São Paulo de cabo a rabo.

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  • Vlamir
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2015
    • 686

    #61
    57/645 rio das pedras

    57 Rio das pedras 33.100 HAB
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    No século XIX, à beira do riacho Tijuco Preto, os tropeiros que demandavam ao interior de São Paulo, faziam pousada na casa de uma família de lavradores ali instalada, cujo chefe chamava-se Pedro, passando o local a se chamar Pouso do Rio das Pedras, em razão das filhas do Pedro.
    Entre 1870 e 1871, a Estrada de Ferro Ituana (atual FEPASA), estendeu seus trilhos até Piracicaba, cortando a região de Rio das Pedras, sendo então construída a estação local que, também, tomou o nome de Rio das Pedras.
    Antônio Garcia Prates, um dos empreiteiros da estrada, Antônio Teles e outros, atraídos pela fertilidade do solo, adquiriram terras e construíram a capela do Senhor Bom Jesus. Estava iniciado, pois, o povoado que deu origem à Freguesia do Senhor Bom Jesus de Rio das Pedras.
    À medida que o Município foi se desenvolvendo, baseado na cafeicultura e auxiliado pelo braço do imigrante italiano, foram-se criando diversos melhoramentos: iluminação elétrica, em 1913; posto telefônico, entre 1913 e 1916; e abastecimento de água canalizada, em 1916.
    Com o advento da plantação de cana-de-açúcar, transformando radicalmente as atividades agrícolas do Município, e a conseqüente industrialização do produto, além dos pequenos estabelecimentos industriais, produtores de aguardente e açúcar batido, já existente em 1952, ali se estabeleceram usinas maiores, produtoras de álcool e açúcar.

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      • Mar 2015
      • 686

      #62
      58/645 piracicaba

      58 Piracicaba 389.000 HAB
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      Em 1766, o capitão-general de São Paulo, D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão, encarregou Antônio Corrêa Barbosa de fundar uma povoação na foz do rio Piracicaba. No entanto, o capitão povoador optou pelo local onde já se haviam fixado alguns posseiros e onde habitavam os índios Paiaguás, à margem direita do salto, a 90 quilômetros da foz, no lugar mais apropriado da região. A povoação seria ponto de apoio às embarcações que desciam o rio Tietê e daria retaguarda ao abastecimento do forte de Iguatemi, fronteiriço do território do Paraguai.
      Oficialmente, o povoado de Piracicaba, termo da Vila de Itu, foi fundado em 1º. de agosto de 1767, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres. Em 1774, a povoação constitui-se freguesia, com uma população estimada em 230 habitantes, desvinculando-se de Itu em 21 de junho.
      Em 1784, Piracicaba foi transferida para a margem esquerda do rio, logo abaixo do salto, onde os terrenos melhores favoreciam sua expansão. A fertilidade da terra atraiu muitos fazendeiros, ocasionando a disputa de terras. Em 29 de novembro de 1821, Piracicaba foi elevada à categoria de vila, tomando o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à promulgação da Constituição Portuguesa, ocorrida naquele ano.
      A partir de 1836, houve um importante período de expansão. Não havia lote de terra desocupado e predominavam as pequenas propriedades. Além da cultura do café, os campos eram cobertos pelas plantações de arroz, feijão e milho, de algodão e fumo, mais pastagens para criação de gado. Piracicaba era um respeitado centro abastecedor.
      Em 24 de abril de 1856, Vila Nova da Constituição foi elevada à categoria de cidade. Em 1877, por petição do então vereador Prudente de Moraes, mais tarde primeiro presidente civil do Brasil, o nome da cidade foi oficialmente mudado para Piracicaba, "o mais certo, o correto e como era conhecida popularmente".
      O nome da cidade vem do tupi-guarani, significado lugar onde o peixe pára. É uma referência às grandiosas quedas do rio Piracicaba que bloqueiam a piracema dos peixes.

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        • Mar 2015
        • 686

        #63
        59/645 águas de são pedro

        59 Águas de São Pedro 18.200 HAB
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        Como sesmaria, as terras de Àguas de Lindóia foram doadas a Manoel de Castro em 1790. Anteriormente a essa data era um ponto situado nas serras, conhecido apenas por aventureiros que cruzavam as matas em busca do ouro das Minas de Goiás e que, tendo contraído doença nas suas incursões, encontraram a cura nas águas mornas que brotavam das montanhas. A notícia se espalhou e a localidade passou a ser chamada Àguas Santas.
        Somente por volta de 1909, o médico italiano Francisco Tozzi, através do Padre Henrique Tozzi, soube das propriedades medicinais das águas quentes. Os argumentos do padre Henrique o convenceram e o Dr. Tozzi, que residia em Serra Negra, acabou comprando a região leiloada pelo governo, tornando a propriedade patrimônio público.
        Em meados de 1930, chegou a Águas de Lindóia o Dr. Vicente Rizzo, que, casando-se com a filha do Dr. Tozzi, juntou-se a ele na campanha de emancipação político-administrativa de Estância, o que não tardou.
        Em 1946, o Governo do Estado procedeu à desapropriação das fontes medicinais, dando início a um plano de obras e melhoramentos. Águas de Lindóia foi dotada, então, de um dos mais belos e completos balneários do País.
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          • 686

          #64
          60/645 sao pedro

          060 São Pedro 34.100 HAB
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ID:	204205

          Em 1856 quando Piracicaba foi elevada à cidade, igualmente foi criada a capela de São Pedro, porque então não passava de um bairro sertanejo, aos lados do Picadão, que era caminho de Brotas, São Carlos, Araraquara, Dois Córregos, Jaú e outras ricas zonas do oeste Paulista, na época, em pleno surto de povoamento e progresso, para onde afluíam as levas de pioneiros desbravadores de sertões, à procura de terras novas para a cultura do café, que então começava a despontar como grande fonte de riqueza e progresso.
          Encostada à Serra de Itaquiri - atualmente Serra de São Pedro - de cujas culminâncias se avista grande parte dos vales dos rios Piracicaba e Tietê, as montanhas de Botucatu e um extenso horizonte a perder-se pelo sul do Estado, a nossa primitiva capela era pouso obrigatório de todos os viajantes, que nela encontravam um clima ameno, uma população hospitaleira e as saudáveis diversões da caça e pesca, esta última ainda hoje praticada no piscoso rio Piracicaba, cujo vale comprime o Município entre o rio e a serra, numa grande extensão até a confluência do Tietê, já no Município de Dois Córregos.
          Entre as diversas famílias que aqui se estabeleceram, vindas de diversos pontos do Estado de São Paulo e do sul de Minas, sobressaía-se a família Teixeira de Barros, como uma das mais numerosas, a qual deu a São Pedro o seu fundador: Joaquim Teixeira de Barros nascido em 8 de abril de 1790 e falecido em 3 de outubro de 1897, com a elevada idade de 107 anos, 5 meses e 25 dias.
          A primitiva povoação desenvolveu-se em terrenos doados por Floriano da Costa Pereira.
          Entre os primeiros habitantes que contribuíram de forma notável para alicerçar e desenvolver os primeiros fundamentos da povoação de per si e pela operosa e numerosa descendência que deixaram, destacam-se os seguintes: o Capitão Afonso, o Capitão Veríssimo Prado, Antônio Teixeira de Barros, Antônio Teixeira Escobar, que fez construir a primeira igreja e alinhou as primeiras ruas, Joaquim Pedroso de Queiroz e sua mulher, Gabriela Maria de Jesus, que construíram muitas casas, lembramos ainda Manoel Morato do Canto, Afonso Gentil de Andrade e Antônio Gonçalves Ribeiro.
          Elevado a termo judiciário anexo à comarca de Piracicaba em 1890.
          Em 1892 foi São Pedro elevado a categoria de comarca em virtude da Lei Provincial n.º 80, de 25 de agosto.
          São Pedro experimentou, em 1894, um novo surto de progresso, com a chegada até a cidade dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana.
          Em 1897, no dia 31 de dezembro, inaugurando-se o Jardim Público, levado a conclusão por iniciativa particular, em frente à bela matriz que foi inaugurada solenemente em 29 de junho de 1898.
          Em 1906 foi inaugurado o serviço de abastecimento de água, captada ainda hoje de nascentes do alto da serra. Sobre a pureza cristalina da água dessas nascentes muito se tem falado, principalmente os visitantes de outras plagas.
          A cidade de São Pedro, situado em posição geográfica central no Estado de São Paulo, servida por bons meios de comunicação com a capital do Estado e outros centros populosos do interior bandeirantes, constituí notável lugar de veraneio, dada a excelência do seu clima e pelos encantos de suas paisagens, podendo tornar-se em futuro próximo em notável centro de turismo.

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            • Mar 2015
            • 686

            #65
            61/645 santa maria da serra

            061 Santa Maria da Serra 5.900 HAB
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            Encaixadas entre a Serra de São Pedro e o rio Tietê, as terras banhadas pelo Ribeirão Bonito e seus afluentes, córrego do Ronca ao norte e do Moquem ao sul, foram colonizadas a partir de 1867 por Antônio Justiniano Barbosa e seu genro, Feliciano de Oliveira Dorta, procedentes de Piracicaba.
            Doaram uma gleba para formação de um patrimônio, auxiliados por Thomás Firmino da Silva, Maria Simplícia de Oliveira, Afonso Agostinho Gentil de Andrade, Antônio Barbosa Lima, Eduardo de Oliveira Dorta, Francisco Pereira de Godoy, Pedro da Silveira Franco, Laura Maria de Oliveira, Damiano Barbosa Cesar e do Barão de Rezende.
            Em 1867 efetivou-se a doação das terras, onde ergueu uma capela em louvor a Santa Maria, que se tornou Padroeira da povoação.
            Em terras da fazenda Ribeirão Bonito desenvolveu-se o núcleo, em 1881 elevado a freguesia de Santa Maria. Em 1944, o nome foi alterado para Tupanci.
            Em 1953, passou a chamar-se Santa Maria da Serra, que lembra ao mesmo tempo a Padroeira e a Serra do Tabuleiro, uma ramificação da serra de São Pedro, no norte de seu território.
            O seu progresso é ligado à produção agrícola, primeiro, a mandioca e mais recentemente, a cana-de-açúcar e indústria de essências vegetais.

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              • Mar 2015
              • 686

              #66
              62/645 charqueadas

              062 Charqueadas 16.300 HAB
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              O povoamento das terras situadas entre os rios Piracicaba e Corumbataí, onde hoje está localizado o Município de Charqueada, iniciou-se provavelmente nas fazendas de Luiz Antônio de Souza Barros, José Elias Pacheco Jordão e Elias Silveira Leite, em torno de 1859.
              Contribuíram para o povoamento, muitas famílias de imigrantes Alemães, Italianos e Suíços, que se estabeleceram na agricultura, no comércio e na indústria.
              Com a chegada dos trilhos da antiga Ituana e depois Estrada de Ferro Sorocabana, Luiz Antônio de Souza Barros construiu armazém e hospedaria junto a estação de parada, vendendo-os alguns anos após a Paulino Teixeira Escobar e os transferiu para Antônio Furlan.
              Antônio Furlan, que é considerado o fundador de Charqueada, a partir de 1894, iniciou a construção de olaria, máquina para beneficiamento de café e arroz, de serraria, de hotel e farmácia, promovendo a vinda de novos moradores.
              O fundador também instalou e manteve a primeira escola até 1907, quando a Prefeitura de Piracicaba assumiu o encargo. Em 1903, fez construir a 1º capela de Charqueada e mais tarde o terreno para construção da igreja Matriz e do cemitério foi doado por José Ferreira de Carvalho.
              Em agosto de 1911, foi criado o Distrito de Paz e o Município instituído em janeiro de 1954.
              O nome de Charqueada tem origem no fato de os primitivos caçadores da região prepararem a carne da caça em forma de ?charque? para sua conservação.

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                • 686

                #67
                63/645 ipeuna

                63 Ipeuna 6.800 HAB

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                A história de Ipeúna remonta ao ano de 1890, quando Vicente Barbosa, considerado o fundador da mesma, doou uma área de seis alqueires de terras, na região conhecida como Santa Cruz da Invernada, local onde se ergueu uma capela, cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição. Logo os interessados tomaram posse da área doada e outros compraram terras ao redor desse patrimônio, originando-se assim os primeiros sinais de uma nova comunidade.
                Em 1894, o patrimônio é elevado a Distrito de Paz, cujo artigo 1º assim se expressava: "Fica criado com o nome de Santa Cruz da Boa Vista, um Distrito de Paz em Santa Cruz da Invernada", núcleo de população do município de "São João do Rio Claro".
                Em 1897, criou-se o Distrito de Paz de Passa Cinco, gerando dessa forma a duplicidade de nome para o mesmo Distrito.
                O nome "Passa Cinco" dado ao Distrito originou-se do rio que banha a região, porque quem partisse da Cidade de São João do Rio Claro, com destino a Santa Cruz , tinha de atravessar cinco águas. A quinta e última a se transpor, ficou conhecida por Passa Cinco.
                Em 1906, para dispor da duplicidade de nomes, passou a denominar-se "Ipojuca" , que significa "água suja", situação que prevaleceu até 1944, quando mudou para "Ipeúna", significando "ipê preto".
                Em 1964, a Assembléia Legislativa do Estado promulga a elevação do Distrito à categoria de Município.

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                  • 686

                  #68
                  64/645 santa gertrudes

                  064 Santa Gertrudes 24.500 HAB
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                  Santa Gertrudes teve origem na sesmaria do Morro Azul, em 18 de junho de 1821, quando o Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão e sua mulher, Dona Gertrudes Galvão de Oliveira Lacerda, adquiriram naquele local a gleba denominada Laranja Azeda.
                  Em 1848, a gleba Laranja Azeda foi herdada pelo filho do Brigadeiro, Barão de São João do Rio Claro, Amador Rodrigues de Lacerda Jordão, por morte de sua mãe.
                  Em 1854, o Barão de São João do Rio Claro, formou aí uma fazenda de cana-de-açúcar e café, dando o nome de Santa Gertrudes, homenagem à sua mãe, onde, em 1866, foi erigida a capela com o mesmo nome.
                  Com a passagem da Estrada de Ferro pelo local, em 1876, foi construída uma estação com o nome de Gramado, nas imediações da fazenda, e ao redor da mesma começou a desenvolver-se o povoado. Com o altar totalmente trabalhado em madeira, no ano de 1898, foi reconstruída a capela de Santa Gertrudes, que em 1900 recebeu indulgências papais, através de Leão XIII. A Câmara Municipal de Rio Claro, em 1908, autorizou a instalação da iluminação do povoado, contribuindo para seu desenvolvimento. O Distrito de Paz foi criado em 1916, em 1925, Joaquim Raphael da Rocha doou um terreno à Cúria, construindo a igreja de São Joaquim, que se tornou o padroeiro.
                  Em 1948, o Distrito, até então petencente ao município de Rio Claro, é elevado à categoria de município.
                  Em 1967 foi regulamentado o dia do município, 16 de agosto


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                    • 686

                    #69
                    10% atingidos 65/645 CORDEIRÓPOLIS

                    065 CORDEIROPOLIS 23.000 HAB
                    10 % nada fácil
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ID:	204222

                    Ainda no século passado iniciou-se a colonização de Cordeirópolis, nome decorrente da antiga fazenda Cordeiro.
                    O Distrito de Paz de Cordeiro, criado em 7 de agosto de 1889, era então formado das povoações de Cordeiro e de Cascalho.
                    A luta pela sua emancipação iniciou-se bem cedo; já em setembro de 1902, a população reivindicava ao Congresso Legislativo do Estado a criação do Município.
                    Em 1943, em decorrência de Decreto Federal, a população de Cordeiro, mediante plebiscito, escolheu novo nome para a localidade, que passou a chamar-se Cordeirópolis a ?cidade do cordeiro

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                      • 686

                      #70
                      66/645 indaiatuba

                      066 Indaiatuba 227.000 HAB
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                      A província de São Paulo quase não tinha núcleos urbanos até o século XVIII, e em nossa região existiam apenas as Vilas de Itu e Jundiaí. Então, o governo português implementou uma vigorosa política de incentivo à produção de açúcar na província, na segunda metade do século XVIII. Essa iniciativa, deslanchada pelo governador Morgado de Mateus, visava estimular o povoamento do interior de São Paulo. Seu objetivo era incentivar o surgimento e crescimento de novas Vilas, criando núcleos de população para enfrentar um possível avanço dos espanhóis no sul do país.
                      Em seu início, o povoado de Indaiatuba foi um dos bairros rurais da Vila de Itu, no caminho que era passagem de tropas para o sul do Brasil, passando por Sorocaba, e do sul para as vilas mineradoras de Mato Grosso e Goiás, passando pelo mesmo caminho. No século XVIII os caminhos para o interior eram estreitos, sendo percorridos com o auxílio de mulas, burros e cavalos, que transportavam todo o comércio regional e de exportação. O arraial aparece como Indayatiba já nos registros do censo de 1768. Com uma pequena população que vivia, sobretudo, de suas roças de milho e feijão, esse arraial também é chamado de Cocaes, por causa dos seus campos de palmeiras Indaiá.
                      Encontramos, nos séculos XVIII e XIX, referência aos bairros de Piraí, Itaici, Mato Dentro, Buru e Indaiatuba. Como aconteceu também com outros povoados próximos, a dinâmica econômica trazida pela produção de açúcar e aguardente mudou a vida dos pequenos bairros rurais que formaram Indaiatuba: em cem anos cresceu o número de engenhos de tal modo que, por volta de 1850, já não havia aqui um só córrego com queda suficiente para mover uma roda d'água que não tivesse já a sua "fábrica de fazer açúcar".
                      Em torno dessas fazendas de açúcar foram se fixando, desde o final do século XVIII, pessoas que viviam do comércio e da fabricação artesanal de produtos para os habitantes próximos.
                      O núcleo urbano de Indaiatuba se fixou em torno do Largo da Igreja, como era costume. A história política de Indaiatuba inicia-se com a ereção de sua capela curada, através da doação de alguns imóveis feita à capela, por Pedro Gonçalves Meira, em 1813. Por esse gesto Pedro é considerado o fundador de nossa cidade.
                      Ter sua capela curada possibilitou ao pequeno bairro ser o centro civil local, uma vez que, a partir daí, puderam ser feitos nessa igreja os batismos, casamentos e sepultamentos, tanto da população próxima como dos habitantes dos bairros rurais vizinhos. Um fato curioso é de que a primeira padroeira dessa capela foi Nossa Senhora da Conceição. Após a morte de Pedro, seu irmão Joaquim passou a cuidar dessa capela e, devoto de Nossa Senhora da Candelária, transformou-a em sua padroeira. Essa capela, ampliada e reformada, é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária.
                      Na segunda metade do século XIX, o café substituiu aos poucos o açúcar como principal produto de nossa agricultura de exportação. Sabemos que Joaquim Emígdio de Campos Bicudo, cafeicultor dono da Fazenda Pau Preto, comprou a propriedade do espólio do padre Roriz, agrupando então a antiga fazenda Pau Preto a uma chácara vizinha que já possuía e à chácara onde estava o Casarão. Transferiu para lá a sede da fazenda e construiu uma nova área, feita conforme o padrão das indústrias inglesas do século XIX, de tijolo à vista. Lá instalou a primeira máquina de beneficiar café da cidade, movida a vapor.
                      Em nove de dezembro de 1830 Indaiatuba tornou-se, por decreto do Imperador, sede de uma das Freguesias da Vila de Itu, englobando também os bairros de Itaici, Piraí, Mato Dentro e Buru. Sua elevação à condição de Vila ocorreu em 24 de março de 1859. Com esse novo estatuto Indaiatuba ganha autonomia política em relação a Itu, passando a ter sua própria Câmara de Vereadores.
                      Na frente da Igreja, havia uma área aberta, o Largo da Matriz, centro da vida local, onde aconteciam os eventos civis e religiosos, como a Festa da Padroeira e a saída da romaria para Pirapora. Em torno da Matriz foram sendo construídas as residências urbanas dos fazendeiros da Freguesia, hoje quase todas demolidas, e em redor as casas de comerciantes, artesãos e trabalhadores livres.
                      O projeto urbano da cidade inicia-se no século XIX, com um traçado quadriculado, feito "a cordel", conforme a tradição racionalista já implantada nas cidades portuguesas e em algumas Vilas brasileiras desde o século XVIII. Esse traçado mantém-se no centro histórico da cidade até hoje, sendo parte de nosso mais antigo patrimônio urbano.
                      No final do século XIX um acontecimento veio mudar a vida urbana de Indaiatuba: a estrada de ferro. O primeiro trecho da Estrada de Ferro Ituana foi feito entre Jundiaí e o nosso bairro rural de Pimenta, na fazenda do mesmo nome, inaugurado em 1872. Em 1873 iniciou-se o trecho Itaici-Piracicaba, passando por Indaiatuba.
                      A estação primitiva de Indaiatuba não foi erguida pela Ytuana. A Câmara Municipal de Indaiatuba fez uma arrecadação publica de fundos e construiu por conta própria a primeira Estação, doando-a para a Ytuana. Essa primeira estação, inaugurada em 1880, fica à esquerda da Estação principal, funcionando hoje como uma oficina-escola de liuteria. A ?nova? Estação, onde hoje está o Museu Ferroviário, foi construída em 1911.
                      Com a Estação de trem Indaiatuba viveu muitas mudanças. A ferrovia ligou a cidadezinha a São Paulo, possibilitou a ida e vinda cotidiana de pessoas e de mercadorias, o telégrafo, a chegada diária do correio.... Por ela chegaram os imigrantes, e por ela saíram as batatas, a madeira, todo comércio, enfim. Nela embarcaram nossos soldados na Revolução de 32.

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                        #71
                        067/645 araçoiaba da serra

                        067 Araçoiaba da Serra 30.800 HAB

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                        No início do século XIX foi instalada nas terras de Sorocaba, a Fábrica de Ferro Ipanema, em cujos arredores residiam, espalhados, seus funcionários e escravos. Planejando reuni-los num povoado, D. João VI criou, em 1817, a Paróquia de São João Batista, com prerrogativas de freguesia (Distrito).
                        O diretor da fábrica, Frederico Luís Guilherme Varnhagem, aborreceu-se com a instalação da freguesia, por entender que para ele afluiriam pessoas estranhas à Fábrica e em suas terras deveriam residir apenas funcionários da Empresa.
                        Diante do impasse criado, o Padre Gaspar Antônio Malheiros conseguiu da Coroa Imperial, através do Bispo Dom Matheus de Abreu Pereira, autorização para transferir a freguesia de local. Foi escolhido um antigo pouso de tropeiros, Campo Largo, a seis quilômetros do lugar inicialmente determinado, onde
                        o alferes Bernardino José de Barros havia construído uma capela. O Padre Gaspar instalou a Paróquia, em 1821, com o nome de Campo Largo, devido às extensas planícies ali existentes. A Vila de Campo Largo de Sorocaba, categoria a que foi elevada em 1857, perdeu sua autonomia em 1934, reconquistando-a dois anos depois.
                        A denominação Araçoiaba da Serra foi adotada, em 1944, em alusão ao morro Araçoiaba é Topônimo indígena que significa ?Morro em forma de Chapéu?, acrescentou-se ? da Serra? por estar o município nas proximidades desse morro.

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                          • 686

                          #72
                          68/645 capela do alto

                          Capela do Alto 19.300 HAB


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                          Não temos dados exatos dos fundadores de Capela do Alto, sendo portanto lendária sua história e segundo se sabe, Capela do Alto foi fundada pelas famílias Menck, Wincler, Plens, Popst e outros que vieram da Europa para trabalhar na exploração e fundição de ferro na fábrica do morro do Ipanema.
                          Portanto, há muitas controvérsias, contos e lendas sobre a verdadeira história de fundação de Capela do Alto. Contudo, sabe-se de concreto que o início da cidade está intimamente ligada à atividade tropeira e também aos trabalhos de evangelização dos Padres Jesuítas.
                          Oficialmente se conhece que as terras onde surgiria Capela do Alto, eram utilizadas como pouso dos tropeiros que vinham do sul do País para comercializar seus muares, nas famosas feiras de Sorocaba. Nesta época, conta-se que ocorreram um tríplice crime, erguendo-se no local três cruz. Posteriormente, um monge vindo das terras do Ipanema, ergueu no local mais onze cruz, totalizando assim 14 cruz que serviram até 1.960, para a realização da Via Sacra durante a Quaresma. Esse local foi denominado por Cruzeiro, situando-se defronte à antiga Igreja Nossa Senhora das Dores. Surgimento do Povoado de Capela do Alto
                          Conta-se que esse monge vindo das terras do Ipanema possuía poderes extraordinários, tanto é que o local onde este morava, a pedra sob a qual dormia, foi visitado por inúmeros capelenses. Conta-se também que os alemães vieram explorar ferro, ouro e prata nas fraldas do Ipanema. Constatada no entanto a quase inexistência destes metais, embrenharam-se pelo sertão, estabelecendo-se onde hoje é Capela do Alto, que já contava com um pouso de tropeiros.
                          De lenda e lenda, de história em história, aos poucos foi se formando a cidadezinha, beneficiada pela estrada São Paulo-Paraná, que ligava Sorocaba à Itapetininga, que se tornou a rua principal da cidade. No ano de 1.950, criou-se o Distrito Policial de Capela do Alto e em 1.954, foi criado o Distrito de Paz, sendo seu primeiro titular o Sr. Heleno Lopes Plens, que viria a ser mais tarde o primeiro Prefeito Municipal. Data bastante significativa na história capelense é
                          o dia 20 de junho de 1.954, quando se inaugurava, na gestão do Prefeito de Araçoiaba da Serra,

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                          Última edição por Vlamir; 09-06-15, 15:38.
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                            • 686

                            #73
                            69 iperó

                            069 Iperó 32.600 HAB
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                            A colonização da região remota ao século XVII, com o movimento dos bandeirantes, na caça de índios, quando se fixaram com suas famílias em sítios e fazendas.
                            Em 1919, antes mesmo da fundação da cidade, os sitiantes denominaram o lugar de ? Esplanada?, dentro das terras de Araçoiaba da Serra.
                            A Estrada de Ferro Sorocabana, atual FEPASA, iniciou em 1927, os serviços de terraplanagem na região, para a ampliação de sua rede ferroviária, tendo Inaugurado, em 1929, uma estação com o nome de Santo Antônio da Sorocabana.
                            A estação ferroviária promoveu o surgimento da Vila de Santo Antônio, com o primeiro loteamento feito por Drª.Rita da Mota, ainda em 1929, que reservou um lote para construção da capela de Santa Rita e de uma escola, a de Jundiacanga.
                            A Vila foi elevada `a categoria de Distrito, pertencente a Boituva, pelo Decreto-lei n.º 14334, de 30 de novembro de 1944. Passou a denominar-se, em 1950 ? Iperó? ( nome do rio nos limites da cidade), porque uma comissão Geográfica de Estado havia constatado outra cidade de nome Santa Antônio. Iperó, de origem indígena, significa ? águas profundas e revoltas?.
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                            Última edição por Vlamir; 09-06-15, 15:36.
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                              #74
                              070/645 boituva

                              070 Boituva 54.500 HAB

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                              O povoado teve origem na propriedade de João Rodrigues Leite, doador do terreno em que a Estrada de Ferro Sorocabana, hoje FEPASA, construiu, em 1883, a estação terminal e dependências de sua ferrovia, denominando-a Boituva, cujo nome em linguagem indígena significa ?muitas cobras?( Boi=cobra, Tuva=muita).
                              Com a estação, foram se concentrando, ao seu redor, muitos povoadores entre os quais estavam as famílias de Eugênio Furtado Corte Real, Nicolau Vercellino e Coronel José Campos Arruda Botelho.
                              O Coronel Arruda Botelho conseguiu a criação do Distrito policial de Boituva, no Município de Porto Feliz, e a criação do Distrito de Paz, em 1906, quando doou à comarca, parte do terreno para o cemitério, no povoado.


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                                • 686

                                #75
                                71/645 tatui

                                071 Tatui 116.000 HAB

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                                Os bandeirantes, indo para o Sul, foram os primeiros a passarem por suas terras, movidos pelo ímpeto desbravador e explorador. Em busca de tesouros, expulsaram os indígenas que mantinham suas tribos no encontro entre os rios Sorocaba e Tatuuvú (hoje bairro da Barreira), local onde havia o cemitério dos primeiros habitantes da região.
                                A partir da fundação do povoado de Nossa Senhora Del Popolo, em Araçoiaba da Serra, estruturado a partir da implantação da fábrica de ferro, em 1682, foi desmembrado a faixa de terra hoje pertencente à cidade. A gleba foi concedida aos frades do Convento do Carmo de Itu, em 10 de novembro de 1609. Anos mais tarde, os frades se dividiram em dois grupos, um com sede próxima à freguesia de São João do Benfica e outro em um casarão em frente à Estação Sorocabana - unidade que seria mais tarde transferida para a Avenida Salles Gomes.
                                As terras seriam mais tarde arrendadas a Antonio Xavier de Freitas e Jeronymo Antonio Fiuza, sertanejos que aqui se estabeleceram. Tendo plenos poderes adquiridos por procuração, sobre as terras do Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, os dois sertanejos transferiram o povoado de São João do Benfica para o local onde hoje é Tatuí.
                                No princípio do século XIX, com a fundação da Usina de São João de Ipanema, em 1810 ? a primeira fábrica de ferro da América Latina - uma ordem régia proibiu o corte de madeira que não fosse exclusivo à atividade ? fato que fez aumentar significativamente o número de moradores de Tatuhu, que passaram a se dedicar à agricultura.
                                Finalmente, em 11 de agosto de 1826 deu-se início à divisão de terras através de Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão. Com a demarcação do rocio, ocorreu então o arruamento da Rua 11 de Agosto.
                                A origem da palavra Tatuí vem do Tupi-Guarany e significa "Água do Rio do Tatu". Passou por diversas grafias diferentes, Tatuuvú, Tatuhú, Tatuhibi, Tatuy, Tatuhy, até chegar à forma atual.

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                                Última edição por Vlamir; 09-06-15, 15:16.
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