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Já nos demos por vencido e não "peleamos" mais com o relógio!
Ele ganhou!
Pedro dormindo na moto
Saímos do Hotel Best Western Junction, mais ou menos as 10:30 h, evitando desta forma o café da manhã para não complicar o almoço. Fui deitar muito cansado e antes de me entregar aos braços de Morfeu, organizei as fotos, muitas, escrevi, deixei as sacolas prontas para o dia seguinte, que já havia chegado e depois do badalar duas e meia da madruga, como ainda estava na lida, acabei tendo dificuldades para recarregar a bateria.
O próprio Pedro, antes que eu apagasse deve ter tido um pesadelo, pois sentou na cama meio sem entender onde estava, daí o acalmei, acariciei e voltou ao sono!
Antes de partir, paramos no posto de gasolina situado no lado do hotel e tomamos um suco para enganar as lombrigas até o meio dia. Dito e feito, estacionamos para almoçar praticamente na portaria do Bryce Canyon, onde havia um encontro de carros Ford, todos da década de 10 e 20, claro, dos anos 1.900. No total, segundo nos falou o Dan, de Minnesota, estão fazendo um tipo de rally pelos Estados Unidos, com 212 inscritos.
Muito bacana!
Pagamos U$12,00 para entrar no Parque e nem paramos no Visitor Center, seguimos adiante até o seu final, visitando todos os pontos de interesse.
Incrível!
Maravilhoso!
Circulamos entre tantas línguas diferentes quantos "hoodoos", nome dado à estas formações rochosas, oriundas da erosão feita tanto pela neve quanto pela água, em rápidas pinceladas, indo do inglês, pouco ouvido, ao alemão, francês, russo, holandês e tantas outras que formavam uma grande salada a "la babel".
Gente do mundo inteiro, ambiente familiar, passeando, gastando e não vimos até agora, ninguém bebendo nem uma lata de cerveja, nem fazendo pagode. Aliás, falar em beber, a lei no estado de Utah diz que só é permitido vender bebida alcoólica se a pessoa comprar alguma coisa para comer, claro, menor nem pensar e poucos são os lugares onde se vende álcool.
Que felicidade!
Não há exploração e a tendência por onde se anda é de preços sempre baixos, permitindo desta sorte, o acesso de todos a tudo. Com vários turistas que falamos, todos com carros alugados, viajando com toda a família, a conversa era uma só; o prazer, os bons preços, a segurança e a educação do povo americano.
Azar o nosso com a penalização do câmbio!
Conseguimos ver todas as atrações e não nos perguntem como escapamos, de novo, da chuva, que caía torrencialmente, feito trovoada daquelas bravas, metros ou segundos antes de nós, pois à medida em que avançávamos, ela toda exibida corria mais rápido.
Sabia que éramos Fazedores de Chuva e disputava conosco!
Saímos do Parque já passava das oito da noite e nem pestanejamos quando demos a seta para o Best Western Ruby's Inn, por U$90,00.
Não estamos nem aí, apesar do despertador insistir na chamada, quando demos a partida na Hataro, depois do café, já passava das 10:30 h, de uma manhã perfeita para se "motociclar".
Informei ao GPS o nosso destino do dia e notei uma certa sacanagem, pois o danado nos indicava rumo norte, nos mandando fazer uma volta maior do que o mapa nos mostrava.
Pensei, na briga entre a água e a pedra quem apanha é o marisco e nesta situação me deixei comandar pelo satélite. Afinal, acima dele somente Deus, isto quando a Angela não está presente, porque normalmente ela assume o segundo lugar, quando não disputa o primeiro.
Rodamos macio até a nossa primeira parada em Cedar City, para uma relaxada depois de pouco mais de um cento de quilômetros e a segunda, com um pouco a menos deles, em St. George, tudo no estado de Utah, pois quando sinto o Pedrinho se movimentar um pouquinho a mais, um "pit stop" é a melhor coisa a ser feita, pois aproveitamos para esticar as pernas e molhar a garganta.
Já estamos com uma certa pressão do danado do relógio, pois temos um show do Rod Stewart, esta noite, as 7, portanto, vou apressar esta postagem para seguirmos adiante, apesar de estarmos a menos de duas horas de Las Vegas.
Acabamos de almoçar no ótimo Cracker Barrel, duas pratadas, uma de frango para o Pedro e outra de haddock, peixe do Alasca, para mim, com baldes de Coca, pães que nem conseguimos tocar, mais café a vontade por U$24,95.
Perrito and Pedro,
I watch with envy all the places you have been. They are great! I hope you have a wonderful time in Las Vegas! Be sure to ride as many roller coasters as you can. When you are done with your ride you have a home here and we will have a BBQ with some of the guys here. We will get Pedro his tattoo! Hi Paula and Angela!
Safe winds to you my brothers and a big hello to all my Fazedores de Chuva brothers in Brasil! Please come to California and we will take a ride.
GCFC Misha, thank you for your kind words and in a couple days will be at the Mishalandia.
The trip is wonderful, Pedro is enjoying a lot, the Hataro has a good behavior and tonight we'll watch the musical Michael Jackson, One, by Cirque du Soleil, at Mandalay Bay.
Se a felicidade tem FACE (cara) é o que se faz 'VISIVEL " naquela mesa do Crackel Barrel ! Aproveitem o Show ! Estamos (todos nós) "FAMINTOS " por mais, mais , mais fotos e novidades > abração > Plin
Fazedores, chegar em Las Vegas sem dúvida é um acontecimento sempre muito dinâmico dada a constante mutação que a cidade vai sofrendo, quer pelas reformas dos antigos edifícios ou pela construção de novos mega empreendimentos, lembrando que aqui, este superlativo é pouco valorizado, dado o gigantismo com o qual tudo vai sendo erigido e produzido.
Chegamos no final da tarde desta terça, somente como uma referência, pois estamos e vamos nos perdendo cada vez mais no tempo sem sabermos exatamente nem o dia e muito menos a hora que nos é imposta, sob um calor muito grande, porém, inferior aos já enfrentados anteriormente, compensado pelo grande movimento dos carros que foram nos engolindo a partir da entrada norte da cidade, como se todos estivessem nos cortejando. Em paz e sempre em frente, recebendo sorrisos dos motoristas ao longo deste percurso, não sei se pela simpatia da Hataro, o mais provável, do que pelos seus condutores, fomos sendo engolidos por este incrível parque de diversões.
Las Vegas é sempre uma festa!
Incontinente fomos para o Wyndham Hotel, tremendo, por U$85, uma verdadeira pechincha, muito bem instalados numa suite gigante, extremamente confortável onde de imediato nos "ariamos" embaixo de uma ducha pra lá de revigorante, ao mesmo tempo em que o ar condicionado, nos lembrou, mesmo levemente, do tremendo frio que varre o Brasil, especialmente o seu sul.
Prontos nos dirigimos para o Mandalay Bay Hotel, onde tínhamos, agora sim, escravos dos ponteiros da hora, encontro marcado, as sete da noite, no teatro para assistirmos o espetáculo intitulado Michael Jackson ONE.
Foi na verdade como se a partir daquela hora fôssemos transportados para outra dimensão, pela magia, a riqueza e a criatividade dadas como novas vestimentas para as músicas deste gênio, nos deixando completamente perplexos quando nos dávamos conta de não sabermos exatamente aonde estávamos, onde começava a fantasia e onde terminava a realidade, ou também a gosto, o contrário era possível, já que habitávamos um mundo completamente surrealista.
Somos capazes de jurar que Michael Jackson estava lá, ao vivo, sem partirmos para o clichê do "cover", mas sim transportado da dimensão onde se encontra para esta a nossa frente, tão etérea e tão absurdamente clara, nítida, nos levando as nuvens com a sua materialização em Billie Jean, quando decididamente nos perdemos e através da troca de olhares entre o Pedro e eu, buscássemos novamente o contato com a terra que faltava debaixo dos nossos pés.
Impecável sob todos os pontos de vista, tudo transpirava e conspirava para este ambiente mágico, cheio de vida e de fantasia, de um mundo irreal totalmente real, próximo das nossas mãos mas muito distantes da nossa capacidade em entender como a imaginação humana pôde transportar aquele par de milhares de pessoas, em transe, para uma dimensão absurdamente "high tech", ao som de luzes galácticas, exatamente assim, pois aqui ambos viajam na mesma velocidade, dado o sincronismo e qualidade do que víamos e ouvíamos, além de imaginarmos que em outros planetas as pessoas devam se vestir exatamente assim como estas a nossa frente, mutantes, ao sabor das melodias que neste momento ultrapassavam seguramente as simples sete notas musicais.
Fomos acordados noventa minutos depois sem entender exatamente o que havia se passado, se Michael Jackson tinha estado ali de verdade ou se tinha sido um sopro da sua genialidade que nos envolveu, potencializada pela imaginação sem limite do pessoal de criação do Cirque du Soleil, que extrapolaram os limites da realidade, devendo por isso serem condenados e consequentemente elevados à condição de gênios, também.
Hi, Mike!
How are you? I hope everything is ok with you and Miriam and thank you for taking care of my Dad and my Son.
Now, let me know about the tattoo stuff... I'm scared!!
Hi Paula,
It is always a pleasure to have anyone from your family here with Miriam and I. All of you are my family too. Don't worry, the tattoo will be less than 12 inches tall and will be the shield of Fazedores de Chuva. I'm sure you know this already but you have a very nice son and your dad is okay too. It is a pleasure to spend time with both of them. That kid never stops eating!
Las Vegas deveria ser sinônimo de brilho, pois já amanhece radiante, especialmente no verão, quando se entrega de corpo e alma ao sol, poderoso durante o seu reinado diário, com praticamente metade das vinte e quatro horas fazendo além da sua função de deixar o dia, dia, aquece-o como em poucos lugares do planeta.
Amanhecemos assim dessa maneira, já com esta nossa estrela principal em plena função e sem nos importarmos com o relógio saímos para o nosso destino do dia, não muito distante, mas obrigatório para aqueles passeando pela área; Lake Mead e a Hoover Dam, um sem poder viver sem o outro.
A represa foi construída, como tudo na América, antes do previsto, pois projetada para ser executada em seis anos, com quatro de gestação, já dava as suas primeiras...digamos...luzes, lá pelos idos de 1.935, um dos orgulhos da engenharia americana.
É bom se destacar a importância do valoroso Rio Colorado, responsável pela vida em boa parte desta região dos Estados Unidos, com algumas represas, lagos e vida...muita...por onde passa.
Um valente!
Com um calor beirando o insuportável, especialmente para nós motociclistas, obrigados ao uso dos equipamentos de segurança, praticamente cozinhamos embaixo do astro rei, nos impedindo, claro, ao Pedro e a mim, de usufruirmos como deveria esta parte tão linda do estado de Nevada. Creiam, pilotar nestas condições com o termômetro beliscando, na sombra os 43, 44º, não é brincadeira, não!
Para não perdermos o costume, óbvio, almoçamos hambúrguer, nosso prato favorito e também não precisamos forçar nem um pouco a nossa amizade, pois o restaurante nem poderia ser outro; In 'n Out!
Deliciosos!
Como o Pedro gostaria de visitar a Gold and Silver Pawn Shop, aquela loja com programa no History Channel, para lá nos dirigimos, na Old Las Vegas, que sinceramente não me emocionou, posto haver coisas bem melhores, mas valeu a tacada dos proprietários em bancarem um programa de televisão, cujo resultado era gente saindo pelo ladrão.
Entretanto não vi muita gente com sacolas de compras nas mãos, mas batendo fotografia...de penca!
De volta ao nosso hotel nos preparamos para a nossa "pièce de résistence", no Colosseum, do Hotel Ceasars Palace, lindo maravilhoso, deslumbrante e fedendo a riqueza, era para nós naquele momento a grande vitrine do que o mundo tem de melhor para oferecer e o dinheiro para comprar. Quando passamos pela terceira loja a nossa contabilidade já havia lançado a débito nada mais nada menos do que U$100.000, em bolsas para a Angela, filhas, nora...ops, temos de economizar porque neste valor ainda não entraram os mimos das bisas e isso porque não compramos nem uma jóia, nem um relógio e nem um brinco, isso sem falarmos nos colares...ah! os colares, aí então teríamos deixado o que nem nunca pensamos em ter.
Ainda bem que acordamos e vimos que os nossos cartões de crédito mal estavam dando para comprar os sorvetes.
O luxo e ao mesmo tempo a pobreza convivendo sob o mesmo teto!
Chegamos com uma certa folga para digerirmos o Teatro Colosseum, deslumbrante, compramos as nossas Cocas, um belo saco de pipoca e como estávamos famintos, nesta hora do campeonato passando das sete da noite, reforçamos com um pacote de M&M, aqueles confetes de chocolates que se derretem na boca quando irrigados com goles generosos desta invenção do século...passado, não retrasado, símbolo de um país inteligente e grande.
Ou seja, estávamos literalmente bebendo a América.
Hummmm...
Sentados e observando toda a movimentação daquelas quase quatro mil e quinhentas pessoas, ficamos no aguardo do início do show intitulado Hits, do Rod Stewart, um quase desconhecido para o Pedro mas se não o meu favorito, quando da minha juventude, reconheço a sua importância na vida de milhões de adolescentes ao longo, especialmente do anos setenta, quando britanicamente, como bom escocês, de ascendência, como fizeram questão de frisar os nossos vizinhos de poltrona, as sete e trinta, a orquestra abre o espetáculo sob os aplausos efusivos daquela maioria de sessentões ali presentes, vibrando como se tivessem a mesma idade do meu neto.
E eu quase nem cabendo em mim mesmo!
Fomos embalados pelo som nítido daquela voz áspera e rouca, misturada com as imagens impecáveis de todos os que compunham o espetáculo, com um ornamento ainda mais especial feito pelo "back vocal", simplesmente incrível e à altura da qualidade dos músicos, seguramente uma das melhores colheitas feitas, fomos sendo levados de sucesso em sucesso e eu incrivelmente abismado com o enorme coral em que fora transformado o Colosseum.
Incríveis e impecáveis!
O que dizer do ponto alto, quando no meio, literalmente no meio da platéia, ele canta Forever Young, para aquelas milhares de pessoas que neste momento em refrão o acompanham em uníssono, dizendo que querem ser eternamente jovens.
Um delírio, uma apoteose!
Foto da internet
Foi como se tivéssemos tomado um banho com lavandas frescas, com a incrível capacidade de atender ao pedido feito por aquele enorme coral cantando:
It's so hard to get old without a cause - É tão difícil ficar velho sem um motivo I don't want to perish like a fading horse - Eu não quero parecer como um cavalo morimbundo Youth's like diamonds in the sun - A juventude é como diamantes ao sol, And diamonds are forever - E diamantes são para sempre...
So many adventures couldn't happen today - Tantas aventuras não poderiam acontecer hoje, So many songs we forgot to play - Tantas canções que esquecemos de tocar, So many dreams swinging out of the blue - Tantos sonhos arrumando-se de repente, We let them come true - Nós vamos deixá-los tornar-se realidade.
Forever young, I want to be forever young... - Eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem...
E saímos para uma nova rodada de hambúrgueres, seguramente comida para gente jovem.
Claro, eu não iria perder esta oportunidade, com o refrão martelando na minha cabeça; eternamente jovem, eu quero ser eternamente jovem...
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