Vida nova, novos desafios!! - Valente Fazedor de Chuva SC!!!

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  • Allan Gustavo
    Fazedor de Chuva

    • Jun 2013
    • 140

    #76
    Salve amigos FC’s

    Mais uma vez, depois de muito tempo, estou de volta ao recinto, e também atualizando o seguimento de meu desafio do Valente.

    Há um mês eu desbravei o Oeste catarinense por uma semana, contabilizando mais 92 cidades para o meu desafio, chegando a 237 cidades visitadas até o momento. Infelizmente não consegui postar antes, pois estou às vias de conclusão da pós-graduação, e esta os projetos de conclusão estão me tomando muito tempo nestes últimos meses. Mas mesmo assim, nestes 20 dias de férias que havia agendado em agosto, a Alma Inquieta foi meio teimosa haha e assim reservei uns dias para viver esta experiência de conhecer o outro lado do estado, além de cumprir mais alguns registros do desafio. Até não fiz nenhuma postagem antes pois não queria fazer os registros sem meus longos textos hahaha registrando todas as impressões observadas, mas hoje consegui tirar um tempinho e comecei a escrever estes registros.

    Depois de alguns planejamentos e levantamento de algumas informações sobre a região, tanto pela internet quanto de amigos, e inclusive cogitando terminar as cidades restantes em uma tacada só, decidi não colocar uma meta, e seguir conforme o ritmo que a viagem me levasse.

    E assim, numa manhã nublada de uma terça-feira dia 11/08, lá estávamos nós na estrada novamente, seguindo pela BR-470 rumo ao interior do estado. A previsão de tempo previa um período de 10 dias sem chuva, mas isso impediu de receber umas boas vindas de viagem pela chuva de Gaspar até o Alto Vale do Itajaí, inclusive com tráfego pesado do horário de pico entre Blumenau e Indaial. Mas nada como estar em férias: nada me aborrecia, chuva, trânsito, a sensação de poder estar na estrada novamente garantia o bom humor daquele dia.

    E novamente a serrinha dos Ilhéus, depois de Pouso Redondo, foi o divisor de águas: ali a chuva fica para trás, e inclusive foi a única chuva de toda a viagem. Logo estava passando pelo trevo da BR-116, e adentrando em uma região que nunca havia estado antes. E, depois de 5 horas de viagem, chego à primeira cidade do dia:

    146/295 – Brunópolis

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    Brunópolis foi a primeira parada do dia. Pequena cidadezinha localizada no chamado Planalto Norte do estado, grande parte de sua população vive na zona rural. Emancipado há apenas 20 anos, esta localidade foi povoada por imigrantes gaúchos, principalmente descendentes de alemães e italianos.

    Após o registro, hora de voltar à BR.

    147/295 – Erval Velho

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    A próxima parada foi Erval Velho, já na região Meio-Oeste do estado. Uma surpresa boa foi a condição na estrada; talvez por não conhecer bem, e pelo que haviam me falado, eu estava esperando coisa pior, principalmente depois do entroncamento da BR-470 com a BR-282, a qual eu seguiria pelo resto da viagem. Não que a rodovia estivesse impecável, mas o bicho não era tão feio, pelo menos nessa região.

    Já conhecia algumas histórias de Erval Velho, e também de Joaçaba, que fica nesta região, um grande amigo de Itajaí morou um bom tempo por aqui, e inclusive ele que me falava para fazer uma bela revisão na motoca antes de vir para cá, pois as distâncias entre as cidades eram grandes, então era melhor evitar quaisquer imprevistos com a moto.

    A cidade possui um belo título para o bem do meio-ambiente: Capital Catarinense da Reciclagem.

    Seguindo em frente, passo direto por Joaçaba, e fico surpreso com o desempenho da moto. Talvez pela despreocupação com o tempo, e também por rodar somente por estradas de pista simples, rodando em uma velocidade média menor, após 370 kms de viagem nem sinal da moto bater a reserva de combustível, fazendo uma média quase 30 km/l, quando o normal dela na BR-101 é entre 22/23 km/l. O lado ruim disso era o preço da gasolina: enquanto abasteço em Balneário a R$ 3,09, o primeiro abastecimento foi a R$ 3,46. No fina das contas um compensou o outro hehe.

    148/295 – Jaborá

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    A chegada à Jaborá não foi fácil. Além do fato do sol da meio-dia começar a castigar este equipado motociclista hahaha (estamos no inverno, mas o calor era quase de verão), as condições da rodovia SC-355, que liga a BR-282 a Concórdia, estão terríveis. Muitos e muitos buracos, e como a rodovia está em obras, há muitos trechos recapeados alternando com trechos esburacados, sem acostamento, com desníveis. Foi bom para me ambientar em desviar de buracos hahaha, técnica que acabei aperfeiçoando nos dias seguintes.

    Mas falando da cidade, Jaborá é uma pacata cidade de cerca de 4 mil habitantes cuja principal descendência é italiana. Em frente à prefeitura fica a Igreja Matriz São Roque, mais uma igreja catarinense de bela arquitetura.

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    Jaborá se destaca em um fato peculiar para mim: aqui, oficialmente chego à metade das cidades do desafio.

    149/295 – Presidente Castelo Branco

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    As duas torres que dão as boas-vindas na entrada da cidade lembram o sobrenome do ex-presidente que deu nome à cidade. Em Presidente Castelo Branco, encontro mais uma pacata cidade, uma tranquilidade boa, onde alguns senhores idosos jogavam animadamente e tranquilamente seu jogo de dominó em frente à prefeitura. A cidade possui cerca de 2 mil habitantes, também descendentes de alemães e italianos. Um dos potenciais econômicos da região pode ser sentido: o cheiro (nada agradável) da criação de porcos pode ser sentido durante o caminho para se chegar à cidade.

    Seguindo na rodovia, reencontro a minha velha BR-153, que corta o Brasil de Norte a Sul e passa por minha terra natal, Marília, no estado de São Paulo. E aqui no trecho catarinense encontro muitas curvas e belas paisagens, um verde exuberante e intocado, um trecho bem legar de se rodar.

    150/295 – Irani

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    Irani é conhecida como Berço do Contestado. Foi nestas terras que, no início do século XX, ocorreu a primeira batalha de uma guerra desencadeada entre os estados do Paraná e Santa Catarina, custando a vida de milhares de pessoas que residiam nestas terras.

    A cidade mantém sua economia na produção de madeiras de reflorestamento e móveis, bem como no ramo agropecuário. E, na saída da cidade, encontrei pela primeira vez o rio do Engano, que iria me acompanhar pelo próximo trecho.

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    Rio do Engano na saída da cidade.

    Comentário

    • Allan Gustavo
      Fazedor de Chuva

      • Jun 2013
      • 140

      #77
      151/295 – Lindóia do Sul

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      A próxima cidade no caminho é Lindóia do Sul. A cidade conquistou em 2013 o 3º lugar no ranking do Ideb para as séries iniciais, garantindo bons resultados para a educação de suas crianças e para o futuro do município. Além disso, mais uma vez ressalto as belas paisagens do entorno da cidade, de vales e montes.

      152/295 – Ipumirim

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      Apenas 9 kms separam Lindóia do Sul de Ipumirim, a próxima cidade da lista, também colonizada por alemães e italianos, e famosa pelas várias opções de turismo rural, pelo fato de 70% da área do município estar preservada.

      Um local que achei legal foi o primeiro trecho da SC-154 passando pela área urbana da cidade, margeando o rio do Engano (o mesmo de Irani). A passagem do rio, rodeado de muito verde de ambos os lados, e a calçada que margeia o rio onde as pessoas passavam fazendo exercícios, conversando, ali deve ser um ponto de encontro da cidade.

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      153/295 – Arabutã

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      A alemã Arabutã é a próxima parada, também conhecida como capital da Cuca. O nome da cidade vem da língua guarani, e significa Pau Brasil. Outra curiosidade da cidade é a religiosidade, onde, em um país predominantemente católico, 75% da população tem sua fé na doutrina luterana.
      Neste momento, com 9 horas acumuladas de viagem, é o momento de partir para a nona e última cidade do dia. Vamos deixar um pouquinho para os próximos dias né.

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      • Allan Gustavo
        Fazedor de Chuva

        • Jun 2013
        • 140

        #78
        154/295 – Itá

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        E o local de pouso no primeiro dia é a acolhedora Itá. Nos planejamentos da viagem, esta era uma parada obrigatória, pois sempre tive boas referências da cidade, e uma curiosidade ainda maior sobre a história da cidade, que precisou ser deslocada no ano de 1996 devido à construção da Usina Hidrelétrica de Itá que desviaria o leito do rio Uruguai para alagando a antiga sede da cidade. Desta, restou as torres da antiga Igreja Matriz:

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        Esta foi minha primeira parada na cidade. Depois de 590 kms nas costas, poder parar e relaxar um pouco em um local tranquilo como este é extraordinário.

        Subindo de volta ao centro da cidade, a hospedagem foi no Hotel Benvenutti, onde, do outro lado da rua, havia um mirante que evidenciava as belas curvas do rio Uruguai.

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        E, além dos pontos já citados, a cidade também possui um balneário de águas termais, as Thermas de Itá.

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        E assim, depois de 10 horas e 590 kms, hora de dar uma volta a noite pelo centrinho da cidade, tomar aquela gelada para relaxar, e descansar para o próximo dia.

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        Mapa do percurso do dia.

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        • Allan Gustavo
          Fazedor de Chuva

          • Jun 2013
          • 140

          #79
          Bom dia amigos FC's

          Continuando com a Expedição Oeste - SC, o segundo dia se inicia com o friozinho característico destas bandas, e olhando pela janela do hotel via que a cerração marcava presença naquela manhã.

          Logo, saindo de Itá me dei conta que a cidade fora instalada em cima de um morro, com um vale de um lado e o rio Uruguai do outro. E foi aí que descobri que teria que passar no meio da cerração para chegar às outras cidades. E o friozinho se tornou um friozão hahah era aquela cerração que não deixava enxergar 2 metros à frente. Mas logo a rodovia começa a subir, me fazendo pensar que estaria livre da cerração para o resto do dia.

          Assim, cerca de meia hora depois da saída, faço o primeiro registro do dia:

          155/295 – Seara

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          Nascido como Nova Milano, e colonizada por alemães e italianos, Seara foi emancipada de Concórdia em 1954. Dois anos depois, surgiu a Seara Alimentos, uma das maiores indústrias de frios, aves e suínos do Brasil. E abastecendo a moto logo na entrada da cidade notei em frente uma unidade da empresa, podendo ver inclusive os porcos sendo alimentados.

          Logo, saio por uma bela rodovia e volto à rotina de sobe morro desce morro, ou melhor, desce morro, entra em cerração, sobe morro, sai da cerração hahaha

          156/295 – Xavantina

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          E aqui chegamos à Capital Per Capita dos Suínos. Sim, o título reflete bem o potencial econômico da cidade: Xavantina possui a maior produção per capita de suínos. E a homenagem a estes animais pode ser vista na entrada da cidade:

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          Um aspecto positivo da cidade é a criminalidade, ou melhor, a falta dela, visto que o último homicídio ocorreu há mais de 10 anos.
          Registros feitos, hora de voltar à SC-283, e seguir a rotina de morro/cerração.

          157/295 – Arvoredo

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          Pouso de tropeiros em tempos antigos, com apenas 23 anos de emancipação política e colonizada por italianos vindos do Rio Grande do Sul, em Arvoredo a chegada à cidade foi uma história a parte. Primeiro por vir desta rotina de desce morro/cerração/sobe morro, quando segui por um caminho alto achei que a rotina havia acabado, pois a cerração havia ficado no fundo dos vales. Eis que surge a placa apontando para Arvoredo, que fica na baixada de um vale. Será que os tropeiros não teriam um lugar mais alto para os seus repousos? Hahaha, brincadeiras a parte, lá vamos nós...

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          Um detalhe que me chamou a atenção foi o bem cuidado canteiro central da avenida onde fica a prefeitura:

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          Assim, subo o morro novamente, e chega de cerração por hoje heheh.
          Seguindo pela SC-283 tenho o meu primeiro encontro com Chapecó. Mas neste primeiro momento, o contato seria só de passagem, pois o meu destino era cruzar a cidade e chegar na BR-282.

          158/295 – Cordilheira Alta

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          Cordilheira Alta seria o próximo destino. E, também, o local do primeiro (e único) incidente mais grave (ou não) da viagem. Quer dizer, mais grave para a motoca, pois estava tão emocionado com a viagem que resolvi comprar um terreninho em frente à prefeitura, e assim a moto tombou quando fui tentar fazer o retorno na rua que tinha uma ladeira, e assim ela perdeu parte da ponta do manete da embreagem. Fui fazer o retorno tão no automático que nem lembrei que estava com peso de bagagens na garupa, e assim a moto perdeu o seu curso. Foi um tombo literalmente patético, mas tudo bem hahah.

          Passado o susto, hora de se recompor, de espairecer? Não, vamos voltar para a estrada, desta vez deixando o “automático” um pouco de lado e curtindo mais a viagem.

          159/295 – Coronel Freitas

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          O próximo registro é feito em Coronel Freitas, cujo nome foi dado em homenagem ao comandante e desbravador da primeira guarnição militar da região, da qual se originou o município. A estrada que vem de Chapecó até Coronel Freitas estava em péssimas condições, assim vou especializando cada vez mais minha técnica de desvio de buracos hahaha.
          Última edição por Allan Gustavo; 29-09-15, 09:32.

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          • Allan Gustavo
            Fazedor de Chuva

            • Jun 2013
            • 140

            #80
            160/295 – Quilombo

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            Quilombo é um dos municípios “queridinhos” da região, em virtude de suas belezas naturais, em especial o Salto Saudades, distante 15 kms do centro da cidade. Não foi dessa vez que o conheci, mas pelas fotos de internet merece uma visita com mais calma.

            Além disso, o município possui em sua praça central um conhecido balneário de águas sulfurosas:

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            Na chegada à cidade, vi uma entrada sem sinalização e resolvi entrar por ali, pois em outras cidades que passei também não possuíam sinalização...desta vez me ferrei, pois cheguei à cidade por um tortuoso caminho secundário de pedras e mais pedras hahaha

            161/295 – Santiago do Sul

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            Santiago do Sul é o menor município em população de Santa Catarina. A cidade possuía em 2014 apenas 1389 habitantes. Inclusive, nos municípios visitados neste dia, todos (com exceção de Chapecó e Seara) possuíam no máximo cerca de 10 mil habitantes.

            Para meu deleite, mais belezas naturais pelo caminho:

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            E aqui já começo a pensar em encurtar a viagem, por conta daquele velho dilema: terminar logo o desafio ou estendê-lo ao máximo? Baita dúvida boa...que por final decidi, não queria queimar todos os cartuchos de uma só vez. Mas encurtar a viagem a partir de onde? Quer saber, deixa rolar vai hahah.

            162/295 – Formosa do Sul

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            Mais uma cidade colonizada por imigrantes alemães e italianos vindos do Rio Grande do Sul, assim como grande parte do Oeste Catarinense, Formosa do Sul possui uma população de cerca de 2.500 habitantes. O nome Formosa provém por um motivo citado anteriormente: a formosura das belezas naturais da região. Aqui, com exceção do trecho Chapecó-Coronel Freitas, a rodovia está em boa condições, e o relevo acidentado da região contribui para um bom passeio de moto.

            163/295 – Irati

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            Irati é mais uma jovem cidade (emancipada há apenas 23 anos) de Santa Catarina. Seu nome significa “mel em quantidade” na língua tupi-guarani. Uma peculiaridade desta região é que todas estas cidades se distanciam apenas cerca de 10 quilômetros umas das outras. Então mal saio de uma cidade já estou chegando a outra, parece que o desafio rende mais por aqui hahaha.

            164/295 – Jardinópolis

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            Jardinópolis é mais um pequeno município (cerca de 1,8 mil habitantes) que fica nesta belíssima região. E assim registro o terceiro município em apenas meia hora de estrada. Neste momento, assim como no dia anterior, o sol do meio-dia começa a castigar um pouco a viagem.

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            • Allan Gustavo
              Fazedor de Chuva

              • Jun 2013
              • 140

              #81
              165/295 – União do Oeste

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              E aqui fomos para a quarta cidade em quarenta minutos, e a décima do dia, baita dia produtivo! União do Oeste também foi colonizada por imigrantes ítalo-germânicos gaúchos, em busca de boas terras para utilização na agropecuária. Uma curiosidade é a principal festa da cidade, realizada em janeiro, a festa do Porco a Pizza.

              Como fiquei com dúvidas sobre o prédio da prefeitura, que não possui nenhuma sinalização, não pude deixar de recorrer ao clichê e perguntar no posto Ipiranga onde ficava a mesma.

              166/295 – Águas Frias

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              A próxima cidade é Águas Frias, que, segundo os relatos, possui este nome em virtude de uma vertente de água gelada que existe no meio da mata da região. E mais uma verde ressalto a exuberância da região, belas e verdes paisagens.

              167/295 – Nova Erechim

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              E quase reencontrando com a temida BR-282, chego à Nova Erechim. E, apesar dos apenas 4,5 mil habitantes, pode ser considerada uma cidade de referência para a região, e também muito próspera, em expansão, situando-se entre os 20 municípios do Brasil com maior média de renda familiar.

              Na divisa entre Águas Frias e Nova Erechim temos o rio Burro Branco, um verdadeiro oásis neste sol de início de tarde catarinense:

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              Apesar do convite ao mergulho, lembrei do nome da cidade anterior (Águas Frias) e do fato de, apesar do sol escaldante, estarmos no inverno hahahaha então bora para a estrada.

              De volta à temida BR-282, neste ponto sua situação começa a piorar, principalmente na entrada da próxima cidade, pensem em um asfalto bastante irregular.

              168/295 – Nova Itaberaba

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              O perfil de Nova Itaberaba é parecido com o de outras cidades ao longo da BR-282: a rodovia passa em um local mais alto, e cidade fica em uma “baixada”, graças ao relevo acidentado da região.
              Neste local, uma parada para reidratação e também para contemplação da bela paisagem da região.

              169/295 – Chapecó

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              E finalmente o reencontro com Chapecó, a capital do Oeste Catarinense. Tive uma boa impressão da cidade, bem planejada, e bem urbanizada, com muito verde em suas ruas e principais avenidas.

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              Catedral Metropolitana e Monumento “O Desbravador”

              Além do verde das árvores, outro verde muito encontrado é o verde da Chapecoense, é bonito ver a cidade adotando o time que vem fazendo bonito no Brasileirão deste ano.
              Aliás, procurando o caminho do último destino do dia, me perdi e acabei parando no Centro de Treinamento do Clube:

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              Aqui descobri que teria de retornar pela SC-283 sentido Seara, e aí sim entraria certo rumo ao último destino do dia.

              Comentário

              • Allan Gustavo
                Fazedor de Chuva

                • Jun 2013
                • 140

                #82
                170/295 – Paial

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                O caminho para se chegar a Paial não é fácil. São 27 kms de curvas e trechos sinuosos sem quaisquer indícios de civilização por perto. Mas nem tudo são pedras. Ou melhor: nada são pedras.

                Analiso hoje que talvez este tenha sido o melhor trecho da viagem. Rodovia impecável, recém-inaugurada, ainda não combalida por causa do tráfego. Uma natureza impecável, muito verde intocado, morros, morretes, o rio Irani correndo ao fundo do vale.

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                Só de escrever me dá vontade de voltar, creio que se morasse em Chapecó iria fazer esse trecho todo dia hahahah.

                E o mais legal foi ver a incredulidade da funcionária da prefeitura quando me viu perguntando se aquela casa era a prefeitura, e mais ainda quando falei que estava visitando todos os municípios do estado. Momento de orgulho por estar passando por essa experiência, e muito mais por estar avançando no desafio de se tornar um Valente Fazedor de Chuva.

                Registro feito, retorno ao Chapecó que será o local de pouso do dia. Minha intenção era ficar na saída oeste da cidade, bairro Efapi, perto da entrada ara Guatambu, que seria a primeira cidade do dia seguinte. Porém os dois hotéis do bairro estão lotados, e assim retorno ao centro, onde me hospedo no Hotel Iguaçu.

                Logo cumpro o ritual, dar uma relaxada conhecendo o centro da cidade (vários barzinhos na Av. Getúlio Vargas), tomar aquela gelada e descansar para o próximo dia.

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                Mapas do percurso do dia.

                Comentário

                • Allan Gustavo
                  Fazedor de Chuva

                  • Jun 2013
                  • 140

                  #83
                  Continuando os registros, chegamos ao terceiro dia de viagem...

                  171/295 – Guatambu

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                  E a primeira parada foi Guatambu, distante apenas 11 km de Chapecó. Agora entendi o porquê uns ciclistas que vi ontem a noite no barzinho em Chapecó pensavam em estender a rota até Guatambu no fim de tarde anterior...é bem pertinho heheh
                  Com aproximadamente cerca de 4.500 habitantes, Guatambu é mais uma jovem cidade da região: foi emancipada apenas em 1991, ou seja, possui 24 anos apenas.
                  Saindo de Chapecó, e me deparando com o friozinho característico do amanhecer da região, notei que perdi meu cachecol em algum lugar no dia anterior. Sendo assim, para amenizar o frio, não deu outra: sobrou para a bandeira do MAC que estava na mochila hahaha.

                  172/295 – Planalto Alegre

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                  E a segunda do dia é Planalto Alegre, também próxima à Chapecó. Também emancipada em 1991, grande parte de seus 2.685 habitantes trabalham na produção agrícola.
                  Pelo fato de não ter nenhuma identificação no prédio da prefeitura, restou confirmar essa informação com o motorista do ônibus escolar que estava estacionado ao lado.

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                  173/295 – Caxambu do Sul

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                  E chegamos à terceira do dia, localizada às margens do rio Uruguai. Com cerca de 4.200 habitantes, Caxambu do Sul ostenta o título de Capital Catarinense da Melancia.
                  Nesta altura do dia, o sol começa a aparecer timidamente, e para minha alegria ele continua dessa forma durante o restante do dia, oferecendo mais um ótimo dia para se andar de moto sem frio nem calor.

                  174/295 – Águas de Chapecó

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                  Águas de Chapecó é um dos roteiros turísticos dessa região. Muito conhecida por suas águas termais, seu balneário é muito concorrido. Além disso, no território da cidade fica a Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, próxima do encontro das águas do rio Chapecó e do rio Uruguai.

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                  Rio Chapecó

                  Comentário

                  • Allan Gustavo
                    Fazedor de Chuva

                    • Jun 2013
                    • 140

                    #84
                    175/295 – São Carlos

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                    Mais um pedacinho alemão na Bela e Santa Catarina, São Carlos é separada de Águas do Chapecó apenas pelo rio Chapecó. Sendo assim, também possui atrativos turísticos semelhantes à cidade vizinha.
                    Nesse momento, saio da esburacada SC-283, que vai costeando o rio Uruguai, e retorno em direção à BR-282.

                    176/295 – Cunhataí

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                    E a próxima é a pequenina Cunhataí, cuja população é de 1.892 habitantes. Com mais de 90% de população com descendência alemã, a cidade, emancipada há apenas 20 anos, está em 14º lugar no ranking nacional de maior renda por família entre cidades com menos de 5 mil habitantes.

                    177/295 – Saudades

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                    E lá vamos para a sétima cidade do dia, em apenas três horas de viagem. Ah como eu amo esse Oeste hehehe além de poder conhecer um pouco desta cultura o desafio rende que é uma beleza.
                    Saudades também possui trações germânicos em sua colonização, e situa-se em uma região conhecida por “Vale da Hospitalidade”.

                    178/295 – Pinhalzinho

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                    De volta à BR-282, chego a Pinhalzinho, município referência desta região, com cerca de 18 mil habitantes. Também conhecida como Capital da Amizade, o município encontra-se em pleno desenvolvimento: está entre as 20 cidades com maior crescimento econômico do estado.

                    179/295 – Modelo

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                    Com cerca de 4 mil habitantes, Modelo situa-se no meio do caminho entre dois grandes centros da região, que são Chapecó e São Miguel do Oeste, e assim como muitas cidades da região, foi colonizada por italianos e alemães.

                    Comentário

                    • Allan Gustavo
                      Fazedor de Chuva

                      • Jun 2013
                      • 140

                      #85
                      180/295 – Sul Brasil

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                      O nome de Sul Brasil é oriundo da Companhia Colonizadora Sul Brasil, empresa que na década de 1940 coordenou a colonização de terras na região Oeste de SC, sendo que sua emancipação também ocorreu em 1991, quando houve o desmembramento de suas terras do município de Modelo.

                      181/295 – Serra Alta

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                      O pórtico de entrada da cidade já evidencia a origem de sua população. Benvenuti, ou melhor, “bem-vindo” em italiano. O nome de Serra Alta vem da altitude da cidade, de 648 metros acima do nível do mar, o que causa destaque para os padrões da região. Cabe ressaltar que estas bandas proporcionam também belas paisagens.

                      182/295 – Saltinho

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                      Saltinho possui este nome em virtude do rio Saltinho, que passa nas terras de município, e que por sua vez ganhou esse nome por causa de suas pequenas quedas. Além disso, abriga anualmente no mês de fevereiro o Festival da Música Sertaneja.

                      183/295 – Bom Jesus do Oeste

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                      E assim chegamos à décima terceira cidade do dia, com apenas cinco horas de viagem. Acaba não Oeste Velho! Hahaha
                      Emancipado apenas em 1995, Bom Jesus do Oeste possui apenas 2.132 habitantes, e possui colonização de imigrantes alemães, italianos e poloneses.

                      184/295 – Tigrinhos

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                      Mais um município surgido em 1995, e localizado na região de Maravilha, Tigrinhos possui uma população de 1.757 habitantes.

                      Comentário

                      • Allan Gustavo
                        Fazedor de Chuva

                        • Jun 2013
                        • 140

                        #86
                        185/295 – Santa Terezinha do Progresso

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                        E aqui chegamos ao que, pensando melhor depois da viagem, talvez tenha sido o “ponto extremo”. Santa Terezinha do Progresso, com seus 3.062 habitantes, fica a 40 km da BR-282, na região Extremo Oeste de SC. E, para mim, representou bem a dimensão de cumprir este desafio.

                        Esta é uma daquelas cidades “fim de linha”, assim como várias existentes no estado, onde só há uma ligação asfáltica saindo de uma rodovia principal. E, voltando mais uma vez a mesma tecla, e mesmo olhando o panorama da cidade nas fotos acima, quando que eu passaria em um local desse caso não estivesse cumprindo o desafio.

                        Em uma matéria do Diário Catarinense sobre a cidade, o subtítulo é “Lugar de desbravadores e heróis”. De fato, as pessoas que desbravaram este local, e que adicionaram o Progresso ao nome da cidade são verdadeiros heróis. E eu, por mais que tenha tido infinitamente menos dificuldades do que eles para chegar até aqui, também me sinto um pouco desbravador...desbravador deste belo estado, que mesmo com 185 municípios nas costas continua me surpreendendo.

                        186/295 – Maravilha

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                        Maravilha, com aproximadamente 26 mil habitantes, é outra referência na região. O seu nome veio do encanto dos primeiros desbravadores com as paisagens e os belos pinheirais que encontravam pela região. “Que maravilha”, era o que eles diziam.

                        E passando por aqui cerca de 75 anos depois, concordo com eles, que maravilha! Hehehe. Uma bela cidade, pena que neste momento o cansaço já estava meio que latente, não pude explorá-la muito.

                        Além de todos os atributos, Maravilha ganhou na década de 1970 o título de Cidade das Crianças, devido à alta taxa de natalidade verificada na época.

                        187/295 – São Miguel da Boa Vista

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                        Com cerca de 2 mil habitantes, São Miguel da Boa Vista também possui origens alemãs e italianas. Emancipado em 1992, um dos pontos altos da cidade é a Festa do Colono, realizada anualmente.

                        188/295 – Flor do Sertão

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                        E chegamos à décima oitava do dia! Eita dia que não acaba mais hahaha talvez esteja aí o motivo do cansaço desse dia. E também da BR-282. Este trecho entre Maravilha e Flor do Sertão está terrível, não quero nem ver o que encontrarei daqui em diante. A beleza da região, que diria que está intocada, acaba passando batido por conta da atenção que a rodovia exige.

                        Voltando ao município, Flor do Sertão possui esse nome por causa de um ipê amarelo que se destacava no meio da floresta, na época da colonização da cidade de aproximadamente 1.500 habitantes.

                        189/295 – Romelândia

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                        Romelândia me pareceu uma cidade muito agradável. Nesta quinta-feira que cheguei ali, por volta das 16:00, muitas e muitas pessoas proseavam alegremente na praça central da cidade, onde fica a prefeitura. O município possui cerca de 5.500 habitantes.
                        Voltando à BR-282, mais alguns momentos de tensão.

                        Comentário

                        • Allan Gustavo
                          Fazedor de Chuva

                          • Jun 2013
                          • 140

                          #87
                          190/2015 – São Miguel do Oeste

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                          E finalmente chegamos ao Extremo Oeste do estado. E foi difícil, ao menos neste dia. Este último trecho da BR-282 de Maravilha a São Miguel do Oeste está terrível. Trecho sinuoso, rodovia totalmente esburacada, remendada, sem sinalização. Motoristas imprudentes, ultrapassagens perigosas, é...vocês podem ver que minha impressão não foi das melhores. Quando cheguei ao trevo de São Miguel do Oeste, acho que descobri o verdadeiro significado de felicidade hahahah nunca fui tão feliz:

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                          E que pena essas dificuldades de acesso. Curti demais São Miguel do Oeste, algo que não soube explicar. Só sei que um dia volto para explorar mais a cidade. Tomara que até lá os governos estadual e federal providenciam a melhoria dos acessos à cidade, que tanto merece e que, com apenas cerca de 40 mil habitantes, possui muito mais que outras cidades de porte maior não tem, e que está entre as 40 melhores cidades para se viver no Brasil.

                          A hospedagem foi no Hotel Brasília, em frente à rodoviária da cidade, onde, para recarregar as energias apreciei uns belos copos de chopp Eisenbahn heheh, para brindar as 20 cidades visitadas neste dia.

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                          Mapas do percurso do dia.

                          Comentário

                          • Gilmar Dessaune
                            Fazedor de Chuva

                            • Oct 2012
                            • 6891

                            #88
                            Bom dia FC Allan Gustavo,

                            Quero lhe parabenizar e agradecer pelo seu tópico.

                            Fotos, mapas e uma narrativa envolvente e muito gostosa de ler.

                            Continue assim, está fantástico mesmo.

                            PA-RA-BÉNS!!!!

                            Abração.

                            Comentário

                            • Allan Gustavo
                              Fazedor de Chuva

                              • Jun 2013
                              • 140

                              #89
                              Olá VFC NFC Gilmar Dessaune,

                              Bah, que é isso, eu é que agradeço, com tanta inspiração que sempre encontrei nos relatos daqui do território dos FC's, eu tento contribuir do jeito que posso hehehe mas obrigado mesmo pelas palavras, e aos pouquinhos vamos terminando de atualizar os registros desta última viagem e pensar nas próximas saídas.

                              Grande Abraço e boas estradas!

                              FC Allan.

                              Comentário

                              • Allan Gustavo
                                Fazedor de Chuva

                                • Jun 2013
                                • 140

                                #90
                                14/08/2015

                                Quarto dia da viagem, agora já estabelecido no Extremo Oeste catarinense, o roteiro do dia estava mais para um time trial: início e término em São Miguel do Oeste (bagagem mais leve), dia de explorar a fronteira sudoeste do estado.

                                191/295 – Iraceminha

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                                E a primeira cidade do dia é Iraceminha. E novamente lá vou eu pelo trecho crítico da BR-282 novamente, desta vez na direção contrária. Talvez por ainda ser cedinho (umas 07:40), desta vez o bicho não foi tão feio.

                                Com cerca de 4 mil habitantes, Iraceminha foi emancipada em 1990, e seu nome é homenagem ao rio que corta o território do município.

                                Em seguida, após a entrada de Maravilha dobrei à direita no trevo para entrar na BR-158, achando que estaria livre de estradas ruins. Mal sabia que iria sentir é saudades da BR-282 hahaha.

                                192/295 – Cunha Porã

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ID:	213838

                                E aos trancos e barrancos chego a Cunha Porã. Sinceramente começo a ficar preocupado com a moto, coitada, ela está sofrendo muito nesses dias. Mesmo aprimorando a técnica de desviar de buracos, alguns deles sempre acabam escapando, e aí dá-lhe trepidação heheheeh ainda bem que estou conseguindo visualizar os mais fundos bem antes de passar por eles.

                                Voltando à cidade, seu nome significa “mulher bonita” na linguagem tupi. Pelo horário e pelo pouco movimento nas ruas infelizmente não pude comprovar a origem do nome hehehe. O município possui cerca de 11 mil habitantes.

                                E chega até a ser engraçado ver a influência gaúcha nesta região. Em toda cidade (inclusive em Cunha Porã), geralmente tem dois outdoores: um da associação de torcedores colorados, e outro da associação de torcedores gremistas. Raramente não há uma cidade com esses painéis na entrada, eles fazem questão de demonstrar. Outro fato desta influência são os cartazes de show com bandas de lá. Os caras da San Marino e Danúbio Azul devem ser reis por essas bandas hahaha.

                                Bom, um pouco mais de sofrimento na BR-158 (condições bem piores do que a BR-282) e logo estou próximo à divisa com o RS novamente.

                                193/295 – Palmitos

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                                A terceira cidade é Palmitos, outra referência para esta microrregião, com cerca de 16 mil habitantes. A cidade possui um balneário (Ilha Redonda) próximo ao rio Uruguai, e também ostenta desde 2009 o título de Capital Catarinense do Vinho Colonial.

                                194/295 – Caibi

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                                Formada principalmente por descendentes de italianos, Caibi possui cerca de 6 mil habitantes. Seu nome, em tupi-guarani, significa “folhas verdes”.

                                E conforme o dia vai avançando, mais uma vez o sol desponta timidamente. Parecia que ele estava combinando comigo hahahaha porque o clima estava ideal para viajar novamente, nem frio e nem calorão.

                                195/295 – Riqueza

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                                “Riqueza é ter você aqui”. É com esse slogan que chego à Riqueza, a quinta cidade do dia. Novamente lá estou eu, meio que margeando o rio Uruguai, e passando por belas paisagens da região. Também alguns buracos, mas as SCs nem se comparam com as BRs da região, as SCs estão em condições muito melhores.

                                Uma curiosidade: além da recorrente descendência germânica e alemã encontrada na região, em Riqueza também há descendentes teuto-russos, que fugiram da União Soviética na década de 30 para buscar uma nova vida na América.

                                196/295 – Mondaí

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                                E aqui reencontro novamente o rio Uruguai, em Mondaí, a capital da fruta. Apesar de ter uma boa impressão da cidade, teve um aspecto que não agradou: as ruas da cidade estão repletas de resíduos de grãos, não lembro se era soja, ou milho, mas não foi uma imagem muito agradável.

                                De agradável, agora sim, era o visual meio que sombrio do rio das Antas, um pouco antes de sua foz no rio Uruguai:

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