Novos nômades

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  • karine
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
    • 1595

    #1

    Novos nômades

    Povos nômades são aqueles que não têm uma habitação fixa. Aqueles que mudam constantemente de lugar. Com a criação da agricultura, esses povos se transformaram em sedentários e, atualmente, são praticamente inexistentes, sendo encontrados em poucos locais da África e da Ásia.

    Porém, o que presenciamos hoje é o retorno dos nômades. Não são mais como os de antigamente, que se movimentavam em busca de alimento. Os novos nômades buscam muito mais que isso. Eles querem oxigênio para a vida poluída das grandes cidades. Querem contato humano para o isolamento da modernidade. Querem conhecimento para a futilidade que nos cerca.

    Os novos nômades podem se mover, assim como os antigos, a pé. Mas também há outros meios. Sobre duas rodas a sensação de liberdade é ainda maior. A chuva, o sol e o vento são sentidos na pele e marcam a existência daqueles que os provam e os desafiam.

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    Alguns podem julgar uma missão impossível andar em busca de novos horizontes, muitas vezes em locais inóspitos. Mas não é. Prova disso, são os Fazedores de Chuva. Em seus corações aventureiros e em suas almas inquietantes, percebe-se um anseio pelo novo, belo e sublime, que pode estar na cidade ao lado ou em outro continente.

    Os eternos viajantes não veem o mundo lá fora. Eles o vivenciam.
    Última edição por Dolor; 23-12-12, 09:47.
  • karine
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
    • 1595

    #2
    O gosto por viagens e pela aventura independe de idade, sexo, raça, ideologia ou nacionalidade. A inquietação na alma pode mudar a todos, em qualquer contexto social, econômico ou período histórico. Esse é o denominador comum entre os novos nômades. Todos buscam novas indagações para poucas respostas, outras amizades para compartilhar experiências e diferentes culturas para compreender um pouco mais de sua própria.

    Um desses novos nômades foi Ernesto Che Guevara. Independente de sua ideologia e anterior à revolução, ele, em 1951 decidiu fazer uma viagem pela América do Sul com o amigo bioquímico, Alberto Granado.

    Essa inquietação na alma veio após uma viagem em uma pequena moto pelo Norte da Argentina, em 1950, na qual Ernesto viajou sozinho por mais de seis mil quilômetros.
    Após um ano, ele decide, junto com o amigo Granado, embarcar na garupa da “La poderosa”, como eles chamavam a motocicleta modelo Norton 500, de 1939.

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    Fonte: Marea Editorial
    Foto de 1951. Che Guevara (3º à dir.) e Alberto Granado (à esq.) ao lado da famosa motocicleta

    Ernesto Guevara Lynch, pai de Che, no livro “Ernesto CHE Guevara: de moto pela América do Sul”, explica a viagem do filho da seguinte forma: “suas viagens foram uma espécie de pesquisa social, saindo para ver o mundo com os próprios olhos, mas tentando, ao mesmo tempo, aplacar um pouco do sofrimento humano, sempre que pudesse”.

    A viagem que começou em dezembro de 1951, na cidade de Córdoba, Argentina, passou pelo Chile, Peru, Colômbia, até chegar ao destino final: Caracas, na Venezuela, no dia 17 de julho de 1952.

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ID:	156335
    Fonte: Internet
    Cena do filme "Diários de Motocicleta".

    Mesmo com problemas recorrentes na “La poderosa”, Che Guevara, que na época tinha 23 anos, consegue atingir seus objetivos: descobrir sua verdadeira vocação, apaixonar-se e conhecer profundamente a América do Sul.

    Assim como os demais nômades, Che também passou por uma intensa transformação, daquelas que só uma grande aventura de motocicleta pode propiciar. Ao final da viagem, o próprio Ernesto defini a experiência: “eu, não sou mais, pelo menos não sou o mesmo que era antes. Esse vagar sem rumo pelos caminhos de nossa Maiúscula América me transformou mais do que eu me dei conta”.

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ID:	156336
    Fonte: Internet
    Cena do filme "Diários de Motocicleta".

    Além do livro com os relatos da viagem, a aventura também foi retratada pelo filme “Diários de Motocicleta” (2004), de Walter Salles.

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    • karine
      Fazedor de Chuva
      • Jul 2012
      • 1595

      #3
      As novas nômades

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ID:	156483
      Fonte:Auto Esporte

      Que elas estão por toda parte é notável. Que elas dominam todas as áreas, também. O avanço das mulheres agora é perceptível no mundo do motociclismo.

      Os números comprovam essa presença cada vez mais significativa. Elas não querem apenas sentar na garupa, elas querem sentir o prazer de pilotar e girar o acelerador.

      Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a quantidade de mulheres habilitadas para conduzir motos cresceu 44% em 3 anos.
      A venda de mocicletas para elas também cresceu. Desde 2009, esse público corresponde a 25% do total, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). Em 2001, elas eram apenas 17% dos compradores destes veículos.

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ID:	156484


      A época em que a moto era associada ao universo masculino passou. Atualmente, as mulheres também andam sob duas rodas e em busca dos mesmos sentimentos: aventura e liberdade. A diferença está no modo com o qual elas encaram o entorno, muitas vezes com mais serenidade e sensibilidade.

      Sem dúvidas, essa mistura e envolvimento de todos os sexos, raças, cores e idades só agrega valor ao motociclismo. As diferentes visões, crenças e ideologias promovem a troca de conhecimento e experiência e saem ganhando todos os que por aí andam sob duas rodas.

      E nós, Fazedores de Chuva, queremos cada vez mais novos e novas nomâdes que buscam a cada quilômetro e a cada curva ultrapassada outro motivo para alimentar o sonho e aquietar a alma.

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ID:	156485

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      • karine
        Fazedor de Chuva
        • Jul 2012
        • 1595

        #4
        O encantamento das flores...

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ID:	157810
        Foto da Internet

        Há dois dias começou a primavera. Marcada pelo desabrochar das flores, a estação é a mais colorida e promove ainda mais a integração entre homem e natureza.
        O cheiro das flores, as abelhas passeando entre elas e os quadros formados pela união do verde, vermelho, rosa e amarelo compõem uma obra de arte que artista algum poderia (e nem tentaria) imitar.

        A natureza também nos chama a querer desbravá-la. Com nossas motocicletas passamos o mais próximo possível da diversidade e riqueza de nossas florestas e animais. Os raios do sol iluminam a paisagem e aquecem nossos corpos. O orvalho que emana das árvores deixa na jaqueta e na viseira do capacete vestígios do que fora o amanhecer.

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ID:	157811
        Foto da Internet

        Somos assim parte integrante da Terra. Tornamo-nos filhos da Mãe Natureza. Nestes momentos, resta-nos sentir a energia vibrante que nos cerca e agradecer! Agradecer por respirar ar tão puro e viver momentos tão inesquecíveis e raros sob duas rodas, que cruzam a estrada em busca desse contato intenso com o que nos cerca e nos define como seres deste iluminado planeta.
        Última edição por Dolor; 24-09-12, 20:58.

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        • karine
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2012
          • 1595

          #5
          Saltando para o desconhecido

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ID:	158583
          Foto da Internet

          Vamos evitar o previsível, o cotidiano, a mesmice. Não vamos passar pela vida, vamos nos jogar nela!

          Vamos saltar na estrada, vamos devorar as curvas e vamos combater o vento.

          Vamos deixar de lado as amarras que nos prendem ao sofá, ao trabalho, ao de sempre. Vamos praticar a ruptura todos os dias.

          Não há como adiar para segunda-feira. Não tem como deixar para as resoluções do próximo ano. Postergar para amanhã já não faz sentido.

          A hora é agora. O momento é este. O necessário está em suas mãos. Vamos partir para o nomadismo. Vamos nos jogar no desconhecido.

          Essa transição não será lenta ou gradual. A ruptura requer força. A ação deve ser abrupta.

          A partir deste instante, o repentino marca nossos passos e a inquietação da alma nos mostra o caminho a seguir.

          A hora de se jogar é agora, Fazedor de Chuva! O que você está esperando?

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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #6
            É..., os FC também instigam o terrorismo, daquele tipo bom, que incita à vida e ao rompimento das amarras, muitas delas invisíveis, mas que nos seguram tanto quanto aquelas velhas conhecidas que atendem pelo nome de compromissos, agora não posso, temos isso, quando eu completar tantos anos, meus filhos... e vamos por aí afora com um montão de justificativas, uma mais convincente do que a outra.

            Estás esperando o que para te jogar?

            Lembrem-se que no cemitério só repousam os insubstituíveis!

            Aprocheguem-se FC!

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            • karine
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2012
              • 1595

              #7
              Repórter percorrerá a pé, durante sete anos, 35 mil quilômetros ao redor do mundo

              Os novos nômades surgem nos mais distintos locais, momentos e nas mais diversas profissões.

              Esse é o caso do repórter Paul Salopek, que já ganhou duas vezes o prêmio Pulitzer. No próximo ano, ele começará uma viagem de 84 meses, percorrendo mais de 35 mil quilômetros a pé. O percurso escolhido por Salopek ainda é baseado no que os antropólogos acreditam ser o primeiro caminho que levou os humanos para fora da África para povoar o resto do mundo.

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              Foto da Internet

              Assim, o repórter irá sair da Etiópia, na África, e passará pela Ásia e pelos Estados Unidos, terminando sua jornada na Patagônia, no extremo sul da América do Sul, em 2019. A viagem recebeu o nome de “Out of Eden” (em tradução livre, “Fora do Éden”) e servirá para que Salopek possa analisar e escrever sobre as diferentes culturas ao redor do globo.

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ID:	160193

              Imagine, Fazedor de Chuva, a quantidade de conhecimento e sabedoria que serão acumulados nestes sete anos. Imagine quantos amigos ele irá fazer nos locais mais inesperados. É, sem dúvida, Paul estará fazendo não apenas um trabalho intenso, mas estará realizando um “intensivo de vida”.

              Na bagagem, além de roupas, irá um laptop, uma câmera de vídeo, um telefone via satélite, um GPS, guias e tradutores — além de bons pares de sapatos. Agora, sem dúvida, o que ele trará de volta em sua bagagem como ser humano é imensurável.

              Fonte: TecMundo

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              • Dolor
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2011
                • 3250

                #8
                Se o jornalista subir um pouquinho mais, até Prudhoe Bay, AK, já que descerá até Ushuaia, Terra do Fogo, poderá se tornar um Grande Cacique Fazedor de Chuva.

                Vou procurar entrar em contato!

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                • karine
                  Fazedor de Chuva
                  • Jul 2012
                  • 1595

                  #9
                  Novos nômades buscam novas hospedagens

                  Eles não querem mais hotéis ou hospedagens tradicionais. Os novos nômades querem vivenciar novas experiências inclusive nos locais onde estão hospedados, conhecer de perto a cultura e os nativos. Por que ficar em um hotel 5 estrelas se você pode ficar em uma casa na árvore? Por que alugar um simples apartamento se pode viver a experiência de passar algumas noites em um castelo?

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ID:	163381
                  Fonte: Airbnb

                  A Airbnb é um exemplo de novas opções de hospedagem. A empresa se intitula “um mercado comunitário de acomodações exclusivas”. Em outras palavras, uma centralizadora online de acomodações disponíveis para aluguel – desde uma cama em um apartamento em Manhattan até um iglu na Áustria.

                  Ao redor do mundo, a Airbnb já intermediou a hospedagem de 4 milhões de usuários. A estimativa é de que a Airbnb fechou 2012 com um faturamento de 240 milhões de dólares, segundo a Fast Company.

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ID:	163382
                  Fonte: Airbnb

                  Com um cadastro rápido você pode começar a navegar dentro das hospedagens disponibilizadas pelo Airbnb. Após escolhido o destino, o anfitrião terá 24 horas para aceitar o seu pedido. Além da hospedagem, é cobrada uma taxa de serviço de 6% a 12% do valor da reserva. O pagamento pode ser feito por Paypal ou cartão de crédito. Entre as opções há casas na árvore, castelos, casas na praia e iglus.

                  E a empresa já pensa em ampliar os negócios e promover o compartilhamento de carros e de aviões.

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ID:	163383
                  Fonte: Airbnb

                  Outra empresa que oferece opções diferenciadas é Couchsurfing, que possui 5 milhões de usuários cadastrados e disponibiliza hospedagens gratuitas em 97 mil cidades. O lema do Couchsurfing é criar experiências inspiradoras. Os usuários disponibilizam suas casas, sofás ou apenas tempo para mostrar a cidade. Funciona como uma rede social de hospedagens, os usuários recebem “notas” de outros usuários e assim quando alguém decide viajar para um lugar pode pesquisar e entrar em contato com os usuários naquela cidade. Isso proporciona um contato intenso com os moradores e uma nova perspectiva do local visitado.

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ID:	163384

                  E você, Fazedor de Chuva, viveria essa experiência? Aprochegue-se e compartilhe conosco qual foi o local mais inusitado onde você já se hospedou.

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                  • Dolor
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2011
                    • 3250

                    #10
                    Fazedores, temos um projeto para ser lançado dentro de pouco tempo, chamado Território Fazedor de Chuva quando estaremos disponibilizando, dentro de um ambiente logado e referenciado, opções para hospedagem, serviços e outros tipos de apoio para quem estiver viajando.

                    O objetivo não é e nem tem sido pensado como forma de obtenção de vantagens pecuniárias para quem está viajando, mas sim, pela possibilidade de deixar o horizonte sob o ponto de vista dos novos relacionamentos e estreitamento daqueles antigos, mais finito, para que as conspirações sejam somente positivas.

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ID:	163395

                    Mesmo com a inspiração ainda sob o domínio do sonho, imaginamos uma rede neste Território dos Fazedores de Chuva, de pessoas de bem, que se visitem, interajam e estreitem os seus relacionamentos, numa verdadeira via de mão dupla.

                    Não objetivamos acomodações sob o ponto de vista de casa, mas de lar.

                    Não buscamos serviços, mas ajuda.

                    Não procuramos conhecidos, mas amigos.

                    Se você Fazedor de Chuva tem alguma sugestão ou ideia que possa nos auxiliar a tornar este ambiente ainda mais dinâmico, seguro e interativo, não hesite e aprochegue-se.

                    Estamos de braços abertos aguardando a sua participação.

                    Comentário

                    • Shimithi
                      Fazedor de Chuva
                      • Jun 2012
                      • 24

                      #11
                      Grande Dolor, sua sabedoria, seu coracao e sua alma iluminada sempre proporcionando oportunidades para o encontro de "coracoes limpos e almas puras".
                      Parabens pela iniciativa e conte conosco para o que precisar.
                      Carla e eu, nossos meninos, mascotes caninos, canarinhos e tudo mais que compoe nosso Lar, eh Territorio dos Fazedores de Chuva! Saudoso abraco em voce e Angela,

                      Comentário

                      • karine
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2012
                        • 1595

                        #12
                        Nômades também devem saber desistir

                        Você, Fazedor de Chuva, já teve que desistir de um sonho? Às vezes desistir é tão (ou mais) importante que persistir. É preciso reconhecer quando levar adiante um sonho ultrapassa a barreira do saudável, seguro e sensato. Bem, sensato nem sempre é, mas principalmente quando apresenta algum tipo de risco para o nômade sonhador. Veja o exemplo do considerado "maior explorador vivo", até ele já teve que desistir de uma aventura:

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                        Ranulph Fiennes e Alexander Joe

                        O aventureiro britânico de 68 anos Sir Ranulph Fiennes desistiu de sua tentativa de realizar a primeira travessia da Antártica no inverno, sem assistência.
                        "Esta decisão não foi fácil de ser tomada porque supõe, evidentemente, uma profunda decepção para Fiennes e seus colegas", indicou a expedição em um comunicado postado no site "The Coldest Journey".

                        Fiennes ficou ferido depois de cair durante uma sessão de treinamento de esqui a uma temperatura de -30º Celsius, informou Tony Medniuk, da equipe de apoio à expedição.
                        Segundo o site, o explorador ainda não foi evacuado devido a uma nevasca que impede sua volta até a estação Princesa Elizabeth, situada a 70 km de seu atual acampamento.
                        A evacuação deve ser feita o mais rápido possível, antes do início do terrível inverno antártico, onde a temperatura média cai abaixo dos -70º, com picos de até -90º.
                        Os outros cinco integrantes da expedição decidiram de forma unânime continuar com o desafio, como estava previsto, a partir do dia 21 de março.

                        Descrito pelo Livro Guinness dos Recordes Mundiais como "o maior explorador vivo", Fiennes já atravessou a Antártida a pé e sem assistência em 1992-93, só que no verão.
                        Fiennes ficou famoso quando, em 2003, correu sete maratonas em sete dias, nos cinco continentes. Com 65 anos, chegou ao topo do Everest.

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ID:	163973
                        Foto da Internet

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                        • karine
                          Fazedor de Chuva
                          • Jul 2012
                          • 1595

                          #13
                          Steve McCurry: em busca da humanidade, a missão de um fotógrafo

                          O fotógrafo na National Geographic Steve McCurry, que registrou a famosa refugiada afegã de olhos verdes, almeja encontrar na fotografia o sentido de sua própria vida. Ele é um novo nomâde que não busca apenas um lugar, ele almeja encontrar o seu lugar no mundo.

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                          Foto de Steve McCurry

                          Veja o que ele conta sobre essa busca interminável, sua vida e profissão (divulgado na National Geographic Brasil):

                          "Quando estava com 27 anos, larguei meu trabalho como fotojornalista, peguei minha poupança e fui para a Índia pelo simples motivo de que jamais estivera naquela parte do mundo. Meu plano original era passar 12 semanas viajando. Em vez disso, acabei voltando de lá dois anos depois com 200 rolos de filme e completamente fascinado pela religião, pelos costumes e pela cultura do país. Fiquei impressionado com o contraste entre modos de vida arcaicos e modernos e com a flagrante disparidade entre ricos e pobres.

                          Desde então, em pouco mais de três décadas, voltei ao subcontinente indiano nada menos que 84 vezes. Também fiz 35 viagens ao Afeganistão, além de viajar a trabalho para Birmânia,Tailândia, China, Paquistão, Bangladesh e Turquia.

                          Não que eu seja obcecado por lugares problemáticos e tampouco estou tentando bater algum recorde de milhas voadas. O que acontece é que, simplesmente, nada me atrai tanto quanto explorar o mundo com uma câmera na mão. Para mim, tanto as diferenças como as semelhanças entre os povos são igualmente fascinantes.

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ID:	164052
                          Foto de Steve McCurry

                          No princípio, o que eu queria era filmar documentários. Mas, à medida que fui aprendendo o ofício, percebi que gostava mesmo era de fotografar. No meu caso, esse meio é o mais acessível. Com uma câmera de 35 mm, basta sair para a rua e trabalhar. É algo imediato e espontâneo. Não é preciso planejamento nem preparação. Acabo quase sempre fotografando gente. Se topo com alguém que me atrai na rua, sempre pergunto se posso fazer seu retrato.

                          Esse é um dos aspectos mais difíceis de meu trabalho. Quando viajo por países mais pobres ou zonas em conflito, sou assediado por gente que precisa de ajuda. Tenho de decidir como agir em cada situação. Quando devo por de lado a câmera e intervir de outro modo?

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Name:	steve3.jpg
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ID:	164053
                          Foto de Steve McCurry

                          Dezesseis anos atrás, quando estava cobrindo a guerra civil no Afeganistão, vi um soldado ferido à beira da estrada. Fiz uma foto dele e depois o levei a um hospital em Cabul, onde lhe salvaram a vida.

                          É por isso que, em 1979, quando ouvi rumores de uma revolta no Afeganistão, parti sorrateiramente pela mata a fim de cruzar a fronteira entre o Paquistão e a região norte daquele país. E vi que de fato as pessoas haviam tomado em armas com a finalidade de expulsar a sforças do governo, o qual reagia incendiando os vilarejos. Fotografei guerrilheiros muçulmanos e civis mortos. Na hora de voltar, costurei os rolos de filme na cintura da calça de modo que não pudessem ser detectados nem confiscados. Quando foram publicadas, as fotos estavam entre as primeiras imagens do conflito. Fiquei surpreso ao ver o impacto que causaram. De repente, todo mundo passou a se interessar pelo Afeganistão. De lá segui para a Tailândia para cobrir os cambojanos que fugiam do Khmer Vermelho.

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Name:	steve4.jpg
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ID:	164054
                          Foto de Steve McCurry

                          Nunca decidi ser um fotógrafo de guerra, mas tenho enorme interesse no modo como os conflitos afetam as pessoas. Não importa o lugar, nossa reação é a mesma: sempre somos capazes de nos recuperar. Está na natureza humana seguir em frente. O retrato que fiz de Sharbat Gula, “a menina afegã”, faz parte de uma série sobre jovens que frequentavam uma escola improvisada em um campo de refugiados perto de Peshawar, no Paquistão, em 1984. Reconhecida mundo afora, a imagem tornou-se um símbolo da resistência humana.

                          Não há como prever uma foto assim. Às vezes a gente trabalha um mês inteiro e não consegue nada. Mesmo depois de tanto tempo de profissão, ainda não sei como captar uma imagem que fique gravada na memória coletiva. Tudo o que faço é seguir minha intuição.

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Name:	steve5.jpg
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Size:	68,3 KB
ID:	164055
                          Foto de Steve McCurry

                          Tive o privilégio de estar presente em muitas dessas ocasiões e de fotografar gente em seus momentos menos resguardados. Mas também testemunhei cenas perturbadoras. Em minha primeira viagem à Índia, fui a Varanasi, à beira do rio Ganges. E ali testemunhei uma matilha de cães devorando uma carcaça humana – muitos corpos são cremados na beira do rio sagrado. Aquele, porém, acabou voltando à margem. Os cães agiram de modo natural, mas foi horrível.

                          Como fotógrafo, não posso me dar ao luxo de desviar o olhar. Não posso antecipar o que vou fazer e editar o que vejo. Minha tarefa é captar tudo, até o mais difícil. Minha intenção é obter imagens dotadas de sentido – e, com isso, dar sentido à minha própria vida."

                          Comentário

                          • karine
                            Fazedor de Chuva
                            • Jul 2012
                            • 1595

                            #14
                            O perigo está no fundo do mar

                            Click image for larger version

Name:	tubarao.jpg
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Size:	49,7 KB
ID:	167429
                            Fonte: Viajaqui.abril

                            O fotógrafo brasileiro Daniel Botelho esteve em Guadalupe, no México, para registrar as feras dos mares bem de perto. Ele é colaborador da National Geographic Brasil e conta como foi o mergulho:

                            "A dificuldade em mergulhar com tubarão-branco é máxima em termos de atenção e foco. Trata-se do que chamo de mergulho 3D, que consiste em manter o perímetro total coberto, tanto para os lados quanto para cima e principalmente para baixo, já que muitos deles se aproximam por baixo. O risco é administrável por meio desta “leitura” do animal. É necessário ter respeito e saber identificar as reações agressivas – e se for necessário, abortar as atividades. Há sinais bem claros de estress, mas costuma ser muito em função do comportamento do mergulhador, pois se você ficar tranquilo e estático, o tubarão percebe a adaptação ao meio e sabe que está sendo observado. A instabilidade do mergulhador e a falta de um excelente controle de flutuabilidade podem aguçar a curiosidade do bicho".

                            Click image for larger version

Name:	tubarao1.jpg
Views:	1
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ID:	167430
                            Fonte: Viajaqui.abril

                            Comentário

                            • ANACLETO WENZEL
                              Fazedor de Chuva
                              • Aug 2012
                              • 4

                              #15
                              Nômades do arco-íris

                              Click image for larger version

Name:	rainbow.jpg
Views:	1
Size:	26,3 KB
ID:	167890
                              Foto de Benoit Paillé

                              Centenas de pessoas da chamada Rainbow Family se reúnem todos os anos em alguma parte do planeta para viver dias de utopia: o Rainbow Gathering [encontro do arco-íris] é um festival que já tem mais de 38 anos, e a cada edição reúne centenas de pessoas, em acampamentos ao ar livre para celebrar e praticar ideais de paz, amor, harmonia, liberdade e comunidade, como uma alternativa ao consumismo, capitalismo e costumes vigentes.

                              Click image for larger version

Name:	rainbow1.jpg
Views:	1
Size:	85,8 KB
ID:	167891
                              Foto de Benoit Paillé

                              O fotógrafo Benoit Paillé, frequentador do Rainbow Gathering há anos, teve permissão para fotografar alguns desses encontros, aproveitou para mostrar o estilo de vida que é visto às vezes de maneira negativa pela mídia.

                              Click image for larger version

Name:	rainbow2.jpg
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Size:	20,4 KB
ID:	167892
                              Foto de Benoit Paillé

                              Nas palavras dele, "Eu decidi fotografar minha família, meus irmãos e irmãs. Tenho frequentado o Rainbow Gathering por 7 anos, e tirei fotos do encontro durante os últimos 3 anos. As imagens que você vê são muito preciosas, pois a normalmente não é permitido tirar fotos durante o evento, por isso, sejam respeitosos com meus irmãos e irmãs. As pessoas são o amor, são mágicos, são beleza estas irmãs e irmãos são as pessoas do futuro."

                              Click image for larger version

Name:	rainbow3.jpg
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Size:	26,9 KB
ID:	167893
                              Foto de Benoit Paillé

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