Bandeirantando

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  • Osmar
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2011
    • 257

    #106
    Retornando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

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    Na balsa, cruzando o Rio Madeira, na região de Abunã

    Sábado, 26 de janeiro.

    Depois de agradável passeio de três dias ao extremo oeste do Brasil visitando a cidade de Mâncio Lima, eis-nos de volta a Rio Branco, a capital do Estado do Acre...
    Nosso destino hoje é Porto Velho, quinhentos e poucos quilômetros apenas. Fácil. Até nos demos ao luxo de acordar mais tarde, tomar café da manhã mais devagar, e assistir os telejornais. Estamos indo em direção a Humaitá, no Amazonas, para, na próxima quarta-feira, dia 30, tomarmos o barco que nos levará a Manaus. Já temos lugar reservado nesse barco, segundo nos informa Pacheco, nosso contato naquela cidade. Temos tempo de sobra.
    Saímos de Rio Branco com tempo bom, porém logo apareceram nuvens negras, ameaçadoras, nos avisando de chuva em breve. Sem problemas. Deixa chover. Nesse trecho, o asfalto é bom, e a chuva não nos atrapalhará.

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    Posto Fiscal na Divisa Acre/Rondônia

    Na região de Abunã, a travessia do rio Madeira via balsa demora quase uma hora, entre esperar a balsa chegar, desembarque dos que vêm, embarque dos que irão, atravessar o rio e o desembarque na outra margem. É tempo para relaxar, esticar as pernas, e fazer algumas fotos.

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    A balsa vem chegando

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    Na fila para embarque

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    Embarcando...

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    Minha fotógrafa

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    Serviço de balsas: verdadeira mina de ouro!

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    Balsa especial para o transporte de combustível (observar a bandeira da Bolívia na outra margem

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    Rio Madeira: águas barrentas e furiosas

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    Quem vai parar essa chuva?

    Mas a grata surpresa estava reservada para o almoço. Próximo ao entroncamento de Guajará-Mirim, no restaurante Castelinho, um delicioso tambaqui frito, acompanhado de baião de dois, vinagrete e pimenta no tucupi. Bom demais. E o preço? Dez reais por pessoa! E para completar, viajantes da mesa ao lado nos ofereceram – e aceitamos, obviamente – para acompanhar o prato, farinha de mandioca torrada com coco, exclusividade de Cruzeiro do Sul. Maravilha!
    Eta vidinha mais ou menos!

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    Comidinha básica: Tambaqui frito

    Em Porto Velho, voltamos a nos hospedar no Hotel Oscar Executive. Recomendo.

    Comentário

    • Osmar
      Fazedor de Chuva

      • Sep 2011
      • 257

      #107
      Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

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      Palácio Getúlio Vargas, sede do governo do Estado de Rondônia

      Domingo, 27 de janeiro.

      Dia de folga para nós em Porto Velho, inteiramente dedicado ao ócio. Nada para fazer. Apenas descansar. Alvorada já passando das oito. Mais de uma hora só para o café da manhã.
      Depois saímos a pé, explorando a cidade. No mercado público, grande quantidade de produtos típicos regionais, completamente desconhecidos para nós do sul. Quero provar de tudo, Terezinha não deixa.

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      No Mercado Público tem: pupunha...

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      Remédios para todos os males...

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      Muitos e variados remédios...

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      Esplicação detalhada sobre a castanha do pará (e o ouriço)...

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      Mantas de pirarucu...

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      Farinha de mandioca torrada com coco, de Cruzeiro do Sul, Acre...

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      Peixes, muitos peixes. Limpando um tambaqui. Em primeiro plano, um dourado

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      Biribá (parece um ariticum). Ao lado, mais pupunha...

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      Cupuaçu

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      Tapiocas recheadas com coco (e separadas por folhas de bananeira)

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      Pé de moleque (doce de amendoim, coco e goma de macaxeira)

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      Pupunha cozida. Deliciosa. Gosto de castanha portuguesa

      Passeio de barco pelo rio Madeira, passando próximo às obras de construção da barragem de Santo Antônio. A Usina Hidroelétrica Santo Antônio, em construção no Rio Madeira, a oito quilômetros da cidade de Porto Velho, Capital de Rondônia, com previsão de estar concluída em 2015, faz parte do Complexo do Rio Madeira. Terá 44 turbinas para geração de energia elétrica, com potência de 73,5 megawatts cada. Será a segunda maior hidroelétrica de turbinas bulbo do mundo.
      A usina, juntamente com a de Jirau, também em construção no mesmo rio, são consideradas fundamentais para o suprimento de energia elétrica no Brasil a partir de meados de 2013 (Fonte: Wikipédia).

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      Lendária maria fumaça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré

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      Preparando para embarcar para o passeio de barco pelo rio Madeira

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      A bordo, petisco de pirarucu

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      O Rio Madeira. Ao fundo, a ponte em construção na BR 319, para Manaus

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      Dragas de garimpeiros

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      A cidade de Porto Velho, vista do Rio Madeira

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      Casa flutuante

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      Curtindo o passeio, o barco, o rio, a vida...

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      Caixas d'água que abasteciam as marias-fumaça da EFMM

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      Dizem que é afrodisíaca...

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      Tacacá: iguaria feita com a folha do jambu (amortece a língua), goma, tucupi e camarão

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      Universidade Federal de Rondônia

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      Busto de Getúlio Vargas, criador do Território de Guaporé (em frente ao Palácio do Governo)

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      Busto do Presidente João Figueiredo, criador do Estado de Rondônia (em frente ao Palácio do Governo)

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      • Osmar
        Fazedor de Chuva

        • Sep 2011
        • 257

        #108
        Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

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        Embarcando para mais uma travessia de rio, em balsa

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        Por do sol em Porto Velho. Levamos boas lembranças daqui

        Segunda-feira, 28 de janeiro.

        De Porto Velho a Humaitá são apenas duzentos e poucos quilômetros pela BR 319, que atualmente se encontra em bom estado. Prosseguindo, esta rodovia vai até Manaus, mas nesta época do ano está intransitável, devido a fortes chuvas na região que ocorrem sempre neste período, o chamado inverno, aqui para eles.
        Logo na saída de Porto Velho, cruza-se o rio Madeira em balsa, bem ao lado onde está sendo construída uma bela ponte. Depois a rodovia segue floresta amazônica adentro, cortando imensa planície onde predominam grandes fazendas de criação de gado. O desmatamento é visível por toda parte.

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        Balsa sobre o Rio Madeira. Acomodando a moto para a travessia

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        Isadora. Este é o nome da balsa. Belo nome!

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        Ponte em construção sobre o Rio Madeira, em Porto Velho. Vista da balsa.

        Importante frisar que neste trecho não existe posto de gasolina. Apenas dois ou três restaurantes à beira da estrada, de qualidade duvidosa. Melhor se prevenir com combustível, água, biscoitos e frutas, caso queira lanchar durante a viagem.

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        A BR 319, de Porto Velho/RO a Humaitá/AM

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        Portal da Humaitá

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        Alameda de acesso a Humaitá: tudo ajardinado. Muito bonito!

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        Rodoviária de Humaitá. Mas... cadê os ônibus?

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        Em Humaitá fomos logo procurando nosso contato para compra das passagens de barco. É o Pacheco, da Agência Nossa Senhora Aparecida, telefones (97) 9611-2961, 8108-1137, 3373-3232 e 8123-0542. Informa-nos ele que já nos reservou uma cabine no barco Dois Irmãos, que deverá sair de Humaitá na próxima quarta-feira, dia 30 de janeiro, por volta das seis horas da manhã, e chegar a Manaus em aproximadamente quarenta e oito horas de viagem, ou seja, chegará lá no dia 1º de fevereiro, sexta-feira, por volta das seis da manhã. O preço da nossa passagem será de quinhentos reais (para os dois, em camarote), aí incluídas as refeições, e mais trezentos reais para a moto, incluindo a mão-de-obra para embarcá-la.

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        A agência de passagens do Pacheco

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        Porto no Rio Madeira, em Humaitá

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        Igreja dos Navegantes

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        Acho que estou comendo demais!

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        Terminal Hidroviário de Humaitá

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        Câmara de Vereadores de Humaitá

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        Barcos que navegam pelo Rio Madeira

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        Mas que belo arco-iris!

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        Peixe na brasa: preparando o jantar

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        Este belo tucunaré assado na brasa foi o nosso jantar

        Isto significa que teremos ainda amanhã, terça-feira, um dia inteiro para curtirmos a cidade de Humaitá, e nos prepararmos para a viagem.
        Estamos hospedados no Hotel Macedônia. Simples e confortável. Recomendo.
        Última edição por Osmar; 19-05-13, 19:29.

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        • Osmar
          Fazedor de Chuva

          • Sep 2011
          • 257

          #109
          Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

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          Terça-feira, 29 de janeiro

          Um dia de descanso forçado para nós, aqui em Humaitá, enquanto aguardamos a confirmação do horário do barco. Aproveitei a parte da manhã para lavar a moto, que ainda trazia as marcas dos atoleiros e lamaçais da estrada para Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima.

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          Ontem jantamos fora. Chique!

          À tarde, veio notícia do barco. Não boa. Vai atrasar um dia, por conta da carga que deverá levar de Porto Velho para Manaus. Carga? Mas que carga? Não seria um barco de passageiros? Pacheco esclareceu que se trata de gêneros alimentícios para Manaus vindos do centro-sul, em caminhões até Porto Velho. Isto significa que as ilustres visitas (nós) continuarão mais um dia por aqui, desfrutando a hospitalidade do povo humaitaense. Foi marcada nova data de embarque: dia 31 de janeiro, quinta-feira, pela madrugada. Não me agrada levantar de madrugada, mas, enfim...

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          Palácio das Mangabeiras - Prefeitura Municipal de Humaitá

          Decidimos mesmo assim esperar o barco e irmos a Manaus por via fluvial. As informações que obtivemos acerca da BR 319, que liga Humaitá a Manaus não são boas. São cerca de 700 quilômetros sem asfalto, com muitos atoleiros, que tornam a estrada intransitável neste período de chuvas. E para complicar, o trecho não conta com a mínima infraestrutura, como postos de gasolina, hotéis e restaurantes. Ou seja, o viajante precisa levar o seu combustível, comida e barraca. Isto para nós, duas pessoas em uma moto, complica demais.
          Os moradores de Humaitá com quem falei, dizem que esse trecho já foi asfaltado. Todo ele. Que era muito fácil ir daqui para Manaus, via terrestre. Mas que, não se sabe por que, nem a mando de quem, uma empresa que supostamente fora contratada para dar manutenção na estrada, só fez foi tirar o asfalto e depois desapareceu, deixando a população e os usuários à mercê de uma estrada sem condições de tráfego. Coisas que só acontecem em nosso país. Lamentável!
          Até parece sabotagem para favorecer as empresas de transporte fluvial. Pronto, falei!
          Vamos aguardar o barco.

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          Almoço especial: costelas de tambaqui fritas, feijão, arroz, salada, farinha e banana frita

          O município de Humaitá, conhecido como “Princesa do Madeira”, está localizado no interior do Estado do Amazonas, pertence à Mesorregião do Sul Amazonense e à Microrregião do Madeira, com população de cerca de 46.000 habitantes, estimada em 2012 pelo IBGE.
          É cortado por duas rodovias federais: a BR 319, que liga Porto Velho a Manaus; e pela BR 230, a Rodovia Transamazônica, que liga João Pessoa na Paraíba, a Lábrea no Amazonas.

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          Com tanta água por aqui...

          O clima é quente e úmido, com duas estações do ano: uma chuvosa, aqui chamada inverno, que vai de outubro a abril, e outra de estiagem, o verão, de maio a setembro. No meio do ano, às vezes acontece o fenômeno da “friagem”, que é uma queda da temperatura provocada pelo deslocamento da Massa de Ar Polar Atlântica.
          Sua economia baseia-se na pecuária de bovinos, piscicultura, pesca artesanal, e na agricultura de arroz, soja, milho, cupuaçu e hortaliças (Fonte: Wikipédia).

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          Palhoça, o melhor restaurante da cidade

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          Moqueca de dourado, excelente pedida para o jantar
          Última edição por Osmar; 21-05-13, 15:37.

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          • Osmar
            Fazedor de Chuva

            • Sep 2011
            • 257

            #110
            Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

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            Olha a banana! Olha o bananeiro!

            Quarta-feira, 30 de janeiro

            Manaus, agora vai!

            A boa notícia chegou. O barco Dois Irmãos que nos levará a Manaus, confirmou passagem por Humaitá amanhã, dia 31, por volta das quatro da madruga. Então, nesta hora faremos o grande sacrifício de estar no porto aguardando-o.

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            Universidade Estadual do Amazonas, campus de Humaitá

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            Praça em frente à Universidade

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            Agência da Receita Federal em Humaitá

            Agora pela tarde fizemos os últimos acertos com o Pacheco, o chefe da agência que vende as passagens. Inclusive, ele gentilmente nos cedeu uma grande caixa térmica para levarmos algumas guloseimas, como frutas, refrigerantes, cervejas, e etc., e etc., apesar de que no preço da passagem estão incluídas três refeições diárias, e o barco possuir um completo serviço de bar. A conferir.
            Na fábrica de gelo, bem ao lado da agência de passagens, compramos uma grande barra de gelo, para garantir a temperatura das nossas bebidas. Garantiram-nos que a caixa térmica emprestada pelo Pacheco conservará o gelo até Manaus. Assim espero.
            Num dos supermercados da cidade fizemos nossas compras de suprimentos: água mineral com e sem gás, refrigerantes sem calorias, cervejinhas, uma caninha, frutas, iogurtes e biscoitos.
            Deixamos tudo guardado na agência do Pacheco, bem ao lado do porto, para pegarmos amanhã antes do embarque.
            O barco não fornece toalhas de banho. Então compramos duas, usadas, no hotel, bem baratinho, e sem aquele inconveniente das toalhas novas, que nada secam. Em Manaus, descartamo-las, já que não temos espaço para carregá-las conosco na moto.

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            Aguardando o barco e admirando o rio

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            O porto por onde amanhã embarcaremos

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            Orla do rio próxima ao porto. Área de lazer muito bem cuidada.

            No barco não tem internet. Por este motivo, ficaremos fora do ar até sábado. Mas, em alguns trechos da viagem, haverá serviço de telefonia móvel, principalmente quando o barco estiver passando pelas cidades de Manicoré, Nova Aripuanã, Borba e Nova Olinda.
            Então, até sábado!

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            Neste ponto, a BR 230 - Rodovia Transamazônica - cruza o Rio Madeira, em balsa

            Comentário

            • Jacob Bussmann Filho
              Fazedor de Chuva

              • Dec 2011
              • 2789

              #111
              Caramba , isso é que é banana....a super banana.Osmar muito bacana essa viagem , pois para quem não conhece essa a parte e eu sou um deles é muito legal, pois vamos vendo um outro Brasil, grande desconhecido da grande maioria.....que bacana.....em frente Osmar e Terezinha.

              Um forte abraço

              FC Jacob
              GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

              Comentário

              • Osmar
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2011
                • 257

                #112
                Olá Jacob, essas bananas são muito comuns naquela região e bastante apreciadas pela população, e pelos visitantes. Dizem que nós motociclistas precisamos comer bananas para prevenir contra câimbras. Então, além de alimento, é remédio também. E muito saboroso.
                Elas são consumidas ainda verdes: fritas acompanham qualquer refeição, especialmente peixes, ou ainda, com açúcar e canela, como sobremesa. E também, em forma de "chips", acompanham uma cervejinha. Quando maduras, são consumidas ao natural. Muito saborosas e doces. Ressalto que uma banana daquelas, é quase um almoço para duas pessoas, tão grande que são.
                Mas a maior atração é o bananeiro. Figura muito conhecida na cidade, é querido por todos, e ganha a vida assim, honestamente, vendendo bananas pelas ruas de Humaitá. Compramos várias bananas dele. Algumas verdes para a cozinheira do hotel preparar para nós. Outras quase maduras, "meio de vez", para levarmos e comermos a bordo quando estivermos navegando.
                Mas voltando ao bananeiro, conversei um pouco com ele, principalmente sobre a vida aqui na Amazônia, e em seguida encerrei a conversa, pagando a compra feita. Pegou o dinheiro e o colocou numa bolsa de couro que trazia no carrinho, e de lá tirou o troco para me dar. Disse então para ele ficar com troco. Agradeceu e colocou a gorjeta na mesma bolsa, de onde tirou algumas moedas e as colocou em outra bolsa. Fiquei intrigado e curioso, e indaguei o porquê daquilo?
                A resposta foi sem hesitar: dez por cento do que ganho vai para a igreja, e separo logo para não esquecer.
                Me despedi daquele cidadão honesto, trabalhador e temente a Deus.
                E para ilustrar, mais algumas fotinhas do encontro com ele.
                Forte abraço,
                Osmar e Terezinha

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                Comentário

                • Osmar
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2011
                  • 257

                  #113
                  Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

                  Navegando pelo Rio Madeira

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                  Sábado, 2 de fevereiro

                  Chegamos a Manaus hoje às cinco da madruga. Ainda estava escuro, mas já era intensa a movimentação de pessoas e barcos na região do porto. Como num passe de mágica, nossa moto foi desembarcada, despedimos-nos dos amigos feitos no barco durante a viagem, e toca para o hotel. Mas antes, para sair há que pagar a “taxa de desembarque”. Trinta reais pela moto, por se tratar de um terminal privado. Fazer o quê?
                  Agora estamos aqui, confortavelmente instalados no Hotel Ibis Manaus, banho tomado decentemente, e lembrando como foram estes dois últimos dias...

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                  Alvorecer no Rio Madeira, em Humaitá-AM

                  Na quinta-feira nossa alvorada em Humaitá foi cedo, lá pelas quatro. São Pedro ouviu nossas preces, e segurou a chuva. No porto ainda aguardamos um pouco a chegada do barco, que só aconteceu lá pelas seis. Conforme combinado, Pacheco apareceu com nossa caixa térmica cheia de gelo, águas, refrigerantes, iogurtes, e outras guloseimas para degustarmos durante a viagem. Braços fortes e mãos hábeis dos trabalhadores portuários embarcaram a moto num piscar de olhos, enquanto eu duvidava que conseguissem, porque o navio já chegou lotado. O porão e o convés principal estavam tomados por sacas de cebolas e de batatas, e caixas de tomates e limões. As cebolas garantiriam, durante toda a viagem, o perfume do ambiente. No convés superior, a cabine de comando, quatro camarotes – o nosso era o número UM – e uma grande área para armar redes, já totalmente tomada pelos viajantes locais. Durante a viagem, notamos grande número de estrangeiros, mochileiros, viajando entre os ocupantes de rede. Parece que eles gostam disso.

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                  O Dois Irmãos aportando

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                  Dúvida cruel: será que a moto vai embarcar? Como?

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                  Primeiro são embarcadas algumas caixas...

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                  Agora ela vai. Com todo cuidado, é empurrada por uma rampa improvisada

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                  O Comandante do barco (de camiseta azul, acima) observa com atenção a delicada operação

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                  Viva! Nós conseguimos!

                  Na área de lazer, que seria a cobertura do barco, metade ao ar livre, outra parte coberta e destinada a armar redes – também lotada – e um pequeno bar.
                  Banheiros e chuveiros em todos os níveis. A água utilizada é captada diretamente do rio. Água suja, barrenta, do rio Madeira, nas torneiras, nos chuveiros, nas descargas dos banheiros. Mas havia duas torneiras com água potável, geladinha, limpinha, para beber.
                  A cozinha está no porão.
                  A comida estava inclusa no preço da passagem. Ao embarcarmos, ainda conseguimos “pegar” o final do café da manhã: café com leite, pão (a margarina acabou) e biscoitos salgados.
                  O almoço e o jantar eram iguais para todos, ocupantes dos camarotes (só tinha nós) e das redes: feijão, arroz, macarrão, salada, carne (de gado no almoço, de frango no jantar) de panela e farinha. Acho que era farinha de pedra, pois não conseguimos comer, tão duros eram os grãos. A comida era servida em “marmitex”, uma para cada passageiro, e uma colher de plástico para comer. Nada de garfos e de facas. Impossível comer a carne sem usar as mãos.

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                  O timoneiro a postos para zarpar

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                  Um último olhar para Humaitá

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                  Explorando/reconhecendo o barco

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                  Um dos redários ocupa boa parte da área de lazer

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                  Draga de garimpeiros

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                  Opps! Chuva pela proa!

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                  Com o comandante do barco

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                  Terezinha visitando o redário

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                  Povoado ribeirinho

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                  Balsa para transporte de combustível

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                  A moto viajava muito bem acomodada na proa

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                  Mas que maravilha de paisagem!

                  O nosso camarote – não vi os outros – era um cubículo com um beliche e um ventilador. Só. Não tinha janela nem qualquer tipo de ventilação. Não tinha mesa, cadeira, armário. Os colchões eram novos e firmes. Lençóis limpos, travesseiros e fronhas novos e limpos. Durante o dia era tão quente que o ventilador não conseguia refrescar o ambiente. À noite, refrescava naturalmente, por conta da temperatura externa também abaixar.

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                  Conferindo a posição no GPS da moto

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                  Mais chuva pela frente!

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                  Porto de Novo Aripuanã

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                  Capacidades do barco

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                  Tranquilamente, apreciando a paisagem

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                  Barco de alta velocidade (linha de Manaus para Manicoré)

                  O barco, enquanto descia o rio Madeira desenvolvia velocidade de 25 quilômetros por hora. Ao encarar o maior do mundo de frente, o Amazonas, baixou para 15 por hora. Mais tarde, quando chegamos a Manaus, fiquei sabendo exatamente os porquês de a velocidade baixar tanto: primeiro, porque contra a corrente do rio toda embarcação navega mais devagar; segundo, porque o comandante diminuiu a potência do motor para economizar combustível, pois corríamos o risco de pane seca. Não dá para imaginar o que é ficar sem combustível, à deriva, à noite, no Rio Amazonas... Constantemente eu aferia a velocidade do barco com o meu GPS. Para navegar, o piloto, ou melhor, o timoneiro contava com o auxilio de uma bússola, e à noite, de um potente farol, mas que não ficava permanentemente aceso. O timoneiro o acendia vez por outra, para localizar as margens e se posicionar no canal de navegação, para se comunicar com outras embarcações, ou para examinar algum remanso que se desenhava à luz do luar, à procura de algum ponto de pouca profundidade.

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                  Na popa, só apreciando a paisagem.

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                  Nova Olinda

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                  Janela do camarote do comandante

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                  Na imagem do GPS, o exato momento que o barco atinge o Rio Amazonas

                  Na área de lazer, um alto falante fanhoso insistia em tocar músicas sertanejas, funks, e regionais. Mesas com duplas jogando dominó logo se formaram. Ambiente gostoso e alegre. À noite, a música parou para dar lugar a um culto evangélico com grande participação popular, que se prolongou por mais de duas horas.
                  A vida a bordo é muito tranquila. Tranquila demais, até. Passamos os dias, os dois dias, apreciando a natureza, as margens de matas verdes da exuberante floresta desfilarem para nós, os casebres dos ribeirinhos, as poucas cidades, pequenas cidades nas margens, as outras embarcações, as imensas balsas transportando combustíveis, ou carretas com mercadorias diversas, a chuva que às vezes caia com grande intensidade, e logo parava, dando lugar a um sol maravilhoso. E por falar em sol, assistimos dois pores do sol maravilhosos, um diferente do outro, um mais bonito que o outro.

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                  Operação de desembarque da moto, no Porto de Manaus

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                  A equipe responsável pelo desembarque

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                  Preparando para rodar...

                  Vamos permanecer em Manaus até segunda-feira, quando levaremos a moto à autorizada BMW na cidade, Braga Motors, para um check-up, trocar o óleo do motor, trocar o pneu traseiro, e bater um papo com o pessoal.

                  Sobre esse trecho recebemos algumas mensagens, que me permito transcrever.

                  Do nosso filho Fernando:
                  “Praticamente o conforto de um cruzeiro... Vcs são fera meus pais, não se acanham pra um beliche e ventilador ou pra um pão sem manteiga. Bjo e estamos na escuta.”

                  Do nosso amigo de Porto Alegre Cesar Visintainer:
                  “Pura emoção no embarque e desembarque da moto, não dá para respirar! Linda viagem...”

                  Da nossa amiga Maria Ângela Martins Teixeira, a Manja, de Rio Grande:
                  “Osmar e Terezinha! Que beleza de relatos, pois fico imaginando a tensão e a expectativa das manobras que realizaram com a moto para colocar no barco. Oh!! Paisagens lindas... Que aventura!! Parabéns!!! Sigam com Deus. Manja.”

                  A propósito, encontrei na internet esses conselhos úteis, por SETH KUGEL, colunista de viagens:

                  SETE ERROS - O que NÃO fazer se for viajar de barco pela Amazônia
                  1) Chegar sem verificar a data do embarque. Os barcos não saem todos os dias. Apesar de existir algumas informações no site Navegando e Lendo, tem que confirmar da forma antiga: ligar.
                  2) Comprar passagem por agência. É mais barato comprar a bordo ou no porto de embarque.
                  3) Chegar no último minuto. Muitas pessoas chegam de manhã para botar suas redes nos melhores lugares.
                  4) Colocar a rede perto do motor. Dormir lá é como ter um companheiro que ronca supersonicamente.
                  5) Viajar de camarote. É como ir a McDonalds e pedir um McCaviar. No barco se viaja na rede e ponto.
                  6) Esquecer seus livros e seu iPod. Não dá para conversar o dia todo.
                  7) Ficar no barco durante as paradas. Nada mais interessante do que passar uma hora numa cidade pequena da Amazônia, comendo sorvete de uxi e observando o ritmo da vida local.

                  Por minha conta e risco, eu acrescentaria mais um:
                  8) Não levar um molho de pimenta.
                  Última edição por Osmar; 25-05-13, 14:44.

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                  • Osmar
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2011
                    • 257

                    #114
                    Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”...

                    Lethem, chegamos à Guiana

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                    Na Guiana, o trânsito flui em mão inglesa

                    Sábado, 9 de fevereiro

                    Encerrando nossa estadia em Boa Vista, participamos de reunião do grupo de motociclistas ao qual o nosso amigo Cesar Riva pertence, o Roraima Moto Clube. Esta reunião acontece todas as sextas-feiras, em um quiosque na praça em frente ao Palácio do Governo. Churrasco de picanha, no ponto, assado pelo Cesar, e excelente banda de rock animaram o evento, que também contou com a participação de colegas do Caveiras Amazon Group, de Manaus, que estavam em trânsito por aqui, em direção à região do Tepequem, no norte do Estado. Mais uma vez agradecemos ao nosso amigo Cesar pela receptividade, pela companhia na viagem à Uiramutã, e nos colocamos à disposição, lá na nossa Bela e Santa Catarina.
                    Nosso destino agora é Macapá, a capital do Estado do Amapá. Temos duas opções para ir. A primeira é voltar a Manaus e num barco descer o Rio Amazonas até lá. Talvez seja a mais cômoda, mas não é exatamente isso que queremos. A segunda é cruzar pelas Guianas, e é isso o que queremos, e é isso o que faremos. Então...

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                    Ponte sobre o rio Branco, na BR 401, logo na saída de Boa Vista

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                    Posto Fiscal em Bonfim, anexo à Aduana Brasileira

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                    Ponte Internacional sobre o rio Tacutu

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                    O rio Tacutu, que separa os dois países

                    Lethem é a cidade da Guiana que faz fronteira com o Brasil, por onde entramos naquele país. No lado brasileiro, temos a cidade de Bonfim. Estão a cento e vinte e poucos quilômetros de Boa Vista, por excelente rodovia pavimentada.
                    Para a passagem da fronteira, no lado brasileiro apenas na imigração, carimbar os passaportes, dando a saída do país.
                    No lado da Guiana, além da imigração para carimbar a entrada nos passaportes, é necessário, na aduana, obter o Certificado de Importação Temporária da moto. Para tanto, há que apresentar, além dos documentos originais do veículo e do proprietário, uma carta de apresentação fornecida pelo consulado da Guiana em Boa Vista.
                    Este documento nós providenciamos quando chegamos a Boa Vista. No consulado (Rua Coronel Mota, 629, Centro, Fone (95) 3224-6105 e 8119-4868) fomos muito bem atendidos pelas simpáticas funcionárias e recebidos pela consulesa, Sra. Leila King, que inclusive nos orientou quanto à necessidade de se fazer um seguro obrigatório para a moto, que fizemos lá mesmo, em Boa Vista.
                    Com todos esses documentos em mãos, mais passaportes e carteira de motorista, originais e três fotocópias, a tramitação na aduana da Guiana foi rápida.
                    Em cerca de meia hora, já estávamos com tudo pronto: “Permission to Drive” e “Certificate of Temporary Import of Motor Vehicles” em mãos, e prontos para seguirmos em frente.
                    Ocorre que, como já passava das três da tarde, resolvemos pernoitar em Lethem, para seguir destino amanhã, bem cedo.
                    Ao se entrar dirigindo na Guiana, o primeiro impacto é a mão inglesa, herança dos tempos de colônia da Inglaterra. Um viaduto inteligentemente projetado se encarrega de fazer a inversão das mãos. Naturalmente que os veículos daqui, têm o volante no lado direito. Estranho, muito estranho para nós. Até me acostumar, tenho procurado andar sempre atrás de algum veículo com placa da Guiana.

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                    Entrando no viaduto de inversão do fluxo

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                    Pronto: já estamos rodando pela esquerda

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                    E as boas vindas!

                    Lethem é uma cidade pequena, porém com comércio muito forte, principalmente de produtos importados. É grande o número de brasileiros pelas lojas. Acho que na cidade tem mais carros com placa do Brasil, do que da Guiana. São os brasileiros na corrida por produtos estrangeiros, mais baratos.
                    A gasolina é mais barata que no Brasil. Custa GYD 263,90 (Dólar da Guiana) o litro. Talvez seja por esta razão, que no lado brasileiro não existe posto de gasolina. O nosso Real é moeda corrente na cidade, num câmbio de R$1,00 por GYD 100.
                    Estamos hospedados no Hotel Savannah Inn (www.savannahguyana.com).

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                    Loja típica de Lethem

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                    A fachada do nosso hotel

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                    Tem comida brasileira por aqui

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                    Essa é de Trinidad & Tobago. Gostei!

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                    Existem muitos destes rodando por estas bandas...

                    Comentário

                    • Osmar
                      Fazedor de Chuva

                      • Sep 2011
                      • 257

                      #115
                      Continuando as postagens neste espaço, referentes às cidades/pontos visitados na perseguição ao desafio “Bandeirante Fazedor de Chuva”, segue-se relato de mais um dia no trajeto entre Boa Vista, capital do Estado de Roraima, e Macapá, capital do Estado do Amapá, via Guianas.

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                      Em algum trecho da Rupununi Rd, entre Lethem e Annai, na Guiana

                      Rock View, the Heart of the Rupununi

                      Domingo, 10 de fevereiro

                      O domingo em Lethem amanheceu tranquilo, pouco movimento nas ruas, e o sol já ia alto quando ganhamos a estrada para Georgetown, a Rupunini Rd. Estrada de terra, cascalhada, mas em bom estado. Em certos trechos, até arrisquei viajar em quinta marcha a oitenta por hora, no máximo.

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                      Estrada não pavimentada não foi problema para a GS

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                      Aqui também tem pontes de madeira, nossas velhas conhecidas de Roraima

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                      A imensa savana na Guiana é cortada pela rodovia não pavimentada

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                      As temidas costeletas de vaca judiam dos amortecedores. A moto avança sem dificuldades

                      Apesar de cortar a imensa planície de savana, a estrada é bastante sinuosa. A paisagem é fantástica, vislumbrando-se ao longe, no horizonte, algumas montanhas acinzentadas. Pouquíssimos carros trafegando. Vez por outra, cruzamos com algumas vans que fazem o serviço de transporte de passageiros, as lotações, que viajam sempre em alta velocidade. Placas de sinalização não me deixam esquecer que devo manter minha esquerda. Terezinha também está atenta.

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                      Vans em alta velocidade cruzam por nós

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                      Vez por outra, encontramos pequenas motos, dos poucos habitantes da região

                      A savana é uma região deserta, isto é, pouca gente vive por aqui. A vegetação é uma espécie de capim bem baixo, e algumas árvores pequenas e retorcidas surgem como verdes pontos na imensidão da planície.

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                      Pausa para foto

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                      Em outro ângulo

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                      Montanhas à frente. Estamos chegando na área de transição de savana para floresta

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                      Um dos poucos lugarejos ao longo da rodovia

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                      Mapa não roteável. Me viro como posso!

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                      A estrada continua boa. Até quando?

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                      Ainda falta muito para chegar ao asfalto, em Lindem

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                      Finalmente o ponto de parada tão esperado

                      Depois de rodarmos aproximadamente cento e trinta quilômetros, chegamos à localidade de Annai, e aí é parada obrigatória num verdadeiro oasis chamado Rock View Lodge, “The heart of the Rupununi” (www.rockviewlodge.com). Um confortável hotel que reúne muitas atrações ligadas à natureza, dispondo, inclusive de pista de pouso própria, asfaltada. Pássaros aqui vivem em liberdade, e cantam o dia inteiro, empoleirados nas diversas árvores frutíferas.
                      Aí conhecemos o seu proprietário, Mr. Colin, um inglês que fala fluentemente o português, muito gentilmente nos recebeu e nos orientou sobre os usos e costumes daqui da Guiana.

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                      Não esquecer de fechar o portão!

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                      O hotel foi construído em meio a imenso jardim, com várias espécies de árvores nativas e exóticas

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                      Árvores frutíferas, e pássaros soltos. Um verdadeiro paraíso!

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                      Com Mr. Colin, o simpático proprietário da pousada

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                      Esse caminhão (de rally) é usado para levar os hóspedes a passear pela savana

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                      O nosso quarto na pousada. O sono de hoje está garantido.

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                      A porta do nosso quarto. Acima, imagem do pássaro que lhe dá nome

                      Chegamos já era quase hora do almoço. Mal tivemos tempo de um refrescante banho, quando o sino chamando para a refeição soou. Numa mesa grande muito bem arrumada, Mr. Colin acomoda todos os hóspedes em lugares adrede reservados, demarcados com guardanapo com o nome do quarto, que aqui recebem o nome de pássaros. O nosso, por exemplo, é o kiskadee.
                      Almoço foi de comida indiana, com ingredientes todos produzidos na horta do hotel: arroz, frango ao curry, roti (massa de pão cozida com temperos e enrolada em forma de cone), purê de inhame, quiabo, e salada de alface. Para beber, refrescos de limão e de carambola.
                      Na grande mesa, sentaram-se um casal de norte americanos da Geórgia, um casal com três filhos de Trinidad & Tobago, um dos filhos de Mr. Colin, nós e o próprio, que gentilmente sentou-se ao nosso lado para traduzir a conversa, já que todos falavam inglês.

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                      A grande mesa de refeições posta para o almoço

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                      O cardápio de hoje. A comida estava muito saborosa

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                      Após o almoço, este GC aproveita a oportunidade para "internetar".

                      À tarde, um tour pela área do hotel, um imenso pomar em forma de jardim. Árvores nativas e de frutas, todas identificadas com placas. Entre as frutas pendentes dos galhos, vimos caju, carambola, manga, tamarindo, coco, pupunha. Concluindo a visita, uma demonstração de processamento artesanal da castanha do caju, com degustação. Muito fogo e ao final as deliciosas castanhas saltavam de sua casca, enegrecida pelas chamas, nas mãos ágeis da demonstradora.
                      Às cinco horas em ponto, o sino do restaurante voltou a soar, desta vez chamando para o chá das cinco, o tradicional costume inglês. E lá fomos nós comer novamente, agora café, leite, chá, com açúcar mascavo ou mel para adoçar, muffins e broas de coco. Minhas roupas continuam encolhendo.
                      E ainda tem o jantar!

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                      A piscina da pousada

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                      Árvores exóticas por aqui

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                      Grande Cacique passeando no bosque

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                      Ao fundo, a pista do aeroporto - asfaltada!

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                      Torrando as castanhas de caju

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                      Grande descascador de castanhas

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                      Uma casa de abelhas

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                      Recebemos ilustre visita em nosso quarto. Mas já está de saída.

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                      Bom demais!

                      Para o jantar, mais surpresas: primeiramente Colin reuniu todos os hospedes no mezanino do refeitório, para conversarem informalmente, enfim, para se integrarem e se conhecerem melhor, já que de diversas nacionalidades. E para descontrair o grupo, uma entrada para o jantar, à base de castanhas de caju torradas, canapés, azeitonas, e a mais autêntica bebida da terra: rum. Delicioso, puro, com gelo, ou misturado com suco de frutas ou refrigerante. Apreciei muito!
                      E por fim, o jantar em si. Saboroso!

                      Um pouco sobre a Guiana, essa ilustre desconhecida.

                      A Guiana (oficialmente República Cooperativa da Guiana), anteriormente conhecida como Guiana Inglesa, é um país localizado no norte da América do Sul, entre a Venezuela, o Brasil, o Suriname e o Oceano Atlântico. Culturalmente, é parte do Caribe Anglófono.
                      A Guiana ficou independente do Reino Unido em 1966 e tornou-se uma República em 23 de fevereiro de 1970.
                      A zona mais habitada é a faixa litorânea, constituída por um terreno plano, pantanoso e, em grande parte, posicionado abaixo do nível do mar. Para evitar inundações, foi construído um complexo sistema de diques e canais. O interior do país é ocupado pela densa floresta amazônica.

                      História

                      Explorada por navegantes espanhóis a partir de 1499, o território foi colonizado no século XVII por neerlandeses da Companhia das Índias Ocidentais. Em 1814, a Holanda cedeu a região aos ingleses, que a batizaram oficialmente de Guiana Inglesa em 1831, tornando-a colônia britânica.
                      Diante das dificuldades encontradas para recrutar trabalhadores braçais entre os indígenas, as autoridades coloniais decidiram importar escravos negros. Com a abolição da escravidão em 1837, os trabalhadores indianos substituíram os negros nas “plantations” do interior.
                      Com a vitória eleitoral do Partido Progressista do Povo em 1953, 1957 e 1961, teve início o processo de independência do Reino Unido, concluído em 1966. O país, no entanto, permaneceu como membro da Comunidade Britânica. Em 1970 , tornou-se república.

                      Economia

                      A economia da Guiana ainda é muito dependente do setor primário, que responde, sozinho, por mais de 30% do PIB do país. As principais atividades são a mineração, a exploração madeireira, a agricultura, a criação de gado, e, em menor escala, a pesca. O item agrícola de maior importância é a cana-de-açúcar, seguida de arroz, mandioca e frutas. Na mineração, o destaque é a bauxita. A indústria ainda é bastante precária. De maneira geral, a Guiana encontra-se tecnologicamente atrasada em todos os setores de sua economia e depende de capital estrangeiro para se desenvolver. Fonte: Wikipédia

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                      • Formigao SFA
                        Fazedor de Chuva

                        • Dec 2012
                        • 3014

                        #116
                        GCFC Osmar, gostaria de fazer uma pergunta.
                        A decisão de passar pelas Guianas vc teve que levar o visto da embaixada, para ingresso na Guiana Francesa?
                        Bela viagem, comentários e fotos. Vou aproveitar muito sua experiência.
                        Desejo uma ótima viagem ao casal, torcendo para que tudo dê certo até o fim desse desafio.
                        Abraços formiguentos,

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                        Formigão NRME
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                        • Osmar
                          Fazedor de Chuva

                          • Sep 2011
                          • 257

                          #117
                          Olá Formigão, boa noite! Desculpas pela demora na resposta. Mas vamos lá.
                          Infelizmente necessitamos de visto para entrar na Guiana Francesa. Quando fores para lá, precisarás fazer o visto em consulado francês aqui no Brasil, conforme a circunscrição de tua residência: http://www.ambafrance-br.org/Mapa-da...oes-consulares, principalmente se fores pelo Amapá.
                          Nós conseguimos fazer o visto na embaixada da França no Suriname, em Paramaribo.
                          Continuo por aqui, à disposição do amigo. Espero que meus relatos sejam úteis.
                          Quando vieres ao sul, por favor, chegue. Moro em Balneário Camboriú.
                          Forte abraço, e boas viagens.

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                          • Formigao SFA
                            Fazedor de Chuva

                            • Dec 2012
                            • 3014

                            #118
                            Olá Osmar, agradeço o convite e passando pela Ilha do Governador é só roncar a descarga que o portão se abre.
                            O visto na embaixada da França no Suriname, exige que tenhas documentos diferentes daqueles que costumamos levar em viagem?
                            Pode informar quais documentos necessários?
                            Aqui no Brasil pedem para levar diversos documentos no consulado, para obter esse visto.
                            Iremos em três, para iniciar os dois desafios, Cardeal FC e Bandeirante FC, sendo que os amigos de viagem moram em Maceió, dificuldade para tirar o visto no Brasil, pois só tem embaixada em Brasília e consulado no Rio de Janeiro, os mais próximos.
                            Nossa intenção é entrar pela Guiana, passar pelo Suriname e depois ingressar na Guiana Francesa, o mesmo caminho que você fez (existe uma dúvida de caminho), para retornar ao Brasil pelo Oiapoque e seguir viagem.
                            Quanto a dúvida de caminho, verifiquei no google map que o caminho de Lethem a Georgetown, parece-me que a estrada termina em Barica.
                            Foi esse caminho que fizeste?
                            De Barica tem balsa para a estrada que chega até Georgetown?
                            Perdoe-me de estar fazendo todas essas perguntas, sebedor que estás em transito e isso toma tempo.
                            Grande abraço e o desejo de uma excelente viagem ao casal.
                            Abraços formiguentos,

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                            Formigão NRME
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                            • Osmar
                              Fazedor de Chuva

                              • Sep 2011
                              • 257

                              #119
                              Olá Formigão, boa tarde!
                              Respondendo suas indagações:

                              Para o visto na embaixada da França no Suriname, exigiram-nos os seguintes documentos:
                              . Formulário (fornecido por eles) preenchido à mão, usando letras de forma;
                              · Duas fotos tipo passaporte, com fundo branco;
                              · Cópia de todas as páginas do passaporte contendo dados e carimbos, e o original;
                              · Seguro de viagem cobrindo todo o período da estadia;
                              · Cópia dos documentos relativos à moto;
                              · Taxa de SRD$263,20 para cada um (equivalente a 60 euros – não se aceita em euros, dólares americanos, ou cartão de crédito).

                              Quanto ao caminho que fizemos na Guiana, saindo de Lethem foi: Annaí, Kurupukari, Mabura, Linden, Georgetown. Não passamos por Barica.
                              Acho que o Google Map não está muito de acordo.
                              Abraço

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                              • Formigao SFA
                                Fazedor de Chuva

                                • Dec 2012
                                • 3014

                                #120
                                Olá Osmar,
                                Esse seguro viagem foi feito no Suriname ou Brasil?
                                É seguro pessoal ou engloba o veículo?
                                Tem feito cambio nas fronteiras com dolar americano?
                                O Google Map desconhece esse caminho, como vc se orientou?

                                Boa viagem ao casal. Desfrute ao máximo esta viagem e a vida.
                                Abraços formiguentos,

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                                Formigão NRME
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