Como já está relatado em “O sonho”, o casal Duda e Heda resolveu partir para um ano sabático. Será uma viagem de 300 dias, por 30 países para celebrar os 30 anos de idade de ambos. O sonho tornou-se realidade e agora eles são mais duas almas inquietas mundo afora. Eles iniciaram a viagem e nós iremos acompanhar de perto cada quilômetro rodado, navegado, caminhado ou até mesmo voado.
A viagem começa com uma separação. Calma, fiquem tranqüilos, o casal permanece unido. O que aconteceu é que o Duda foi para os Estados Unidos antes para fazer um curso de inglês. Veremos a seguir o relato de Heda sobre o pontapé inicial da aventura, que não poderia ser melhor, a cidade de Manaus.

Fonte: 30trips
“Há anos eu desejava essa viagem e só agora pude concretizá-la. Manaus é tudo o que eu imaginava e mais! A cidade é um Oásis (de concreto) em meio à densa Floresta Amazônica. Vê-la do avião é lindíssimo.
Algumas informações: a capital manauara está localizada a 3 graus abaixo da Linha do Equador, cerca de 310Km. Por isso, suas estações correspondem às do Hemisfério Norte, embora outono e primavera não existam. O inverno, entre dezembro e maio, é a estação das chuvas e a temperatura costuma variar entre 25ºC e 35ºC. Já no verão, entre junho e novembro, além da temperatura elevada – entre 35ºC e 45ºC, a cidade também sofre com a umidade, que chega a 85%. A temperatura mais alta da história foi registrada em 1989: 53ºC. A mais baixa também ocorreu no mesmo ano: 18ºC. É muito quente, minha gente!
Seus anos dourados ocorreram no início do século passado, durante o Ciclo da Borracha, quando foram construídos os belíssimos prédios do seu centro histórico, como o Teatro Amazonas. A principal atividade econômica é a indústria eletrônica e os estilos musicais mais ouvidos são o regionalista (boi Garantido e boi Caprichoso.. vocês se lembram, né?) e o forró, embora o samba, o pagode, o sertanejo e o eletrônico também tenham público. Ou seja, como em todo o Brasil, a mistura faz parte do pacote!
A cidade ainda não possui muitas opções de hostels. Reservei o Big Hostel Brasil, mas não cheguei a me hospedar porque minha “tia” Zeina Thomé entrou no circuito e fez questão que eu ficasse em sua casa. Não tenho palavras para agradecer todo o carinho e hospitalidade que recebi nesses dias. Tia Zeina, Julio e Luiza foram PERFEITOS! Estive por apenas dois dias na cidade, mas, graças a eles e às atividades intensas que me proporcionaram, deu para ver muita coisa.
Julio e Luiza me buscaram no aeroporto no meio da tarde de domingo. No mesmo dia fui apresentada ao Tacacá (o da Gisela – mais famoso), no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico. Tacacá é uma iguaria da culinária indígena (tipo um caldo) feita com jambu (erva típica da região que deixa os lábios dormentes), tucupi (molho líquido, de cor amarela, extraído da mandioca), camarões e goma de tapioca (que, por sugestão deles, eu não coloquei no meu). Simplesmente divino!! Tucupi eu já conhecia e adorava (uma das vantagens de dividir o teto com uma manauara em Sampa, né Adri?), agora sua combinação com o jambu e sua dormência, arrasou!
Depois demos uma volta pelo local onde estão localizados o famoso Teatro Amazonas e a igreja mais antiga da cidade. O lugar é muito bom para passar o fim de tarde. Muitas famílias passeiam por ali e também existem vários bares. Então, além de visitar os pontos turísticos, vale sentar-se, observar a vida passar e jogar conversa fora. Super recomendo! O Porto da cidade fica pertinho, por isso vale a visita, embora seu entorno merecesse estar melhor conservado.

Fonte: 30trips
Ponte Rio Negro
De lá seguimos para Ponta Negra, famosa praia de rio. Por conta da Copa do Mundo sua orla foi toda reconstruída e está lindíssima!! Uma beleza mesmo! Toda padronizada.. Lá experimentei o açaí da Amazônia, completamente deferente da polpa que conhecemos no restante do país e ainda mais delicioso! A consistência é diferente, não é doce (embora seja possível adoçá-lo)… enfim, uma delícia. Comi com farofa de mandioca, um tipo de flocos muito gostoso. Foi bom ver que a Copa ao menos deixará esse legado à população, porque demolir um estádio que comportava 40 mil pessoas para construir outro numa obra faraônica – e a mais cara aos cofres públicos entre todas as outras – para um estado que só possui times na Série D.. tá de sacanagem! Como diz o Julio, é provável que após a competição vire local de casamentos coletivos, assim como ocorre atualmente em alguns estádios da África do Sul. Outro bem que “a Copa trouxe” foi a Ponte Rio Negro, inaugurada em outubro de 2011 e que liga as cidades de Manaus e Iranduba, percurso anteriormente feito por barcas.
Como só teria um dia livre, decidi fazer um passeio que me levaria ao encontro dos rios Negro e Solimões, às vitórias-régias e aos igarapés (áreas inundadas da floresta durante a época das cheias, onde é possível chegar de canoa). Esse passeio é um pouco mais barato no Centro e no Porto, mas como era domingo e tudo estava fechado, acabei acertando com o Tropical Manaus Hotel, que possui um zoo com alguns exemplares da fauna amazônica, inclusive uma onça pintada. O passeio foi ótimo! Vi índios, jacaré, vitória-régia, o encontro dos rios, igarapé (como as águas estão secando, se eu tivesse ido duas semanas mais tarde não poderia fazer essa parte do passeio), Samaúma (maior árvore da Amazônia), toda a flora local e… mergulhei no rio! A única de todo um barco cheio de turistas a ter coragem, mas não poderia perder essa! Nem piranhas, nem jacarés me impediram.

Fonte: 30trips
Agora, fazer turismo em Manaus é caro. Portanto, vá preparado. Para essa passeio eu gastei R$ 135,00 (almoço incluso). Se você quiser ir a um seringal, uma tribo e botos, prepare-se para desembolsar cerca de R$ 330,00. Qualquer saída de táxi deste hotel na Ponta Negra (conhecido por ser um dos melhores) sai por R$ 58,00 (preço fechado).
Agora, o que amei mesmo foi a culinária local. Eita povo que come bem! Durante a minha estadia, tia Zeina, Julio e Luiza me apresentaram tapioca de tucumã (frutinho retirado de uma palmeira) com queijo coalho, tucunaré e tambaqui (peixes típicos), suco de taperebá, Pirarucu Amazônico (outro peixe típico, com queijo coalho e farinha de uarini – mais grossa), Matrinxã Recheada (mais um tipo de peixe), Petit Gateau de Cupuaçu com sorvete de Tapioca – os três últimos no restaurante Banzeiro e o irresistível vatapá, que tanto adoro. Pensem numa pessoa feliz!!

Fonte: 30trips
Uma das delícias locais: tacacá.
Mesmo com essa verdadeira “orgia gastronômica” ainda tive fôlego para conhecer a Universidade Federal do Amazonas, localizada no meio da floresta. Eu que já achava o campus da Federal de Santa Catarina lindo, em meio à natureza, gostei mais ainda deste. E Julio ainda me levou no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para ver o projeto de preservação do Peixe-boi e da Ariranha.
Ufa!! Apesar de ver tanta coisa, quero mais!! E espero que seja logo…
Vale ressaltar também a educação e gentileza dos manauaras! É bom dia, boa tarde, por favor, muito obrigada o tempo todo, para todo mundo, independentemente de cor, classe social etc. Lindo de se ver!
Agora é rumo à terra do Tio Sam.”
A viagem começa com uma separação. Calma, fiquem tranqüilos, o casal permanece unido. O que aconteceu é que o Duda foi para os Estados Unidos antes para fazer um curso de inglês. Veremos a seguir o relato de Heda sobre o pontapé inicial da aventura, que não poderia ser melhor, a cidade de Manaus.
Fonte: 30trips
“Há anos eu desejava essa viagem e só agora pude concretizá-la. Manaus é tudo o que eu imaginava e mais! A cidade é um Oásis (de concreto) em meio à densa Floresta Amazônica. Vê-la do avião é lindíssimo.
Algumas informações: a capital manauara está localizada a 3 graus abaixo da Linha do Equador, cerca de 310Km. Por isso, suas estações correspondem às do Hemisfério Norte, embora outono e primavera não existam. O inverno, entre dezembro e maio, é a estação das chuvas e a temperatura costuma variar entre 25ºC e 35ºC. Já no verão, entre junho e novembro, além da temperatura elevada – entre 35ºC e 45ºC, a cidade também sofre com a umidade, que chega a 85%. A temperatura mais alta da história foi registrada em 1989: 53ºC. A mais baixa também ocorreu no mesmo ano: 18ºC. É muito quente, minha gente!
Seus anos dourados ocorreram no início do século passado, durante o Ciclo da Borracha, quando foram construídos os belíssimos prédios do seu centro histórico, como o Teatro Amazonas. A principal atividade econômica é a indústria eletrônica e os estilos musicais mais ouvidos são o regionalista (boi Garantido e boi Caprichoso.. vocês se lembram, né?) e o forró, embora o samba, o pagode, o sertanejo e o eletrônico também tenham público. Ou seja, como em todo o Brasil, a mistura faz parte do pacote!
A cidade ainda não possui muitas opções de hostels. Reservei o Big Hostel Brasil, mas não cheguei a me hospedar porque minha “tia” Zeina Thomé entrou no circuito e fez questão que eu ficasse em sua casa. Não tenho palavras para agradecer todo o carinho e hospitalidade que recebi nesses dias. Tia Zeina, Julio e Luiza foram PERFEITOS! Estive por apenas dois dias na cidade, mas, graças a eles e às atividades intensas que me proporcionaram, deu para ver muita coisa.
Julio e Luiza me buscaram no aeroporto no meio da tarde de domingo. No mesmo dia fui apresentada ao Tacacá (o da Gisela – mais famoso), no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico. Tacacá é uma iguaria da culinária indígena (tipo um caldo) feita com jambu (erva típica da região que deixa os lábios dormentes), tucupi (molho líquido, de cor amarela, extraído da mandioca), camarões e goma de tapioca (que, por sugestão deles, eu não coloquei no meu). Simplesmente divino!! Tucupi eu já conhecia e adorava (uma das vantagens de dividir o teto com uma manauara em Sampa, né Adri?), agora sua combinação com o jambu e sua dormência, arrasou!
Depois demos uma volta pelo local onde estão localizados o famoso Teatro Amazonas e a igreja mais antiga da cidade. O lugar é muito bom para passar o fim de tarde. Muitas famílias passeiam por ali e também existem vários bares. Então, além de visitar os pontos turísticos, vale sentar-se, observar a vida passar e jogar conversa fora. Super recomendo! O Porto da cidade fica pertinho, por isso vale a visita, embora seu entorno merecesse estar melhor conservado.
Fonte: 30trips
Ponte Rio Negro
De lá seguimos para Ponta Negra, famosa praia de rio. Por conta da Copa do Mundo sua orla foi toda reconstruída e está lindíssima!! Uma beleza mesmo! Toda padronizada.. Lá experimentei o açaí da Amazônia, completamente deferente da polpa que conhecemos no restante do país e ainda mais delicioso! A consistência é diferente, não é doce (embora seja possível adoçá-lo)… enfim, uma delícia. Comi com farofa de mandioca, um tipo de flocos muito gostoso. Foi bom ver que a Copa ao menos deixará esse legado à população, porque demolir um estádio que comportava 40 mil pessoas para construir outro numa obra faraônica – e a mais cara aos cofres públicos entre todas as outras – para um estado que só possui times na Série D.. tá de sacanagem! Como diz o Julio, é provável que após a competição vire local de casamentos coletivos, assim como ocorre atualmente em alguns estádios da África do Sul. Outro bem que “a Copa trouxe” foi a Ponte Rio Negro, inaugurada em outubro de 2011 e que liga as cidades de Manaus e Iranduba, percurso anteriormente feito por barcas.
Como só teria um dia livre, decidi fazer um passeio que me levaria ao encontro dos rios Negro e Solimões, às vitórias-régias e aos igarapés (áreas inundadas da floresta durante a época das cheias, onde é possível chegar de canoa). Esse passeio é um pouco mais barato no Centro e no Porto, mas como era domingo e tudo estava fechado, acabei acertando com o Tropical Manaus Hotel, que possui um zoo com alguns exemplares da fauna amazônica, inclusive uma onça pintada. O passeio foi ótimo! Vi índios, jacaré, vitória-régia, o encontro dos rios, igarapé (como as águas estão secando, se eu tivesse ido duas semanas mais tarde não poderia fazer essa parte do passeio), Samaúma (maior árvore da Amazônia), toda a flora local e… mergulhei no rio! A única de todo um barco cheio de turistas a ter coragem, mas não poderia perder essa! Nem piranhas, nem jacarés me impediram.
Fonte: 30trips
Agora, fazer turismo em Manaus é caro. Portanto, vá preparado. Para essa passeio eu gastei R$ 135,00 (almoço incluso). Se você quiser ir a um seringal, uma tribo e botos, prepare-se para desembolsar cerca de R$ 330,00. Qualquer saída de táxi deste hotel na Ponta Negra (conhecido por ser um dos melhores) sai por R$ 58,00 (preço fechado).
Agora, o que amei mesmo foi a culinária local. Eita povo que come bem! Durante a minha estadia, tia Zeina, Julio e Luiza me apresentaram tapioca de tucumã (frutinho retirado de uma palmeira) com queijo coalho, tucunaré e tambaqui (peixes típicos), suco de taperebá, Pirarucu Amazônico (outro peixe típico, com queijo coalho e farinha de uarini – mais grossa), Matrinxã Recheada (mais um tipo de peixe), Petit Gateau de Cupuaçu com sorvete de Tapioca – os três últimos no restaurante Banzeiro e o irresistível vatapá, que tanto adoro. Pensem numa pessoa feliz!!
Fonte: 30trips
Uma das delícias locais: tacacá.
Mesmo com essa verdadeira “orgia gastronômica” ainda tive fôlego para conhecer a Universidade Federal do Amazonas, localizada no meio da floresta. Eu que já achava o campus da Federal de Santa Catarina lindo, em meio à natureza, gostei mais ainda deste. E Julio ainda me levou no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para ver o projeto de preservação do Peixe-boi e da Ariranha.
Ufa!! Apesar de ver tanta coisa, quero mais!! E espero que seja logo…
Vale ressaltar também a educação e gentileza dos manauaras! É bom dia, boa tarde, por favor, muito obrigada o tempo todo, para todo mundo, independentemente de cor, classe social etc. Lindo de se ver!
Agora é rumo à terra do Tio Sam.”




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