Bandeirantando

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  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #1

    Bandeirantando

    Finalmente vamos sair para mais uma viagem. Desta vez, de moto. Pelo Brasil. Vamos com a BMW, por que no programa vamos visitar a Ilha do Bananal, e o Parque Estadual do Jalapão, em Tocantins.

    Esta viagem foi sendo adiada por questões de saúde, mas agora vai. Sairemos (eu e Terezinha) na próxima quarta-feira, dia 15. No caminho, vamos rever um alguns trechos da BR 153, que fizemos nos idos de 1980, de Fusca, quando fui transferido para Brasília, para servir no QG do Exército.

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    Queremos conhecer Caldas Novas, visitar a SQN 113 em Brasília, onde moramos por quatro anos e meio, possivelmente aí encontrar alguns colegas dos tempos do Exército, para depois rumar para o Tocantins, onde está o nosso principal objetivo.

    Se sobrar tempo, continuaremos vagando por aí, quase que meio sem destino, mas sempre de olho no calendário, pois temos compromisso já assumido para participarmos do Encontro de Harley Davidson em La Paz, na Bolívia – Ruta de Altura, que acontecerá de 4 a 6 de outubro.

    Aqui em casa os preparativos estão em ritmo acelerado. A moto com as revisões em dia, pneus (Michelin) novos, mapas roteáveis atualizados, e muita, mas muita vontade de viajar.

    Vai ser bom!
  • Shimithi
    Fazedor de Chuva
    • Jun 2012
    • 24

    #2
    Vao com Deus e torco pra que tudo de certo!
    Mandem noticias e fotos dos locais por onde estiverem passando, caso passem pelo estado de Sao Paulo proximo a cidade de Tupa, sera um prazer recebe-los em minha casa pra um bom papo e algumas tacas de vinho!
    Otima viagem!

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    • Dolor
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #3
      Primeiros Dias

      Quarta-feira, 15 de agosto, amanheceu chovendo em Balneário Camboriú.

      Era só o que me faltava!

      Tantos dias de estiagem, e justo agora, que podemos sair viajando de moto, chove. Se há algo que me desagrada, é sair de casa de moto, com chuva. Mas temos que ir. Tantos planos feitos, tanta expectativa com a viagem, não vou frustrar só por causa de uma chuvinha.

      Alguém tem que parar essa chuva!

      Então recorremos àquela velha e infalível tática para espantar chuva: vestir a roupa impermeável para chuva.

      Pronto, e lá fomos nós.

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      Dito e feito. Vinte minutos depois, já rodávamos em pista seca. Mais um pouco, e lá veio o amigo sol.

      Passamos por Curitiba, Vila Velha, Ponta Grossa, Castro (a primeira capital paranaense), e em Piraí do Sul nos metemos por uma estrada secundária para, em Ventania, tomarmos aquela que será a nossa grande guia nessa jornada rumo ao norte: a BR 153, conhecida também como Transbrasiliana, e mais para o norte, como a “Belém-Brasília”.

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      De um modo geral, a estrada está em condições razoáveis. Intenso tráfego de caminhões, algumas lombadas, e pedágios ao longo de todo o trecho.

      Pernoitamos em Marília, no Hotel JR (jrhotel.com.br): razoável, central, com excelente café da manhã.

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      Quinta-feira, dia 16, Marília amanheceu com tempo bom. Nada de chuvas por aqui. Então, lá vamos nós, rumo norte.

      A Transbrasiliana continua igual, bom pavimento, muitos caminhões, intermináveis retas, cortando extensas áreas plantadas com tudo o que se possa imaginar, desde cana-de-açúcar, laranjas, milho, eucaliptos, teca, abacaxi, café, etc. Às vezes, variava para criação de gado. Dificilmente se via locais com vegetação nativa, que, à medida que avançávamos, penetrávamos na área do cerrado.

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      Ao final da tarde, chegamos a Caldas Novas e nos hospedamos no CTC Apart Service. Trata-se de um condomínio próximo ao Caldas Termas Club, um dos mais antigos clubes de águas termais da cidade, onde a Assefaz (Associação dos Servidores do Ministério da Fazenda) tem alguns apartamentos para uso de associados, a preço simbólico. Então, vamos desfrutar essa maravilha!

      Ao final deste segundo dia de viagem, uma nota sobre a moto.

      Continua fantástica, nossa BMW GS 1200 Adventure.

      Só alegrias.

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      • Dolor
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2011
        • 3250

        #4
        Brasília

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        Sexta-feira, 17 de agosto, dedicamos a explorar Caldas Novas, principalmente as instalações do Caldas Termas Clube, que conta com várias piscinas de águas termais, toboaguas, escorregadores, com muita gente se divertindo nas reconfortantes águas. E com direito ainda, a um city tour em um veículo caracterizado de Maria-fumaça, percorrendo os principais pontos da cidade.

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        E para finalizar o dia, não poderia faltar o Empadão Goiano da Tânia – É o típico empadão goiano, com frango, lombo de porco, linguiça, queijo, batata, azeitona, pequi e guariroba, e mais o segredo da sua criadora, mantido a sete chaves. Muito gostoso.

        Sábado, 18 de agosto, fomos ao Hot Park, na vizinha Cidade de Rio Quente. É um parque temático que aproveita as águas do Rio Quente para alimentar suas atrações, sendo a principal dela, a Piscina do Cerrado, com água de 37º C, e com ondas artificiais que chegam a 1,20m. Turistas de todos os cantos do país se misturam a estrangeiros. Muito concorrido.
        Domingo, 19 de agosto, tocamos em frente, direção a Brasília. Mas antes porém, uma passada por Goiânia, a capital do Estado, para dar início a um desafio proposto aos Fazedores de Chuva: visitar as capitais de todos Estados brasileiros.

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        Vamos começar por aqui, então.

        Goiânia é uma cidade planejada, e o Palácio das Esmeraldas – assim se chama a sede do governo do Estado – está localizado exatamente no centro. Fácil.

        Tripé armado, um clique e pronto!

        Agora só faltam vinte e seis.

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        Em Brasília, fomos logo para a Esplanada dos Ministérios onde estão as maiores atrações da cidade: a Catedral, o Supremo, o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional e tantos outros.

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        Dando prosseguimento ao nosso desafio, nos vimos diante de um impasse: fotografar em frente ao Palácio do Planalto, local de trabalho da Presidência da República, ou em frente ao Palácio dos Buritis, onde trabalha do Governador do Distrito Federal?

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        Na dúvida, fotografamos em frente aos dois!

        Agora só faltam vinte e cinco.

        Ainda sobrou tempo para uma rápida visita ao QG do Exército, onde trabalhei por quatro anos, de 1.980 a 1.984, quando encerrei precocemente minha carreira militar.

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        E para finalizar com chave de ouro, jantamos com o Raimundo e sua esposa Conceição. Conheci o Raimundo em 1967, quando fizemos o curso de Infantaria, na Escola de Sargentos das Armas, em Três Corações, Minas. É uma amizade forjada nas duras lides da caserna.

        Coisa para sempre.

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        • Dolor
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2011
          • 3250

          #5
          Palmas

          Segunda-feira, 20 de agosto.

          Nosso destino agora é Palmas, a capital do Tocantins.

          São aproximadamente 900 Km até lá. Acordamos tarde, depois de uma noite muitíssimo bem dormida, no confortável Hotel Mércure. E antes de deixar Brasília, uma rápida passada pela SQN 113 (Super Quadra 113 Norte), onde moramos no período de 1980 a 1984, quando ainda estava no Exército.

          Muitas saudades daqueles bons tempos.

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          Saindo de Brasília, seguimos pela BR 080 até esta se encontrar com a nossa velha conhecida, a BR 153, próximo a Uruaçu.

          Nesse trecho, o asfalto é bom, e com pouco movimento.

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          Na 153, o movimento de caminhões aumenta, e muito, mas em vez de prejudicar, até ajuda a combater a monotonia causada pelas extensas retas. O calor é intenso, e fortes rajadas de vento balançam a moto, lembrando de longe, os ventos patagônicos. A vegetação típica do cerrado aparece com mais frequência, mas o que predomina são as áreas desmatadas para a pecuária. Aqui e ali, normalmente nas baixadas, vegetação mais verde, onde predominam os buritis.

          Ao longo de toda a estrada, barracas rústicas ostentando faixas com o seu principal produto de vendas: comida caseira, galinhada, self service.

          Pernoitamos em Porangatu no hotel Atlanta (www.atlantahotelgo.com). Bom hotel. Gente muito atenciosa.

          Recomendo.

          Terça-feira, 21 de agosto.

          Agora faltam somente quatrocentos e poucos quilômetros até Palmas, por isso não temos pressa em sair.

          Primeiro degustamos o excelente café da manhã oferecido pelo hotel, e lá pelas dez retomamos a viagem. Eram quase onze horas quando cruzamos a divisa, entrando no Estado do Tocantins, na cidade de Talismã.

          Uma parada aqui para abastecer, outra acolá para um refresco, outra em Aliança do Tocantins para almoçar, e aí foi inevitável provarmos a tal da comida caseira, galinhada, self service. E gostamos. Do tempero da comida, da simpatia do pessoal do restaurante, da curiosidade de todos com relação à nossa moto. Todos querem saber a cilindrada, quanto corre, quanto custa, donde vêm, e por aí vai.

          Procuro responder a todos corretamente, apenas quanto ao preço da moto, apenas por precaução, informo valor mais baixo. Acho que consigo convencer o pessoal.

          Aí nessa cidade, deixamos a BR 153 e tomamos a TO 050.

          O sol castiga a região nesta época, que sente a falta de chuvas. O calor é quase insuportável. Em Brejinho de Nazaré, uma estratégica parada para saborear uma água de coco geladinha. Humm, que delícia!

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          Chegando a Palmas, fomos recepcionados pelo nosso amigo Diomar Naves, que nos aguardava em Taquaralto, com sua possante Suzuki Boulevar 1500 negra, a famosa “Tereza”. Não o conhecíamos pessoalmente, somente pela internet, através de seus relatos de viagens.

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          Ele foi muito gentil conosco, e nos hospedou em sua chácara Raízes.

          Uma beleza de moradia, a uns cinco quilômetros de Palmas, rodeada de muito verde, e o mais absoluto silêncio.

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          Ideal para repousar.

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          E é disso que precisamos.

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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #6
            Jalapão

            Sexta-feira, 24 de agosto
            .

            Hoje vamos conhecer o Jalapão. Não é aconselhável ir de moto, devido às precárias condições das estradas. Então partimos para o plano B: aluguel de um carro, mais especificamente, uma camionete 4x4. Conseguimos uma Ford Ranger, por R$ 350,00 a diária, sem limite de quilometragem. Foi a única que encontramos. Devido a campanha política em andamento, todos os carros foram locados para os candidatos. O primeiro trecho, de cento e poucos quilômetros até Novo Acordo, tudo asfaltado. Beleza. Daí prá frente, caímos na realidade do Jalapão: estrada de terra, quero dizer, de areia fofa, piorada pela passagem dos competidores do raly dos sertões, hoje pela manhã. Foram 150 km muito ruins, até São Félix do Tocantins, onde pernoitamos na Pousada Capim Dourado (63-3376-1016).

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            Assim são as estradas no Jalapão

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            A beleza selvagem da região

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            Serra da Catedral

            Na pousada, tivemos a oportunidade de conhecer uma dupla de competidores do raly, na categoria pickups, de São Paulo, cujo carro estava quebrado. Má sorte. Também, conhecemos dois mineiros, com suas possantes KTM 990, que vinham no rastro do raly. Esse raly começou em São Luis, veio até o Jalapão, e daqui retorna para Fortaleza. Muita adrenalina.

            Chegamos em São Félix do Tocantins já era noite.

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            Com os mineiros e suas possantes KTM, no Raly dos Sertões

            Sábado, 25 de agosto.

            Depois de um saboroso café da manhã e de nos despedir de nossos amigos de véspera, seguimos para a Cachoeira da Formiga, onde nos refrescamos nas límpidas águas de uma piscina natural formada pela queda d´água. Dali seguimos para conhecer outro fenômeno do local, conhecido como Fervedouro. Trata-se de uma nascente de água que brota com tanta força, que é impossível afundar ali. E lá fomos nós comprovar o fenômeno. Osmar e Terezinha na água. Muito refrescante, mas nada de afundar. Então, vamos flutuar e curtir esse momento mágico.

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            Marcando território, no camping do Vicente

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            Um nativo da região e sua possante

            Mais um pouco de estrada com muitos areões, onde a Ranger dançava para vencer a distância, e logo chegamos à Comunidade Quilombola do Mumbuca, onde surgiu o artesanato com o Capim Dourado, cujo brilho refletiu no Tocantins, no Brasil e no Mundo Inteiro.
            O encontro entre o capim dourado e as mulheres do Mumbuca não foi obra do acaso. É alquimia divina, transformando vegetal em mineral, capim em ouro.
            Mas turista também precisa comer. E ali mesmo, num rústico restaurante, saboreamos um dos mais deliciosos almoços desta viagem: feijão de corda, arroz branco, macarrão e o prato principal, galinha caipira ao molho, tudo feito em panelas de barro.

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            Banhando-se no "fervedouro"

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            Artesanatos de Capim Dourado
            À tarde chegamos a Mateiros para pernoite. Escolhemos a Pousada Panela de Ferro (www.paneladeferro.tur.br).
            Ótima relação custo benefício.

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            • Dolor
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2011
              • 3250

              #7
              Dunas do Jalapão

              Domingo, 25 de agosto.

              Depois de uma reconfortante noite de sono, um excelente café da manhã, com duas novidades deliciosas: condessa, uma fruta muito parecida com a fruta-do-conde, tanta na aparência quanto no sabor; e o mangulão, uma espécie de pão de queijo, assado em forma de bolo (com furo no meio) e servido em fatias.

              De Mateiros seguimos pela TO 255, já iniciando o nosso retorno. Mas antes, outra atração imperdível: as Dunas do Jalapão. Trinta e dois quilômetros de areia, buracos, pedras, e mais uma entrada de cinco quilômetros de pura areia, onde só é possível transitar veículos 4 x 4, e pronto. Cá estamos. A decomposição do arenito de um chapadão na Serra do Espírito Santo forma enormes bancos de areia alaranjada de até quarenta metros de altura. A sensação é de estar no meio de um deserto, cercado por riacho de águas cristalinas.


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              Serra do Espírito Santo

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              Com meu amigo Diomar, curtindo a paisagem


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              Subindo nas dunas. Fortis ventus

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              Uma panorâmica da região: o contraste do dourado com o verde

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              Mais dunas, mais verdes

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              Com meu amigo Diomar Naves, o Grande Vaqueiro

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              Vamos ver o que está escrito naquela placa!

              Prosseguindo até Ponte Alta do Tocantins, tivemos uma novidade inesperada: ficamos sem freio. Rompeu-se o duto que leva fluido até uma das rodas da frente, e por ali perdemos todo o líquido do reservatório. Resultado: seguir mais lentamente, usando sempre o freio motor. Mais uma centena de quilômetros, muitos deles de pura pedra/areia/buracos e chegamos a Ponte Alta do Tocantins, onde reabastecemos, tanto com diesel, quanto o reservatório de fluído de freio. Daí prá frente, a estrada é asfaltada.

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              Num instante chegamos a Porto Nacional e depois, Palmas.

              Finalmente, em casa, digo, na chácara do Diomar, para um reconfortante banho, jantar e caminha.

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              • Dolor
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2011
                • 3250

                #8
                GCFC Osmar e Terezinha, que beleza de viagem!

                Não deixem de nos fornecer o roteiro para que possamos seguir as pegadas quando estivermos em Tocantins no desafio Bandeirante Fazedor de Chuva!

                Aproveitem!

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                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #9
                  Lagoa da Confusão

                  Segunda-feira, 27 de agosto.

                  Dia de folga para todos, usado especialmente para se livrar da poeira que acumulamos nas roupas durante o passeio ao Jalapão. Depois um passeio ao centro de Palmas para despachar algumas lembranças, principalmente artesanias em capim dourado, visitar nosso sobrinho Rogério, com quem almoçamos, e preparar o dia de amanhã, quando pretendemos visitar a Lagoa da Confusão e a Ilha do Bananal. Diomar está adoentado e não poderá nos acompanhar. Necessitamos um guia e principalmente, autorização para visitar uma aldeia indígena. Vamos procurar.

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                  Com o Rogério, nosso sobrinho que mora e trabalha em Palmas

                  À noite, uma atividade muito especial com Bastião e Áurea (os caseiros do sitio do Diomar). Nos convidam para torrar castanhas de caju. Anteriormente eu já havia demonstrado a eles o meu interesse em saber como são preparadas as deliciosas castanhas de caju.

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                  Bastião torrando castanha de caju

                  A castanha é separada do caju e posta ao sol para secar, por três dias. Depois, em uma forma com alguns furos, é levada ao fogo para secar ainda mais, quando então solta um óleo altamente inflamável. A forma vira verdadeira bola de fogo. Queimado o óleo, fogo apagado (abafado com terra), é hora de quebrar a casca para extrair a deliciosa iguaria. Fácil. Passo seguinte, comê-las.

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                  Alguém chame dos bombeiros: nossa castanha está em chamas!

                  Terça-feira, 28 de agosto.

                  Diomar e Elsa estão preocupados em agendar nosso passeio à Ilha do Bananal. Depois de vários telefonemas, finalmente conseguiram contato com uma guia turística em Lagoa da Confusão que vai nos encaminhar para visitação a uma aldeia indígena localizada na ilha. Fácil. Obrigado amigos!

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                  Nossos novos amigosiomar, Bastião, Áurea e a pequena Agnes

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                  A BM volta a cortar o cerrado, depois de uma semana de folga.

                  Até a Lagoa fomos de moto. Estrada boa, tudo asfaltado. Chegamos na metade da tarde, contatamos com Nara, a guia, que imediatamente nos apresentou ao Cacique Wagner, da aldeia Boto Velho, e a um taxista que nos levará em seu taxi, até esta aldeia – mais ou menos uns quarenta quilômetros daqui. Combinamos ir amanhã cedo, para aproveitar melhor o passeio.

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                  Entrada da cidade

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                  Aí está ela, a famosa Lagoa da Confusão

                  Aproveitamos o final da tarde para conhecer melhor a Lagoa da Confusão. A primeira pergunta que surge, é o porquê do nome: confusão. Existem várias explicações: a mais aceita, é de que os primeiros habitantes viram, do alto de uma montanha, uma imensa lagoa azul, protegida por serras e pântanos; a dificuldade que elas enfrentaram para chegar à lagoa gerou muita confusão. Por isso, o nome do povoado e posteriormente, do município.

                  Há quem diga que o nome é por causa de uma pedra que aparece na lagoa, e que alguns juram que ela se movimenta, gerando confusão quando à sua exata localização.

                  Mais recentemente, apareceu nova versão: é a confusão que vive o povo brasileiro com sua política...
                  Estamos hospedados na Pousada Raiza – www.pousadaraiza.com.br – (63)3364-1811.

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                  Palmeira real, no pátio da pousada.
                  Última edição por Dolor; 01-09-12, 11:50.

                  Comentário

                  • Dolor
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2011
                    • 3250

                    #10
                    Confusão na Lagoa

                    Quarta-feira, 29 de agosto.

                    Passava das nove da noite de ontem, quando recebemos a má notícia: a autorização para visitarmos a aldeia Boto Velho foi cassada. O cacique suspendeu todas as visitas por conta de uma reunião que acontecerá amanhã com o pessoal da Funai, e que não tem prazo para acabar. Soubemos que agentes da Funai flagraram índios, juntamente com homens brancos, pescando pirarucus, o que é proibido nesta época. Confusão armada, só nos resta cair fora.

                    Que pena!

                    Decidimos não esperar o final de dita reunião. Poderá levar vários dias, e por aqui temos poucas opções de lazer. Então, vamos tocar em frente.

                    Nosso destino agora é Balsas, no Maranhão, visitarmos o Bispo Enemézio, primo da Terezinha, a quem tive o prazer e a honra de conhecer quando ainda éramos jovens de vinte anos. É para lá que vamos. Com um pouco de sorte, chegaremos lá ainda hoje. Afinal não é tão longe assim. Qualquer coisa em torno de setecentos quilômetros, que a GS deverá vencer até o final da tarde.

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                    As queimadas, além de destruir a vegetação, ajudam a aumentar o calor

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                    Movimento na BR 153, a belém-Brasília

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                    O calor é sufocante.
                    Termômetro oscilando entre 38 e 40º C.
                    Temperatura de viagem

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                    Descansando numa refrescante sombra

                    Pois é. De repente ouvimos um ruído estranho na moto, como se alguma coisa estivesse grudado no pneu e ficava roçando. Parei para olhar, e nada!
                    Toquei mais um pouco, e em Nova Olinda vi uma oficina de moto à beira do asfalto. Falei com o mecânico, que depois uma olhada detalhada, nada viu de aparente, e me aconselhou a tocar em frente, até Araguaína, 50 Km adiante, cidade maior, com mais recursos.
                    Fui andando devagar, e logo o barulho foi diminuindo, até sumir quase por completo. Chegando em Araguaína, quando parei no hotel, notamos a roda traseira toda ensopada em óleo. Karaka!
                    No hotel me indicaram uma oficina, onde o mecânico está acostumado a consertar motos grandes – Elder Motos. Lá fui recebido pelo próprio Elder, que já se pôs a trabalhar e não demorou para vir o diagnóstico: estourou o rolamento e o retentor do diferencial.

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                    Na oficina do Elder

                    Ao lado da oficina, está a sede do moto grupo Falcões de Aço. Não demorou, e já estávamos conversando com eles, contando das nossas andanças, e ouvindo das deles.
                    E de quebra, veio o convite para jantarmos juntos, e conhecermos o mais famoso prato típico da região, que o Eddie, um dos fundadores do grupo, fez questão de nos apresentar: o chambari. Trata-se de um refogado feito com os ossos da pata da rês, servido com arroz branco, temperinho verde (com bastante coentro) e farinha de mandioca. Muito bom! E acompanhado de cerveja bem geladinha, melhor ainda!

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                    Com o Eddie, do Moto Grupo Falcões de Aço

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                    Além de excelente mecânico, Elder é o churrasqueiro do grupo
                    Mas o mais importante nessa reunião foi o ambiente que encontramos: um verdadeiro grupo de amigos, com a presença das esposas e filhos, todos unidos em torno de um objetivo comum, que é cultivar o verdadeiro espírito do motociclismo.

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                    Rafael e Luciane, abrilhantando o jantar

                    Quinta-feira, 30 de agosto.

                    Enquanto Elder trata do conserto da moto, aproveitamos para descansar e curtir o ar condicionado do hotel, afinal, a temperatura por aqui está sempre por volta dos 38 graus. Estamos hospedados no Hotel Araguatins (www.hotelaraguatins-to.com.br), fone (63) 3415-7500.

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                    Um passeio pelo mercado público de Araguaína

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                    • Dolor
                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2011
                      • 3250

                      #11
                      Balsas, Maranhão

                      Sexta-feira, 31 de agosto.

                      Moto consertada. Elder conseguiu um verdadeiro milagre. Vasculhou pela cidade toda, e encontrou na revenda Scania Vabis, o balero e o retentor que necessitava para substituir os avariados que levaram a GS para a sua oficina. Amigos do moto grupo Falcões de Aço, muito gratos pela magnífica acolhida e recepção que aqui tivemos. Vamos levá-los em nossa lembrança e em nossos corações.
                      De Araguaína para Balsas, seguimos pela BR 230. Asfalto em bom estado. A Rodovia Transamazônica (BR-230), projetada durante o governo do presidente Médici (1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devido às suas proporções gigantescas, é a terceira maior rodovia do Brasil, com 4.223 km de comprimento, ligando Cabedelo, na Paraíba a Lábrea, no Amazonas, cortando sete estados brasileiros: Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada.

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                      Aspecto da Rodovia BR-230

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                      Paisagens exuberantes...

                      Em pouco tempo chegamos a Filadélfia, tomamos o ferry para cruzar o Rio Tocantins e chegamos ao Maranhão, na cidade de Carolina.

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                      Na Balsa que cruza o rio Tocantins, entre Filadélfia (TO) e Carolina (MA)

                      Com o sol escaldante e forte calor, fizemos várias paradas, principalmente para beber água, mantendo a hidratação em dia. Ao final da tarde, chegamos a Balsas e fomos direto visitar Dom Enemésio Lazzaris, Bispo Diocesano de Balsas, primo da Terezinha, que nos recebeu com o seu costumeiro sorriso. Acho que ficaremos alguns dias por aqui. Nos hospedamos no Hotel Imperial – www.imperialhotel-balsas.com.br.

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                      Chegando em Balsas, degustando o refrigerante regional: Jesus

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                      Terezinha, Dom Enemésio mais eu!

                      Sábado, 1º de setembro. Começamos o dia conhecendo um dos pontos mais agitados da cidade: o rio Balsas. Com águas limpas, corta a cidade pelo centro, se constituindo na mais importante opção de lazer do povo, tanto para se banhar em suas águas, quanto para frequentar os barzinhos que se acumulam nas suas margens. Outra curiosidade, é uma grande lavanderia a céu aberto. Muitas mulheres utilizam suas águas para lavar roupas.

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                      Refrescante sombra às margens do rio Balsas

                      Almoçamos com o Bispo na casa episcopal, que nos brindou com uma comidinha caseira, muito gostosa e bem temperada. À tarde, mais citytour, agora de carro, para tentar driblar o forte calor. Em companhia de Dom Enemésio, visitamos diversos projetos coordenados pela igreja, que visam amenizar o sofrimento dos pobres, dos menos favorecidos. É notório a grande quantidade de pessoas de baixo poder aquisitivo, vivendo em verdadeira miséria. Não esquecendo que estamos no Maranhão.

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                      Iguarias vindas diretamente do Vaticano

                      Á noite participamos dos festejos de Nossa Senhora de Nazaré, da comunidade trizidela, que se iniciou com Santa Missa presidida pelo Bispo, e teve sequência com apresentações teatrais de crianças, venda de comidas típicas como passoca, maria isabel (arroz com carne de sol desfiada), vatapá, mungunzá (canjica doce), frango assado (leilão).

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                      Preparando-se para a Santa Missa

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                      Dom Enemésio, Terezinha e Socorro, lider da comunidade

                      Domingo, 2 de setembro.

                      Como soi acontecer por aqui nesta época, o dia amanheceu muito quente e abafado. Há quatro meses que não chove. As plantas estão quase todas secas. Apesar de existir água em abundância fornecida pelo rio Balsas que corta a cidade, não é aproveitada para irrigar as praças, as árvores, os jardins... Que pena!
                      Logo cedo, o primo Bispo nos levou para um café da manhã com os idosos, numa das comunidades. Como sempre, somos recebidos com muita alegria. O primo é muito popular e bem quisto por todos.
                      Em seguida, partimos para um compromisso especial: visitar uma unidade da Fazenda Esperança, a cerca de vinte quilômetros do centro da cidade, em meio ao árido cerrado. Esta unidade se dedica à recuperação de jovens drogados, do sexo masculino. Hoje é dia da visita mensal dos familiares dos recuperandos (assim são chamados os internos), e, em especial, um dos jovens estará recebendo o seu certificado de conclusão do tratamento, que tem um ano de duração. Ele será devolvido à sociedade e à sua família, e passará a integrar um grupo de acompanhamento de pós-tratamento. Foi uma bela e comovente cerimônia, que se iniciou com a apresentação de todos os presentes, inclusive nós, seguida de Santa Missa, depoimento do formando e de seus familiares, e concluindo com delicioso almoço preparado pelos jovens internos. Que belo trabalho é desenvolvido ali. Desta atividade não fizemos fotos, tendo em vista a sua particularidade.

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                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #12
                        GCFC Ósmar e Terezinha, que linda viagem!

                        A reparar as lindas camisetas dos Fazedores de Chuva que o casal veste, a maneira coloquial de fazer os relatos, nos dando a impressão que estamos juntos e a experiência de viverem a realidade de uma região e de um estado em particular, tão rico e generoso com a mansidão da sua gente que merece mais, muito mais respeito de quem tem a obrigação de fazer.

                        Parabéns ao Bispo pelo seu lindo trabalho e ainda bem que tem gente como ele e os que o rodeiam, que nos orgulham.

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                        • Dolor
                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #13
                          Juazeiro do Norte


                          Segunda-feira, 3 de setembro.

                          Para o café da manhã, recebemos a ilustre visita do bispo, quando então tivemos mais uma oportunidade de “beber” da sua sabedoria. Como é bom conversar com ele, ouvir suas colocações, seus pontos de vista, sempre com muita calma e imparcialidade.

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                          Café da manhã com Dom Enemésio, Terezinha mais eu

                          Saímos de Balsas com nossos corações renovados. Seguimos pela BR 230, que nessa região corta imensas áreas cultivadas, justificando o título de grande produtora de grãos – milho e soja. Mais adiante, já aparece a caatinga. Está seca pela falta de chuvas. Em pouco tempo chegamos ao Rio Parnaíba, divisa com Piauí, nas cidades de Barão de Grajaú e Floriano.

                          O sol inclemente nos obriga a seguidas paradas, atrasando a viagem. Água, necessitamos beber muita água. Finalmente chegamos a Picos, onde pretendemos pernoitar. Escolhemos o Hotel Picos (www.picoshotel.com.br). Para jantar, bode assado e baião de dois. Bom!

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                          Cajuína para matar a sede.

                          Terça-feira, 4 de setembro.

                          Agora seguiremos pela BR 316 e rodovias estaduais, cortando a Chapada do Araripe, para chegar a Exú, onde visitamos o Parque Aza Branca, e sua principal atração: o Museu do Gonzagão, o Rei do Baião. Ali estão preservados, a casa onde viveram Luiz Gonzaga e sua família, a casa onde viveu Januário, seu pai, além de seu mauzoléu, e um grande acervo de objetos pessoais, e seus discos, começando por antigos “78 rotações”, passando por “LP” e Compactos, até os atuais CD.


                          E cento e poucos quilômetros depois, chegamos a Juazeiro do Norte, e de pronto fomos visitar a sua maior atração: o Horto Padre Cícero, local de peregrinação de milhares de nordestinos. Como estamos na metade da semana, o movimento é pequeno, mas nos informaram que em finais de semana, a cidade recebe centenas de milhares de romeiros.

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                          Horto do Padre Cicero

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                          A venerável "stauta" do Padre Cícero

                          Estamos hospedados no Hotel Verdes Vales (www.hotelverdesvales.com.br).

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                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #14
                            Recife

                            Quarta-feira, 5 de setembro.

                            Saímos de Juazeiro do Norte pela Rodovia Padre Cícero, andamos pequeno trecho pela BR 116 para em seguida tomarmos a nossa velha conhecida BR 230, que nos levou a Campina Grande, onde nos hospedamos Hotel Garden (gardenhotelcampina.com). O hotel é bom, mas a internet...

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                            Hoje é uma data especial para nós: completamos 42 anos de casamento, e para comemorar, um jantar a dois. Boa comida, bom vinho. Excelente!

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                            Quinta-feira, 6 de setembro. BR 230 agora duplicada.

                            Em João Pessoa, visita ao Palácio da Redenção, sede do governo do Estado;

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                            na Ponta Seixas, visita ao Farol Cabo Branco, que marca o ponto extremo oriental da América do Sul;

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                            e em Cabedelo, o marco do quilômetro zero da BR 230, a Rodovia Transamazônica.

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                            Pela BR 101, seguimos para Recife, onde tivemos a oportunidade de rever o Grande Cacique Fazedor de Chuva Tácio Ulisses, com ele darmos uma “banda” de moto pela cidade à noite, conhecer o Clube da Moto,

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                            e por fim, jantarmos No Parraxaxá, excelente restaurante típico nordestino.

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                            Excelente noite.
                            Última edição por Dolor; 07-09-12, 02:27.

                            Comentário

                            • Dolor
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #15
                              GCFC Ósmar e Terezinha, vou ter que me aligeirar porque vocês estão matando dois coelhos numa só cajadada, fazendo o desafio Bandeirante Fazedores de Chuva e também o Cardeal Fazedor de Chuva!

                              Vai faltar peito para tanta medalha, mas vocês merecem e será um prazer certifica-los quando do término dos desafios, provando que vocês praticam ao pé da letra o slogan dos FC:

                              "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem..."

                              Agora a pergunta que não quer calar:

                              Aquele senhor, isto, esse velhinho, que está a direita de vocês, de camisa polo rosa, quem é?

                              Parece que o conheço...mas está tão acabadinho....lembra de longe o Tácio, o GCFC Curumim Feliz!

                              Será que é ele mesmo?

                              Aproveitando ainda a deixa, parabéns pelos 42 anos de casamento, que também se aplica em gênero, número e grau com o slogan dos FC!

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