Vida nova, novos desafios!! - Valente Fazedor de Chuva SC!!!

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  • Allan Gustavo
    Fazedor de Chuva

    • Jun 2013
    • 140

    #121
    Boa noite amigos FC’s

    Bom, vamos lá aos registros do feriado, que havia chamado de Expedição Agora Vai, e que acabou não indo hehehe

    252/295 – Monte Carlo

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    O primeiro município foi Monte Carlo, depois de 4 horas de viagem do litoral, seguindo pela sempre bela e também perigosa BR-470, sempre com tráfego considerável na passagem pelo Vale do Itajaí, até Pouso Redondo. Depois dali, pista livre, e tempo bom.

    O município possui cerca de 10 mil habitantes, e é considerado pelo IBGE como pertencente à região Serrana do estado.

    253/295 – Fraiburgo

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    E a segunda parada foi a bela Fraiburgo, a terra da Maçã, cidade que responde por 60% da produção de Maçã do estado. Atualmente possui cerca de 35 mil habitantes.

    No caminho entre Monte Carlo e Fraiburgo, passei pelo Parque da Maçã, local de realização de feiras e eventos da cidade.

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    254/295 – Rio das Antas

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    A terceira parada foi Rio das Antas, mais uma belíssima cidade, dessa região conhecida como Meio-Oeste, e também como vale do Rio do Peixe. Os 15 kms entre Videira e Rio das Antas é muito bonito e bem bacana para andar de moto, muitas curvas.

    Sua população é de aproximadamente 6 mil habitantes.

    255/295 – Videira

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    Videira, como o próprio nome diz, se origina das uvas, que possui grande importância na história do município. Por conta disso, e também por ser o berço da Perdigão, a cidade recebeu o título de “Capital Catarinense da Uva e Berço da Perdigão”.

    A topografia da cidade é bem peculiar, e bonita também, se chega pela parte alta, e as ruas vão descendo contornando um morro, até chegar à região central, situada dentro do próprio vale por onde corre o rio do Peixe. Nesta descida, encontrei o Museu do Vinho (infelizmente estava fechado), e a Igreja Matriz da cidade.

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    Última edição por Allan Gustavo; 24-04-16, 22:49.

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    • Allan Gustavo
      Fazedor de Chuva

      • Jun 2013
      • 140

      #122
      256/295 – Iomerê

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      O nome de Iomerê, segundo a língua tupi-guarani, significa Clareira Branca ou Campo Branco. Apesar disso, a colonização e tradições do município são italianos.

      O município possui cerca de 3 mil habitantes, ficando a apenas 12 kms de Videira, cidade referência dessa região.

      257/295 – Arroio Trinta

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      Colonizada também por italianos, Arroio Trinta possui atualmente 3,5 mil habitantes. O nome do município possui duas versões: ser o local de pouso de tropeiros, no quilômetro 30 a partir de Videira, ou pelo fato de, no caminho entre Videira e o município, era necessário atravessar um arroio por trinta vezes. Seria este arroio o que passa ao lado do portal do município, aqui atravessado por esta simpática ponte:

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      Dúvidas a parte, vamos em frente.

      258/295 – Salto Veloso

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      Mais um pequeno município do meio-oeste catarinense, os caminhos desta região são muito bonitos, com pinheiros e araucárias a perder de vista sobre morros e colinas.

      O município possui 4,5 mil habitantes.

      259/295 – Água Doce

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      Apesar de possuir apenas 7 mil habitantes, Água Doce é o 5º maior município em extensão territorial do estado. Em suas terras, um local que está em evidência ultimamente é a vinícola Vilaggio Grando.

      O nome da cidade veio de uma situação curiosa: uma mula que transportava açúcar para um dos tropeiros da região se desequilibrou ao atravessar um rio, derrubando toda a carga sobre o curso d’água, que daí em diante foi denominado como Água Doce.

      260/295 – Catanduvas

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      Conhecida como “Capital Catarinense do Chimarrão”, Catanduvas fica à beira da BR-282, e possui cerca de 10 mil habitantes. Por conta dessa matriz econômica, e por conta da grande produção de erva-mate, a cidade promove a cada dois anos a Festa do Chimarrão.

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      • Allan Gustavo
        Fazedor de Chuva

        • Jun 2013
        • 140

        #123
        261/295 – Lacerdópolis

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        Localizada às margens do rio do Peixe, e situada no caminho entre Joaçaba e os balneários termais do mesmo rio, Lacerdópolis possui atualmente 2,2 mil habitantes. O nome do município é uma homenagem ao governador Jorge Lacerda, recém falecido na época de criação do município.

        262 e 263/295 – Herval d’Oeste e Joaçaba

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        Prefeitura de Herval d’Oeste

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        Prefeitura de Joaçaba

        Impossível separar os registros de Joaçaba e Herval d’Oeste. Separadas apenas pelo rio do Peixe, temos aqui uma população de 60 mil habitantes vivendo praticamente em um só município, interligados por pontes sobre este rio.

        Temos uma boa dimensão dessa peculiaridade ao subir no monumento Frei Bruno, localizado em Joaçaba, onde temos Joaçaba do lado direito do rio, e Herval d’Oeste do lado esquerdo.

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        Joaçaba pode ser considerada a cidade mais importante de toda essa região do vale do Rio do Peixe, sendo famosa também pelo seu carnaval, um dos mais famosos do estado.

        Como foi o meu local de parada, uns choppinhos caíram bem para relaxar e comemorar o primeiro dia de viagem:

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        No dia seguinte, previsão de passagem de uma frente fria pela região. O dia se iniciou com sol em Joaçaba, mas como todo bom fazedor de chuva, a chuva estaria por vir, com um agravante que contarei depois.

        264/295 – Luzerna

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        Praticamente conurbada com Joaçaba, e distante apenas a 11 kms do centro desta, Luzerna possui 5,5 mil habitantes. Conhecida também como capital da Amizade, situa-se no meio da rota da Amizade, que liga Fraiburgo à Piratuba, passando por cidades como Treze Tílias, Joaçaba, Videira, Luzerna, entre outras.

        Saindo de Luzerna, entrei em contato com o outro agravante que havia citado: as condições de asfalto, bem precárias no caminho até a próxima cidade.

        265/295 – Ibicaré

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        Ibicaré possui aproximadamente 3,5 mil habitantes, ostentando o título de “Capital Catarinense do Rodeio”.

        Como disse anteriormente, o asfalto está muito precário para se chegar aqui, muitas quedas de barreiras não arrumadas, e muitos buracos no pavimento, que ainda estava escorregadio por conta das chuvas da madrugada.
        Última edição por Allan Gustavo; 25-04-16, 00:53.

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        • Allan Gustavo
          Fazedor de Chuva

          • Jun 2013
          • 140

          #124
          266/295 – Treze Tílias

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          E aqui chegamos ao Tirol catarinense. Treze Tílias, ou melhor, “Dreizehnlinden” em alemão, foi colonizada por imigrantes austríacos da região do Tirol, cultura que é preservada com orgulho pelos descendentes e moradores atuais. A arquitetura chama a atenção, como neste hotel localizado na entrada da cidade:

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          Um negócio legal de se ver também são os galos metálicos localizados no telhado das casas.

          Voltando para Ibicaré, logo segui para o próximo município, Tangará, onde encontrei no caminho piores condições de estrada, e vários pares e siga. Em um deles, deu para registrar as condições da rodovia.

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          Ao final de um destes trechos, quase dentro do perímetro urbano de Tangará, quase comprei um terreninho por conta de umas pedras soltas. Sinal de que o dia não seria dos melhores.

          267/295 – Tangará

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          Tangará possui aproximadamente 9 mil habitantes, e possui uma das melhores rampas para voo livre do estado. Foi colonizada por imigrantes alemães e italianos.

          Esta foi mais uma cidade erguida às margens da ferrovia construída entre São Paulo e o Rio Grande do Sul no século XX, e que serviu de foco para a infeliz e sangrenta guerra do Contestado, que ocorreu entre os estados do Paraná e Santa Catarina contra caboclos da região.

          A estação ferroviária de Tangará permanece em pé até hoje, próximo ao prédio da prefeitura.

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          Seguindo para Pinheiro Preto, a chuva desabou de vez, junto com a qualidade do asfalto, exigindo muito da direção. Como diria Roberto Carlos, são tantas emoções heheh.

          268/295 – Pinheiro Preto

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          Pinheiro Preto é conhecida como a Capital Catarinense do Vinho, mas é mais conhecida como local de ocorrência do primeiro assalto a trem pagador ocorrido no Brasil, em 1909, quando ainda era uma localidade do município de Videira.

          Sua população é de 3 mil habitantes.

          269/295 – Ibiam

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          Também criada em função da rodovia São Paulo-Rio Grande do Sul, Ibiam possui atualmente cerca de 2 mil habitantes, sendo desmembrada de Tangará há apenas 20 anos, em 1995.

          No caminho entre Pinheiro Preto e Ibiam o asfalto deu uma melhorada, assim como a chuva, ficando um pouco mais tranquilo de pilotar.

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          • Allan Gustavo
            Fazedor de Chuva

            • Jun 2013
            • 140

            #125
            270/295 – Campos Novos

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            Campos Novos, mais conhecida como o “Celeiro Catarinense”, é um dos municípios de grande importância do estado. Local de entroncamento das BRs 282 e 470, possui a 3ª maior área territorial do estado, em local totalmente favorável para o agronegócio. Possui também em seu território, na divisa com o município de Celso Ramos, a Usina Hidrelétrica Campos Novos, no rio Canoas, responsável pela geração de energia elétrica de um quarto do estado.

            Vindo de Ibiam, a chuva havia dado uma trégua, que achei que fosse passageira. Ledo engano, olha a condição do tempo quando cheguei à cidade:

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            Foi só o tempo de estacionar na frente da prefeitura, que começou a cair todo esse aguaceiro, e tive que esperar por uns 15 minutos, até que a chuva deu uma maneirada, e ficou mais seguro de se partir.

            271/295 – Abdon Batista

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            Abdon Batista talvez tenha sido o município mais difícil de se visitar até o momento, dadas as circunstâncias do momento. Apesar do aguaceiro maior ter caído quando estava em Campos Novos, as pancadas mais fortes caiam e alternavam com breves períodos de melhoria durante os 55 kms que separam Campos Novos da sede de Abdon Batista, em uma rodovia recém pavimentada que margeia o lago da Usina Hidrelétrica de Campos Novos, no rio Canoas:

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            Inclusive, o cenário era tão rural, que até uns bois tive que espantar para passar pela rodovia:

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            O município possui cerca de 2,7 mil habitantes.

            272/295 – Celso Ramos

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            Celso Ramos ganhou esse nome em homenagem a um antigo governador do estado, o mesmo que dá nome ao município litorâneo de Governador Celso Ramos. Esta cidade possui 2,5 mil habitantes.

            Havia um caminho não asfaltado entre Abdon Batista e Celso Ramos de 40 kms, mas com todo esse aguaceiro caindo, resolvi ir pelo asfalto, cuja distância era de cerca de 70 kms, retornando à BR-470. E era engraçado, sempre que chegava nos períodos de melhoria, eu analisava geral o tempo, e justamente o meu destino era onde estavam as nuvens mais carregadas. Não demorava muito e começava a cair toda aquela água, pensei comigo: pô, acho que o estado não quer deixar que eu conclua o desafio hahahah este dia está sendo realmente puxado. A minha sorte é que esta região possui melhor pavimentação, e assim dava para manter um ritmo bom tranquilamente.

            Quase chegando a Celso Ramos, uma parada na Usina Hidrelétrica Campos Novos, imponente construção no rio Canoas, cuja barragem é a quarta maior do mundo, com 202 metros de altura. Realmente é uma construção impressionante:

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            273/295 – Zortéa

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            Localizada já bem próxima dos balneários termais do vale do Rio do Peixe, Zortéa possui atualmente 3 mil habitantes, com o seu nome derivando do sobrenome italiano de alguns de seus colonizadores.

            Aqui, mais uma conquista: completei todos os municípios da região Serrana do estado. Assim, faltam apenas duas regiões a serem completadas, das seis existentes: a região Oeste, e a região Norte.

            274/295 – Ouro

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            Com cerca de 8 mil habitantes, Ouro é um dos balneários termais localizados na margem do rio do Peixe. Praticamente conurbada com Capinzal, possui as Termas de Ouro, local bastante procurado na região.

            Ao atravessar a cidade de Capinzal e a ponte sobre o rio do Peixe para chegar a Ouro, achei o local meio bagunçado, trânsito complicado, muita gente cortando a frente, não respeitando os outros veículos, filas e mais filas, não me agradou muito essa situação, além do retorno do chuvisco. Sendo assim, atravessei novamente a ponte para fazer o registro de Capinzal e sair logo dessa anarquia.

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            • Allan Gustavo
              Fazedor de Chuva

              • Jun 2013
              • 140

              #126
              275/295 – Capinzal

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              Com 20 mil habitantes, Capinzal sedia uma das mais importantes unidades da Perdigão (atual BRF), ostentando o título de “Capital do Chester”.

              No entanto, como havia adiantado, esta cidade me deixou uma impressão negativa, pelo trânsito complicado. Portanto, havia uma certa ansiedade de sair logo dali. E assim, no retorno à parte alta da cidade para chegar ao trevo de acesso à Piratuba, fui surpreendido com alguns tachões dispostos em forma de um losango /retângulo, bem no meio da faixa da rodovia. Como haviam cerca de quatro carros subindo na minha frente, não deu para identifica-los com antecedência, então quando o último carro passou por cima e eles apareceram na minha frente, não deu tempo desviar, e foi chão na hora.

              Logo me levantei, e o motorista do carro que vinha atrás veio me ajudar, junto com um morador de uma das casas dali. Senti na hora o braço esquerdo meio dolorido, bem na altura do ombro, o mesmo que havia quebrado 3 anos atrás. Por sorte, foi apenas o dolorido, os movimentos estavam normais, abençoada proteção da jaqueta heheh.

              A motoca também sofreu alguns danos: base de apoio da caixa do velocímetro estourada e pedal das marchas torto. Passado o susto, desci com ela desligada a mesma ladeira que havia subido, onde encontrei uma mecânica de motos. Após verificar que não encontraria ali a caixa do velocímetro para trocar, os mecânicos apelaram para uma solução artesanal: umas borrachas para segurar a caixa do velocímetro, uma barra de ferro para desentortar o pedal das marchas.

              Dali me peguei na situação: o que faço agora? Resolvi seguir um conselho ouvido aqui no TFC algumas vezes, de que “Recuar? Só se for para frente”, e resolvi seguir nesses improvisos até Concórdia, onde teria uma concessionária da Yamaha para dar uma geral, e também teria mais estrutura caso precisasse, hospital e etc.

              E assim segui em frente, numa corrida contra o tempo para chegar em Concórdia antes das 18 horas (eram umas 16:20 horas) e pegar a Yamaha aberta.

              276/295 – Piratuba

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              Com apenas 5 mil habitantes, Piratuba é um dos balneários termais mais procurados do estado, possui uma vasta rede hoteleira e de serviços voltados ao turismo.

              Infelizmente, por conta das circunstâncias, não me permiti conhecer melhor a cidade, fazendo apenas o registro da prefeitura e seguindo em diante. Fica para a próxima heheh.

              277/295 – Ipira

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              Atravessando mais uma vez o rio do Peixe, chego à Ipira, próximo destino, também com uma população de 5 mil habitantes.

              Ao sair da prefeitura, um rapaz de carro me parou perguntando se ali era a prefeitura. Ao que respondi que sim, ele me perguntou se sabia onde encontrar o secretário tal, e porque estava fechada naquela sexta-feira (devem ter emendado o feriado), eu, com um pouco de afobação por querer chegar logo a Concórdia, respondi sem maiores explicações “desculpe meu amigo, mas não sei, passei aqui só pra tirar uma foto e provar que estive aqui” meio que rindo, onde os dois caíram na gargalhada. Ele deve ter pensado...para que este louco que provar isso hahah. Coisas de Fazedores de Chuva.

              278/295 – Peritiba

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              Com 3,2 mil habitantes, o nome de Peritiba provém também da língua tupi-guarani, significando “lugar onde há muito junco”. O município era o penúltimo localizado na SC-390, antes de chegar na BR-153, em Concórdia.

              279/295 – Alto Bela Vista

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              E aqui surge a dúvida: para chegar a Alto Bela Vista, precisaria desviar em 32 kms (16 de ida e 16 de volta) da SC-390 sentido à Concórdia. E agora, vou e chego tarde em Concórdia, ou deixo para amanhã cedo? E se nesse meio-tempo eu descubro que a moto vai precisar de reparos (troca do pedal e da transmissão, que ficou bem ruim depois da queda), ou que aconteceu o pior com meu ombro (já me lembrando da época de ombro quebrado, que fiquei 2 meses sem dirigir, visto que neste momento ele já estava bem mais dolorido). Quer saber, não sei o que vai acontecer nesse meio tempo, vou terminar esta região e se não chegar a tempo em Concórdia amanhã cedo resolvo o que tiver que resolver.

              E assim desci até Alto Bela Vista, município localizado quase às margens do rio Uruguai, com uma população de 2 mil habitantes, e que estava animada na decoração de uma festa local que ocorreria neste final de semana (infelizmente não me recordo o nome).

              280/295 – Concórdia

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              E enfim chegamos à Concórdia. Mas pelo avançado da hora (17:55 horas), nem adiantava correr na Yamaha. Sai para procurar um hotel no centro, e encontrei um próximo da prefeitura e da rua coberta.

              Após uma ducha quente, percebi que o dolorido do ombro era apenas uma luxação, graças a deus não tive novamente uma fratura, pois na água quente a dor passava e os movimentos continuavam normais. Portanto, um dos problemas estava “resolvido”. Assim, saí para fazer o registro da prefeitura (ficou péssimo, a câmera do meu celular à noite não é boa, mas é o que tinha para o momento heheh), e comprar alguns anti-inflamatórios, e em seguida capotar na cama.

              No dia seguinte (sábado), 07:40 da manhã e lá já estava eu de campana na Yamaha heheh, onde fui bem recebido, e apesar de não ter em estoque o pedal da marcha para trocar, melhorou as gambiarras que tinha feito em Capinzal, desentortando melhor o pedal e regulando toda a transmissão. Dessa forma, apesar de ter acordado pensando em continuar até Caçador (roteiro inicial), resolvi voltar para Balneário, visto que havia terminado o Meio-Oeste, e para não ter mais surpresas no caminho (sei lá, pode ser psicológico por causa da fratura anterior, mas por causa da dor não estava muito bem de reflexos com o braço esquerdo, vai que acontece outra queda e ferra tudo de novo, já ia passar o filme dos transtornos que passei quando quebrei o ombro, bem na época da mudança para SC). E assim retornei para BC pela BR-282, via Lages e Floripa, para evitar o tráfego de caminhões e as curvas sinuosas da BR-470, trajeto que rendeu 70 kms a mais. Mas rendeu mesmo, pois com tempo bom e pista vazia, fiz em 7 horas os 550 kms (sendo 480 kms de pista simples) existentes entre Concórdia e BC.

              Ah, e sobre Concórdia, me agradou a cidade, pena que não estava em um dia bom para conhece-la melhor, cidade de 70 mil habitantes, berço da Sadia, e colonizada por italianos, alemães e poloneses. Fica para a próxima também heheh.

              Comentário

              • Allan Gustavo
                Fazedor de Chuva

                • Jun 2013
                • 140

                #127
                E vamos lá, fechar as contas de mais uma expedição, a Expedição Agora Vai!! (que não foi!!) hahahah.

                Km da viagem
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                1.605,4 kms rodados

                Mapas do percurso da expedição
                Dia 1 - 21/04
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                Dia 2 - 22/04
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                Dia 3 - 23/04
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                Falta pouco, muito pouco, 15 municípios

                280 municípios visitados
                14.755 kms rodados

                Como faltam 15 municípios relativamente pertos daqui, uma viagem de final de semana basta para concluir...se bobear no final de semana que vem já termino, vamos ver hehehe sempre fazendo “Qualquer um pode fazer, porém poucos o fazem”.

                Grande abraço, boa semana, e boas estradas!

                Comentário

                • Allan Gustavo
                  Fazedor de Chuva

                  • Jun 2013
                  • 140

                  #128
                  Salve Irmãos FC's

                  Agora finalmente posso dizer que, nesse chuvoso feriado de Corpus Christi que foi em SC, que completei os trechos faltantes de meu desafio VFC. E caiu água ontem hein, foram praticamente 560 kms debaixo daquela chuvinha intermitente, que às vezes abrandava, às vezes piorava, mas seguia ali, firme e forte me acompanhando.
                  Vou postar as fotos das 15 prefeituras faltantes, e depois com mais tempo retorno para relatar como foi essa última viagem, feita nos dias 26 e 27/05.

                  Fotos da quinta-feira (26/05/2016)

                  36/295 - Corupá

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                  Refazendo a foto desta cidade, quando passei aqui em 2013 estava acontecendo o desfile de 7 de Setembro, portanto acabei tirando apenas uma foto da prefeitura de longe, sem aparecer nem eu nem a moto.

                  281/295 - Três Barras

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                  282/295 - Canoinhas

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                  283/295 - Bela Vista do Toldo

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                  284/295 - Irineópolis

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                  285/295 - Porto União

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                  286/295 - Matos Costa

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                  287/295 - Calmon

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                  288/295 - Macieira

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                  289/295 - Caçador

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                  Comentário

                  • Allan Gustavo
                    Fazedor de Chuva

                    • Jun 2013
                    • 140

                    #129
                    Fotos da sexta-feira (27/05/2016)

                    290/295 - Timbó Grande

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                    291/295 - Monte Castelo

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                    292/295 - Major Vieira

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                    293/295 - Papanduva

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                    294/295 - Itaiópolis

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                    295/295 - Mafra

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                    E aqui finalmente o último município do estado a ser visitado, Mafra. Pensa numa água que caiu do céu depois daqui, na volta para o litoral, foi para lavar a alma mesmo hahaha. Inclusive uma amiga minha que estava lá me mandou mensagem me falando para não ira pra lá porque estava chovendo muito, mas depois de várias vezes adiar esta conclusão, não era essa chuva que ia me impedir né heheh.

                    E a quilometragem final desta viagem, de um total de quase 16 mil kms rodados no desafio inteiro.
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                    Bom, é isso, depois retorno para relatar melhor esta última viagem, agradeço mais uma vez aos Fazedores de Chuva por existirem e por me proporcionar toda essa bagagem e esses locais em que visitei nesses três anos, e logo mais bora planejar encarar outros desafios, quem sabe lançar o Cardeal e o Bandeirante né hahaha.

                    Abraços!

                    Comentário

                    • Gilmar Dessaune
                      Fazedor de Chuva

                      • Oct 2012
                      • 6891

                      #130
                      Muito bom dia, agora, VALENTE FAZEDOR DE CHUVA ALLAN GUSTAVO,

                      Arrepiado e emocionado com sua conclusão do Valente FC - Sana Catarina depois de anos persistindo e 295 visitados... e maravilhosamente bem narrados e fotografados.

                      Uma odisseia espetacular onde se pode ver toda uma transformação da pessoa ao longo do desafio e a total fidelidade à guerreira companheira de viagens a sua querida moto.

                      Parabéns pela rica narrativa e pela imensa superação ao persistir em realizar o que "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem..."

                      Receba o selo sob seu nome, seu mérito ninguém tirará e você o carregará para o resto de sua existência.

                      Bem vindo à Elite do Motociclismo Mundial e foi uma conquista em altíssimo estilo, afinal quase 300 municípios não é fácil... são poucos insanos, doidos varridos, loucos de pedra que se propõem e depois realizam tal empreitada.

                      Difícil escolher uma foto emblemática para representar tanto que conquistou, mas escolhi uma que me deixou emocionado, pois nela você não está mas sua essência sim.

                      Abração Valente FC Allan Gustavo, temos orgulho de você e lhe agradecemos por compartilhar tudo isso conosco!!!!

                      Seu desafio está HOMOLOGADO!!!!! UHUUUUUUUUUUUUUUUUU

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                      Comentário

                      • Allan Gustavo
                        Fazedor de Chuva

                        • Jun 2013
                        • 140

                        #131
                        Boa noite,
                        Grande NFC VFC Gilmar,

                        Obrigado pelas palavras, agora quem ficou arrepiado e emocionado fui eu hehehehe obrigado mesmo, tuas palavras acabam sempre sendo uma motivação extra para todos aqui no TFC.

                        Gostaria de agradecer mais uma vez aqui a todos os irmãos e aos próprios desafios, sou daqueles que acreditam naquela máxima de que o caminho percorrido talvez seja mais importante do que o objetivo alcançado, e se não existissem o TFC e os desafios, eu nunca teria passado por essa experiência, muito boa mesmo, assim como não teria adquirido bagagem também com o relato dos outros desafios que vemos por aqui.

                        Aproveito até para transcrever a postagem que fiz no meu face, do momento da foto em Mafra, última prefeitura registrada, acho que resume bem a emoção desse momento heheh

                        “295/295 - Mafra - Quando me lancei no desafio, há 3 anos atrás, não sabia muito bem o que viria pela frente, só tinha a vontade e coragem de tocar em frente até onde fosse possível . O objetivo, visitar todas as 295 cidades de SC, na verdade acabou se tornando apenas um pretexto para poder conhecer várias facetas deste estado que escolhi para seguir minha vida (e que cada vez mais tenho certeza de ter feito a escolha certa). A proposta do desafio, a filosofia dos Fazedores de Chuva, os segredos, surpresas, e também as dificuldades encontradas nesse caminho (hj msm a chuva não deu trégua, foi água do começo ao fim, pq pelo jeito vai me acompanhar ainda até o litoral heheh), só me fizeram valorizar mais ainda o fim desse ciclo e essa conquista, momento onde me sinto em mais sintonia com a moto, muito mais catarinense, e a partir de hj, temos mais um Valente Fazedor de Chuva na área. Motivos de sobra para comemorar, e também agradecer a todos que me apoiaram durante este período. Agora um breve descanso, e quem sabe lançar os desafios Bandeirante e Cardeal FC? Bora rodar por esse Brasilzão! ‪#‎valentefc‬ ‪#‎acabouétetraétetra‬ kkkkkkkk‪#‎planaltonorte‬ ‪#‎expediçãoagoravaidevez‬”

                        Bom, mas vamos lá aos registros da última viagem do VFC, que acabou sendo chamada de Expedição Agora Vai de Vez heheh

                        Depois de adiar esta última viagem por alguns finais de semana, enfim preparei a mochila novamente, e na manhã do feriado 26/05, consegui executar a etapa mais difícil desse trecho: girar a chave na ignição e partir para a estrada heheheh. Um pouco mais tarde do que o normal, para evitar o frio do final da madrugada que está congelante nos últimos tempos aqui no sul.

                        E dessa forma tomei a BR-101 sentido norte, até o trevo da BR-280, a qual seguiria por um bom trecho. Quase duas horas depois da partida, a primeira parada: Corupá (36/295), cidade a qual estive em 07/09/2013, bem na hora do desfile de 7 de setembro, e assim fiquei ilhado sem conseguir atravessar a rua heheh, portanto aqui fica o novo registro. E o visual de Corupá é bem bonito, de qualquer lugar da cidade temos a visão da imponente Serra do Mar, como nesta foto tirada em frente à Prefeitura.

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                        Em seguida, continuei pela BR-280 subindo a serra de Corupá, e já saindo no Planalto Norte Catarinense, região das cidades restantes. Após a passagem por Mafra, peguei bastante tráfego até chegar na primeira cidade inédita do dia, digamos assim hehehe, Três Barras (281/295), cujo acesso estava em condições bem ruins, e a avenida principal pior ainda, muitas ondulações e buracos.

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                        Passado por lá vi muitas guarnições do Exército, onde pesquisando agora na internet descobri que está instalado neste município de 18 mil habitantes, o Campo de Instrução Marechal Hermes – CIMH, o maior campo de manobras do Exército Brasileiro nos estados do PR e SC.

                        Em seguida, sem precisar voltar à BR-280, cheguei à segunda do dia, Canoinhas (282/295), a Capital da Erva-Mate.

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                        Aqui começamos a adentrar melhor na região chamada de Contestado, palco de sangrentas batalhas entre o governo brasileiro e caboclos da região, e até mesmo entre os estados do PR e SC para definição dos limites territoriais. Canoinhas é uma das maiores cidades da região, com cerca de 52 mil habitantes.

                        De volta à BR-280, seguindo no sentido Oeste, procurava a entrada da próxima cidade, quando notei havia passado reto, a placa estava escondida. Logo, retornei e andei por volta de 5 kms até chegar à Bela Vista do Toldo (283/295), município de 6 mil habitantes, instalado há apenas 22 anos, e onde fui recepcionado com uma leve pancada de chuva, prenúncio do seguimento da viagem ehehe.

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                        Voltando novamente à BR-280, depois de aproximadamente 35 kms de uma paisagem bem ver e bonita, chego à quarta do dia, Irineópolis (284/295), onde uma faixa da rua principal estava interditada e toda decorada com os tapetes para a procissão de Corpus Christi, e assim tive que ir até o final da rua para conseguir atravessar para a rua da prefeitura, que ficava do outro lado de onde estavam os tapetes.

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                        Irineópolis fica às margens do rio Iguaçu, divisa natural entre os estados do PR e SC, e ganhou esse nome em homenagem a uma família de colonizadores do local, possuindo aproximadamente 10,5 mil habitantes.

                        E mais uma vez lá vamos nós de volta à BR-280, cumprir o último trecho dela neste dia, até o município de Porto União (285/295), que juntamente com o município de União da Vitória (PR) formam um só conglomerado urbano, denominando-as as “Gêmeas do Iguaçu”.

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                        O município possui aproximadamente 35 mil habitantes, e ganhou esse nome por se situar ao final da parte navegável do Rio Iguaçu, sendo o principal porto de embarque e desembarque da região, por isso o “União” de seu nome. A cidade também é conhecida como “Capital Estadual do Steinhaeger”, bebida destilada bastante apreciada na nossa região.

                        Saindo de Porto União, sentido sul, passei por maus bocados na SC-135. Buracos, buracos, e mais buracos, principalmente nos kms entre Porto União e o distrito de São Miguel da Serra. Tudo isso regado à garoa que ora vinha, ora sumia, ora voltava de novo. E logo quando cheguei à Matos Costa (286/295), ela engrossou novamente, não sei que tempo louco era esse, era só entrar na cidade a chuva engrossava hahaha.

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                        O município possui apenas 2,8 mil habitantes, e possui uma bela estação ferroviária, ao fundo na foto acima (a preguiça – leia-se chuva – não me deixou chegar mais perto para fotografar haha).

                        Logo em seguida, chego ao município de Calmon (287/295), cidade de 3,5 mil habitantes situada na parte alta de uma colina acima da rodovia SC-135.

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                        De volta à SC-135, logo chego à Caçador, principal município da região. Mas como este seria meu lugar de pouso, apenas o contornei e segui direção Oeste até chegar ao município de Macieira (288/295), pequenina (1,8 mil habitantes) porém bela cidade, situada nos arredores da Floresta Nacional de Caçador, um verdadeiro tapete verde de pinheiros e araucárias a perder de vista.

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                        E, para finalizar o primeiro dia, o registro e o pouso em Caçador (289/295), a Capital Industrial do Meio-Oeste Catarinense, município com 75 mil habitantes, e com influência em toda a região ao redor. O município possui um museu do Contestado (que estava fechado), situado em uma antiga estação ferroviária desativada. Aliás, neste percurso de hoje, cruzar linhas de trem foi uma constante heheh.

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                        Rio do Peixe

                        Registros feitos, hora de cumprir o velho ritual de conhecer a região central da cidade, tomar um chopinho pra relaxar os músculos, e partir descansar para o próximo dia.

                        E assim termina o primeiro dia, com o seguinte percurso:
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                        Comentário

                        • Allan Gustavo
                          Fazedor de Chuva

                          • Jun 2013
                          • 140

                          #132
                          Começando o segundo dia, faltavam 6 cidades, coisa linda hein hehehe. Saí de Caçador pela SC-350 em direção à BR-116, e até a metade desse caminho pude curtir os últimos kms de tempo seco da viagem, porque para coroar a última viagem, ela montou na garupa e não saiu mais, a chuva hehe.

                          E, 120 kms depois de sair de Caçador, chego ao talvez município mais retirado do estado: Timbó Grande (290/295). Por asfalto, o município mais perto está a 68 kms de distância (Santa Cecília). Já por estrada de chão (que não desejaria nem ver as condições nessa chuva), são 50 kms de Caçador e 60 de Lebon Régis. Apesar do “isolamento”, os arredores do município estão muito bem preservados, mesmo com o fato de cruzar com vários caminhões transportando madeira na rodovia que liga o município à BR-116.

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ID:	233624

                          O município possui cerca de 10 mil habitantes.

                          De volta à BR-116, a chuva engrossa novamente, seguido por alguns trechos com neblina, e o prazer da última viagem começa a ser dividido com maior atenção. Parecia mais uma vez o estado dificultando sua conquista heheheh. E assim, chegamos ao próximo destino: Monte Castelo (291/295), município de 8,5 mil habitantes situado a margem da própria BR.

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ID:	233625

                          Aqui vi a passagem de um trem cargueiro da ALL. Não sei porque bateu uma nostalgia quando vi o trem, me lembrei das viagens de trem da infância em SP, viagens de Marília para Campinas que duravam um dia, lembranças boas.

                          Saindo de Monte Castelo, um pequeno desvio da BR-116, mais um longo suplício de buracos e buracos até chegar em Major Vieira (292/295). Que mania de descuidar das estradas que esse país tem ehehehhe. Pelo menos aqui a chuva foi uma aliada: as poças formadas nos buracos denunciavam sua existência e localização, assim ficava mais fácil desviar deles.

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ID:	233626

                          Major Vieira possui cerca de 7,5 mil habitantes.

                          Voltando à BR-116, vamos subindo direção norte, no antigo Caminho de Tropeiros, dos comerciantes que saiam do RS e seguiam até a feira de animais de Sorocaba (SP). Nesse caminho, bastante trilhado no século XVIII, vários locais de parada se transformaram em pequenas vilas, que posteriormente viraram municípios. E o próximo, Papanduva (293/295), é um deles.

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ID:	233627

                          Papanduva possui 18 mil habitantes, chega a ser “grandinha” para os padrões da região (até me surpreendi, tenho uma amiga que é natural de lá, e pelo que ela falava tinha impressão de ser menor do que é), e o seu acesso principal estava interditado para recapeamento, o que me fez suar um pouco pelo desvio de pedrinhas e, adivinhem, buracos hehehe mas de menor proporção do que os encarados nesta viagem.

                          Saindo de Papanduva, volto à BR-116, e ainda debaixo de água, chego à Itaiópolis (294/295), município de 20 mil habitantes e colonizado por imigrantes poloneses, ucranianos e alemães.

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ID:	233628

                          Saindo de Itaiópolis, cerca de 20 kms faltavam para Mafra (295/295), a última cidade do desafio. Acho que foi aí que caiu a ficha hehehe depois de toda a concentração e adrenalina, não só dessa viagem, mas também das outras, foi aí que me toquei que estava completando o desafio. Aí até baixei a velocidade, fui aproveitando cada metro da rodovia até chegar na entrada da cidade, e cruzá-la para chegar à prefeitura, onde por um momento, a chuva deu uma trégua e virou uma garoa bem rala.

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ID:	233629

                          E, como havia dito na postagem anterior, chegando à Mafra que vi a mensagem no celular de uma amiga minha que foi passar o feriado lá (ela é natural de Mafra), me dizendo para não ir para lá porque estava chovendo muito. Mas sinceramente, depois de adiar por algumas vezes, foi até bom essa chuva para lavar a alma, e curtir a conclusão de ciclo.

                          Nessa vibe, até esqueci de tirar fotos da cidade, a Pérola do Planalto, com 55 mil habitantes, e acabei ficando somente com o registro da prefeitura.

                          E, para lavar a alma de vez, saindo do município caiu o mundo de vez, fazendo os 220 km finais de Mafra a Balneário durarem quase 5 horas (com uma parada em Jaraguá do Sul). Mas nada importava ou incomodava, o desafio estava concluído!

                          Percurso do dia.
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ID:	233631

                          Quilometragem da viagem
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ID:	233632
                          E agora sim, mapa completo, total de 15.897 kms rodados em 3 anos.

                          Bom, é isso, não sei não, mas como loucura pouca é bobagem, acho que logo estarei aqui lançando o Cardeal e Bandeirante FC hehehe vamos ver quanto tempo a Alma Inquieta vai aguentar.

                          Grande abraço, e boas estradas!

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