Seria um grande prazer dividir um pouco de estrada com você Walter Raio, espero que essa oportunidade venha a se concretizar. Obrigado. Grande abraço.
Valente fazedor de chuva - estado do piauí
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AGORA VAMOS AO QUE INTERESSA. ESTAMOS COMEÇANDO AS POSTAGENS DO VALENTE FAZEDOR DE CHUVA, E VAMOS FAZER ISSO DIA-A-DIA.
No início do planejamento achamos por bem dividir o estado do Piauí em setores, e a partir daí traçar as rotas de forma que minimizasse ao máximo o ato de ir e vir para uma cidade usando a mesma estrada, o famoso vai e volta. Dividimos então o estado em 3 áreas: uma central, uma ao sul envolvendo a central e uma ao norte (veja mapa abaixo). Com base nesta definição traçamos as rotas e ficou definido inciar pela parte central, 2 dias, em seguida a parte sul, 7 dias, e finalmente a região norte, também, 7 dias.
O fato de residir na cidade de Oeiras, primeira cidade e capital do estado, facilitou bastante o planejamento, tendo em vista a sua localização centralizada conforme pode ser observado no mapa acima.
A seguir 3 fotos da parte histórica de Oeiras.
O mapa a seguir representa o que foi o nosso primeiro dia. Cumprir o roteiro estabelecido nele era fator determinante para o que viria a seguir, pois ele era um dos mais duros de todo o planejamento. Se conseguíssemos sucesso estaria aberto o caminho para a execução do projeto dentro do previsto. O planejamento previa roteiros com execuções exigentes e difíceis, mas contávamos com um facilitador determinante: o fato de nossas cidades serem muito pequenas facilitaria sobremaneira chegarmos até os pontos desejados, localizados normalmente no centro das sedes municipais.
A saída foi às 4:10 h, ainda escuro e sob ameaça de chuva.
Pilotar sem a luz do dia se torna ainda mais perigoso na nossa região devido à presença de animais nas pistas, e sob chuva só tende a dificultar a visibilidade. Não demorou a cair uma chuva fina que nos acompanhou até a nossa primeira cidade, isto nos obrigou a diminuir a velocidade de cruzeiro e começou a mexer com nossa confiança em completar o previsto para o dia.
A partir deste ponto a chuva parou, mas o tempo continuou indicando que teríamos mais chuva pela frente. A luz do dia nos favoreceu e pudemos retornar ao nosso ritmo normal de viagem.
O próximo trecho a ser percorrido seria o nosso primeiro teste na terra, começávamos a pilotar em terrenos onde não nos sentíamos tão confortáveis quanto no asfalto, especialmente se esse piso for de areia. Foi fácil, piso relativamente bom, molhado, mas sem lama.
Chegamos ao destino sem maiores problemas. Antes de nos posicionarmos em frente à prefeitura local fotografei o açude que fica ao lado da cidade e que já tem um bom nível de água, além de vegetação verde e florida, fruta das chuvas que caíram na região. Também fotografei uma cena comum nessas pequenas cidades, animais domésticos circulado pelas vias urbanas de forma tranquila e pacífica, até um cachorro resolveu aparecer na nossa foto.
Voltou a cair uma chuva fininha que não atrapalhou o nosso ritmo. Nesse meio tempo cruzamos por duas vezes com vestígios de grandes obras cruzando as rodovias, o que descobri posteriormente serem obras da ferrovia trans-nordestina.
Fomos pegos de surpresa. Pelas informações dos mapas em nosso poder a estrada para Pavussu estaria asfaltada, não é verdade, depois de 9 km voltamos à terra, felizmente de boa qualidade. As pessoas da cidade culpam os políticos pelo desvio das verbas para a conclusão do asfalto da rodovia. Na volta, depois de cruzar novamente o trecho de terra paramos para registrar a vegetação exuberante na margem da estrada. Nem parece que estamos numa das regiões mais secas do país.
Em Pajeú, em frente à prefeitura, encontramos um motociclista local que já viajou de SP para o PI e contou como se perdeu em Minas Gerais, fazendo com que andasse muitos quilômetros por cidades não previstas no seu roteiro.
Chegamos animados na cidade de Canto do Buriti, pois estávamos dentro do tempo previsto, indicando que cumpriríamos o roteiro.
Uma boa surpresa, o acesso para a cidade de Tamboril.
A próxima cidade é especial para mim, é a minha cidade natal, foi aqui que nasci e passei minha infância. Novamente o descaso com as coisas públicas fez a gente pilotar em piso de terra, entre Brejo e São João do Piauí existem aproximadamente 15 km onde o asfalto foi totalmente destruído e o trânsito intenso de caminhões tem piorado as coisas, muita poeira e buracos.
Finalmente o destino é nossa última cidade, e ainda não são 17 h. Quando estávamos a 10 km do destino voltou a chover forte, mas nem paramos para colocar as capas, preferimos chegar um pouco molhados. Nesta cidade me encontrei com um amigo dos tempos de adolescência e pernoitamos em sua casa. Valeu Célio Buenos Aires.
Última edição por Everardo Passos Luz; 13-03-15, 21:44.
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Bom dia FC Everardo,
Show!!!!!
Além da grande conquista está nos brindando com excelentes postagens e fotos, maravilha mesmo.
Apenas uma sugestão: se achar adequado, numere as cidades para te facilitar o controle e ficar bem didático pra nós, tipo assim: 001/224, 002/224, 003/224 e assim por diante. Mas está muuuuuuito bom curtir essa magnífica aventura.
"Olha que isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais"...
A pergunta que não quer calar: qual será a próxima aventura???? hehehehehhehe Fui orientado a apagar os incêndios das Almas Inquietas com um balde de gasolina...
Abração.
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O fato de termos concluído o primeiro dia com certa folga nos deu ânimo e passamos a acreditar que, se não tivéssemos problemas técnicos ou de outra natureza, cumpriríamos todo o planejado, podendo até reduzir o tempo. Vejam no mapa abaixo o trajeto e algumas informações adicionais desse dia.
Choveu a noite inteira, e pela manhã São Pedro ainda lavava a caixa d'água. Partimos assim mesmo, às 4:25h, sob essa chuva fina, até a cidade de Simplício Mendes, e ainda fotografamos no escuro.
Daí até a cidade de Paes Landim enfrentamos um asfalto velho e muito esburacado. Muitos complicadores: buracos cheios de água e lama, chuva fina, animais na pista e embaçamento das viseiras. Resultado desse coquetel: ritmo lento, levamos uma hora para percorrer 47 km. A primeira foto da cidade retrata uma praça típica das nossas pequenas cidades. E a partir daqui começamos a enfrentar dificuldades para fazer o nosso registro fotográfico, pois em alguns lugares a maioria dos prédios públicos não possuem identificação nenhuma, o que nos fazia perder tempo: primeiro a prefeitura, depois a câmara, fórum, secretarias, delegacias, etc.
Em São Miguel do Fidalgo recorremos ao posto de saúde.
Em Santo Inácio do Piauí fotografamos ao lado desta velha e mal conservada delegacia de polícia, isso depois de algumas informações colhidas com moradores.
Em Floresta uma prefeitura novinha.
Em Campinas o registro de uma pracinha e das ruínas de um prédio antigo, em estilo europeu, que foi primeira fábrica de laticínios do Nordeste. O prédio da fábrica é uma das construções com arquitetura européia mais moderna da sua geração, do ano de 1827. O louco que fez esse investimento trouxe o maquinário da Inglaterra, de navio, e depois em balsas pelo rio Parnaíba até Floriano e em seguida uma comitiva de carros de boi até a cidade de Campinas, aproximadamente 200 km. Como não existiam estradas na época, era abrir e trafegar.
Esta é uma foto da indústria de laticínios na época de sua instalação..
Em Vera Mendes tivemos, por assim dizer, a primeira interpelação a respeito da nossa presença e o que estávamos fazendo. Uma funcionária da prefeitura veio ao nosso encontro e de bom gosto explicamos os nosso motivos. Ela deve estar até hoje se perguntando o que é um Fazedor de Chuva. Naquele momento não chovia, mas as nuvens pesadas anunciavam muita chuva para logo mais.
Depois de Itainópolis, quando viajávamos tranquilamente sob um calor escaldante, de repente, não mais que de repente, entramos embaixo de uma chuva forte e barulhenta. Não tive dúvidas, fiz a volta com a moto e retornei para um pequeno povoado em busca de abrigo. Havia um barzinho e achamos que ali poderíamos comer alguma coisa. Quando perguntamos a resposta foi que havia somente refrigerantes e outras bebidas, então perguntamos se havia pelo ao menos biscoitos, já passava do meio-dia, não, mas a senhora foi no interior de sua casa e trouxe um pacote de biscoito da sua despensa e nos ofereceu como cortesia. E o mais impressionante veio a seguir, ela nos falou: "se esperarem um pouco poderão comer da feijoada que estou preparando para o aniversário do meu esposo". Claro que não aceitamos, mas isso vai marcar a nossa vida. Nos nossos interiores ainda é muito comum se encontrar pessoas que dividem o pouco que tem com desconhecidos famintos. Isso representa energia para suportar a jornada. Vamos que vamos.
Picos é um dos maiores entroncamentos rodoviários do nordeste, daqui pode-se iniciar viagem para todo norte, nordeste e sudeste, através das BR 316, 230, 020 e 407, além de muitas estradas de menor expressão.
Cena comum nessa região, vastos carnaubais com a presença de gado pastando.
A caminho da última cidade do dia. Sensação muito boa estar cumprindo o cronograma rigorosamente como planejado. Depois é só seguir e ir dormir em casa, junto dos familiares e amigos. Obrigado meu Deus, por mais um dia e mais essa vitória.
Última edição por Everardo Passos Luz; 21-03-15, 11:09.
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Inicia-se hoje a aventura pelas cidades do extremo sul do nosso estado. Podemos observar que a partir de agora as distâncias percorridas são maiores e o número de cidades por dia diminui, em alguns casos de forma drástica. O sul do Piauí é bem menos povoado, e isso faz com que as áreas de seus municípios sejam bem maiores, além do que existem regiões de difícil acesso, principalmente em virtude da deficiência de estradas ou até da falta delas. O planejamento nos mostrou que o nosso "calcanhar de Aquiles", aqui na região sul, reside basicamente no acesso a três cidades: Canavieiras, Dom Inocêncio e Guaribas. Esperamos que essas dificuldades sejam menores do que as esperadas, mas, seja como for, vamos encarar qualquer obstáculo com obstinação e atingir os objetivos traçados.
Vejam no mapa abaixo o resumo do dia.
Só para variar um pouco saímos às 4:25 h, com o tempo totalmente fechado para chover. Não demorou muito e ela caiu forte. Tivemos que parar para colocar as capas e eu optei por colocar somente a parte de cima, o que ocasionou o ensopamento da minha calça jeans e a entrada de água na minha bota. Faz parte, observe na foto as marcas da água na minha roupa. Como se tornaria comum, a primeira foto do dia normalmente ainda é no escuro. Outra dificuldade: a essa hora é difícil encontrar pessoas para pedir informações, principalmente sob chuva.
Para nossa sorte, o tempo continuou fechado, mas a chuva deu uma trégua, e chegamos a Floriano já meio sequinhos pela ação do vento.
Nas fotos a seguir apraça central da cidade e o por do sol sobre o rio Parnaíba, a partir do Cais da cidade (foto do meu amigo Marcelo Guimarães).
A próxima cidade, Guadalupe, conhecida como "cidade luz do Piauí", é a sede operacional da Hidrelétrica de Boa Esperança, no rio Parnaíba. Aqui se gera uma parte da energia consumida por nosso estado, e em volta do lago gerado pela represa registramos áreas de lazer e áreas de produção agrícola.
A pequena cidade de Porto Alegre também está localizada às margens do lago da Represa de Boa Esperança, vários quilômetros acima de Guadalupe. Infelizmente o nível do lago está muito baixo, as chuvas ainda não foram suficientes para encher-lo.
Na região de Antonio Almeida e Uruçuí fomos precedidos por uma chuva forte que deixou muita água no asfalto, agravando a situação da botas já úmidas. A visita a Uruçuí só ocorrerá na volta e isso nos fez rodar mais de 180 km para atingir a próxima cidade, Baixa Grande do Ribeiro. A prefeitura dessa cidade fica unida a uma grande praça e quando chegamos subimos as calçadas para fazer a foto, logo em seguida o guarda chegou para nos interpelar. Adiantei-me à sua fala e expliquei a razão de tal invasão. Apesar da explicação de que nem os filhos do prefeito podem fazer isso ele nos deu permissão para fazer as fotos. Depois de entrar no prédio da prefeitura o guarda veio nos perguntar se éramos da Polícia Federal.
A cidade de Ribeiro Gonçalves fica às margens do rio Parnaíba e tem ligação por rodovia com a região de Balsas-Ma, grande produtora de grãos. Essa cidade faz parte dos cerrados piauienses e já tem uma significativa produção agrícola. Nessa cidade, no ano passado, nossa viagem ao Jalapão foi interrompida por problemas no retificador da XT.
Na região de Uruçuí se concentra a produção e beneficiamento de soja dos cerrados piauienses. Aqui se conseguiu a maior produtividade desse grão no Brasil. Antes de pararmos e procurarmos um hotel tivemos que procurar um sapateiro para costurar as botas do Manga que a essa altura já estavam literalmente abrindo o bico.
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Hora de acordar: 3:30 h. Hora da partida: 4:25 h. Hoje vamos indo rumo ao desconhecido ainda bem cedo, o acesso a Canavieira ainda é uma incógnita, só sabemos que é terra. Não adianta sofrer por antecipação, vamos partir para cima e liquidar esses 27 km, na realidade 54, ida e volta.
Partimos sob ausência total da luz do dia. Cruzamos os vastos campos cultivados dos Cerrados Piauienses e só vemos sombras, com certeza a primeira cidade será visitada sob a escuridão da madrugada.
Chegamos em Bertolínea com o nascer do sol e sob a ameaça de chuva, as nuvens escuras estão presentes por todos os lados. Consultei um transeunte sobre o acesso para Canavieira, nossa próximo destino, a resposta só confirmou que o acesso era de terra. Dei partida na moto e resolvi confiar no GPS.
Antes de chegar ao acesso indicado pelo GPS vi uma placa indicando, Canavieira à esquerda, olhei rapidamente e achei a estrada muito ruim, então resolvi seguir em frente. Para terem uma ideia ela começava com um mata-burros.
Doze quilômetros à frente chegamos ao acesso indicado pelo GPS. Não era melhor, inclusive começava com uma cancela e vestígios de areia. Resolvemos aceitar o desafio, mas logo retornamos, o caminho terminava no pátio de uma fazenda. Decisão tomada a seguir: retornar os 12 km e testar a estrada deixada para trás anteriormente.
Antes de atingirmos o nosso destino enfrentamos uma estrada de má qualidade, com buracos, areia, alguma lama, travessia de riachos, felizmente com pouca água, e uma grande ponte de madeira.
Na volta, pelo mesmo caminho, encontramos um vaqueiro devidamente paramentado, parei e pedi para fotografar a seu lado, no que fui atendido. O Manga entrou no clima e pousou para foto com chapéu de couro e em frente a uma casa típica das nossas pequenas fazendas. Após o percurso de ida e volta retornamos ao asfalto, e fomos olear a corrente das motos.
A partir desse ponto comecei a sentir um barulho estranho no sistema de força da moto. A corrente e a coroa estão em boas condições, resta verificar se o pinhão.
Uma das maiores reservas de água subterrânea do Brasil passa por Cristino Castro, região de poços de jorro livre, sendo o mais expressivo o de Violeta, com vazão de quase oitocentos mil litros de água por hora, cuja lâmina d’água alcança até 65 metros de altura. Nas proximidades dos poços, e também na cidade, piscinas foram construídas em balneários que dispõem de pousadas e restaurantes.
A cidade de Bom Jesus se autodenomina "Capital do Agro-negócio". Aqui se localiza outro polo de produção dos Cerrados Piauienses, bem como a concentração de empresas para negociação de equipamentos e insumos necessários à atividade.
Com a piora no barulho e comportamento da moto, Monte Alegre foi a cidade escolhida para uma verificação no sistema de transmissão da Tenerè, e não deu outra o pinhão estava muito desgastado. Sem condições de continuar começou a busca por uma alternativa. Peguei a XT e fui até Gilbués, cidade maior e com mais possibilidades. Nada feito, o pinhão que me foi vendido não serviu. Na busca por uma solução foi colocado um conjunto completo (coroa, corrente e pinhão) com especificação diferente do original, mas de forma provisória, somente para ir até Santa Filomena, nosso destino final nesse dia. Acenaram então com a possibilidade de encontrar tal componente na cidade de Alto Parnaíba-MA, localizada ao lado de Santa Filomena, do outro lado do rio.
Mesmo não gostando, resolvemos fazer o restante da viagem à noite, 157 km com 14 de terra e em pavimentação. Chegamos ao destino por volta das 21 h, direto pro hotel, pro jantar e pra cama. As fotos para o registro só foram feitas no dia seguinte.
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Em função dos problemas com o kit de transmissão da Tenerè, hoje foi dia de dormir mais um pouco, tendo em vista que no horário comercial vou ao centro de Alto Parnaíba procurar o pinhão da teresinha. Pela foto aérea abaixo vocês podem ter uma ideia de onde estamos: de um lado do rio Paranaíba Alto Parnaíba-MA, do outro Santa Filomena-PI, onde estamos no momento.
Não existe ponte de ligação entre as duas cidades, portanto a travessia é feita em pequenas balsas onde pessoas e motos dividem os espaços disponíveis. As balsas ficam presas a cabos de aço fixados sobre o rio e são impulsionadas, ao que me pareceu, por um motor elétrico alimentado por um conjunto de baterias automotivas. Já a travessia de carros e caminhões é feita através de balsas maiores, com a diferença de que sua propulsão é feita por um barco movido a motor diesel.
Logo no início do planejamento a estrada de acesso a Santa Filomena, a partir do estado do Piauí, era o grande temor. As informações eram de que gastaríamos praticamente um dia inteiro para percorrer aproximadamente 150 km. Felizmente descobrimos que a estrada está quase toda asfaltada, só faltam 14 km para sua conclusão. Ontem cruzamos todo esse trecho no escuro e não pudemos observar a qualidade da parte já concluída e os trabalhos para a conclusão da parte faltante.
A região que se cruza é muito bonita, principalmente pelos paredões avermelhados, presentes em boa parte desse trecho. Com a luz do dia pudemos também observar que as fronteiras agrícolas dos cerrados piauienses já chegaram por aqui. Cruzamos vários campos com enormes fazendas produzindo grãos, essencialmente soja, e não perdemos a oportunidade de registrar essas paisagens.
Com o fato de não ter encontrado o pinhão em Alto Parnaíba, a peça foi pedida para Bom Jesus e deverá chegar em Gilbués por volta das 13 h.
Chegamos em Gilbués às 10:35 h, e como foi confirmado que a peça só chegaria depois das 13 h, resolvemos nos mexer e visitarmos quatro cidades, voltando a seguir para a substituição completa do kit de força.
Alguém aí lembra da "rural", carro de luxo na década de 60? Pois é encontrei uma estacionada em frente à prefeitura de Corrente, bem conservada e em pleno uso. Gostei, me fez voltar no tempo, meu pai usou esse veículo por vários anos.
Voltamos a Gilbués por volta das 15:00 h. Feita a troca das peças em questão partimos para visitar a cidade mais austral do Piauí, Sebastião Barros.
Resolvemos entrar um pouco na noite para recuperar parte do tempo perdido com o problema técnico da moto. As três cidades a seguir seriam visitamos sem o luz do dia. Como o trecho entre Riacho Frio e Parnaguá é de terra o Manga resistiu um pouco em fazê-lo à noite, mas vencidos os temores lá fomos nós para a estrada novamente.
Chegamos em Curimatá às 21:35 h, e a chuva sempre a nos rondar, hoje ela caiu de forma leve. O jantar foi farto, mas não agradou muito, pois nós dois deixamos comida nos pratos. Fomos dormir em uma pousada anexa a um posto de gasolina, cansados mas certos de que amanhã recuperaríamos o tempo perdido.
Última edição por Everardo Passos Luz; 17-03-15, 22:16.
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Começamos o dia sob grande expectativa de que recuperaríamos o tempo perdido e voltaríamos ao planejamento original. Mas nem tudo saiu conforme o esperado...
Aqui tudo voltava à rotina, a começar por acordar às 3h e sair às 4:25h. As rodovias estaduais são extremamente sinuosas e às vezes esburacadas, e percorre-las ainda sem a luz do dia exige mais cuidados, pois além disso ainda existem os animais, principalmente os caprinos que costumam fazer do asfalto suas camas.
A não ser em Santa Filomena, nunca experimentamos o café da manhã dos hotéis, pois quando o serviam já tínhamos percorrido uma centena ou mais de quilômetros, portanto, logo que o dia amanhecia tratávamos de providenciar o nosso desjejum.
Tivemos que esperar chegar a Avelino Lopes para decidir que estrada seguir para chegar a Morro Cabeça no Tempo: ou seguíamos dali ou voltaríamos por Curimatá. Depois de algumas indagações decidimos que seria mais proveitoso seguir dali mesmo. Encontramos uma estrada de terra com diversos tipos de piso, mas a chuva que havia caído na medida certa havia tornado a parte de areia firme e não fora suficiente para deixar as partes enlameadas lisas, capazes de nos trazer grandes riscos. Mesmo assim gastamos 1:45 h para percorrermos 56 km, o primeiro teste do dia estava vencido.
Por aqui ainda se encontra esse tipo de transporte, mas já são raros, o veículo mais comum agora são as motos de baixa cilindrada.
A partir daqui a estrada, infelizmente, estava pior que o esperado. As chuvas deterioraram sobremaneira a trafegabilidade das mesmas, só melhoraram os trechos de muita areia, tendo em vista que a tornam compactada.
Chegar à cidade de Guaribas foi uma verdadeira odisseia, e exigiu o máximo da nossa habilidade e da nossa força.
Assim como a chuva tem o poder de mudar o estado das estradas, ela também muda totalmente o aspecto visual nas laterais das mesmas: época das chuvas, vegetação verde e viçosa; época da seca, vegetação seca e marrom, mas não morta. A natureza é pródiga, e faz com que no período sem chuvas a vegetação das caatingas perca suas folhas e economizem energia para sobreviverem até a próxima estação chuvosa, uma espécie de hibernação. Quando caem as primeira chuvas o ciclo recomeça.
Estávamos às portas da cidade de Guaribas quando veio a surpresa: a corrente da XT caiu e se partiu. Felizmente nada de grave aconteceu com o Manga e a moto ficou "apenas" sem a corrente. Desloquei-me até a cidade e procurei socorro em uma oficina para motocicletas. O proprietário providenciou seu próprio carro e dois ajudantes para colocar a moto em cima da carroceria e lá fomos nós pelos 6 km que há pouco havia deixado para trás. Para terem uma ideia, gastamos mais de 3 horas para percorrermos 72 km. SÓ PRA COMPLICAR UM POUCO MAIS, O CARRO, JÁ COM A MOTO EM CIMA, ATOLOU, e lá fomos nós cavar, botar macaco, empurrar. Pois é, o dia foi uma canseira. Faz parte!
A partir de agora estamos dentro de santuários ecológicos: Serra das confusões, Serra da Capivara e a Serra Vermelha. Um grande projeto de produção de carvão vegetal ameaça derrubar 78 mil hectares de florestas da região para abastecer a indústria siderúrgica do Brasil e do exterior. Segundo pesquisadores da USP, Universidade São Paulo, a região abriga a maior biodiversidade do interior nordestino, com elementos da fauna e flora ainda desconhecidos pela ciência. Documento publicado pelo Ministério do Meio Ambiente diz que pelo menos 50% da vegetação da Serra Vermelha se enquadra dentro do Bioma da Mata Atlântica. A região fica dentro do Núcleo de Desertificação de Gilbués, um dos mais afetados da América Latina. A Fundação Rio Parnaíba, com apoio de pelo menos uma dezena de entidades do Brasil inteiro, lançou a campanha "Ajude a salvar a Serra Vermelha". O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal visando suspender definitivamente o empreendimento da empresa carioca JB Carbon S/A.
Infelizmente não é raro encontrarmos carvoarias em pleno funcionamento nos nossos já combalidos ecossistemas.
Caracol é o principal município do Parque Nacional da Serra das Confusões, que ainda não tem uma estrutura definida para receber turistas.
Como o conserto da corrente foi só provisório resolvemos então voltar para a nossa cidade base, Oeiras, e usar o dia de amanhã para descansarmos e fazer manutenção das motos, mesmo sabendo que isso acrescentará mais de 600 km ao nosso projeto.
Chegamos em Oeiras às 20:45, e estamos felizes por estar novamente em casa. Depois de amanhã recomeçamos nossa aventura.Última edição por Everardo Passos Luz; 19-03-15, 22:13.
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Ontem, dia 01/03, passamos o dia em Oeiras providenciando a manutenção das motos, e naturalmente aproveitamos para descansar um pouco. Essa volta à nossa cidade base vai nos custar um acréscimo aproximado de 600 km na nossa quilometragem total, mas estamos certos de que conseguiremos recuperar o tempo perdido e concluiremos a segunda etapa no prazo previsto no planejamento.
De volta à nossa rotina: acordar às 3 h, sair às 4:10... Partimos com o tempo preparado para derramar água sobre nossas cabeças, mesmo assim saímos sem as capas. Depois de 1 h de viagem a chuva começou a cair devagarinho e foi aumentado aos poucos. Paramos para colocar as proteções, e eu achando que seria uma chuva passageira coloquei só a parte de cima, a Manga fez o certo, colocou tudo, até as polainas. Caiu uma tempestade como há muito eu não via: os relâmpagos iluminavam a madrugada, os trovões pareciam querer estourar nossos tímpanos, o vento balançava as motos com facilidade, e a água cobria totalmente o asfalto. Em alguns momentos deu um pouco de medo, principalmente quando os trovões explodiam sobre nossas cabeças. Chegamos em Simplício Mendes bem molhados, eu mais ainda. Felizmente daí em diante a chuva, quando permaneceu, foi só uma garoa, mas que atrasou mais ainda a nossa vida, ah isso atrasou. MAS AFINAL SOMOS OU NÃO FAZEDORES DE CHUVA?
Às vezes passamos ao largo de locais que merecem ser visitados mas o tempo não permite, como a barragem de São João do Piauí, construída com a finalidade de perenizar o Rio Piauí, abastecer cidades e projetos de irrigação.
Embora a infraestrutura de visitação ao Parque Nacional da Serra da Capivara esteja quase toda em São Raimundo Nonato, inclusive um aeroporto internacional, a maior parte de sua área está localizada no município de Coronel José Dias.
Essa é a entrada principal do parque, que você chega através da BR-020. O acesso ao parque está condicionado ao acompanhamento de um guia credenciado.
As pinturas rupestres são um dos marcos importantes do parque, aqui tem uma das maiores concentrações dessas gravuras no mundo. Segundo os estudos realizados com o carbono 14 elas podem chegar a 30.000 anos. A pintura abaixo foi escolhida para ser o símbolo oficial do parque.
Um dos locais mais visitados do parque é o Boqueirão da Pedra Furada.
Um local que vale muito a pena ser visitado é o Boqueirão das Andorinhas. Essas aves escolheram esse local para dormir e para se protegerem dos seus predadores naturais, gaviões e carcarás, na descida para as cavernas elas realizam um verdadeiro balé e um mergulho espetacular produzindo um som semelhante ao de um caça.
Este é o Museu do Homem Americano, que apresenta a seus visitantes o resultado dos vários anos de pesquisa arquelógicas dentro da área do parque.
A partir da cidade seguinte a nossa presença nas cidades já não ficavam desapercebidas, sentíamos nas pessoas não só curiosidade, mas também desconfiança e medo. Essa mudança de comportamento se deve ao fato de muitas delas serem alvo de assaltos por bandidos provenientes dos estados vizinho, Bahia, Pernambuco e Ceará. Em Fartura, mesmo sob chuva, uma senhora bonita e elegante saiu da prefeitura para nos interpelar. Depois das explicações pertinentes, a conversa e os sorrisos fluem com facilidade, e o Manga até chamou a sua atenção para a nossa foto.
Essa é uma das nossas dificuldades, a prefeitura tem em sua fachada apenas a inscrição "Palácio Sabiá" e te vira.
Na cidade de Várzea Branca estivemos a ponto de ser abordados pela polícia, adiantei-me e fui ao encontro de um funcionário da prefeitura que usava o celular para denunciar a nossa presença. Com as minhas explicações percebi que de imediato a tensão diminuiu e o temor virou curiosidade.
O acesso para Dom Inocêncio desde o início do planejamento que sabíamos ser difícil, só não tínhamos a verdadeira medida dessa dificuldade. Pois agora sabemos: é bastante difícil. São 56 km de terra, 112 para ir e voltar, e isso nos custou por volta de cinco horas do nosso precioso tempo. Existem outros acessos, mas são ainda piores.
Um fato curioso e bom: ao chegarmos na frente da prefeitura para a foto de praxe fomos abordados por um garoto, que com sua bicicleta, veio até nós e nos pediu a benção. O povo sertanejo, na sua sabedoria e simplicidade, ensina a seus filhos pedirem a bênção aos mais velhos. Lembrei-me da época que morei por essas bandas, com minha avó, e estendi a mão muitas vezes pedindo para ser abençoado por uma pessoa mais velha. Boas lembranças! Devidamente abençoado convidamos o garoto para compor a nossa foto, o que ele aceitou com um largo sorriso no rosto, e veio também um outro coleguinha. Em seguida nos guiou, elegantemente montado em sua bike, até uma lanchonete. Daqui até São João do Piauí, onde fomos dormir, foram 200 km, a maior parte percorridos já no escuro e chegamos às 20:00 h.
Última edição por Everardo Passos Luz; 20-03-15, 22:49.
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Ah meu caro Gilmar, eu posso falar em descansar, mas o insano do meu parceiro resolveu anoitecer e não amanhecer, às 3 h da madruga da sexta 13, partiu em direção a Sorocaba. Foi dormir em Cristalina-GO, mais de 1.700 km, e no dia seguinte antes de meio-dia já estava em casa, "apenas" 2540 km. Creio que vais ter que reservar uma camisa de força dupla para esse Manga, pois acho que de uma só ele foge. kkkkkkkkkkk
Grande abraço.
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Bom noite amigos FC´s Everardo e Manga,
Olha, sinceramente estou sem palavras pra expressar tudo o que sinto dessa espetacular aventura de vocês.
Falar em arrojo? É brincadeira... Falar em ousadia? Também é... Falar em insanidade absoluta?? Acho que comecei a "esquentar"... rss
O FC Manga precisa mesmo de uma camisa de força dupla como você sugeriu, mas vamos reforçar com fibras de kevlar, uns cabos de aço, correntes e cordas elásticas para dificultar a tentativa de retirá-las.
Vamos providenciar choques elétricos de hora em hora para deixá-lo semi-paralisado.
Quem sabe com tudo isso consigamos que ele só rode uns 1.000 km num dia... bem calminho!!!! rsss
Quanto ao desafio em si, volto a dizer: sem palavras, coisa linda os cenários, CHUVA no Nordeste, estão honrando serem FC´s, paisagens, o sítios arqueológicos e uma revelação minuciosa de um estado verdadeiramente espetacular. Dá uma baita vontade de ir conhecer e sentir na pele tudo isso que viveram.
Parabéns por tudo e obrigado por compartilhar conosco.
Graaande abraço aos dois guerreiros arretados.
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Já está convidado para nos dar esse prazer. Se me avisar com antecedência, convido o Manga e repetimos o desafio com você. kkkkkkk Brincadeiras a parte, seria uma honra recebê-lo em nosso estado, nossa cidade e nossa casa. Estamos esperando. Grande moto-abraço.
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Oitavo dia pilotando as magrelas. Na nossa cabeça martela incessantemente o objetivo de recuperar uma parte do tempo perdido e no nono dia recuperar o restante. Estamos decididos, e para isso não vamos medir esforços, mas sem esquecer a voz da razão e a prudência. Conhecemos os riscos de viajar à noite, mas vamos nos cercar dos cuidados necessários e com a proteção Divina atingiremos nosso objetivo. Vamos que vamos.
Quando acordamos, às 3:30 h para variar, os relâmpagos e trovões mostravam sua força bem na direção em que deveríamos seguir, mas ainda não chovia. Acertamos a conta da pousada e fomos arrumar as motos, então começou a garoar. Sem outra alternativa tivemos que colocar as capas. Ainda bem, pois logo que saímos, ainda no escuro, desabou um aguaceiro daqueles de sapo morrer afogado, mas como diz o provérbio: "quem está na chuva é para se molhar", seguimos em frente e chegamos a nossa primeira cidade ainda debaixo de chuva, só que agora estava mais para garoa. Chegar a uma cidade desconhecida, no escuro, sem ninguém para dar informações e ainda fotografar debaixo de chuva é tarefa para Fazedor de Chuva que esqueceu seus "remedinhos" em casa.
Tarefa concluída, lá fomos nós para a próxima. As estradas continuam muito sinuosas e o cuidado com os animais é permanente.
Na cidade de Lagoa do Barro, a seguir, tenho muitos parentes pelo lado paterno, mas não vou visitá-los pois o tempo não está a nosso favor. Mesmo assim ainda tive o prazer de encontrar alguns e pude dar-lhes um abraço, e levar uma conversa enquanto tomávamos café em uma panificadora.
O Manga falou que aqui ele tomou o melhor suco de Manga da sua vida.
Na próxima cidade aconteceu o que prevíamos já há bastante tempo. Entramos em Queimada Nova e procuramos a prefeitura: sem nome, procuramos a câmara municipal: as árvores não permitiam fotografar, então fomos parar na frente do CRAS. Estamos ali tranquilamente fazendo o nosso registro quando fomos abordados pela polícia, um sargento acompanhado por um policial armado com fuzil. Nada demais, identificação feita, historinha contada, algumas conversas paralelas, desejo de uma boa viagem, e lá vamos nós outra vez perseguindo nosso objetivo. Antes de se despedirem nos alertaram com relação à estrada sinuosa com alguns buracos, sem esquecer os animais. Agradecemos e "adios muchachos".
Na cidade de Paulistana paramos em um posto para reabastecer as motos e pedir algumas informações. As notícias não são muito boas: segundo o frentista a estrada para Betânia está cortada em 3 lugares e como choveu na madrugada talvez não seja possível passar, além de uma passagem molhada que pode estar com grande volume de água. Rapidamente decidimos que vamos verificar "in loco" e se realmente não for possível seguimos o roteiro e depois voltamos para conhecer a tal de Betânia. Mais uma vez contamos com a ajuda do nosso Deus, realmente tudo estava como descrito pelo frentista, mas com coragem e cuidado fizemos as travessias necessárias.
Em Paulistana também está em fase de pesquisa uma jazida de minério de ferro que dizem pode ser tão grande quanto Carajás. Tomara, o nosso estado merece uma riqueza dessas.
Na volta de Betânia para Paulistana me envolvi em um acidente que poderia ter encerrado o Desafio FC, pelo ao menos temporariamente. A presença de animais nas estradas é uma constante e de várias espécies e tamanhos. Um jumento resolveu se movimentar no momento da minha passagem mudei a direção da minha trajetória para a contramão e o jumento começou a trotar para o mesmo lado, usei o freio e fui para o acostamento, e mesmo assim bati o lado direito do guidão na cabeça do animal. Felizmente consegui manter o equilíbrio da moto e saí ileso do acidente, apenas um pequeno machucado no dedo mínimo. Os equipamentos são muito importantes, pois sem o protetor de mão, no mínimo eu a teria quebrado.
Os cactos são presença constante nas nossas caatingas, e em alguns momentos de extrema necessidade o sertanejo recorre a ele para retirar água e também matar a fome, pois ele está sempre pronto a ajudar, seja qual for o nível da seca.
Quando chegamos na cidade de Caridade encontramos a população passando por um momento delicado, estavam a quatro dias sem energia elétrica, e até aquele momento a eletrobrás não tinha noção de onde estava localizado o defeito. Não vou mais comentar, só quero que imaginem ficar em uma cidade que esteja sem energia por um tempo semelhante.
A seguir três cenas do nosso sertão:
A casa típica da pequenas propriedades rurais.
Um cavalo selado, amarrado a um cacto de grande porte chamado mandacaru.
Uma plantação de palma forrageira, destinada a alimentar os animais em época de seca.
Várias tentativas para amenizar o problema da seca no sertão nordestino já foram implantadas, a última delas é a instalação de cisternas para captação da água da chuva e que será transformada em fonte de água potável. Parece uma coisa muito simples e sem eficiência, mas pergunte a quem tem uma sobre a diferença entre ter não ter.
Outra planta típica do sertão e muito resistente às estiagens é o juazeiro, também conhecido por juá. Faça chuva ou faça sol ele está lá, sempre verde fornecendo sombra e uma frutinha amarela que pode ser comida por pessoas e animais. Quando olhamos a paisagem cinza do sertão seco e vemos alguma coisa verde, a possibilidade de ser um juazeiro é grande.
Sobre as serras do nosso sertão estão sendo plantados imensos campos de geradores de energia eólica, tomara que dê certo.
Essa é a prefeitura mas a placa luminosa não permitiu sua identificação na foto.
Nosso dia terminou às 20:00 h, com a certeza de que amanhã recuperarmos o atraso e iniciaremos a terceira fase com tudo dentro do cronograma.Última edição por Everardo Passos Luz; 21-03-15, 21:28.
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Bom dia FC Everardo,
Obrigado pelo convite, mas num vou encarar o Valente FC Piauí não, num tenho o pique que vocês têm não... rssss
Se UM DIA, sei lá quando, vou passar sim em terras piauienses, porém descendo de São Luis, via Teresina, rumo a Fortaleza quando estiver fazendo mais um etapa do Bandeirante e Cardeal FC.
Pela minha vontade já teria feito, mas está faltando di$po$ição... rssss
A narrativa segue espetacular, to realmente viajando com vocês. Parabéns!!!!
FC Manga, aparece por aqui para dar seus pitacos também guerreiro véio. Abração
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