Capítulo 15 - Bicho grilo
Não posso dizer que San Pedro do Atacama foi exatamente aquilo que esperávamos, pois no lugar daquela cidadezinha florida e bucólica, encontramos exatamente o que ela é, a legitima representante da velha civilização atacamenha, cujos registros de vida nesta região passam dos 11.000 anos, dos quais ao redor de 2.500, foi o tamanho do mergulho que demos aqui nesta pequena comunidade.

Uma outra realidade!
De certa maneira, como havíamos chegado no final da tarde, nos deslumbramos com estes poentes de matar aqui nesta altura do mundo, emprestando o sol a coloração rosada dos nossos sonhos, que mesmo para aqueles não muito chegados neste tipo de curtição, um espetáculo de encher os olhos.
Temos a impressão que as cores daqui tem um brilho muito particular!

Bem, já de pé, banho e café tomados, fomos para a rua fazer nossa primeira incursão e tentar nos localizar na história, para podermos nos organizar e definir o que fazer durante o período de 3 dias que pretendemos ficar aqui.
A bem da verdade a primeira impressão já havia ficado e a confirmação daquilo que suspeitáramos na nossa chegada começou a ganhar corpo à medida que íamos circulando pela cidade, identificando os inúmeros restaurantes, barzinhos, agências de viagens e tocas, muitas tocas, de tudo quanto é tamanho, das pequenas as muito pequenas, de todas as cores, decorações e que atendiam pelos mais variados nomes, desde hotel, hostal ou pousadas, entre outros.

É impressionante se conviver e participar da vida de um lugar que tem um passado tão identificado com o presente, até porque, tenho a impressão de que as coisas não devem ter mudado muito nestes últimos 25 séculos em San Pedro, uma vez que a força genética traduzida na semelhança dos habitantes deste lugar, nos leva a crer que os seus moradores se preservam entre si, formando uma raça diferente.

São hábitos muito particulares, como a ausência de casamentos entre os filhos da terra e os forasteiros, mantendo portanto, características muito particulares como as casas com pé direito baixos, feitas com pedras e barro, telhados de palha, ruas de terra, ou melhor, de poeira, e a presença, aí sim, volto ao tema da suspeita, de uma quantidade de "bichos grilos" impressionante.
Diria mesmo que talvez tenha sido a maior concentração desta espécie que já encontramos em nossas andanças, que para um bom entendimento do nosso leitor, merece uma explicação.
Dá-se o nome de"bicho grilo", à uma espécie que é facilmente identificável, pois , tem qualquer idade, potencializada entre 19 e 30 anos, carrega sempre uma mochila nas costas, usa sapato tipo botinha com sola de borracha alta, faz parte do seu biotipo uma garrafa d'água, em volta do pescoço uma máquina fotográfica, normalmente está acompanhado de um ou uma colega que tem rigorosamente as mesmas características, com bermudas cor caqui, hospedam-se em quartos coletivos, batem fotos de tudo, não tem o banho regular como um hábito, tem a ecologia, na casa dos outros como bandeira, são eternos estudantes, criticam a má distribuição de renda, porém, não abrem mão da sua, e por último, para que vocês tenham um bom retrato, sem exceção, todos tem cara de "mamão" e creio também, não gostam de trabalhar sendo que neste último quesito, concordo com eles em gênero, número e grau.
É importante fazer este tipo de descrição para que vocês possam identifica-los de pronto. Acrescentaria ainda que quanto mais pobre é a cidade ou a região, maior é a concentração deles.
Diria, que tirando uma meia dúzia de meio "bichos grilos", entre os quais provavelmente encontra-se este escriba e sua cara-metade, o resto que tem circulando pela cidade e adjacências é talvez a maior concentração desta espécie, que é bom de se frisar, está em franco desenvolvimento.
Fomos na parte da tarde visitar alguns monumentos históricos, dentre os quais, coloniais do século XVI, construções que nos dão uma boa idéia de como se vivia naqueles tempos, e...que por aqui, acredito, não mudou muito.

Na continuação fomos ao Vale da Lua, com as particularidades de quem lhe empresta o nome, ao Vale da Morte, assim batizado porque fazia parte de uma rota de mercadores, que pela aspereza, aridez e dificuldades, muitas pessoas e principalmente animais, com destaque para as lhamas, sucumbiam na sua travessia, nos fazendo imaginar de verdade, que sofrimento esta gente, entre tantas outras por este nosso planeta, não sofreram.

Por vezes eu tenho a impressão de sentir estas vibrações quando vou à lugares que trazem uma carga tão grande de sofrimento.
É triste, mas é verdade.
E assim passamos nosso dia entre mergulhos seculares, milenares e "bichos grilos" de todas as nacionalidades, especialmente européia, finalizando com um jantar a luz de velas, tendo direito ainda, a uma bela fogueira no meio do pátio do restaurante, embalados por uma autêntica música regional, que como tal, é sempre cantada com o coração, que nos toca de uma maneira sempre muito gostosa.
Foi um final de noite e tanto!
Não posso dizer que San Pedro do Atacama foi exatamente aquilo que esperávamos, pois no lugar daquela cidadezinha florida e bucólica, encontramos exatamente o que ela é, a legitima representante da velha civilização atacamenha, cujos registros de vida nesta região passam dos 11.000 anos, dos quais ao redor de 2.500, foi o tamanho do mergulho que demos aqui nesta pequena comunidade.

Uma outra realidade!
De certa maneira, como havíamos chegado no final da tarde, nos deslumbramos com estes poentes de matar aqui nesta altura do mundo, emprestando o sol a coloração rosada dos nossos sonhos, que mesmo para aqueles não muito chegados neste tipo de curtição, um espetáculo de encher os olhos.
Temos a impressão que as cores daqui tem um brilho muito particular!

Bem, já de pé, banho e café tomados, fomos para a rua fazer nossa primeira incursão e tentar nos localizar na história, para podermos nos organizar e definir o que fazer durante o período de 3 dias que pretendemos ficar aqui.
A bem da verdade a primeira impressão já havia ficado e a confirmação daquilo que suspeitáramos na nossa chegada começou a ganhar corpo à medida que íamos circulando pela cidade, identificando os inúmeros restaurantes, barzinhos, agências de viagens e tocas, muitas tocas, de tudo quanto é tamanho, das pequenas as muito pequenas, de todas as cores, decorações e que atendiam pelos mais variados nomes, desde hotel, hostal ou pousadas, entre outros.

É impressionante se conviver e participar da vida de um lugar que tem um passado tão identificado com o presente, até porque, tenho a impressão de que as coisas não devem ter mudado muito nestes últimos 25 séculos em San Pedro, uma vez que a força genética traduzida na semelhança dos habitantes deste lugar, nos leva a crer que os seus moradores se preservam entre si, formando uma raça diferente.

São hábitos muito particulares, como a ausência de casamentos entre os filhos da terra e os forasteiros, mantendo portanto, características muito particulares como as casas com pé direito baixos, feitas com pedras e barro, telhados de palha, ruas de terra, ou melhor, de poeira, e a presença, aí sim, volto ao tema da suspeita, de uma quantidade de "bichos grilos" impressionante.
Diria mesmo que talvez tenha sido a maior concentração desta espécie que já encontramos em nossas andanças, que para um bom entendimento do nosso leitor, merece uma explicação.
Dá-se o nome de"bicho grilo", à uma espécie que é facilmente identificável, pois , tem qualquer idade, potencializada entre 19 e 30 anos, carrega sempre uma mochila nas costas, usa sapato tipo botinha com sola de borracha alta, faz parte do seu biotipo uma garrafa d'água, em volta do pescoço uma máquina fotográfica, normalmente está acompanhado de um ou uma colega que tem rigorosamente as mesmas características, com bermudas cor caqui, hospedam-se em quartos coletivos, batem fotos de tudo, não tem o banho regular como um hábito, tem a ecologia, na casa dos outros como bandeira, são eternos estudantes, criticam a má distribuição de renda, porém, não abrem mão da sua, e por último, para que vocês tenham um bom retrato, sem exceção, todos tem cara de "mamão" e creio também, não gostam de trabalhar sendo que neste último quesito, concordo com eles em gênero, número e grau.
É importante fazer este tipo de descrição para que vocês possam identifica-los de pronto. Acrescentaria ainda que quanto mais pobre é a cidade ou a região, maior é a concentração deles.
Diria, que tirando uma meia dúzia de meio "bichos grilos", entre os quais provavelmente encontra-se este escriba e sua cara-metade, o resto que tem circulando pela cidade e adjacências é talvez a maior concentração desta espécie, que é bom de se frisar, está em franco desenvolvimento.
Fomos na parte da tarde visitar alguns monumentos históricos, dentre os quais, coloniais do século XVI, construções que nos dão uma boa idéia de como se vivia naqueles tempos, e...que por aqui, acredito, não mudou muito.

Na continuação fomos ao Vale da Lua, com as particularidades de quem lhe empresta o nome, ao Vale da Morte, assim batizado porque fazia parte de uma rota de mercadores, que pela aspereza, aridez e dificuldades, muitas pessoas e principalmente animais, com destaque para as lhamas, sucumbiam na sua travessia, nos fazendo imaginar de verdade, que sofrimento esta gente, entre tantas outras por este nosso planeta, não sofreram.

Por vezes eu tenho a impressão de sentir estas vibrações quando vou à lugares que trazem uma carga tão grande de sofrimento.
É triste, mas é verdade.
E assim passamos nosso dia entre mergulhos seculares, milenares e "bichos grilos" de todas as nacionalidades, especialmente européia, finalizando com um jantar a luz de velas, tendo direito ainda, a uma bela fogueira no meio do pátio do restaurante, embalados por uma autêntica música regional, que como tal, é sempre cantada com o coração, que nos toca de uma maneira sempre muito gostosa.
Foi um final de noite e tanto!























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