Salve amigos FC’s
Mais uma vez, depois de muito tempo, estou de volta ao recinto, e também atualizando o seguimento de meu desafio do Valente.
Há um mês eu desbravei o Oeste catarinense por uma semana, contabilizando mais 92 cidades para o meu desafio, chegando a 237 cidades visitadas até o momento. Infelizmente não consegui postar antes, pois estou às vias de conclusão da pós-graduação, e esta os projetos de conclusão estão me tomando muito tempo nestes últimos meses. Mas mesmo assim, nestes 20 dias de férias que havia agendado em agosto, a Alma Inquieta foi meio teimosa haha e assim reservei uns dias para viver esta experiência de conhecer o outro lado do estado, além de cumprir mais alguns registros do desafio. Até não fiz nenhuma postagem antes pois não queria fazer os registros sem meus longos textos hahaha registrando todas as impressões observadas, mas hoje consegui tirar um tempinho e comecei a escrever estes registros.
Depois de alguns planejamentos e levantamento de algumas informações sobre a região, tanto pela internet quanto de amigos, e inclusive cogitando terminar as cidades restantes em uma tacada só, decidi não colocar uma meta, e seguir conforme o ritmo que a viagem me levasse.
E assim, numa manhã nublada de uma terça-feira dia 11/08, lá estávamos nós na estrada novamente, seguindo pela BR-470 rumo ao interior do estado. A previsão de tempo previa um período de 10 dias sem chuva, mas isso impediu de receber umas boas vindas de viagem pela chuva de Gaspar até o Alto Vale do Itajaí, inclusive com tráfego pesado do horário de pico entre Blumenau e Indaial. Mas nada como estar em férias: nada me aborrecia, chuva, trânsito, a sensação de poder estar na estrada novamente garantia o bom humor daquele dia.
E novamente a serrinha dos Ilhéus, depois de Pouso Redondo, foi o divisor de águas: ali a chuva fica para trás, e inclusive foi a única chuva de toda a viagem. Logo estava passando pelo trevo da BR-116, e adentrando em uma região que nunca havia estado antes. E, depois de 5 horas de viagem, chego à primeira cidade do dia:
146/295 – Brunópolis


Brunópolis foi a primeira parada do dia. Pequena cidadezinha localizada no chamado Planalto Norte do estado, grande parte de sua população vive na zona rural. Emancipado há apenas 20 anos, esta localidade foi povoada por imigrantes gaúchos, principalmente descendentes de alemães e italianos.
Após o registro, hora de voltar à BR.
147/295 – Erval Velho


A próxima parada foi Erval Velho, já na região Meio-Oeste do estado. Uma surpresa boa foi a condição na estrada; talvez por não conhecer bem, e pelo que haviam me falado, eu estava esperando coisa pior, principalmente depois do entroncamento da BR-470 com a BR-282, a qual eu seguiria pelo resto da viagem. Não que a rodovia estivesse impecável, mas o bicho não era tão feio, pelo menos nessa região.
Já conhecia algumas histórias de Erval Velho, e também de Joaçaba, que fica nesta região, um grande amigo de Itajaí morou um bom tempo por aqui, e inclusive ele que me falava para fazer uma bela revisão na motoca antes de vir para cá, pois as distâncias entre as cidades eram grandes, então era melhor evitar quaisquer imprevistos com a moto.
A cidade possui um belo título para o bem do meio-ambiente: Capital Catarinense da Reciclagem.
Seguindo em frente, passo direto por Joaçaba, e fico surpreso com o desempenho da moto. Talvez pela despreocupação com o tempo, e também por rodar somente por estradas de pista simples, rodando em uma velocidade média menor, após 370 kms de viagem nem sinal da moto bater a reserva de combustível, fazendo uma média quase 30 km/l, quando o normal dela na BR-101 é entre 22/23 km/l. O lado ruim disso era o preço da gasolina: enquanto abasteço em Balneário a R$ 3,09, o primeiro abastecimento foi a R$ 3,46. No fina das contas um compensou o outro hehe.
148/295 – Jaborá


A chegada à Jaborá não foi fácil. Além do fato do sol da meio-dia começar a castigar este equipado motociclista hahaha (estamos no inverno, mas o calor era quase de verão), as condições da rodovia SC-355, que liga a BR-282 a Concórdia, estão terríveis. Muitos e muitos buracos, e como a rodovia está em obras, há muitos trechos recapeados alternando com trechos esburacados, sem acostamento, com desníveis. Foi bom para me ambientar em desviar de buracos hahaha, técnica que acabei aperfeiçoando nos dias seguintes.
Mas falando da cidade, Jaborá é uma pacata cidade de cerca de 4 mil habitantes cuja principal descendência é italiana. Em frente à prefeitura fica a Igreja Matriz São Roque, mais uma igreja catarinense de bela arquitetura.

Jaborá se destaca em um fato peculiar para mim: aqui, oficialmente chego à metade das cidades do desafio.
149/295 – Presidente Castelo Branco


As duas torres que dão as boas-vindas na entrada da cidade lembram o sobrenome do ex-presidente que deu nome à cidade. Em Presidente Castelo Branco, encontro mais uma pacata cidade, uma tranquilidade boa, onde alguns senhores idosos jogavam animadamente e tranquilamente seu jogo de dominó em frente à prefeitura. A cidade possui cerca de 2 mil habitantes, também descendentes de alemães e italianos. Um dos potenciais econômicos da região pode ser sentido: o cheiro (nada agradável) da criação de porcos pode ser sentido durante o caminho para se chegar à cidade.
Seguindo na rodovia, reencontro a minha velha BR-153, que corta o Brasil de Norte a Sul e passa por minha terra natal, Marília, no estado de São Paulo. E aqui no trecho catarinense encontro muitas curvas e belas paisagens, um verde exuberante e intocado, um trecho bem legar de se rodar.
150/295 – Irani


Irani é conhecida como Berço do Contestado. Foi nestas terras que, no início do século XX, ocorreu a primeira batalha de uma guerra desencadeada entre os estados do Paraná e Santa Catarina, custando a vida de milhares de pessoas que residiam nestas terras.
A cidade mantém sua economia na produção de madeiras de reflorestamento e móveis, bem como no ramo agropecuário. E, na saída da cidade, encontrei pela primeira vez o rio do Engano, que iria me acompanhar pelo próximo trecho.

Rio do Engano na saída da cidade.
Mais uma vez, depois de muito tempo, estou de volta ao recinto, e também atualizando o seguimento de meu desafio do Valente.
Há um mês eu desbravei o Oeste catarinense por uma semana, contabilizando mais 92 cidades para o meu desafio, chegando a 237 cidades visitadas até o momento. Infelizmente não consegui postar antes, pois estou às vias de conclusão da pós-graduação, e esta os projetos de conclusão estão me tomando muito tempo nestes últimos meses. Mas mesmo assim, nestes 20 dias de férias que havia agendado em agosto, a Alma Inquieta foi meio teimosa haha e assim reservei uns dias para viver esta experiência de conhecer o outro lado do estado, além de cumprir mais alguns registros do desafio. Até não fiz nenhuma postagem antes pois não queria fazer os registros sem meus longos textos hahaha registrando todas as impressões observadas, mas hoje consegui tirar um tempinho e comecei a escrever estes registros.
Depois de alguns planejamentos e levantamento de algumas informações sobre a região, tanto pela internet quanto de amigos, e inclusive cogitando terminar as cidades restantes em uma tacada só, decidi não colocar uma meta, e seguir conforme o ritmo que a viagem me levasse.
E assim, numa manhã nublada de uma terça-feira dia 11/08, lá estávamos nós na estrada novamente, seguindo pela BR-470 rumo ao interior do estado. A previsão de tempo previa um período de 10 dias sem chuva, mas isso impediu de receber umas boas vindas de viagem pela chuva de Gaspar até o Alto Vale do Itajaí, inclusive com tráfego pesado do horário de pico entre Blumenau e Indaial. Mas nada como estar em férias: nada me aborrecia, chuva, trânsito, a sensação de poder estar na estrada novamente garantia o bom humor daquele dia.
E novamente a serrinha dos Ilhéus, depois de Pouso Redondo, foi o divisor de águas: ali a chuva fica para trás, e inclusive foi a única chuva de toda a viagem. Logo estava passando pelo trevo da BR-116, e adentrando em uma região que nunca havia estado antes. E, depois de 5 horas de viagem, chego à primeira cidade do dia:
146/295 – Brunópolis
Brunópolis foi a primeira parada do dia. Pequena cidadezinha localizada no chamado Planalto Norte do estado, grande parte de sua população vive na zona rural. Emancipado há apenas 20 anos, esta localidade foi povoada por imigrantes gaúchos, principalmente descendentes de alemães e italianos.
Após o registro, hora de voltar à BR.
147/295 – Erval Velho
A próxima parada foi Erval Velho, já na região Meio-Oeste do estado. Uma surpresa boa foi a condição na estrada; talvez por não conhecer bem, e pelo que haviam me falado, eu estava esperando coisa pior, principalmente depois do entroncamento da BR-470 com a BR-282, a qual eu seguiria pelo resto da viagem. Não que a rodovia estivesse impecável, mas o bicho não era tão feio, pelo menos nessa região.
Já conhecia algumas histórias de Erval Velho, e também de Joaçaba, que fica nesta região, um grande amigo de Itajaí morou um bom tempo por aqui, e inclusive ele que me falava para fazer uma bela revisão na motoca antes de vir para cá, pois as distâncias entre as cidades eram grandes, então era melhor evitar quaisquer imprevistos com a moto.
A cidade possui um belo título para o bem do meio-ambiente: Capital Catarinense da Reciclagem.
Seguindo em frente, passo direto por Joaçaba, e fico surpreso com o desempenho da moto. Talvez pela despreocupação com o tempo, e também por rodar somente por estradas de pista simples, rodando em uma velocidade média menor, após 370 kms de viagem nem sinal da moto bater a reserva de combustível, fazendo uma média quase 30 km/l, quando o normal dela na BR-101 é entre 22/23 km/l. O lado ruim disso era o preço da gasolina: enquanto abasteço em Balneário a R$ 3,09, o primeiro abastecimento foi a R$ 3,46. No fina das contas um compensou o outro hehe.
148/295 – Jaborá
A chegada à Jaborá não foi fácil. Além do fato do sol da meio-dia começar a castigar este equipado motociclista hahaha (estamos no inverno, mas o calor era quase de verão), as condições da rodovia SC-355, que liga a BR-282 a Concórdia, estão terríveis. Muitos e muitos buracos, e como a rodovia está em obras, há muitos trechos recapeados alternando com trechos esburacados, sem acostamento, com desníveis. Foi bom para me ambientar em desviar de buracos hahaha, técnica que acabei aperfeiçoando nos dias seguintes.
Mas falando da cidade, Jaborá é uma pacata cidade de cerca de 4 mil habitantes cuja principal descendência é italiana. Em frente à prefeitura fica a Igreja Matriz São Roque, mais uma igreja catarinense de bela arquitetura.
Jaborá se destaca em um fato peculiar para mim: aqui, oficialmente chego à metade das cidades do desafio.
149/295 – Presidente Castelo Branco
As duas torres que dão as boas-vindas na entrada da cidade lembram o sobrenome do ex-presidente que deu nome à cidade. Em Presidente Castelo Branco, encontro mais uma pacata cidade, uma tranquilidade boa, onde alguns senhores idosos jogavam animadamente e tranquilamente seu jogo de dominó em frente à prefeitura. A cidade possui cerca de 2 mil habitantes, também descendentes de alemães e italianos. Um dos potenciais econômicos da região pode ser sentido: o cheiro (nada agradável) da criação de porcos pode ser sentido durante o caminho para se chegar à cidade.
Seguindo na rodovia, reencontro a minha velha BR-153, que corta o Brasil de Norte a Sul e passa por minha terra natal, Marília, no estado de São Paulo. E aqui no trecho catarinense encontro muitas curvas e belas paisagens, um verde exuberante e intocado, um trecho bem legar de se rodar.
150/295 – Irani
Irani é conhecida como Berço do Contestado. Foi nestas terras que, no início do século XX, ocorreu a primeira batalha de uma guerra desencadeada entre os estados do Paraná e Santa Catarina, custando a vida de milhares de pessoas que residiam nestas terras.
A cidade mantém sua economia na produção de madeiras de reflorestamento e móveis, bem como no ramo agropecuário. E, na saída da cidade, encontrei pela primeira vez o rio do Engano, que iria me acompanhar pelo próximo trecho.
Rio do Engano na saída da cidade.


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