Valente Fazedor de Chuva - Roraima

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  • Carlos Prado Jr
    Fazedor de Chuva
    • Dec 2012
    • 24

    #31
    GCFCs Dolor e Esposa,

    Saiba que fico muito contente e honrado por está incluído nos seus roteiros. Como disse anteriormente estou planejando, ainda mentalmente, fazer o Bandeirante FC, verificando as rotas e demais opções. Espero que logo mais essa deliciosa loucura entre na galeria dos Sonhos e depois vire uma Alma Inquieta dos FCs. Muito boas as suas recordações das andanças pelo Norte do Brasil. Lamento pela perda de seu amigo em Porto velho. Agora a descida da moto Honda Valkirie pela escada do trapiche é algo Faraônico (eu já pisei em muitos trapiches, não esqueça que sou natural de Belém). E o banho de chuva no convés do navio!? Isso é coisa de quem se sentiu em casa, já nativo daqui da Amazônia. Mas voltando ao desafio Bandeirante FC. Depois que o FC Cezar passou a informação de que é possível chegar de Boa Vista até Macapá por terra. Estou pensando seriamente em iniciar o desafio do FC Bandeirante este ano. Partindo de Londrina e seguindo por Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Porto Velho/RO, Manaus/AM, Boa Vista/RR e Macapá/AP. Ainda não consegui definir o retorno, Macapá para Belém de balsa/barco ou por terra no caminho inverso. O que vocês acham desta ideia? É viável? Se gostarem, desde já, fica o convite para partimos nesta jornada e assim fazermos as fotos junto aos Palácios de Governo dos estados. Caso vocês já tenham algo em mente vamos conversando. Grande abraço. Até mais.

    PS1: Já convidei, em outro post, o FC Souvenir, que já está fazendo o Bandeirante FC.
    PS2: Aproveito para convidar o FC Cezar para nos acompanhar nesta jornada.
    Última edição por Carlos Prado Jr; 29-01-13, 13:58.

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    • Cezar Riva
      Fazedor de Chuva

      • Sep 2012
      • 229

      #32
      Saudações estradeiras FC Carlos
      Se vieres por Porto Velho fazendo o Bandeirantes FC, não esqueça de dar uma esticadinha até Rio Branco - Acre. São "só" uns 500 km. E para quem já está em Rio Branco, por que não ir até Mancio Lima, fazendo o extremo oeste do Cardeal FC? Uma coisa puxa a outra ehehehe.
      Chegando em Boa Vista, vamos ao Uiramutã, fazendo o extremo norte do Cardeal FC. Tá vendo, uma coisa puxa a outra, e você vai matando dois coelhos de uma "lapada" como dizem por aqui.
      De Boa Vista a Macapá existem dois trechos, como falei, de estrada sem asfalto (400 km na Guiana e 300 km do Oiapoque até Macapá). O restante é só asfalto.
      De Santana (40 km de Macapá) sugiro tomar um barco para Belém e rever a terrinha. É mais rápido e você já faz outras capitais no retorno. Belém, São Luiz, Palmas, Brasilia, Goiania e BH poderiam ser feitas na volta, deixando "só metade" das capitais para depois.
      Tô torcendo para que seu projeto saia do sonho e se transforme em mais uma "alma inquieta" por este Brasil estradeiro.
      Abraços

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      • Carlos Prado Jr
        Fazedor de Chuva
        • Dec 2012
        • 24

        #33
        Olá FC Cezar,

        Achei muito interessante suas sugestões! Principalmente Uiramutã e a volta por Belém, passando pelas demais capitais. Com relação ao Acre acho que vou deixar para outra empreitada, pois pretendo descer a Estrada do Pacífico em breve. Agora preciso encontrar FCs que queiram me acompanhar até Roraima e Macapá. Muito agradecido. Até breve.

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        • Dolor
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2011
          • 3250

          #34
          Com a permissão do FC Cezar, continuo abusando do espaço "Um grande desafio!" para ir avançando e preparando o terreno para assim que tiver as minhas amarras liberadas e a carta de alforria no bolso, me lançar para a única capital no hemisfério norte do nosso país, Boa Vista, abraçar este nosso host e como ele mesmo diz, ir matando com uma "lapada", vários coelhos, como o Bandeirante e o Cardeal FC.

          O problema é que fiquei muito tempo ausente de um empreendimento na minha cidade de Itajaí, mas especificamente, um condomínio residencial de lotes, onde muito trabalho foi se acumulando e alguns não ficaram a contento, e a fim de reorganizar as obras, estou durante 10/12 horas por dia puxando a carroça até tudo estar dentro das expectativas e do conceito dado ao mesmo.

          A contagem regressiva já está iniciada e espero em poucas semana estar na rua, procurando este meu norte.

          Por enquanto viajo com todos vocês e estou louco para vê-los na estrada em busca desta loucura que vai se tornando estes desafios dos Fazedores de Chuva.

          Coisa pra loucos!

          Bem, relembro que a minha casa não tem portas para vocês!

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          • Carlos Prado Jr
            Fazedor de Chuva
            • Dec 2012
            • 24

            #35
            GCFC Dolor e FC Cezar,

            A minha loucura é tanta para começar a fazer o FC Bandeirante que acabei tomando o espaço do Grande Desafio do FC Cezar. FC Cezar não percebi e nem tive a intenção de abusar, desculpe por isso! Quando eu estiver no desafio você está liberado para usar o espaço dos meus post a vontade. É o mínimo que posso fazer. Grande abraço. Até breve.
            Última edição por Carlos Prado Jr; 01-02-13, 08:23.

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            • Cezar Riva
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2012
              • 229

              #36
              A empolgação é recíproca. Todos os FC são bem vindos para comentarem e assim trocarmos experiências.
              Quantas dúvidas tiramos ao ler os comentários daqueles FCs que já realizaram grandes feitos motociclisticos!
              A postagem de comentários nos incentiva, dá força e coragem para pegarmos a estrada e cumprir nossos desafios.
              Fiquem à vontade, ou como diria nosso GCFC Dolor, "aqui não temos porteira".
              Abraços a todos.

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              • Cezar Riva
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2012
                • 229

                #37
                Valente Fazedor de Chuva - Roraima

                3º/15 - Boa Vista - Mucajai - Iracema - Caracarai ( 270 km ida e volta)

                O sábado amanheceu carancudo. Apesar de moça do tempo ter anunciado na TV ontem a noite que não choveria em Roraima nos próximos 15 dias, não é o que está me parecendo.
                Durante a semana convidei o Mauro, amigo do Roraima MC do qual faço parte para fazer este trecho comigo. Haviamos combinado sair as 10h30min com destino a Caracaraí a 135 km e na volta passaríamos por Iracema e Mucajai.


                Levantei cedo e fui para a Prefeitura de Boa Vista fazer a foto oficial.
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ID:	162768
                Conforme o Censo IBGE 2010, Roraima conta com pouco mais de 450 mil habitantes, dos quais 284 mil estão na capital Boa Vista. Única capital brasileira situada no hemisfério norte, Boa Vista está localizada a 770 km de Manaus cujo único acesso rodoviário se dá pela BR 174, hoje totalmente restaurada.
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ID:	162782
                De Boa Vista é possível ir para a Guiana (130 km), Suriname e Guiana Francesa, reentrando no Brasil pelo Oiapoque. Também pode-se ir para a Venezuela (210km) e de lá para toda América do Sul.
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Name:	Boa Vista _Aérea.jpg
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ID:	162781
                Tivemos época em que os buracos nesta estrada eram tão grandes que cabiam tranquilamente uma motocicleta. Não bastasse isso, há dois anos, Roraima registrou a maior enchente dos últimos 30 anos e a BR 174 teve vários trechos alagados, deixando Boa Vista e outros municípios ilhados. Faltou comida, gás e combustíveis. Tivemos que apelar para Venezuela.

                Partimos as 11h e duas horas já estávamos em Caracaraí.

                4º/15 - CARACARAI
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ID:	162773
                O nome da cidade de Caracaraí, criado em 1955, vem de origem de um pequeno gavião que habita o centro-sul de Roraima. O povoado surgiu no local de descanso dos condutores de gado que saiam do antigo município de Moura, que deu origem ao Território do Rio Branco, mais tarde Território de Roraima e hoje Estado de Roraima.
                Historicamente, conhecido como Cidade Porto, é suporte de abastecimento de Roraima, principalmente com derivados de petróleo transportados em balsas desde a refinaria em Manaus.
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ID:	162769
                Toda região amazônica é caracterizada pelo transporte fluvial de pessoas e cargas. As balsas que partem de Manaus pelo Rio Negro, adentram ao Rio Branco e chegam somente até Caracarai. Em razão das características do Rio Branco,com muita pedra, bancos de areia e corredeiras, não há como continuar a navegação de grandes embarcações a partir desta cidade.
                O mais importante produto da época era a produção de gado, que era embarcada em batelões na cidade de Caracaraí, em direção a cidade de Manaus, que por sua vez abastecia Roraima com aviamentos a bordo dos mesmos batelões ao retornarem.
                O município é cortado pela rodovia federal BR-174 que liga Boa Vista a Manaus e à Venezuela. Este município é detentor de elevados percentuais de áreas protegidas e possui uma reserva indígena de aproximadamente 7.638,06 Km2, onde vivem as etnias Wai-Wai, Wapixana e Yanomami.
                A grande vocação natural do município de pouco mais de 18 mil habitantes é a pesca, sendo o maior produtor do Estado.
                Quanto aos atrativos turísticos do Município os principais são as Unidades de Conservação - (UC’s), como as estações Ecológicas de Caracaraí e de Niquiá, parques Nacionais do Viruá e Serra da Mocidade, Floresta Nacional de Roraima, e, ainda, o Projeto de Preservação de Quelônios, todos sob a jurisdição do IBAMA e a queda d'água do Bem Querer, com vestígios arqueológicos.
                A estação Ecológica de Caracaraí possui um atrativo de grande importância para a atividade do ecoturismo, dadas as inigualáveis oportunidades de observação da flora e fauna pois, corrobora uma parte atípica da Amazônia Ocidental. O acesso é por barco pelo Baixo Rio
                Branco.
                Já a Estação Ecológica de Niquiá, além dos atrativos anteriores e de sua natureza exuberante, o local está repleto de lendas devido o imaginário popular e das culturas indígenas.
                Quanto as Corredeiras do Bem Querer são ideais a prática de canoagem e caiaque no Médio Rio Branco, devido ser o único trecho do rio em que há grande quantidade de blocos de rochas formando corredeiras e cachoeiras durante o verão. Nas formações rochosas há pinturas rupestres e vestígios dos primitivos habitantes da região. O acesso é pela BR-174, com entrada próxima à sede do município. A estação é visitada por turistas locais e estrangeiros.
                Outro atrativo turístico é o Complexo Ecoturístico Ilha do Jaru, além das belezas cênicas o local apresenta boa infraestrutura para o atendimento aos turistas.
                A fome é grande e resolvemos almoçar na beira do Rio Branco. É claro que o prato só poderia ser peixe e aproveitamos para pedir um escabeche de filhote (peixe de couro branco parecido com o surubim, porém sem as pintas) e exageramos.
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                Depois do almoço fomos ao centro cívico, imensa rotatória onde no centro encontra-se o prédio da Câmara Municipal e a Prefeitura. Eu já ia pensando que, a exemplo das duas prefeituras anteriores, não haveria placa indicando a prefeitura. Dito e feito. Parece que todos os prefeitos resolveram descaracterizar os prédios tão logo assumiram o posto em janeiro.
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ID:	162771
                Parece que estão querendo me sabotar. Não me dei por satisfeito e, apesar de não ter expediente, achei uma porta aberta e entrei. Localizei a tradicional placa e click. Eu estive aqui!
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ID:	162772
                Nos damos por satisfeitos e iniciamos a volta.

                5º/15 - IRACEMA
                Este pequeno município de 9 mil habitantes situado às margens da BR 174 tem sua economia baseada na agricultura, sendo um dos principais produtores de melancia do estado.
                O Município de Iracema foi criado em 1994. O nome do município homenageia a esposa do primeiro morador, o hospitaleiro Sr. Militão Pereira da Costa. Foi constituído a partir das terras desmembradas do Município de Mucajaí. Suas principais vilas são: São José, São Raimundo, Apuruí, Vila Iracema (sede) e Campos Novos.
                Sua economia é basicamente agrícola, possui cooperativas no escoamento da produção.
                Este município abriga parte da reserva Indígena Yanomami, ocupando 80% do seu território.
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ID:	162774

                O calor estava de matar e paramos na entrada da cidade para tomar uma água mineral. Confesso que não entendo esta conta: Aqui, uma garrafa de água produzida em Belém (a 2.500km) custa R$ 1,75. Uma garrafa de água mineral produzida em Boa Vista (a 100 km) custa os mesmos R$ 1,75. Assim não dá para ajudar a economia local.
                Tomamos água paraense e logo depois procuramos o prédio da prefeitura que para variar estava fechado, afinal é sábado.
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                Agora sim dá para identificar melhor o local.
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ID:	162776
                Depois da foto oficial, rumamos para Mucajai com o tempo indicando claramente que faríamos chuva pelo caminho.

                6º/15 - MUCAJAÍ

                Trata-se de município com quase 15 mil habitantes e cujo nome na linguagem indígena significa côco pequeno.
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ID:	162777

                Como de praxe, passamos na prefeitura e registramos nossa presença. Estamos acostumados a fazer o bate-volta em Mucajaí para comermos uma deliciosa galinha caipira em alguns fins de semana.
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ID:	162778

                Criado em 1982, o município teve sua origem em 1951 como Colônia Agrícola. Teve seu crescimento atrelado à construção da BR-174. Com a instalação da Unidade do 6° BEC em 1970, foram construídas casas para as famílias dos operários, originando um núcleo comercial e também sendo parada obrigatória dos viajantes que esperavam pela balsa, bem como, para descanso e abastecimento. Sendo próximo a capital, com um potencial madeireiro bem expressivo e as atividades agrícolas propicias atraíram novos moradores.
                O rio Mucajaí que passa ao lado, deu origem ao nome do Município.
                Pelos estudos do SEBRAE-RR, as primeiras famílias a chegarem a Mucajaí foram as de Raimundo Germiniano de Almeida, Joaquim Estevão de Araújo, Genésio Rufino, Lindolpho Braga Pires e Chagas Pinto, oriundas do nordeste. Na época, não havia estradas e o único meio de transporte era o fluvial.
                Em março o município encena a Paixão de Cristo, data em que duplica a população da cidade.
                A economia mucajaiense é basicamente oriunda da agropecuária. Cabe ressaltar que todos os municípios roraimenses são ricos em minerais como o ouro, diamante, nióbio, dentre outros. Sabe-se ainda que o petróleo também pode ser explorado, mas parece que não há interesse do momento.
                No horizonte o céu escuro parecia adivinhar que tinha Fazedor de Chuva na estrada. Então, por que não homenageá-lo. E tome chuva.
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ID:	162779
                Faltando 50 km para chegar em Boa Vista, debaixo de muita água, reduzimos a velocidade e encharcados, mas felizes, depois de mais uma etapa, voltamos para casa.
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                Última edição por Cezar Riva; 06-02-13, 08:53.

                Comentário

                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #38
                  FC Cezar, como é grande o quintal da nossa casa!

                  Quanto aprendizado e conhecimento ao ler os teus relatos tão generosos em informações, além do ótimo cardápio que vai me deixando, literalmente, com água na boca.

                  Deixe a galinha caipira, o filhote ao escabeche e todas estas delícias aí nos aguardando, pois quando menos esperares, daremos o ar da nossa graça.

                  Parabéns e ótima semana!

                  Comentário

                  • Carlos Prado Jr
                    Fazedor de Chuva
                    • Dec 2012
                    • 24

                    #39
                    Olá FC Cezar,

                    E seguem Valentes Você e sua Amazonas 1.600cc. Mais um etapa feita. Parabéns.

                    Comentário

                    • Cezar Riva
                      Fazedor de Chuva

                      • Sep 2012
                      • 229

                      #40
                      Grande Cacique Dolor,
                      Estou lhe esperando em Roraima.
                      Aprochegue-se!

                      Comentário

                      • Cezar Riva
                        Fazedor de Chuva

                        • Sep 2012
                        • 229

                        #41
                        Carlos Prado Jr.
                        Triste notícia. Caí na besteira de publicar fotos da Amazonas na internet e um motociclista de Recife se encantou com ela. Depois de muitas ligações insistentes, a Amazonas foi embora, deixando um que de melancolia.
                        Apesar de já ter rodado com ela em alguns municipios de Roraima, estou cumprindo o desafio VFC com uma Boulevard 1500.
                        Contudo, Normandia e Uiramutã, terei que fazer com moto big trail pois são muitos km de estrada de chão, impróprias para moto custom.
                        É a vida.....vamos em frente.
                        Abraços

                        Comentário

                        • Cezar Riva
                          Fazedor de Chuva

                          • Sep 2012
                          • 229

                          #42
                          Valente Fazedor de Chuva - Roraima

                          7º/15 - Municipio de Uiramutã ( 600 km de ida e volta dois quais 280 sem asfalto)

                          Há alguns dias aguardava os GCFC Osmar e Terezinha que chegaram a Roraima para o desafio Bandeirante FC e Cardeal FC.
                          O Monte Caburaí se localiza no Municipio de Uiramutã e, como eu estou fazendo o Valente FC decidi fazer este municipio na companhia dos mesmos.
                          De todos os municipios de Roraima, sem dúvida Uiramutã é o mais complicado. Partindo de Boa Vista, são 300 km de ida, dos quais apenas 160 asfaltado.
                          Com muitas subidas e descidas ingremes, sem pavimentação, eu já sabia que teríamos dificuldades pois este trecho sem asfalto leva cerca de tres horas para ser concluido.
                          Combinei com o GCFC Osmar que partiriamos na tarde do dia 07, quinta-feira. Contudo, por necessidades profissionais, me atrasei e somente saímos de Boa Vista por volta das 15 horas tomando a BR 174 sentido Venezuela. A Boulevard ficou na garagem pois não há como ir para Uiramutã com uma moto custom. O jeito foi emprestar uma Lander 250 (espero que o dono não descubra por onde andei com ela ehehehe).
                          No KM 100 paramos para o abastecimento de gasolina "alternativa" (como não há postos ao longo desta BR, muitas pessoas sobrevivem do descaminho de gasolina trazida da Venezuela, onde compram a preços muito baixos e revendem neste local e até em Boa Vista).
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Name:	Gasol alternativa Terezinha.jpg
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ID:	162961
                          Depois do abastecimento percorremos mais 60 km e tomamos a RR 202 até a Vila Contão e depois a RR 171 até o Uiramutã.
                          Nos primeiros KM a estrada parecia boa e conseguimos manter média de 55 km/h até chegar no entroncamento Placas (onde começa a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol).
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ID:	162962
                          Começava a escurecer e não havia outro jeito senão tocar em frente pois tínhamos percorrido 160 km de asfalto e apenas 58 km de terra.
                          Até ai tudo bem. Porém, a estrada começou a mostrar sua verdadeira cara. Muito pedregulho solto, muitas subidas e descidas na beira de precipicios que no escuro não dava para ver o fundo. Além disso, inúmeras pontes de madeira em mau estado de conservação. E tudo isso de noite. Coisa de malucos mesmo.
                          Depois de seis horas na estrada e tres de completa escuridão, só iluminada pelos farois das duas motos, avistamos as luzes de Uiramutã e comemoramos.
                          Tão logo chegamos, procuramos o Hotel Monte Caburai do Chico Tala (por sorte eu tinha reservado dois "apartamentos" com ar condicionado, um luxo na cidade).
                          Cumprimentei o Osmar e a Terezinha, pela conquista do Cardeal Fazedor de Chuva, e imagino que sejam os primeiros a desbravarem os quatro cantos do Brasil.
                          Nos acomodamos e o jantar que tinha sobrado era arroz frio, ovo caipira frito, carne, que confesso não saber de que bicho era. Um jovem, visivelmente bebado, nos pagou uma rodada de cerveja e de quebra, acabou jantando conosco.
                          Depois da janta regada a cerveja, o Osmar marcou território dos FC adesivando a caixa registradora do hotel.
                          Confesso que mal cheguei na cama e desmaiei.
                          O município de Uiramutã, situado nas coordenadas geográficas 60º 09' 93" de longitude Oeste e 04º 35' 68" de latitude Norte, antes denominado Vila do Uiramutã, pertencia ao Município de Normandia. Foi emancipado em Outubro de 1995.
                          É o Município mais ao norte do Brasil, compondo a tríplice fronteiraBrasil/Venezuela/República Federativa da Guiana. É também o Município com a maior população indígena do Estado de Roraima, subdividida em duas etnias - Ingaricó e Macuxi. A maior parte de sua população é indígena.
                          Dentre as diversas vilas existentes, as principais são: Água Fria, Mutum e Socó. Diversas condições desfavoráveis implementadas por várias décadas, contribuíram para a colocação da região de Uiramutã, aos mais baixos índices de desenvolvimento humano do Brasil (I.D.H).
                          Está situado no extremo norte do Estado e do País, numa das mais lindas regiões da Terra de Macunaíma, faz fronteira com dois países (Venezuela e República Cooperativista da Guiana).
                          Este município surpreende pela sua singularidade cênica e seu potencial turístico é indiscutível.
                          Principalmente, as cachoeiras com piscinas naturais possibilitando a prática de turismo aventura, dentre as cachoeiras se destacam as: Cachoeira do Aparelho, das Caveiras, das Andorinhas, Apertar da Hora, da Fumaça, Sete Quedas, Jauari, Tiporem, do Mutum, Rabo do Jacu e do Japó, dentre outras e o Pico do Sapã.
                          Possui inúmeras serras, dentre elas a Serra da Mara, Uarund Kaieng, do Maturuca, do Uailan, do Marari, Saporã, do Cavalo, do Rato e Serra Verde. Porém, as mais importantes são: Monte Caburai, que é o ponto mais extremo do norte do Brasil (olha o Cardeal aí gente), e onde se encontra a nascente do rio Uailã, e a Serra do Sol onde vivem os índios Ingarikó, privilegiados pela beleza do Monte Roraima, com 2.875 m de altura , da cachoeira do Rebenque e da Pedra de Macunaíma.
                          A maior parte dos quase 9 mil uiramutansense é indígena, distribuída em várias malocas que fazem parte da reserva indígena Raposa Serra do Sol.
                          A região é tradicionalmente rica em ouro e diamante e apresenta potencial para a pecuária e para culturas agrícolas tradicionais. Além desses aspectos, as belezas naturais do Município podem vir a transformá-lo num expressivo pólo turístico, representando sua principal vocação econômica.
                          Enfim, a criação do Município de Uiramutã coincide com término da prática de exploração mineral, que pôr várias décadas vinha sendo a principal atividade econômica da região, que era praticada sem nenhuma observância aos critérios de sustentabilidade social e ambiental. Em razão disso, é possível verificar uma diversidade de impactos ambientais negativos, ocorridos nos últimos vinte anos, em diversas áreas, a exemplo de áreas fragmentadas, rios assoreados, erosões, meios de produção insustentáveis, escassez da fauna e flora.
                          Notadamente, o recém criado Município restou apenas a difícil tarefa de reorganizar a economia redirecionando-a para que pudesse caminhar rumo à sustentabilidade econômica,
                          social, cultural e ambiental. (fonte: Seplan/RR).
                          No dia seguinte acordamos cedo. Tomamos o café e descartamos visitar cachoeiras (Uiramutã é conhecida como a terra das cachoeiras) pois nesta época do ano os rios estão secos e elas deixam de ser atraentes.
                          Mais uma vez recorremos ao abastecimento de gasolina em garrafas pois não há posto de combustível em Uiramutã.
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                          Como de praxe, fomos até a prefeitura local para as fotos.
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                          Também não foi novidade não encontrar placas que indicassem que ali era a prefeitura. De qualquer modo, fotografamos a placa na parede e conversamos com o secretário de administração (o prefeito estava em Boa Vista).
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                          Aproveitamos ainda para içar o pavilhão nacional e tirar outras fotos do local.
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                          E assim iniciamos a volta. No caminho com o dia claro nos demos conta do grau de dificuldade pelo qual passamos na noite anterior. Muitas subidas e descidas na beira de precipicios, muitos buracos e pedras soltas pelo caminho além das inúmeras pontes de madeira mal conservadas. Não bastassem estas dificuldades, é muito comum encontrar bois e cavalos que são criados sem cercas pelos habitantes locais, em sua maioria indígenas.
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Name:	Mais uma ponte.jpg
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                          Depois de tres horas comendo poeira, chegamos à BR 174 e epois de outro reabastecimento no KM 100, chegamos a Boa Vista onde deixei o Osmar e a Terezinha no Consulado da Guiana para finalizarem a documentação para ingresso na Guiana.
                          Queria por último agradecer a companhia maravilhosa dos GCFC Osmar e Terezinha nesta etapa. Que Deus os abençoe e proteja-os nestas andanças pelo mundo.
                          Última edição por Cezar Riva; 09-02-13, 12:33.

                          Comentário

                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #43
                            FC Cezar, não me resta outra alternativa que não seja a de mandar uma camisa de força para te colocar, claro que juntamente com os GCFC Osmar e Terezinha, no primeiro hospício que encontrarem. Talvez na Reserva Raposa Serra do Sol, já bastante encrencada entre os índios e os caras pálidas, seja o lugar mais adequado para interna-los.

                            Parabéns pela aventura gigantesca efetuada e se não me seguro, se não tenho um mínimo de juízo, como dizemos aqui na região, pego a moto e "carco" em direção deste ponto extremo do nosso país, para me abraçar com vocês.

                            Simplesmente, fiquei sem fôlego ao ler os relatos e ao mesmo tempo, com a boca cheia de água para viver a mesma experiência que vocês viveram.

                            Mil vezes parabéns e peço que abras um tópico referente o Cardeal Fazedor de Chuva e coles esta etapa da viagem neste novo desafio que começaste.

                            Agora já são dois!

                            Quem mandou?

                            Há algum tempo enviei via email privado, por dentro do site (basta clicar em cima do nome e ficar atento no Notificações para ver a quantidade de emails recebidos), uma sugestão de nome, conforme tua solicitação, para o teu Valente FC e agora o procurei no arquivo e não o encontrei, por te-lo esvaziado. Poderias dar uma olhada lá em cima onde aparece o teu nome, quando logado, em Notificações e verificar se este email se encontra na tua caixa?

                            Espero que o churrasco tenha ou esteja sendo ótimo e como dizem os FC no conceito de Almas Inquietas:

                            Almas inquietas, aprocheguem-se para uma boa prosa em volta de nossa fogueira.

                            Há taças de bom vinho para todos e sorrisos sinceros!


                            Obrigado por todo o carinho FC Cezar!

                            Comentário

                            • Jhonny
                              Fazedor de Chuva
                              • Dec 2011
                              • 504

                              #44
                              FC Cezar, GCFC Osmar e Terezinha, que aventura!

                              Provam para este mero leitor, neste momento no conforto de um sofá na concessionária VW Disbrave em Brasília... Que não importa onde, quando ou como, basta uma breve pesquisa e encontramos aventuras inusitadas aqui mesmo no nosso Brasil, ainda mais impulsionados pela provocação dos desafios tão bem dispostos pelos Fazedores de Chuva...

                              FC Cezar, sem dúvida um belo passo conquistou um dos pontos cardeias mais complicados de ser conquistado e de bônus algumas cidades do caminho para compor sua lista de VALENTE, que em breve estará concluída, mas como o GCFC Dolor mencionou, este é apenas o começo, muitos outros lhe esperam...

                              Boa sorte Fazedor de Chuva e bom retorno para casa. Nos vemos na estrada!
                              J.Fernandes

                              A distância de um sonho...
                              Quebram-se férreas cadeias, Rojam algemas no chão...

                              Comentário

                              • Cezar Riva
                                Fazedor de Chuva

                                • Sep 2012
                                • 229

                                #45
                                Obrigado Dolor,
                                As dificuldades deste trecho foram superadas pela agradabilissima companhia do Osmar e da Terezinha.
                                Vou abrir novo tópico seguindo sua recomendação.
                                Grande abraço e continuo te esperando em Roraima.

                                Comentário

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