Bandeirantando

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  • Osmar
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2011
    • 257

    #31
    Terça-feira, 5 de fevereiro.
    Antes de iniciar nossa viagem de hoje, fomos até o parque das águas em Presidente Figueiredo, conhecer um pouco mais das belezas do lugar. Cascatas, cavernas, e muitas áreas de lazer, fazem deste lugar, um dos preferidos dos manauaras para curtir os finais de semana, e até mesmo, nas férias.
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    Seguindo pela BR 174, logo chegamos à reserva indígena Waimiri Atroari. Atenção para o com-bustível disponível no tanque. Não existe abastecimento nos próximos 125 quilômetros.
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    Deixando para trás a reserva indígena, chegamos ao marco onde a rodovia corta a linha do Equa-dor. Meu Deus, que decepção! Aquele que outrora foi um belo monumento encontra-se abando-nado, tomado pelo mato, revelando um grande descaso das autoridades que deveriam preservá-lo. Agravando a situação, pessoas pouco esclarecidas lançam seu lixo por ali, infestando o local com embalagens plásticas, latas, e restos de tudo, e mais, alguns imbecis escrevem seus nomes, como que marcando sua passagem pelo local. Deviam, isto sim, envergonharem-se desses gestos. Pura falta de educação.
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    A rodovia está em obras de restauração. Em três pontos está sem asfalto, por uns bons dez qui-lômetros no total. Não se vê máquinas nem operários trabalhando. Parece obra abandonada. O motivo logo aparece: a empresa responsável é a Delta, conforme indicam algumas placas. Já vi esse nome envolvido em algum escândalo de desvio de verbas no governo federal. Uma lástima!
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    Chegamos a Boa Vista, capital do Estado de Roraima por volta das cinco da tarde, depois de um excelente dia de viagem. Como soí acontecer, a nossa grande guerreira se comportou muitíssimo bem.
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    Em Boa Vista somos recebidos pelo nosso amigo Cezar Riva, a quem tivemos o prazer de conhecer através do site dos Fazedores de Chuva. À noite fomos jantar com ele e sua esposa Nilza, quando tivemos a oportunidade de nos conhecer melhor, já que temos uma grande paixão em comum: motocicletas.
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    Estamos hospedados no Hotel Barrudada (www.hotelbarrudada.tur.br), bem próximo ao centro, quase encostado no palácio sede do governo do Estado.
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    • Dolor
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #32
      GCFC Osmar e Terezinha, uma beleza terem conhecido o FC Cezar e a sua esposa, só possível graças a esta maravilha chamada moto, com esta grande capacidade de reunir as boas almas pelo meio do caminho.

      Vocês fazem a viagem daquele jeito bem parecido com o sonho, percorrendo, conhecendo e interagindo, tudo sem pressa.

      Um privilégio para poucos e desejo para vocês, a velocidade da tartaruga neste percurso/desafio.

      Sem pressa e curtindo.

      A respeito dos nossos monumentos, infelizmente vocês vão constatando o quão atrasados e ignorantes somos no trato dos nossos marcos históricos, que nas mãos de qualquer país com um mínimo de civilidade, estariam elevados à condição de patrimônios culturais.

      Me revolto a cada constatação e através dos desafios dos FC fazemos a divulgação do que vamos vendo, emitindo as nossas opiniões e se somos uns poucos, pelo menos somos sonhadores e amantes do nosso quinhão natal.

      Lembro ainda da teoria do caos quando diz que o bater de asas de uma borboleta num hemisfério, pode se transformar num furacão no outro.

      O importante é fazermos a nossa parte e continuarmos a amar o nosso país da melhor maneira que existe; respeitando-o!

      Não deixem de fazer a foto na frente do palácio do governo da única capital brasileira situada no hemisfério norte.

      Bom apetite e terei que fechar a boca com tanta comida para não sentir as minhas roupas encolherem também.
      Abraços
      Dolor e Angela
      Última edição por Dolor; 06-02-13, 18:54.

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      • Osmar
        Fazedor de Chuva

        • Sep 2011
        • 257

        #33
        Grande Cacique Dolor, referente aos monumentos brasileiros, felizmente temos algumas honrosas exceções. Entre elas, eu cito o Farol do Chui, que é mantido sob a responsabilidade da nossa Marinha. Estivemos lá recentemente. Veja a foto. Num lugar bonito, limpo, grama aparada, pintura em dia, tudo funcionando. Um belo monumento a marcar o extremo sul do nosso país.Click image for larger version

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        E nós por aqui, no Hemisfério Norte, seguimos rodando, fotografando, superando os desafios.
        Grande abraço,
        GCFC Osmar e Terezinha

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        • Osmar
          Fazedor de Chuva

          • Sep 2011
          • 257

          #34
          Quinta-feira, 7 de fevereiro
          Enquanto aguardamos o nosso amigo Cesar Riva se desvencilhar de seus compromissos profissionais, aproveitamos o tempo para circular pela cidade.
          Boa Vista, capital do Estado de Roraima. Localizada à margem direita do Rio Branco, a uma altitude de 92 metros acima do nível do mar, é a única capital brasileira acima da linha do Equador.
          O traçado da cidade, inspirado em Paris, mistura história, modernidade e natureza.
          O Palácio Senador Hélio Campos é a sede do governo de Roraima.
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          A construção teve inicio nos governos de José Maria Barbosa e Dilermando Cunha da Rocha, foi concluída no Governo de Hélio Campos, que batizou como Palácio 31 de Março, em homenagem ao movimento militar de 31 de Março de 1964.
          Posteriormente o nome foi substituído para Palácio da Fronteira, por fim, para Palácio Senador Hélio Campos.
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          Também, não poderia deixar de fazer uma pequena visita a uma unidade do Exército Brasileiro aqui sediada. Trata-se do Batalhão de Infantaria de Selva. Em 1984, quando eu ainda pertencia às fileiras do glorioso Exército Brasileiro, fui transferido para essa unidade militar, mas não cheguei a vir. Dias antes de embarcar para cá, fui chamado no concurso para ingresso na Receita Federal. Parei, pensei, mudei os planos, desisti da transferência, dei baixa do Exército e fui para meu novo emprego. Bons tempos aqueles!
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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #35
            GCFC, CFC Osmar e Terezinha, como conheço esta tua paixão pelo Exército, mesmo sentimento do FC Arno Hartke, tinha certeza que não perderias esta oportunidade de materializar este amor, visitando esta unidade aí em Roraíma.

            Até mencionei e sugeri a visita no capítulo: Uiramutã, uma cidade longe demais.

            Felizmente eu não estava errado.

            Parabéns por mais uma capital no desafio Bandeirante Fazedor de Chuva além de parabeniza-los por serem os primeiros brasileiros a conquistarem o desafio Cardeal Fazedor de Chuva.

            Um orgulho!

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            • Osmar
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2011
              • 257

              #36
              Grande Cacique, muito grato por suas generosas palavras. Efetivamente, quem pertenceu às fileiras de nossas forças armadas, jamais as esquece. Esse amor fica "na massa do sangue". É algo para sempre!
              E nós por aqui, depois de atingir o "cardealato", seguimos bandeirantando. Com muito orgulho.
              Grande e forte abraço,
              GGCCFFCC Osmar e Terezinha

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              • Osmar
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2011
                • 257

                #37
                Hoje pela manhã importante compromisso para marcar nossa passagem pela capital do Amapá: fotografar em frente à sede do governo do estado, aqui em Macapá, o Palácio Setentrião, para cumprimento de mais uma etapa do desafio Bandeirante Fazedor de Chuva. E não perdemos tempo!
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                Agora ficam faltando somente mais sete!

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                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #38
                  GCCFC Osmar e Terezinha, mesmo correndo o risco de ser repetitivo, é um privilégio poder viajar com vocês, mesmo nesta garupa espiritual e continuando neste mesmo viés, vocês são privilegiados em poderem estar realizando tantos sonhos e mais do que tudo, vivendo o amadurecimento pleno de um relacionamento.

                  Que felicidade, depois de uma grande jornada de educação, bem feita, dos filhos, poder o casal se voltar um para o outro e viver com tanta intensidade a plenitude do casamento!

                  Continuando a ser repetitivo à exaustão, vocês vivem a máxima dos FC quando diz; "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem...", cujas reticências nos permitem várias interpretações que vão desde a escolha com quem vamos viver, da intensidade da cumplicidade, do exercício da paciência, da gentileza no convívio, da capacidade de adaptação e como " hors concours " da transformação do amor em altar sagrado.

                  Estamos na torcida para certifica-los também como Bandeirantes Fazedores de Chuva, posto que já foram guindados ao trono da referência, tanto no âmbito familiar como naquele de nos inspirar a ter coragem para nos livrarmos das amarras diárias.

                  Finalmente, uma pequena confidência, gostaria de ter tido eu a idéia de batizar o meu desafio Bandeirante FC como "Bandeirantando", mas como cheguei em segundo, procuro outro título à altura.

                  Parabéns e continuem usufruindo desta maravilha chamada vida, especialmente sobre duas rodas!

                  Abraços
                  Dolor e Angela
                  Última edição por Dolor; 24-02-13, 23:16.

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                  • Osmar
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2011
                    • 257

                    #39
                    Grandes Caciques Dolor e Angela,
                    Suas palavras nos estimulam e nos incentivam a procurar cada vez mais, os tesouros espalhados pelo nosso imenso Brasil, como este, o famoso Marco Zero, em Macapá.
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                    Onde moram os macapaenses? No meio do mundo, na esquina do Rio Amazonas. E o meio do mundo é o Marco Zero do Equador... O marco inicial... Dessa grande capital. É aqui que contemplam os equinócios que são atrativos até mesmo para a comunidade internacional. Quem visita o Marco Zero pode estar no Norte e no Sul em segundos... Isso é da vontade de cada um. GGCCFFCC Osmar e Terezinha

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                    • Osmar
                      Fazedor de Chuva

                      • Sep 2011
                      • 257

                      #40
                      Emplacamos mais uma.
                      Terça-feira, 26 de fevereiro.
                      Dia dedicado a conhecer um pouco da cidade de Belém. Logo cedo nos encontramos com o Vivaldo, um militar da reserva que mora na cidade, meu amigo dos tempos de Exército. Fizemos juntos o curso de Sargentos na EsSA (Escola de Sargentos das Armas), em 1967, em Três Corações, Minas. E para começar, fomos direto para o famoso Mercado Ver o Peso, onde é vendido de tudo, mas principalmente, frutas e peixes da Amazônia. E nisso Vivaldo é perito, pois aprendeu muito sobre os recursos da floresta, nos cursos de sobrevivência e de guerra na selva que fez por aqui. E sempre que possível, expe-rimentávamos de tudo, principalmente as frutas exóticas. Deliciosas!
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                      Depois um citytour pela parte histórica da cidade, almoço numa das melhores peixarias e nos despedimos. Eu e Terezinha partimos para mais um compromisso dentro do desafio Bandeirante Fazedor de Chuva: visitar o palácio sede do governo do Estado do Pará, conhecido como o Palácio dos Despachos. Está situado um pouco retirado do centro, na rodovia Augusto Montenegro, Km 9. Com a devida autorização do comandante da guarda, foto tirada para comprovar a visita, e agora somente nos restam seis capitais. Falta pouco, muito pouco, pouco mesmo!
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ID:	163551

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                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #41
                        GCCFC Osmar e Terezinha, muito bom vê-los aí em Belém, cujo sinônimo deveria ser hospitalidade.

                        Temos alguns FC na área e caso necessitem de alguma coisa, é só gritarem.

                        Creio que ainda deva haver o encontro de motociclistas, as quartas, na Praça do Carmo.

                        Quais são as capitais faltantes?

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                        • Osmar
                          Fazedor de Chuva

                          • Sep 2011
                          • 257

                          #42
                          Grande Cacique, tudo bem por aqui, em Belém. Hoje à noite nos reunimos com o pessoal do BMW Clube do Pará. Gente muito amiga, hospitaleira e animada. O encontro foi na Estação das Docas, cervejaria Amazon Beer. O Chopp Weiss deles é fantástico.
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                          Para completarmos o desafio Bandeirante Fazedor de Chuva faltam seis capitais: São Luís, Terezina, Fortaleza, Natal, Belo Horizonte e Florianópolis.

                          Comentário

                          • Osmar
                            Fazedor de Chuva

                            • Sep 2011
                            • 257

                            #43
                            Click image for larger version

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                            Quarta-feira, 27 de fevereiro.
                            Hoje foi um dia completamente anormal para nós, pois iniciamos as atividades muito cedo, haja vista a grande distância que temos pela frente, até a cidade de São Luís, a formosa capital do Ma-ranhão. A rota calculada tanto no Maps.Google quanto no GPS, apontam para algo em torno de oitocentos quilômetros, isto porque a rodovia faz uma grande volta para contornar a Baia de São Marcos, e chegar a São Luís.
                            Uma última olhada na minha caixa de mensagens, e lá encontro mensagem do meu amigo Yuri, do BMW Clube do Pará, me passando um roteiro um pouco diferente, mas encurtando esta enorme distância: seria seguir pela BR 316 normalmente até passar a cidade de Maracaçumé, já no Maranhão, e logo em seguida entrar por rodovia estadual para Santa Helena, depois Pinheiro, e por fim Cojupe, um distrito de Alcântara, às margens da Baia de São Marcos, e ali tomar um ferry-boat para fazer a travessia, desembarcando diretamente em São Luís, economizando assim, muitos quilômetros, e mais que isso, fugindo do sol inclemente da região (isso se não estivesse chovendo).
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ID:	163602
                            A saída de Belém foi um pouco tumultuada devido ao grande fluxo de veículos, já naquela hora da manhã, que se estendeu por mais de duas horas, devido a rodovia cortar vários municípios da região metropolitana, emendados entre si.
                            E a rodovia estadual não estava em boas condições: muitos buracos, traiçoeiros buracos espalha-dos em toda a sua extensão, por mais de duzentos quilômetros. Em certos trechos os buracos eram tantos, que garotos munidos de pás, atiravam terra para tapá-los, em troca de alguns troca-dos. Agravando a situação, muitos quebra-molas, muitos deles sem sinalização de advertência, sem placas indicando para diminuir a velocidade, construídos totalmente fora de qualquer padrão, curtos e altos demais que sempre esbarravam na proteção do motor.
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ID:	163603
                            Por volta de duas e quinze da tarde chegávamos a Cujupe, no exato momento em que um ferry estava atracando, e cuja saída estava marcada para as duas e meia. Foi só o tempo de comprar-mos os tickets, embarcarmos e pronto: estávamos novamente navegando. Pela moto mais piloto pagamos vinte e cinco reais, e pelo garupa mais oito reais. A travessia demorou em torno de uma hora e quarenta minutos, com o enorme ferry balançando bastante ao sabor das ondas da sempre agitada Baia de São Marcos.
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                            O serviço de travessia é feito pela empresa SERVI-PORTO Serviços Portuários Ltda. (www.serviporto.com.br).
                            Em São Luís nosso destino é a casa do meu amigo Agnaldo, na praia do Calhau, onde chegamos facilmente e ele já nos aguardava. Fiz as contas da quilometragem percorrida, e constatei que economizamos duzentos e sessenta quilômetros e algumas horas de exposição ao sol.
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ID:	163605
                            Conheci o Agnaldo em 1967, quando fizemos juntos o curso de Sargento de Infantaria do Exército Brasileiro, na EsSA (Escola de Sargentos das Armas), em Três Corações, Minas Gerais. Depois dis-so nos encontramos algumas vezes, sendo a última em novembro do ano passado, quando fizemos o encontro comemorativo dos quarenta e cinco anos de formatura da turma, realizado em Balneário Camboriú. Agora estamos aqui em São Luís, sendo recebidos e alojados em sua casa, na praia do Calhau, para desfrutar da sua simpatia e hospitalidade.
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ID:	163606
                            Agnaldo mora bem, numa casa confortável, tipo sobrado, de frente para o mar – vejo ao longe grandes navios graneleiros aguardando para atracar no porto para carregar o minério que vem da Serra de Carajás – e bastando atravessar a rua para desfrutar da maravilhosa praia do Calhau. Pura mordomia, para o descanso deste grande guerreiro, detentor de vários cursos e títulos im-portantes conquistados ao longo de sua carreira militar, e que agora curte merecida aposentado-ria, digo, reserva remunerada.
                            Quinta-feira, 28 de fevereiro.
                            Fomos acordados por pássaros, que diariamente frequentam o pomar da casa para beliscar os frutos maduros, especialmente mangas e cajus. Nós também aproveitamos e fizemos a nossa co-lheita, inclusive de alguns cocos verdes, para saborearmos mais tarde. A fruta colhida diretamente na sua árvore tem muito mais sabor do que aquela comprada em verdureiras.
                            Aproveitamos enquanto a manhã ainda estava fresca, com suave brisa soprando do mar, para cumprir com mais uma etapa do desafio do Bandeirante Fazedor de Chuva. Agnaldo foi conosco para testemunhar o feito e eventualmente atuar como fotógrafo.
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                            O Palácio dos Leões é o edifício sede do Governo do Estado do Maranhão, e está situado no Cen-tro Histórico da cidade, às margens da Baia de São Marcos, ao lado da Prefeitura Municipal, do Fórum, e da Capitania dos Portos.
                            A sua localização privilegiada, no alto do promontório onde nasceu a cidade de São Luís, aliada à sua trajetória histórica, à sua arquitetura e seus bens artísticos, fazem do Palácio um conjunto de fundamental importância para o entendimento da formação da identidade cultural do povo maranhense.
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ID:	163608
                            Sua origem remonta a 1612, quando os franceses comandados por Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere, sob a proteção da rainha regente da França, Maria de Médicis, estabeleceram entre os estuários dos rios Anil e Bacanga, na ilha de Upaon-Açu, a colônia que batizaram de França Equinocial. Iniciaram a construção de um forte, ao qual deram o nome de São Luís, em homenagem ao rei Luís IX de França.
                            Após a expulsão dos franceses em 1615, o forte de São Luís é rebatizado São Felipe pelos portu-gueses. Dentro do recinto do forte, o capitão-mor Jerônimo de Albuquerque inicia a construção da residência dos Governadores, erguida com a técnica de taipa de pilão por mão de obra indígena.
                            Após várias reformas, em 1911, quando Luís Domingues assume o governo do Maranhão, encon-trou o Palácio com pouca mobília, e muitas salas necessitando de reparos. Na fachada havia um brasão heráldico com leões pintados em azulejos, o que levou o governo a adotar o nome de Pa-lácio dos Leões para o Palácio do Governo.
                            Com a devida autorização da segurança do prédio, a foto foi tirada para comprovar a nossa visita, e agora somente nos restam cinco capitais. Falta pouco, muito pouco, pouco mesmo!
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Name:	IMG_1047.jpg
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ID:	163610
                            (Prefeitura Municipal de São Luís)
                            Arquivos Anexos
                            Última edição por Osmar; 02-03-13, 20:32.

                            Comentário

                            • Dolor
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #44
                              GCCFC Osmar e Terezinha, ler as histórias de vocês é literalmente estar juntos. Rica em detalhes e ao mesmo tempo dinâmica, com informações precisas e num ritmo muito bom.

                              Realmente, atravessar a Baia de São Marcos não é fácil mesmo em condições de tempo normais. "Êta" mar agitado!

                              Agora, a respeito da caserna, no teu caso e em tantos outros, vejo mais como patrimônio, daquele tipo humano, perene.

                              Parabéns por este círculo de amizades e lembro que se faltar teto para os teus amigos, aqui em Balneário Camboriú, SC, pode incluir o nosso na regra três.

                              A lamentar o nosso país ter tão poucos estados. Gostaria, sinceramente, que tivéssemos pelo menos o dobro.

                              Boa viagem!

                              Comentário

                              • Josemir Vrijdags
                                Fazedor de Chuva
                                • Jun 2012
                                • 127

                                #45
                                Cada dia entro na página dos Fazedores de Chuva e vou diretamente para o tópico Bandeirantando, com a Vânia do meu lado embarcamos na carona com vocês e nos deliciamos com as fotos e a narrrativa que estão cada dia melhor. Gostei particularmente desta narrativa da visita à São Luís do Maranhão.
                                Muito obrigado por compartilhar esse tesouro conosco.
                                Não pudemos deixar de perceber que a viagem está fazendo muito bem a vocês também, a Teresinha parece cada dia mais jovem, e vc Osmar queimadão do sol parece um garotão surfista.
                                Um grande abraço, e ficamos aguardando as próximas postagens para rodar na garupa e conhecer as capitais faltantes do desafio.
                                FC Josemir e Vânia

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