Continuação do post anterior
Combinado, assim foi realizado com a graça do Supremo Criador, às 11 h do 19, e por voltas das 15 h eu já estava motocando, rumo ao Noroeste do RS, com a crença inabalável que chegaria o momento de concluir o Desafio Valente FC – RS.
Consegui chegar até a cidade de Arvorezinha, pois ficava próxima da primeira cidade a ser visitada no dia seguinte, e também porque havia gostado da cidade. Por volta das 18 h e 10 min já estava abastecendo a moto e buscando informações sobre hospedagem. A gerente do Posto me indicou dois hotéis, fui direto ao primeiro que ela comentou ser melhor.
De fato, ao chegar no Hotel Bei Monti, além de ser ótimo, o proprietário e seus dois filhos são motociclistas e amantes por viagens. Conheci o Sr Luvis Vescovi (O Pisca) e o filho Lucas. Ao estacionar a moto na garagem coberta, percebi uma área de lazer privada com decoração de temas de moto. Chegando mais perto, havia uma sala com um paredão de vidro, onde estavam estacionadas mais de 8 motocicletas Harley Davidson, impecáveis. Não me contive e fiz o registro.
Após um banho reparador, encontrei o Luvis e o Lucas na portaria do hotel, e aí o papo foi longe... até esqueci de jantar. Quando lembrei já era tarde e só havia um local aberto. Por indicação do Lucas, me dirigi ao Kountry Beer, muito bom.
O café da manhã do hotel é bem diferente, tipo o verdadeiro café italiano, com produtos coloniais da região, muito interessante e delicioso. Recomendo.
Para fechar o Desafio Valente FC – RS, eu precisaria registrar as últimas 59 cidades restantes das 497. A primeira cidade do roteiro foi Nova Alvorada, com 18 km de estrada não pavimentada. Foi bem tranquilo, estrada com boa manutenção e o tempo estava ótimo, sem previsão de chuva para os próximos dias.
Na cidade de Marau, que é considerada polo da micro-região, bem desenvolvida e bonita. Possuí a bela Igreja Cristo Rei construída pelos Freis Capuchinhos em 1.940, com a torre ao lado da Igreja, em substituição a antiga construção em madeira de 1.919.
A Rota das Salamarias, como é conhecida na região, você encontra trilhas que permite saborear, desde a cachaça, vinho e degustação de vários produtos coloniais, além do bom chimarrão, do artesanato e saborear maravilhosa culinária legada pelos italianos que colonizaram a região.
Mas o impressionando da cidade de pouco mais de 45 mil habitantes é pujança de um parque industrial invejável, especialmente no setores de alimentos, metal-mecânico, couros, entre outros. Conta com mais de 200 empresas, sendo mais de 10 de grande porte. Bela e pujante cidade.
Ao passar por Ciríaco, resolvi almoçar, o que normalmente não faço em viagem. Ocorreu que quase ao lado da prefeitura, havia um restaurante bem típico do interior e resolvi experimentar. Comida bem caseira e muito saborosa. Quando eu estava me equipando para partir, chegou um senhor aparentando uns 45 anos, se apresentou como motociclista, de início meio tímido, mas como acabei dando atenção a ele, o papo foi fluindo e bem bacana.
Em Água Santa, após registrar a prefeitura, com linda arquitetura e construção nova, passei em uma esquina, no centrinho da cidade, e registrei o prédio onde funciona os Correios. Casario antigo em madeira, de dois pisos, relativamente bem conservado, faltando uma boa pintura.
Em São Jorge, o prédio da prefeitura é bem acanhado, possivelmente locado. O novo prédio está em construção e parece que será um edifício moderno e com capacidade de centralizar as secretárias existentes, desse jovem município que foi criado em 1.987.
Após um longo de trecho de estrada não pavimenta para chegar a André da Rocha e também Muitos Capões, acabei ficando nesta última, pois já se iniciava um “chuvisco” e era final da tarde. Aí quando fui verificar onde pernoitar, me dei conta que a cidade é muito pequena. Até 1.996 era uma pequena vila, ano em que se emancipou, e que além do nome, não mudou muito. Praticamente sem infraestrutura.
Descobri uma pousada com pequenas cabanas, mas como o proprietário reside em Vacaria, não foi tão fácil conseguir estabelecer essa ligação. Após o auxílio de uma gentil senhora que conhecia os proprietários, me foi informado que seria possível o pouso, e que eu aguardasse nas cabanas que a funcionária iria para o local. Como a cidade é pequena, não tardou mais que 10 minutos e tudo ficou bem. As cabanas são simples, mas aconchegante, confortável e limpa. O café da manhã é extremamente simples, mas servido com esmero pela funcionária. Tudo certo.
Assim, encerrei o dia com o registro de 17 cidades. Ufa...
O dia 21/10 seria duro, pois havia na sequência de muitas cidades sem acesso pavimentado.
O tempo se manteve firme e as estradas estavam em boas condições, me permitindo manter um bom ritmo de viagem, e claro, a moto menor e macia, auxilia muito. Assim, fui registrando além das prefeituras algumas paisagens, prédios e situações que me despertavam a atenção, como um lindo casarão de dois andares, em madeira, muito bem conservado, no Município de Tupanci do Sul, um outdoor de campanha à Presidência da República, censurado pela juíza eleitoral de São José da Urtiga, e o belíssimo Santuário de Nossa Senhora de Caravággio, em estilo gótico, no Município de Paim Filho, está entre as 10 igrejas mais lindas do RS.
No finalzinho da tarde, concluí o dia em Tapejara, que é uma bela cidade, repetindo a cifra do dia anterior, com mais 17 cidades.
Acabei dormindo um mais pouco que o habitual, e no domingo 22/10, acabei saindo mais tarde para a ruta, afinal faltavam apenas 25 cidades...
Cheguei a Vila Lângaro por voltas 10 h, mesmo que a distância entre as cidades era de apenas 15 km. Já estava me sentindo “de sangue doce”, um dito popular do RS, tranquilo, com o desafio sob controle e o clima ajudando para que a viagem ocorresse de forma prazerosa. É tudo que um motoviajeiro quer.
Em Floriano Peixoto parei para registrar as paisagens, onde se destacavam as araucárias, os campos e as plantações de trigos, cortadas por estradas de terra, que pareciam pintura em uma moldura.
(continua no próximo post)
340/497 - Alto Alegre

341/497 - Espumoso

342/497 - Tapera
Combinado, assim foi realizado com a graça do Supremo Criador, às 11 h do 19, e por voltas das 15 h eu já estava motocando, rumo ao Noroeste do RS, com a crença inabalável que chegaria o momento de concluir o Desafio Valente FC – RS.
Consegui chegar até a cidade de Arvorezinha, pois ficava próxima da primeira cidade a ser visitada no dia seguinte, e também porque havia gostado da cidade. Por volta das 18 h e 10 min já estava abastecendo a moto e buscando informações sobre hospedagem. A gerente do Posto me indicou dois hotéis, fui direto ao primeiro que ela comentou ser melhor.
De fato, ao chegar no Hotel Bei Monti, além de ser ótimo, o proprietário e seus dois filhos são motociclistas e amantes por viagens. Conheci o Sr Luvis Vescovi (O Pisca) e o filho Lucas. Ao estacionar a moto na garagem coberta, percebi uma área de lazer privada com decoração de temas de moto. Chegando mais perto, havia uma sala com um paredão de vidro, onde estavam estacionadas mais de 8 motocicletas Harley Davidson, impecáveis. Não me contive e fiz o registro.
Após um banho reparador, encontrei o Luvis e o Lucas na portaria do hotel, e aí o papo foi longe... até esqueci de jantar. Quando lembrei já era tarde e só havia um local aberto. Por indicação do Lucas, me dirigi ao Kountry Beer, muito bom.
O café da manhã do hotel é bem diferente, tipo o verdadeiro café italiano, com produtos coloniais da região, muito interessante e delicioso. Recomendo.
Para fechar o Desafio Valente FC – RS, eu precisaria registrar as últimas 59 cidades restantes das 497. A primeira cidade do roteiro foi Nova Alvorada, com 18 km de estrada não pavimentada. Foi bem tranquilo, estrada com boa manutenção e o tempo estava ótimo, sem previsão de chuva para os próximos dias.
Na cidade de Marau, que é considerada polo da micro-região, bem desenvolvida e bonita. Possuí a bela Igreja Cristo Rei construída pelos Freis Capuchinhos em 1.940, com a torre ao lado da Igreja, em substituição a antiga construção em madeira de 1.919.
A Rota das Salamarias, como é conhecida na região, você encontra trilhas que permite saborear, desde a cachaça, vinho e degustação de vários produtos coloniais, além do bom chimarrão, do artesanato e saborear maravilhosa culinária legada pelos italianos que colonizaram a região.
Mas o impressionando da cidade de pouco mais de 45 mil habitantes é pujança de um parque industrial invejável, especialmente no setores de alimentos, metal-mecânico, couros, entre outros. Conta com mais de 200 empresas, sendo mais de 10 de grande porte. Bela e pujante cidade.
Ao passar por Ciríaco, resolvi almoçar, o que normalmente não faço em viagem. Ocorreu que quase ao lado da prefeitura, havia um restaurante bem típico do interior e resolvi experimentar. Comida bem caseira e muito saborosa. Quando eu estava me equipando para partir, chegou um senhor aparentando uns 45 anos, se apresentou como motociclista, de início meio tímido, mas como acabei dando atenção a ele, o papo foi fluindo e bem bacana.
Em Água Santa, após registrar a prefeitura, com linda arquitetura e construção nova, passei em uma esquina, no centrinho da cidade, e registrei o prédio onde funciona os Correios. Casario antigo em madeira, de dois pisos, relativamente bem conservado, faltando uma boa pintura.
Em São Jorge, o prédio da prefeitura é bem acanhado, possivelmente locado. O novo prédio está em construção e parece que será um edifício moderno e com capacidade de centralizar as secretárias existentes, desse jovem município que foi criado em 1.987.
Após um longo de trecho de estrada não pavimenta para chegar a André da Rocha e também Muitos Capões, acabei ficando nesta última, pois já se iniciava um “chuvisco” e era final da tarde. Aí quando fui verificar onde pernoitar, me dei conta que a cidade é muito pequena. Até 1.996 era uma pequena vila, ano em que se emancipou, e que além do nome, não mudou muito. Praticamente sem infraestrutura.
Descobri uma pousada com pequenas cabanas, mas como o proprietário reside em Vacaria, não foi tão fácil conseguir estabelecer essa ligação. Após o auxílio de uma gentil senhora que conhecia os proprietários, me foi informado que seria possível o pouso, e que eu aguardasse nas cabanas que a funcionária iria para o local. Como a cidade é pequena, não tardou mais que 10 minutos e tudo ficou bem. As cabanas são simples, mas aconchegante, confortável e limpa. O café da manhã é extremamente simples, mas servido com esmero pela funcionária. Tudo certo.
Assim, encerrei o dia com o registro de 17 cidades. Ufa...
O dia 21/10 seria duro, pois havia na sequência de muitas cidades sem acesso pavimentado.
O tempo se manteve firme e as estradas estavam em boas condições, me permitindo manter um bom ritmo de viagem, e claro, a moto menor e macia, auxilia muito. Assim, fui registrando além das prefeituras algumas paisagens, prédios e situações que me despertavam a atenção, como um lindo casarão de dois andares, em madeira, muito bem conservado, no Município de Tupanci do Sul, um outdoor de campanha à Presidência da República, censurado pela juíza eleitoral de São José da Urtiga, e o belíssimo Santuário de Nossa Senhora de Caravággio, em estilo gótico, no Município de Paim Filho, está entre as 10 igrejas mais lindas do RS.
No finalzinho da tarde, concluí o dia em Tapejara, que é uma bela cidade, repetindo a cifra do dia anterior, com mais 17 cidades.
Acabei dormindo um mais pouco que o habitual, e no domingo 22/10, acabei saindo mais tarde para a ruta, afinal faltavam apenas 25 cidades...
Cheguei a Vila Lângaro por voltas 10 h, mesmo que a distância entre as cidades era de apenas 15 km. Já estava me sentindo “de sangue doce”, um dito popular do RS, tranquilo, com o desafio sob controle e o clima ajudando para que a viagem ocorresse de forma prazerosa. É tudo que um motoviajeiro quer.
Em Floriano Peixoto parei para registrar as paisagens, onde se destacavam as araucárias, os campos e as plantações de trigos, cortadas por estradas de terra, que pareciam pintura em uma moldura.
(continua no próximo post)
340/497 - Alto Alegre
341/497 - Espumoso
342/497 - Tapera











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