Bandeirantando

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  • Osmar
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2011
    • 257

    #121
    Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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    Linden, capital da região de Upper Demerara-Berbice, Guyana

    Segunda-feira, 11 de fevereiro

    Choveu durante a noite toda. Não muito forte, mas o suficiente para nos preocupar com o estado da estrada, que poderia piorar.
    Saímos da pousada por volta das nove, sem chuva, com sol fraco. Temperatura agradável para viajar. A chuva da noite não danificou a estrada. Pelo contrário, somente apagou a poeira. Estava gostoso rodar por aquela estrada de terra, que a GS vencia facilmente.

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    Saindo da Pousada Rock View

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    Primeiros sinais da floresta

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    Estrada boa, nenhum tráfego

    Logo chegamos à região onde a estrada adentra na floresta. Ali começa o Parque Iwokrama. A rodovia penetra na floresta, e parece que é engolida por ela. Fica cada vez mais estreita. Passagem para um carro apenas. Nenhum movimento de veículos. Um posto policial marca o início da reserva florestal. Ali precisamos nos identificar. Foi rápido.

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    Primeiro posto policial: pare e identifique-se!

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    A floresta exuberante

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    GPS operando no modo "Fora de Estrada", por conta do mapa não roteável

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    Muitos animais cruzam a estrada

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    A primeira atolada a gente nunca esquece

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    O barro grudou no pára-lama e trancou a roda dianteira

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    Alguém tem que fazer o serviço sujo

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    Terezinha posando para a foto

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    Opps, Uma cobra!

    Uma centena de quilômetros rodados e chegamos ao rio Essequibo, onde uma balsa faz a travessia dos veículos. Antes, porém, outro posto policial onde são novamente verificados todos os nossos documentos, e uma aduana que quer saber tudo da moto, ver todos os documentos que já mostramos antes.
    Tudo em ordem. Balsa, aqui vamos nós. Esta balsa opera diariamente, das 6 às 18 horas. Moto não paga.

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    Balsa para cruzar o rio Essequibo

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    Enquanto isso...

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    Árvores gigantescas nas margens da rodovia

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    Floresta exuberante

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    A estrada vista por outro ângulo

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    Mais um atoleiro vencido!

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    E mais outro pela frente!

    Já tínhamos rodado por aproximadamente seis horas, e encontrado apenas e tão somente seis veículos. Rodovia completamente deserta.
    Tudo ia muito bem, quando começou chover torrencialmente, faltando vinte quilômetros para chegarmos a Mabura. Jamais vi algo parecido. Chuva de enxurrada. E a frágil estrada se transformou num rio de águas barrentas. O que antes era verdadeiro “mamão com açúcar”, azedou completamente. Atoleiros apareceram, o ritmo de viagem caiu, pois rodávamos em primeira marcha, a menos de dez quilômetros por hora.
    Mais tarde, fiquei sabendo que esta chuva veio na hora certa, e no lugar certo. Ocorre que, exatamente naquele momento, chegávamos ao pior trecho da estrada, com quilômetros de areião, verdadeiro terror dos motociclistas. Mas a chuva solidificou a areia, e pudemos passar mais facilmente.

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    Mabura, mais uma barreira policial. Aqui me exigiram a PID

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    Intensa atividade madeireira. Pesados caminhões danificam a frágil rodovia

    A previsão era pernoitarmos em Mabura, tendo já percorrido 220 quilômetros no dia de hoje, porém, para nossa surpresa, não havia hotel, pousada, ou algo parecido. Tínhamos informação confiável que ali encontraríamos pernoite. Bem, a solução então é continuar, por mais 110 quilômetros, até Linden, a terra da bauxita. Abasteci (337 quilômetros desde Lethem, sem abastecimento) e fomos beber e comer algo. Eram quatro da tarde, e até essa hora não tínhamos comido ou bebido absolutamente nada. A chuva parou.
    Bebemos uma coca-cola cada. A comida disponível não animou.
    Conversando com o dono do "restaurante", este nos aconselhou a seguir logo para Linden, para não pegarmos noite na estrada. Ele até fez uma grande gentileza: ligou do seu celular para um hotel em Linden e fez reserva para nós. Beleza!
    E lá fomos nós. E a estrada cada vez pior, com mais atoleiros de lama e areia. Anoiteceu, e nós na estrada. Nos atoleiros mais extensos, a Terezinha descia, eu passava com todo cuidado para não cair, depois virava a moto para iluminar o caminho para ela.

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    À noite a pilotagem fica um pouco mais complicada...

    Depois de muito cansaço e muitos sustos, derrapadas, escorregadas, dançadas e outras “adas”, finalmente chegamos a Linden por volta das oito da noite. Com o auxílio de um taxi logo encontramos o Watooka Guest House (592-444-6194), um casarão antigo, do tempo dos ingleses e com charme tropical.
    Ali nos aguardava um banho quente e excelente jantar.

    Um pouco mais sobre a Guiana, essa ilustre desconhecida.

    Geografia

    O território da Guiana é formado por uma faixa costeira pantanosa, por um planalto central no interior e por uma região montanhosa situada na fronteira com a Venezuela e com o Brasil. A oeste situa-se o principal sistema montanhoso – a Serra de Pacaraíma, que culmina no Monte Roraima. No sul, com altitudes menores, ergue-se a Serra do Acaraí, chamada pelos indígenas de Guayanas, que significa "terra de águas". De fato, vários rios cortam o território guianense, os principais sendo o Essequibo, o Demerara, o Berbice, e o Corentyne. Muitos se prestam à navegação de embarcações de grande calado.
    O clima é semelhante ao equatorial: a temperatura média é alta, as variações térmicas são pequenas, e as chuvas abundantes, em particular na costa. Além da floresta tropical, existem manguezais no litoral e pastagens de savana nas zonas de maior altitude. A situação da população, majoritariamente formada de indianos, negros e mestiços, tem índices de bem-estar social muito baixo.

    Cidades mais populosas da Guiana:
    Georgetown - 300.000 Hab.
    Linden - 56.000 Hab.
    Anna Regina - 21.000 Hab.
    Bartica - 20.000 Hab.
    Fonte: Wikipédia
    Última edição por Osmar; 01-06-13, 19:23.

    Comentário

    • Gilmar Dessaune
      Fazedor de Chuva

      • Oct 2012
      • 6891

      #122
      Ola grande Osmar,

      Obrigado, por essas imagens já decidi que via Guianas num dá mesmo para encarar com minha 535 a ida a Macapá.

      Vou trilhar de balsa desde Belém.

      Mas é linda a sua viagem, parabéns e continue nos brindando com essas imagens da vida in natura, delícia isso.

      Abraços

      Gilmar

      Comentário

      • Osmar
        Fazedor de Chuva

        • Sep 2011
        • 257

        #123
        Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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        Terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

        Georgetown

        Dormimos como duas pedras naquele imenso quarto do hotel Watooka, embalados pelo cansaço da longa viagem do dia anterior. Sono merecido em um quarto que no passado, possivelmente, acolheu elegantes lordes ingleses.
        O WATOOKA foi construído em torno de 1942 e continua sendo uma das mais antigas construções de madeira em Linden. Este edifício de estilo colonial situa-se na margem direita do rio Demerara, em cerca de quatro hectares de gramados e é um perfeito refúgio e local de ponto de encontro. A estrutura atual inclui oito quartos, que são agraciados com peças de arte históricas impressionantes representando a Guiana e a indústria de bauxita.

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        Terezinha com a recepcionista do Watooka

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        Com funcionários do Watooka: a cozinheira, a segurança, e manutenção

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        Árvore centenária nos jardins do Watooka

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        O estado lastimável da moto, após a jornada de ontem

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        O Watooka visto do portão principal

        De Linden a Georgetown são apenas cem quilômetros de asfalto. O bom e velho asfalto, que a gente aprende a valorizar quando andamos em estradas de terra. E a propósito, nesta viagem em que enfrentamos vários trechos de estradas de terra ruins, cheguei a uma conclusão muito interessante: um quilômetro em estrada de terra é bem maior que um quilômetro em asfalto. Grande novidade!
        O pavimento é bom, e a velocidade máxima permitida é de cem quilômetros por hora. Mas não consigo atingir essa velocidade. A moto vibra demais devido ao excesso de barro que grudou nas rodas, desbalanceando-as. O barro das estradas da Guiana gruda mais que m... em tamanco! Então, curtimos a estrada a noventa por hora.
        Nesse pequeno trecho, fomos parados três vezes por barreiras policiais. Mesma polícia, pois vestiam uniformes idênticos, e estavam em barreiras separadas por poucos quilômetros. Estranho. E para complicar, logo na primeira, a autoridade me exige placa dianteira na moto. E agora, o que fazer? Não adianta explicar que no meu país, e por certo nos demais países do mundo, exceto na Guiana, não se usa placa dianteira nas motos. Ele parece irredutível. Manda encostar a moto e pede documentos. Estamos fritos! Como vou colocar uma horrível placa para estragar a singela e agressiva beleza da frente da minha GS? Onde vou conseguir essa placa? Como faremos? Como... Nesse momento aparece outro policial, tomou a frente na conversa (devia ser o chefe), conversou qualquer coisa com o meu algoz que não entendi, e virando-se para mim disse:
        - Good morning mister! Welcome to Guyana. It´s OK. Go ahead!
        Em meio segundo já estávamos partindo. Não tínhamos mais nenhum motivo para ficar por ali, nem para presenciar aquilo que pareceu ser alguém levando uma tremenda “mijada” por fazer exigências absurdas dos turistas.
        Depois passei a observar as motos que encontrava. E para minha surpresa, todas têm placa na frente! Uau! A exigência não era assim tão absurda. Algumas motos usam placas mesmo, outras apenas um adesivo na bolha. Só espero que aqueles inúteis políticos que temos em Brasília não inventem nada parecido com isto. Ai meu Deus!

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        De volta para o asfalto

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        Muitos parques às margens da rodovia

        Estou reaprendendo usar meu GPS. Ocorre que para esta viagem não consegui mapa roteável da Guiana. Apenas um que não traça rotas. Assim fica um pouco mais difícil, mas, utilizando meus conhecimentos da caserna, e os recursos do Zumo 660, programo ele para navegação fora de estrada e sigo pelo azimute indicado pela bússola. Fácil!
        Facilmente chegamos a Georgetown e não tivemos a menor dificuldade em localizar o hotel, que o nosso amigo Mr. Colin, da Pousada Rock View reservou para nós: o Cara Lodge, bem no centro da cidade (www.carahotels.com). Recomendo.

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        Em Georgetown grande influência hindu

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        O Princess Hotel Cassino Guyana International

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        Redes de fastfood norte americanas por aqui

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        Periferia de Georgetown

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        The High Court, também chamada de Victória Law Court

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        City Hall, a Prefeitura da cidade

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        St. George's Cathedral, a principal igreja anglicana na Guiana

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        No Cara Lodge somos recepcionados com refrescos de frutas locais

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        Agora a moto vai descansar um pouco

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        O National Park, uma imensa área verde bem no centro da cidade

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        A moto vai para o merecido banho

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        Movimento em frente ao Stabroek Market - mercado público

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        Por aqui também tem feiras livres

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        Olha a banana!

        Agora que chegamos a Georgetown, preciso fazer um agradecimento muito especial a uma pessoa que conheci por meia hora apenas, e que talvez nunca mais o veja e tampouco ele vá ler isto, mas enfim eu preciso reconhecer que se não fosse por ele, essa viagem não teria sido tão emocionante. Ocorre que quando chegamos a Bonfim, fronteira com a Guiana, estávamos dispostos a alugar uma caminhonete para trazer nossa moto até Linden, evitando assim as dificuldades da estrada de terra. Então fomos orientados pelo Júnior, da Pousada Takutu, também conhecido como Mineiro, para não fazer isso. Iríamos perder o melhor da viagem. As mais belas paisagens seriam vistas pela metade, através da janela de um veículo. Vão de moto, vocês que gostam de emoção e aventura, disse-nos ele. Agora que estamos aqui em Gtown, eu posso afirmar meu amigo Júnior, que jamais me perdoaria se tivesse transportado a moto, trocado esta maravilha que foi rodar livre pela imensa savana, ou de mergulhar no interior da intacta floresta de Iwokrama, pelas facilidades de viajar no interior de um carro, espremido, sufocado. Júnior, muito grato pelo sábio conselho.
        Última edição por Osmar; 07-06-13, 20:44.

        Comentário

        • Joverany
          Fazedor de Chuva

          • Apr 2013
          • 224

          #124
          FC Osmar..
          Não tem como observar suas fotos das guianas e lamentar um pouco.
          É a primeira vez que vejo alguém reportando com imagens uma viagem pelas guianas.
          Sempre imaginei um grande desenvolvimento por aí, já que as guianas pertencem a países
          desenvolvidos, e pelo que vejo não é bem assim, estradas sem pavimento, periferias com
          casas medíocres, ruas sem infra-estrutura, etc.
          Ow..
          Fiquei um tanto decepcionado porque esperava outras imagens. Não tem como ficar sem
          te parabenizar pela sua aventura e te agradecer por "abrir os olhos da gente".
          O sonho é o combustível das grandes conquistas.

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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #125
            GCFC BFC CFC Osmar e Terezinha:

            Se não tivese que mudar para outra página, sinceramente vocês seriam responsabilizados por uma morte, pois a leitura foi feita, como se diz, de um só golpe, daí, claro, faltou ar.

            Parabéns ao casal pela beleza do relato, fotos e mais do que tudo, pela coragem de encararem com tanta valentia uma aventura desse porte.

            Esta já está guardada entre as antológicas e como uma referência para todos nós.

            Abraços
            Dolor e Angela
            Última edição por Dolor; 07-06-13, 22:41.

            Comentário

            • Osmar
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2011
              • 257

              #126
              Caros Dolor, Ângela e Joverany.
              A Guiana nos surpreendeu. Pelas estradas ruins, pela beleza das paisagens, pela amabilidade e hospitalidade do seu povo. De lá somente trazemos boas lembranças. Afetuoso abraço, Osmar e Terezinha

              Comentário

              • Osmar
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2011
                • 257

                #127
                Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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                St. George's Cathedral, templo anglicano

                Quarta-feira, 13 de fevereiro

                Um dia em Georgetown, a capital da Guiana

                Temos o dia todo para curtir Georgetown, por isso não temos pressa. Café da manhã bem ao estilo inglês, mas que não difere muito do nosso. Apreciei especialmente os croissants.
                Meu inglês vai aos trancos e barrancos, nas estamos conseguindo nos safar. Até que não temos tantas dificuldades para entender e nos fazer entender.
                Fiquei maravilhado com um canal de TV a cabo disponível aqui no hotel: o Encore Westerns. Só bang-bang dos bons tempos. Vi filmes do Gene Autry, do Randolph Scott, do Tim Holt, do Durango Kid (Charles Starrett), do Hopalong Cassidy, do Roy Roggers, e tantos outros. Quantas saudades da minha adolescência, das matines de domingo, dos gibis, da troca de gibis, dos filmes de mocinho e bandido.

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                Interior do Hotel Cara Lodge

                Depois de muito esforço, Terezinha conseguiu me convencer a dar mais uma voltinha pela cidade, e fazermos uma visita ao Palácio do Presidente da República da Guyana, H.E. Donald Ramotar. É um prédio simples, todo de madeira com tábuas na horizontal, no mais tradicional estilo inglês. Fizemos uma foto para marcar presença, e também por precaução, pois vai que no futuro algum maluco resolva lançar um desafio, tipo visitar todas as capitais dos países da América do Sul, ou algo semelhante. Daí então, nós já temos a nossa daqui. Simples assim. E continuamos o tour, de moto por Gtown, brigando com a mão inglesa, difícil de acostumar.

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                Canais recortam o centro da cidade

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                Office of the President

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                A foto que conseguimos, em frente ao Escritório do Presidente

                A propósito da mão inglesa, observei algo interessante. Sabem aqueles motoristas, verdadeiras antas, que aí no Brasil andam devagar na esquerda em vias de pista dupla? Pois aqui também tem disso, só que ao contrário, ou seja, eles andam devagar na pista da direita, que é a pista a ser utilizada para ultrapassagens!
                Georgetown, com uma população estimada em 300.360 habitantes (2010), é a capital e maior cidade da Guiana. Localizada na costa do Oceano Atlântico, na foz do Rio Demerara, é o centro cultural e econômico do país.

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                Restaurante de comida brasileira por aqui!

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                Caminhão (adquirido em leilão do exército inglês) para enfrentar as difíceis estradas de terra

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                St. George's Cathedral, vista pela lateral

                A cidade foi fundada em 1781 por britânicos, com o nome de Georgetown, porém tomada pelos franceses em 1784, chegando a controle neerlandês nesse mesmo ano, quando foi chamada de Stabroek. No entanto, foi rebatizada Georgetown em 1812, depois que os britânicos ocuparam a colônia durante as Guerras Napoleônicas. Georgetown permaneceu como capital da Guiana Britânica até sua independência em 1966, quanto se tornou a atual capital do novo país.

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                Ctiy Hall (a Prefeitura)

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                The High Court e a estátua da Rainha Victória

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                Um presídio, em pleno centro da cidade

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                Igreja Católica Imaculada Conception

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                Comércio Popular no centro da cidade

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                Que belo prédio. Que será isso?

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                Alunos indo, ou vindo da escola

                Conhecemos o Gerson em Boa Vista, quando chegávamos ao hotel onde nos hospedamos. Nós de moto, e ele num carro com placa da Guiana. Conversamos rapidamente, apresentação daqui, apresentação de lá, e ele nos passou seu telefone em Georgetown, onde mora e trabalha há muitos anos. E hoje nos reencontramos, ele com sua esposa Katia, nos levaram para almoçar num restaurante chinês, que foi de cair o queixo! Impressionante a decoração do lugar e a variedade das comidas. Naturalmente que almoçamos a tradicional comida chinesa, tipo frango xadrez, carne com legumes, peixe empanado, sem nos arriscar pelas exóticas comidas lá oferecidas.

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                Hall de entrada do Restaurante Chinês

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                Um dos salões do Restaurante Chinês

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                Donuts (na confeitaria do Restaurante Chinês)

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                Com Gerson e Katia. O almoço estava ótimo. A companhia idem

                Foi um almoço muito agradável, onde tivemos a oportunidade de nos inteirar mais sobre o estilo de vida do povo daqui, seus usos e costumes.
                Disseram-nos eles que a cidade mudou muito nos últimos dez anos. Antes as construções eram todas de madeira de até três ou quatro andares. Agora já existem várias construções em alvenaria, mas poucos prédios altos, apenas dois, que são os hotéis cinco estrelas da cidade.
                A cidade está abaixo do nível do mar, que é contido por uma imensa muralha. Talvez por esta razão, a cidade é bastante úmida, toda recortada por canais de água salgada, que vai e vem ao sabor das marés, mas que, lamentavelmente, serve de esgoto. Inacreditável que exista isto, em pleno século XXI, uma capital com esgoto a céu aberto. Isto no centro da cidade. Imagine-se como deve ser a periferia. O serviço de coleta de lixo também não funciona muito bem por aqui, deixando a cidade com aspecto de suja.
                O povo em sua maioria é constituído de negros e indianos.
                As crianças todas são obrigadas a frequentar a escola, que funciona em um só turno, das oito da manhã às três da tarde, com uma hora de intervalo para almoço. Usam uniformes diferentes conforme cada colégio, com figurino bastante tradicional, talvez ainda por influência inglesa. Diz Katia que há muito rigor quanto ao uso dos uniformes. Parece-me correto.
                À noite quis ligar para o casal para agradecer pela gentileza, mas infelizmente não foi possível, porque a anotação com os números dos telefones deles molhou quando passeávamos de moto pela cidade e fomos surpreendidos por violenta chuva. Espero algum dia reencontrá-los para poder retribuir a gentileza.
                À tarde procuramos o consulado da França para tratarmos da questão do visto para a Guiana Francesa. Ali não fazem. A moça que nos atendeu, muito simpática, disse que conseguiríamos o visto na Embaixada da França no Suriname, em Paramaribo. Assim espero, pois essa questão me preocupa sobremaneira, porque não gostaria de ser barrado na fronteira, e ter que voltar para o Brasil enfrentando os quatrocentos e tantos quilômetros de estrada de terra que fizemos para chegar até aqui. Levo esta preocupação comigo.
                À noite saímos para jantar e passei por uma nova e emocionante experiência. Fomos de taxi, porque ainda chovia, e, como de costume, sentei-me no banco da frente, ao lado do motorista. No lado esquerdo, naturalmente. Estranha sensação. Com o taxi andando, parecia que era eu quem dirigia o veículo, só que não tinha o volante em minhas mãos, nem pedais para frear ou acelerar. Difícil acostumar com a mão inglesa.

                Comentário

                • Osmar
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2011
                  • 257

                  #128
                  Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

                  Quinta-feira, 14 de fevereiro

                  Chegamos ao Suriname

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                  Saímos cedo de Georgetown em direção ao Suriname, para pegar a balsa que cruza o rio que divide os dois países, que somente faz a travessia em dois horários: um pela manhã e outro no começo da tarde. Não tínhamos informação exata dos horários.

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                  Ainda em Georgetown, o muro de contenção da maré

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                  Ainda, o muro de contenção da maré

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                  Bela casa!

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                  Boas casas por aqui, na Guiana

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                  Incrível, mas isto é um cemitério, à beira da estrada

                  A rodovia está em excelentes condições, mas a viagem não flui. No início, muito tráfego de veículos se dirigindo ao centro, e depois, a estrada segue sempre cortando pequenos povoados que se formam ao longo da rodovia, com muito movimento de pessoas, colegiais, feiras, animais. E nada de placas indicando direções, distâncias, cidades. Vamos seguindo em frente, afinal, alguém já disse que neste país existem somente duas estradas: uma no sentido norte-sul, e outra no sentido leste-oeste. Precisamos ir para o leste, e a bússola me indica que estamos no rumo certo.

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                  Estudantes aguardando o transporte escolar

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                  O Litoral da Guiana é todo recortado por canais

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                  E belas paisagens

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                  E belas casas

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                  E mais canais. Centenas deles!

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                  E mais estudantes aguardando transporte escolar. Belos uniformes!

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                  Vacas na pista. Atenção!

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                  Acho que é influência indiana!

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                  Pedágio para cruzar a ponte sobre o rio Berbice

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                  Ponte flutuante sobre o rio Berbice

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                  Trânsito congestionado. Chegamos a Corriverton

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                  Finalmente chegamos à fronteira

                  Depois de rodarmos por cerca de cento e oitenta quilômetros, finalmente chegamos a Corriverton, onde está a balsa sobre o rio Corentyne, que separa a Guiana do Suriname, mas antes de embarcar, tem que dar saída da Guiana, da moto e nos nossos passaportes. E aí surge o problema: seguro para rodar no Suriname. Seguro? Que seguro? Nunca alguém falou algo sobre isso! Passei batido nessa! Nossos passaportes e demais documentos nos são devolvidos. Devemos providenciar o tal seguro se quisermos atravessar o rio e seguir para o Suriname.

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                  Horários da balsa, partindo da Guiana para o Suriname

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                  Enquanto aguardamos, que tal uma água de coco colhido na hora?

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                  Aguardando o desembaraço aduaneiro

                  Graças à ajuda de um tramitador/cambista, que ligou para um corretor em Corriverton chamando-o, consegui o tal seguro, faltando apenas alguns minutos para a saída da balsa. Se perdesse esta, outra somente amanhã!
                  Noto poucos carros para atravessar na balsa, mas muitas pessoas a pé, que até ali chegaram em vans. E são brasileiros, que moram e trabalham no Suriname, mas que periodicamente vão a Boa Vista para renovar o visto de entrada para permanecer no país.

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                  E lá vamos nós, embarcando na balsa, finalmente!

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                  Tranquila, durante a travessia do rio Corentyne

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                  Enquanto isso...

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                  Acabou a folga. Vamos andando!

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                  Finalmente chegamos ao Suriname

                  A travessia demora em torno de uma hora.
                  O desembarque já é em terras do Suriname. E lá vamos nós novamente para a fila da imigração. Demorada demais. Atendimento lento. Temos que aguardar por mais de uma hora, para receber apenas um carimbo. Inacreditável!
                  Ainda tem que fazer a aduana para a moto. Mas esta é bastante ágil. Em menos de cinco minutos já estamos liberados para seguir viagem.

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                  Ainda falta muita estrada para hoje. E num país desconhecido!

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                  Primeiros trechos da rodovia no Suriname. Bom sinal!

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                  Extensas plantações de bananas

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                  E de arroz

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                  Será quem mora naquela casa flutuante?

                  A estrada no Suriname é melhor. O asfalto é perfeito, não tem aquelas casas nas margens da rodovia, o que permite andar a boa velocidade.
                  A paisagem também muda bastante. Agora se vê extensas áreas cultivadas com bananas e arroz. E tudo parece mais limpo. Não se vê lixo pelas margens da rodovia. Entretanto, muitas lombadas, suaves, não tão agressivas como as nossas no Brasil.
                  O GPS também mudou. Agora eu tenho um mapa roteável: é o City Navigator South America. É bem mais tranquilo.
                  O que não mudou, é a tal da mão inglesa. Lá vamos nós pela esquerda.

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                  Opps, súbito o asfalto se transforma em calçamento. Ainda bem que é só um pequeno trecho

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                  Uma capela

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                  Indianos

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                  E chineses

                  Chegamos a Paramaribo ao anoitecer, depois de rodar por mais de duzentos e cinqüenta quilômetros. Chama a atenção o grande número de indianos e chineses por aqui, notadamente voltados para o comércio.
                  Em Paramaribo nos hospedamos no Best Western Elegance Hotel.
                  Última edição por Osmar; 12-06-13, 15:50.

                  Comentário

                  • Airton Cavalca
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2012
                    • 1498

                    #129
                    ola.. graande aventura Osmar... ha um fato em 2006 que ai estava a maior igreja de madeira do mundo... so estou curioso se lhe exigiram placa dianteira ... que aconteceu no meu caso ...enquanto Cayene estara repleta de brasileiros... abs boa viagem... Airton Cavalca VFC mato grosso

                    Comentário

                    • Osmar
                      Fazedor de Chuva

                      • Sep 2011
                      • 257

                      #130
                      Olá Airton Cavalca, bom dia!
                      Efetivamente, em Georgetown temos a St. Georges's Cathedral, é uma catedral anglicana. É uma das maiores igrejas de madeira do mundo, com uma altura de 43,5 metros (143 pés ). Foi desenhada por Sir Arthur Blomfield e abriu em 24 de agosto de 1892. O edifício foi concluído em 1899.
                      Quanto à placa dianteira, na moto, é uma realidade na Guiana. Inclusive, fui parado em uma blitz e um policial me exigiu a tal placa. Fui salvo pelo chefe da equipe, que usando do bom senso, me liberou, tendo em vista ser moto com placa estrangeira. Mas em todo caso, aconselho aos amigos que forem para lá, levem a sua placa em adesivo para colar na bolha. Reparei que nas motos de lá, a placa traseira segue um padrão. Já a dianteira, não tem padrão, muito embora eu não conheça a legislação daquele país sobre o assunto.
                      E boas andanças para você, aí pelo nosso Mato Grosso.
                      Abraço,
                      Osmar
                      Última edição por Osmar; 13-06-13, 11:36.

                      Comentário

                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #131
                        GCFC BFC CFC Osmar e Terezinha, sem querer ser repetitivo, os relatos de vocês é um guia completo e estamos bem atiçados em visitar as "Guianas" quando do nosso Cardeal.

                        Parabéns!

                        Comentário

                        • Osmar
                          Fazedor de Chuva

                          • Sep 2011
                          • 257

                          #132
                          Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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                          Kabinet Van de President

                          Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

                          Paramaribo - Aqui estamos nós

                          A República do Suriname é o menor país do continente Sul Americano, bem como o país tropical menos explorado e menos densamente habitado do mundo, com 450.000 habitantes, constituídos principalmente por índios americanos, negros, indianos, javaneses e chineses. Cerca de 90 por cento da população no Suriname, residem na área costeira do país.
                          A língua oficial é o holandês, e a moeda é o Surinamese Dollar (SRD), cuja cotação está em torno de R$1,00 = SRD$1,65.
                          Paramaribo é a capital e maior cidade do Suriname, com população de cerca de 250 mil habitantes, e está localizada às margens do rio Suriname, distando aproximadamente 15 quilômetros do Oceano Atlântico.
                          Não consegui, ainda, usar meus cartões de crédito no comércio daqui, inclusive no hotel onde es-tamos hospedados. As desculpas são as mais variadas: ou não trabalham com cartões, ou somente aceitam cartões do país, ou a maquininha não está funcionando, etc. Alguns até tentam passar meus cartões, mas a leitora os rejeita. Inclusive os cartões Travelex, em dólares americanos. Mas consegui sacar dinheiro no caixa eletrônico do DSB – De Surinaamsche Bank. Dólares surinameses.

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                          Nosso hotel em Paramaribo é também um Cassino. Ainda não fomos jogar.

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                          Bela casa de madeira

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                          E essa também!

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                          O transporte coletivo é feito em pequenos ônibus

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                          Embaixada brasileira no Suriname

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                          A catedral, em obras de reforma

                          Pela manhã, a nossa primeira providência foi procurar a Embaixada da França para providenciarmos os vistos para entrada na Guiana Francesa. Chegamos na embaixada por volta das onze horas e fomos prontamente atendidos. Nada de filas. A atendente fala em francês ou neerlandês. Nada compreendo. Tento em inglês, sem sucesso. Português, nem pensar. Fomos salvos pela Geslaine.
                          A Geslaine é uma graduada funcionária da Embaixada da França, que assumiu o nosso atendimento, falando em fluente espanhol. Agora vai, pensei eu, pois pelo menos posso dialogar com minha interlocutora.
                          Depois de me ouvir atentamente, ela me entrega uma relação de itens/requisitos necessários para o visto, escrita em francês e neerlandês. Mais de vinte itens. Gelei. Antes que me desse um “treco”, com uma caneta ela foi riscando alguns, e mais alguns outros, de sorte que ao final sobraram somente cinco, e completou com uma sexta exigência, referente à moto, que acrescentou escrevendo à mão:
                          • Formulário de pedido de visto preenchido à mão, usando letras de forma;
                          • Duas fotos tipo passaporte, com fundo branco;
                          • Fotocópia de todas as páginas do passaporte contendo dados e carimbos, e o original;
                          • Seguro de viagem cobrindo todo o período da estadia, de no mínimo 35.000 Euros;
                          • Taxa de SRD$263,20 (equivalente a 60 euros – não se aceita em euros, dólares americanos, ou cartão de crédito);
                          • Cópia dos documentos relativos à moto, e seguro para a moto transitar pela Guiana Francesa.

                          Isto para cada um de nós, com exceção do último item.

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                          Embaixada da França

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                          O que será isso?

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                          Espécie de QG dos Templos Islâmicos no Suriname

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                          Tempo Islâmico

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                          Segurança reforçada nas lojas que fazem comércio de ouro

                          Sem perder muito tempo, saímos a providenciar as exigências. No mesmo prédio onde funciona a embaixada, funciona também uma das maiores seguradoras do país, a Assuria. Então começamos por aí. E aí, o primeiro obstáculo. Seguro de viagem para nós, sem problema. Para a moto, não.
                          Voltei a falar com Geslaine. Novamente ela me ouviu com muita atenção, mas tudo o que disse foi, ”por favor, compreenda”. Minha garganta trancou. Pensei mil coisas, e já estava entrando em parafuso, quando li um aviso ali afixado, que o expediente se encerraria às doze horas, ou seja, em trinta minutos. Isto significa que teremos um final de semana prolongado em Paramaribo. Endoidei. Agora é que estamos ferrados de vez.
                          Fomos a mais três seguradoras, e nada. Não fazem o tal seguro para motos.
                          Encontro uma agência de viagens, de brasileiros. Converso com eles sobre o seguro. Sugerem irmos almoçar enquanto fazem uma pesquisa. Boa ideia.
                          Depois do almoço, a má notícia. Impossível. Nenhuma seguradora no Suriname faz tal seguro.

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                          Restaurante brasileiro, típico do nordeste

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                          Kabinet Van De President, sede do governo do Suriname

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                          Kabinet Van De President

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                          Ruínas do Fort Zeelandia

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                          Ruínas do Fort Zeelandia

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                          Rio Suriname. Margens protegidas por placas de aço reforçadas

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                          Aqui as motos usam placa na frente, também

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                          Casa típica, de madeira, no Centro Histórico

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                          Praça Central

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                          Avenida no Centro Histórico

                          Assim sendo, pensei, vamos para lá sem seguro, e sem visto, pois já li relato de motociclista que fez o visto na fronteira, e não lhe exigiram seguro para a moto.
                          Diante desta solução simples, usamos o restante da tarde para curtir e conhecer um pouco de Paramaribo.
                          Última edição por Osmar; 15-06-13, 20:16.

                          Comentário

                          • Osmar
                            Fazedor de Chuva

                            • Sep 2011
                            • 257

                            #133
                            Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista e Macapá, via Guianas.

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                            Desvio na estrada coberta pelo lodo de pó de bauxita

                            Sábado, 16 de fevereiro

                            Deu na Trave!

                            A noite foi longa, difícil dormir. O tempo todo pensando, imaginando como seria entrar na Guiana Francesa sem o visto. E sem o tal seguro para a moto. Ontem à tarde, aproveitamos para fazer o nosso seguro de saúde para viagem, mas isso de pouco adiantaria, caso nos exigissem o visto. Prenderiam-nos? Mandar-nos-iam de volta? Com esses pensamentos atravessei a noite.
                            Amanheceu chovendo forte. Após o desjejum, não tivemos opção, senão enfrentar a chuva, já que estávamos decididos ir em frente.

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                            Ponte sobre o rio Suriname, na saída de Paramaribo

                            De Paramaribo até a fronteira com a Guiana Francesa, são aproximadamente 140 quilômetros, onde está a cidade de Albina, (seis mil habitantes). A estrada está em obras, e asfalto bom em sua maior parte. A complicar, um desvio de uns dez quilômetros, em estrada de terra, com muita lama. De terra não, de pó de bauxita. Forma um lodo vermelho, que gruda em tudo onde pega. Difícil de tirar depois.

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                            Rodovia com trecho em obras

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                            No caminho, a rodovia passa pelo centro da cidade de Moengo (14.000 Hab.)

                            Chegamos a Albina pouco depois das nove e meia, e perdemos a última balsa do dia, que acabara de sair. No portão de acesso ao embarcadouro, enorme quadro informa os horários de travessia. E hoje, sábado, a balsa não funciona à tarde. O rio Maroni é a fronteira natural entre os dois países: Suriname e Guiana Francesa.
                            Não existe ponte sobre ele. A travessia é feita pela BAC INTERNATIONAL "LA GABRIELLE".

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                            Quadro com os horários e tarifas da balsa

                            Mas a solução chega logo: barqueiros se oferecem para fazer nossa travessia, utilizando seus velozes barcos, por um preço bastante camarada, algo em torno de 80 Euros, nós dois mais a moto (um verdadeiro assalto).
                            OK, mas primeiro preciso dar a saída do país em nossos passaportes. E aí, o grande problema: o funcionário da imigração do Suriname me devolveu os passaportes, dizendo que não poderia dar saída para nós, sem termos o visto para a Guiana Francesa. Caramba, agora essa!
                            Sem alternativa, retornamos a Paramaribo para providenciar os documentos necessários para o visto, relaxar e aproveitar para curtir mais um pouco a cidade. Afinal hoje é sábado, e a embaixada da França somente abrirá na segunda-feira.
                            Retornando, ficamos em outro hotel, pouco mais retirado do centro, mas muito bom, e mais barato: o North Resort. Apartamento espaçoso, arejado, limpo, e com direito a uma cozinha completa!
                            Nossa postagem de hoje está pobre de fotos, devido às fortes chuvas que nos acompanharam o dia todo, inclusive danificando uma das nossas câmeras.
                            Última edição por Osmar; 16-06-13, 10:07.

                            Comentário

                            • Celso Ferreira
                              Fazedor de Chuva

                              • Apr 2012
                              • 826

                              #134
                              Osmar, vc realmente é um cara valente...
                              GCFC e 1º VFC/MG Celso JF
                              Brasília/DF
                              61.99984-9567

                              Comentário

                              • Jacob Bussmann Filho
                                Fazedor de Chuva

                                • Dec 2011
                                • 2789

                                #135
                                Osmar já havia acompanhado sua viagem no seu blog, mas continuo ainda aqui na garupa.....mas que barrão é esse !!!!!acho que com a Harley aí a coisa ficaria bem feia.....acho que na BM já foi bicho feio, como diz o pessaoal de Piracicaba......

                                abração a voce, Osmar e a Terezinha, tiro o chapéu....

                                Boas e muitas estradas

                                FC Jacob
                                GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

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