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  • Laranjeira
    Fazedor de Chuva
    • Nov 2012
    • 76

    #46
    Livre no sabado, 28/4, convidei o Alex Bugelli, amigo e Harleyro há anos para darmos uma pequena volta pela Raposo Tavares e inserirmos algumas cidades no meu programa. Aqui estão Cotia, 42/645; Vargem Grande Paulista, 43/645; São Roque, 44/645; Mairinque, 45/645; Aluminio, 46/645 e Sorocaba, 47/645. Uns poucos 188.1 kms rodados com muito sol e tranquilidade. A Raposo Tavares de hoje nem sequer se parece com a movimentada e dificil estrada dos anos 70 e 80. Hoje é quase uma avenida ligando Bairros que se tornaram ciades. Vamos a elas; 42 de 645 - Cotia é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da capital paulista, Microrregião de Itapecerica da Serra. A história de Cotia começa por volta de 1700, quando os viajantes que iam para o interior dos estados, principalmente do Sul do Brasil em direção a Sorocaba em São Paulo paravam aqui para descansar e alimentar-se por ser um antigo pouso de tropeiros e burros onde circulavam cargas e mantimentos. O município teve um crescimento acelerado a partir de 1750. Segundo o censo da época, Cotia tinha 3.770 habitantes, sendo 17% escravos trabalhando em fazendas e sesmarias, e 83% cidadãos livres. Em 1842, o povoado serviu de acampamento para os políticos liberais que estavam em luta com o governo imperial brasileiro nos tempos de D. Pedro II. No plano econômico a vila continuava com sua pequena lavoura de subsistência. Em 2 de abril de 1856, a freguesia de Acutia é elevada a condição de vila pelo vice-presidente da província de São Paulo, Roberto de Almeida. Instalou-se então a primeira Câmara de Vereadores. Posteriormente, Cotia entrou num período importante de sua história. A agricultura desenvolveu-se extraordinariamente, quando surgiram no município notáveis organizações agrícolas. A produção dinamizou-se, e centenas de sítios novos cobriram a região. Iniciou-se, também, a época industrial. Na estrada que vai de São Paulo a Sorocaba, e ao longo da Sorocabana, as chaminés começaram a despontar. Em 1913, a cidade começa a receber os primeiros imigrantes japoneses que deram origem a uma evolução técnico rural, como a antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, no Moinho Velho, em 1928 que alguns anos mais tarde se transformaria em uma empresa poderosa e rentável, de importância internacional. A partir dos anos 70, novas indústrias de grande porte se instalaram ao longo da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), e desde então Cotia teve um crescimento acima da média do estado de São Paulo e sua população que não passava de 50 mil pessoas superou a casa dos 110 mil habitantes. A economia da cidade é bem variada, tendo como destaque os setores industrial e agrícola.. Na agricultura merecem destaque a batata, tomate, milho, feijão, alho e frutas diversas, sendo a maioria proveniente de Caucaia do Alto. A avicultura também é desenvolvida no município. Outro fato econômico importante do município, é o turismo. Click image for larger version

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ID:	166244. 43 de 645 – Vargem Grande Paulista Lendas contam que D. Pedro I tinha o hábito de caçar nas matas do Ribeirão Vargem Grande, quando então descansava naquele antigo casarão de estilo colonial, que existia na Estrada da Lagoa. O que se sabe de concreto, de acordo com registros históricos, é que as terras que hoje compreendem o centro de Vargem Grande Paulista, pertenciam ao Sr. Francisco Vieira outras ao Sr. Joaquim Nunes dos Santos, ao Joaquim de Oliveira que possuía as terras da Lagoa e vivia naquele casarão colonial, com senzala e escravos. No ano de 1914, com a desapropriação das terras do bairro da Graça, hoje Morro Grande – Cotia, para a construção de uma represa que abasteceria a Capital do Estado de São Paulo, iniciou-se o movimento para a implantação de escola na região e o projeto foi levado adiante. As grandes várzeas ali existentes eram propícias ao cultivo de cereais e de hortaliças. Dessa forma, foram se desenvolvendo as atividades agrícolas e pecuárias, que deram sustentação ao progresso e fortalecimento do povoado. Em 1963, Vargem Grande, então bairro de Cotia, eleva-se à categoria de Distrito, enquanto que a emancipação político administrativa de Vargem Grande Paulista data de 23 de dezembro de 1981, tendo sido seu território desmembrado de Cotia, após plebiscito popular que deu amplo apoio a essa iniciativa. O aniversário da Cidade é comemorado em 27 de novembro, dia de Nossa Senhora das Graças. O Município pertence à zona oeste da Grande São Paulo e dista 39 quilômetros em linha reta da Capital. Possui uma área total de 37 Km² e limita-se com as localidades de Cotia, Itapevi e São Roque. Localiza-se entre os quilômetros 39 e 45 da Rodovia Raposo Tavares (SP 270); situa-se a cerca de 930 metros de altitude, acima do nível do mar e sua população total, segundo o último Censo (2000), é de 32.683. O nome de nossa cidade expressa sua topografia: lugar plano ou planície extensa. A vegetação original da região é constituída de capoeiras e trechos de Mata Atlântica nas áreas de maiores altitudes. Em sua fauna destacam-se as presenças de garças e veados. Seu sub-solo apresenta-se rico em caolim. Ressalta-se a presença no Município, desde 1929, da laboriosa colônia Japonesa que até o ano de 1994 reuniu-se em torno da Cooperativa Agrícola de Cotia hoje Coopervag – Cooperativa Agrícola de Vargem Grande Paulista, que hoje dedica-se ao comércio varejista, indústria e comércio de insumos agropecuários. Atualmente a ACEVG – Associação Cultural e Esportiva de Vargem Grande, incentiva a educação através da prática de esportes (atletismo, vôlei, tênis de mesa, beisebol, etc.), cultivando-se o amor pelo Brasil e pelo Japão, aproximando brasileiros e nikkeis, todos empenhados no bem estar geral, também através de atividades que expressam as tradições culturais.Click image for larger version

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    • Laranjeira
      Fazedor de Chuva
      • Nov 2012
      • 76

      #47
      44 de 645 – São Roque. A cidade foi fundada em 16 de Agosto de 1657 pelo nobre capitão paulista Pedro Vaz de Barros, conhecido também como Vaz Guaçu, O Grande. A cidade recebeu o nome São Roque devido a devoção de seu fundador por este santo. Atraído pela região, estabeleceu-se com sua família e por volta de 1.200 índios as margens dos ribeirões Carambeí e Aracaí, começando assim, a cultivar trigo e uva. Mais tarde, imigrantes italianos e portugueses cobriram as encostas dos morros com vinhedos, instalaram suas adegas e transformaram São Roque na famosa "Terra do Vinho". Em 1681, Fernão Paes de Barros, irmão do fundador, constrói a Casa Grande e a Capela de Santo Antonio, em taipa de pilão, vindo esta a servir como parada e pousada dos Bandeirantes, que desciam o Rio Tietê em busca de ouro e esmeraldas. Em 1832, São Roque foi elevada à condição de vila e, em 1864, à categoria de município. E, em 1990, devido ao seu grande potencial no cenário histórico, artístico, ecológico e cultural, foi transformada em Estância Turística. Com um ótimo clima serrano, paisagens belíssimas e povo hospitaleiro, São Roque dispõe de uma excelente infra-estrutura hoteleira, bons restaurantes, um amplo comércio e os mais saborosos vinhos da região. À apenas 60 Km de São Paulo e servido por duas grandes Rodovias - Raposo Tavares e Castelo Branco - São Roque oferece aos visitantes opções de lazer com ar puro e muita tranquilidade. Click image for larger version

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ID:	166251. 45 de 645 Mairinque. Em meados do século 17, no local onde se ergueu a cidade de São Roque e posteriormente a cidade de Mairinque, Pero Vaz de Barros e Padre Guilherme Pompeu, possuíam grande extensão de terras habitadas por índios. A pouca distancia de São Roque havia um sítio denominado “Sítio das Marmeleiras”. Na gleba denominada Alumínio, ergueu-se uma fábrica de cimento. Em volta da pequena e rude estação de trem erguida por Metheus Maylasky, em 1875, é que se formou o núcleo do que viria ser a cidade de Mairinque, que naquela época era habitada por operários da estrada de ferro e agricultores. Juntamente com a estação, Matheus Maylasky construiu uma pequena oficina de reparos de trens, coberta de zinco, e que só funcionava em casos de emergência. O Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, quando já presidia a Companhia Sorocabana, vistoriando toda a rota da estrada de ferro, pressentiu que aquele seria o lugar ideal para funcionar como centro de ligação entre o mar, o “hinterland” (interior do país) e o oeste do Estado de São Paulo. Tudo isso bem perto da capital paulista, de Santos e de Itú. Já existiam ali, uma parada de trens, um pátio e uma oficina, tudo muito rudimentar. A topografia do lugar e a posição geográfica da estação, exigiam melhorias. O Conselheiro construiu então uma vila no povoado, iniciando a construção de 100 pequenas casas iguais, inaugurando o conjunto em 27 DE OUTUBRO DE 1890. Era uma vila bem arrumada, erguida numa clareira da mata situada em uma velha fazenda de nome Canguera, palavra que em língua Tupi, significa “ossada”, razão pela qual se achava que ali existisse algum cemitério indígena. Francisco de Paula Mayrink projetou outros núcleos habitacionais. Comprou mais 264 alqueires de terra e tratou de ampliar a vila. Na área da ferrovia, o Conselheiro realizou a ligação de Canguera para o mar e a incorporação da estrada de ferro Ituana. Como a vila fundada em 1890 era de caráter residencial, a placa da estação continuou estampando o nome de “Canguera”. Em fins de 1891 substituíram-na por “Manduzinho”, mas em 1892 já vigorava o nome de “Mayrink” em clara homenagem ao Conselheiro. Em 1904 elevou-se à categoria de Distrito Judicial. Em 1909 passou a Distrito de Paz, subordinada à São Roque. Com o rápido desenvolvimento da via férrea, novos operários eram admitidos em grande número. Vinham de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, tornando-se necessário resolver o problema de habitação. Nessa ocasião construíram-se alguns alojamentos mais confortáveis para as famílias dos empregados da Estrada, pois era a maioria dentro do aumento da população. Construíram-se também um hotel, novas lojas e três quarteirões de casas, que constituem hoje, a zona central da cidade. Começaram simultaneamente outros melhoramentos: farmácias, escolas reunidas, posto policial, açougue etc. Em consequência da construção dessas residências, do reservatório de água e esgoto, a Vila Mayrink mudou seu aspecto. Suas ruas ficaram mais bonitas, mais iluminadas (com gás acetileno que provinha de um gasômetro construído atrás do edifício sede da estrada de ferro) e com uma respeitável população urbana. Click image for larger version

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      • Laranjeira
        Fazedor de Chuva
        • Nov 2012
        • 76

        #48
        46 de 645 Alumínio. A história do Município de Alumínio inicia com a construção da Cia. Sorocabana de Estrada de Ferro. Surge a primeira iniciativa para a fabricação de aglomerantes hidráulicos e as primeiras providências para a instalação de uma fábrica de cimento. Assim, após a construção de um prédio em 1892, deu-se início à fabricação do cimento “Rodovalho’’. Após a construção da Estrada de Ferro Sorocabana (hoje Ferroban), foi necessária a construção de uma estação ferroviária para escoamento da produção de cimento. Concluída em 10 de julho de 1895, esta estação é aberta ao tráfego e recebe o nome de Estação Rodovalho, em homenagem ao proprietário da Fábrica de cimento. Em 1921, por motivos desconhecidos a fábrica é fechada e em seguida vendida para o imigrante português, Antônio Pereira Ignácio que continuou com a fabricação de cimento. Como a indústria de cimento dava bons resultados, em 1935, Antônio Pereira Ignácio, resolveu construir uma grande fábrica de cimento no bairro de Santa Helena, em Votorantim. Com a inauguração dessa fábrica em 1936, o cimento passou a chamar “Cimento Votoran”, prevalecendo com este nome até os dias atuais. Nessa época a fazenda que chamava Fazenda Santo Antônio, passou a bairro do Município de Mairinque e a chamar Rodovalho. Portanto, em Rodovalho ficou somente a indústria de cal hidráulica, olarias, extração de pedras e a exploração de lenha para suprir as necessidades da empresa que continuava sendo administrada, também por Pereira Ignácio. Este, diante de sua visão empreendedora e já formada a Sociedade Anônima Votorantim , em 1941, iniciou a montagem, no local, da fábrica de alumínio com a perspectiva de exploração do minério da bauxita, para a produção de alumínio. Antônio Pereira Ignácio, juntamente com seu genro, José Ermírio de Moraes iniciou as atividades da nova fábrica, dando-lhe o nome de Cia. Brasileira de Alumínio (C.B.A), que teve sua inauguração em 04 de junho de 1955, empresa hoje conhecida mundialmente. Com a instalação da C.B.A, o bairro passou a chamar Alumínio, assim como a Estação Ferroviária. Entretanto, continuou a pertencer ao Município de Mairinque. Após anos de luta e expectativa, o populoso bairro é elevado à categoria de Distrito da cidade de Mairinque pela Lei Estadual nº 2.343, de 14 de maio de 1980, aprovada pela Assembleia Estadual e promulgada pelo Governador Paulo Salim Maluf, dando assim o primeiro passo para sua emancipação. Com a elevação à distrito de Mairinque o bairro recebeu a demarcação territorial, estabelecendo suas divisas entre os Municípios de Mairinque, Sorocaba, Votorantin e Ibiúna. Com uma população de 13.500 habitantes, na ocasião da elevação a distrito, Alumínio já era praticamente uma cidade e continuava como esteio de todo seu desenvolvimento a Cia Brasileira de Alumínio. O Distrito já tinha como ponto alto a Educação e nesta parte não podemos deixar de mencionar o nome do Eng. Antônio de Castro Figueirôa que, não obstante ocupar o cargo de diretor da C.B.A., deu o máximo de si em prol da educação, da formação do povo aluminense e de sua emancipação.
        Em 12 de dezembro de 1991 foi votada na Assembléia Legislativa Estadual e em 31 de dezembro do mesmo ano foi sancionada pelo então Governador Luís Antônio Fleury Filho. A história de Alumínio esteve e está inteiramente ligada com a história da Cia. Brasileira de Alumínio. O município é localizado no km 74 da Rodovia Raposo Tavares, no Estado de São Paulo, pertencente a região centro-oeste. O aniversário da cidade é comemorado no dia 02 de abril (dia do Santo Padroeiro da cidade “São Francisco de Paula”). Click image for larger version

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ID:	166256. 47 de 645 Sorocaba - Os bandeirantes passavam por essa região quando iam para Minas Gerais e Mato Grosso à procura de ouro, prata e ferro. Em 1589, o português Afonso Sardinha esteve no morro de Araçoiaba à procura do ouro mas encontrou somente minério de ferro. No local, nesse ano, Afonso Sardinha construiu a primeira casa da região, que deu origem à fundação da vila de Nossa Senhora da Ponte de Monte Serrat, mudando-se para a vila de São Filipe no Itavuvu em 1611. Por ordem do então governador-geral do Brasil (período entre 1591 e 1602), Dom Francisco de Sousa, foi inaugurado o pelourinho (símbolo do poder real) na vila de Nossa Senhora da Ponte de Monte Serrat, no morro de Araçoiaba em 1599. Após o retorno de dom Francisco à corte, o capitão Baltazar Fernandes instalou-se na região em 1654 com família e escravaria vindas de Santana de Parnaíba nas terras que recebeu do rei de Portugal. Fundou então, a 15 de agosto de 1654, um povoado com o nome de Sorocaba. A palavra "sorocaba" vem do tupi sorok ("rasgar") e aba, sufixo substantivador. Assim, Sorocaba significa "lugar da rasgadura. Para incentivar o povoamento, Baltasar Fernandes doou terras aos beneditinos de Parnaíba, para que estes construíssem um convento e uma escola que funcionassem como um centro gerador de cultura. Essa edificação foi o mosteiro de São Bento, fundado em 1660. O povoado foi elevado a município no dia 3 de março de 1661, passando a chamar-se vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba e, na ocasião, foi instalada a primeira câmara municipal. O coronel Cristóvão Pereira de Abreu, um dos fundadores do estado do Rio Grande do Sul, conduziu pelas ruas do povoado a primeira tropa de muares no ano de 1733, inaugurando o ciclo do tropeirismo. Sorocaba tornou-se um marco obrigatório para os tropeiros devido a sua posição estratégica, eixo econômico entre as regiões Norte, Nordeste e Sul. Com o fluxo de tropeiros, o povoado ganhou uma feira onde os brasileiros de todos os estados reuniam-se para comercializar animais, a feira de Sorocaba. Este fluxo intenso de pessoas e riquezas promoveu o desenvolvimento do comércio e das indústrias. Em 1852, apareceram as primeiras tentativas fabris. No entanto, o comércio do algodão cru revertia melhores lucros aos Sorocabanos. A cultura do algodão desenvolveu-se grandemente, a ponto de levar Luís Mateus Maylasky, o maior comprador de algodão da zona, a construir, em 1870, a Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) inaugurada em 1875. A ferrovia foi um dos fatores do desenvolvimento industrial, que teve início com a Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, primeira metalúrgica em escala industrial da América Latina, de onde saiu um dos grandes Sorocabanos, Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro. A partir da queda das exportações do algodão, os Sorocabanos passaram a industrializar a fibra na própria cidade. Assim, Manoel José da Fonseca inaugurou, em 1882, a fábrica de tecido Nossa Senhora da Ponte; logo em 1890, apareceram as fábricas Santa Rosália e Votorantim, que deram início ao parque industrial de Sorocaba juntamente com as indústrias têxteis de origem inglesa que se instalaram na cidade, tornando-a conhecida como a "Manchester paulista". O declínio da indústria têxtil fez com que a cidade buscasse novos caminhos e, a partir da década de 1970, diversificou o seu parque industrial, hoje com mais de 1700 empresas: entre elas, algumas das principais do país. A cidade localiza-se na região sudeste do estado de São Paulo,13 a 92 quilômetros de distância da capital do Estado. As principais rodovias são a Castelo Branco (SP-280) e Raposo Tavares (SP-270). É atravessada pelo Rio Sorocaba, afluente da margem esquerda do Rio Tietê. O município de Sorocaba situa-se sob o Trópico de Capricórnio, na latitude 23° 26′ 16″ para a época de 2011, passando pelos bairros de Aparecidinha e Parque São Bento. No entroncamento da Rodovia José Ermírio de Morais (SP-75, Castelinho) com a interligação para a Rodovia Raposo Tavares, a Rodovia Dr Celso Charuri (SP-91/270) há um marco sinalizando o Trópico. O município conta com setenta quilômetros de ciclovias criadas nas avenidas principais da cidade, sendo possível atravessá-la somente utilizando-se bicicletas como meio de transporte. O planejamento do município prevê a construção da maior rede cicloviária da América Latina nos próximos anos e a implantação de um sistema de bicicletas públicas, semelhante ao das cidades européias de Barcelona e Paris. Atualmente, é a segunda maior malha cicloviária do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro. Click image for larger version

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        Comentário

        • Dolor
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2011
          • 3250

          #49
          FC Laranjeira, uma maravilha te ter de volta na estrada nos mostrando este grande estado São Paulo através da tua ótica.

          Estávamos com saudade!

          Deixa um lugar na tua jaqueta para o patch dos Fazedores de Chuva e não vai te enganar e vir para Santa Catarina, mais especialmente para Itajaí, pensando que pertence a São Paulo. Se isto acontecer, lembro que a minha casa não tem portas para ti!

          Erra e vem!

          Comentário

          • Laranjeira
            Fazedor de Chuva
            • Nov 2012
            • 76

            #50
            Amigo Dolor, Vai ser o melhor erro de minha vida! Obrigado pelo carinho e atenção.

            Comentário

            • Laranjeira
              Fazedor de Chuva
              • Nov 2012
              • 76

              #51
              3 de Maio, sabado de sol, os amigos se preparando para ir almoçar em alguma cidade proxima e eu "em pulgas" como diriamos em Portugal para experimentar o novo brinquedo: uma Harley 1200 Custom, comprada com o objetivo de facilitar o trato com os caminhos congestionados e pouco amigáveis deste lindo São Paulo. E, lá fui eu sozinho com a "Penichete" (apelidomdo brinquedo), rodar pelas cercanias de São Paulo. Visitei Cajamar, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato e, consegui almoçar com a familia! Foram 4 horas para rodar 112 kms. Aqui estão; 48 de 645 Cajamar - O nascimento de Cajamar está ligado à implantação da fábrica de cimento Companhia Brasileira de Cimento Portland, de origem canadense, na década de 1920, em Perus. Esse material, conhecido das civilizações antigas, recebeu o nome atual, “cimento Portland”, no século XIX, graças à semelhança com as rochas da ilha britânica de Portland. Na década de 1930, os trabalhadores da fábrica e das minas já estavam residindo no distrito da Água Fria, que ainda pertencia a Santana de Parnaíba. Assim, foi à exploração do minério em Cajamar que deu origem aos primeiros núcleos habitacionais, as vilas residenciais dos operários. Entrementes, o controle de preços do cimento por parte do governo federal, forçou a campanha, de capital estrangeiro, a vender a empresa em 1951. A família J.J. Abdalla se tornou proprietária da fábrica. Em 1974, a companhia foi incorporada ao patrimônio nacional, e na década de 1980 foi adquirida por um consórcio de empresas. Todavia, nessa mesma década, encerrou as atividades por pressão de movimentos populares e do Ministério Público exigiam o fim da poluição provocada pela fábrica. O município tem como Padroeiro São Sebastião, celebrado todo dia 20 de janeiro; e em 18 de fevereiro é comemorado o aniversário da cidade. Com a implantação do Rodoanel, está conectado às principais vias do Estado.

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              49 de 645 Caieiras
              - A história de Caieiras surgiu no século XIX quando o Cel. Antônio Proost Rodovalho, comprou uma fazenda ao longo do Rio Juqueri-Guaçu, nas proximidades de onde formou-se a cidade de Caieiras. A existência em abundância de um importante mineral próprio para a fabricação da cal. O Coronel Proost Rodovalho que era conhecido por seu empreendedorismo no comércio, agricultura e nas instituições financeiras, por volta de 1877 mandou construir dois fornos, passou a produzir a Cal e transporta-la em lombos de mulas até a estação ferroviária de Perus - Ferrovia The São Paulo Railway Company Limited, conhecida como “a inglesa”. Os fornos de cal foram inspiração para a denominação - Caieiras e surgiu em 1883, com a implantação da Estação Ferroviária da cidade. A pedido do Coronel Proost Rodovalho a Inglesa implantou a Estação Ferroviária denominada Caieiras, em 19 de julho de 1883. A partir de abril de 1890, teve início em Caieiras a fabricação de papel quando um grupo de empreendedores e progressistas brasileiros fundam a Companhia Melhoramentos de São Paulo - Industria de Papéis. Em 1890, Rodovalho e sua esposa, Etelvina Dutra Rodrigues Rodovalho, adquirem a Cia. Melhoramentos de São Paulo, intensificando ainda mais a produção de papel. Os trabalhadores que anteriormente se dedicavam à agricultura foram fixados em 180 residências construídas na Melhoramentos. Assim, formou-se o primeiro núcleo habitacional planejado para trabalhadores livres do Brasil. A vida política começou a tomar forma em 1953, quando os moradores da região passaram a organizar a Comissão Pró-Emancipação de Caieiras, cujo objetivo era criar o Município de Caieiras. Assim, foi enviada à Assembleia Legislativa uma solicitação para a realização de um plebiscito que decidiria sobre a criação do município. Depois da realização do plebiscito cuja escolha da população foi pela emancipação, em 14 de Dezembro de 1958 surge oficialmente o município de Caieiras.

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              50 de 645 Franco da Rocha - Até o século XIX, Franco da Rocha era um lugarejo que servia de caminho para os Bandeirantes que seguiam em direção à Minas Gerais. Foi a partir das intervenções da São Paulo Railway, responsável pela construção de várias estações ferroviárias, dentre elas a Estação Franco da Rocha - Juqueri, inaugurada em 1º de fevereiro de 1888, que a região começou a se desenvolver. Em 1886, Filoteo Beneducci chegou na cidade com o firme propósito de descobrir ouro em grande escala. Entretanto, não existia a quantidade suficiente do minério que justificasse um grande investimento e Beneducci resolveu dedicar-se simplesmente à extração de pedras, enviadas a São Paulo pela Estrada de Ferro. O fato mais importante na história do município, certamente, foi a instalação do Hospital Psiquiátrico, que contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento da cidade. Em 1895 começou a ser construída, com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, a Colônia Agrícola Juqueri. Em uma área de 150 hectares foram iniciadas as obras para a construção da Colônia Agrícola do Juqueri. Foi então que o médico Francisco Franco da Rocha, a serviço do Governo do Estado, foi designado para administrar o mais novo e famosos Hospital Psiquiátrico do Brasil. Inaugurado com capacidade inicial de 800 leitos, o Hospital ocupava um terreno à margem da linha férrea, próximo à estação Juqueri. Posteriormente, contudo, as fazendas Cresciúma e Velha foram incorporadas ao patrimônio do Hospital e no ano de 1916, o Governo do Estado adquiriu as terras da 4ª Colônia que tinham pertencido a Beneducci e a Ângelo Sestini e as linhas e máquinas para abrigar uma usina elétrica do hospital, que durante alguns anos forneceu energia para a estação e para todo o povoado. A usina forneceu Luz a Estação do Juqueri até 1939. Em 1908 iniciou-se a construção da igreja matriz em louvor a Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Município. Franco da Rocha foi elevado a distrito do município de Mairiporã, em 21 de setembro de 1934, e em 30 de novembro de 1944, Franco da Rocha tornou-se um município autônomo.

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              51 de 645 – Francisco Morato - Um pequeno lugarejo denominado Vila Bethlém era sede da Companhia Fazenda Belém, empresa associada da The São Paulo Railway, que liderava um empreendimento formado em 1858 por capitais britânicos e brasileiros com o objetivo de construir uma ferrovia entre as cidades de Santos e Jundiaí para escoar a produção cafeeira do interior do Estado até o porto paulista. A Vila Bethlém servia de acampamento aos operários que construíram o túnel que transpunha a Serra do Botujuru. Após a conclusão do túnel, a São Paulo Railway, conhecida popularmente como "Inglesa", havia comprado do Barão de Mauá os 45 km2 que hoje formam a cidade de Francisco Morato. Com a inauguração do túnel de Botujuru, a área em torno da vila transformou-se numa fazenda de eucaliptos que fornecia lenha para ser usada na estrada de ferro. Surgiram também, às margens da ferrovia, várias olarias e cerâmicas que produziam tijolos e telhas utilizadas pela companhia que construía a ferrovia. Como as leis brasileiras não permitiam que houvesse no país duas cidades com o mesmo nome (Belém do Pará e Vila Bethlém, ou simplesmente Belém), a cidade paraense conservou seu nome, por ser mais antiga e ser capital de um estado e, em 1954, foi sugerida que a antiga Vila Bethlém recebesse o nome de Francisco Morato. A sugestão foi dada pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde o professor Francisco Morato havia lecionado. Acolhida pela Câmara Municipal de Franco da Rocha, o distrito de Francisco Morato emancipou-se político-economicamente no dia 21 de março de 1965. Depois de um plebiscito realizado no distrito e aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado. Nascia, portanto, a cidade de Francisco Morato. Atualmente a cidade de Francisco Morato é uma das maiores da região. Sem condições de abrigar grandes indústrias, pela falta de áreas disponíveis, a cidade apostou no comércio e na prestação de serviços para movimentar sua economia. A aposta deu certo. O maior comércio da região gera milhares de empregos, arrecada impostos para o município, oferece variedade de produtos e serviços aos seus consumidores e já se torna ponto de referência nas cidades vizinhas.

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              Última edição por Dolor; 05-05-13, 22:48.

              Comentário

              • Jacob Bussmann Filho
                Fazedor de Chuva

                • Dec 2011
                • 2789

                #52
                Legal te-lo de volta nas estradas Laranjeira, fotogrando mais umas prefeituras....rsrsrsrr.......abração

                FC Jacob
                GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

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                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #53
                  FC Laranjeiras, parabéns pela nova moto e como sempre, pelos relatos cheios de histórias!

                  Também fico "em pulgas" aguardado pular na tua moto e sair para continuar conhecendo através da tua ótica este rico e poderoso estado de São Paulo.

                  Um prazer!

                  Comentário

                  • Osmar
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2011
                    • 257

                    #54
                    Olá meu amigo Laranjeira, bom dia! Estamos te acompanhando nestas viagens por São Paulo, através teus bem elaborados relatos, e assim vamos aprendendo e conhecendo mais do nosso país. Vá em frente, companheiro!
                    Última edição por Osmar; 06-05-13, 10:10.

                    Comentário

                    • Laranjeira
                      Fazedor de Chuva
                      • Nov 2012
                      • 76

                      #55
                      Jacob, eu acompanho teu caminhar com um prazer que só tem quem está fazendo esta "arte". Vamos em frente que ainda falta um montão.......
                      abraços
                      FC Laranjeira

                      Comentário

                      • Laranjeira
                        Fazedor de Chuva
                        • Nov 2012
                        • 76

                        #56
                        11/5, Sabado de sol, vespera do dia das mães, um "fugidinha" com "Penelope" e visitamos mais 5 cidades; 3 horas e meia e 214.6 kms para fotografar Varzea paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira, Vinhedo e Valinhos. Todas no eixo interno São Paulo /Jundiaí, servidas por belas estradas, hoje vicinais, mas que foram de capital importancia para o desenvolvimento da região após o abandono das ferrovias. 52 de 645 – Varzea Paulista - A história de Várzea Paulista começa em 1867, quando os ingleses construíram a estrada de ferro que liga Santos a Jundiaí. A estrada passava por uma várzea campesina, com um saliente acidente geográfico e as águas cristalinas do rio Jundiaí. O local começou a ser povoado dezenove anos depois da inauguração desse trecho ferroviário, no final do século XIX, mais precisamente em 1886. Em 1891 foi inaugurada a Estação Ferroviária, com arquitetura e materiais ingleses. Em agosto de 1956, o Cartório Civil teve seus livros liberados para assentamentos. O primeiro registro de nascimento foi realizado em 14 de agosto de 1956. O primeiro casamento foi realizado em 05 de setembro do mesmo ano. Em 1964, um grupo de varzinos, se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local. A Assembléia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação por meio da lei estadual 5820. No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes. Criaram-se mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras fábricas da Várzea Paulista emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, adquiriu um terreno para construção de sua fábrica. Várzea Paulista está há 57 km de São Paulo e 7 km de Jundiaí e 5 km de Campo Limpo Paulista. Tem acesso pela Via Anhanguera, Rodovia dos Bandeirantes, Via Do Pedro I, Circuito das Águas, Rodovia Edgard Maximo Zambotto. Nos últimos anos Várzea Paulista teve um crescimento populacional vertiginoso. Em 1970 o número de habitantes era de 9,910, saltando para 33.835 em 1980. Quase 30 anos depois chega a soma de atual de 107.211 mil. O crescimento coloca a cidade como a segunda mais populosa da região de Jundiaí. Click image for larger version

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ID:	166597. . 53 de 645 Campo Limpo Paulista - Do longínquo 1615, ano em que a tradição popular indica como a data em que Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes, procurados pela justiça, refugiaram-se na área onde está situada a cidade de Jundiaí, como afirma o historiador Pedro E.Valim, em seu “Álbum dos Municípios de São Paulo”: “...embrenharam-se pelo sertão, e assentaram vivenda onde hoje está a povoação”, passaram-se exatamente 350 anos, o tempo necessário afim de que Campo Limpo, de bairro pertencente a Jundiaí, se transformasse na dinâmica cidade que hoje conhecemos. Em 1867, a SPR (S.Paulo Railway), depois de ter assentado seus trilhos partindo de Santos para São Paulo, após ter vencido o desafio do desnível da Serra do Mar, alcançava a cidade de Jundiaí. Para Campo Limpo, este fato representou apenas o começo. A segunda etapa, que seria a definitiva para o crescimento da cidade, se deu 17 anos depois, em 1884, quando foi inaugurada a E. F. Bragantina, que partindo da cidade de Bragança, tinha seu terminal na “Parada Campo Limpo”. Os poucos moradores daquele tempo perceberam que o bairro distante e abandonado de Jundiaí começava a pisar em terreno firme e sólido. Podia-se deslumbrar um futuro. Com as sucessivas crises que a produção cafeeira teve que atravessar, principalmente na primeira metade do século XX, Campo Limpo, para sair do atoleiro da estagnação de uma agricultura decadente, baseada na monocultura, procurou encontrar novos espaços no cenário industrial e tecnológico do País, que a partir dos anos 50 teve um grande impulso, estimulado pela política do governo da época. A instalação de grupos industriais, sólidos e tradicionais, com a consequente criação de novas oportunidades de trabalho, geradoras de renda com o aparecimento de atividades comerciais paralelas, produziu uma corrente de desenvolvimento que não podia mais ser detida. Campo Limpo Paulista foi alçada à categoria de distrito do município de Jundiaí em 20 de dezembro de 1953, pela lei municipal no 2.456. Tornou-se município independente em 28 de fevereiro de 1964, pela lei estadual no. 8.092. O plebiscito que aprovou a emancipação ocorreu em 1o de dezembro de 1963, e o primeiro prefeito tomou posse em 21 de março de 1965, data oficial da fundação do município. Click image for larger version

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                        • Laranjeira
                          Fazedor de Chuva
                          • Nov 2012
                          • 76

                          #57
                          54 de 645 Louveira - Segundo os historiadores a origem do nome do município está ligada ao primeiro povoador. Gaspar de Louveira, natural de Lagroña, Espanha. Em contraponto, o Dr. Hermes Moreira de Souza fez publicar em "O Estado de São Paulo, de 17-9-72, 903 - Suplemento Agrícolas, pág 7, Secção Paisagismo, um seu trabalho, onde se lê: "A louveira (Cyclolobium vecchi) atualmente é uma árvore praticamente extinta. Localizada inicialmente nas márgens do rio Mogi Guaçu em Conchal, sua identificação tornou-se possível pelos esforços de Otávio Vecchi. Acredita-se que o Município de Louveira deva seu nome a essa árvore. Pertence ao grupo das cabriutingas e sua sobrevivência somente pode ser garantida se cultivada como ornamental"."A cabriutinga, palavra de origem indígina (cabriuva branca) é diferente da cabriuva, embora também pertença à família das leguminosas e particularmente à das papilionáceas. Pertence a um gênero muito distinto - Cyclobium, palavra de origem grega com o significado de "lobo" ou "lobulo arredondado". " A espécie Cyclolobium clausseuni é nativa de São Paulo e Minas Gerais. São conhecidas outras espécies de cabriutingas como Cyclolobium brasiliense, C. amazonicum, C.blanchetianum, todas elas não cultivadas em São Paulo. Para o Cyclolobium vecchi há o sinônimo Cyclolobium louveira, aparentemente não válida, mas que reforça a ideia exposta de torná-la a árvore representativa daquele Município, ao qual lhe empresta o nome". A população Louveirense é de origem Italiana, seus costumes são típicos da Itália. A realização de festas (Abadia), brincadeira de gerações passadas, acostumados com a vida simples da roça, ainda observamos plantações de uva e outras frutas, as reuniões de domingo com toda a família, a tipicidade de jogos de carta, bocha e comemorações ao final da colheita. As tipicidades deste povo cujas tradições e seu meio simples de vida, algumas são preservadas como a fabricação de vinhos, doces caseiros, mel, compotas, pratos típicos como polenta, variações de carnes e massas, a confecção de artesanatos como os primordiais bisquis, guardanapos, crochês e rendas. Click image for larger version

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                          • Laranjeira
                            Fazedor de Chuva
                            • Nov 2012
                            • 76

                            #58
                            55 de 645 Vinhedo - Em 1620, aproximadamente, época do ciclo do ouro, surgiu um pequeno povoado na Estrada da Boiada (estrada que até hoje corta a cidade de Vinhedo). A chamada rota dos bandeirantes e também dos tropeiros, que transportavam gado e produtos, acabou desenhando o desenvolvimento do país. E a história de Vinhedo não é diferente. Em 31 de outubro de 1908, o governador do Estado de São Paulo, Albuquerque Lins, promulgou a Lei nº1138, criando o Distrito de Paz de Rocinha, no município de Jundiaí e, pela proximidade com aquela cidade, acabou atraindo novos moradores. O Distrito, antes simples pousada daqueles bandeirantes e tropeiros, tornou-se um dos principais locais da região. A população, formada principalmente por imigrantes europeus, transformou a agricultura, bastante diversificada, na base da economia local, caracterizada, principalmente, pela grande quantidade de videiras predominantes em seus vales e encostas. Rocinha não parou de crescer. As ruas foram surgindo e o Distrito ganhou condições urbanas de um povoado em desenvolvimento. Na década de 20, a agricultura deixou de ser o principal ramo de economia, quando foi construída a primeira indústria do Distrito, a Fiação e Tecelagem Sant’Anna, inaugurada em 1925. Em 1947, foi fundada a Cerâmica Jatobá, e em 1953, a Carborundum. O povoado prosperava e os problemas começavam a surgir. Diversas pessoas influentes na cidade, como médicos, jornalistas, famílias tradicionais etc, captando o anseio da população em se desligar de Jundiaí, iniciaram o processo de emancipação do Distrito. O plebiscito foi marcado para 24 de outubro de 1948, plenamente democrático e simples, onde todos podiam votar. Eram homens e mulheres acima de 18 anos, que viviam no Distrito, no mínimo há dois anos. Dos 1.666 eleitores que compareceram à votação, 1.563 lutaram pela emancipação, oficializada no mês de dezembro do mesmo ano. Em 2 de abril de 1949, aconteceu a escolha do primeiro prefeito, tendo como candidato único, o médico Abrahão Aun. Vinhedo foi o nome escolhido para homenagear o principal produto agrícola da cidade – a uva. Antes mesmo da emancipação de Vinhedo, um grupo de agricultores celebrava a colheita dos frutos ao som de músicas tradicionais e muita alegria. Era um momento mágico, em que os produtores comemoravam o fruto de seu trabalho com a comunidade local. Oficialmente, a primeira Festa da Uva aconteceu na Praça Sant’Anna no ano de 1948. Com o passar do tempo e à medida em que prosperava a cidade, o evento também cresceu. Hoje, Vinhedo não é mais uma cidade agrícola, mas fica evidente na população a preocupação com a preservação das tradições e da cultura daqueles que ajudaram a construir o município. Click image for larger version

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ID:	166605[/ATTACH]Click image for larger version

Name:	Vinhedo 2.jpg
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ID:	166604. 56 de 645 Valinhos - O primeiro marco na história de Valinhos registra a concessão de uma sesmaria ao sesmeiro Alexandre Simões Vieira no dia 2 de dezembro de 1732, que foi outorgada pelo presidente de São Paulo, Antonio Luiz de Távora, o conde de Sarzedas. Conta a história que Alexandre Simões Vieira abriu um caminho novo de Jundiaí aos Goiazes, tendo como paragem um ribeirão chamado Pinheiros. O Pouso de Pinheiros é o primeiro marco oficial de uma área dentro do atual município de Valinhos e, conforme os historiadores, teve existência quase centenária. Segundo o professor Mário Pires, em seu livro “Valinhos: Tempo e Espaço”, a localização deste chamado Pouso de Pinheiros provavelmente é o atual bairro Capuava, o qual o historiador considera a “célula mater” de Valinhos. No período em que a sesmaria foi outorgada, Campinas ainda era chamada de bairro de Mato Grosso das Campinas, pertencente ao município de Jundiaí. Em 1741, Francisco Barreto Leme, juntamente com sua família, fixa-se na região e dá início a um povoado. Em 1774, o então bairro de Jundiaí é elevado à categoria de Distrito e, em 16 de novembro de 1797, Campinas torna-se município. A partir daí, não se sabe precisar quando foi fundada a vila de Valinhos. Porém, na área onde está localizado o município hoje, já naquele período se constata o desenvolvimento através de grandes fazendas. A fazenda Dois Córregos, onde atualmente se localiza o bairro Dois Córregos, pertenceu ao Brigadeiro Luiz Antonio, tido como o homem mais rico da capitania, que chegou a possuir, só em Campinas, 16 engenhos de açúcar. Outro dado importante sobre nossas origens aconteceu durante a epidemia de febre amarela que arrasou Campinas no ano de 1889. Segundo cálculos feitos pelos médicos da época, a população de Campinas, que era de 20 mil pessoas, foi reduzida a quatro mil. Não que a maioria tenha morrido, mas sim que as mesmas fugiam da cidade com medo da doença. Foi em função da epidemia da febre amarela de 1889, que a Sexta Secção Eleitoral de Campinas foi transferida para Valinhos, pois muitos dos campineiros buscaram refúgio em Valinhos. Com isso, o futuro distrito de Valinhos começa a ser desenhado. No ano de 1893, o Diário Oficial do Estado do dia 1º de setembro publica, em sua página 7840, dentro do Expediente da Secretaria dos Negócios da Justiça, ato de criação do “Distrito Policial de Valinhos”. O tráfego ferroviário pela Cia. Paulista de Estrada de Ferro de Jundiaí a Valinhos teve início em 28 de março de 1872. Com a precariedade das estradas, as cargas sendo transportadas no lombo de mulas e burros, os trens passaram a ter grande importância, servindo inicialmente para o transporte das sacas de café em grãos, com destino ao Porto de Santos. Conforme relato do historiador Benedito Otávio, em 1907, ao inaugurar-se a Cia. Paulista o tráfego ainda era pequeno na Vila de Valinhos, crescendo após a lei de 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão. Com a abolição, havia falta de mão-de-obra e os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar em 1888, dando um novo impulso na agricultura. As inúmeras fazendas cafeeiras, que proliferavam em toda região, motivaram a construção da ferrovia. Em 28 de maio de 1896, a pequena, mas próspera vila de Valinhos foi elevada à categoria de Distrito de Paz, que utiliza as mesmas divisas do Distrito Policial, criado em 1893, para definir os limites do novo distrito. Se Valinhos teve projeção nacional e, por que não, internacional, isso se deve a seu principal produto agrícola, o Figo Roxo, introduzido em terras valinhenses pelo imigrante italiano Lino Busatto, no ano de 1901. A partir de 1910, o Figo já é produzido em escala comercial, o que torna Valinhos conhecida nacionalmente como a Capital do Figo Roxo. No dia 30 de dezembro de 1953, o Governo do Estado promulga a lei 2456, criando o município de Valinhos. A primeira eleição acontece no dia 3 de outubro de 1954, sendo eleito Jerônymo Alves Corrêa o primeiro prefeito. O município é oficialmente instalado no dia 1º de janeiro de 1955, quando tomam posse o prefeito e os 13 vereadores. No dia 18 de março de 2005, Valinhos foi elevada à condição de Comarca, em cerimônia realizada no Fórum Municipal. Agora, a cidade está autônoma no que diz respeito aos serviços judiciários. Antes, os moradores da cidade tinham que ir até Campinas para obter alguns serviços, como protestos de títulos, registros de imóveis, de títulos e de documentos. Click image for larger version

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                            • Jacob Bussmann Filho
                              Fazedor de Chuva

                              • Dec 2011
                              • 2789

                              #59
                              Valeu Laranjeira e contigo vamos conhecendo um pouco mais dessa história , dessa São Paulo de tantas faces, e paisagens......como diz nosso querido mestre Dolor.....AGIGANTA SÃO PAULO....

                              Abração e boas estradas.....ainda vamos nos encontrar nela...rsrsrsr

                              FC Jacob
                              GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

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                              • Laranjeira
                                Fazedor de Chuva
                                • Nov 2012
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                                #60
                                18 de maio, véspera dos meus 69 anos, tive o prazer de reunir 4 de meus melhores amigos motociclistas para fotografarmos Itatiba, Morungaba e Amparo. Começamos com a 57 de 645 - Itatiba: Até meados do século XVIII (por volta de 1750), esta área não era ainda ocupada pelo homem, mas isso não significa que ela fosse desconhecida. Como exemplo desse fato, sabemos que desde os idos de 1700, o Rio Atibaia já era utilizado para a navegação, servindo como meio de transporte para pessoas e mercadorias entre uma vila e outra. No ano de 1786, doze famílias vindas na sua maioria de Atibaia e Bragança começavam a abrir seus sítios na mata e iniciavam o plantio. Esses primeiros moradores estabeleceram-se nas margens do Rio Atibaia e deram início a um núcleo rural que recebeu o primitivo nome de Bairro do Atibaia. A partir de então, e em função da qualidade de suas terras, o pequeno bairro foi progredindo. Em 1792, por exemplo, o núcleo já abrigava 42 famílias, num aumento espetacular de quase 200% em relação a 1786. Mas, o ano de 1792 nos revela também uma outra particularidade, pois foi justamente naquela época que Itatiba recebeu um de seus mais célebres moradores: o jundiaiense Antonio Rodrigues da Silva, também conhecido como Sargentão. E este apelido não era gratuito, pois ele possuía mesmo a patente de sargento e servia na 6ª Companhia do 1º Regimento de Infantaria e Milícias de Jundiaí. Instalado em seu sítio no atual bairro do Cruzeiro, Antonio Rodrigues construiu uma pequena capela que, a partir de então, passou a ser o centro religioso e social da antiga comunidade do Bairro de Atibaia. Tendo em vista terras tão promissoras, formou-se uma forte corrente migratória e, como visto, também de Jundiaí. Como conseqüência, a população aumentou sobremaneira. Diante dessa circunstância, os moradores decidiram construir uma outra capela para substituir a primitiva então localizada no bairro do Cruzeiro. Para isso reuniram-se o Sargentão e seu amigo Raimundo Cardoso de Oliveira para adquirir, em 1822, uma grande gleba na colina vizinha, no quadrante leste, muito mais suave e propícia para a constituição do núcleo urbano. Em agosto de 1823 a escritura dessas terras foi registrada no cartório de Jundiaí, sendo, em seguida, doadas como patrimônio da Capela do Belém. Assim, foi possível delimitar a cidade e abrir as primeiras ruas, largos e praças, hoje localizadas no centro da cidade de Itatiba. Não restam dúvidas de que a principal intenção dos antigos moradores do Bairro do Atibaia era a de transformar o núcleo em Freguesia. Dispostos a construir uma nova cidade, eles iniciaram a edificação da segunda capela, atual igreja do Rosário. Após muita luta, foi somente a 9 de dezembro de 1830 que a comunidade foi elevada para a categoria de Freguesia com o nome de Belém de Jundiaí. Itatiba permaneceu subordinada a Jundiaí por mais 27 anos, mas a relação entre os dois núcleos começou a se desgastar por volta de 1850, época em que o café foi introduzido na cidade. Em 1856 a situação já estava no limite e, por isso, os itatibenses elaboraram um abaixo-assinado, solicitando que a Freguesia fosse transformada em Vila, fato este que traria a tão esperada autonomia política. O documento foi enviado à Assembléia Legislativa paulista e o projeto foi aprovado em 20 de fevereiro de 1857, o que originou a Lei nº 553 que criava a Vila do Belém de Jundiaí. No dia 1º de novembro do mesmo ano, tomaram posse os primeiros vereadores eleitos. Posteriormente, a Vila foi promovida a cidade (em 1876) e a modificação de seu nome ocorreu logo em seguida, em 1877, época em que passou a se chamar Itatiba, que significa "Muita Pedra" na língua Tupi. A primeira grande riqueza da cidade foi o café. Após sucessivas crises, dentre elas a de 1929, a produção decaiu e Itatiba passou a adotar um perfil mais industrial. As primeiras grandes indústrias que se instalaram no município pertenciam ao ramo têxtil, de fósforos e de calçados. A partir da década de 1960, a cidade conheceu um novo surto de desenvolvimento: data dessa época a instalação das primeiras indústrias vinculadas ao ramo moveleiro, que tinham como característica principal a produção de móveis em estilo colonial. Por essa especialidade, Itatiba passou a ser conhecida como a "Capital Brasileira do Móvel Colonial". Atualmente, a indústria se diversificou e, com a instalação de um moderno Distrito Industrial, a cidade segue esse caminho não se esquecendo, no entanto, da agricultura que ainda hoje é bastante importante, destacando-se na produção de vagem e de caqui, uma de suas marcas na atualidade. Itatiba é uma cidade com um grande potencial turístico, onde se desenvolvem várias atividades ligadas ao Turismo Rural, Histórico-Cultural e de Eventos. Como a cidade foi construída incrustada em colinas, com uma beleza natural notadamente reconhecida, recebeu o codinome de "Princesa da Colina". Click image for larger version

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ID:	166899 São Paulo não para, duplicação da estrada a caminho de Itatiba. Transito infernal no sabado!Click image for larger version

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