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  • Improta
    Fazedor de Chuva
    • May 2020
    • 103

    #76
    55/417 Biritinga

    55/417

    Depois de Araci voltamos pra Serrinha.
    Agora o destino era Biritinga! Ponto E

    Pulamos para a parte: "Depois ir de Serrinha até Biritinga e voltar pra Serrinha"


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    E lá vamos nós!

    Biritinga, nome indígena que significa: Biri - Cana silvestre e Tinga ? Branca.
    Em 1822, o Senhor João Pedreira Lobo fundou em terras pertencentes à Sesmaria de Biritinga a Fazenda Bebedouro, 9 km distante da atual cidade de Biritinga. Em 1864 já havia um pequeno núcleo que pertencia ao município de Inhambupe, sendo criado distrito pela lei provincial nº 1.267 de 8 de abril de 1873 com a abertura da estrada real pelo agrimensor provinciano Joaquim Nobre da Silva Basto, ligando Alagoinhas a Monte Santo, a mesma passou a cortar as terras hoje pertencentes ao atual município de Biritinga num lugar denominado Manga.
    Devido a existência de água em abundância e neste lugar haver um grande pé de manga, cuja árvore foi transformada em pouso de tropeiros e viajantes.
    No entanto existe uma polêmica de que o nome manga vem do local descampado onde os animais dos tropeiros pastavam, com o movimento da estrada, para ali foram atraídos os primeiros moradores onde fixaram residência entre muitos o casal Manoel Pedreira Pinho e Maria Joaquina de Jesus, construindo a sua primeira casa comercial.
    Surgindo o povoado de Manga pelo ato estadual de 16 de abril de abril de 1890, o distrito de Biritinga foi anexado ao município de Serrinha dois meses depois do ato estadual, outro de 6 de junho do mesmo ano fez origem, Inhambupe, mas não foi executado.
    Foi então transferida a sede do distrito para o lugar denominado Manga, com o nome de Biritinga.
    Em abril de 1891, foi criado o cartório de Paz, sendo o primeiro escrivão Manoel Pereira de Santana e o Juiz de Paz Francisco Pereira Lobo.
    Foram doados pelo Sr. Antonio Martins de Cerqueira muitos metros quadrados de terras para a construção da capela de Nossa Senhora de Belém, cujas primeiras pedras foram postas pelo Sr. Antonio Vicente Mendes Maciel, conhecido pelo nome de Antonio Conselheiro.
    Em 1919 foi criada a paróquia de manga e seu primeiro vigário foi Fábio Moreira, ficando assim como distrito de Serrinha muitos anos; em 13 de abril de 1962 passou a categoria de cidade pela lei nº 1684 de 23 de abril de 1962; Diário Oficial de 25 de abril de 1962, com o nome de Biritinga.

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    Última edição por Improta; 06-03-21, 09:09.

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    • Improta
      Fazedor de Chuva
      • May 2020
      • 103

      #77
      56/417 Lamarão

      56/417

      Voltei pra Serrinha e já eram 12 hrs.
      Eu tinha marcado de ir almoçar no bar da irmã da Vanessa, mas aconteceu um imprevisto no trabalho dela e ela não pôde ir...
      Decidi pular para a outra parte:
      "Ir de Serrinha até Lamarão e seguir até Água Fria. Voltar pra Serrinha."

      O sol tava de lascar e a parte da rodovia tava com desvios por conta de obras de duplicação. Tava muito engarrafado e tratava-se de uma rodovia federal, havia algumas viaturas da PRF em locais estratégicos e a pista estava engarrafada com muitas carretas. Eu não podia ultrapassar porque era faixa contínua, decidi então parar em uma barraquinha na beira da estrada para filar uma sombra e beber uma água, daí então seguir até o município de Lamarão! Ponto G

      Nessa altura a minha moto já estava bem suja e os nativos, barraqueiros e motoristas perceberam que eu estava longe de casa e puxaram algum papo. Aproveitei a deixa e falei que tava indo para Água Fria e perguntei qual o melhor percurso. Eles me disseram que todos os acessos até lá eram ruins e que o menos pior era por Lamarão. Decidi seguir o planejado e meti o pé na estrada!

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      Habitado inicialmente pelos índios biritingas, o sitio onde hoje se erque Lamarão tem como primeira referência de presença branca o estabelecimento dos irmãos Antônio e José Celestino de Oliveira, os quais construíram moradia em ponto que mais tarde viria a ser povoado de tropeiros e viajantes, que na época se deslocavam de Nova Rainha (atual cidade de Senhor do Bonfim) para Santo Amaro transportando mercadorias para vender. O nome Lamarão originou-se de uma lagoa temporária que havia no local mais baixo da cidade, normalmente um lamaçal pelos períodos constantes de estiagem. Após ter secado totalmente, o local continou sendo denominado como Lamarão.

      Até 1962 Lamarão pertenceu a distrito do municipio de Serrinha, e para conhecer sua história, há que se reportar ao histórico desse municipio.
      Em 1716, a cidade de Serrinha era logradouro da Fazenda Taboatá, que pertencia aos herdeiros do fidalgo Manoel de Saldanha, adquirida pelo Sr. Bernardo da Silva.
      Este transferiu a sede da Fazenda para o povoado denominado Serrinha, construindo ali casa de telhas, passando a ser considerado o seu fundador.
      Após o falecimento do Sr. Bernardo da Silva, em 1763, seus herdeiros, a seu pedido, doaram uma légua de terras à Senhora Santana cuja capela lhe era dedicada.
      O Povoado de Serrinha pertencia ao municipio de Água Fria, e a capela de Santana era filiada à freguesia de São José de Água Fria.
      Serrinha foi criada como distrito de paz, pela lei provincial nº 67, de 18 de julho de 1838, que também elevou a capela à categoria de Freguesia de Senhora Santana de Serrinha, canonizada pelo arcebispo D. Romualdo Antonio de Seixas.
      Em 1876, pela Lei Provincial nº 1.069 de 13 de Junho, o arraial foi elevado à categoria de vila e criado o municipio de Serrinha.
      A vila de Serrinha recebeu foros de cidade pelo Ato Estadual de 30 de junho de 1891, fato que logo depois constou da ata do Conselho Municipal de Serrinha, de 04 de julho.
      A instalação da cidade ocorreu em 30 de Julho de 1891, de acordo com a ata do conselho municipal de Serrinha, do referido dia.
      Na divisão administrativa de 1911 o municipio aparece formado pelo distrito da sede. Em 1920 já era constituido dos distritos de Serrinha, Biritinga, Pedras e Lamarão este último criado pela lei municipal nº 148, de 14 de Agosto de 1922, aprovada pela Lei Estadual nº 1631, de 26 de Julho de 1923. Nas divisões administrativas seguintes até 1938 o municipio de Serrinha aparece formado por quatro distritos: Serrinha, Biritinga, Lamarão e Araci.
      Sua emacipação politico-administrativa se deu através da Lei Estadual nº 1737, de 20 de julho de 1962.

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      Última edição por Improta; 06-03-21, 09:10.

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      • Improta
        Fazedor de Chuva
        • May 2020
        • 103

        #78
        57/417 Água Fria

        57/417

        Segui o planejado e parti para Água Fria! Ponto H

        "Ir de Serrinha até Lamarão e seguir até Água Fria. Voltar pra Serrinha."

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        Simplesmente não existe sinalização de como sair de Lamarão até Água Fria...
        Você simplesmente segue o fluxo da pista em que você entrou na cidade.

        Muitas pessoas me perguntaram qual foi o município que eu mais gostei de visitar até o momento e até hoje eu não consigo responder essa pergunta.
        Acredito que vivi experiências diferentes em cada município e gostei deles de formas diferentes. Mas uma coisa eu posso dizer, irmãos...
        Se me perguntarem qual foi o município que eu mais odiei... Água Fria é o primeiro que vem na minha mente! hahahaha
        Não pelo município em si, mas pelo acesso.
        Eu estava preparado porque meus amigos me avisaram, eu sabia que era ruim...mas não tinha noção que era tããão ruim assim kkkkkk
        Sem dúvida foi a etapa mais difícil do VFC até o momento!
        Por falta de sinalização eu parei em um ponto de mototáxi e perguntei a um mototaxista como eu fazia para chegar até Água Fria e perguntei como tava a estrada.

        Ele me respondeu: "Viiiixe, irmão... Tá ruim demais! Mas você com essa moto aí chega lá! É areião puro, mas dá pra chegar!"
        Daí eu perguntei: "São quantos km até lá?"
        Ele: "Rapaz... uns 6km por aí!"

        Eu pensei comigo... 6km tá suave! Simbora !!
        Ele me deu as coordenadas de como chegar na rodovia e eu fui.
        Na saída pra rodovia já começava a estrada de chão, mas estava suave... Tinha um posto de gasolina, resolvi parar e abastecer. Juca me disse que era pra ir abastecido porque a estrada era deserta e não tinha recursos durante o percurso. Apesar de ser só 6 km, preferi confiar na dica do meu amigo.
        Quando parei no posto, perguntei na administração qts kms eram até lá. O frentistas me respondeu "8km!", a administradora falou "15km"... Eu fiquei meio desconfiado e só fui! Zerei o tripB da moto e caí pra dentro.

        Começou suave, porém alguns kms depois... MERMÃÃÃO! kkkkkk
        Só lembrei do mototáxi... AREIÃÃO puro! kkkkk
        O sol não ajudava, mas eu tava determinado.
        A pista realmente era deserta, mas a cada 3km mais ou menos tinham umas casinhas com a galera morando.

        A moto tava pesada e era muita, mas muita areia. Eu não conseguia andar nem a 30 km/h. Minha primeira moto de alta cilindrada e eu não tenho experiência em offroad, fiquei com receio de tombar e me lascar pra levantar a moto depois. Até porque quase nunca passava um carro pela rodovia pra me ajudar caso acontecesse.

        Não vou mentir... A única coisa que passava pela minha cabeça era : "Quem foi o boi que emancipou essa zorra desse município?" kkkkkkkkkkk
        Rapaz, peguei um trecho que parecia duna kkkk
        Eu tava apertado pra fazer xixi, mas não tinha como parar a moto no pézinho. Imagine aí que eu quase me mijei kkkkkk

        Depois que rodei 12km vi um cara andando de cavalo, encostei nele e perguntei quantos km faltavam e adivinhem o que ele me falou?
        "Ahh, tá faltando uns 8km até lá!" kkkkkk

        Eu sei que no final de tudo até a prefeitura eu percorri 21km, mas ainda tinha a volta totalizando 42km. A volta foi mais rápido, mas mesmo assim perdi muito tempo em Água Fria e o caminho até Jacobina era longo. Validei a prefeitura e meti o pé! levei cerca de 2 hrs e pouco pra chegar em Lamarão novamente.

        Mas como eu disse... Tudo é experiência! Vou me lembrar desse município por muito tempo.

        Município criado por força de Resolução Régia de 28.04.1727 com o nome de Vila de São João Batista de Água Fria. Posteriormente, Decreto Imperial de 1832 fez mudar sua sede para o arraial de Purificação (atual Irará), não tendo, porém, sido executado. Em 1842, Resolução Provincial extinguia o município e criava o de Purificação de Campos (atual Irará). O município foi restaurado por Lei Estadual de 13.07.1962, com território desmembrado de Irará. A sede, criada freguesia pelo Alvará Régio de 11.04.1718, o nome de São João Batista de Água Fria, foi elevada à categoria de cidade quando da lei que restaurava o município (PFL BAHIA, 2006).As terras onde hoje é o atual Município de Água Fria, eram habitadas por índios tapuias, cuja aldeia foi encontrada por Padres da Companhia de Jesus ? Jesuítas ? que, encantados com a fertilidade de suas terras e abundância de água e densa floresta, aqui se instalaram em meados de junho de 1562, razão pela qual, escolheram como Padroeiro São João Batista, iniciaram a catequese dos índios e iniciaram também a construção da Igreja que ainda hoje domina a paisagem e impressiona pela imponência.

        Foi construída por índios domesticados e escravos vindos da África nos porões dos navios negreiros no inicio do século XVI, época em que também vieram colonos portugueses para colonizar a nova terra.

        Os tapuias que habitavam a terra foram dizimados pelo sertanista João Peixoto Viegas que os caçava e os marcava a ferro para o trabalho escravo nas fazendas de criação de gado, quando adquirira a sesmaria e a ocupou.

        Água Fria recebeu esse nome por causa da temperatura de suas águas com a qual se abasteciam tropeiros comandados por Garcia D`Ávila com suas entradas desbravando o sertão a caminho do Piauí pela estrada real do Pindá ou estrada real dos Ávilas.

        O que me manteve naquela estrada foi que durante a minha jornada até lá passaram alguns carros da prefeitura na rodovia. Enfim, consegui tirar a minha sofrida foto na prefeitura e validar aquele lugar!
        E o mais engraçado é que quando você chega no município é tudo tão perfeitamente asfaltado que parece piada kkkkk
        Não tem um buraquinho na cidade, acreditam?

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        • Improta
          Fazedor de Chuva
          • May 2020
          • 103

          #79
          58/417 Santa Bábara

          58/417

          Agora começa a nova camada do mapa!
          Nós temos Santa Bárbara como ponto A.
          O destino final é Jacobina, perdi muito tempo em Água Fria e já eram cerca de 15 hrs. Será que dá tempo de fazer 6 prefeituras e chegar antes de escurecer? Veremos!

          Saí de Água Fria, voltei para Lamarão e voltei pra BR-116. Ao invés de subir sentido Serrinha eu desci sentido a BR-324 pra ir em direção a Jacobina.
          Na descida da 116 eu entrei no municipio de Santa Bárbara!

          Fiz uma parada pra um lanche.

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          Dos seus primeiros moradores, conta-se que foram os portugueses a se estabelecer, criando fazendas de gado, contando com a presença de escravos negros, colonos, brancos e pardos, índios e posseiros, emergindo desta convivência a cultura sertaneja.

          O território de Santa Bárbara era o povoado de Feira de Santana, com o nome de Freguesia de Santa Bárbara desde 1833, recebendo a denominação de Distrito, através da Constituição Republicana de 1891. Em 1943, um decreto do então presidente Getúlio Vargas eliminou várias cidades e vilas homônimas no Brasil e, como havia muitas cidades com o nome Santa Bárbara, a localidade passou a se chamar-se pelo topônimo de Pacatu. A comunidade não ficou satisfeita com este nome e continuou a utilizar a antiga denominação. No ato da emancipação, possibilitou-se o retorno do seu nome de origem - Santa Bárbara.

          O distrito de Santa Bárbara foi administrada por Francisco Valadares em diversas gestões, inclusive por nomeação do presidente Getúlio Vargas, em 1936. Porém anos depois havia a participação de outros líderes no quadro político da vila: João Maia, José Cordeiro, Donato José de Lima, Luis Pereira, Antônio Ferreira de Carvalho, Antônio Araujo e outros. Os administradores eram nomeados pelos prefeitos, por serem intermediários entre eles.

          Sua emancipação se deu através do Decreto Estadual nº 1576/61, de 14 de dezembro de 1961, quando foi desmembrada de Feira de Santana, sendo o autor do projeto o então Deputado Estadual Dr. Clodoaldo Campos, sendo o governador da Bahia, Dr. Juracy Montenegro de Magalhães. A assinatura do Decreto se deu no palácio do Governo, estando presentes os seguintes Barbarenses: Ayrton Freitas, Pedro Barreto, Martins Rodrigues, Dr. Carlos Valadares, Elzon Campos, Onésimo Campos, Mário Cunha, Francisco Valadares Filho, Beraldo José de Oliveira e Donato José de Lima.

          Em 1962 houve a primeira eleição em Santa Bárbara, seu primeiro prefeito foi Francisco Valadares da Silva, obtendo vitória nas urnas contra o seu opositor Armando Costa.

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          • Improta
            Fazedor de Chuva
            • May 2020
            • 103

            #80
            59/417 Riachão do Jacuípe

            59/417

            Desci até a BR-324 e entrei sentido Tanquinho. Quando eu subi pra Serrinha eu validei esse município, por esse motivo segui direto até Riachão do Jacuípe! Ponto B

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            O município foi criado pela Lei Povincial nº. 1.823 de 1 de agosto de 1878. Elevado á categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe. Nesta data, o então distrito de Riachão foi elevado à categoria de vila (o que equivale a município atualmente).


            Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, a conquista do território baiano começou na primeira metade do século XVI.


            Diversos sertanistas penetraram no interior baiano, por volta do século XVII, com várias finalidades, tais como: guerrear com os índios, capturar índios ou escravos fugitivos, procurar minérios e pedras preciosas. Em consequência, recebiam grandes lotes de terras, denominadas sesmarias.

            A Casa da Ponte era o centro de uma propriedade de 160 léguas do Morro do Chapéu até o rio das Velhas e pertencia a Antônio Guedes de Brito, primeiro Conde da Ponte. Era doação do rei de Portugal em retribuição aos serviços prestados por seu pai na expulsão dos holandeses e a ele mesmo, concedendo-lhe o título de Mestre-de-Campo e Regente do São Francisco. Ele deveria expulsar ladrões de gado, contrabandistas de ouro, negros aquilombados e outros aventureiros.

            As terras do Conde da Ponte limitavam-se no município de Riachão do Jacuípe com as propriedades de João Peixoto Viegas, a terceira maior fortuna fundiária da Bahia no período colonial.

            Dessa sesmaria foi desmembrada uma área de terra para João dos Santos Cruz, que a transformou numa fazenda de criação de gado denominada Riachão.

            O tradicional histórico do município não oferece datas ou outras referências mais precisas em tomo da penetração primitiva. Apenas a tradição oral fornece elementos para a formação de algumas suposições mais prováveis, como a de terem sido remanescentes de alguma "bandeira" que aqui penetrou na fase colonial, século XVI.

            Seu povoamento deve-se à localização à margem esquerda do Rio Jacuípe, onde se verificou a fixação primitiva do elemento branco. Na região do rio Tocós foram encontrados vestígios da cultura indígena. A tradição oral informa ter sido ali o local de fixação de índios "tocóios", de onde derivou o nome do rio. O nome Jacuípe é de origem indígena, donde se conclui que o povoamento se deu, inicialmente, com os índios que se fixaram às margens dos rios Tocós e Jacuípe, onde desenvolveram uma agricultura de subsistência.

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            • Improta
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              • May 2020
              • 103

              #81
              60/417 Nova Fátima

              60/417

              Agora já percebo que tá começando a escurecer...
              A pista tava boa, mas tinha muito movimento. Vários carros e carretas pra ultrapassar!
              Seguimos em direção ao ponto C.
              Nova Fátima!

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              O local começou a ser povoado nos anos de 1940. Se destacaram duas grandes fazendas pertencentes a família Guimarães. No ano de 1956 passou a ser chamado de Vila de Fátima. Foi transformado em Distrito com a nome de Nova Fátima, pela Lei Estadual nº 4.033, de 14 de maio de 1982, subordinado ao município de Riachão do Jacuípe.

              Foi emancipado pela Lei Estadual nº 5.022 de 13 de junho de 1989, desmembrado do Município de Riachão do Jacuípe. Os primeiros Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores foram eleitos em eleição de 15 de novembro de 1989 e tomaram posse de seus respectivos cargos em 1º de janeiro de 1990, com a instalação do município, conforme o art. 12 da Lei Estadual nº 5.183, de 19 de julho de 1989.

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              • Improta
                Fazedor de Chuva
                • May 2020
                • 103

                #82
                61/417 Gavião

                61/417

                Eram quase 18 hrs e ainda faltavam 2 municípios. Segui reto até o Ponto D.

                Gavião!

                Foi muito fácil achar a prefeitura! Ela fica bem na beira da estrada e é bem sinalizada, não perdi tempo e tirei a minha foto!
                Meu intercomunicador tinha descarregado e o outro deu problema, eu estava sem música nesse momento... Quando puxei o celular pra bater a foto me deparei com 5% de bateria. E agora?

                O que decidiria se eu ia chegar em Jacobina hoje era a bateria do meu celular, até porque faltava Capim Grosso antes... Eu não ia deixar um município só pra trás e nem ia voltar lá pra bater essa foto no outro dia.
                O ideal seria, se eu não conseguisse validar Capim Grosso, dormir por lá pra validar no outro dia e seguir pra Jacobina. Coloquei o celular em modo Economia Extrema e segui!

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                Pouco se sabe sobre a origem de Gavião...

                Conta-se que em 1812 passava por aqui um rico viajante com destino a Feira de Santana. Diz-se que este, parou para descansar, pois sua filha ficara doente durante a viagem.

                Acamparam então próximo a um rio de águas claras límpidas notadamente, com uma grande variedade de peixes(Rio Jacuípe). A caatinga era rica e exuberante pela diversidade de animais silvestres.

                Como sua filha recuperava-se lentamente, começou a construir uma casa perto de uma grande quixabeira logo começou a observar que uma grande quantidade de gaviões ali se aninhava para dormir. Por este motivo, denominou aquele local de Fazenda Gavião.

                Entretanto, a moça não sarava da enfermidade, seu pai, que era muito católico, orou a Deus e prometeu que se sua filha se recuperasse, ele ali construiria uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição.

                Assim sendo, seu pedido foi atendido e ele fielmente construiu uma capela e porque havia gostado da região, comprou uma posse de terra e construiu nela uma casa.

                Este homem se chamava José Inácio, era viúvo e sua filha era Sinhazinha. Com a construção da capela, outras casas começaram a ser construidas e assim, formou-se a vila de Gavião.


                Foi criado como Distrito, com o nome de Gavião no ano de 1933, no município de Riachão do Jacuípe. Teve sua emancipação político-administrativa através da Lei Estadual nº 4.410, de 19 de março de 1985, desmembrado do mesmo município de Riachão do Jacuípe. Os primeiros Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores foram eleitos em eleição de 15 de novembro de 1985 e tomaram posse de seus respectivos cargos em 1º de janeiro de 1986, com a instalação do município.

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                Última edição por Improta; 06-03-21, 09:12.

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                • Improta
                  Fazedor de Chuva
                  • May 2020
                  • 103

                  #83
                  62/417 Capim Grosso

                  62/417

                  Finalmente cheguei no ponto E!
                  Capim Grosso!

                  O município é bem estruturado, muito melhor do que eu imaginava! A cidade é em um cruzamento entre as Br's 324 e 407.
                  Parei em um posto de gasolina pra abastecer e perguntei ao frentista como fazia pra encontrar a prefeitura. Ele me explicou direitinho e não era muito longe, aproveitei que estava parado e fui checar o meu celular... Eu estava com 3% de bateria!!
                  Adiantei meu lado!!! Até porque estava cada vez mais escuro e eu vi uma placa que faltavam 62 km até Jacobina, aproveitei pra perguntar ao frentista como estava a estrada até lá, fui informado de que tinham recentemente ajeitado a rodovia. Meti o pé!!

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                  Capim Grosso tem sua historia fundamentada pela passagem de bandeirantes que cruzavam a região em busca de lugares nos quais pudessem explorar dos recursos minerais e naturais, como é o caso de Jacobina, cidade cuja rota de chegada, obriga os transeuntes vindos do Leste a passarem por Capim Grosso. As primeiras aglomerações de pessoas em Capim Grosso tiveram inicio na década de quarenta quando a família do Senhor Zózimo Amância de Araujo e sua esposa a Sra. Ursulina (o Capitão) decidem construir a primeira casa, acoplada a uma casa de farinha, nas proximidades de uma lagoa na qual havia um capim de folhas grossas, cuja aparência é de JUNCO, ali se intitulou FAZENDA CAPIM GROSSO. O local da referida fazenda é hoje uma avenida movimentada e comercial, a Avenida Senhor do Bonfim.

                  O pequeno vilarejo passou a ser ponto de parada obrigatória para todos os veículos que trafegavam cortando estas duas importantes estradas o que fez com que milhares de pessoas se interessassem e povoassem o lugar.

                  Por volta de 1940, a cidade recebe a primeira escola, a Escola Paroquial trazida por um padre austríaco chamado Alfredo Maria Haasler, missionário cisterciense que elege a região de Jacobina para atuar e tem como metas de seu sacerdócio a educação e a assistência à saúde.

                  No ano de 1984, Capim Grosso tem sua emancipação declarada pelo Sr. Carlos Alberto Pires Daltro (Dr. Carlito ou Carlitão) que, à época prefeito de Jacobina, promulga e realiza o plebiscito público pela emancipação do já distrito de Capim Grosso. O povo em euforia por tornar capim grosso território independente da velha mãe, como assim se chamava a cidade de Jacobina, escolhe pela emancipação do distrito. Em 09 de Maio de 1985, Capim Grosso é declarada cidade de fato e realiza a sua primeira eleição, elegendo o Sr. Cesiano Carlos do Nascimento, como primeiro prefeito da cidade.

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                  Última edição por Improta; 06-03-21, 09:13.

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                  • Improta
                    Fazedor de Chuva
                    • May 2020
                    • 103

                    #84
                    63/417 Jacobina

                    63/417

                    Realmente a pista estava muito boa de Capim Grosso até Jacobina. Foram 62 km.
                    Eu só não entendi uma coisa, parece que dividiram o serviço de pavimentação da rodovia entre duas concessionárias...
                    Não sei se a rodovia alterna entre BR-324 e outra rodovia em alguns trechos, mas tinham partes bem asfaltadas e bem sinalizadas e outras partes bem asfaltadas e sem sinalização horizontal nenhuma. Perigoso de conduzir a noite e perder a referência da pista, acabei indo em um ritmo mais suave e fui sendo balizado por um carro em minha frente... Desenhando todas as curvas.

                    Entrei em Jacobina por um bairro chamado Bananeira, tinha um mirante com o nome da cidade e a entrada é por uma ponte estreita e muito bonita!
                    Não parei pra tirar foto porque eu tava com 2% de bateria, eu dei prioridade em encontrar um hotel bem localizado pra tomar um banho, comer e beber uma cerveja gelada. Afinal foram quase 500 km tensos em umas 10 hrs de viagens.

                    O que importa é que eu estava no destino final, no ponto F.
                    Eu estava em Jacobina!

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                    Parei em um posto de gasolina e perguntei ao frentista qual era o bairro mais badalado, o bar com a cerveja mais gelada da cidade. Ele me indicou o Bairro Missão. Meti o pé pra lá!

                    No caminho pra Missão adivinhem o que eu achei sem nem estar procurando?
                    Sim, achei a prefeitura! kkkk
                    E bati minha foto com meus 2% de bateria e caí fora pro hotel.

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                    Certamente eu voltarei em Jacobina.

                    Rodeada por serras, morros, lagos, rios, fontes e cachoeiras, Jacobina se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo ecológico. Situada na região norte da Bahia, no extremo norte da Chapada Diamantina, Jacobina fica a 339 quilômetros de Salvador e é também conhecida como Cidade do Ouro, uma herança das minas de ouro que atraíram os bandeirantes paulistas no início do século XVII.

                    Além das belezas naturais e das minas, Jacobina possui um rico patrimônio histórico-cultural, que pode ser percorrido com auxílio de guias turísticos. O município conta com mais de 600 leitos, distribuídos em 241 apartamentos de 13 hotéis e pousadas.

                    O principal polo do ecoturismo jacobinense é a vila de Itaitú.

                    Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, estas minas foram descobertas por Roberto Dias) foi a origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contingentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 bateias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.

                    Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.

                    Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Sahy (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim), aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei do Brasil, Vasco Fernandes César de Meneses. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Sahy para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.

                    A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Minas do Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.

                    A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 15 de março de 1837, pela Lei Provincial n.49, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.

                    A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, por causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 28 de julho de 1880, pela Lei Provincial 2.049, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina (mais tarde, apenas Jacobina). Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.

                    O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.

                    Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.

                    O distrito de Jacobina foi criado em 1720 e o Município a 24 de junho de 1722. A criação da freguesia somente se verificou em 1752. A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial n.º 2.049, de 28 de julho de 1880, com o título de "Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina".
                    Última edição por Improta; 06-03-21, 09:13.

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                    • Improta
                      Fazedor de Chuva
                      • May 2020
                      • 103

                      #85
                      64/417 Mirangaba

                      64/417

                      Salve, Fazedores de Chuva!

                      Partiremos para terceira etapa da viagem.
                      Houve uma mudança no roteiro. Era um dia de Sábado.
                      A ideia inicial era ir até Campo Formoso encontrar Cleilton, validar os municípios da região e dormir por lá para no domingo pra irmos até Nordestina para a Motofeijoada que ia rolar lá. Porém, enquanto eu bebia minha Stella Artois em Jacobina ele me disse que não estava em Campo Formoso e que dormiria em Petrolina-PE, ele estava na casa de uns amigos comemorando aniversário de alguém por lá. O combinado não era esse, por esse motivo eu nem aceitei o convite que ele me fez de ir pra farra lá, até porque eu ia honrar a minha palavra de ir pra Motofeijoada no outro dia. Eu conheço a peça e sei que no outro dia ele estaria indisposto pra seguir viagem cedo e isso atrapalharia toda a programação do resto da viagem. Decidi então pernoitar no município de Senhor do Bomfim.

                      A rota saindo de Jacobina ficou:
                      Mirangaba
                      Caém
                      Caldeirão Grande
                      Saúde
                      Pindobaçu
                      Antônio Gonçalves
                      Campo Formoso
                      Jaguarari
                      Senhor do Bomfim


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                      Então daremos início a terceira etapa indo até o município de Mirangaba!

                      Como eu já não tinha o compromisso de encontrar com Cleilton, decidi antes de sair de Jacobina visitar alguma cachoeira que fosse caminho da minha rota.
                      Mandei mensagem pra minha amiga Rafa que apesar de morar em Salvador é de lá da região, perguntando qual era a melhor cachoeira pra ir em questão de facilidade de acesso e qualidade também... Mostrei pra ela rota que ia fazer e ela me indicou ir até a Cachoeira dos Alves, ela me disse que tinha um "acesso por trás" que dava pra chegar bem pertinho da cachoeira de carro/moto e era caminho pra Mirangaba. Pesquisei e decidi seguir o conselho! Vamo nessa!

                      Tive uma boa noite de sono no hotel em que eu estava e esperei até servirem o café da manhã pra depois "partir a mil", como dizemos aqui na Bahia hehehe


                      "Já comi, já bebi.. O que é que eu tô fazendo aqui?"

                      Vamo simbora pra Mirangaba!! Ponto B

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                      Valeu, Jacobina!!

                      Fui primeiro em Mirangaba pra depois passar na cachoeira.

                      A história do município tem inicio entre os anos de 1889 a 1900, ao chegarem à região, denominada Fazenda Campo Grande - área de matas -, os primeiros povoadores, procedentes das localidades de Lagoa do Meio e de Casa Nova (município de Jacobina), atraídos pela fertilidade das terras propícias à agricultura e pecuária. Os primeiros desbravadores foram: Manoel Ferreira da Cruz (vulgo Manoel de Bezinha), Francisco Ferreira da Cruz (vulgo Chico Zoião) e João Fumaça. Instalaram-se na região para criar gado bovino. Foram eles que deram início ao surgimento do povoado no ano de 1902, com a construção das primeiras casas. Nos anos de 1902 a 1905 foi erguida uma Capelinha. A localidade passou a ser denominado “povoado de Alferes”.

                      Nos anos de 1904 a 1905, chegaram para fixar residência no então Povoado de Alferes os senhores José Joaquim de Carvalho, Joaquim Valois Coutinho, Antônio Pereira e Bernardo Teixeira, procedentes dos municípios de Jacobina e Saúde. Nos anos de 1906 a 1907, conseguiu, através do Intendente do município de Saúde, Sr. Agérico Moraes, a construção de um “Barracão”. A partir desta época, o povoado de Alferes, já em franco desenvolvimento, passou a denominar-se Riachuelo. Para alguns dos velhos moradores, a nova denominação foi inspirada na Batalha Naval de Riachuelo, devido às constantes brigas existentes no local, motivados pela posse de terras e posições políticas. Sabe-se, por exemplo, que todos os grandes fazendeiros possuíam “jagunços” para resolverem os seus problemas “na base da bala e do punhal”. O nome Riachuelo pode também ter sido inspirado na existência de um riacho que cortava o centro do povoado.

                      As hostilidades por decisões de mando eram notórias, principalmente entre as famílias de Bernardo Teixeira contra as de Joaquim Valois Coutinho e Antonio Pereira de Miranda. Segundo se afirma Bernardo Teixeira mandava seus jagunços atirarem nas portas das residências a fim de amedrontar os seus moradores. A partir daí, começou a decadência do povoado, pois as famílias emigravam. A localidade só retornou o seu desenvolvimento, após a eleição do Sr. José Joaquim de Carvalho para Intendente do município de Saúde.

                      O povoado de Riachuelo foi elevado à categoria de Vila, em 05 de agosto de 1923, tomando como base a data de criação do Cartório do Registro Civil de Pessoas Naturais. O distrito foi desmembrado de Saúde pelo Decreto-lei nº. 141, de 31 de dezembro de 1943, mudando a denominação para Mirangaba. Através da Lei nº. 1959 de 24 de novembro de 1961, criou-se o Município de Mirangaba, constituído dos Distritos de Taquarendi, Nuguaçu e Paulo Souto (Canabrava). Sua instalação se deu em 01 de fevereiro de 1963.

                      A população do município ainda é predominantemente rural, apesar do acelerado crescimento urbano, portanto predominando a agropecuária como eixo da economia. Predomina entre os produtores a atividade mista: agricultura e pecuária de reduzido número de animais, devido ao tipo de estrutura fundiária.

                      A produção agrícola tem como principais produtos a banana, mandioca, sisal, tomate, cenoura, feijão, melancia, cebola, manga, alho, pimenta e outros.

                      Na pecuária existe predomínio da criação de bovino. A caprino-ovinocultura é uma atividade em expansão, principalmente, entre pequenos e médios proprietários. Os suínos são por sua vez, criações de quintal. O rebanho eqüino e muar ainda é significativo, mas sua tendência é a diminuição e se constitui em animais de trabalho.

                      Surge agora um grande potencial econômico no município, onde empresas do setor de energia eólica estão implantando uns dos maiores parques eólicos do mundo. Com esse crescimento o Mirangaba vai gerar milhares de frentes de trabalho e gradativamente empregos diretos e indiretos.

                      Embora não se apresentem dados sobre a criação de aves, estas são de grande importância para a economia familiar nas pequenas propriedades, inclusive na área urbana, tanto para o auto consumo quanto para a comercialização no varejo.

                      Apesar de não aparecerem nos dados oficiais, a mineração e o garimpo são atividades importantes. Estão localizadas jazidas de esmeraldas. Sendo também importante a extração de quartzo verde, quartzo rosa, bem como granito e cristais. Sendo o produto extraído das jazidas exportado, nenhuma atividade de transformação desses minerais é realizada no município. As empresas Exotic, Granasa e R. Amorim exploram o quartzo verde.

                      O comércio varejista é composto de supermercados, bares, farmácia, loja de material de construção, confecções, variedades, açougues etc.

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                      Validado!
                      Antes de subirmos até Caém, eu parei em um posto de gasolina e perguntei como chegava na Cachoeira dos Alves. Me deram as coordenadas e eu meti o pé!

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                      Rodei alguns kms no off e cheguei até o Bar do Pedro, já na Cachoeira dos Alves!!




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                      Lógico que eu tomei um banho pra Purificar a alma e dei uns pulos das pedras...
                      Após passar um tempo lá, voltei no Bar do Pedro onde eu tinha deixado a minha moto.
                      Pedro falou que passou por mim em Mirangaba e perguntou qual era o meu destino, falei sobre o desafio e compartilhei a minha rota.
                      Para minha surpresa a esposa do Pedro era do próximo município que eu ia, Caém. Pedro falou que a estrada estava horrível e tinha uma boa parte que estava em obras, me aconselhou não sair muito tarde porque eu ia perder tempo nesse percurso, até porque tinha muito "Pare e Siga" por conta das obras. Bebi uma água de coco e segui o conselho do brother. Meti o pé até Caém, que será o próximo município! Vamo Nessa!
                      Última edição por Improta; 06-03-21, 09:14.

                      Comentário

                      • Improta
                        Fazedor de Chuva
                        • May 2020
                        • 103

                        #86
                        65/417 Caém

                        65/417

                        Sim, a pista estava muito ruim!
                        Complicado pra que estava de carro, mas pra quem foi de moto era mais fácil de andar.
                        Subi a BA-131 em direção a Caém! Ponto C

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                        Não tenho muito o que falar de Caém, apenas que é microregião de Jacobina.

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                        Última edição por Improta; 06-03-21, 09:14.

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                        • Improta
                          Fazedor de Chuva
                          • May 2020
                          • 103

                          #87
                          66/417 Caldeirão Grande

                          66/417

                          Subindo a BA-131 deparei com obras na pista bem na saída para a BA-375. Placas de "siga e pare".
                          eu entrei para a 375 e fui validar o município de Caldeirão Grande! Ponto D
                          microregião de Jacobina também e muito quente por sinal!

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ID:	464722

                          O prédio da prefeitura é o mesmo que o da biblioteca da cidade e estava passando por umas reformas.

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                          Última edição por Improta; 06-03-21, 09:15.

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                          • Improta
                            Fazedor de Chuva
                            • May 2020
                            • 103

                            #88
                            67/417 Saúde

                            67/417

                            Saí de Caldeirão Grande e voltei para a BA-131.
                            A pista estava horrível, mas consegui chegar de boa no município de Saúde! Ponto E

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ID:	464724

                            A história da cidade remonta a primitivos assentamentos bandeirantes erguidos em uma área habitada originalmente por índios da tribo dos Paiaíás. Esses assentamentos converteram-se mais tarde em um povoado sob administração de Jacobina, denominado Arraial de Nossa Senhora da Saúde. O nome 'Saúde' deveu-se ao fato de que a região onde se ergueram os primeiros assentamentos era considerada benéfica para a saúde dos que ali pernoitavam. Em 1914, Saúde foi alçada à categoria de vila. Essa situação perdurou até 1931, quando perdeu a autonomia, assim permanecendo até 1933, quando obteve definitivamente a emancipação como município.

                            Distante 353 km da capital do Estado, Salvador, e a ela conectada por via rodoviária, Saúde está situada numa região de relevo montanhoso. A sede do município possui uma altitude de 542 m e está localizada ao pé da serra de Santa Cruz. Os principais rios da região são o Paiaiá, o Rio das Pedras e o Itapicuru, que separa Saúde do município de Pindobaçu, ao norte. Os principais distritos do município de Saúde são Genipapo e Paulista.

                            A padroeira da cidade é Nossa Senhora da Saúde, cuja festa anual é comemorada no dia 8 de setembro. Há diversas manifestações populares durante as festas juninas, especialmente no São João.

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                            Última edição por Improta; 06-03-21, 09:15.

                            Comentário

                            • Improta
                              Fazedor de Chuva
                              • May 2020
                              • 103

                              #89
                              68/417 Pindobaçu

                              68/417

                              Até chegar em Pindobaçu a estrada foi ficando menos pior. Ponto F

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ID:	464726

                              O território que hoje integra o Município de Pindobaçu fazia parte do Município de Campo Formoso. Surgiu de um pouso de tropeiros, local em que os viajantes das tropas de animais de carga paravam para descansar.
                              Transformado em povoado com o nome de Lamarão, posteriormente modificado para Pindobaçu, que significa Palmeira Grande, foi criado o distrito pela lei estadual nº 2.041, de 21 de agosto de 1927, e elevado à categoria de vila pelo decreto lei estadual nº 10.724, de 30 de março de 1938.
                              A povoação permaneceu com o nome de Lamarão até o ano de 1914, ano em que foi inaugurada a estação ferroviária de Pindobaçu. A mudança do nome do lugar tem uma explicação muito curiosa. Quando o prédio da estação ficou pronto o nome da localidade deveria ser colocado em seu frontispício, mas os engenheiros da Leste Brasileira acharam que o nome de Lamarão era muito feio para batizar aquele prédio novo e bonito. Decidiram então consultar os moradores acerca de uma possível mudança quanto ao nome da localidade. A consulta foi realizada na residência de Emílio Hilarião. Os moradores consentiram com a mudança, mas não sabiam qual seria o novo nome. Ocorreu que dentre os engenheiros da Leste Brasileira havia um que era estudioso do idioma tupy-guarany, o qual explanou aos presentes que devido a abundância de palmeiras de babaçu naquela região ele propunha que o lugar deveria passar a se chamar Pindobassu, o que no idioma tupy que dizer 'palmeira alta'. A aceitação foi geral. E como a origem do nome era tupy o mesmo foi grafado com dois ss, tendo a ortografia posterior substituído os dois ss pelo ç como é grafado atualmente.

                              A prefeitura da cidade fica no mesmo prédio do Banco do Brasil, um andar acima.

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                              Última edição por Improta; 06-03-21, 09:16.

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                              • Improta
                                Fazedor de Chuva
                                • May 2020
                                • 103

                                #90
                                69/417 Antônio Gonçalves

                                69/417

                                Saindo de Pindobaçu a pista já estava boa até o próximo município que seria Antônio Gonçalves! Ponto G

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ID:	464728

                                A região era primitivamente habitada pelos índios paiaiá, tendo a colonização sido iniciada no final do século XIX com a chegada de famílias que constituíram a Fazenda Pau Ferro, formando mais tarde o povoado com o mesmo nome.
                                Em 1916, foi inaugurada a estação ferroviária na propriedade denominada Frade. Para tal local, os moradores de Pau Ferro e outros lugares foram se transferindo, tendo sido o nome mudado para Itinga, que na língua indígena significa 'água branca', nome do rio de águas transparentes existentes no território.
                                Elevada à condição de distrito, foi denominada Itinga da Serra. Em 1962, tornado município, alterou-se o topônimo para Antônio Gonçalves, em homenagem ao profissional médico que militou muitos anos na região.

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                                Última edição por Improta; 06-03-21, 09:16.

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