30trips: 30 anos, 30 países em 300 dias

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  • karine
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
    • 1595

    #1

    30trips: 30 anos, 30 países em 300 dias

    Como já está relatado em “O sonho”, o casal Duda e Heda resolveu partir para um ano sabático. Será uma viagem de 300 dias, por 30 países para celebrar os 30 anos de idade de ambos. O sonho tornou-se realidade e agora eles são mais duas almas inquietas mundo afora. Eles iniciaram a viagem e nós iremos acompanhar de perto cada quilômetro rodado, navegado, caminhado ou até mesmo voado.

    A viagem começa com uma separação. Calma, fiquem tranqüilos, o casal permanece unido. O que aconteceu é que o Duda foi para os Estados Unidos antes para fazer um curso de inglês. Veremos a seguir o relato de Heda sobre o pontapé inicial da aventura, que não poderia ser melhor, a cidade de Manaus.

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ID:	744268
    Fonte: 30trips

    “Há anos eu desejava essa viagem e só agora pude concretizá-la. Manaus é tudo o que eu imaginava e mais! A cidade é um Oásis (de concreto) em meio à densa Floresta Amazônica. Vê-la do avião é lindíssimo.

    Algumas informações: a capital manauara está localizada a 3 graus abaixo da Linha do Equador, cerca de 310Km. Por isso, suas estações correspondem às do Hemisfério Norte, embora outono e primavera não existam. O inverno, entre dezembro e maio, é a estação das chuvas e a temperatura costuma variar entre 25ºC e 35ºC. Já no verão, entre junho e novembro, além da temperatura elevada – entre 35ºC e 45ºC, a cidade também sofre com a umidade, que chega a 85%. A temperatura mais alta da história foi registrada em 1989: 53ºC. A mais baixa também ocorreu no mesmo ano: 18ºC. É muito quente, minha gente!
    Seus anos dourados ocorreram no início do século passado, durante o Ciclo da Borracha, quando foram construídos os belíssimos prédios do seu centro histórico, como o Teatro Amazonas. A principal atividade econômica é a indústria eletrônica e os estilos musicais mais ouvidos são o regionalista (boi Garantido e boi Caprichoso.. vocês se lembram, né?) e o forró, embora o samba, o pagode, o sertanejo e o eletrônico também tenham público. Ou seja, como em todo o Brasil, a mistura faz parte do pacote!

    A cidade ainda não possui muitas opções de hostels. Reservei o Big Hostel Brasil, mas não cheguei a me hospedar porque minha “tia” Zeina Thomé entrou no circuito e fez questão que eu ficasse em sua casa. Não tenho palavras para agradecer todo o carinho e hospitalidade que recebi nesses dias. Tia Zeina, Julio e Luiza foram PERFEITOS! Estive por apenas dois dias na cidade, mas, graças a eles e às atividades intensas que me proporcionaram, deu para ver muita coisa.
    Julio e Luiza me buscaram no aeroporto no meio da tarde de domingo. No mesmo dia fui apresentada ao Tacacá (o da Gisela – mais famoso), no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico. Tacacá é uma iguaria da culinária indígena (tipo um caldo) feita com jambu (erva típica da região que deixa os lábios dormentes), tucupi (molho líquido, de cor amarela, extraído da mandioca), camarões e goma de tapioca (que, por sugestão deles, eu não coloquei no meu). Simplesmente divino!! Tucupi eu já conhecia e adorava (uma das vantagens de dividir o teto com uma manauara em Sampa, né Adri?), agora sua combinação com o jambu e sua dormência, arrasou!

    Depois demos uma volta pelo local onde estão localizados o famoso Teatro Amazonas e a igreja mais antiga da cidade. O lugar é muito bom para passar o fim de tarde. Muitas famílias passeiam por ali e também existem vários bares. Então, além de visitar os pontos turísticos, vale sentar-se, observar a vida passar e jogar conversa fora. Super recomendo! O Porto da cidade fica pertinho, por isso vale a visita, embora seu entorno merecesse estar melhor conservado.

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ID:	744269
    Fonte: 30trips
    Ponte Rio Negro

    De lá seguimos para Ponta Negra, famosa praia de rio. Por conta da Copa do Mundo sua orla foi toda reconstruída e está lindíssima!! Uma beleza mesmo! Toda padronizada.. Lá experimentei o açaí da Amazônia, completamente deferente da polpa que conhecemos no restante do país e ainda mais delicioso! A consistência é diferente, não é doce (embora seja possível adoçá-lo)… enfim, uma delícia. Comi com farofa de mandioca, um tipo de flocos muito gostoso. Foi bom ver que a Copa ao menos deixará esse legado à população, porque demolir um estádio que comportava 40 mil pessoas para construir outro numa obra faraônica – e a mais cara aos cofres públicos entre todas as outras – para um estado que só possui times na Série D.. tá de sacanagem! Como diz o Julio, é provável que após a competição vire local de casamentos coletivos, assim como ocorre atualmente em alguns estádios da África do Sul. Outro bem que “a Copa trouxe” foi a Ponte Rio Negro, inaugurada em outubro de 2011 e que liga as cidades de Manaus e Iranduba, percurso anteriormente feito por barcas.

    Como só teria um dia livre, decidi fazer um passeio que me levaria ao encontro dos rios Negro e Solimões, às vitórias-régias e aos igarapés (áreas inundadas da floresta durante a época das cheias, onde é possível chegar de canoa). Esse passeio é um pouco mais barato no Centro e no Porto, mas como era domingo e tudo estava fechado, acabei acertando com o Tropical Manaus Hotel, que possui um zoo com alguns exemplares da fauna amazônica, inclusive uma onça pintada. O passeio foi ótimo! Vi índios, jacaré, vitória-régia, o encontro dos rios, igarapé (como as águas estão secando, se eu tivesse ido duas semanas mais tarde não poderia fazer essa parte do passeio), Samaúma (maior árvore da Amazônia), toda a flora local e… mergulhei no rio! A única de todo um barco cheio de turistas a ter coragem, mas não poderia perder essa! Nem piranhas, nem jacarés me impediram.

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ID:	744270
    Fonte: 30trips

    Agora, fazer turismo em Manaus é caro. Portanto, vá preparado. Para essa passeio eu gastei R$ 135,00 (almoço incluso). Se você quiser ir a um seringal, uma tribo e botos, prepare-se para desembolsar cerca de R$ 330,00. Qualquer saída de táxi deste hotel na Ponta Negra (conhecido por ser um dos melhores) sai por R$ 58,00 (preço fechado).

    Agora, o que amei mesmo foi a culinária local. Eita povo que come bem! Durante a minha estadia, tia Zeina, Julio e Luiza me apresentaram tapioca de tucumã (frutinho retirado de uma palmeira) com queijo coalho, tucunaré e tambaqui (peixes típicos), suco de taperebá, Pirarucu Amazônico (outro peixe típico, com queijo coalho e farinha de uarini – mais grossa), Matrinxã Recheada (mais um tipo de peixe), Petit Gateau de Cupuaçu com sorvete de Tapioca – os três últimos no restaurante Banzeiro e o irresistível vatapá, que tanto adoro. Pensem numa pessoa feliz!!

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ID:	744271
    Fonte: 30trips
    Uma das delícias locais: tacacá.

    Mesmo com essa verdadeira “orgia gastronômica” ainda tive fôlego para conhecer a Universidade Federal do Amazonas, localizada no meio da floresta. Eu que já achava o campus da Federal de Santa Catarina lindo, em meio à natureza, gostei mais ainda deste. E Julio ainda me levou no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para ver o projeto de preservação do Peixe-boi e da Ariranha.

    Ufa!! Apesar de ver tanta coisa, quero mais!! E espero que seja logo…

    Vale ressaltar também a educação e gentileza dos manauaras! É bom dia, boa tarde, por favor, muito obrigada o tempo todo, para todo mundo, independentemente de cor, classe social etc. Lindo de se ver!

    Agora é rumo à terra do Tio Sam.”
  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #2
    Desejamos desde já ao casal muitas felicidades, parabéns pelo lindo texto e contem com os Fazedores de Chuva.

    Abraços
    Dolor

    Comentário

    • karine
      Fazedor de Chuva
      • Jul 2012
      • 1595

      #3
      Heda conta neste post como foi sua chegada aos EUA. Um relato bem-humorado que fala de furacão, calor e pedágios não pagos...

      Hello, people!! Chegar aos EUA pela primeira vez na vida, e aos 30 anos, é um fato. Sim, eu sempre tive um certo distanciamento pela terra do Tio Sam e não posso negar. Não chega a ser um preconceito, embora sempre preferi postergar a ida a esse país que é, geralmente, mais acessível e perto que muitos outros.

      Tirando o fato de aos 15 anos não ter ido à Disney por meus pais considerarem um programa muito burguês (e vai explicar isso para uma guria de 15 anos criada em meio à “sociedade florianopolitana” – quem é de lá sabe o que é isso), confesso que nunca me despertou o interesse. Talvez porque, passada a fase dos 15 anos, além de eu não ser muito do consumismo deliberado, tenham me influenciado o histórico da relação norte-americana com as ditaduras nos países da América Latina, seu posicionamento intransigente em relação a outros países e culturas do mundo ao longo dos últimos anos, George Bush e… ah, um “filhotinho de cruz credo” desse país que conheci em Dublin (IE), em pleno ano de 2008, que me disse que gostaria muito de conhecer São Paulo por ser o único lugar do Brasil que não é selva (!!).

      Além disso, sempre pensei que um lugar tão desenvolvido e cheio de acesso a tantas coisas poderia ser conhecido quando estivesse bem velhinha. Desta forma, na minha vã filosofia, melhor é ir antes aos destinos mais “roots”, quando se tem disposição para hospedar-se em hostels, comer as promoções do McDonald’s, viajar com uma mochila nas costas, conhecer cinco países em 15 dias, enfim, essas coisas que, com o passar da idade, vamos criando aversão.

      Em Manaus me veio o receio de ser nos EUA. Estava com o visto, mas meu passaporte é novo e não mostra as outras viagens que fiz e, das quais, voltei para o meu querido Brasil. Minha passagem também não é de volta para o destino de origem. Será que iriam entender? Fora isso, o fato de eu ir com o Duda, ambos com 30 anos e sem vínculos empregatícios na pátria amada poderia ser um complicador. Se eu falasse que iria sozinha, uma mulher nesse tipo de aventura, será que ia colar? Muitos questionamentos, permeados pela certeza de que o Duda, duas semanas antes, tinha sido interrogado por duas vezes, com pessoas diferentes, por cerca de uma hora, antes de liberarem sua entrada.

      Na hora do “vamos ver”, a mulher viu meu visto, me perguntou onde eu ficaria, se só iria para Miami, se era minha primeira vez nos EUA e só!! Nada de passagem de volta, de nada. Depois, passando pela polícia americana, o cara me perguntou apenas quanto eu havia trazido em cash e, nem bem eu tinha terminado de falar, já ouço um “welcome USA”! Juro, em dez minutos eu estava dentro! Daí algo me veio em mente. Acho que esse meu biótipo “gringa em quase qualquer lugar do mundo”, embora me atrapalhe porque sempre querem me enrolar de alguma forma e por me transformar facilmente em alvo de pessoas mal intencionadas, pode me ajudar nas imigrações mundo afora. Pelo menos o “pré-conceito” das autoridades de TODOS os países que visitei até agora só me confirmou isso. Vamos ver ao longo dessa 30trips.

      A Flórida é… quente! Muito quente! A ponto de fazer a brazuca aqui passar mal de calor. Na primeira noite fomos comemorar com um jantar num restaurante da Ocean Drive, em Miami Beach. É uma orla muito bonita, repleta de restaurantes e bares onde hostes te convidam, o tempo inteiro, para sentar-se e gastar algumas doletas. Mas o momento merecia, né? Para acompanhar os pratos, pedi uma Margarita que veio ao melhor estilo USA: BIG SIZE! OBA!! Nas ruas estão todas as lojas de grifes famosas e muitos turistas. O sotaque (depois do espanhol) que mais ouvimos foi o italiano.

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ID:	156486
      Fonte: 30trips
      Café da manhã

      Também optamos por ficar em um hotel, ao invés do hostel, e garantir mais privacidade. Além do que, após 15 dias, merecíamos essa mordomia, né? Ficamos no The Harrison Hotel, em South Beach. O lugar é ótimo e super indico. Não é regado a luxo e riqueza, mas o ambiente é charmoso, limpíssimo, o quarto é grande e tem tudo, além de pagarmos um preço bem razoável: U$ 70 a diária para o casal. Enquanto um hostel na vizinhança sairia por cerca de U$ 50, o casal.

      Como disse, a cidade é cheia de latinos. Fala-se tanto espanhol quanto inglês. E as pessoas, tirando os turistas e os endinheirados – que geralmente são a minoria – são obesas! Fiquei espantada com a quantidade. Gostei, mas não foi nada além da expectativa. Para mim o melhor lugar da Flórida ainda é dentro do mar… aquele do caribe, lindo e quentinho.

      Lá alugamos um carro. Segundo o Duda, baratíssimo para uma semana: U$ 168. E era mesmo. Principalmente por ser um carrão! Na verdade, nem se quiséssemos um carrinho conseguiríamos. Essas coisas não existem por aqui. Agora, os estacionamentos, o combustível e percalços como multa por excesso de velocidade e por furar um pedágio (peraí, eu estava dirigindo em meio ao furacão Isaac, não enxergava nada e a mulher tinha dito que era para pagar na última estação, perto de Miami. Se para ela 60 milhas são perto… foi meu erro de interpretação), encareceram um pouco os planos de economia.

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ID:	156487
      Fonte: 30trips
      Fort Lauderdale

      Mas Orlando exigia um carro mesmo. Tudo bem que eu sempre prefiro viajar pela estrada ao invés de avião, por me oportunizar conhecer lugares que eu jamais pensaria se tivesse “ido pelos ares”. Primeiro, foi legal conhecer o litoral leste daquele estado. Destaque para praia de Fort Lauderdale e sua belíssima (a meu ver mais que a de Miami) orla. Depois, em Orlando tudo é afastado. Até os pontos de ônibus, além do calor infernal. Então, apesar dos pesares, considero uma boa alugar um carro por lá. Ficamos hospedados por três dias no Orlando Grand Hotel. Um hotel imenso e que também estava com uma grande promoção, mais uma vantagem de ir fora da alta temporada.

      Como há dias eu estava indo do calor extremo das ruas para o frio congelante dos ambientes fechados (acho que eles não sabem que dá para abrir a janela. O ar condicionado funciona 24h, em todos os lugares), meu corpitcho não resistiu. Corpo molenga, calafrios, congestão nasal… ihhhhhhh. Decidimos não ir a nenhum parque no primeiro dia e poupar o esqueleto. Não fosse pela ideia de darmos uma passada no outlet para “não perdermos o dia”. Para quê, meu povo? Foram horas de caminhada. Levamos algumas coisas, sim. Mas pelo tempo até achei que fomos comedidos. Não sei se Duda compartilha dessa opinião. Tudo bem, é difícil resistir a esses preços. A solução é sempre pensar que a mochila vai nas costas!

      Nos dois dias seguintes fomos aos parques, mas isso é assunto para outro post.

      Na volta de Orlando devolvemos o carro, fomos direto para o porto com destino às Bahamas e só então retornamos a Miami por mais um dia, enquanto aguardávamos o voo para San Francisco. Dessa vez evitamos Miami Beach e optamos por um hotel com shuttle free para o aeroporto, já que precisaríamos estar lá às 06h30 da matina. Ficamos no Rodeway Inn Airport, que, embora tivesse piscina e academia, parece aqueles hotéis de filme, sem luxo, cheio de latinos. Indico só para quem tiver um voo próximo e queira gastar pouco.

      O passeio também foi um pouco diferente. Optamos por ir à Little Havana, um bairro próximo ao centro da cidade, onde vivem cubanos contrários ao regime de Fidel. Além da cultura local nas ruas, foi possível ver monumentos e as bandeiras dos EUA e de Cuba lado a lado. Vale lembrar que até hoje os norte-americanos são proibidos de visitar a ilha comunista (que já nem é mais tão assim, mas isso é outro papo).

      Na TV, CNN só passava a convenção republicana, que aconteceu em Tampa (FL) por aqueles dias e o tal do Isaac.
      That’s all, folks!!

      Comentário

      • karine
        Fazedor de Chuva
        • Jul 2012
        • 1595

        #4
        Agora chegou o momento de Heda realizar seu sonho de adolescente: conhecer a Disney! Afinal, os Fazedores de Chuva são democráticos e abertos a todos os tipos de sonhos que envolvam superação, aventura e aprendizado. Então, vamos acompanhar o relato de mais um passo conquistado por este casal que estará viajando pelo mundo nos próximos 300 dias.

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ID:	156657
        Fonte: 30trips

        Let’s fun!!
        15 anos depois, Disney, aqui vou eu!! Sim, como já disse no post sobre a Flórida, essa é a minha primeira vez nos Estados Unidos e eu tinha um desejo frustrado de não ter ido à Disney aos 15 anos por meus pais acharem que era um programa muito burguês.

        Agora, aos 30 anos, isso não era, nem de longe, a minha prioridade, mas o Duda queria muito me apresentar esse “universo encantado”. A real é que eu não sou muito fã de parques. Sou mega fã da Disney e dos seus filmes até hoje, é verdade, mas não curto muito montanha-russa, nem de brinquedos superradicais. Altura não é o problema, mas a velocidade… meu coraçãozinho não aguenta.

        Então pegamos o carro alugado em Miami e fomos para Orlando. O problema é que, por conta do calorão e do ar condicionado ultra gelado em todos os estabelecimentos da Flórida, eu acabei ficando muito resfriada (como dito no post anterior) e fomos nos parques apenas dois dias. Uma pena!

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ID:	156654
        Fonte: 30trips

        O Duda queria me mostrar o Epcot Center e o Universal. Como nunca tinha ido, aceitei de prima, com a promessa de que iríamos ao parque tradicional da Disney em Los Angeles. Inaugurado exatamente no ano em que nascemos, 1982, o Epcot Center é legal por nos permitir “dar a volta ao mundo” em um dia. É aquele com um globo imenso em metal, famoso nas fotos. Há pequenas representações dos seguintes países: Japão, China, Itália, Estados Unidos, França, Noroega, México, Marrocos, Alemanha, Inglaterra e Canadá. Todas com arquitetura típica, lojas de souvenires e algumas com apresentações também.

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ID:	156655
        Fonte: 30trips

        Além disso, eles possuem dois espaços dedicados à preservação ambiental, o que muito me impressionou. O The Land é um lugar dedicado à fauna e à flora terrestre e faz alusão ao filme O Rei Leão. Já o The Seas with Nemo and Friends é dedicado à preservação da vida marinha e, como o próprio nome diz, tem como tema o filme Procurando Nemo. Demais!! Eu sou louca por esses dois, principalmente o Nemo. Me diverti horrores com os aquários gigantes e até em uma “conversa” com o Turtle. Foi ótimo!!

        Pontos fortes: Os detalhes do parque são muito bem feitos. É tanto capricho que tudo parece real, tanto as tecnologias de brinquedos como a simulação de um voo de asa-delta por algumas cidades norte-americanas ou a simulação de um voo e pouso em marte; quanto nos passeios e conversas com personagens dos filmes de animação da Disney e até os ambientes nas filas de espera, por exemplo. A Disney também emprega muitos idosos, em uma campanha que preconiza o conceito de que eles levam muito jeito com crianças. Além dessa iniciativa, outra muito legal são os brinquedos em prol da preservação do meio ambiente. Nada muito a fundo, é verdade, mas levantar essa questão em pleno EUA, país do consumismo e do desperdício deliberados, é louvável. Pudemos até simular como será o nosso futuro.

        Pontos fracos: A falta do Brasil nas representações dos países é um pecado! Primeiro, eles não têm qualquer país da América do Sul, um vexame. E depois, com o Brasil sendo um expoente sul-americano e que anualmente envia não sei quanto milhões de turistas ao país (e que gastam outros bilhões em doletas), é muito estranho que não haja nada que o represente. Aliás, há sim. O Zé Carioca, legítimo personagem brazuca, aparece na apresentação do México (?!), junto ao Pato Donald. Enfim…

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ID:	156656
        Fonte: 30trips

        Já no parque da Universal cada brinquedo tinha como tema um filme diferente. Fomos duas vezes no do Shereck, que eu simplesmente AMO! O brinquedo mais emocionante foi o do filme A Múmia, com uma montanha-russa de tamanho médio, onde fomos por, pasmem, cinco vezes!! Também adoramos o dos Simpsons (animação que amamos!), onde fomos por três vezes, o show com animais, dos filmes Twister, MIB, Meu Malvado Favorito (que é o mais novo) e também nos mostraram como é gravar um filme. Mas a montanha-russa mais alta – e bota alta nisso – nem eu, nem o Duda, tivemos coragem de ir. Descobri que não sou a única que não é muito chegada à fortes adrenalinas…

        Pontos fortes: Irmos ao parque na baixa temporada fez com que quase não pegássemos filas. A maior demorou cerca de 30 minutos, mas às vezes nem fila tinha. Entre os brinquedos radicais que curtimos, o da Múmia é imperdível.

        Pontos fracos: Deveriam ter mais uns três brinquedos de nível médio a alto em adrenalina. Assim, ocuparíamos o dia inteiro sem repetir os brinquedos e teria mais atrações para “adultos”. O brinquedo do filme ET é para criança de dois anos… nem percam seu tempo.

        Optamos em ir a apenas um parque por dia, o que acabou sendo uma ótima ideia, pois não teríamos tempo de curtir tudo se fizéssemos dois no mesmo período. O preço fica em torno de U$ 90, cada um, e é melhor alugar um carro para ir até lá. Foi impossível não lembrar das amigas Fabiana Lavinas e Bianca Sallaberry. Fabi, a única lembrancinha que trouxe foi um chaveiro da Minnie que coloquei na minha mochila. Infelizmente não pude comprar mais nada por conta do peso e do volume. Essa é a vida de backpacker!

        Minha única frustração foi não ter ido ao Disney World! Quando entrei na parte do Nemo fiquei como criança, emocionada ao extremo e não pensei que seria assim. Essa foi apenas uma pontinha de toda a mágica que esse mundo de entretenimento é capaz de produzir: saudosismo, excitação e um misto de sensações que emocionam. Imagina vendo ao vivo o Castelo Disney? Mas essa emoção eu só viverei com meus filhos, pois, infelizmente, acabamos não indo à Disney em Los Angeles. Mas isso é assunto para outro post.

        Bye, bye!!
        Última edição por karine; 21-09-12, 10:52.

        Comentário

        • Dolor
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2011
          • 3250

          #5
          Queridos Heda e Duda, muito agradável de ler os relatos de vocês que nos permite, inclusive, sentir o gostinho de tudo como se estivéssemos juntos, o que na realidade não deixa de ser uma verdade, pois acompanhando e vibrando com todos os passos de vocês, é como se caminhássemos lado a lado.

          Lembramos ainda que para os Fazedores de Chuva, mais importante do que o veículo que amamos, o destino que sonhamos, é a companhia que não podemos perder de jeito nenhum.

          Continuem nos inspirando e contem com os FC onde quer que estejam porque o nosso território é vastíssimo!

          Boa viagem!

          Comentário

          • karine
            Fazedor de Chuva
            • Jul 2012
            • 1595

            #6
            Let’s play!!

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ID:	157808
            Fonte: 30trips

            Enfim chegamos a Vegas!! Por uma pequena distração do meu amorzinho, tivemos que ir de ônibus de San Francisco para cá. Ele encontrou passagens de avião em promoção e comprou, mas não se ligou que eram para a semana seguinte! Resultado: Greyhound (ônibus) na veia! Ao todo, foram 18 horas de poltrona que praticamente não reclina e janelas sem cortinas.

            Em Vegas tudo foi mais fácil. A rodoviária é na Main St., no centro antigo, e relativamente perto da Las Vegas Blvd, popularmente conhecida como Strip, principal rua da cidade. Com facilidade pegamos um ônibus que nos deixou quase em frente ao Monte Carlo, nosso hotel. Mesmo sem qualquer refeição inclusa, provavelmente essa será a estadia mais luxuosa de toda a 30trips.

            Além de conhecer o tão famoso Oásis do deserto norte-americano, outra coisa nos deixou excitados por chegar: o encontro com os queridos Lannes, Juca, Lúcia, Zélia e Wagner, tios do Duda. Marcamos no suntuoso saguão do Bellagio, hotel em que eles estavam hospedados e que serviu de cenário para o filme Ocean’s Eleven (Onze Homens e Um Segredo).

            Falando um pouco da cidade, a tal Strip concentra os principais hotéis e cassinos e, embora seja apenas uma rua, precisa-se de muitas, mas muitas horas para percorrê-la por inteiro. O ideal é dividir o tour por dia, cada um percorrendo uma direção (norte ou sul) e, se possível, um lado (direito ou esquerdo). Isso porque cada hotel é um mundo a parte. Todos por si só valem um dia de curtição (isso deixamos para fazer no nosso). Existem os temáticos como o Excalibur, o Venetian, o Luxor, o Caesars Palace, o NY-NY, o MGM e tantos outros. E também os sem temas definidos, mas que impressionam pela quantidade de atrações e pelo requinte, como os super modernos Ária e o Wynn, por exemplo.

            Assistir a um dos sete espetáculos do Cirque du Soleil que estão em cartaz em Vegas já era uma prioridade, mas o incentivo dos tios do Duda, em particular da Zélia, que assistiram ao “O” e ao “Love”, inspirado nas músicas dos Beattles, foi definitivo. Optamos pelo segundo, que seria em nossa última noite na cidade. Inenarrável a emoção, a perfeição, o profissionalismo e a arte desta trupe. De chorar, de aplaudir de pé e de levar para sempre na memória e no coração. Super mega recomendamos “Love”!! Para comprar os tickets, alguns hotéis, como o MGM, distribuem cupons que dão até 40% de desconto, uma grande ajuda. Por estarmos em um projeto tão grande quanto o 30trips, que nos obriga a economizar tanto quanto possível, optamos por ficar nos lugares mais baratos. Isso acabou se revelando a melhor opção, pelo menos sob o nosso ponto de vista, já que ficamos em cima onde, em um dos números mais legais apresentados, pudemos conferir tudo nos mínimos detalhes, enquanto quem estava mais abaixo, por participar, não teve a mesma sorte.

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ID:	157807
            Fonte: 30trips

            Vocês podem estar se perguntando (uma dúvida muito pertinente, por sinal) como um casal de mochileiros que está no início de uma viagem de volta ao mundo e, portanto, precisa economizar, abre mão de fazer alguns programas que seriam obrigatórios numa situação de férias normais, em prol da economia, se dá ao luxo de hospedar-se em um grande hotel? Explico. Primeiro porque consideramos que em Las Vegas, onde a principal atração turística são justamente os maravilhosos hotéis, seria esquisito ficarmos em hostel. Aquela coisa de “ir à Roma e não ver o Papa”. Segundo porque, como estamos na baixa temporada, encontramos pacotes super em conta para estadias de domingo a quinta-feira. Sexta e sábado, que encarecem, e muito, ficaram de fora dos nossos planos. Desta forma, por menos de U$ 70/dia, ficamos quatro noites no Monte Carlo. Fica a dica para quem quer curtir tudo por um custo menor, ou simplesmente redirecionar os gastos às compras e aos cassinos. J

            Em termos de alimentação, encontra-se de tudo. Desde Dollar Menu do McDonald’s, passando por buffet livre, até requintados restaurantes à la carte. A estratégia, muito bem bolada, dos tios do Duda era tomar um café da manhã super reforçado no buffet livre e depois só nos preocuparmos com o jantar. Isso nos permitiu bater muita perna pela cidade. Juca, o mais experiente no local, nos guiou pelas principais atrações e nos deu de presente um passeio de gôndola (isso mesmo, gôndola!) entre os canais construídos em meio ao Venetian Hotel. Um arraso de romantismo!! Para finalizar esse encontro com chave de ouro, jantamos no restaurante Buffet, no hotel Ária, com direito a vinho e tudo! Impossível dizer como é bom estar com vocês, o quanto são divertidos, agradáveis e o quanto nos fez bem esse encontro! Muito obrigada a todos, por tudo!!

            Pontos fortes: Além da luminosidade da cidade à noite, com todo o seu néon, as réplicas das cidades e os shows de água são impressionantes! Vegas tem dois grandes outlets, um ao norte e outro ao sul da Strip. A locomoção na cidade é muito fácil. Utiliza-se o mesmo ônibus para ir de uma região a outra e, por isso, recomendamos a aquisição do bilhete diário, por U$ 7. Quem decide alugar um carro também tem a facilidade de não pagar estacionamento, mas é uma cidade que dispensa facilmente o uso de automóvel. Las Vegas é realmente um parque de diversões para adultos (e crianças, pois alguns hotéis possuem atrações exclusivas para elas). O Duda dobrou o valor que tinha apostado na roleta do cassino!! No restaurante, para poder beber o vinho, a garçonete pediu minha identidade, pois achava que eu tinha menos de 21 anos (!). Depois, para tentar vender um ingresso para o Cirque du Soleil, uma mulher disse que tinha promoções para menores de idade, como eu. Ou seja, creio que a balzaca aqui ainda esteja “dando um caldo”!!

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ID:	157809
            Fonte: 30trips

            Ponto fraco: apenas um – a falta de tempo. Mesmo quatro dias em Las Vegas não foram suficientes para vermos tudo. Sim, esta é uma cidade em que precisa-se de, no mínimo, uma semana para conhecer cada detalhe (tour pelo deserto, aulas de tiro ao alvo, museus etc) e aproveitar tudo o que os hotéis oferecem. A mesma falta de tempo foi responsável por eu não fazer a coisa que eu mais queria antes de minha vinda aos EUA: conhecer o Grand Canyon. O lado sul do parque, mais próximo de Vegas, fica a duas horas e meia da cidade e a vista mais legal é a partir de um mirante de vidro, para o qual se pagam mais U$ 70. Já a vista mais exuberante (aquela clássica de filmes como Thelma & Louise) fica a cinco horas de distância. Ou seja, para realizar meu desejo, teríamos que alugar um carro, gastar com combustível, entradas, viajar por dez horas e ficar apenas duas por lá. Isso porque, como nosso pacote do hotel era de quatro dias, não fazia sentido gastarmos com hospedagem em outro lugar, já tendo pago em Vegas. Ou seja, dois grandes desejos que vão ficar para a próxima: conhecer o Grand Canyon e a Disney World.
            Última edição por karine; 24-09-12, 19:51.

            Comentário

            • karine
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2012
              • 1595

              #7
              The city of angels!!

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ID:	157886
              30trips

              O título deste post remete à música Under the Bridge, da banda Red Hot Chili Pepers. Esta não é a única canção em alusão à cidade dos caras. Aliás, Los Angeles é certamente um dos lugares mais homenageados e lembrados do mundo por toda a indústria do entretenimento (TV, cinema e música). Não por acaso, é o lugar onde está localizada Hollywood, a meca mundial de artistas de todas as áreas.

              Durante as andanças pelas ruas de LA, do bairro de Beverly Hills e das praias de Santa Mônica e de Venice Beach, por vezes me peguei pensando nos segredos que elas escondiam, nas situações das quais já foram cenário, onde brilhavam estrelas do cinema mundial como Marilyn Morone, Frank Sinatra, Clark Gable, Paul Newman, Ingrid Bergman, Julia Roberts, Brad Pitt, Audrey Hepburn, Orson Welles, Rita Hayworth, Maryl Streep, entre tantos outros. Eu seria capaz de ficar dias ali, descobrindo cada detalhe. Entretanto (e infelizmente), só tínhamos míseros três.

              Ainda não foi dessa vez que ficamos em hostel (que viagem de mochileiro é essa, minha gente?). Pelo mesmo preço optamos pela privacidade de nos hospedar em um hotel duas (?) estrelas, ao lado da Hollywood Blvd. Nos EUA vale à pena fazer isso. Embora não tenham luxo, esses locais são limpos, confortáveis e, muitas vezes, bem localizados.

              Além de ver a cidade, outra grande (e importantíssima) missão nos aguardava: comprar nossos mochilões. Eu saí do Brasil com um malinha velha para comprar minha mochila nos EUA, onde tudo é muito mais barato.

              Das lojas que pesquisamos on line, uma que possui ponto físico e ótimo atendimento é a REI. Lá encontramos a minha Deuter Quantum 55L + 10 (que eu já estava de olho no Brasil), e muitas outras. Como a 30trips é uma viagem longa, tenho que considerar a qualidade da “minha casa” durante este ano. Foi o presente que meu amor me deu de aniver!! O Duda aproveitou a oportunidade para comprar uma Gregory 58L, mesmo tamanho da sua anterior, mas com uma distribuição mais compacta e material leve, que facilita os movimentos.

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ID:	157887
              30trips

              Claro que, com isso, nossos três dias ficaram ainda mais reduzidos. Então fomos a Venice Beach, onde pegamos uma praia e decidimos ir caminhando até Santa Mônica. Uma longa caminhada que valeu à pena. Muitos esportes na praia, pôr do sol maravilhoso, good vibe… ponderamos até se não teria sido melhor ficarmos por ali. Fica a dica: cogitem hospedar-se em Santa Mônica. Não é longe de Hollywood e tem a vista para o mar.

              No famoso píer de Santa Mônica está localizado o marco final da lendária Rota 66. Como este será o tema da festa de aniver do meu amado papai, que vai comemorar 66 anos em dezembro, não podíamos deixar de registrar esse momento.

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ID:	157885
              30trips

              No outro dia decidimos revisitar a Hollywood Blvd, onde tiramos foto com o famoso letreiro, em frente ao Kodak Theatre, onde acontecem as cerimônias do Oscar, a calçada da fama e assistimos um filme (o The Possession) no famoso (e belíssimo!) Chinese Theatre. Também visitamos o famosérrimo bairro de Beverly Hills e a Ocean Drive.

              O que eu queria ter feito e não deu tempo: visitar os estúdios de cinema espalhados pela cidade, o espetáculo Íris do Cirque du Soleil e a Disney, já referida em outro post. É possível visitar os estúdios e saber como funcionam em passeios que variam de 40 minutos a duas horas, dependendo de cada um. O único detalhe é que só estão disponíveis entre segunda e sexta-feira. Esses passeios podem ser reservados no site ou diretamente no atendimento ao turista que existe no Hollywood & Highland Center, um complexo de compras, entretenimento e gourmet no coração da Hollywood Blvd.

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ID:	157888
              30trips

              No mesmo local está em cartaz o espetáculo Íris, do Cirque. Ficamos tão empolgados com o que vimos em Vegas, que queríamos ter mais essa experiência. E parece que ele é divino!! Mas, como Murphy às vezes prega peças até na estrela do viageiro (coisas de Dudinha), estávamos na cidade justamente enquanto eles curtiam sua semana de férias. A reestreia ocorreu dois dias após a nossa partida, uma pena.
              Aproveito para agradecer o carinho de quem nos acompanha. Valeu mesmo, pessoal!!

              Beijão!!

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              • karine
                Fazedor de Chuva
                • Jul 2012
                • 1595

                #8
                De repente, Califórnia

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ID:	157908
                Fonte: 30trips

                Para mudar um pouco, dessa vez o relato é de Duda. Ele conta um pouco como foi a passagem deles pela Califórnia.

                Depois de um belo rolé pelas águas calmas do caribe, chegamos à minha querida Califa, estado que sempre me acolheu tão bem e que agora tive a oportunidade de apresentar à Hedinha. Dessa vez começamos e terminamos por San Francisco. A cidade mais fria da Califórnia e a qual não visitava há mais de 15 anos, continua lá.

                Assim que chegamos fomos muito bem recebidos pela minha prima Valerinha, que nos buscou no aeroporto e nos preparou um belo jantar regado a vinho californiano. Essa estada foi curta, cerca de 24 horas. Conhecemos a cidade de Sausalito, do outro lado da famosa ponte Golden Gate. Sausalito é irada, toda arrumadinha e com umas casas instaladas numa espécie de porto de casas-barco. Pela primeira vez a Heda falou: Aqui eu moraria!!

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                Fonte: 30trips

                Fomos pra Las Vegas, pra L.A. e retornamos a San Francisco. Dessa vez com um pouco mais de tempo, curtimos o Fisherman’s Wharf e o bairro Hyppie de Haight Asbury. Rolé de skate, Leões Marinhos, passeio de bonde e uma bela vista de Alcatraz também fizeram parte do pacote. Outra vez a Valerinha arrebentou nos fazendo sentir em casa com toda sua hospitalidade.

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                Fonte: 30trips

                Agora, rumo ao Hawaii!!

                Comentário

                • karine
                  Fazedor de Chuva
                  • Jul 2012
                  • 1595

                  #9
                  Hawaii Parte 1: Ilha de Maui

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                  Fonte: 30trips

                  O Hawaii está no imaginário de nove em cada dez pessoas. Antes de ir para lá, pensava que era um paraíso artificial, produzido para turistas, meio “cidade da Barbie”, sabe? Enfim, uma coisa que não faria muito o meu perfil.

                  Realmente, além das belezas naturais, o homem (neste caso, os norte-americanos) moldou bastante o lugar, formando um paraíso planejado. Quanto a isso, eu não estava errada. Agora, me pergunta se eu gostei? E COMO!!

                  Inicialmente, nossa ida ao Hawaii previa apenas a estadia na ilha de Oahu, onde fica Honolulu. Entretanto, como meus queridíssimos primos Maíra e Marcelo estariam na ilha de Maui, outra das cinco maiores que compõem o arquipélago, decidimos incluí-la na lista e fomos direto para lá.

                  Antes que eles chegassem, ficamos três noites num hostel em Wailuku, que fica próximo ao aeroporto e é um distrito mais comercial, afastado das praias. Seria a primeira vez que dividiríamos quarto na viagem, mas, ao chegarmos lá, a surpresa: como estava cheio, arrumaram um quarto privativo para a gente. Ainda não foi dessa vez que ficamos em um hostel de verdade.

                  Alugamos uma moped, no Brasil mais conhecidas como scooter, para roda a ilha. Fomos até Lahaina, na costa oeste, uma das praias mais famosas de lá. Que viagem! A questão é que a moped é muito pequena e leve para os ventos do Hawaii. Fora isso, pensávamos que fosse mais perto, mas a ilha é muito grande e tivemos que pegar auto-pista para chegar lá. Detalhe: tínhamos que andar pelo acostamento para não atrapalhar o trânsito na pista rápida. Mas o pior era mesmo o vento. Estava vendo a hora que a pobre lambreta seria derrubada. Fora o desconforto de quem vai atrás. Mas valeu! Passamos um dia muito legal, com a vantagem da mobilidade que um ônibus não nos daria. Assim conhecemos todo aquele lado.

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                  Fonte: 30trips

                  No dia seguinte fomos de bus até as praias da costa sul. Duda, com o mapa em mãos, me disse que poderíamos voltar a pé, em uma caminhada de aproximadamente uma hora e meia, curtindo o pôr do sol e tal (que por sinal era belíssimo). Topei, claro, mas que desespero. A hora e meia foi transformando-se em três, o entardecer virou noite, as luzes desapareceram e as placas “wild life” me davam a certeza de que não estávamos no lugar, nem no horário mais apropriado.

                  Continuamos andando até que o Duda resolveu pedir carona, vez que a estrada principal não chegava nunca. Depois de um tempo, um carro com um casal jovem (que ouvia heavy metal às alturas) nos levou até o centrinho. Ufa!! Mas o cara disse: “Vocês têm sorte por sermos nós, pessoas do bem”. Depois a Maíra nos disse que era até proibido pedir carona. Dessa vez foi o que nos salvou. Como o Duda diz, é a estrela do viageiro.

                  Maui abriga a famosa praia de Jaws (que significa mandíbula), onde ondas gigantes desafiam os surfistas, que só conseguem alcançá-las com a ajuda de jet skis. Infelizmente, não fomos na melhor época para observá-las. Se esse for o seu objetivo, vá no inverno.

                  Além disso, e do famoso pôr do sol, quem optar por Maui poderá curtir comunidades hippies, praia naturista, as trilhas que fazem parte do entorno do vulcão adormecido de Haleakala, galerias de arte (visitamos algumas em Lahaina), assistir a um luau (criado especialmente para turistas, ou seja, não espere nada “de raiz”), fazer um passeio de barco até a vizinha ilha de Molokini, ótimo lugar para snorkel, ou até Hana (que dessa vez não rolou), localizada no lado leste da ilha, onde o acesso é um pouco mais complicado, um lugar roots, e, dizem, maravilhoso!

                  No domingo nos “mudamos” para a praia de Wailea, onde meus primos estavam hospedados. Desde o início da trip, pensávamos que nossa hospedagem mais top (no sentido de glamour) seria em Las Vegas, no hotel Monte Carlo. Mas, como a vida sempre surpreende, graças à Maíra e ao Marcelo, realmente conhecemos o céu!! Uma casa de frente para a praia, sem nem sequer uma rua que nos separasse dela. Além disso, entre a casa e o mar, além do lindo gramado, uma varanda e uma jacuzzi. Aí eu pergunto: O que mais se pode querer da vida?

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                  Fonte: 30trips

                  Agora, luxo mesmo foi a companhia desses meus amados primos, os quais tive o prazer de conviver durante meus dois primeiros meses de Sampa (long time ago)!! De quebra, ainda conhecemos o bebê mais lindo da paróquia: Luca Wenzel Belinaso. Se essa criança fosse só linda, já estávamos satisfeitos. Mas que gurizinho afetuoso, carinhoso, brincalhão e bem humorado! Palavras do Duda após conhecê-lo: “Amor, vamos ter que antecipar os planos”.

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                  Fonte: 30trips

                  Com eles comemos um belo churrasco de hamburguer, bem ao estilo norte-americano, depois um mais parecido com o churras brasileiro e, de quebra, com uma maionese feita por mim (receita da Gracita), fish tacos, fizemos snorkel, fomos à pizzarias, experimentei o tradicional drink Mai Tai, passeamos etc. Mas isso tudo, embora seja muito bom, não se compara aos momentos vividos juntos, aos papos, às risadas, enfim. Por isso, agradecemos a acolhida em meio às “férias” e reforçamos o desejo de revê-los em breve.

                  Quem sabe no Rio?

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                  Fonte: 30trips

                  Para vocês só temos uma coisa a dizer: MALAHO!!
                  Próximo destino: Honolulu!!

                  Comentário

                  • karine
                    Fazedor de Chuva
                    • Jul 2012
                    • 1595

                    #10
                    Hawaii Parte 2: Ilha de Oahu

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                    Fonte: 30trips

                    Mas eu não to nem aí.. Arrumo as malas e me mando pro Hawaii..

                    Aloha!!

                    Honolulu, o Hawaii é aqui!! Que lugar irado!! Dessa vez é um consenso: aqui nós moraríamos. A paisagem é linda, a cidade é bem servida de restaurantes e de atividades para todos os gostos, tem tudo quanto é tipo de esporte, extremamente organizada, com um “q” de Polinésia e um tanto quanto cosmopolita.

                    A brincadeira estava tão boa que adiamos a ida para o Japão em três dias para poder curtir melhor esta ilha. Assim estendemos nossa estadia para oito dias e ainda deixamos coisa para a próxima visita: a base naval de Pearl Harbor e a maravilha natural de Hanauma Bay. A primeira por opção, a segunda por um erro de cálculo.

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                    Fonte: 30trips

                    Ficamos no Seaside Hostel, irado e a poucas quadras da famosa praia de Waikiki. Um belo calçadão com a estáua do surfista Duke Kahanamoku nos dá as boas vindas. Com ondas perfeitas e um cenário de cinema, foi o nosso principal destino. Só de ir à praia, pegar um sol e fazer uma horinha de surf já estava com o dia ganho. No canto leste tínhamos a visão da Diamond Head, famoso vulcão inativo que compõe a paisagem e o qual escalamos até o topo. Do outro lado da rua, loja das grifes mais badaladas e os melhores e mais luxuosos hotéis da ilha.

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                    Fonte: 30trips

                    A influência polinésia ainda é percebida, a começar pelos nomes dos locais e pela aparência dos nativos. Num desses fins de tarde, como quem não quer nada, presenciamos um show de hula-hula em plena praia de Waikiki. Embora no meio do Pacífico e longe pra caramba de qualquer continente, não dava pra desconsiderar que ainda estávamos nos EUA. Mas lá quem domina são os japoneses. A presença nipônica na ilha de Oahu é intensa. Lojas só pra eles, jornais, revistas e até um supermercado, o Don Quijote, que tanto frequentamos para comprar os ingredientes dos belos rangos que preparamos no hostel.

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                    Fonte: 30trips

                    Num dia alugamos uma moped para ter mais mobilidade pelas redondezas e no outro, um carro para irmos mais longe. Assim visitamos as lendárias praias de Waimea, Sunset e Pipeline em North Shore, do outro lado da ilha. Não era inverno, não estava nos seus maiores dias, mas mesmo assim eram ondas gigantes. No mar só local de bodyboard. Eu arrisquei uns jacarezinhos no inside e até a Heda encarou o mar de Waimea. No caminho para lá paramos na Turtle Bay, famosa pelas tartarugas marinhas, e quem estava lá na areia dormindo amarradona? Ela mesma!! Já tinhamos visto uma no mar de Waikiki, mas deitadona na areia foi demais!

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                    Fonte: 30trips

                    No fim das contas, me senti em casa. Honolulu tem vários pontos em comum com o litoral brasileiro e o Rio de Janeiro. O lado negativo fica por conta do transporte público. Tanto lá, quanto em Maui, os ônibus são uma m... Lerdões, nenhuma vez mofamos menos que 20 minutos no ponto, e ainda assim não vão pra um monte de lugares.

                    Continuo tendo um grande apreço pela Califa, mas o Hawaii barrou. É mais maneiro. Se gosta de esporte, de cenários espetaculares, de contato com a natureza, de descansar na sombra de um coqueiro ou até mesmo de desfrutar o luxo que o dinheiro pode comprar vá pro Hawaii.

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                    Fonte: 30trips

                    Malaho!!

                    Comentário

                    • karine
                      Fazedor de Chuva
                      • Jul 2012
                      • 1595

                      #11
                      Tóquio

                      Click image for larger version

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                      Fonte: 30trips

                      Algumas verdades e alguns mitos sobre a capital da terra do sol nascente.

                      Tóquio: uma das maiores cidades do mundo e o nosso primeiro destino no Japão.

                      1- Todo mundo só come sushi = MITO.
                      Até tem bastante, mas é carão. O prato preferido da massa é o bowl: macarrão estilo miojo ou um monte de arroz branco empapado com uma carne de porco meio gordurenta. Não é tão ruim. Comemos várias vezes (principalmente pelo preço), mas no final estava ficando difícil de engolir. É o prato do cidadão comum, do trabalhador. Sushi só em ocasiões especiais. Também rolava muita gyoza, baratinha. Eu sempre gostei e aproveitei, mas a Heda teve que se adaptar à iguaria.

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                      Fonte: 30trips

                      2 – Tóquio é carão = VERDADE.
                      Nosso orçamento diário dava só para o hotel. Nem adiantava querer correr para hostel que dava no mesmo. Tentando escapar dessa e diminuir o preju, apelamos para dois busus noturnos e uma noite no aeroporto. Ficamos dez dias no país, o que quase quebrou a firma, mas o espírito mochileiro ajudou a evitar gastos supérfluos.

                      3 – Tóquio é a capital da modernidade = MITO.
                      Galera usa uns celulares antigões, nem touch screen eles são. Quase ninguém aceita cartão. Era difícil achar um japonês que falasse inglês direito. As grandes modernidades ficam por conta dos trens e das privadas. Rolam uns trens bala maneirões, (que o orçamento não nos permitiu conhecer por dentro, quem sabe na China), mas a linha de metrô não é integrada. Então, em várias baldeações era necessário ir à rua e comprar outro ticket. A privada é um show a parte: quentinha quando senta, descarga automática, tem musiquinha e até um jatinho para finalizar o serviço. Pode-se escolher a pressão e a temperatura, além de ajustar a mira de acordo com a ocasião. Embora isso possa parecer muito moderno, já existe por lá há mais de 20 anos, assim, a impressão é de que eles pararam no tempo.

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ID:	158505
                      Fonte: 30trips

                      4 – Japa é viciado em Mangá = VERDADE.
                      Em Tóquio tem uns bairros como Akihabara, com umas lojas gigantes de videogame (mistura de cassino com fliper) e de revistas de mangá. Os japas adoram isso. O padrão de beleza, inclusive, é mangá. As meninas se vestem para parecer com os personagens dos quadrinhos, além de maquiarem-se de um jeito que os olhos pareçam mais abertos (não como os das ocidentais o ideal de beleza são as bonecas mesmo). É bizarro. Também fomos num dos muitos Maids Cafes que rolam na região. É só passar pela rua que várias moças fantasiadas de empregadas (estilo mangá) te convidam para conhecer. Aceitamos um desses convites e lá uma menina de pijama nos levou para uma sala, que parecia um quarto de boneca, toda rosa. Ela falou, digo, nos deu um texto em inglês explicando que estávamos em um planeta distante (?) e que deveríamos brincar juntos. Depois ela nos serviu um yakssoba (o prato mais barato da casa e ruim pra caraca), fez umas firulas tipo coraçãozinho com a mão e foi cantar no melhor estilo AKB48, maior fenômeno musical do momento por lá. O pior é que esse troço é frequentado por homens adultos.

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                      Fonte: 30trips

                      Durante a estadia, ficamos hospedados no bairro de Asakusa, perto do mais antigo templo budista de Tóquio, o Senso-Ji construído em 645, que é muito interessante e fica cercado por umas ruas bem tradicionais, com barraquinhas de souvenirs e coisas típicas. Foi legal, bem localizado e com o metrô na nossa porta. Visitamos Ginza, o bairro chique com todas as lojas da moda (conhecida por ter um dos metros quadrados mais caros do mundo), o Government Building, um prédio gigante com uma vista irada da cidade, e, ainda, os bairros de Ueno, Roppongi e Shinjuku, cada um com uma característica peculiar e que, se misturadas, formam exatamente a cara de Tóquio, uma metrópole não muito acolhedora, mas interessante de se conhecer.

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                      Fonte: 30trips

                      Daqui vamos a Kyoto e a Nara para conhecer o Japão tradicional e mais religioso.

                      Comentário

                      • karine
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2012
                        • 1595

                        #12
                        Kyoto: a capital cultural

                        Se Tokyo estava em nossos planos por, pelo menos na ideia que tínhamos do Japão, ser uma mega cidade super moderna, procuramos Kyoto por representar a tradição nipônica. Não estávamos errados.

                        Kyoto é a capital cultural do país, com 17 lugares tombados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, sendo 13 templos budistas, três santuários xintoístas e o castelo Nijo. O nome da cidade pode soar familiar, já que em 1997 foi assinado o famoso Protocolo de Kyoto, primeira tentativa da humanidade em traçar diretrizes para reduzir a emissáo de gases causadores do efeito estufa em todo o mundo (claro, os EUA não assinaram).

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ID:	158801
                        Fonte: 30trips

                        Optamos por ficar em um hotel em frente ao moderno prédio que abriga a Kyoto Station. No quarto, dois trajes tipicamente japoneses (tipo um kimono com uma faixa larga) e chinelinhos nos aguardavam. Com eles as pessoas circulavam normalmente pelo hotel.

                        Kyoto é uma cidade média e tem uma atmosfera muito mais tranquila que a da capital. Aproveitamos para conhecê-la no melhor estilo “pernas para que te quero”. Como fizemos a viagem em ônibus noturno, chegamos cedo e logo fomos ao templo mais perto. Eram 7h da matina e conseguimos participar da cerimônia budista que estava começando. Foi uma experiência maravilhosa!!

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                        Fonte: 30trips

                        Falando nessa viagem, aproveito para contar que no Japão os MacDonald’s são utilizados como dormitório e há uma política ostensiva dos funcionários contra a prática. Como aguardamos o ônibus em um, presenciamos várias cenas engraçadas. Outra peculiaridade é que a trilha sonora predileta das coffee shops japonesas é MPB. Sério. às vezes são apenas algumas músicas, outras, como no caso desse Mac, um CD inteiro.

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ID:	158803
                        Fonte: 30trips

                        Também chama a atenção o fato de eles não se tocarem. Se o programa Chegadas e Partidas, da GNT, fosse no Japão, não teria pauta nunca. É impressionante! Tanto nas rodoviárias, quanto no aeroporto, as pessoas cumprimentam-se à distância por diversas vezes. Parece que quanto mais se gostam, mais cumprimentam-se, mas não se tocam. Sem abraços, sem beijos… muito estranho. Ah, e os ônibus só para mulheres? Mesmo nos mistos, uma fileira é separada por cortinas cor de rosa para elas.

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ID:	158805
                        Fonte: 30trips

                        Dito isso, voltamos a Kyoto. Visitamos muitos templos. A maioria free, mas também é preciso pagar para visitar vários. Como é um país caro, optamos por visitar apenas dois deste tipo, recomendados pelo tripadvisor (essa é uma boa dica para os viageiros de plantão): O Templo Dourado e o Jardim Zen.

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                        Fonte: 30trips

                        O Templo Dourado é realmente muito bonito. O passeio não é tão longo quanto esperávamos, mas é legal. O Jardim Zen também é bonito, mas achávamos que seria algo mais suntuoso. Essa sensação só tivemos ao visitar o Irina Shrine, que é de graça. Essa é a nossa maior recomendação: indo à Kyoto, não deixe de visitar o Irina Shrine!!´O lugar é esplendoroso, com várias galerias dedicadas a um deus animal diferente e também possui um cemitério em meio às construções. Mas tudo compondo muito bem o cenário. Realmente lindo de se ver! Agora, vá de dia para percorrer todo o caminho até um mirante de onde é possivel avistar toda a cidade.

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ID:	158806
                        Fonte: 30trips

                        Outra visita importante é ao tradicional bairro de Gion. Lá vimos mulheres vestidas de gueixa e grupos com roupas típicas circulando pelas ruas. Na região também há um intenressante shopping de rua, que ocupa cerca de dez quarteirões.

                        Nossa estadia foi composta por dois dias de sol e um de chuva forte com muito vento. No telejornal vimos que o tufão Jelawat tinha atingido o país há apenas duas horas de onde estávamos. Isso fez com que permanecêssemos no hotel mais tempo do que gostaríamos, mas ficamos a salvo. Nessa 30trips já passamos pelo furacão Isaac, na Flórida e no Caribe e agora este tufão. Serão nossas emoções mais fortes? Nossas mães esperam que sim.

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ID:	158807
                        Fonte: 30trips

                        Comentário

                        • karine
                          Fazedor de Chuva
                          • Jul 2012
                          • 1595

                          #13
                          A bucólica Nara

                          Nara foi capital do Japão entre os anos 710 d.C e 794 d.C. Ela foi construída tendo como modelo Xian, então capital da China durante a Dinastia Tang. Atualmente é uma cidade menor, com aquele clima bucólico onde o tempo demora a passar, em contraste direto com o ritmo frenético de Tokyo. Como fica a menos de duas horas de Kyoto, muitas pessoas apenas passam o dia por lá, mas nós recomendamos uma parada maior. Dois dias para desacelerar.

                          Lá nos hospedamos na Nara Komachi Guest House. Acho que deve ser uma das melhores guest houses do planeta. Sério mesmo. Ficamos em uma suíte linda, onde o banheiro moderno fazia contraponto ao quarto em estilo japonês, com chão de palha. E, claro, nossos sapatos ficavam na entrada. Para circular por lá, apenas os chinelinhos tradicionais.

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ID:	158974
                          Fonte: 30trips

                          Na própria guest house alugamos bicicletas. Primeiro fomos ao Parque de Nara (Nara Koen), onde há um templo dedicado aos cervos, ou veados, como preferirem. Reza a lenda que há muitos séculos chegou ao local um monge montado em um cervo branco e desde então esses animais são considerados sagrados.

                          O parque que circunda o templo é realmente belíssimo e, para a nossa surpresa, repleto de cervos pelo caminho. Eles são muito fofos!! Mas podem ser ariscos quando querem abocanhar alguns dos salgadinhos que compramos (turistas e moradores) para agradá-los. Vale o cuidado. Nara é, segundo eles mesmo, o único lugar do planeta onde esses animais vivem em perfeita harmonia com o ser humano. É muitoooo legal!! Fomos lá por duas vezes.

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                          Fonte: 30trips

                          Outra atração da cidade é o Buda Gigante de Nara (Daibutsu), maior estátua de buda do Japão (16 metros) e, segundo eles, a maior estátua em bronze do planeta. Ela encontra-se dentro do Todai-ji, literalmente Grande Templo Oriental, um lugar muito bonito. Impressiona mesmo. Turistas, inclusive excursões escolares, lotam o local. Vale muito uma visita.

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                          Fonte: 30trips

                          Apenas nessas duas grandes atrações já percebemos a presença de duas religiões que andam lado a lado no país: O Xintoísmo, antiga religião nacional com uma crença muito relacioanda aos animais; e o Budismo, vindo de outras regiões da Ásia. Com o passar dos séculos, uma religião acabou por influenciar a outra.

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                          Fonte: 30trips

                          Também está em Nara o templo mais antigo do Japão. Pagamos para entrar, mas valeu à pena. O local não é tão suntuoso quanto o Buda Gigante de Nara, mas acolhedor e tranquilo, nos transmitindo uma gostosa sensação de paz. Um giuia nos explicou as particularidades e aproveitamos para meditar um pouco.

                          Sendo este o nosso último destino no Japão (daqui passaremos mais um dia em Tokyo e seguiremos para a Coreia do Sul), vou fazer algumas considerações sobre esse país:

                          - O mais legal (e que eu queria levar para minha vida) é o respeito que eles têm ao próximo. Muito mais que no mundo ocidental. Aqui quando eles te dão atenção, te dão mesmo, olhando no olho, parando o que estão fazendo para te atender. Isso é que é civilidade!! Em contra partida a essa extrema atenção, há aquele distanciamento entre as pessoas próximas que citei no post sobre Kyoto. Não vi um casal de mãos dadas pela rua ou que dessem qualquer demonstração de carinho em público, por exemplo. Receio que a grande atenção que eles dão às realidades paralelas personificadas nos games e mangás também seja fruto deste distanciamento na vida real.

                          - As pessoas aqui usam máscaras o tempo inteiro. Perguntei para uma mulher o motivo e ela me explicou que alguns estão gripados, mas muitos japoneses são alérgicos a um tipo de flor que soltam pólen e contaminam o ar.

                          - Eles misturam dinheiro e religião. Fiquei triste com isso. É claro que todos os templos precisam de ajuda financeira para que a estrutura possa ser mantida, mas muitas vezes eles abusam. Cada templo tem diversas estátuas para as quais as pessoas podem orar e pedir algo (budistas, não budistas, enfim). A questão é que em várias ocasiões cada uma delas é precedida por uma caixinha para doações. E vira uma espécie de obrigação. Antes de fazer a sua prece a pessoa joga o dinheiro. Como se apenas depois disso seus anseios pudessem ser atendidos e suas angústias apaziguadas. Muito ostensivo.

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ID:	158978
                          Fonte: 30trips

                          - Como o Duda disse, a tecnologia japonesa parou nos anos 1990, com o trem bala e a privada que esquenta e toca música. O antagonismo fica por conta da existência da privada que eles chamam de tradicional do oriente (ou seja, acho que veremos dessas mais vezes): um simples e incômodo buraco no chão. Oi?! Tradicional da humanidade, né? Antes das privadas modernas, todos usavam buracos. Isso é visto em qualquer castelo ou forte mundo afora. Agora, o que os faz querer preservar isso? Fala sério. Até nos hotéis e aeroportos eles mantém esses buracos inconvenientes. E, tendo opção, quem vai preferi-los? Tem certas coisas que eu não entendo…

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                          Fonte: 30trips

                          A vocês: Dōmo arigatōgozaimashita!!

                          Comentário

                          • karine
                            Fazedor de Chuva
                            • Jul 2012
                            • 1595

                            #14
                            A surpreendente Seul

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                            Fonte: 30trips

                            Já tínhamos ouvido falar que a Coreia do Sul é um país desenvolvido, em contraponto com a sua meia-irmã socialista. Eu mesma convivi com alguns sul coreanos, no ano em que morei na Irlanda, e os adorava. Então, estávamos com uma boa expectativa, mas, infelizmente, subestimamos o local. Para conhecê-lo reservamos apenas quatro dias (também influenciados pelo câmbio, claro, depois de termos gasto os tubos no Japão).

                            Se você for a Coreia do Sul, já sabe: precisará de no mínimo dez dias para conhecer bem o país… e valerá muito à pena!!

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                            Fonte: 30trips

                            Seul foi o nosso reencontro com o continente, após as temporadas nas ilhas do Havaí e do Japão, e simplesmente nos surpreendeu. Que cidade linda!! Moderna, clara, antiga e o seu povo é extremamente educado, deixando o ambiente aconchegante. Vocês conseguem imaginar isso? Dois brasileiros (com toda a latinidade e calor que nos são característicos) sentirem-se aconchegados em uma país oriental?

                            Na Coreia do Sul é muito fácil deslocar-se para qualquer lugar. No aeroporto pegamos um ônibus que nos deixou muito perto da guest house que reservamos por lá. Apesar de ser um pouco complicado de chegar, ficamos impressionados com a disposição das pessoas em nos ajudar. Realmente lindo de se ver. Mesmo sem falar uma palavra em inglês, o dono de uma loja entrou na internet, nos explicou tudo direitinho em um “duelo linguístico” que durou cerca de meia hora.

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                            Fonte: 30trips

                            Depois, como o local era cheio de ruelas e não encontrávamos o endereço, perguntamos a um guri que estava passando. Ele prontamente puxou seu smartphone do bolso, colocou o endereço no buscador e, não contente em apenas dar a indicação correta, nos levou até a porta do local. Te como não amar? A guest house não era tão boa quanto a que ficamos em Nara, mas ao menos estávamos em um quarto privado.

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                            Fonte: 30trips

                            Uma vez instalados, fomos dar uma volta para conhecer a região em que estávamos, cercada por universidades, sendo a Católica a mais próxima. Por ser uma área de estudantes, o local tem uma ótima infraestrutura de restaurantes e comércio, além de uma agradável atmosfera.

                            Estávamos pensando sobre o que iríamos jantar, quando um jovem nos convidou para comer um churrasco coreano no restaurante do seu pai. Topamos… e quanta comida! E que comida deliciosa!! Desde que deixei o Brasil (naquela maravilhosa estadia em Manaus) foi a primeira comida que eu realmente gostei!! O simpático guri, na verdade é fotógrafo, chama-se Jun Michael e ajuda o negócio da família. Ele nos explicou como se comia tudo, por ordem, e conversamos um pouco sobre a cultura local etc. Foi ótimo!

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                            Fonte: 30trips

                            Nos quatro dias em que ficamos na cidade, visitamos o´Palácio Gyeongbokgung (lindo), o Museu Folclórico da Coreia do Sul (maravilhoso), o e andamos MUITO pela cidade, pois consideramos esse o melhor jeito de conhecer os lugares, ainda mais quando se tem tão pouco tempo. Nos bairros ao lado do centro visitamos alguns mercados típicos com diversos tipos de frutos do mar e de peixes, muitos deles vendidos secos. Esses locais estão espalhados pela cidade e muitas pessoas costumam comer em uma das barraquinhas.

                            Seul já sediou tanto os Jogos Olímpicos, quanto a Copa do Mundo. Então, não podíamos deixar de visitar um desses lugares e acabamos optando pelo estádio da copa. Muito maneiro (como diria o meu amor)!! E ascendeu ainda mais a expectativa sobre os estádios brasileiros.

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                            Fonte: 30trips

                            Mas a melhor surpresa ainda estava por vir. Durante as nossas andanças, o caminho mais belo foi o que nos levou à Torre de Seul, no Parque Namsan. Uma subida em meio a muito verde, monumentos e uma vista belíssima. Fomos brindados com um pôr do sol esplendoroso, o que nos motivou muito a percorrer os 243 metros morro acima. Lá, nos esperando, estava a torre com seus 236 metros de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade. Imperdível!! Seul é muitíssimo linda de cima. De lá também estão os quilômetros entre a cidade e várias outras do globo. O Brasil é representado pelo Rio de Janeiro (a 18.111,72 km) e Brasília (a 17.522, 25 km). Lá também é um ótimo lugar para comprar souvenirs. Ficamos encantados!!

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                            Fonte: 30trips

                            Na volta, quando já tínhamos descido ao centro, encontramos um casal de brasileiros na rua e iniciamos um longo papo. Depois de uma hora conversando em pé, decidimos sair juntos para jantar. A Cris tinha acabado de passar sete meses meditando em um templo no interior do país e o Gustavo tinha ido encontrá-la e passar os 30 dias de férias. Com a Cris aprendemos um segredo sobre a culinária coreana: todos os apetitosos pratos regados a molho vermelho, que pensávamos ser de tomate, eram, na verdade, pimenta pura… e muito forte. Papo de chorar com o ardor. Mas eu e o Duda fomos bravos guerreiros e comemos tudinho.

                            No dia seguinte rumamos para o aeroporto com a sensação de que seria delicioso voltar mais vezes e que deixamos muitas coisas para conhecer nesse pedaço de terra tão especial. Mas o entusiasmo logo voltou quando pensamos no que estava por vir: a enigmática e curiosa China!

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ID:	159037
                            Fonte: 30trips

                            PS: Nessa viagem também provamos outra iguaria da culinária local: larvas. Isso mesmo, LARVAS… e EU COMI!! Se gostamos ou não? Bem, a foto responde bem essa pergunta…

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Name:	Seoul (79).jpg
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ID:	159038
                            Fonte: 30trips

                            Gamsahabnida!!

                            Comentário

                            • karine
                              Fazedor de Chuva
                              • Jul 2012
                              • 1595

                              #15
                              Xangai ou Shanghai ou, ainda, 上海.

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Name:	Nanjing Road (3).jpg
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ID:	159201
                              Fonte: 30trips

                              Chegamos na China. Depois de um bom tempo no primeiro mundo viemos para Xangai, a maior cidade do mundo segundo alguns institutos. Isso porque alguns dizem que é Tóquio, outros, Mumbai, Cidade do México, Nova Iorque e tem até lista que dá o posto a São Paulo, mas vamos lá, se não é a maior está entre as maiores. Logo de cara, pegamos um trem bala no aeroporto, daqueles magnéticos que não encosta no trilho e atinge mais de 300 km por hora. Assim, rapidinho chegamos ao metrô, onde um homem veio nos “ajudar” a comprar o ticket e embolsou o troco, levou algo em torno de R$ 2,00, mas foi um legítimo bem vindo à China.

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Name:	Trem Bala (1).jpg
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ID:	159202
                              Fonte: 30trips

                              Ficamos mais uma vez muito bem localizados perto da Nanjing Road, uma rua para pedestres que reúne todas aquelas marcas famosas que tem em qualquer grande cidade do mundo e que desemboca na famosa People’s Square. A primeira impressão foi de uma megalópole, um pouco cosmopolita, embora com bastante cara de China. Mulheres dançando na rua, onde a Heda deu uma palhinha e um karaokê estilo serenata rolando noite à dentro em pleno passeio. Os arranha céus dão o contorno e vimos que o dinheiro tá rolando solto por aqui.

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Name:	Nanjing Road (1).jpg
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ID:	159203
                              Fonte: 30trips

                              No outro dia saímos cedo para rodar a cidade e a China começou a mostrar sua cara. Tudo lotado, gente escarrando e cuspindo na rua a cada minuto, todos os trens do metrô lotados e um empurra-empurra bem pior que no Brasil.

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Name:	Old Street (12).jpg
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ID:	159208
                              Fonte: 30trips

                              A rua paralela da supracitada luxuosa avenida é uma legítima rua chinesa, com motonetas caindo aos pedaços e andando na contramão (que na verdade não é contra mão), frutas, verduras, frangos, ferramentas, assoalhos domésticos e barraquinhas de comidas todas misturadas ao intenso fluxo de pessoas, bicicletas e veículos.

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Name:	Pelas Ruas de Xangai (7).jpg
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ID:	159204
                              Fonte: 30trips

                              Fomos a uma tradicional rua antiga, superlotada pra variar, visitamos um templo lá dentro e conhecemos duas chinesas meigas e simpáticas que nos convidaram para ir a um festival do chá. Que mal teria?? Aceitamos o convite e gostamos da cerimônia, onde provamos diversos chás e soubemos a origem de cada um deles e os benefícios para o corpo. Quando veio a conta surpresa: U$ 250, achei muito estranho o preço, mas como elas, estudantes chinesas, “racharam” a conta com a gente sem pestanejar, não vi outra opção que não pagar o meu quinhão. Ao chegar em Pequim descobrimos que isso é um manjado golpe contra turistas. É isso que dá querer ser gente boa, U$ 120 de prejú. Mas, vão-se os anéis ficam os dedos e seguimos por Xangai.

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Name:	Cerimônia do chá (2).jpg
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ID:	159205
                              Fonte: 30trips

                              A noite fomos ao famoso Shanghai Circus World, assistir o Era Time, um espetáculo que envolve equilibrismo, acrobacias e um globo da morte com até 8 motos. O famoso circo chinês lembra o cirque du soleil, mais pela habilidade dos artistas do que pelo glamour e acabamento deste. Certamente lhe serviu de inspiração.

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Name:	Era Shanghai Circus World (4).jpg
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ID:	159206
                              Fonte: 30trips

                              Visitamos ainda o centro financeiro e o The Bund. O famoso cartão postal apresenta uma variedade de prédios estilosos e deixa a paisagem imponente mostrando o poder da grana. Muita modernidade do outro lado do rio em contraste com tradicionais prédios chineses típicos do governo ditatorial comunista. Depois pegamos um trem noturno rumo a Pequim, para conhecer a capital e o lado que, ao que tudo indica, deve ser mais tradicional e menos capitalista dessa potência que está querendo dominar o mundo.

                              Click image for larger version

Name:	The Bund (1).jpg
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ID:	159207
                              Fonte: 30trips

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