Vida nova, novos desafios!! - Valente Fazedor de Chuva SC!!!

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  • Allan Gustavo
    Fazedor de Chuva

    • Jun 2013
    • 140

    #91
    197/295 – São João do Oeste

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    E aqui chego a um município que, olhando só o nome no mapa, não faria muito questão de conhecer. Porém, mais uma vez obrigado ao desafio dos Fazedores de Chuva por ter uma motivação para estar pelas bandas de cá, e descobri mais um pedacinho alemão em SC.

    O clima alemão impera em toda a cidade. E, pesquisando depois na internet, descobri que apenas 25% dos 6 mil habitantes residem na zona urbana, que 93% da população fala a língua alemã, e que a cidade tem o menor índice de analfabetismo do Brasil, incríveis 0,2% da população. Tais números dão à cidade o título de Capital Catarinense da Língua Alemã.

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    Como a única coisa que sei falar em alemão é Ein Prosit hahaha (aprendizados de Oktoberfest), parti para a cidade vizinha, que organizou a primeira Oktoberfest do país.

    198/295 – Itapiranga

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    Chegamos à alemã Itapiranga, cujo nome significa “pedra vermelha” em tupi-guarani. Do outro lado do rio Uruguai, temos o RS, e um pouco a frente temos a fronteira como los hermanitos argentinos.

    Como disse, Itapiranga mantém entre uma de suas tradições alemãs a Oktoberfest, a qual foi a primeira realizada no Brasil, em 1978, 6 anos antes da famosa festa de Blumenau. Um fato que reforça esta origem germânica, e que descobri numa prosa rápida com um local (vestido com uma indumentária gaúcha, evidenciado outra influência daqui heheh), é que a língua alemã chega a ser um pré-requisito para funcionários em algumas empresas locais.

    Além disso, como o RS está logo ao lado, que tal fazer uma pecuária à beira do imponente rio Uruguai:

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    E realmente, a vazão do rio Uruguai impressiona neste trecho.

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    Depois de uma parada mais longa para conhecer um pouco da cidade e dos costumes, e também para comemorar os dois terços de desafio completados aqui, hora de iniciar o retorno para São Miguel do Oeste.

    199/295 – Iporã do Oeste

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    E esse matagal escondendo a placa com o nome da prefeitura? Que coisa feia em Iporã do Oeste, assim fica difícil ter uma boa impressão hehehe vamos cuidar disso aí.

    O nome Iporã do Oeste também tem origem na língua tupi-guarani, onde significa “água boa”. A cidade possui cerca de 9 mil habitantes.

    200/295 – Descanso

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    Enfim 200 municípios visitados no estado, hora de um descanso? Trocadilhos a parte, fiquei sabendo depois que a cidade possui um Cristo Redentor bem famoso na região, infelizmente não o vi quando de minha passagem por lá.

    Descanso já foi chamada anteriormente de Nova Polônia, graças a chegada de alguns imigrantes dessa nacionalidade. Porém, nos dias atuais, grande parte da população descende de italianos. O nome Descanso surgiu por conta da famosa Coluna Prestes, que cruzou o Brasil na década de 30, no primeiro governo Getúlio Vargas, e que parou para dar uma descansada por estas bandas.

    Comentário

    • Allan Gustavo
      Fazedor de Chuva

      • Jun 2013
      • 140

      #92
      201/295 – Belmonte

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      Chegamos à décima primeira cidade do dia. Hoje foi mais um dia produtivo hein hehehe.

      Belmonte fica localizada no extremo oeste do estado, inclusive também chega a fazer fronteira com a Argentina. Pequenina, com 2,5 mil habitantes, ela também é um dos “novos municípios” que surgiram no estado no início da década de 1990.

      202/295 – Santa Helena

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      Outra pequenina da região, um pouquinho menor que Belmonte, com 2,3 mil habitantes, Santa Helena também se emancipou em 1992, e possui grande destaque na produção agrícola da região.

      203/295 – Tunápolis

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      Com quase 5 mil habitantes, Tunápolis é a última cidade desta ramificação da SC-496. Advinda de uma colonização seletiva, onde segundo os registros apenas alemães e católicos podiam adquirir terras no novo município, a cidade hoje se orgulha do povo trabalhador, como podemos ver na foto acima: estamos na Capital do Trabalho!

      Voltando em direção a São Miguel do Oeste, hora de pegar o trecho final da BR-282 até a fronteira e a última cidade da rodovia. Já fui imaginando o pior, e dessa vez encontro o melhor: a BR-282 está um verdadeiro tapete entre SMO e a fronteira com a Argentina, fruto de uma parceria entre os países de criar um novo corredor rodoviário.

      204/295 – Paraíso

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      Antes de falar de Paraíso, a fronteira Brasil x Argentina, fica a apenas 8 kms da sede do município, merece um adendo:

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      Esta foi a única placa que encontrei indicando a fronteira. Além do posto do Cidasc, onde a rodovia está interditada, apesar que dá de fazer um desvio por trás do posto.

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      Mas para mim, uma palavra meio que retrata este cenário: abandono. Até fiquei com dúvida se a fronteira era ali mesmo ou ano. Mas as marcas de bala no vidro do guichê do Cidasc davam a impressão de estar em outro “Velho Oeste”, aquele americano, e não o catarinense. Depois, pesquisando na internet, vi que a história do local já começou meio torta, com empresários locais financiando a construção da ponte sem o aval dos governos, e aí pelo jeito só aqui que estão dando um jeito de legalizar e melhorar essa situação.

      Bom, como estaria na tríplice fronteira no dia seguinte, não dei muita bola aqui e voltei para fazer o registro em Paraíso, esta cidadezinha de 4 mil habitantes que é a última parada da BR-282 em solo brasileiro/catarina.

      Cronograma do dia terminado? Não, tem espaço para mais uma heheh.

      Comentário

      • Allan Gustavo
        Fazedor de Chuva

        • Jun 2013
        • 140

        #93
        205/295 – Bandeirante

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        E assim chegamos à última do dia, Bandeirante, com seus 3 mil habitantes, e cuja única ligação asfáltica sai de dentro de São Miguel do Oeste, cortando o bonito relevo meio que montanhoso desta região oeste.

        Dessa forma, às 15:00 já estou encerrando meu expediente, e aproveito para conhecer um pouco mais da bela São Miguel do Oeste, terra de belas paisagens, de um povo educado e hospitaleiro, de mulheres bonitas, de custo mais barato do que no litoral, da igreja de São Miguel Arcanjo:

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        Não dá nem para notar que eu gostei um pouquinho da cidade né. E à noite, na hora de tomar aquela gelada para relaxar, desta vez o brinde foi um pouquinho maior, foi bom para dar mais ânimo de subir a ladeira e voltar ao hotel hehehehe.

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        Mas não tem problemas, o dia seguinte seria um “dia de folga”, o expediente de viagem só começaria pelas 10/11 horas.

        E assim se encerra mais um dia da Expedição Oeste.

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        Mapas do percurso do dia.

        Comentário

        • Jorginho
          Fazedor de Chuva

          • Jul 2015
          • 718

          #94
          Parábéns Allan lindo seu estado e muito bom seus relatos!!

          Comentário

          • Allan Gustavo
            Fazedor de Chuva

            • Jun 2013
            • 140

            #95
            Obrigado amigo FC Jorginho, e digo que temos sorte de morar em um país com várias belezas que nem o nosso.
            Aqui em SC, fazendo o Valente acabei conhecendo locais que nunca imaginei existir, e tenho certeza que a tua Paraíba também possui muitas belezas escondidas heheheh abraços!

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            • Allan Gustavo
              Fazedor de Chuva

              • Jun 2013
              • 140

              #96
              15/08/2015

              Pois bem, e lá vamos nós para mais um dia da Expedição oeste, o 5º dia hahaha

              Como disse no último relato, este seria o “dia de folga”. Expediente de no máximo 3 horinhas, apenas cerca de 190 kms a cumprir.

              Sendo assim, para quê começar o expediente cedinho né? E assim, por volta das 10:00 da manhã, lá estávamos nos despedindo de vez da querida São Miguel do Oeste, não sem antes fazer o registro da moto em frente à Prefeitura:

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              E depois do registro, bora pra BR-163.

              206/295 – Barra Bonita

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              E a primeira parada é Barra Bonita, encravada em um verde vale a apenas 15 kms de São Miguel do Oeste, e que se emancipou deste município há apenas 20 anos. Sua população atual é de 1,9 mil habitantes. Uma curiosidade do município é que o mesmo tem locais propícios para esportes radicais, graças ao belo relevo da região.

              207/295 – Guaraciaba

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              A beira da BR-163, Guaraciaba é o próximo destino. Seu nome em tupi significa “lugar do sol”, e daí vem a expressão “raio de luz” observada no pórtico de chegada à cidade. Com cerca de 10,5 mil habitantes, Guaraciaba se destaca na região e no estado, com destaque na produção de leite, onde o número de vacas (12 mil) supera o número de habitantes do município.

              Outra curiosidade advém deste destaque econômico: a cidade possui a única fábrica, fora da Itália, que produz o queijo grano.

              Em seguida, volto à BR-163, que começa a ficar meio que intransitável, com um asfalto muito irregular, e também com muitos buracos. Mas, um pouco à frente adentro na bela SC-473, que, apesar de não ser mil maravilhas no quesito asfalto, está melhor conservada e ainda proporciona belas e verdes paisagens.

              208/295 – Anchieta

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              Com 6,5 habitantes, Anchieta fica no meio de uma região com um relevo belo e acidentado, e com muito verde preservado no entorno. Na verdade, a primeira impressão que dá, pelo caminho percorrido até aqui, é até que este é um município meio que isolado nesta região.

              O município possui 52 anos de fundação, e possui grande potencial para o turismo rural, em virtude destas belas paisagens do entorno que já citei.

              De volta à BR-163, a situação da estrada vai se piorando...

              209/295 – São José do Cedro

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              O quarto registro do dia é São José do Cedro, município que também é um pouco maior do que o padrão da região, pois possui cerca de 14 mil habitantes. O Cedro inserido no nome do município tem origem em uma árvore desta família que servia de repouso para viajantes que passavam pela região rumo à fronteira com a Argentina. A cidade também possui a sua alemã Oktoberfest.

              210/295 – Princesa

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              Ao ladinho de São José do Cedro fica Princesa, com seus 2,8 mil princesenses. E aqui também encontramos tradições alemãs, onde todo mês de setembro ocorre a Kerbfest, para reforçar estas tradições, e também há o ensino da língua alemã para as crianças da cidade, com uma curiosidade: metade da população descende de italianos.

              De volta à BR-163, a situação vai piorando...dessa vez além do asfalto irregular, as rajadas de vento começam a dar o seu ar da graça. Mas somos valentes...

              Comentário

              • Allan Gustavo
                Fazedor de Chuva

                • Jun 2013
                • 140

                #97
                211/295 – Guarujá do Sul

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                O nome de Guarujá do Sul tem origem na praia paulista do Guarujá, na forma de uma homenagem prestada por um dos pioneiros à esta praia. O único porém desta história é que praia, aqui, está no mínimo a uns 730 kms...

                Com cerca de 5 mil habitantes, sua economia é baseada na agricultura e no turismo rural. E possui uma posição estratégica, pois fica a apenas 12 kms do estado do Paraná, e 20 kms da fronteira com a Argentina.

                E, voltando à BR-163, estes 12 kms foram os mais longos da viagem. Aqui, os buracos somem do asfalto irregular da rodovia por um motivo: devido às obras de recuperação, a capa asfáltica e sua sinalização foram removidas. Tudo bem que estas intervenções estão ocorrendo por um motivo nobre, mas olha, acho que escolhi a época errada para passar por aqui hehehe porque foi tenso...

                212/295 – Dionísio Cerqueira

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                E enfim chegamos ao extremo do Extremo Oeste Catarinense. A tríplice fronteira Dionísio Cerqueira (SC), Barracão (PR) e Bernardo de Irigoyen (ARG). Na chegada à cidade, tudo remetia à fronteira, inclusive os anúncios de negócios (meio que obscuros):

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                É...brasileiro dá um jeito para tudo heheh

                Voltando à cidade, Dionísio Cerqueira e Barracão são gêmeas. Eu, que em meu primeiro ano aqui em SC morei bem na divisa Balneário Camboriú x Itajaí, me acostumei em saber em qual das duas estava: por mais que os dois bairros limítrofes parecessem pertencer à mesma cidade, era só se localizar em relação ao ribeirão Ariribá, que faz essa divisa entre os dois municípios. Já em Dionísio Cerqueira e Barracão não consegui esta facilidade: realmente era difícil saber em qual cidade estava. Uma dúvida que ainda não desvendei: essa igreja, que se destaca na paisagem, fica em solo catarinense ou paranaense?

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                Mas e a Argentina, onde fica nesta história? Bom, nesta foto ficou mais fácil, depois do parque o território é argentino.

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                E agora? Bah, aí sim ficou mais fácil, a aduana.

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                São curiosidades tolas, mas que aguçam outros questionamentos. Como será que é viver em uma cidade como essa...cultura de dois estados diferentes, alimentada pela cultura do país vizinho ao lado. Como serão as tarefas cotidianas, compras no país vizinho, rolês no estado vizinho...é...a imaginação foi meio que aguçada, ainda mais depois que ficou observando a movimentação no parque das Três Fronteiras, onde o movimento de brasileiros e argentinos cruzando os dois lados constatava que a fronteira era na verdade imaginária para o povo daqui.

                E como o lado brasileiro da fronteira estava meio parado nesta tarde de sábado, o jeito foi explorar o lado argentino a pé. Mas por lá, a movimentação se resumia às duas primeiras ruas, onde se concentravam os comércios da fronteira.

                Lá para dentro, só uma coisa me atiçou: a placa indicando o final da Ruta 14. Nesta hora, a vontade foi de buscar a moto no hotel e pegar essa estrada daquela maneira muito citada no litoral, e principalmente em Itajaí: segue reto toda vida!!!

                Com o ânimo meio caído, devido à queda no ritmo de viagem deste dia, o jeito foi ficar meio que lagarteando próximo ao parque das Três Fronteiras, ora no lado brasileiro, ora no lado argentino, e assim aproveitar o fim de tarde em mais uma querida região deste belo estado.

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                Mapa do percurso do dia

                Comentário

                • Gilmar Dessaune
                  Fazedor de Chuva

                  • Oct 2012
                  • 6891

                  #98
                  Bom dia FC Allan Gustavo,

                  Mais uma maravilha de postagem, parabéns!!!

                  Suas questões realmente levam a refletir: tanto oba oba em outras divisas e aí nada!!!

                  "Mistérios" de um país perdido em si mesmo.

                  Já dentro do "terço final" do desafio... sentiu a ambiguidade: to terminando, que bom X to terminando, e agora? rssssss

                  Abração.

                  Comentário

                  • Allan Gustavo
                    Fazedor de Chuva

                    • Jun 2013
                    • 140

                    #99
                    Boa Noite,

                    Grande NFC VFC Gilmar,

                    Pois é, são curiosidades tolas, mas são curiosidades que só conhecendo pra entender hehehe e falam tanto da fronteira de Foz do Iguaçu, da muvuca, do perigo, e tudo mais, e perto dali (acho que são uns 200 a 250 kms) temos esta fronteira de Dionísio Cerqueira sem alarde nenhum. Vai entender né haha

                    Mas vamos que vamos, conforme vai chegando esse final do desafio esse sentimento vai aflorando...acho que não vai ter jeito, a Alma Inquieta não vai aguentar, não vai demorar nada para eu baixar em Floripa e dar entrada no Bandeirante, baixar no Chuí e dar entrada no Cardeal, e assim vamos até chegar no Projeto Alasca 2030 heheheh

                    Obrigado mais uma vez pelas palavras e pelo incentivo.

                    Abraço!

                    Comentário

                    • Allan Gustavo
                      Fazedor de Chuva

                      • Jun 2013
                      • 140

                      #100
                      16/08/2015

                      E assim, se inicia o sexto dia da viagem, o início do retorno ao litoral. Pela placa, parecia tão perto...

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                      Havia apenas um detalhe: cerca de 705 kms separavam essa placa, no entroncamento entre a BR-163 e a BR-280, de BC e Floripa. Ao invés de voltar pela esburacada BR-163, sigo pela BR-280 dentro do território paranaense, para chegar ao primeiro destino do dia.

                      213/295 – Palma Sola

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                      A primeira deste domingo é Palma Sola, município com 7,7 mil habitantes. O nome da cidade, desta vez, não deriva de uma expressão indígena, e sim castelhana: Palma Sola, nesta língua, significa “palmeira solitária”, em virtude de uma palmeira que se destacava na região e servia de referência para os castelhanos que praticavam o extrativismo de erva-mate e pinhão na região.

                      A emancipação do município também é recente, ele possui apenas 20 anos.

                      214/295 – Campo Erê

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                      Em seguida, a próxima parada é Campo Erê, cujo nome aí sim deriva de uma língua indígena, mais especificamente em caingangue: “campo da pulga”, o qual infelizmente não consegui descobrir o motivo. Além disso, a cidade ostenta o título de Capital Catarinense do Novilho Precoce.

                      Com 9,3 mil habitantes, tive dificuldades para encontrar a prefeitura, mas para minha sorte acabei chegando antes da primeira missa do domingo, e consegui esta informação com um senhor que se encaminhava para a igreja.

                      215/295 – São Bernardino

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                      São Bernardino, com 2,7 mil habitantes, e mais uma pequenina cidade da região. Assim, como vários outros municípios já visitados, sua criação é recente, o município foi emancipado apenas em 1995, há apenas 20 anos atrás.

                      Essa região do estado, na divisa com o oeste paranaense, me lembrou um pouco novamente o meu querido oeste paulista, que possui também um relevo acidentado, resultando em várias subidas, descidas e contornos de morros.

                      216/295 – Novo Horizonte

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                      Poucos quilômetros adiante, chego à quarta do dia, Novo Horizonte. Para chegar à cidade, um asfalto impecável, em virtude do recém recapeamento da SC-157. Pena que foram poucos quilômetros dessa alegria heheh. O município também possui aproximadamente 2,7 mil habitantes.

                      217/295 – São Lourenço do Oeste

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                      Mais um núcleo colonizado por imigrantes alemães e italianos, São Lourenço do Oeste é a cidade de referência nesta região, com seus 22 mil habitantes. Além da indústria moveleira, outro setor se destaca na sua economia tem semelhanças com minha querida Marília: São Lourenço do Oeste também leva o título de “terra do biscoito”, pelo grande número de empresas do setor alimentício.

                      Comentário

                      • Allan Gustavo
                        Fazedor de Chuva

                        • Jun 2013
                        • 140

                        #101
                        218/295 - Jupiá

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                        Com 2,1 mil habitantes, Jupiá foi a próxima parada. O nome da cidade também possui uma curiosidade por trás: de acordo com registros dos colonizadores, Jupiá era o termo gritado pelos índios quando o tempo começava a virar para chuva.

                        219/295 - Galvão

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                        Com 3,5 mil habitantes, Galvão também fica próximo da fronteira com o Paraná, onde várias cidades são cortadas pela SC-480. O nome da cidade tem origem na Fazenda Galvão, que existia na região na época da criação do município, na década de 60.

                        220/295 - Coronel Martins

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                        Localizada em um ramal da SC-480, Coronel Martins possui 2,5 mil habitantes. A economia do município é baseada predominantemente na agricultura. Um fato positivo é a educação, onde o município se orgulha de não possuir nenhuma criança fora da escola. Ponto positivo!

                        221/295 - São Domingos

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                        Emancipado em 1962, São Domingos possui atualmente 9,3 mil habitantes. Aqui nesta região, a paisagem muda um pouco, dando lugar a grandes e extensas plantações de grãos. E, no meio desses plantações, sempre surgem as famosas Araucárias, já que estamos na Capital Catarinense das Araucárias.

                        222/295 - Ipuaçu

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                        E aqui, mais uma vez o dia vai rendendo: chegamos à décima cidade do dia em apenas 4 horas de viagem!!

                        O nome de Ipuaçu vem do tupi, e significa "grande barulho de água". Nada mais justo, para um município que é banhado pelo rio Chapecó.

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                        Segundo o último censo do IBGE, 48% da população tem descendência indígena, descendentes das etnias guarani e caingangue. O município possui cerca de 7 mil habitantes.

                        Comentário

                        • Allan Gustavo
                          Fazedor de Chuva

                          • Jun 2013
                          • 140

                          #102
                          223/295 – Entre Rios

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                          Entre Rios possui esse nome por estar situada entre dois grandes rios da região, os rios Chapecó e Chapecózinho. Para mim, este município entra na briga dos municípios mais retirados do desafio, ele possui apenas uma ligação asfáltica com Ipuaçu, ficando o seu território dentro da Reserva Indígena Xanxerê. Foram apenas 20 quilômetros, mas parecia que era muito mais.

                          224/295 – Bom Jesus

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                          Situada no entroncamento da SC-480 com a SC-155, Bom Jesus possui cerca de 2 mil habitantes, e tem sua economia centrada também na agricultura e na pecuária.

                          225/295 – Ouro Verde

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                          Emancipado há apenas 23 anos, Ouro Verde ganhou esse nome pela grande quantidade de pinheiros existentes na região do município, que possui atualmente 2,2 mil habitantes.

                          E neste dia, o roteiro rendeu. Mais uma vez o inverno atípico desse ano no Sul contribuiu bastante para este rendimento, pois este era mais um dia de sol fraco, sem frio nem calor, e, pasmem, entrava no quinto dia sem chuva.

                          226/295 – Abelardo Luz

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                          E aqui chegamos à décima quarta do dia!!

                          Abelardo Luz recebeu este nome em homenagem à Abelardo Venceslau da Luz, um descendente do famoso político catarinense Hercílio Luz. Com 17 mil habitantes, o município ostenta o título de Capital Nacional de Semente de Soja, graças à qualidade e ao alto índice de germinação das sementes daqui.

                          Próximo à divisa do Paraná, se localiza a Estação Ecológica da Mata Preta, um dos maiores remanescentes de mata de araucárias do Brasil. Porém, como estava no sentido contrário, acabei encontrando várias araucárias solitárias no meio do caminho, como esta:

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                          Registros feitos, hora de reencontrar a BR-282, distante cerca de 40 quilômetros dali.

                          227/295 – Xaxim

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                          O nome de Xaxim tem origens nos tropeiros que cruzavam a região, geralmente saindo dos campos de Palmas (PR) em direção à Passo Fundo (RS). Logo, essa região ficou conhecida como as “bandas de xaxim”, graças à grande quantidade de árvores desta espécie.

                          Com colonização alemã e italiana, o município, que possui também a alcunha de “Coração Verde do Oeste”, possui atualmente 27 mil habitantes, e sedia também uma das maiores unidades frigoríficas da cooperativa Aurora.

                          Comentário

                          • Allan Gustavo
                            Fazedor de Chuva

                            • Jun 2013
                            • 140

                            #103
                            228/295 - Lajeado Grande

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                            A pequenina Lajeado Grande, com apenas 1,5 mil habitantes, foi o destino da vez. Com origens italianas, polonesas e alemãs, e emancipado de Xaxim em 1991, seu nome tem origem no rio Lajeado, que cruza as terras do município.

                            Aqui me dei conta de uma coisa: o rendimento da moto maior que o normal, o tempo agradável, o fato da previsão de chuva não se concretizar (é Chuvalski, errasse a previsão mais uma vez hahaha), e a vontade de terminar o expediente antes das 16:00 para assistir o jogo do meu Avaí hehehe, acabei tocando direto desde Dionísio Cerqueira sem nenhuma parada, além das prefeituras. E olha que nem precisei tomar o providencial Dorflex que tinha levado para a expedição hahaha até que não estou tão mal o quanto pensava.

                            229/295 - Marema

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ID:	214636

                            E finalmente chego à última do dia. Marema possui apenas 2,1 mil habitantes, e herdou esse nome da expressão italiana "maremma", em virtude do local lembrar pântanos da Itália que levam esse nome.

                            Aqui, neste domingo a tarde, acabei fazendo uma parada maior, graças a curiosidade do vigia da prefeitura hehehe, que começou a perguntar se já havia ido em Santiago do Sul, me recomendou uma volta à Quilombo e, enfim, demonstrou mais uma vez a hospitalidade de nosso povo catarinense.

                            Missão cumprida, retornei à BR-282 e segui até Xanxerê, onde ocorreu o pernoite deste dia.

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                            Mapas do percurso do dia

                            Comentário

                            • Allan Gustavo
                              Fazedor de Chuva

                              • Jun 2013
                              • 140

                              #104
                              17/08/2015

                              Chegamos ao dia da volta ao litoral!

                              230/295 - Xanxerê

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ID:	214640

                              O registro de Xanxerê foi feito apenas nesta manhã, mas foi na noite anterior que comecei a conhecê-la. Tinha uma certa curiosidade, pois infelizmente ela foi atingida por um tornado há apenas 3 meses atrás, e havia ainda reportagens na mídia dizendo que as condições ainda não eram ideais, muitos bairros sem energia elétrica, cidade sendo reconstruída. Das duas uma: ou o centro não foi atingido, ou a recuperação foi rápida. Não que os bairros afastados ainda não possam sofrer com esses percalços, mas pelos lugares que passei não encontrei nenhum indício destes contratempos.

                              E vi uma cidade com vida, muitas pessoas nas ruas na região central, na praça da igreja matriz, também gostei bastante desta cidade, cujo nome advém da língua caingangue, e significa “campina da cascavel”. Além disso, o município é um dos mais desenvolvidos do Oeste, com 45 mil habitantes e uma economia bem diversificada, com destaque para a cultura do milho, que lhe dá o título de Capital Catarinense do Milho.

                              Saindo de Xanxerê, hora de voltar à BR-282, que me levaria de volta ao litoral.

                              231/295 – Faxinal dos Guedes

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                              Faxinal dos Guedes possui 10,4 mil habitantes, estando à beira da BR-282. Teu nome deriva de Faxinal (campos abertos), e dos Guedes referencia a família Guedes Ramos, uma das pioneiras da colonização destas terras.

                              E, neste último dia, o inverno meio que resolve aparecer, o friozinho matinal estava um pouco mais forte, assim como os ventos, que também resolveram dar as caras.

                              232/295 – Vargeão

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                              Chegamos a um município de outro planeta!! Não, os habitantes de Vargeão não são de outro planeta, mas sim o local onde ele foi constituído, um vale formado pelo impacto de um meteorito ocorrido há estimados milhões de anos. Existe até um mirante de madeira na BR-282 que permite visualizar melhor este impacto, mas sinceramente com o vento que estava não senti muito segurança em subir nele hehe.

                              Voltando ao município, Vargeão possui atualmente 3,5 mil habitantes.

                              233/295 – Passos Maia

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                              A entrada para Passos Maia está um pouco escondida, se inicia em uma rua ao lado de um posto de combustíveis. Na SC-154, que faz essa ligação entre a BR-282 e o município, podemos ver facilmente o reflexo de um de seus orgulhos: é o município com a maior proporção de cobertura florestal do estado:

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ID:	214646

                              Como é verde este Oeste, é muito legal ver isso.

                              O município possui 4,3 mil habitantes, e também possui em suas terras o Parque Nacional das Araucárias, outra grande área remanescente de mata de araucárias do Brasil.

                              234/295 – Ponte Serrada

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                              O gostinho de despedida do oeste vai começando a aparecer com maior força hehehe, pois Ponte Serrada é a última cidade a ser visitada na região. Com 11 mil habitantes, estamos na Capital Catarinense da Erva-Mate. E aqui também é terra de araucárias, como esta bela espécime encontrada em frente à prefeitura.

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                              E agora, até mais oeste, um dia com certeza voltarei. Bora seguir reto toda vida!!

                              Comentário

                              • Allan Gustavo
                                Fazedor de Chuva

                                • Jun 2013
                                • 140

                                #105
                                235/295 – Vargem Bonita

                                Click image for larger version

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                                Ué, Ponte Serrada não era a última do oeste? Ah, mas qual fazedor de chuva não resiste a uma cidade na beira da rodovia que está passando? Ainda mais quando a prefeitura fica a duas quadras da BR...não resisti hahaha

                                Na verdade Vargem Bonita, com seus 4,7 mil habitantes, já não fica tão na região oeste, ele fica no chamado “Meio-Oeste” do estado.

                                Em seguida, segui com aquele forte vento lateral por um bom tempo, até o segundo entroncamento entre a BR-282 com a BR-470. Aqui, ao invés de seguir pela BR-470 e chegar diretamente em Itajaí/BC, resolvi continuar pela BR-282, uma decisão meio que acertada: mais 2 municípios, um tráfego menor de veículos pesados, e um asfalto muito melhor para andar, considerando que ambas possuem apenas pista simples em toda a sua extensão.

                                236/295 – Vargem

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                                Oficialmente, estamos na região serrana do estado. Vargem possui 2,7 mil habitantes, e segundo os relatos possui tradições bem marcantes dessa região, como por exemplo na área gastronômica, sendo o carro-chefe o típico Entrevero de pinhão com carne, um dos pratos típicos regionais. Será que esta referência tem a ver com a proximidade do almoço? Quero ver o cara ter pique para seguir na estrada depois de uma iguaria dessas hehehe

                                Voltando à BR-282, uma paisagem muito bonita por estas bandas, os famosos campos de cima da serra.

                                237/295 – São José do Cerrito

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                                E aqui, encerramos o roteiro da expedição oeste, sendo este o sétimo município do dia, e o 92º município da viagem.

                                Também situado na região serrana, situada a 44 quilômetros de Lages, São José do Cerrito possui 9,2 mil habitantes, com uma economia baseada na agricultura, assim como no turismo rural, também baseado nas tradições e cultura de nossa região serrana.

                                Roteiro encerrado, viagem encerrada? Calma lá, temos chão pela frente ainda. E algumas emoções também heheh.

                                Nesse retorno, eu comecei a sentir o pneu dianteiro meio que trepidar, mas nada grave. Porém, após uma parada em Bocaina do Sul, parece que a situação começou a piorar um pouco. E, nas proximidades de Alfredo Wágner, quando começa uma subida de serra, a impressão que dá é que, mesmo encaixando a quinta marcha no pedal, não consigo encaixá-la efetivamente, começava a subir as ladeiras sem força, com uma rotação muito acima do normal. Aí ficou a dúvida, nunca aconteceu isso, o que será que pode ser.

                                Pensando rápido, estava a apenas uma hora da Palhoça, e terminando essa subida, já em Rancho Queimado, só vou ter descida até chegar na BR-101. Como a descida acaba sendo mais tranquila, resolvi arriscar até a BR, na pior das hipóteses se acontecesse alguma coisa com a moto, conseguiria ajuda da concessionária Autopista Litoral Sul na BR.

                                Assim continuei na boa, entre 60 e 70 km/h, mas meio sem entender qual o problema com a pretinha guerreira. Como a impressão que dava era que a trepidação aumentava (ou talvez por minha preocupação acabava achando que a situação estava piorando), comecei a pensar: será que era efeito da buraqueira que enfrentei no oeste. Pô, mas só senti agora que estava mais perto de casa. Vamos seguindo hehehe....

                                E algum tempo depois, logo encontro a BR-101. Seria o fim dos problemas? Não não hehehe. Na 101, pra ajudar, me reencontro com o vento sul de Floripa, que estava bem acentuado neste dia. E sentia um pouco da perda de potência, se forçava um pouco mais o manete a rotação ia nas alturas, dava uma gastura forçar a aceleração por causa disso, então bora pegar o embalo do vento sul e ir embora.

                                A chegada à Balneário, que havia previsto para as 15:30, acabou sendo umas 18:00, mas não tem problemas, o gostinho de voltar para casa com uma bagagem desses sete dias foi maior do que tudo, demorou até uns dias para a ficha cair.

                                Ah, e a moto? Conversando com meu irmão e com amigos, pelos sintomas apresentados, chegamos à conclusão de que era efeito de gasolina batizada. Mas, levando na Yamaha uns dias depois, constatamos o que aconteceu: o disco da embreagem já devia estar meio que no final da vida antes da viagem, e agora tinha ido embora de vez. Menos mal hehehe.

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                                Mapa do percurso do dia.

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