as orientações que já fazem parte do seu cotidiano de educação, sustentada por todos aqueles que o amam.
A emoção tomou conta daquele ambiente e como um fino tecido protetor, envolveu o Pedro, hipnotizado por tudo o que ouvia vindo de um estranho, objeto na condição de devoção, como um popstar, conforme pudemos testemunhar, pelas pessoas de várias partes do mundo, ansiosas por fazerem registros fotográficos com ele, alguns por encomenda.
Incrível!
E assim permanecemos por mais de uma hora e meia sob as atenções exclusivas desta grande figura, mansa, cheia de boas energias e preocupado em mostrar que os caminhos do sucesso, sob a ótica da felicidade pessoal, é aquele velho conhecido, cheio de pedras, espinhos e dificuldades, justamente na resistência ao não.
Foi um grande privilégio, logicamente afinado pelo diapasão dos bons fluídos, a atenção que nos foi dispensada, assim...do nada...como se literalmente um Angel tivesse baixado naquele salão e tomado o meu neto pelas suas mãos como o escolhido para receber esta carga extra de vida.
Ficamos, ambos, silenciosamente atônitos com o ocorrido, mas intimamente felizes, ele por ter sido o alvo principal da atenção e eu, por ter sido o condutor desta energia positiva, canalizada em altas doses de verdades para o devido armazenamento no seu coração, onde ficará guardada para a utilização e aplicação quando exigida.
Um iluminado o Pedro!
Falar mais o que da Mother Road?
De Ash Fork e a atenção total por parte da Anne, funcionária do museu, que contrariando todas as normas vigentes, abriu as portas dos carros lá expostos para que o Pedro pudesse pilota-los?
Da permissão para que ele transitasse dentro do museu como se fora parte dele?
Por algum tempo continuamos em silêncio como digerindo todos aqueles ensinamentos e lentamente chegamos em Williams, ponto de partida para o Grand Canyon.
Estacionamos em frente ao The Red Garter, hotel e confeitaria, e para nos proteger da chuva, atenta a chegada desses Fazedores de Chuva, atravessamos a rua e nos instalamos no Pine Country Restaurant, nosso já conhecido, para almoçarmos por U$38,00, enquanto várias pessoas se aproximaram para conversar sobre a moto, capacete, enfim, uma interação total, deixando o Pedro perplexo com a força de atração deste veículo chamado motocicleta.
Impressionante!
Já meio da tarde, depois de um tour por uma tiroleza, aqui chamado de "zipline", recém instalada bem em frente aonde estávamos, partimos para o Grand Canyon, mas forçados a bater em retirada pela chuva, exibida em querer se mostrar para os Fazedores de Chuva, não dando a mínima condição para que avançássemos, utilizando inclusive da mão da baixa temperatura súbita, a pedra que faltava para estes recém saídos do deserto, portando, portanto, roupas de verão.
Sem chance!
Chegamos de volta com as calças nas mãos, com a dita enfurecida nos perseguindo e só não nos alcançando porque nos antecipamos e ficamos no EconoLodge por caros U$100,00.
Como a carne é fraca, nada melhor do que um bom "steak" no Rod's, bem em frente ao hotel, por mais US50,00.
Sem dúvida, um grande dia.
Um dos melhores!










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