São Paulo de cabo a rabo.

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  • Vlamir
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2015
    • 686

    #361
    329 Jales

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    HISTÓRICO
    O município de Jales, um dos mais novos de Estado, surgiu de um racional plano de arquitetura e urbanismo, que atesta a clarividência de seus primeiros colonizadores. Entre eles destacam Euplhy Jalles, seu fundador, Aristóphalo Brasileiro de Souza, José Nunes de Brito, Ataíde Gonçalves da Silva, João Mariano de Freitas, Jorge Batista, Pedro Marcelino, José Baspilia, Juvêncio Pereira de Brito, Manoel Paz Landim, João Mariano de Freitas Filho, Altino Antônio de Oliveira e Alfredo Barbour.
    Jales foi fundada a 15 de abril de 1941. O município foi criado por determinação da Assembléia Legislativa Estadual de acordo com o projeto de lei Qüinqüenal, da Divisão Territorial, Administrativa e Judiciária do Estado e elaborado pela comissão de Estatística, em cumprimento à Resolução nº 1 de 15 de janeiro de 1948.
    Datam de sua fundação os primeiros prognósticos e estudos feitos sobre as enormes possibilidades da região com finalidades de favorecer sua expansão. Riscaram as zonas urbanas e suburbanas, em função dos futuros melhoramentos e também com o fim de incrementar as pequenas propriedades agrícolas. Criou-se um plano de aproveitamento do solo para a cultura racional e intensiva do café, algodão, arroz e cereais em geral, com o aproveitamento de maquinaria por meio de processos técnicos e modernos. Com apenas 100 habitantes, iniciou-se como pequena vila. Com o correr dos tempos, maravilhados com as possibilidades da região, começaram a aparecer os pioneiros e a aumentar a população. Expandiu-se assim, a cidade nos moldes pré-estabelecidos.
    Jales foi elevada a Distrito de Paz pelo Decreto Lei 14.334 de novembro de 1944. Foi elevado a categoria de município por força da Lei 233, de 24 de dezembro de 1948.
    Suas terras fertilíssimas são produtos de aluviões dos grandes rios. O solo oferece características próprias para a formação de excelentes pastagens, recurso natural que incentiva a pecuária.
    Nas glebas mais elevadas aparece um solo formado por terras silico argilosa massapé ou roxa, variedade rica para a policultura.
    A sede municipal fica situada na antiga vila do mesmo nome, e com terras do ex-distrito de Jales, antes incorporados ao município de Fernandópolis. Jales contava até 1993 com três distritos: A sede Municipal (Jales), Vitória Brasil e Pontalinda. É sede de comarca pela Lei 1.940 de 03 de dezembro de 1952. A comarca abrange Jales, Santa Albertina, Mesoplis, Pontalinda, Vitoria Brasil, Dirce Reis e Paranapuã.
    LEVANTAMENTO HISTÓRICO DAS FONTES PRIMÁRIAS DE TRADIÇÃO ORAL DO MUNICÍPIO
    O senhor Gonçalves de Athayde da Silva, recordou fatos e fez declarações importantes sobre a história de Jales, principalmente do período que precedeu a fundação da cidade.
    Athayde era um homem que trazia no semblante as marcas da luta árdua dos bandeirantes do século XX contra as matas. No seu rosto queimado pelo sol as rugas se destacavam. Dentes fortes, proeminentes e enegrecidos, demonstram que fuma há muito tempo. Nasceu em Viradouro, no dia 9 de abril de 1.915. É casado e teve 10 filhos, e como lavrador trabalhou numa fazenda em Nova Itapirema, pertencente ao espólio do Dr. Euphly Jalles.
    Tranqüilo e lúcido recorda com muita facilidade os seus primeiros dias em Jales, onde se ouvia o rugir das onças, quase todos as noites. Ele conta que a mudança de sua família de Uchoa onde morava, até o córrego do Feijão Frio, durou 15 dias e foi feita por carro de boi. ?As picadas?.
    Última edição por Vlamir; 11-03-16, 00:36.
    PHD Vlamir
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    • Vlamir
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2015
      • 686

      #362
      330 Vitoria Brasil

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      comunidade foi fundada em 19 de março de 1945, inicialmente com o nome de Alto Alegre, passando depois para Vitória Brasil, homenagem à Vitória dos pracinhas brasieliros que lutaram na Itália, durante a 2º guerra mundial, no ano de 1945.
      Sua fonte de economia é a agropecuária, é produzido no município: Feijão, algodão, soja, amendoim, café, leite, laranja, limão, tangerina, manga, pinha, banana, uva, sementes para pastagens e gado de corte.
      Última edição por Vlamir; 11-03-16, 00:32.
      PHD Vlamir
      Barueri-SP

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      • Vlamir
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2015
        • 686

        #363
        331 Dolcinópolis

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        história do Município de Dolcinópolis, assim como a de tantos outros municípios brasileiros, se deve à vontade e a coragem de homens e mulheres ávidos por conquista de novos horizontes e por desbravar o desconhecido.
        Nos idos de 1945, era o Senhor Batista Dolci proprietário de uma gleba de 500 alqueires de terras. Movido pelo desafio de conhecer algo mais além das fronteiras de sua propriedade, fez dela o seu ponto de partida, na época um pequeno aglomerado de casas de pau-a-pique e cujos primeiros moradores foram Domingos Rossi, Joaquim Vasconcelos, Francisco Galante, Amadeu Romanholi, José Francisco Dourado e o próprio Batista Dolci.
        A expectativa e a possibilidade de uma vida melhor na promissora região não demoraram a concretizar-se e assim, outros moradores vieram se juntar àquele pequeno grupo.
        Estaria lançada a semente que daria origem ao que hoje é Dolcinópolis.
        Última edição por Vlamir; 11-03-16, 00:26.
        PHD Vlamir
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        • Vlamir
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2015
          • 686

          #364
          332 Turmalina

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          Município de Turmalina foi fundado em 06 de agosto de 1948 pelo senhor José de Andrade, popularmente conhecido como Zequinha de Andrade e seus colaboradores Jerônimo Trazzi, Antonio Jonas de Menezes, Aurélio Natani, Américo Natani, Antonio Alves Ferreira, Antonio Pontife.
          O Município tem esse nome, graças a uma pedra semipreciosa de nome turmalina garimpada no Mato Grosso pelo irmão de Zequinha, o senhor Clarismundo Francisco de Andrade, que em homenagem a esta pedra denominou o povoado de Turmalina.
          Os moradores que aqui viviam, plantavam algodão, café, milho, arroz, e a principal cultura era o café. Essa atividade atraiu novas famílias que vieram em busca de trabalho.
          Com o passar do tempo e mudanças na estrutura econômica, muitas famílias que residiam em fazendas e lá trabalhavam foram dispensados desses trabalhos e foram para a cidade morar, passando a trabalhar como rurais volantes.
          Última edição por Vlamir; 11-03-16, 00:22.
          PHD Vlamir
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          • Vlamir
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            • Mar 2015
            • 686

            #365
            333 Populina

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            Seu início se deu no ano de 1915, com a chegada da primeira família, a do Sr. Antonio Alves de Oliveira seguida pela do Sr. Jonas Gonçalves de Menezes, que com o correr dos anos se uniram pelo casamento de seus filhos Antonio de Menezes e Laurenciana de Jesus.
            Após 28 anos chegaram nesta região o Sr. Lesbino de Souza Alkimin, vindo em seguida os senhores Antonio Augusto Ribeiro Filho, responsável pelo traçado geográfico; Antonio Augusto Fernandes; e Antonio Custódio Alves, que deram todo o apoio ao Sr. Lesbino à formação da vila, conhecida por Populina.
            Tal denominação tem origem latina, significando: populis - povo; lina - pequena (pequeno povo), mas seu sentido real é reunião de povos, foi conferido ao povoado pelo Sr. Antonio Fernandes.
            No ano de 1946, construíram uma capela e organizaram a primeira festa em louvor a São João Baptista, que ficou sendo o padroeiro do lugar. Nessa festa, vieram missionários capuchinhos, que realizaram cerimônias religiosas e o casamento do Sr. Lesbino de Souza Alkimin com a Sra. Maria Barboza de Souza Alkimin, que eram casados somente em cartório.

            Gentílico:

            Formação Administrativa
            Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:41.
            PHD Vlamir
            Barueri-SP

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            • Vlamir
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              • Mar 2015
              • 686

              #366
              334 Mesópolis

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              Mesópolis
              São Paulo - SP

              Histórico

              Em 1957, Mesópolis era apenas uma clareira aberta no mato, para que no dia 06 de agosto fosse fincada a cruz da missa inaugural, celebrada pelo Padre Walter Passman, marcando assim a solenidade de fundação da promissora cidade de Mesópolis.
              A área urbana foi se expandindo, as ruas tomando forma, as casas rudes de madeira, foram sendo substituídas pelas de alvenaria. As ruas poeirentas asfaltadas.
              Originada de um loteamento feito pelo Dr. Ultimatum Fava e o engenheiro Mozzart Reis, e vendido para várias famílias que foram chegando para o novo povoado. Famílias como as de José Candido dos Reis, Bertani, Felintro Cardoso, Mario Pereira da Costa, Joaquim Ranulfo, Manoel Norte, Geronimo Anselmo, Luis Manoel da Silva, Manoel de Almeida, Pedro Fiúza, Sebastião Dutra Anselmo, Sebastião Correia Pinto, Geronimo Cedral, José Patrício, Geraldo Cristino e outros.
              Devido ao Córrego do Meio, que corta a cidade, dividindo-a ao meio, o povoado recebeu o nome de Mesópolis (meso = meio e pólis = cidade).
              No ano de 1968, Mesópolis possuía 329 casas (zona urbana), com uma população de 7.500 habitantes, entre zona urbana e rural. Em 1991, ao completar seu 34º aniversário, Mesópolis contava com 358 casas (zona urbana) e 4.000 habitantes na zona urbana e zona rural. Pode se perceber que houve uma diminuição da população, isto ocorrendo devido ao êxodo rural. A falta de serviço para os arrendatários e meeiros levou-os a procurar empregos nas grandes cidades.
              Hoje o êxodo rural diminuiu, graças à citricultura e as atividades rurais criadas na região. Devido a esta produção, a cidade recebeu o epíteto de ?Cidade dos Cereais?.
              Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:42.
              PHD Vlamir
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                • Mar 2015
                • 686

                #367
                335 Paranapuã

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                Paranapuã foi fundada no dia 16 de setembro de 1949. A semente de sua fundação foi lançada pelas mãos de Paulo Guilherme Ferraz (proprietário de terras nesta região), auxiliado por muitas pessoas que também queriam ver de perto o progresso.
                O nome do município - Paranapuã, significa "Rios das Abelhas".
                Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:43.
                PHD Vlamir
                Barueri-SP

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                  • Mar 2015
                  • 686

                  #368
                  336 Santa Albertina

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                  Santa Albertina é um município brasileiro situado na região noroeste do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 20º01'55" sul e a uma longitude 50º43'40" oeste. A cidade tem uma população de 5.723 habitantes e área de 272,8 km².
                  Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:46.
                  PHD Vlamir
                  Barueri-SP

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                    • Mar 2015
                    • 686

                    #369
                    337 Santa Rita D"Oeste

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                    A história de Santa Rita D?oeste confunde-se com a história de Santa Fé do Sul, de cujo território se desmembrou.
                    A colonização inicial é também originária da CAIC.
                    Em 1952, Santino Fernandes de Souza e Augusto Alves adquiriram dez alqueires de terras, no córrego da Mina, entre a Estrada Sete e a Estrada Cinqüenta e um, para lá iniciaram um loteamento urbano. Para tanto, contrataram os serviços do mateiro Aníbal Domingos Vieira, que derrubou a mata e construiu, nos atuais limites da cidade, um pequeno rancho de pau-a-pique. Foi a casa símbolo de Santa Rita D?oeste.
                    Logo em seguida, deu-se início a venda de lotes urbanos.
                    José Barbosa, com madeira tirada da própria terra que comprara, constrói a primeira ?venda?, à beira do local onde seria erigido o povoado. Foi essa venda, na realidade, o marco inicial da colonização urbana de Santa Rita D?oeste, porque logo em seguida começaram a fixar-se as primeiras famílias: Clemente Batista, Manoel Caciano, Otávio Ferreira da Rocha e outros.
                    A 22 de maio do mesmo ano, ao pé de um tosco cruzeiro, que a fé dos pioneiros erguera, o padre Afonso Nijkrake, celebrou a primeira missa.
                    O povoado foi se desenvolvendo pouco a pouco, apesar das dificuldades várias da vida pioneira. Dentre elas, destacava-se a falta de água. Benedito Clemente, com sua charrete, transformou-se em ?agueiro? da cidade nova: fazia o transporte de água de Santa Fé do Sul à vila nascente. Somente depois do desmatamento total da área urbanizável é que as primeiras cisternas passaram a dar água. Luiz Zolin abriu um grande poço na baixada do Córrego da Mina e lá é que se abastecia o já vasto casario.
                    O povoado ia se desenvolvendo gradativamente, sentido isso, o Prefeito de Jales, Dr. Pedro Nogueira, fez criar a primeira Escola Municipal de Santa Rita D?oeste e designou para ministrar aulas, donas Maria das Flores Ferreira da Rocha e Elza Vieira da Silva, escola que começou a funcionar em 1953.
                    Um aspecto curioso de então: os pioneiros reuniam-se quase que diariamente sob a sombra de uma paineira existente frente à casa de Clemente Batista, para lá decidiram os interesses comunitários. Aquela paineira era como que uma tribuna pública, onde tudo se discutia e tudo se acertava; desde o pequeno fato de interesse restrito e pessoal, até a decisão maior de se criar o distrito de Santa Rita D?oeste.
                    De Santa Rita D?oeste a idéia de criação do distrito veio para Santa Fé do Sul e no escritório da CAIC, numa reunião de 16 pessoas, na qual se destacavam o Dr. Hélio de Oliveira, Thomas Monte Vicente, José da Graça Veiga, Dionisio Rulli, Alberto Pacheco, Santino Fernandes de Souza, Francisco Moreira Sobrinho e Otávio Ferreira da Rocha, o assunto foi decidido.
                    Otávio liderou o movimento. José Cardoso, comerciante de aves e ovos, encarregou-se de descobrir os eleitores residentes no território que se pretendia elevar a Distrito. Pronta a documentação, deu ela entrada na Assembléia Legislativa do Estado, através do pedido do Deputado Francisco Vieira, que na época substituía o Deputado Salles Filho, então no exercício das funções de Secretário da Justiça do Estado. O distrito foi criado pela Lei n° 2456 de 30 de dezembro de 1953, sendo que em seguida, foi instalado o Cartório do Registro Civil.
                    A partir de então, a vila foi progredindo de tal forma que passou a destacar-se como o mais importante Distrito do município de Santa Fé do Sul.
                    O desenvolvimento foi tal que em 1963 a emancipação política e administrativa de Santa Rita D?oeste se fez necessário. Não houve necessidade de grande trabalho, de lutas legislativas, para esse desiderato. O trabalho apresentado pelo Deputado Jacob Pedro Carollo - autor da resolução que criou o município ? foi pacífico.
                    E a 21 de março de 1965, era solenemente instalado o município de Santa Rita D?oeste e dado posse aos seus primeiros mandatários, que foram:
                    Prefeito, José Sanches Duran; Vice-Prefeito, José Antonio Arêde e Vereadores - Manoel Ávila, Antonio Sobrinho Rossignoli, José Francisco de Carvalho, Nivaldo Lenzi, Giácomo Lezzo, Sebastião Evangelista de Souza, João César Gameros, Celso Silva de Melo e Pedro Bemevenuto Netto.
                    Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:40.
                    PHD Vlamir
                    Barueri-SP

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                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2015
                      • 686

                      #370
                      338 Santa Fé do Sul

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                      Até 1946 a região que hoje Santa Fé do Sul capitaneia, pertencia a John Paget, inglês que nunca viera visitar as terras que possuía e que não se preocupava em colonizá-la. Era um latifúndio improdutivo a mais, nas estatísticas do país.

                      Nessa época, porém, A Companhia Agrícola de Imigração e Colonização , CAIC , subsidiária da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, sabedora dos planos de extensão dos trilhos da Estrada de Ferro Araraquarense, que demandavam às barrancas do Rio Paraná, adquiriu vasta gleba objetivando colonizá-la racionalmente.

                      Uma equipe de funcionários, chefiada pelo engenheiro Dr. Hélio de Oliveira, atingiu a região iniciando os trabalhos de pesquisas e desbravamento do local ainda coberto por densa mata. Em 1947, já estava demarcada uma área de seiscentos alqueires, dividida em duas partes: uma de cem alqueires, destinada ao núcleo populacional que se pretendia eregir; a outra para ser desmembrada em pequenas chácaras circundando a futura urbe.

                      Os trabalhos iniciais foram os mais difíceis. A região, embora palmilhada desde cem anos antes pelos tropeiros, era inóspita e agreste. A mataria cerrada que tantos incêndios sofrera no perpassar dos anos retorcia-se nas coivaras, agigantava-se nos seculares troncos; misterionizava-se nas ciladas da natureza. Mas os primeiros colonizadores da têmpera dos bandeirantes, que não buscavam nem índios, nem pedras preciosas, nem ouro, mas fixação do homem a terra, princípio e fim de todos os anelos abonançavam o incógnito das matas pela crença no progresso da região.

                      E pela primeira vez o rijo aço das ferramentas fere a terra recém conquistada. E dos sulcos arrojados dos primeiros lavradores surgiu a benesse, frutada na colheita agrícola da terra magnânima. A notícia da terra boa correu célere, e para cá vieram, em 1947, as primeiras famílias. A vendola de Salvador Martins se abre: nas poucas prateleiras o pouco de mercadorias para o muito que se necessitava. Antonio Carlos de Santa Fé do Sul e França nasce a 31 de março de 1948. E Emídio Antonio de Araújo constrói a segunda casa no nascente patrimônio.

                      A fé dos desbravadores, representada pela grande cruz que as duas avenidas da cidade formam, na prece permanente de seu povo, quis dar por marco inicial da cidade a primeira missa aqui celebrada: 24 de junho de 1948.

                      As bênçãos do Frei Canuto e a prece do povo frutificaram nos anos seguintes. A firmeza com que a CAIC prosseguia a sua colonização, o método empregado resultante de longa prática acumulada , a exuberância do solo, concorreram para que o rush impressionante que se verificou de 1948 a 1951 fizesse de Santa Fé do Sul uma risonha esperança. Mas a cidade nova estava longe, muito longe dos poderes públicos. Então, os pioneiros se estruturaram na Sociedade dos Amigos de Santa Fé do Sul e assim, governara a nascente povoação até que, em eleição no município de Jales, então jurisdicionante, puderam mostrar sua presença e eleger os primeiros representantes à Câmara Municipal daquela cidade; os senhores Mário Camargo e Antonio Cristiano de Melo.

                      Era uma demonstração pujante de que Santa Fé do Sul progredia. Realmente, nesses cinco anos, aumentara sensivelmente, sendo já bem grande o número daqueles que chegavam e iam estabelecendo na área do povoado e próximo a este. Com o traçado e a abertura das primeiras estradas e a divisão de toda a área em pequenas propriedades, mas acima de tudo, devido ao resultado inicial obtido pelos primeiros colonizadores, Santa Fé do Sul passou a ser conhecida e pretendida, e muitos outros, por isso, passaram a engrossar as fileiras de migração para a nova região cheia de perspectivas e esperanças. Ao mesmo tempo, chegavam os primeiros industriais, juntamente com os novos comerciantes. Conscientes do futuro que os esperava, os habitantes do povoado trataram logo de iniciar as demarcações para a criação do município. Assim pensando, e como parte do plano de ação, em 1950 os eleitores sufragaram maciçamente o nome do senhor Antonio Sales Filho, diretor da CAIC, para a assembléia Legislativa do Estado, o qual, posteriormente, chegando a Secretaria da Justiça, juntamente com outros parlamentares, influenciados pelos anseios e justos desejos da população local, conseguiu a elevação do povoado diretamente à condição de município, em 1953.

                      Dentro de todo o processo de formação do povoado à criação do município, bem como das condições necessárias ao seu desenvolvimento, não podemos deixar de destacar a figura do engenheiro Hélio de Oliveira, superintendente da CAIC e principal planejador do citado progresso. Foi ele que comandou o corpo de funcionários da empresa chegada em 1946, bem como a ele se deve a implantação de um sistema de colonização racional e que produziu os melhores frutos. A ele, pois, cabem as honras de fundador de Santa Fé do Sul.
                      MUNICÍPIO:

                      Em 1953, Santa Fé do Sul não passava de um povoado de Três Fronteiras, sendo esta, Distrito de Paz do município de Jales. Beneficiando-se de um artigo da Lei Orgânica dos municípios, que permitia a fixação da sede municipal num povoado, desde que este apresentasse índice populacional e de arrecadação mais elevado do que o Distrito, nossa cidade foi emancipada. O fato, na época, suscitou muitas discussões, principalmente na Assembléia Legislativa, aonde os debates chegaram a ser acirrados, prevalecendo, contudo, os argumentos que empossaram a tese favorável à sede em Santa Fé do Sul.

                      No dia 30 de dezembro de 1953 foi promulgada a Lei nº 2456, pelo governador Lucas Nogueira Garcez, elevando o Distrito de Três Fronteiras à condição de município, com sede em Santa Fé do Sul. No dia 1º de janeiro de 1954, o Diário Oficial do Estado publicava o inteiro teor da Lei. No dia 03 de outubro do mesmo ano, os eleitores eram convocados para as primeiras eleições municipais, que transcorreram num clima de tranqüilidade, tendo sido eleito primeiro chefe do executivo santafessulense, o senhor Alberto Pacheco. Foi eleito vice-prefeito o senhor João José da Silva e a Câmara Municipal ficou assim composta: Thomaz Monte Vicente, Raul Bíscaro, Hirnock Conceição da Silva, Miguel Renda, Francisco Moreira Sobrinho, Joaquim Saiki, Mario Saraiva, Carlos Fuzza, Antonio Modesto da Cunha, Jonas Batista de Souza e Moacir Ribeiro da Silva.
                      Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:39.
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                        339 Rubinéia

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                        Rubinéia, cidade fronteira, surgiu do amor. Matrimonial e telúrico. O topônimo é a fusão eufônica e carinhosa de Rubens e Néia (Nair) marido e mulher que tanto se amaram e que possuíam a terra onde hoje ergue-se a cidade.
                        Ele, Rubens de Oliveira Camargo, pioneiro da região, homem destemido e desbravador, destacou-se, na curta vida que teve, pelo bandeirismo moderno, de plantador de civilização. Rubens, que a morte cortou cedo num desastre aviatório em plena campanha eleitoral eleitoral quando candidato único a primeiro prefeito de Santa Fé do Sul, tinha a ânsia de transformar a terra em agente de progresso, de fazer brotar de cada árvore caída uma casa, um lar...Foi herói, sem o saber.
                        Seu trabalho não se prendeu em garantir posses, sua atividade não se perdeu em fazer fazendas: seu amor telúrico foi tanto que à terra ele se dedicou ? a alma e o corpo ? na paixão incontida de somente amar.
                        Rubens de Oliveira Camargo sabia que os trilhos da Estrada de Ferro Araraquara chegariam às barrancas do Rio Paraná, cortando suas terras, como a trilha centenária dos tropeiros do Porto Tabuado. Sabia que forçosamente no terminal da via férrea surgiria uma cidade...Não aguardou, contudo, a valorização, para entregar caro parte de suas terras - que ele tanto amava. Era desprovido do egoísmo, do amor possessivo. Planejou, então, o loteamento, vender era o que menos lhe interessava...Para quem quisesse vir à sua Rubinéia havia sempre um lote ainda não compromissado, não vendido, que era doado. Condição? Construir, mesmo que fosse à sua expensa.
                        Bruno Nilsen e Júlio Montanari, vizinhos das terras de Rubens, abrem por volta de 1950, as primeiras propriedades agrícolas; sabem eles também que a terra é dadivosa, que todos os sacrifícios são compensados pelas bemesses de colheitas exuberantes. Pouco importa que cá ou lá haja o mistério da terra intangida. Para que o medo do conhecimento e do chão ferido pelo aço benfazejo, das ferramentas há de surgir o progresso, a fortuna?
                        Em 1951 aparecem, na terra onde Rubinéia com amor foi plantada, os primeiros povoadores. Deles o destaque todo especial a Bento Félix da Silva, o pioneiro autêntico, cujo amor à terra se equipara a paixão do fundador.
                        Félix muda-se para Rubinéia no primeiro momento, quando não havia ainda casa alguma. Seus pertences, por alguns dias quedam-se sob frondosa árvore, um velho ipê, tão resistente quanto sua fibra.
                        A primeira casa que ele constrói, surge rapidamente. Montanari fabrica-lhe os tijolos; a madeira dá-lhe a própria terra. É uma grande casa, com portas para salão comercial, para a ?Venda?, que logo a seguir se abre. É bem verdade que pouco antes já há um boteco, com o sugestivo nome de ?Fecha Nunca?, atendia aos poucos viajantes que demandavam ao Porto Tabuado; é certo também, que Chiquinho, nos acampamentos dos tropeiros, já bebericava em torno de histórias de um tempo que nunca existiu; é real, ainda, que os camaradas do Coronel João Lara ? da velha Fazenda Santa Fé ? para cá vinham em busca de cachaça e aventuras. Mas as aventuras, os acampamentos, o ?Fecha Nunca? foram sombreados pelo Boteco do Felix, com três garrafas na prateleira e uma conversa extraordinária atrás do balcão.
                        Por volta de 1952 aporta na vila que então nascia, Mancel Cândido de Azevedo, que monta uma tosca serraria. Ele mesmo, auxiliado por outros poucos pioneiros, derruba, na atual Praça da Matriz, duas velhas aroeiras e, ali mesmo, a machado, lavra o lenho para erigir o cruzeiro.
                        E a 3 de outubro daquele ano, sob a invocação de Santa Terezinha, pedem ao céu a proteção à urbe que nascia...Lá está silenciosa, a orar, Dona Maria Campeira, velha de tantas virtudes e variado conhecimento, que sabia como ninguém o benzimento para a cobra venenosa, a oração para quebranto, as mezinhas para a maleita, o emplasto para as dores sem nome...Lá estão, observando atentos o Padre Walter a reproduzir o mistério da fé, José Gimenes, o hoteleiro, Nicola Balbi, Euclides, Moacir Ribeiro da Silva, Antonio Spinoza e mais uma vintena de pessoas...
                        O Distrito de Rubinéia foi criado pela lei qüinqüenal de 1953, através do trabalho de Rubens de Oliveira Camargo junto aos líderes de Santa Fé do Sul e ao representante da região na Assembléia Legislativa, o Deputado Salles Filho. Pouco antes, contudo, o então governador Lucas Nogueira Garcez dava por inaugurada a Estrada de Ferro.
                        Os passageiros que demandavam a Mato Grosso, não raro, chegavam a Rubinéia e para percorrer os quatro quilômetros de estrada, entre a estação e o Porto, levavam um dia: a estrada que margeava o rio era toda um atoleiro só, que somente um carro de boi com cinco juntas conseguia transpor.
                        A estrada de ferro foi indubitavelmente, um fator de progresso para a cidade, não só pelo considerável número de empregados que para cá trouxe, como também pelos melhoramentos que fez surgir.
                        Em 1952, quando Rubinéia já possuía perto de 600 eleitores, surgiu liderada pelo então vereador Osmar Antônio Moraes, a campanha pela emancipação política, campanha essa que teve destacado trabalho do presidente do partido político situacionista ? PSP ? Manoel Cândido de Oliveira.
                        Foi necessário, para a emancipação de Rubinéia, um intenso trabalho junto à Assembléia Legislativa, posto que o governador do estado da época, vetará a criação do município.
                        Finalmente, Rubinéia foi emancipada politicamente, pela lei n° 8092, em 28 de fevereiro de1964. Seus primeiros mandatários foram empossados a 20 de março de 1965 e foram constituídos: Prefeito, Osmar Antonio Novaes; Vice-Prefeito, Lázaro Gonçalves da Silva e Vereadores ? Carlos Sampaio, Selestrino Pereira da Silva, Sebastião André de Paula, Mancel Biaspo de Aragão, Agenor Oliveira Dias, Manoel Dias, Jesus Honório, Geraldo Rodrigues da Silva e Elias Pereira Machado.
                        Localização: O município está localizado no extremo noroeste do estado de São Paulo, distante 634Km da capital paulista, na mesorregião de São José do Rio Preto e microrregião de Jales. Limita-se ao norte com Santa Clara D?oeste, ao sul com Aparecida D?oeste e Suzanápolis, a leste com Santa Fé do Sul e a oeste com Ilha Solteira e Aparecida do Tabuado-MS. Sua área é de 234,3 Km². Sua sede situa-se a 20°10?46?de latitude sul, 51°00?08? de longitude Wgr. E 318 metros de altitude. Seu clima é tropical úmido com inverno seco.
                        Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:37.
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                          #372
                          340 Santa Clara D' Oeste

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ID:	228752

                          A região onde hoje se encontra a cidade de Santa Clara D?oeste foi das primeiras a ser povoada quando do loteamento da antiga Fazenda Ponte Pensa, em 1948, pela CAIC.
                          Tão logo se iniciou a venda de pequenos sítios lá pelas bandas do córrego do Contra, Joaquim Rosemiro, João Pereira de Almeida e José Cabral embrenharam-se na mataria em busca de terra onde fosse fértil o cultivo e mais fácil a vida. Pouco se lhes importava a esses pioneiros, se a região guardava ainda todo o mistério primitivo; se as onças, as cabras, lá tinham o seu império. Mais valia a eles, a feracidade de uma terra exuberante e inexplorada.
                          Com erectos troncos e eriçados sapés, alinham, nas terras em que se afazendaram, as primeiras choupanas, derrubam a matéria e iniciam o labor agrícola. A terra generosa retribui a faína enobrecedora: surgem as colheitas.
                          Em 1949 outras famílias bandeiam-se para a região do Contra: Alcino Facincani, João Gaspareto, Vicente Panucci... Depois, vieram Jerônimo Marques Sobrinho, Odélio Horácio Neto, Antônio Vieira, Albino Costa, Albino Caldeirani e outros.
                          Estava decretada a colonização total. Giocondo Giovani Gazotto e seu filho Gemy Luiz Gazotto, perceberam que o núcleo rural que se formara com tanto entusiasmo, necessitava de um apoio urbano. Decidiram, então, lotear um sítio que possuíam no Córrego do Contra, para lá fundar uma cidade. O nome escolhido: o de Santa Clara, em homenagem à filha dileta do fundador.
                          A 21 de março de 1951, José da Graça Veiga Calson ? Zé da Graça ? como é sobejamente conhecido esse místico bandeirante da alta araraquarense, inicia a povoação: a cruz de Cristo, num tosco madeiro, é levantada solenemente, sob o entusiasmo de todos, e padre Armando Geste, celebra a primeira missa, invocando a proteção da padroeira da nova cidade.
                          Já por ocasião da primeira missa, Zé da Graça havia construído a primeira casa de pau-a-pique ? evidentemente onde instalara a venda, centro de onde irradiava toda a vida comunal que então surgia. Era lá que Germano Logatho ? o sanfoneiro do lugar ? cavaqueava com os irmãos Nogueira, violeiros que promoviam os primeiros bailes. Na venda que Zé da Graça construira e que Vicente Panucci montara, é que os engraçados Virgílio e Bocano, eméritos bebedores de cachaça, divertiam os circunstantes.
                          A vila progredia. Inúmeras famílias para lá se transferiram: eram agricultores de poucas posses, comerciantes que se iniciavam nas lides. Surgiu a necessidade de escola. O prefeito de Jales, Dr. Pedro Nogueira, que então jurisdicionava sobre toda vasta região, cria a escola municipal e designa para ministrar aulas aos primeiros habitantes de Santa Clara D?oeste, donas Helena Mascarenhas e Ana Fernandes.
                          Por volta de 1953, dois anos após a fundação da vila, Santa Fé do Sul lutava titânicamente para elevar-se a município. Para tanto necessitava mostrar sua potência. Zé da Graça, que exercia as funções de vereador junto a Câmara Municipal de Jales, tem a iniciativa de criar o Distrito de Santa Clara D?oeste: faz o levantamento estatístico, peticiona em nome dos eleitores residentes no território que pretendia elevar-se a Distrito, e junto ao deputado Francisco Vieira realiza o trabalho de fazer com que a Assembléia Legislativa se interessasse pelo assunto. A Lei n° 2456, de 30 de dezembro de 1953, mandamentou essa vontade inicial de José da Graça.
                          Criado-se o Distrito, instala-se a seguir o Cartório do Registro Civil.
                          Depois, o então Distrito passou por uma fase crítica de conseqüências extraordinárias: a Fazenda São João do Bosque, de propriedade de José Carvalho Diniz, começou a ser colonizada. A colonização, contudo, foi irracional. Retirantes nordestinos eram trazidos para cá e jogados na enorme fazenda, sem qualquer assistência. Por abrigo, tinham eles as árvores frondosas que deviam ser derrubadas; por alimento, o macaúba, coco que empanzina, mas não nutre; por proteção, somente Deus. A fome foi tanta, a miséria foi tal, o sofrimento foi tão veemente que em um ano povoou-se todo o cemitério com corpos de criança que faleceram de inanição. Tal episódio que denigre a história de Santa Clara D?oeste, por culpa exclusiva de um latifundiário insensível, deu causa ao mais grave problema social que atingiu a região. A fome foi apelidada de subversão e ao invés de alimento ao lavrador faminto deu-se-lhe polícia e cadeia. É o culto das tradições...
                          O município de Santa Clara D?oeste foi criado pela Lei qüinqüenal n° 8092, de 28 de fevereiro de 1964. Para sua criação muito contribuíram o prefeito de Santa Fé do Sul, Thomaz Monte Vicente e os santa-clarenses, Jerônimo Marques Sobrinho, Alcino Facincani e Benedito Oswaldo Boldino, então vereadores do distrito e Manoel Martins, dinâmico comerciante radicado na cidade.
                          Após realizada a primeira eleição municipal, em ato solene, instalou-se em 21 de março de 1965 a novel comuna, sendo dado posse a seu primeiro prefeito, Sr. Jerônimo Marques Sobrinho, e Vice-Prefeito o Sr. Antonio Facincani. O corpo legislativo ficou assim constituído: Alcino Facincani, Antonio Rondina, Belmiro Acácio de Lima, Antonio Bordini, Nelson Stagliano, Luís Costa, Emídio Paes de Almeida, Benedito Pereira dos Santos e Jesus Rodrigues Correia.
                          Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:35.
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                            341 Três Fronteiras

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                            Três Fronteiras é o resultado da unificação de dois povoados: Marcondes Filho e São José da Alegria, implantados respectivamente, pela Empresa Paulista de Colonização LTDA e José Manoel Ferreira.
                            Desde o final do século passado, a região era conhecida como passagem obrigatória dos tropeiros, que vindo de Mato Grosso, através do Porto Tabuado, encaminhavam-se para nosso estado, trafegando pela centenária Estrada Boiadeira, onde existiam esparsas pousadas de bois. As mais recentes, na década de 1940, eram as da família de Policarpo, situada no córrego do Marruco e da família Ferreira, situada no córrego da Alegria.
                            Em 1938, José Manoel Ferreira adquiriu nestas paragens, uma gleba de 800 alqueires e seu sobrinho (e genro) , João José da Silva, conhecido por João Egídio, comprou outra de 450 alqueires, iniciando no ano seguinte, no local, a atividade agropastoril. Por volta de 1944, José Manoel Ferreira vendeu a um grupo de pessoas da cidade de Lins, sócios fundadores da Empresa Paulista de Colonização, uma área aproximada de 60 alqueires, próxima ao local onde estava projetada a ferrovia, antiga Estrada de Ferro Araraquarense. Nesse terreno, e às margens do futuro leito ferroviário, os empreendedores de Lins iniciaram um loteamento urbano a que deram a denominação de Marcondes Filho.
                            Despertado pela idéia de ver surgir uma cidade no local, josé Manoel Ferreira, iniciou logo após, a implantação de outro povoado, ao lado direito da futura linha férrea. Em 10 de outubro de 1947, José Manoel Ferreira e Mário Bretas Saraiva, representando a Empresa Paulista de Colonização, resolveram unificar os povoados, com a denominação de Três Fronteiras, constando como data de fundação, o dia 12 de outubro de 1947 e tendo como padroeira, Nossa Senhora Aparecida.
                            Seus primeiros moradores foram: Jovelino Policarpo, Antonio de Melo, João José da Silva (João Egídio), José Manoel Ferreira e Mário Bretas Saraiva. Do final da década de 40 até meados dos anos 50, inúmeras famílias vieram para a terra nova, destacando-se entre elas as que se incorporaram à história do município: famílias de Miguel Renda, de João Manoel Sevilha Dias, de José Claudio Fogaça, de Aloísio Silva Nascimento, de Raul Bíscaro, de José do Nascimento, de Gilberto Mercante, família Marconcini, família Parra e outras mais.
                            As atividades econômicas do município foram determinando as diversas etapas de seu desenvolvimento. Até o início da colonização urbana, a predominância foi a de extração de madeira e a pequena pecuária. Daí, até meados da década de 50, a produção de cereais, a indústria madeireira e olarias. Da metade dos anos 50 até por volta de 1965, o município de Três Fronteiras foi um dos maiores produtores de algodão do estado, e paralelamente, a cafeicultura firmava-se como fator de primordial importância para o seu desenvolvimento econômico. A partir de então, ocorreu considerável diversificação , com o surgimento heterogêneo de culturas, destacando-se as de amendoim, milho, arroz, feijão, algodão,laranja e tomate. Nestes últimos anos, em virtude do lago alimentador da hidrelétrica de Ilha Solteira, vem surgindo a atividade turística, com implantação de loteamentos de lazer às margens do lago.
                            Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:34.
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                              342 Ilha Solteira (pernoite hotel urubupunga)

                              Click image for larger version

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                              Ilha Solteira São Paulo - SP
                              Histórico
                              O município de Ilha Solteira foi criado em 30 de dezembro de 1991. Suas mais antigas referências datam de 30 de novembro de 1944, quando tornou-se distrito do município de Pereira Barreto com o nome de Bela Floresta. Mais tarde, em 8 de maio de 1989, por meio de uma lei municipal, sua sede foi transferida para o então povoado de Ilha Solteira. A cidade teve seu desenvolvimento impulsionado pela construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, que movimentou um grande contingente de mão-de-obra. Essa região, carente de apoio por parte de centros maiores, precisou desenvolver uma infra-estrutura mínima para a construção de alojamentos e vilas operárias para os trabalhadores. Até então, o povoado possuía uma rede urbana precária, ou quase inexistente, porque a ocupação da região foi marcada pela pecuária extensiva, pelos latifúndios, pela baixa densidade populacional e pela grande distância dos centros mais significativos.
                              Gentílico: Ilhense
                              Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:32.
                              PHD Vlamir
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                                #375
                                343 Pereira Barreto

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                                PEREIRA BARRETO SÃO PAULO
                                HISTÓRICO
                                O povoamento da região onde hoje se localiza o Município de Pereira Barreto iniciou-se com a instalação da colônia militar de Itapura, próxima do salto do mesmo nome no Rio Tietê, em 1858, quando o Governo incumbiu o Tenente da Armada, Antonio Mariano de Azevedo, de promover a ligação entre as tropas da fronteira com o Paraguai e o Império.
                                A maior parte do território era ocupada pelas fazendas Urubupungá e Araçatuba e, a partir de 1920, foram adquiridas pelo mineiro Jonas Alves de Mello que, em 1928, vendeu a última a Mitsusada Umetami, um dos dirigentes da Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda.
                                Em 1932, Kunito Miyasaka e Carlos Y. Kato assumiram a colonização da região.
                                Fundaram a localidade de Novo Oriente em território do Distrito de paz de Itapura, criado em outubro de 1909.
                                A Colonizadora loteou a grande gleba em propriedades de 10 alqueires de terra cada uma, vendendo-as aos imigrantes japoneses que iniciaram a derrubada das matas e a utilização do solo fértil para a agricultura.
                                A sede da fazenda, local onde hoje se encontra Pereira Barreto, foi ligada à localidade de Lussanvira, onde havia uma estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e em 1934 a Sede do Distrito passou para Novo Oriente.
                                A construção de ponte pensil, em 1935, sobre o Rio Tietê facilitou a ligação com Porto Tabuado, Mirandópolis e Araçatuba.
                                Em novembro de 1938 o Distrito de Novo Oriente foi elevado a município, com o nome de Pereira Barreto, em homenagem ao Dr. Luiz Pereira Barreto, médico, cientista e professor.

                                GENTÍLICO: PEREIRA-BARRETENSE
                                Última edição por Vlamir; 10-03-16, 22:30.
                                PHD Vlamir
                                Barueri-SP

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