SEXTO POST. DESAFIO GRANDE CACIQUE FAZEDOR DE CHUVA. COLÔMBIA.
A travessia da Colômbia começa ainda em San António del Táchira (Município de Bolívar, Estado de Táchira, 800 metros de altitude e 50 mil habitantes, aproximadamente), de manhã cedo, pois Carlos Mário, sempre solidário e prestativo, saiu de sua casa em Cúcuta, capital do Departamento Norte de Santander - Colômbia (600 mil habitantes e 300 metros de altitude aproximadamente), na Cordilheira Oriental dos Andes, passou no hotel e me levou para fazer a saída da Venezuela (imigração e alfândega). Um inferno porque para dar saída da motocicleta no SENIAT (a Receita Federal venezuelana) é uma guerra, pois apesar da consulta prévia feita pelo Carlos Mario, tivemos que entrar em uma fila de motociclistas gigantesca. Para abreviar entramos no posto de gasolina internacional para sair um pouco adiante e disputar espaço com aguerridos motoboys. O frentista ganha uma gorjeta e marca com tinta lavável um número no paralamas dianteiro, para controle pela Guarda Nacional. Essa multidão de motoboys, que disputam freneticamente o espaço, na verdade levam gasolina no tanque para o outro lado da fronteira, na Colômbia, e ganham mais quanto maior a quantidade de viagens ao dia. Consta ser esse um bom negócio, pois a gasolina venezuelana era quase doada (tempos depois o governo caiu na real e fez um pesado reajuste). Quando finalmente chega minha vez eu sou o único que vai ao SENIAT dar saída na moto, que havia sido internada em Santa Elena de Uairén pelo prazo de 90 dias. A multa em caso de atraso é de 80% do valor declarado da moto. O atendimento no SENIAT é simples e cordial e finalmente posso sair da Venezuela e ingressar na Colômbia. Na imigração colombiana o procedimento é simples e bem perto fica o DIAN (a Receita Federal colombiana) onde apresento cópias da CNH, título de propriedade e do passaporte ao servidor que vistoria a moto, faz um decalque do chassi e me encaminha para o servidor que emite a permissão de internação temporária da motocicleta, esclarecendo que no meu caso a empresa que transportar a moto para o Panamá vai ter que me orientar como proceder para dar saída. A demora foi na seguradora para fazer o SOAT, o seguro obrigatório. Pelo menos era refrigerado o ambiente porque lá fora o calor estava infernal e eu já consumira mais da metade do cantil (camel bag) instalado na costa da jaqueta com água congelada. Na saída Carlos Mário me ofereceu um refresco de tangerina que estava uma delícia. Era um merecido brinde pois agora eu estava de fato e de direito na Colômbia. Sem esse apoio solidário dos irmãos motociclistas fica muito mais difícil fazer sozinho os trâmites fronteiriços.
Guiado por Carlos Mário, logo passamos em frente à casa natal do General Santander, em Villa del Rosário, e vamos para Cúcuta visitar Duvian Contreras, no seu moderno consultório odontológico, ali conhecendo sua esposa e filhinha, uma linda e simpática família. Perto já do meio-dia é a vez de conhecer a esposa e filhas de Carlos Mário, em sua loja também no centro de Cúcuta, onde trabalham todas. É também uma linda família. Saímos para fazer câmbio e me perdi de Carlos Mário. Fiz o câmbio sozinho, em duas casas de câmbio, e iniciei a viagem depois do meio-dia. Sabia que Carlos Mário e Duvian Contreras não ficariam preocupados porque me seguiriam pelo Facebook, onde as coordenadas geradas pelo SpotMessenger começariam a aparecer.
A viagem agora pelos Andes colombianos é no rumo Sudoeste, com belíssimas paisagens, uma sucessão de cumes e vales, com curvas para todos os gostos e cuidados. Mais alguns quilômetros subindo a cordilheira e passando por Pamplona (2.342 metros de altitude e 50 mil habitantes aproximadamente), estou nos belíssimos páramos (altiplanos) colombianos, que parecem com os do Equador e do Peru, mas tem lá suas diferenças. O tempo frio, chuvoso, nublado e com neblina me levou, por segurança, a pernoitar no Páramo de Berlin, no Município de Tona, já no Departamento de Santander, e pernoitar em um páramo, a 3.214 metros de altitude, era uma vivência que me faltava. A simplicidade da Hospedaje Berlinera, o frio, a sopa de batata e a truta salmonada fresca preparada com simplicidade (simplesmente frita) tornaram a experiência inesquecível, pois quando cessou o tráfego o silêncio e a solidão baixaram sobre o páramo.
De manhã cedo, depois de um desjejum reforçado - caldo de costilla con arepa santanderense - com o tempo ainda nublado, prossigo no rumo Sudoeste e me interno mais ainda na cordilheira dos Andes. Logo estou em Bucaramanga, a surpreendente capital do Departamento de Santander (cerca de um milhão de habitantes, 1.189 metros de altitude), situada no fundo de um belo vale, La Ciudad Bonita de Colombia. A travessia pelo centro da cidade não foi das piores, apesar das ladeiras empinadíssimas (pelo menos para quem vem da planície amazônica), mas devo ter cometido algum erro pois o GPS me guiou para uma saída pelos empobrecidos arredores e por estradas secundárias de tráfego pesado. Apesar disso, em nenhum momento senti faltar segurança e as pessoas eram cordiais e solidárias ao prestar as informações que eu ia pedindo na rota. Continuei a viagem desfrutando as belas paisagens andinas e chegando do meio para o final da tarde a Barbosa, ainda no Departamento de Santander, a meio caminho de Bogotá (30 mil habitantes e 1.600 metros de altitude aproximadamente). Procurando hotel para pernoitar logo cheguei a Moniquirá (21 mil habitantes e 1.700 metros de altitude aproximadamente), uns 10 Km mais adiante, já no Departamento de Boyacá, Província de Ricaurte, onde passei a noite.
Pela manhã, ao alvorecer, parti para a última etapa da travessia rumo a Bogotá (10 milhões de habitantes aproximadamente), 200 Km ao Sul de Moniquirá e 2.600 metros más cerca de las estrellas. Combinei encontrar com Maurício Lopez - que havia sido mobilizado por Edwin Valbuena desde que eu passei por Santa Elena de Uairén - na entrada de Bogotá. Nos desencontramos aí mas nos encontramos na concessionária da Harley-Davidson, onde ele estava me esperando e deixei a motocicleta para revisão. Ele me seguia pelas coordenadas enviadas ao Facebook pelo SpotMessenger. E assim tive a prova mais uma vez da solidariedade que me acompanhou desde Manaus até Bogotá. Mauricio já passou por Belém e foi acolhido por Alex Reis de Menezes, mas eu não o conhecia. Mesmo assim ele estava me esperando e ofereceu sua casa para hospedar-me, oferta que delicadamente recusei porque combinara esperar Valcir Alberto e Neviton Custodio no Hotel Ibis Museo. Essa extensa rede de solidariedade é articulada pelo WhatsApp e Facebook e sem ela eu teria enfrentado algumas dificuldades. Sou muito grato a todos e, agora, sou particularmente grato ao Mauricio Lopez, com quem no dia seguinte vou almoçar uma bandeja paisa, o gigantesco prato nacional que é a alma gastronômica da Colômbia, ao qual devo acrescer o ajiaco santafereño, que é típico de Bogotá.
A trilha sonora deste trecho colombiano é a cúmbia e o vallenato. A cúmbia é ouvida em toda parte, montanha, páramos, planícies, pueblos ou capitais. E ouvindo cúmbia volto aos anos sessenta e início dos anos setenta do século passado, quando ela dominava as gafieiras de Bragança e da periferia de Belém, Estado do Pará, onde ela chegava pelas rádios AM e pelos long-plays contrabandeados desde as Guyanas. A cúmbia é a ilustre ancestral da lambada, agora no perigeu. A cúmbia continua em alta.
Bogotá continua linda, beleza que o caos no trânsito não chega a ofuscar. Valeu a pena.
Fiz contato com a Air Cargo Pack para transportar as motos para o Panamá (1.200 dólares cada), o que só vai ser possível na segunda-feira e por isso espero por Valcir Alberto e Neviton Custódio, que haviam saído de Palmira, no vale do Rio Cauca, cerca de 500 km a Sudoeste de Bogotá, sempre na Cordilheira dos Andes. É um trecho longo e difícil e Valcir rodou até duas da madrugada para chegar a Bogotá, um ato heróico e arriscado (ele acabou as lonas de freio nesse trecho). Depois ainda rodou mais três horas tentando encontrar o hotel (ele não usa GPS) e terminou se hospedando às proximidades. Neviton optou por pernoitar no meio desse trajeto. Pela manhã nos encontramos: Valcir veio para o Hotel Ibis daí seguimos para a concessionária Harley-Davidson, onde em seguida chegou Neviton. Agora todas as motocicletas estavam na revisão e pudemos ir todos para o hotel e desfrutar das belezas de Santa Fé de Bogotá, que não são poucas, da gastronomia ao Museo del Oro. No sábado retiramos as motocicletas revisadas da concessionária e levamos para o estacionamento do hotel, aproveitando bem o final de semana.
Ajustamos os detalhes finais do transporte aéreo das motocicletas e na segunda-feira as entregamos no Terminal de Carga Aérea do Aeroporto El Dorado - a Air Cargo Pack se encarrega dos trâmites, mas os motociclistas devem estar presentes - e compramos os bilhetes aéreos para Ciudad Panamá (tivemos que comprar ida-e-volta para sair mais barato, paradoxalmente). Na terça-feira deixamos o hotel cedo e fomos para o Aeroporto El Dorado, de onde partimos para Ciudad Panamá, assim terminando a travessia da Colômbia e da América do Sul.









A travessia da Colômbia começa ainda em San António del Táchira (Município de Bolívar, Estado de Táchira, 800 metros de altitude e 50 mil habitantes, aproximadamente), de manhã cedo, pois Carlos Mário, sempre solidário e prestativo, saiu de sua casa em Cúcuta, capital do Departamento Norte de Santander - Colômbia (600 mil habitantes e 300 metros de altitude aproximadamente), na Cordilheira Oriental dos Andes, passou no hotel e me levou para fazer a saída da Venezuela (imigração e alfândega). Um inferno porque para dar saída da motocicleta no SENIAT (a Receita Federal venezuelana) é uma guerra, pois apesar da consulta prévia feita pelo Carlos Mario, tivemos que entrar em uma fila de motociclistas gigantesca. Para abreviar entramos no posto de gasolina internacional para sair um pouco adiante e disputar espaço com aguerridos motoboys. O frentista ganha uma gorjeta e marca com tinta lavável um número no paralamas dianteiro, para controle pela Guarda Nacional. Essa multidão de motoboys, que disputam freneticamente o espaço, na verdade levam gasolina no tanque para o outro lado da fronteira, na Colômbia, e ganham mais quanto maior a quantidade de viagens ao dia. Consta ser esse um bom negócio, pois a gasolina venezuelana era quase doada (tempos depois o governo caiu na real e fez um pesado reajuste). Quando finalmente chega minha vez eu sou o único que vai ao SENIAT dar saída na moto, que havia sido internada em Santa Elena de Uairén pelo prazo de 90 dias. A multa em caso de atraso é de 80% do valor declarado da moto. O atendimento no SENIAT é simples e cordial e finalmente posso sair da Venezuela e ingressar na Colômbia. Na imigração colombiana o procedimento é simples e bem perto fica o DIAN (a Receita Federal colombiana) onde apresento cópias da CNH, título de propriedade e do passaporte ao servidor que vistoria a moto, faz um decalque do chassi e me encaminha para o servidor que emite a permissão de internação temporária da motocicleta, esclarecendo que no meu caso a empresa que transportar a moto para o Panamá vai ter que me orientar como proceder para dar saída. A demora foi na seguradora para fazer o SOAT, o seguro obrigatório. Pelo menos era refrigerado o ambiente porque lá fora o calor estava infernal e eu já consumira mais da metade do cantil (camel bag) instalado na costa da jaqueta com água congelada. Na saída Carlos Mário me ofereceu um refresco de tangerina que estava uma delícia. Era um merecido brinde pois agora eu estava de fato e de direito na Colômbia. Sem esse apoio solidário dos irmãos motociclistas fica muito mais difícil fazer sozinho os trâmites fronteiriços.
Guiado por Carlos Mário, logo passamos em frente à casa natal do General Santander, em Villa del Rosário, e vamos para Cúcuta visitar Duvian Contreras, no seu moderno consultório odontológico, ali conhecendo sua esposa e filhinha, uma linda e simpática família. Perto já do meio-dia é a vez de conhecer a esposa e filhas de Carlos Mário, em sua loja também no centro de Cúcuta, onde trabalham todas. É também uma linda família. Saímos para fazer câmbio e me perdi de Carlos Mário. Fiz o câmbio sozinho, em duas casas de câmbio, e iniciei a viagem depois do meio-dia. Sabia que Carlos Mário e Duvian Contreras não ficariam preocupados porque me seguiriam pelo Facebook, onde as coordenadas geradas pelo SpotMessenger começariam a aparecer.
A viagem agora pelos Andes colombianos é no rumo Sudoeste, com belíssimas paisagens, uma sucessão de cumes e vales, com curvas para todos os gostos e cuidados. Mais alguns quilômetros subindo a cordilheira e passando por Pamplona (2.342 metros de altitude e 50 mil habitantes aproximadamente), estou nos belíssimos páramos (altiplanos) colombianos, que parecem com os do Equador e do Peru, mas tem lá suas diferenças. O tempo frio, chuvoso, nublado e com neblina me levou, por segurança, a pernoitar no Páramo de Berlin, no Município de Tona, já no Departamento de Santander, e pernoitar em um páramo, a 3.214 metros de altitude, era uma vivência que me faltava. A simplicidade da Hospedaje Berlinera, o frio, a sopa de batata e a truta salmonada fresca preparada com simplicidade (simplesmente frita) tornaram a experiência inesquecível, pois quando cessou o tráfego o silêncio e a solidão baixaram sobre o páramo.
De manhã cedo, depois de um desjejum reforçado - caldo de costilla con arepa santanderense - com o tempo ainda nublado, prossigo no rumo Sudoeste e me interno mais ainda na cordilheira dos Andes. Logo estou em Bucaramanga, a surpreendente capital do Departamento de Santander (cerca de um milhão de habitantes, 1.189 metros de altitude), situada no fundo de um belo vale, La Ciudad Bonita de Colombia. A travessia pelo centro da cidade não foi das piores, apesar das ladeiras empinadíssimas (pelo menos para quem vem da planície amazônica), mas devo ter cometido algum erro pois o GPS me guiou para uma saída pelos empobrecidos arredores e por estradas secundárias de tráfego pesado. Apesar disso, em nenhum momento senti faltar segurança e as pessoas eram cordiais e solidárias ao prestar as informações que eu ia pedindo na rota. Continuei a viagem desfrutando as belas paisagens andinas e chegando do meio para o final da tarde a Barbosa, ainda no Departamento de Santander, a meio caminho de Bogotá (30 mil habitantes e 1.600 metros de altitude aproximadamente). Procurando hotel para pernoitar logo cheguei a Moniquirá (21 mil habitantes e 1.700 metros de altitude aproximadamente), uns 10 Km mais adiante, já no Departamento de Boyacá, Província de Ricaurte, onde passei a noite.
Pela manhã, ao alvorecer, parti para a última etapa da travessia rumo a Bogotá (10 milhões de habitantes aproximadamente), 200 Km ao Sul de Moniquirá e 2.600 metros más cerca de las estrellas. Combinei encontrar com Maurício Lopez - que havia sido mobilizado por Edwin Valbuena desde que eu passei por Santa Elena de Uairén - na entrada de Bogotá. Nos desencontramos aí mas nos encontramos na concessionária da Harley-Davidson, onde ele estava me esperando e deixei a motocicleta para revisão. Ele me seguia pelas coordenadas enviadas ao Facebook pelo SpotMessenger. E assim tive a prova mais uma vez da solidariedade que me acompanhou desde Manaus até Bogotá. Mauricio já passou por Belém e foi acolhido por Alex Reis de Menezes, mas eu não o conhecia. Mesmo assim ele estava me esperando e ofereceu sua casa para hospedar-me, oferta que delicadamente recusei porque combinara esperar Valcir Alberto e Neviton Custodio no Hotel Ibis Museo. Essa extensa rede de solidariedade é articulada pelo WhatsApp e Facebook e sem ela eu teria enfrentado algumas dificuldades. Sou muito grato a todos e, agora, sou particularmente grato ao Mauricio Lopez, com quem no dia seguinte vou almoçar uma bandeja paisa, o gigantesco prato nacional que é a alma gastronômica da Colômbia, ao qual devo acrescer o ajiaco santafereño, que é típico de Bogotá.
A trilha sonora deste trecho colombiano é a cúmbia e o vallenato. A cúmbia é ouvida em toda parte, montanha, páramos, planícies, pueblos ou capitais. E ouvindo cúmbia volto aos anos sessenta e início dos anos setenta do século passado, quando ela dominava as gafieiras de Bragança e da periferia de Belém, Estado do Pará, onde ela chegava pelas rádios AM e pelos long-plays contrabandeados desde as Guyanas. A cúmbia é a ilustre ancestral da lambada, agora no perigeu. A cúmbia continua em alta.
Bogotá continua linda, beleza que o caos no trânsito não chega a ofuscar. Valeu a pena.
Fiz contato com a Air Cargo Pack para transportar as motos para o Panamá (1.200 dólares cada), o que só vai ser possível na segunda-feira e por isso espero por Valcir Alberto e Neviton Custódio, que haviam saído de Palmira, no vale do Rio Cauca, cerca de 500 km a Sudoeste de Bogotá, sempre na Cordilheira dos Andes. É um trecho longo e difícil e Valcir rodou até duas da madrugada para chegar a Bogotá, um ato heróico e arriscado (ele acabou as lonas de freio nesse trecho). Depois ainda rodou mais três horas tentando encontrar o hotel (ele não usa GPS) e terminou se hospedando às proximidades. Neviton optou por pernoitar no meio desse trajeto. Pela manhã nos encontramos: Valcir veio para o Hotel Ibis daí seguimos para a concessionária Harley-Davidson, onde em seguida chegou Neviton. Agora todas as motocicletas estavam na revisão e pudemos ir todos para o hotel e desfrutar das belezas de Santa Fé de Bogotá, que não são poucas, da gastronomia ao Museo del Oro. No sábado retiramos as motocicletas revisadas da concessionária e levamos para o estacionamento do hotel, aproveitando bem o final de semana.
Ajustamos os detalhes finais do transporte aéreo das motocicletas e na segunda-feira as entregamos no Terminal de Carga Aérea do Aeroporto El Dorado - a Air Cargo Pack se encarrega dos trâmites, mas os motociclistas devem estar presentes - e compramos os bilhetes aéreos para Ciudad Panamá (tivemos que comprar ida-e-volta para sair mais barato, paradoxalmente). Na terça-feira deixamos o hotel cedo e fomos para o Aeroporto El Dorado, de onde partimos para Ciudad Panamá, assim terminando a travessia da Colômbia e da América do Sul.


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