Bandeirantando

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  • Osmar
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2011
    • 257

    #136
    Olá Jacob!
    Pois é, esse pequeno trecho, de aproximadamente uma dúzia de quilômetros, é um desvio na rodovia que liga Paramaribo a Albina (na fronteira com a Guiana Francesa), pouco antes de chegar a Moengo. A estrada é de terra, coberta com pó de bauxita, daí a coloração avermelhada. Com chuva, aquilo vira um lodo vermelho, grudento e escorregadio, dificultando sobremaneira a pilotagem. Mas a GS se comportou bem, e conseguimos passar apesar de termos ficado irreconhecíveis, de tanta lama. A foto ilustra bem o estado da rodovia.
    Forte abraço, e grato pelo contato.
    Osmar e Terezinha

    Comentário

    • Osmar
      Fazedor de Chuva

      • Sep 2011
      • 257

      #137
      Domingo, 17 de fevereiro

      Chuva, muita chuva!

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      Área da piscina do Hotel North Resort, em Paramaribo

      Choveu muito neste final de semana. Ontem praticamente o dia todo, e hoje não foi diferente. Começam a aparecer alagamentos nas ruas, e até no estacionamento do hotel. A moto está sobre uma grande poça de água. Água limpa, da chuva. Não tenho dúvidas: consegui uma escova, um esfregão, e de short lá fui eu dar um trato nela. Na moto. Em pouco tempo, debaixo da chuva, consegui remover quase toda a lama da bauxita que grudou nela ontem. Ficou limpinha! E eu, na chuva, aproveitei para refrescar um pouco a cabeça. Por alguns instantes até esqueci-me da preocupação com o visto para a Guiana Francesa.

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      Uma das alas de apartamentos do North Resort

      É, mas ainda precisávamos providenciar alguns itens exigidos para o visto. E assim, com ares de quem não quer nada, fui falar com a recepcionista do hotel, que até então vinha se mostrando muito simpática para conosco. Mostrei-lhe a lista de exigências, e pronto. Meus problemas acabaram!
      Em poucos minutos ela fotocopiou nossos passaportes, todas as folhas com anotações. O meu já está quase cheio, com apenas três páginas em branco. E os documentos da moto também. Entre todas as cópias, acho que foram mais de cinquenta folhas. Beleza! Quanto custa? Nada. É cortesia. Maravilha! Obrigado!
      E as fotos? Onde fazer as fotos num domingo chuvoso?
      Novamente nossa amiga recepcionista em ação. Alguns telefonemas e localizou um estúdio fotográfico num shopping próximo ao hotel, aberto até as dez da noite. Em seguida chamou um taxi e explicou ao motorista onde nos levar. Fácil assim!

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      Jardim do hotel

      Nessa noite fomos dormir um pouco mais tranqüilos, pois já tínhamos providenciado todas as exigências para o visto, exceto o tal seguro para a moto. Amanhã, segunda-feira, levantaríamos bem cedo, para que, quando a Embaixada da França abrisse as portas, nós já estaríamos lá, aguardando. Seríamos os primeiros da fila. Se houvesse fila.
      Dormi imaginando uma forma de convencer Mademoiselle Geslaine a nos conceder o visto.

      Comentário

      • Osmar
        Fazedor de Chuva

        • Sep 2011
        • 257

        #138
        Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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        Olha eu aí, chegando na Guiana Francesa!

        Segunda-feira, 18 de fevereiro

        Confusões à Francesa

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        Rua em frente ao hotel, alagada pelas chuvas do final de semana

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        Quem é de circo não se aperta!

        Hoje pela manhã acordamos mais cedo que de costume, e fomos para a embaixada da França, bem no centro da cidade. Mas antes, minuciosa conferência dos itens exigidos parta a concessão do visto. Tudo providenciado, exceto o bendito seguro para a moto. Até mesmo as fotos, feitas ontem às pressas, sem paletó e gravata, mas com barba aparada, cabelos penteados, e aquela “carinha” de quem precisa do visto, só para passar...
        Nada de fila. Chegamos e já fomos atendidos. Coleta de impressões digitais, foto digital, e mandaram esperar. Dez minutos depois, já estávamos na rua, com os vistos nos respectivos passaportes. Rápido! Visto válido para trinta dias somente, sendo dez dias de estadia. Ou seja, a partir do momento que ingressássemos na GF, teríamos dez dias para deixá-la. Suficiente, se não houver contratempos. Antes de esgotar esse prazo deveremos estar no Amapá. Esse é o plano.
        E o seguro para a moto? Mlle Geslaine não questionou. Esqueceu? Não sei. Não perguntei. Só agradeci pela gentileza: “Merci”.
        Ainda não eram nove horas da manhã. Se apressássemos, poderíamos ainda cruzar para a GF na balsa das quinze horas. Então, voando para o hotel, checkout, e abastecer a moto, e num caixa eletrônico sacar alguns dólares surinameses, e se possível, cambiar por euros. Fizemos isso numa prática casa de câmbio com sistema drive-in, com simpáticas atendentes, onde nós, de moto, na chuva, fomos a atração.
        E lá vamos nós, pela segunda vez, enfrentar a rodovia até Albina.
        Ao deixar o Suriname, não posso me furtar de fazer alguns comentários, depois de atentas observações por parte destes viajantes, tudo cientificamente comprovado:
        No Suriname tem mais chineses do que na China;
        Neste mesmo Suriname, tem mais indianos do que na Índia, e mais negros do que na África.
        Ouvi dizer que lá também existem holandeses. Não vi nenhum, pero que hay, hay.
        E completando, em Paramarido existem mais cassinos do que em Las Vegas.

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        Esperando a balsa (ao fundo, outdoor do hotel que estávamos em Paramaribo)

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        Transporte alternativo para a travessia

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        Embarcando...

        Em Albina tomamos o Ferry (veja na foto os horários) que faz a travessia do rio Maroni, que serve de fronteira entre o Suriname e a Guiana Francesa. Quinze euros pela moto e piloto, e mais quatro euros pela garupa. Em menos de meia hora, já estávamos desembarcando em Saint Laurent Du Maroni. Se não tivéssemos o Visto, com certeza não nos deixariam sequer embarcar.

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        Bandeiras no mastro da balsa: da França, da União Européia, da Guiana Francesa, e da própria Balsa

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        Durante a travessia...

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        A moto acomodada entre os carros. Note-se a sujeira da lama de bauxita

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        Transporte alternativo

        Na aduana da Guiana Francesa o trabalho flui rápido. Vistos conferidos, passaportes carimbados, documentos da moto examinados, bagagem revisada e pronto! Já estamos liberados.

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        Desembarcando na Guiana Francesa

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        Agora o trânsito é pela direita

        E foi aí que cometi o maior vacilo da viagem: fui ao banheiro.
        É fundamento básico do viajante, quando liberado por um policial se afastar imediatamente da área. O preço pago pela não observância foi alto.
        Quando voltei, e estava ligando a moto, a policial que já havia nos liberado, me chamou e pediu para ver o seguro da moto. Seguro da moto? Sim, seguro da moto para rodar pela Guiana Francesa. Gelei! Mostrei a ela o DPVAT e o seguro total que tenho da Porto Seguro, tudo do Brasil. Não enganei. Precisa fazer o seguro. Sua moto não pode rodar na GF sem seguro, disse ela.
        Nesse momento a funcionária chefe da aduana, que falava espanhol, interveio e designou um funcionário da aduana para me levar até um escritório de seguros, no centro da cidade, para fazer o tal seguro. Fomos de carro oficial. Em três escritórios, de diferentes companhias, e em nenhum deles faz o tal seguro.
        Voltamos de mãos vazias. Pensei comigo: se não tem como fazer o tal seguro, eles me liberam e numa cidade maior, Caiena, eu faço o tal seguro. Mas a tal policial não pensou assim. Ela olhou para o Ferry que partiria em alguns minutos para Albina, olhou para mim, apontou para o Ferry, e fez sinal para voltarmos para o Suriname. E vai logo que é a última travessia de hoje. A ideia era pernoitar em Albina e retornar amanhã. E pediu os passaportes para carimbarem a nossa saída da Guiana Francesa, onde mal tínhamos chegado. Conversa vai, conversa vem, tudo através de intérpretes, porque a tal policial só falava em francês, eu consegui não embarcarmos. Ela não podia me obrigar a voltar. Mas também não seguimos viagem. De nada me adiantaria voltar para Albina. Lá não conseguiria fazer o tal seguro. Insisti em não ir, e a última balsa do dia partiu.
        Explicou ela que a moto não poderia ficar ali, por motivo de segurança. Ao final da tarde, o local seria fechado, e havia risco de roubo. Dormirei aqui, junto à moto, falei.
        Nisso apareceu um brasileiro, morador da GF, o Patrick, que passou a me ajudar na conversação. Através dele conseguimos dialogar melhor com a policial, que se mantinha irredutível quanto ao seguro. Sugeri ir para um hotel na cidade, levar a moto para lá, e amanhã retornaria para tratarmos do seguro. Negativo! A moto não pode rodar na GF sem seguro.
        Disse-me o Patrick, que amanhã seria outra equipe de policiais a trabalhar ali, e poderiam me liberar sem o seguro. Que tal seguro é uma exigência legal, porém, nenhuma seguradora o faz. Então, fica a critério do bom senso policial. Se a gente der azar, como eu dei, de pegar um policial cri-cri, tá ferrado!
        Depois de muita conversa, Patrick conseguiu compor com a policial uma forma segura de passarmos a noite: nós iríamos para um hotel, e a moto para o quartel da polícia. E assim foi feito.
        Eram seis e meia da tarde quando a repartição foi fechada. A policial foi em carro oficial, e nós a seguimos até o quartel, local seguro para a moto passar a noite. Transferimos nossa bagagem para o carro da policial que nos levou até o hotel. No trajeto, ela conversava conosco, agora em inglês, como se nada de ruim tivesse acontecido. Afinal, o problema que ela criou conosco, ficaria para outro resolver amanhã. Minha vontade era de...
        O hotel que Patrick reservou para nós fica bem no centro de Sain Laurent Du Maroni, o melhor da cidade. Hotel Star. Hotelzinho ruim demais. E caro: 70 euros.
        Resumo da história: estão a me exigir um seguro para a moto, que ninguém faz por aqui. Amanhã vamos ver com alguma seguradora de Caiena. Se não conseguir, vou ligar para a embaixada do Brasil.

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        • Osmar
          Fazedor de Chuva

          • Sep 2011
          • 257

          #139
          Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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          Com o Nilson, o nosso anjo da guarda na Guiana Francesa

          Solução à Brasileira

          Terça-feira, 19 de fevereiro.

          Conheci o Nilson ontem, quando fazíamos o check-in no Hotel Stars, em Saint Laurent Du Maroni. Ele estava trabalhando na portaria do hotel. Recebeu-nos falando francês, mas logo nos identificamos como brasileiros e então ele também passou a falar em português. Natural da Guiana Francesa morou muito tempo no Amapá. Falei-lhe sobre nosso problema, do seguro para a moto, e ele muito tranquilamente respondeu: amanhã resolveremos isso. Indicou-nos um bom restaurante para jantarmos, ajudou-me na conexão com a internet, e combinamos nos encontrar na manhã seguinte, ali mesmo no hotel, para liberarmos a moto.
          A noite foi longa. O relógio literalmente parou. Não conseguia dormir, e o meu pensamento girava em torno da moto, que estava lá no quartel da polícia, para onde a levei por motivo de segurança. Estava imaginando uma maneira de fazer o tal seguro para liberar a moto, quando Terezinha perguntou-me: como faremos para liberar nossa moto que está presa no quartel da polícia?
          A moto não está presa no quartel da polícia, respondi. Foi para lá levada por motivo de segurança, já que não poderia ter entrado no país sem o tal seguro, e não poderia ficar na área da aduana aguardando solução, por falta de segurança no local. Mas isto, na prática, significa moto presa! Como vou fazer agora para reaver nossa moto? Como vou entrar no quartel da polícia e pegar a nossa moto? Gelei e senti um estranho gosto de “vou entrar em pânico”.
          Finalmente amanheceu. Como combinado, Nilson apareceu e fomos logo para o escritório de uma seguradora. Para minha surpresa, um dos que tínhamos ido ontem, com o oficial da aduana. A moça atendente me reconheceu. Nilson falou com ela em francês, e ela respondia a ele em francês, olhando para mim. E eu nada entendia. Em seguida ela me pediu os documentos da moto e o seguro pessoal, meu e de Terezinha, e fez uma ligação telefônica. Mais tarde descobri que ela ligou para o chefe da Polícia e explicou a situação do seguro da moto. Quando desligou, disse que deveríamos procurar o chefe da Polícia.
          E foi o que fizemos. Fomos ao quartel da polícia, o mesmo onde estava a nossa moto. Ele, o chefe, ouviu atentamente as explicações do Nilson, examinou os documentos que eu tinha (passaporte, visto e seguro pessoal), conversou com um assessor, e falou para o Nilson, em francês, mas que eu entendi perfeitamente: podem levar a moto. Ela está liberada.
          Voltei a respirar. Terezinha não cabia em si de tanta alegria.
          Perguntei ao Nilson, como foi assim tão fácil? Com toda a humildade que lhe era peculiar, disse que explicou ao chefe a nossa situação de turistas em trânsito para o Brasil, que lhe mostrou nossos vistos recentemente concedidos (ontem) pela embaixada em Paramaribo, onde todos os documentos necessários foram apresentados, e que fomos liberados para passar, e para isto tínhamos somente dez dias. Também, que ajudou muito a ligação que a funcionária da seguradora fez para o chefe da polícia, confirmando que nenhuma seguradora faz esse tal seguro exigido.
          Em poucos minutos já estávamos partindo. Mas antes, nosso muito obrigado ao Nilson, que com muita competência, tranquilidade e camaradagem, dedicou horas de sua folga para nos ajudar, e devolver-nos o prazer pela viagem de moto. Merci, mon ami!

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          A rodovia N1, na Guiana Francesa

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          Em direção a Caiena. Vamos rodar...

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          Estamos no caminho certo

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          Ponte estreita. Um veículo por vez. Não avançar se vier veículo em sentido contrário

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          Apesar de não ter acostamento, é uma excelente estrada. Pouco movimento.

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          Caiena, estamos chegando!

          A estrada para Caiena é maravilhosa. Pavimento em perfeitas condições, e algumas curvas para quebrar a monotonia. Mas hoje pilotei com muito cuidado e dentro dos limites de velocidade, pois me avisaram que teríamos muitas barreiras policiais pelo caminho. Encontramos uma apenas, cujo policial limitou-se em ver nossos passaportes. Ufa!
          Caiena é uma cidade horizontal, bonita e limpa, diferente de todas que vimos por aqui. O trânsito flui normalmente, sem congestionamentos. Um belo lugar para se viver.
          Estamos hospedados no Novotel, e faltam duzentos quilômetros para chegamos ao Brasil, em Oiapoque, no Amapá. Acho que faremos isso amanhã.
          O custo de vida em Caiena, e em toda a Guiana Francesa, é muito alto para nossos padrões. A gasolina custa 1,73 Euros o litro, equivalente a R$4,53. A diária no Novotel em apartamento standart para duas pessoas, custou 211 Euros (R$555,44). Um lanche para dois no restaurante do Novotel, custou R$101,35.
          À tarde, enquanto conhecíamos a cidade, encontramos um supermercado Carrefour bastante grande. Entramos para conhecer, e ficamos impressionados com o que vimos. Enorme, repleto de produtos das mais diversas procedências, notadamente da França. A gôndola de águas parecia não ter fim: uma infinidade de marcas, tamanhos e preços. E a de vinhos então! Do mundo inteiro, mas especialmente os franceses. Queijos, presuntos, patês, chocolates, lácteos, de deixar qualquer um boquiaberto.
          Por tudo isso, decidimos ficar uma noite apenas por aqui. Vamos embora antes que algum policial maluco venha nos fazer exigências absurdas...

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          Estacionamento do Novotel. Moto na sombra de árvores

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          Em frente ao Novotel, em Caiena

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          Saúde!

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          Um delicioso Panini de frango

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          Deck do Novotel. Ao fundo, o Mar do Caribe

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          Cité Administrative Guyane La Région

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          Embaixada do Brasil em Caiena

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          Olha eu aí, de moto, no Mar do Caribe!

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          Terezinha também estava lá!

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          Rua no centro de Caiena

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          Praça Central

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          Prefeitura de Caiena

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          Repartição Pública na Praça Central

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          A Praça Central, vista por outro ângulo

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          Mais Praça Central

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          Avenida Général de Gaulle, Caiena

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          • Proftel
            Fazedor de Chuva
            • Apr 2013
            • 343

            #140
            Ow!

            Peraí!

            Pense, um casal que faz tudo isso não pode ter um passaporte comum!

            Precisa ter um passaporte DIPLOMÁTICO!

            Vou lá onde deve ser postada a idéia!

            :-)

            Comentário

            • Osmar
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2011
              • 257

              #141
              Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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              Embarcando a moto para a travessia do Rio Oiapoque

              A Conquista das Guianas: chegamos a Oiapoque

              Quarta-feira, 20 de fevereiro.

              N2 é a rodovia que liga Caiena a Saint Georges de l´Oyapock, na fronteira com o Brasil. Aproximadamente duzentos quilômetros de estrada boa, asfalto perfeito, sem buracos, sem surpresas nas entradas e saídas de pontes, pouco movimento, mas com muitas curvas. Tem-se a impressão de que quando construíram a rodovia, a maior preocupação foi não agredir a natureza, por isso ela é estreita e ondulada, acompanhando os caprichos do terreno, com poucos cortes em morros e quase nenhum aterro. E como tem acontecido nos últimos dias, a chuva foi nossa companheira. Mas não atrapalhou muito a viagem. Viajamos devagar, curtindo a paisagem e saboreando os últimos quilômetros faltantes para retornarmos ao Brasil. Estamos virando sapos.

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              A Rodovia N2, na Guiana Francesa. Pavimento impecável

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              Ponte estreita. Um veículo por vez

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              Cruzando a ponte estreita

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              A N2 corta a floresta amazônica

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              Chegando à fronteira

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              O Brasil está logo ali!

              A saída da Guiana Francesa ainda é pelo centro da pequena cidade de Saint-Georges, onde está o prédio da PAF – Police aux Frontières, ramo da Police Nationale encarregado da vigilância de fronteiras, que funciona das 8 às 12 e das 14 às 18 horas, e onde se toma a balsa para a travessia do rio Oiapoque. Ou, na falta desta, via transporte alternativo.
              A ponte que liga os dois países já está pronta, porém não pode ser utilizada porque ainda não foi inaugurada. Não foi inaugurada, porque o governo brasileiro não cumpriu sua parte no acordo para a ligação asfáltica entre os dois países. No lado da Guiana está tudo pronto: estradas e acessos asfaltados, instalações policiais, alfandegárias e de outros órgãos de controle. No lado brasileiro, nada! Nada de acessos, nada de instalações. Inclusive falta asfaltar cento e oito quilômetros da BR 156, que liga Macapá à cidade de Oiapoque. Inacreditável!
              Mais tarde, já em Maceió, e conversando com o GCFC Omena, que fez esse trajeto ano passado, fiquei sabendo que é possível cruzar o rio pela ponte: basta forçar a barra um pouquinho, com o guarda da ponte, no lado da Guiana.

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              Instalações fronteiriças na Guiana Francesa

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              Terezinha foi conferir

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              Ao fundo, a ponte que liga os dois países, ainda não inaugurada

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              Ali está ela. Prontinha...

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              O centro de Saint Georges, na Guiana

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              O Rio Oiapoque, visto do centro de Saint Georges

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              Praça Central de Saint Georges

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              Repartição Pública na Guiana

              A travessia do rio Oiapoque é feita através de uma balsa, mas como nesta época o movimento é pouco, ela quase não opera. Somente quando é solicitada, e custa 400 Euros a travessia. Isto significa que, se passar só a moto, tem que pagar integral. Dois ou mais veículos, dividem. Como só havia nós para passar, então, para a moto, a solução é o transporte alternativo, em pequenas canoas.
              Existem dois grupos de “atravessadores” do rio. O amarelo (porque usam camiseta amarela) e o verde (camiseta verde), e que, quando vêem algum provável cliente, imediatamente começam a disputar quem levará. Depois de presenciar acirrada discussão, mútua troca de acusações, elogios e outras sutilezas, optamos por um grupo misto: chefe verde e dois auxiliares, um amarelo e um neutro. E eu reforçando a equipe. Custou 60 Euros, aí incluídas a carga e descarga. Sim, porque não é fácil colocar uma moto grande em uma canoa pequena, que não é apropriada para isso. Terezinha ficou encarregada de fotografar as operações de carga e descarga. E como sempre, o fez com muita competência. A chuva prejudicou um pouco a “fotografação” do desembarque, que foi feita à distância, de um abrigo próximo.
              Moto embarcada, lá vamos nós em direção ao Brasil. A travessia demora em torno de meia hora, isto porque é necessário navegar rio acima, por uns três ou quatro quilômetros. Nesse ponto, o rio Oiapoque tem largura variando de trezentos a quinhentos metros, águas limpas, calmas, e intenso movimento de pequenas embarcações, tanto de pescadores em direção ao Oceano, quanto de ribeirinhos, turistas e motociclistas aventureiros.
              Ao deixarmos a Guiana Francesa para trás, veio-me à lembrança um dos objetivos dessa viagem: visitar os três países da América do Sul que ainda não conhecíamos, ou seja, as Guianas, de moto. Tarefa cumprida!

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              Preparando para embarcar

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              Canoa (transporte alternativo) a postos

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              Rampa em posição

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              Todo cuidado é pouco!

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              E aos poucos ela vai se acomodando na canoa

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              Um trabalho de paciência

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              Já está quase lá!

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              Acertando os últimos detalhes...

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              Amarrando firmemente. Nós de marinheiro

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              Moto embarcada, aproveito para uma pequena faxina...

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              Conferindo a segurança

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              Minha vez de embarcar

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              Navegando...

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              Olhos atentos

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              A ponte ainda não inaugurada

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              Ali está, a cidade brasileira de Oiapoque

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              Desembarcando no Brasil

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              O desembarque é uma verdadeira operação de guerra

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              Finalmente!

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              A equipe. O chefe exibe orgulhoso os Euros merecidamente ganhos

              Agora vamos para o objetivo seguinte: visitar e nele rodar de moto, o único estado brasileiro que ainda não conhecemos: o Amapá. Não querendo ser otimista, mas acho que cumprimos esse objetivo também, ao nos deslocarmos do desembarcadouro até o hotel, em Oiapoque. Foram apenas quinhentos metros, mas pertencentes ao Amapá.
              No centro da cidade de Oiapoque, às margens do rio, encontramos um marco, muito bonito, bem conservado, com bandeira do Brasil hasteada, e com os dizeres: “Município de Oiapoque. Aqui inicia o Brasil”, e trechos do nosso Hino Nacional. Não tivemos dúvida: fotografamos para marcar nossa passagem pelo local.
              Agora, eu e Terezinha já podemos dizer que fizemos “do Chuí ao Oiapoque”, de moto.
              Estamos hospedados no Hotel Floresta (www.floresta.fr), telefones (96) 8807-6168, 3521-1250 e 4204-021, na margem do rio Oiapoque. Hotel simples, confortável, preço razoável e com vista privilegiada do rio. É muito usado pelo pessoal da GF, pois os avisos espalhados pelo hotel estão grafados em francês. E em português também.

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              O Rio Oiapoque, visto do Hotel Floresta

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              Aqui começa o Brasil!

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              Verás que um filho teu não foge à luta

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              A ponte, vista da cidade de Oiapoque

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              Mais uma para marcar bem nossa passagem por aqui

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              Trecho percorrido no dia de hoje: 184 km aprox.

              Comentário

              • Osmar
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2011
                • 257

                #142
                Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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                Somos nós, e nossa sombra!

                Macapá, a Capital do Meio do Mundo

                Quinta-feira, 21 de fevereiro.

                A BR 156 liga a cidade de Oiapoque, no Norte do Amapá, a Macapá, no sul. Nos mapas rodoviários, consta asfaltada em todos os 580 quilômetros.
                Logo no início, nos primeiros 47 quilômetros, a estrada é muito boa. Pavimento impecável, nada de movimento. A rodovia corta a floresta, desenhando curvas graciosas que aumentam o prazer de pilotar. Não fosse a chuva forte que caia incessantemente, seria perfeito.

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                Assim estava nosso quarto no Hotel Floresta, em Oiapoque

                Mas de repente, sem avisos, sem placas, o asfalto acaba e somos jogados naquilo que seria um dos piores trechos que já fizemos, durante toda a viagem. Andando em primeira marcha, e às vezes em segunda, avançávamos a dez, às vezes a vinte quilômetros por hora, quando muito. Não mais que isso. Buracos, pedras, trechos escorregadios, e atoleiros. Os temidos atoleiros. Tudo isso agravado por muita chuva. Por seis vezes, a situação exigiu que Terezinha descesse da moto para eu seguir só, até passar a região mais crítica.
                Não contamos quantas pontes, mas seguramente são mais de meia centena. Pontes de madeira, com dois trilhos de três pranchas longitudinais cada, que são verdadeiras armadilhas, pois algumas estão separadas por uma brecha capaz de engolir e trancar o pneu dianteiro. Se isso acontecer, é queda na certa.
                Esta agonia se arrasta por intermináveis 108 quilômetros, que demoramos mais de seis horas para percorrer, quando finalmente se atinge novamente o asfalto. O bom e velho asfalto. Agora é uma estrada nova, bonita, aqui e ali alguns operários fazendo trabalhos de acabamento ao longo da rodovia, e por ela iremos até Macapá, sem sobressaltos.

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                A BR 165, no Amapá, trecho asfaltado

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                Agora falta pouco!

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                Extensas plantações de eucaliptos...

                Até a chuva é bem vinda, agora, em cima do asfalto. Penso que até me ajudará a tirar um pouco da lama que grudou na moto, nas botas, na roupa. Mas que nada. Só esfregando com água e sabão.
                Pelo caminho, vi dois lugares para abastecimento: em Calçoene (tem que entrar na cidade) e em Tartarugalzinho. Neste último, já passando das três horas da tarde, o frentista nos ofereceu duas laranjas, já descascadas, como cortesia por termos parado ali para abastecer. Foi o nosso almoço. E com certeza, as melhores laranjas que já comemos. Muito obrigado, seu moço!
                Uma curiosidade: você sabia que no Estado do Amapá existe uma cidade chamada Amapá? Pois tem mesmo. E com cerca de oito mil habitantes (censo de 2010). Passamos bem pertinho dela. Imagina a confusão que passa pela nossa cabeça, quando se vê placa à beira da rodovia informando faltar tantos quilômetros para Amapá!

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                Agora falta pouco, muito pouco, pouco mesmo!

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                Emf Macapá, alguém revoltado contra o governo

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                Fortaleza de São José de Macapá

                Chegamos a Macapá à tardinha e nos hospedamos no Hotel Rio Mar (www.riomar-ap.com). Novo e muito bom. Banho de chuveiro, de roupa e tudo!
                Devido às fortes chuvas que insistiam em nos acompanhar, não temos fotos do trecho da estrada de terra, e poucas do trecho de asfalto. A chuva parou e o sol apareceu quando já estávamos chegando a Macapá. Uma de nossas máquinas fotográficas não está mais funcionando, devido a umidade. Estamos preservando a outra.

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                Mapa do trecho percorrido hoje: 580 quilômetros

                Comentário

                • Osmar
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2011
                  • 257

                  #143
                  Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”,

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                  Palácio do Setentrião, sede do Governo do Estado do Amapá

                  Macapá

                  Sexta-feira, 22 de fevereiro

                  Dia dedicado à faxina: lavação de roupas, lavação da moto.
                  À tarde, fomos até Santana, um município vizinho, onde está o porto no Rio Amazonas, e compramos passagem de barco para Belém, para o domingo, dia 24, na Agência de Passagem Nossa Senhora de Nazaré. Iremos no NM (navio motor) Coronel José Júlio. Por um camarote mais a moto, paguei R$700,00. Em dinheiro. Sairemos às 10 horas de manhã, com chegada em Belém prevista para a manhã do dia seguinte.

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                  Em Santana, contratar o barco para Belém

                  À noite, um dos melhores momentos da viagem: fomos jantar na casa de um casal amigo, Heitor e Andréa, que conhecemos através do nosso amigo João da Palhoça. Buscaram-nos de carro no hotel e nos levaram para a sua casa, num bairro da cidade, onde Heitor mostrou toda a sua habilidade de churrasqueiro, e Andréa os seus dotes na cozinha mineira. O jantar estava maravilhoso. A cervejinha também.

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                  Com os amigos Andréa e Heitor


                  Sábado, 23 de fevereiro

                  Hoje pela manhã importante compromisso para marcar nossa passagem pela capital do Amapá: fotografar em frente à sede do governo do estado, aqui em Macapá, o Palácio do Setentrião, para cumprimento de mais uma etapa do desafio Bandeirante Fazedor de Chuva.
                  Heitor e Andrea vieram de carro, acompanhados da filha Gabi, para participar da seção fotográfica. Depois de cumprido o compromisso, saímos com eles, de carona no carro deles, com magnífico ar condicionado, a conhecer os principais pontos turísticos e atrações da cidade.

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                  Gabi, Andréa e Heitor

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                  O Palácio do Setentrião

                  O primeiro deles foi a Fortaleza de São José de Macapá. Em sua construção a presença da mão-de-obra cabocla e indígena, sob as ordens do colonizador europeu. Na proposta inicial, a defesa de nossa costa, hoje é um símbolo de resistência. No seu interior, a imagem do padroeiro São José, e na capela, a benção ao monumento que passou a ser o principal cartão postal da cidade. Cidade forte, testemunhando as transformações desta Macapá morena.
                  Depois fomos ao Complexo Beira-Rio, composto de trapiche que avança rio Amazonas adentro, de diversos bares e quiosques, e muito espaço para caminhadas e descontração.

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                  A Fortaleza de São José de Macapá

                  Outro monumento importantíssimo é o Marco Zero do Equador, praticamente no centro da cidade.
                  Onde moram os macapaenses? No meio do mundo, na esquina do Rio Amazonas. E o meio do mundo é o Marco Zero do Equador... O marco inicial... Dessa grande capital. É aqui que contemplam os equinócios que são atrativos até mesmo para a comunidade internacional. Quem visita o Marco Zero pode estar no Norte e no Sul em segundos... Isso é da vontade de cada um.

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                  Aí está o Marco Zero. Belíssimo monumento!

                  Por fim, o Museu Sacaca. O ribeirinho vai à caça na madrugada; nos finais de semana pesca no igarapé; o resto da família procura desenvolver as suas roças, perfazendo o cenário caboclo e seu cotidiano da floresta. Às vezes quebrado por regatões que singram igarapés e rios, levando e trazendo seus produtos como parte do escoamento da produção. Parte desse cenário é retratada no Museu Sacaca, que leva o nome do grande curandeiro da região.

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                  A estátua do mentor do Museu Sacaca

                  À noite, com eles fomos conhecer a orla do rio, repleta de quiosques oferecendo comidas e bebidas típicas, e com intensa vida noturna. Poderia afirmar que grande parte da população da cidade vai até ali para desfrutar o fim de tarde/início da noite. Um lugar muito agradável.
                  Nosso agradecimento aos amigos Heitor, Andréa e Gabi, pelo maravilhoso dia que nos proporcionaram. Vocês foram anjos da guarda para nós. Muito obrigado!

                  Comentário

                  • Osmar
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2011
                    • 257

                    #144
                    Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”,

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                    Navegando...

                    Domingo, 24 de fevereiro.

                    Era intenso o movimento no porto de Santana na manhã do domingo. Barcos chegando, trazendo passageiros e mercadorias: peixes, frutas, farinha, etc. E barcos partindo, levando passageiros, motociclistas e suas motos e muitas saudades. Saudades dos amigos que aqui fizemos e aqui deixamos. Foi um final de semana inesquecível em Macapá, na companhia dos amigos Heitor, Andréa e Gabi. Quiséramos ficar mais, porém ainda temos muito que percorrer. Um dia, quem sabe...
                    O nosso barco, o NM Coronel José Julio já estava bastante carregado quando chegamos. Foi fácil embarcar a moto, pois ele estava alinhado com o piso do cais. Entramos rodando. E o barco partiu exatamente na hora prevista, dez da manhã, em direção a Belém, a capital do Estado do Pará.

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                    Porto do Grego, em Santana, próximo a Macapá

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                    Preparando para o embarque...

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                    Até que foi fácil!

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                    Toda amarrada para evitar queda, em caso de balanço do navio

                    Vida a bordo

                    O Coronel José Julio é um barco de ferro, velho, mas se revelou bastante rápido. Ficamos em um dos quatro camarotes. Equipado com ar condicionado (um aparelho para dois camarotes) e duas camas em forma de beliche. E só. Nada de mesa, cadeira, armário, cabide, ou qualquer outro item de conforto.
                    Banheiros de uso comum a todos os passageiros e tripulantes, na popa.
                    A grande maioria das pessoas viaja em suas próprias redes. Homens, mulheres e crianças passam o dia todo, e a noite também, deitados em suas redes. No total, deveria haver ali umas cento e vinte pessoas.
                    Exceto o café da manhã, a comida não estava inclusa no preço da passagem. O almoço me lembrou a comida dos navios de cruzeiro, ou seja, nada a ver. Por dez reais, um PF bem servido com feijão, arroz, macarrão, maionese e carne de panela. Na mesa, farinha e água à vontade. Para o jantar, idem, idem, com opção de carne (a que sobrou do almoço) ou frango. Observo que poucas pessoas comem a comida servida no barco. A maioria trás sua própria comida, que muito me lembra o tradicional catanho, servido durante os exercícios de campo, nos bons e saudosos tempos de exército (o catanho consistia num lanche, à base de pães – dois, um com queijo e outro com doce, um ovo cozido e uma fruta, que podia ser laranja, ou banana, ou maçã). Como sempre, a farinha era impossível de ser comer, de tão dura que era.

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                    Tabela de preço das passagens

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                    Depois de zarpar, uma fotinha para lembrar

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                    Conferindo as amarrações...

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                    O nosso camarote. O Beliche.

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                    O almoço: um PF bem servido!

                    Sem internet a bordo, sem TV ou outra distração, restam poucas alternativas para fazer o tempo passar. A paisagem que desfila aos olhos muda pouco, quase nada. É mato e água para onde quer que se olhe. Às vezes as margens se aproximam e logo tornam a se afastar. Vez por outra, a casa de um ribeirinho quebra a monotonia do verde, e o balançar do barco indica que ele pegou uma onda deixada por outro barco que passou. É frequente encontrar grandes balsas carregadas de caminhões carretas, indo ou vindo.
                    A maioria dos passageiros (homens) vieram conversar comigo, e fizeram duas perguntas sobre a moto (que todos olhavam maravilhados): quanto corre? E, quanto custa?

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                    Crianças em frágeis canoas aguardam a passagem do barco para ganhar presentes que são atirados pelos passageiros

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                    Lá vem o pequerrucho pegar o seu!

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                    Um "racha" aquático

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                    Embarque no meio do rio, com o navio em movimento!

                    Segunda-feira, 25 de fevereiro.

                    O café da manhã a bordo foi mais ou menos o esperado: café preto já adoçado (mas muito adoçado), leite, biscoito cream cracker, margarina, e maçã. Bom demais!
                    Chegamos a Belém por volta das doze e trinta. O desembarque foi rápido e fácil, sem emoções. Do porto, rumamos direto para Raviera Motors, a revenda autorizada BMW Motorad em Belém, para um check-up na moto. Acho necessário uma boa olhada nas pastilhas dos freios, estado dos pneus, e funcionamento geral da moto depois dos trechos de estradas ruins por onde passamos.
                    Fomos muito bem recebidos e atendidos por todos, e em menos de duas horas já estávamos prontos. Agradeço ao Márcio que agilizou o atendimento, e inclusive reservando hotel para nós, nesta bela cidade.
                    Estamos hospedados no Ibis.

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                    Balsa transportando carretas com mercadorias

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                    Terezinha sempre por perto da moto!

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                    Eita vidinha mais ou menos!

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                    Escola para os ribeirinhos

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                    Belém à vista!

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                    Desembarcando...

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                    E uma jantinha básica em Belém, para compensar os PF: filhote grelhado com alcaparras

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                    O percurso do barco, contornando a Ilha de Marajó.

                    Com esta postagem, concluo o relato de visitas a todas as capitais dos estados brasileiros, eis que o restante desta viagem, ou seja, o trecho entre Belém do Pará e Balneário Camboriú em Santa Catarina, já foi incluído anteriormente, na medida do possível, durante a própria viagem.
                    Agradecemos de coração a todos os amigos que nos acompanharam durante este e os outros trajetos, quer lendo nossos relatos, quer vendo nossas fotos, quer nos mandando mensagens de carinho, de incentivo, de preocupação. Foi muito bom estar viajando por este Brasil afora, e ao mesmo tempo na companhia de todos vocês.
                    Grande e forte abraço,
                    Osmar e Terezinha
                    Última edição por Osmar; 15-07-13, 09:47.

                    Comentário

                    • João Batista de Lima
                      Fazedor de Chuva
                      • Mar 2012
                      • 4

                      #145
                      Grande Osmar e Terezinha!
                      Hj tirei um tempo para ler e curtir o relato desde o inicio. Nossa, que delicia viajar na imaginação com vcs nessa bela empreitada. Dá aquele friozinho na barriga e uma vontade louca de pegar a estrada. Valeu muito, meus amigos. Um grande abraço!
                      João

                      Comentário

                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #146
                        Urgente!

                        GCFC BFC CFC Osmar e Terezinha, a organização dos FC detectou que os seus desafiantes não visitaram os seguintes estados:

                        a - Iguaçu, oriundo do Paraná,
                        b - Tapajós e Carajás, do Pará,
                        c - Maranhão do Sul, Maranhão
                        d - Araguaia e Mato Grosso do Norte, do Mato Grosso
                        e - Rio São Francisco, desdobrado da Bahia
                        f - Gurgueia, do Piauí
                        g - Rio Negro, Solimões e Juruá, do Amazonas
                        h - Oiapoque, Amapá

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                        Mapa do Brasil segundo a visão dos nossos políticos

                        O estado do Iguaçu ficaria como regra três, mas aproveitamos para desenterra-lo no intuito de facilitar a nossa vida e mantê-los por mais tempo na estrada.

                        Por que?

                        Como poderemos ficar sem os relatos maravilhosos, cheio de detalhes, abrindo caminho para todos os FC que necessitam somente abrir o tópico de vocês, dispensando GPS, guias de turismo e mapas. Temos tudo; estradas, transportes, inclusive os alternativos, hotéis, distâncias, exigências, preços, enfim, desnecessário detalhar, mas incluir o mais importante de todos; os amigos que vocês fizeram pela estrada e outros revistos depois de longos e longos anos, mas com a chama da amizade acesa e permita-me a licença, patrimônio que nós nos sentimos como herdeiros.

                        Parabéns pela coragem, audácia e disposição em cortar as amarras do cotidiano, deixarem a zona do conforto de lado e perseguirem os seus sonhos, nos levando juntos neste desafio Bandeirante Fazedor de Chuva, cheio de perigos, muitas vezes, em cima da solidão compartida destas duas rodas, mas repletos de belezas que nos encantam e emocionam.

                        Foi muito bom ter estado com vocês nestes milhares de quilômetros, seus insanos inspiradores e motivadores Fazedores de Chuva, que levam ao pé da letra o nosso slogan: "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem..."

                        Obrigado!
                        Dolor e Angela

                        Comentário

                        • Osmar
                          Fazedor de Chuva

                          • Sep 2011
                          • 257

                          #147
                          Grandes Caciques, Dolor e Angela, e João Lima,
                          Muito agradecidos por vossas bondosas palavras a nosso respeito. Percorrer todos os Estados brasileiros visitando as respectivas capitais, foi para nós uma satisfação muito grande, antes de ser um desafio de difícil execução. Foram quatro viagens, todas muito prazerosas, alguns percalços pelo caminho, mas todas com resultados positivos, pois além de conhecermos a diversidade do povo brasileiro, seus usos e costumes, tivemos o privilégio de reencontrar com velhos amigos, e fazer muitos novos amigos. E claro, a cada quilômetro rodado, aumentando a cumplicidade existente entre nós.
                          Agora vejo com muita preocupação a intenção dos nossos políticos (nossos?) em criar mais uma dúzia de Estados. Espero que tais intenções fiquem mofando no Congresso Nacional por mais alguns séculos, juntamente com os milhares de projetos absurdos que lá estão. Mas, por outro lado, estejam certos de uma coisa: criado um novo Estado e instalado o governo, estaremos na frente da respectiva sede, com nossa moto, fazendo a foto de praxe.
                          Abraço a todos os Fazedores de Chuva, loucos por motos, devoradores de quilômetros, companheiros de aventuras.
                          Osmar e Terezinha

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