CFC Dolor, É um grande prazer dividir estas experiencias. Quem sabe mais alguns de nós "almas inquietas" nos lançaremos a projetos de liberdade e satisfação pessoal. Um forte abraço em todos. VFC PHD Laranjeira
VFC - São Paulo
Collapse
X
-
-
14/3/13, dia seguinte; aquí vamos nós aproveitar as belezas que Deus nos deu. Iniciamos nossa Cidade de no. 31 de 645 - Salto Grande. Um pouco de sua rica história: No dia 7 de abril de 1886, por ordem do Presidente da Província de São Paulo, foi dado início à exploração do Rio Paranapanema. Teodoro Sampaio, em relatório de sua viagem exploradora, acerca do último povoado por ele encontrado nesse sítio, relata o seguinte: “Ergueu-se agora pequena povoação a margem paulista. Seus habitantes todos muito pobres e com pequenas lavouras de cereais, que apenas dão para o consumo local. Como lugar insipiente, não tinha nesta data nem comércio nem mesmo comunicação postal com outros municípios vizinhos.”
No relatório presidencial de 1864, há referências a uma primeira tentativa de aldeiamento em Salto Grande do Paranapanema ou Cachoeira dos Dourados. Frei Pacífico de Monte Falco, trazido da Itália em 1843 pelo Barão de Antonina, encarregava-se da catequese dos Índios Caiuás e Xavantes que na época viviam aqui por estas terras. O distrito de Salto Grande foi criado pelo Decreto Lei nº 155, de 14 de Abril de 1891. Foi elevada a categoria de Vila pela Lei Estadual nº 1038, de 19 de Dezembro de 1906. E em 27/12/1911, tornou-se município de acordo com a Lei nº 1294, ocorrendo o desmembramento do município de Santa Cruz do Rio Pardo. Entretanto, o Salto Grande do Paranapanema recebeu de Alfredo Maia, engenheiro e diretor da Estrada de Ferro Sorocabana, em 1905, régio presente dos trilhos, o que constitui Salto Grande, “fim de linha” até 1912. O distrito de Paz de Salto Grande do Paranapanema foi criado pelo Decreto Lei nº 155, de 14 de Abril de 1891. Finalmente, por força da Lei Estadual de nº 1.887, de 08 de dezembro de 1.922, o município passou a chamar-se Salto Grande. O município, que possui uma extensa área territorial com 211,10 km2, apresenta uma temperatura máxima de 38º C e mínima de 12º C. Sua hidrografia, principal atributo natural do município, é bastante ampla e significativa e é formada pela Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema. Salto Grande, está localizado a Sudoeste do Estado de São Paulo.
Comentário
-
E, segui meu passeio chegando a nossa cidade de no.32 de 645 – Ibirarema. Segundo o Histórico Municipal, o Município de Ibirarema, teve início numa pequena povoação denominada Pau D’Alho, que se estendia ao longo da margem direita de um pequeno rio com esse nome, ao meio de exuberantes e fertilíssimas terras onde havia abundância de pau d’alho. Em 1913, houve as primeiras explorações para a passagem da futura Estrada de Ferro Sorocabana, que acompanhando o Rio Paranapanema rumo ao estado de Mato Grosso do Sul, passaram pelas terras que circundavam a pequena povoação de Pau D’Alho. Com isso, os moradores João Corrêa e Nadário Marana transferiram-se junto à picada da futura ferrovia, abandonando o povoado e formando outro com o nome de Ibirarema. Em 12 de outubro de 1914, foi inaugurada a Estrada de Ferro Sorocabana e Ibirarema começou a progredir extraordinariamente, até que em 1922, pela Lei n.º 1889, de 11 de dezembro de 1922, foi elevado a Distrito de Pau D’Alho e instalado no dia 03 de maio de 1923, no Município e Comarca de Salto Grande. Foi elevado a Município com o nome de Ibirarema pelo Decreto-lei n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944 que fixou o quadro da divisão territorial, administrativo-judiciária do Estado de São Paulo, instalado a 1.º de janeiro de 1945. Area: 228,453 km2, População: 7.097 (estimativa IBGE/2008), Altitude: 483 metros.
Comentário
-
33 de 645 - Palmital - O desbravador da região onde está hoje o município de Palmital foi João Batista de Oliveira Aranha que, vindo de São Manoel, em companhia de seus filhos, em 1886, instalou-se a quatro quilômetros da atual cidade, na Água do Aranha. Divulgando em São Manoel a fertilidade das terras dessa região, para cá atraiu novos moradores. Simultaneamente à abertura do hotel por Licério Nazareth de Azevedo, o comerciante Elias Chedid ali instalava um armazém. Em redor dessas duas construções surgiu um pequeno povoado. As terras em que se situava pertenciam a Severino Francisco da Costa, fazendeiro de largas posses que, a fim de facilitar o povoamento, decidiu dividi-las em lotes. Em pouco tempo os lotes estavam vendidos, e o povoado se desenvolvia. O povoado, que recebera o nome de Palmital em vista do grande número de palmeiras existentes na região, cresceu rapidamente. Com o avanço da Estrada de Ferro Sorocabana para o sudeste do Estado, por volta de 1913 seus trilhos alcançaram Palmital, criando-se um Posto Ferroviário onde hoje se localiza a Estação. Cresceu o pequeno povoado com a instalação de casas comerciais e a chegada de agricultores atraídos pela fertilidade do solo. As glebas de terra roxa, próprias para a cultura do café, constituíram-se em atrativo aos lavradores de terras menos férteis. Com o rápido desenvolvimento da agricultura, os grandes proprietários lotearam suas terras, facilitando o desenvolvimento da região. Em 1919, como sede de Município autônomo, já se tornara centro comercial importante. Sua agricultura dava a Palmital aspectos de cidade pioneira de uma zona essencialmente agrícola. Em 1942,o desgaste do solo e as fortes geadas causaram grandes perdas aos agricultores de café e comerciantes da cidade. Com a perda dos cafezais, os agricultores substituíram os cafezais pelas lavouras de milho, mamona, arroz, cana-de-açúcar, feijão e outros cereais, mas o café não deixou de ser cultivado. Até 1968, o café foi a base da economia, já que as outras culturas de lavouras não deram tão certo, seguido pelo desenvolvimento do plantio da soja, milho e trigo, favorecidos pela mecanização da agricultura. Por outro lado, o município é um dos principais fabricantes de aguardente de cana, e tem pequenas indústrias de móveis e de derivados de mandioca. Os nascidos no município são denominados palmitalenses. Fundação: 20 de janeiro de 1886 (124 anos), Elevação à município, 21 de abril de 1920 (90 anos).
Comentário
-
Mais uns poucos kms de estradas vicinais, estas em boas condições, chegamos ao no. 34 de 645 – Platina. O histórico do município é bem extenso, pois desde o século XIX, tem-se conhecimento de sua existência. O povoado, naquele tempo, denominado SALTINHO DO PARANAPANEMA foi fundado, ao que se propala, pelo sertanista Coronel Francisco Sanches de Figueiredo, proprietário na época de grande latifúndio, que fixou residência na vila que fundou. Sua evolução se deu rapidamente devido ao êxodo de colonizadores que penetravam os sertões em busca de novas terras, localizadas no vasto sertão sudoeste do Estado de São Paulo. O povoado de Saltinho do Paranapanema, posteriormente Distrito de Paz de Platina, chegou a centralizar todo o comércio da região. Dispunha de dezenas de grandes casas comerciais e tinha fácil meio de comunicação às regiões avançadas, visto que o próprio fundador abriu a Estrada Boiadeira até as barrancas do Rio Paraná. Esta estrada ainda existe, e um trecho corta o município de leste a oeste, ligando-o a Estância Climática de Campos Novos Paulista e Assis. Em 26 de julho de 1894, a vila foi elevada a categórica de Distrito de Paz, passando a denominar-se PLATINA. Em 24 de dezembro de 1915, elevou-se o distrito à categoria de município. Construía-se a Estrada de Ferro Sorocabana, cujos trilhos avançavam pelo sertão. Por questões políticas e interesses pessoais, o seu traçado foi desviado de Platina. Por esta razão, já que a ferrovia arrastava consigo toda sorte de progresso, Platina entrou em decadência, retornando à categoria de distrito a partir de 1934, tendo nesta oportunidade, perdido parte de seu território para o município de Assis. Todavia, em 30 de dezembro de 1953, readquiriu a categoria de município, instalando-se em 1º de janeiro de 1955, com seu prefeito eleito Nestor de Souza Pereira.
Comentário
-
Mais belas paisagens, um dia encoberto portanto sem calor e, no.35 de 645 - Cândido Mota - Com população de 29.608 habitantes, o município pertence à 11ª Região Administrativa de Marília e à 20ª Região de Governo - Assis; distante da capital do Estado 428 km.Vias de acesso: Rodovia Castelo Branco e Rodovia Raposo Tavares. Fundação do distrito: 24 de dezembro de 1921. Elevação a Município: 28 de dezembro de 1923, Instalação da Comarca: 26 de outubro de 1968, Aniversário do Município: 26 de outubro, Santo Padroeiro da Cidade: Nossa Senhora das Dores (15/09). O Município de Cândido Mota conta com 03 Distritos: Frutal do Campo (Lei 2456, de 30 de dezembro de 1954), Nova Alexandria (Lei 3198, de 23 de dezembro de 1981), Santo Antônio do Paranapanema (Lei 3198, de 23 de dezembro de 1981). Altitude: 479m, Zona Fisiográfica do Estado: Sudeste, Clima: mesotérmico, Solo: terra roxa estruturada e latossolo roxo. Vias de acesso ao município, partindo da Capital do Estado: Rodovia Castelo Branco e Rodovia Raposo Tavares. Distância da sede do Município à Capital do Estado: por rodovia: 428 km, por ferrovia: 533 km.
Comentário
-
E, aqui vamos nós, um pouco de transito, cidade maior a de no. 36 de 645 - Assis. Localizado no Sudoeste Paulista, o município de Assis tem como principal via de acesso a Rodovia Raposo Tavares, situada à 448 Km da Capital. É um entroncamento rodoviário importante entre os Estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, e viabiliza um acesso estratégico para o Mercosul. Assis é Município Sede da Região de Governo do Estado e do Consórcio Intermunicipal Vale do Paranapanema, o CIVAP, que congrega 21 municípios, somando aproximadamente 400 mil habitantes. Sua posição geográfica privilegiada contribui para um perfil econômico diversificado na agricultura, comércio e prestação de serviços, desponta como grande centro educacional e tecnológico, tendo instalado em seu território o único curso de Biotecnologia da América Latina. Tem forte potencial turístico no Médio Paranapanema. Hoje, prepara sua história e continua avançando em novos caminhos e conquistas. População: 95.703 habitantes (Fonte: IBGE estimativa jul/2006) Área: 462 Km² (Fonte: IBGE 2004) Altitude - 546 metros, Clima: Sub-Tropical Úmido, com temperatura média anual de 21,5º, Relevo: Planalto Ondulado Suave. Vegetação: Campo ou cerrados. Hidrografia: Rios: Cervo, Jacu, Pavão, Capivara, Palmitalzinho, Fortuna e Matão, pertencentes à bacia hidrográfica do Médio Parapanema - Rio Paranapanema. Solo: Arenoso, cor predominante vermelho-escuro. Distâncias: São Paulo - 430 Km, Ourinhos/SP - 65 Km, Marília/SP - 75Km, Presidente Prudente/SP - 126 Km, Maringá/PR - 237 Km, Londrina/PR - 126 Km. Acesso: Rodovia Raposo Tavares - SP 270 – Presidente Prudente, Ourinhos, São Paulo e outros.
Comentário
-
Chuvinha apertando, é hora de roupa apropriada, uma parada rápida no Posto o Tarumã III na entrada da cidade e descobrimos que nossa prefeitura de no. 37 de 645 - Tarumã, mudou-se para perto do lago e a estrada é de terra; com chuva? de barro! fomos e gostamos do que vimos. Procurando recuperar o passado da cidade de Tarumã, deparamos com a formação de uma Vila que se desenvolveu até transformar-se na cidade que conhecí hoje, graças ao empenho e dedicação de Gilberto Lex. Gilberto Lex herdou uma grande gleba de terras de seu pai, Mathiae Lex, imigrante alemão que chegou ao Brasil em 1825. Esta propriedade se situava na região de Assis, entre a cabeceira da Fortuna e o Rio Paranapanema. Dessas terras ele escolheu as que se localizavam na cabeceira do rio Tarumã e fez ali sua fazenda a qual deu nome de fazenda “Dourado Tarumã “. A parte restante de suas terras foi dividida em pequenos lotes que passou a vendê-los a pequenos proprietários que então estabeleceram nas proximidades da fazenda Lex. A partir das transações de venda de terras e com auxílio de um engenheiro, Dr. Japolussi, iniciou-se a construção de uma Vila, que no decorrer do tempo passou a ser denominada “Vila Lex”. Essa Vila incipiente comportava três ruas principais : a rua do meio que era, rua Belizária e as ruas paralelas do Comércio e da Paz. As habitações da época eram, construídas de maneira precária e recebiam o nome “Ranchos”. O primeiro estabelecimento comercial, a ser instalado na vila foi uma farmácia de propriedade de Gilberto Lex, instalada em 1.924. A partir desse momento a Vila inicia um progresso passando não só a receber novos moradores como também a primeira Igreja e a primeira escola, tudo sob os cuidados de Gilberto Lex. Um dos meios de diversão e aglutinação de pessoas na época, era o campo de futebol que se localizava em frente a antiga Igreja. Um dado interessante a respeito desses tempos refere-se a extrema dedicação de Gilberto Lex pelo futebol, o que de resto correspondia ao interesse comum da população. Por isso a contratação dos trabalhadores para a fazenda deveria sempre cumprir um requisito fundamental: além da competência o candidato deveria ser bom de bola. Os jornais da época publicados na Capital, traziam sempre esta condição. No ano de 1.925 instalava-se na Vila Lex o primeiro dentista, e a primeira costureira, respectivamente Sr. Silas Orvellas e D. Aninha. No ano seguinte, Seu Lico abriu uma pensãozinha e sua esposa D. Adélia, tornou-se a primeira parteira da Vila. Pouco depois, Arthur Chizzolim começou a produzir pães, liberando os habitantes de longos trajetos a pé ou em lombo de cavalo para obtê-los. Em 1927, a Vila Lex foi elevada a Distrito pois já reunia condições econômicas e demográficas para tal. O novo Distrito tomou o nome de uma árvore, naquele tempo comum na região: TARUMÃ. A partir daí o desenvolvimento não se restringiu às melhorias materiais. Em 1.928 surgia a primeira Banda de Música para animar os bailes e festejos locais. Na década de 30, Tarumã viu nascer o Cartório de Paz para poder registrar seus casamentos e, naturalmente, os nascimentos daí decorrentes. Por ocasião da comemoração do 7 de setembro de 1.930, realizou-se uma bela festa na qual celebraram-se casamentos, batizados e crismas, e a pedra fundamental da Igreja nova, de tijolos, foi lançada. Hoje, tal como reza a tradição brasileira, a Igreja fica situada à rua central da cidade, Rua Dom Pedro II (hoje Avenida dos Lírios). A principal autoridade eclesiástica da região, o Bispo de Assis, esteve presente e abençoou a cerimônia. Seguiu-se um grande churrasco e, como não podia deixar de ser, uma grande partida de futebol. Para fechar a noite, um baile animado pela banda que todos conhecem.
Comentário
-
Livre do pequeno trecho de lama, segui por uns poucos kms para nossa no.38 de 645 – Maracaí. O povoamento foi fundado em 1905, tendo sido declarado município em 19 de dezembro de 1924 e instalado em 24 de março de 1925. O topônimo significa provavelmente "rio dos chocalhos" ou "rio das maracas" em tupi. Em 4 de maio de 1905, José Gonçalves de Mendonça e Joaquim Gonçalves de Oliveira desceram o rio Capivara em canoas e fixando na confluência deste rio com rio cervo fundaram um povoado que gradativamente foi se espalhando pelas fecundas terras desta região. O povoado recebeu o nome de Patrocínio das Pitangueiras, passando a distrito policial do município de Conceição de Monte Alegre. Sua padroeira, Nossa Senhora do Patrocínio, foi escolhida em uma reunião de católicos locais. Foi elevado a distrito da paz pela lei nº 1650 de 11 de setembro de 1919 e instalada a 17 de janeiro de 1920. Embora existam outras versões, esta é a mais provável já que o rio capivara apresentava em seu leito uma infinidade de pedras que ao sofrer o impacto das águas, lembra esse designativo. A construção do paço municipal (prefeitura) iniciou-se em 28 de maio de 1980, concluído e inaugurado em 19 de dezembro de 1981.
Comentário
-
Mais estradas vicinais, em condições razoáveis e estamos em nosso no. 39 de 645 – Cruzalia. Segundo relatos, os principais fundadores do município de Cruzália foram os senhores Francisco Máximo da Silva e Joaquim Lourenço Gonçalves, na década de 20. Naquela época o município ainda era um patrimônio e seu primeiro nome foi São Sebastião da Cruz Alta, tendo como Santo Padroeiro São Sebastião. A junção dos nomes também foi devido a existência de uma grande árvore no local, com galhos em forma de cruz, logo mais tarde, o povoado foi chamado apenas de Cruz Alta. Atraída pela fama da boa qualidade do solo, a população vizinha se interessou e instalou no povoado, casas de comércio, como secos e molhados, bares e outros, diminuindo as dificuldades quanto ao abastecimento do povoado, já que centros maiores, como Assis e Cardoso de Almeida, por onde passava a linha férrea, eram mais distantes e os meios de transportes eram precários. As primeiras famílias estabelecidas no local viviam de lavouras, principalmente de milho e da criação de porcos. Com o nome de Cruz Alta, foi elevado a Distrito de Paz em 05 de Julho de 1935 e em 1936 recebeu a atual denominação, Cruzália, por existir um município com o mesmo nome Cruz Alta no Estado de Rio Grande do Sul. Em 1964, sob a liderança do Senhor Patrício Zandonadi e do Deputado Estadual Lúcio Casanova Neto, por força da Lei 8.092, de 31.12.1964, o Distrito de Cruzália, até então pertencente a Maracaí, foi elevado à condição de município, e em 04 de abril de 1965 foi instituída Município de Cruzália, data em que se comemora o seu aniversário de emancipação político-administrativa.
Comentário
-
Fiquei impressionado com este Município; na divisa a estrada vicinal passa de razoável para ótima, o Pórtico impressiona pela altivez e serenidade, a avenida de entrada um luxo de linda, é a nossa Cidade de no. 40 de 645 - Pedrinhas Paulista. Temos que voltar no tempo e curtir nossa História que não existe sozinha mas é parte deste mundo em que vivemos. Aquí vamos: Não há muito tempo, trens lotados partiam de diversas cidades da Itália com destino a vários países do velho continente e navios zarpavam em direção à América, eram os imigrantes italianos em busca de outra pátria que os acolhesse para viver e criar seus filhos em harmonia e em paz, longe da guerra e da destruição que se alastrou pelas montanhas e vales da Pátria mãe. Com as notícias vindas de outras partes do mundo, acendeu na mente daquele povo a esperança de encontrar novamente a alegria de viver e ter um lar feliz. Para trás, ficaram as lembranças da guerra, da destruição e durante a longa viagem se perguntavam ansiosos: “Mérica, Mérica, Mérica, cossa sara lasta Mérica?” De um lado, tinham a certeza do sofrimento que lá ficou, mas de outro a incerteza de como seria essa América. Na verdade, a imigração italiana se iniciou em 1860 com grandes grupos tomando direção de alguns países da Europa e os demais, da América e da Austrália, chegando a 24.000.000 no início do século passado; para o Brasil, a partir de 1875 imigraram 1.500.000 em grande parte para substituir a mão-de-obra escrava, após a II Guerra, apenas 22.000. O Governo brasileiro tinha interesse na imigração para colonizar o interior, razão pela qual promulgou em 18 de setembro de 1945 o Decreto-Lei nº 7.967, que a reconhecia como de utilidade pública e regulamentava a sua seleção no exterior. Para resolver as questões pendentes do Tratado de Paz de 10/02/47, que desvinculava todos os bens italianos bloqueados durante a II Guerra, foi firmado um acordo entre Brasil e Itália em 08/10/1947, onde, entre outras coisas previa-se a criação da Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana, que se concretizou em 28/09/1950, e, através dela, os primeiros recursos foram liberados em 08/10/1950. A partir de 1949 e 1950, o Governo Italiano encaminhou a Missão Técnica Agrícola para realizar estudos de reconhecimento territorial e de fertilidade em áreas rurais de diversos países da América, inclusive do Brasil, onde foram escolhidas Joinvile em Santa Catarina, Santa Tereza em Goiás, e Pedrinhas Paulista em São Paulo, sendo esta, a única que prosperou, graças a fértil terra do Vale do Paranapanema, aliada a garra de seu povo, e amparo constante de Dom Ernesto Montagner, pároco, diretor nato, presidente interino por algumas vezes e interlocutor entre colonos e Companhia. A missão da Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana era a de fixação e sustentação do colono italiano em solo brasileiro e de fazer cumprir o acordo firmado entre os dois países em 08/10/47. A Companhia planejou a colonização em duas etapas, a primeira a implantação da infra-estrutura, idealizada pelos técnicos, engenheiros, com a colaboração dos oficiais da construção civil, que partiram do Posto de Gênova, em 31/08/51, com destino ao Brasil, com a tarefa de construir casas, pontes, estradas e dotar o pequeno núcleo de infra-estrutura capaz de receber os primeiros imigrantes que iriam trabalhar a terra, que chegaram e seguida, trazendo quase nada, além da roupa do corpo, mas com vontade de vencer e conquistar iniciaram os trabalhos de lavrar a terra que a tinha como prometida e abençoada e aos poucos foram transformando tudo ao seu redor. Aonde apenas os pássaros cantavam, foram aparecendo e se misturando aos encantos da natureza, o murmúrio e a alegria da criançada recém-chegada. No meio da mata e do serrado, muitas trilhas foram aparecendo, várias estradas abertas, e os tratores não paravam, os operários encarregados das construções das primeiras casas não vacilavam e dia após dia, tudo foi se transformando e aparecendo escolas, cinema, clube, ambulatório, jardim da infância, postos de gasolina, hotel, restaurante, comércios diversos, cooperativa, fazendo inveja a muitas cidades do mesmo porte, e quando deram conta o milagre estava feito, e um oásis de verde e de vida se emergiu entre eles, era Pedrinhas Paulista que acabava de nascer. O nome da colônia surgiu do Riacho Pedrinhas, de água transparente, que serpenteava suavemente entre grande quantidade de pequenas pedras ao fundo. A fundação da colônia foi marcada com grande festa que se realizou em 21 de setembro de 1952, quando se deu o lançamento da pedra fundamental da Igreja Matriz, na presença do Primeiro Presidente da Companhia, Comendador Arturo Apollinari, do Professor Antonio de Benedictis, superintendente, do Professor Vittorio Ronchi, presidente do ICLE (Instituto Nazionale de Credito Per Il Lavoro Italiano Al’Estero) de Roma, do Monsenhor Ernesto Montagner, vigário geral, diretor nato da Companhia, e da Sra. Celeste Sbais Guerin, nascida na Itália em 1883, pessoa mais idosa da colônia na época, que, convidada, teve a honra de participar do ato. Assim nasceu e se implantou a Colônia de Pedrinhas, que, em 13 de novembro de 1952, recebeu o maior grupo de imigrante italiano composto de 28 famílias. Logo de início a Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana organizou a Cooperativa Mista Agrícola de Pedrinhas, inaugurada em 06/11/1954, hoje denominada CAP - Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista, em plena atividade, conhecida e reconhecida regionalmente. Pedrinhas Paulista viveu como núcleo colonial até 14/05/1980, quando foi elevada a Distrito e alcançou a sua tão almejada emancipação político-administrativa em 30/12/1991. Dentre as várias regiões que foram colonizadas pelos italianos na América, Pedrinhas teve a felicidade de ser a única que obteve sucesso naquela época.
Comentário
-
Aquí estamos na ultima Cidade desta nossa viagem, a nossa Cidade de no. 41 de 645 – Florinea - O primeiro núcleo populacional da área do atual município de Florínia teve início em 1926, com a construção de uma capela consagrada a São José no antigo bairro do Pântano. Em seguida, vários proprietários de terras locais doaram uma área distante três quilômetros da primeira capela, para a construção de uma segunda, desta vez consagrada a Santo Antônio. À sua volta, desenvolveu-se um núcleo que foi elevado à categoria de vila em 1936, com a denominação de Santo Antônio do Pântano. Na mesma época, partiu de Ribeirão Preto, para essa região, um grupo de famílias chefiadas por Sebastião Alves de Oliveira, que instalou a sede de uma fazenda no bairro da Paca, limítrofe com a vila de Santo Antônio, iniciando ali um povoado que recebeu o nome de Pântano. Seu rápido desenvolvimento deveu-se à facilidade de comunicação com as populações vizinhas por meio da estrada que ligava Assis ao porto Giovani. Enquanto a antiga Santo Antônio do Pântano permaneceu estagnada, a vizinha Pântano apresentou um grande crescimento, sendo elevada a distrito do município de Assis em 30 de novembro de 1944, ocasião em que recebeu a denominação de Florínia, por se encontrar nas proximidades do ribeirão das Flores. Foi elevada a município em 30 de dezembro de 1953.
Comentário
-
Terminando apresentação desta segunda viagem mais longa, resolvi mostrar o que vejo todos os dias em meu escritório: o Mapa do Estado de São Paulo, com as poucas cidades visitadas e o visual simplificado do que falta visitar. É só alegria.............Curtam comigo e bons passeios para todos nós. Total de Kms rodados: 2.450,2 - Forte abraço, VFC PHD LaranjeiraÚltima edição por Laranjeira; 21-03-13, 16:10.
Comentário
-
FC Laranjeira, parabéns pelo circuito, muito legal.Adorei a idéia do grande Mapa do estado de São Paulo.Tenho vários mapas em meu escritório e não tenho um só do estado, vou comprar um e pegar essa idéia de ir pontuando....muito legal.
Grande abraço e boa viagem
FC JacobGCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes
Comentário
-
FC Jacob, quem sabe no fim de Abril fazemos umas cidades juntos. Veja teu programa e me avisa.
Abração
FC Laranjeira
Comentário










Comentário