Death Valley - 25/07/2013
Com o refrão "Foverever young" retumbando na cabeça, a despeito das recomendações dos amigos locais para evitarmos Death Valley nesta época do ano, quando ele literalmente ferve e se torna a filial do inferno, desafiamos o capeta saindo próximos do meio dia, parando para o nosso café da manhã num Starbucks, na saída de Las Vegas, claro, pegando fogo de tão quente.

Realmente o verão nesta parte dos Estados Unidos merece e tem de ser respeitado, assim como o inverno, cujo significado de ambos para nós brasileiros em terras tupiniquins, não chega a nos assustar, mesmo com o calor de algumas regiões e o frio em outras, mas em todos os casos, nada se aproxima dos extremos por este lado do Equador.
Aqui no deserto de Mojave e mais ainda em Death Valley, ficamos praticamente sem poder respirar tal o pacto tenebroso feito entre o sol e o vento.
Tudo ferve, tudo cozinha e o ar pelando, entrando pelas narinas é um exercício permanente pela sobrevivência.

Zabriskie Point, uma maravilha
Como somos Fazedores de Chuva, seguimos e duzentos e poucos quilômetros adiante, quando o sino batia 1:30 h da tarde, estávamos como dois náufragos, quase mortos, entrando no restaurante do Furnace Creek Inn, um tipo de oásis, a começar pelos esguichos de vapor ao longo da varanda, nos fazendo praticamente tomar um banho, refrescante, revigorante, suspirando por ar fresco.

Zabriskie Point
Que delícia!

Mesmo assim levamos algum tempo até colocarmos os nossos corpos em equilíbrio com a temperatura mantida pelo ar condicionado, quando então de verdade, relaxamos, após ingerirmos uns dois baldes cada um, daquela maravilha chamada Coca Cola, estupidamente gelada, provocando exclamações de prazer. Praticamente almoçamos o dito refrigerante, acompanhados por salada, onde havia lugar para um filé de truta, à vontade no buffet. Com o aviso do FC Proftel na cabeça para evitar peixes na costa oeste americana por causa da radiação vinda das usinas de Fukushima, Japão, não nos preocupamos pois estas eram do estado de Idaho.
Comemos sem remorso!
Duas informações importantes:
a - Não deixem de visitar o Parque Nacional de Death Valley, uma maravilha estonteante, gigante, cheio de descobertas e de trilhas.
b - Não venham para o Parque Nacional de Death Valley, uma maravilha estonteante, gigante, cheio de descobertas e de trilhas, durante o verão.

Em graus Celsius, 52º, um horror!
O calor era simplesmente infernal, não nos permitindo aproveitar essa maravilha na sua plenitude, pois a necessidade de hidratar o corpo era uma constante e o estoque de água, metade em gelo nos copos térmicos, eram insuficiente para as nossas reações químicas.

Após o almoço, bem demorado e quase recompostos, partimos para um tour, com gosto de despedida, pois no dirigimos para Badwater, a filial do inferno, situada no ponto mais abaixo do nível do mar dos Estados Unidos, ou seja, se encontra a menos de 85 m de onde as ondas do oceano se refrescam.

Com uma distância de 27 km a ser cumprida, no meio do caminho o Pedro, ao pararmos para a fritura de um ovo no asfalto, olhou para mim bem sério e disse: Vô, onde é que tem um banheiro aqui, pois estou com dor de barriga!

Pedro, aqui não tem nem "touceira" para correres atrás, portanto, vamos dar meia volta e retornaremos para o "Visitor Center" nosso ponto de partida. Dá para agüentar?
Dá Vô, mais rápido!

Com o vento castigando mais do que o sol fustigante acelerei e quando estacionei em frente ao banheiro o querido já foi largando jaqueta, luvas, capacete e felizmente a calça por último dentro do banheiro, em tempo de deixar as suas lembranças no meio deste deserto.
Marcou território!

Voltamos para a estrada e agora foi a minha vez, não pela dor de barriga, mas pelas queimaduras que sofria no tornozelo, pois viajei o tempo todo de "slip on", ou a nossa conga na época que eu era mais pobre, sem meias o que foi um tormento impossível de suportar, sentindo a pele se soltar mesmo emplastada de protetor solar.
Proteger como?
Já com as meias, mesmo pretas, foi possível suportar aquela barbaridade, quando paramos para fazer algumas fotos e tomarmos pé daquele ambiente hostil, chamado Badwater, a casa de verão do homem da capa vermelha aqui no nosso planeta.

Parada em Shoshone
Havíamos rodado alguma coisa como 230 km e esgotado falei para o Pedro que iríamos dormir no primeiro hotel no meio do caminho quando me respondeu dizendo estar muito bem e que não haveria problema em seguirmos até a casa do Mike e da Miriam, distantes 430 km de onde estávamos, além da hora avançada, por volta das 5 da tarde.
Vô, vamos em frente!

Efeito de Death Valley no pé do pobre!
Foi o grito de guerra para "proar" a moto para Whittier, onde chegamos as onze da noite, merecendo somente uma parada no meio do caminho, para o abastecimento, tanto da moto, quando nosso...de água.

Queimou de verdade!
Foi um grande batismo para o Pedro, este tiro de mais de 750 km, sob um céu tão hostil!
Parabéns Querido!
Com o refrão "Foverever young" retumbando na cabeça, a despeito das recomendações dos amigos locais para evitarmos Death Valley nesta época do ano, quando ele literalmente ferve e se torna a filial do inferno, desafiamos o capeta saindo próximos do meio dia, parando para o nosso café da manhã num Starbucks, na saída de Las Vegas, claro, pegando fogo de tão quente.
Realmente o verão nesta parte dos Estados Unidos merece e tem de ser respeitado, assim como o inverno, cujo significado de ambos para nós brasileiros em terras tupiniquins, não chega a nos assustar, mesmo com o calor de algumas regiões e o frio em outras, mas em todos os casos, nada se aproxima dos extremos por este lado do Equador.
Aqui no deserto de Mojave e mais ainda em Death Valley, ficamos praticamente sem poder respirar tal o pacto tenebroso feito entre o sol e o vento.
Tudo ferve, tudo cozinha e o ar pelando, entrando pelas narinas é um exercício permanente pela sobrevivência.
Zabriskie Point, uma maravilha
Como somos Fazedores de Chuva, seguimos e duzentos e poucos quilômetros adiante, quando o sino batia 1:30 h da tarde, estávamos como dois náufragos, quase mortos, entrando no restaurante do Furnace Creek Inn, um tipo de oásis, a começar pelos esguichos de vapor ao longo da varanda, nos fazendo praticamente tomar um banho, refrescante, revigorante, suspirando por ar fresco.
Zabriskie Point
Que delícia!
Mesmo assim levamos algum tempo até colocarmos os nossos corpos em equilíbrio com a temperatura mantida pelo ar condicionado, quando então de verdade, relaxamos, após ingerirmos uns dois baldes cada um, daquela maravilha chamada Coca Cola, estupidamente gelada, provocando exclamações de prazer. Praticamente almoçamos o dito refrigerante, acompanhados por salada, onde havia lugar para um filé de truta, à vontade no buffet. Com o aviso do FC Proftel na cabeça para evitar peixes na costa oeste americana por causa da radiação vinda das usinas de Fukushima, Japão, não nos preocupamos pois estas eram do estado de Idaho.
Comemos sem remorso!
Duas informações importantes:
a - Não deixem de visitar o Parque Nacional de Death Valley, uma maravilha estonteante, gigante, cheio de descobertas e de trilhas.
b - Não venham para o Parque Nacional de Death Valley, uma maravilha estonteante, gigante, cheio de descobertas e de trilhas, durante o verão.
Em graus Celsius, 52º, um horror!
O calor era simplesmente infernal, não nos permitindo aproveitar essa maravilha na sua plenitude, pois a necessidade de hidratar o corpo era uma constante e o estoque de água, metade em gelo nos copos térmicos, eram insuficiente para as nossas reações químicas.
Após o almoço, bem demorado e quase recompostos, partimos para um tour, com gosto de despedida, pois no dirigimos para Badwater, a filial do inferno, situada no ponto mais abaixo do nível do mar dos Estados Unidos, ou seja, se encontra a menos de 85 m de onde as ondas do oceano se refrescam.
Com uma distância de 27 km a ser cumprida, no meio do caminho o Pedro, ao pararmos para a fritura de um ovo no asfalto, olhou para mim bem sério e disse: Vô, onde é que tem um banheiro aqui, pois estou com dor de barriga!
Pedro, aqui não tem nem "touceira" para correres atrás, portanto, vamos dar meia volta e retornaremos para o "Visitor Center" nosso ponto de partida. Dá para agüentar?
Dá Vô, mais rápido!
Com o vento castigando mais do que o sol fustigante acelerei e quando estacionei em frente ao banheiro o querido já foi largando jaqueta, luvas, capacete e felizmente a calça por último dentro do banheiro, em tempo de deixar as suas lembranças no meio deste deserto.
Marcou território!
Voltamos para a estrada e agora foi a minha vez, não pela dor de barriga, mas pelas queimaduras que sofria no tornozelo, pois viajei o tempo todo de "slip on", ou a nossa conga na época que eu era mais pobre, sem meias o que foi um tormento impossível de suportar, sentindo a pele se soltar mesmo emplastada de protetor solar.
Proteger como?
Já com as meias, mesmo pretas, foi possível suportar aquela barbaridade, quando paramos para fazer algumas fotos e tomarmos pé daquele ambiente hostil, chamado Badwater, a casa de verão do homem da capa vermelha aqui no nosso planeta.
Parada em Shoshone
Havíamos rodado alguma coisa como 230 km e esgotado falei para o Pedro que iríamos dormir no primeiro hotel no meio do caminho quando me respondeu dizendo estar muito bem e que não haveria problema em seguirmos até a casa do Mike e da Miriam, distantes 430 km de onde estávamos, além da hora avançada, por volta das 5 da tarde.
Vô, vamos em frente!
Efeito de Death Valley no pé do pobre!
Foi o grito de guerra para "proar" a moto para Whittier, onde chegamos as onze da noite, merecendo somente uma parada no meio do caminho, para o abastecimento, tanto da moto, quando nosso...de água.
Queimou de verdade!
Foi um grande batismo para o Pedro, este tiro de mais de 750 km, sob um céu tão hostil!
Parabéns Querido!








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