Cardeal Fazedor de Chuva

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  • Cezar Riva
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2012
    • 229

    #1

    Cardeal Fazedor de Chuva

    Monte Caburai - Conquistando o Extremo Norte

    Há alguns dias aguardava os GCFC Osmar e Terezinha que chegaram a Roraima para o desafio Bandeirante FC e Cardeal FC.
    O Monte Caburaí se localiza no Municipio de Uiramutã e, como eu estou fazendo o Valente FC e também o Cardeal FC, decidi fazer este municipio na companhia dos mesmos.
    De todos os municipios de Roraima, sem dúvida Uiramutã é o mais complicado, o que torna a conquista do Caburai ainda mais saborosa.
    Partindo de Boa Vista, são 300 km de ida, dos quais apenas 160 asfaltado.
    Com muitas subidas e descidas ingremes, sem pavimentação, eu já sabia que teríamos dificuldades pois este trecho sem asfalto leva cerca de tres horas para ser concluido nesta época do ano caracterizada pela falta de chuvas. No período chuvoso, que se estende de abril até setembro, não há garantias de se chegar e retornar são e salvo. Ou seja, o desafio é insano mesmo!
    Combinei com o GCFC Osmar que partiriamos na tarde do dia 07, quinta-feira. Contudo, por necessidades profissionais, me atrasei e somente saímos de Boa Vista por volta das 15 horas tomando a BR 174 sentido Venezuela. A Boulevard ficou na garagem pois não há como ir para Uiramutã com uma moto custom. O jeito foi emprestar uma Lander 250 (espero que o dono não descubra por onde andei com ela ehehehe).
    No KM 100 paramos para o abastecimento de gasolina "alternativa" (como não há postos ao longo desta BR, muitas pessoas sobrevivem do descaminho de gasolina trazida da Venezuela, onde compram a preços muito baixos e revendem neste local e até em Boa Vista).
    Nome: Gasol alternativa Terezinha.jpg Visitas: 36 Tamanho: 96,7 KB
    Depois do abastecimento percorremos mais 60 km e tomamos a RR 202 até a Vila Contão e depois a RR 171 até o Uiramutã.
    Nos primeiros KM a estrada parecia boa e conseguimos manter média de 55 km/h até chegar no entroncamento Placas (onde começa a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol).
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    Começava a escurecer e não havia outro jeito senão tocar em frente pois tínhamos percorrido 160 km de asfalto e apenas 58 km de terra.
    Até ai tudo bem. Porém, a estrada começou a mostrar sua verdadeira cara. Muito pedregulho solto, muitas subidas e descidas na beira de precipicios que no escuro não dava para ver o fundo. Além disso, inúmeras pontes de madeira em mau estado de conservação. E tudo isso de noite. Coisa de malucos mesmo.
    Depois de seis horas na estrada e tres de completa escuridão, só iluminada pelos farois das duas motos, avistamos as luzes de Uiramutã e comemoramos.
    Tão logo chegamos, procuramos o Hotel Monte Caburai do Chico Tala (por sorte eu tinha reservado dois "apartamentos" com ar condicionado, um luxo na cidade).
    Cumprimentei o Osmar e a Terezinha, pela expressiva conquista do Cardeal Fazedor de Chuva, e imagino que sejam os primeiros a desbravarem os quatro cantos do Brasil. Eu, por enquanto, me contento com a conquista da primeira etapa.
    Nos acomodamos e o jantar que tinha sobrado era arroz frio, ovo caipira frito, carne, que confesso não saber de que bicho era. Um jovem, visivelmente bebado, nos pagou uma rodada de cerveja e de quebra, acabou jantando conosco.
    Depois da janta regada a cerveja, o Osmar marcou território dos FC adesivando a caixa registradora do hotel.
    Confesso que mal cheguei na cama e desmaiei.
    O município de Uiramutã, situado nas coordenadas geográficas 60º 09' 93" de longitude Oeste e 04º 35' 68" de latitude Norte, antes denominado Vila do Uiramutã, pertencia ao Município de Normandia. Foi emancipado em Outubro de 1995.
    É o Município mais ao norte do Brasil, compondo a tríplice fronteiraBrasil/Venezuela/República Federativa da Guiana. É também o Município com a maior população indígena do Estado de Roraima, subdividida em duas etnias - Ingaricó e Macuxi. A maior parte de sua população é indígena.
    Dentre as diversas vilas existentes, as principais são: Água Fria, Mutum e Socó. Diversas condições desfavoráveis implementadas por várias décadas, contribuíram para a colocação da região de Uiramutã, aos mais baixos índices de desenvolvimento humano do Brasil (I.D.H).
    Está situado no extremo norte do Estado e do País, numa das mais lindas regiões da Terra de Macunaíma, faz fronteira com dois países (Venezuela e República Cooperativista da Guiana).
    Este município surpreende pela sua singularidade cênica e seu potencial turístico é indiscutível.
    Principalmente, as cachoeiras com piscinas naturais possibilitando a prática de turismo aventura, dentre as cachoeiras se destacam as: Cachoeira do Aparelho, das Caveiras, das Andorinhas, Apertar da Hora, da Fumaça, Sete Quedas, Jauari, Tiporem, do Mutum, Rabo do Jacu e do Japó, dentre outras e o Pico do Sapã.
    Possui inúmeras serras, dentre elas a Serra da Mara, Uarund Kaieng, do Maturuca, do Uailan, do Marari, Saporã, do Cavalo, do Rato e Serra Verde. Porém, as mais importantes são: Monte Caburai, que é o ponto mais extremo do norte do Brasil (olha o Cardeal aí gente), e onde se encontra a nascente do rio Uailã, e a Serra do Sol onde vivem os índios Ingarikó, privilegiados pela beleza do Monte Roraima, com 2.875 m de altura , da cachoeira do Rebenque e da Pedra de Macunaíma.
    A maior parte dos quase 9 mil uiramutansense é indígena, distribuída em várias malocas que fazem parte da reserva indígena Raposa Serra do Sol.
    A região é tradicionalmente rica em ouro e diamante e apresenta potencial para a pecuária e para culturas agrícolas tradicionais. Além desses aspectos, as belezas naturais do Município podem vir a transformá-lo num expressivo pólo turístico, representando sua principal vocação econômica.
    Enfim, a criação do Município de Uiramutã coincide com término da prática de exploração mineral, que pôr várias décadas vinha sendo a principal atividade econômica da região, que era praticada sem nenhuma observância aos critérios de sustentabilidade social e ambiental. Em razão disso, é possível verificar uma diversidade de impactos ambientais negativos, ocorridos nos últimos vinte anos, em diversas áreas, a exemplo de áreas fragmentadas, rios assoreados, erosões, meios de produção insustentáveis, escassez da fauna e flora.
    Notadamente, o recém criado Município restou apenas a difícil tarefa de reorganizar a economia redirecionando-a para que pudesse caminhar rumo à sustentabilidade econômica,
    social, cultural e ambiental. (fonte: Seplan/RR).
    No dia seguinte acordamos cedo. Tomamos o café e descartamos visitar cachoeiras (Uiramutã é conhecida como a terra das cachoeiras) pois nesta época do ano os rios estão secos e elas deixam de ser atraentes.
    Mais uma vez recorremos ao abastecimento de gasolina em garrafas pois não há posto de combustível em Uiramutã.
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    Como de praxe, fomos até a prefeitura local para as fotos.
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    Também não foi novidade não encontrar placas que indicassem que ali era a prefeitura. De qualquer modo, fotografamos a placa na parede e conversamos com o secretário de administração (o prefeito estava em Boa Vista).
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    Aproveitamos ainda para içar o pavilhão nacional e tirar outras fotos do local.
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    E assim iniciamos a volta. No caminho com o dia claro nos demos conta do grau de dificuldade pelo qual passamos na noite anterior. Muitas subidas e descidas na beira de precipicios, muitos buracos e pedras soltas pelo caminho além das inúmeras pontes de madeira mal conservadas. Não bastassem estas dificuldades, é muito comum encontrar bois e cavalos que são criados sem cercas pelos habitantes locais, em sua maioria indígenas.
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    Depois de tres horas comendo poeira, chegamos à BR 174 e epois de outro reabastecimento no KM 100, chegamos a Boa Vista onde deixei o Osmar e a Terezinha no Consulado da Guiana para finalizarem a documentação para ingresso na Guiana.
    Queria por último agradecer a companhia maravilhosa dos GCFC Osmar e Terezinha nesta etapa. Que Deus os abençoe e proteja-os nestas andanças pelo mundo.
  • Cezar Riva
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2012
    • 229

    #2
    Cardeal Fazedor de Chuva

    Monte Caburai - Extremo Norte do Brasil
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    Este é o marco definitivo fixado em 2005 no platô do Monte Caburai
    Marco: B/BG-11A
    Latitude (N) 05º 16'10.491
    Longitude (W) 60º 12'34.629
    Altitude 1.402,6 metros

    Em nossa recente viagem ao municipio de Uiramutã em Roraima, fazendo a primeira etapa do Cardeal FC, coincidiu com o período de secas na região.
    Porém, de abril até setembro, chove quase todo dia, aumentando a vazão das águas dos rios e muitas pontes ficam encobertas pelas águas que descem do Monte Roraima e Monte Caburai..
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    Esta, que você não está vendo, pois está submersa, é uma ponte de concreto de mão única. Quando chove muito na cabeceira do rio, ela é coberta rapidamente pelas águas, impedindo a passagem de qualquer tipo de veículo.
    E aí FC, vamos encarar o Cardeal??
    Última edição por Cezar Riva; 19-03-13, 11:36.

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    • Osmar
      Fazedor de Chuva

      • Sep 2011
      • 257

      #3
      Olá Cezar, tomo a liberdade de adicionar algumas fotos de nossa viagem a Uiramutã, e mais uma vez agradecer ao amigo pela companhia nesta viagem que marcou muito para nós, ao atingirmos a sede do município mais setentrional do Brasil.
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      Primeiro abastecimento alternativo, ainda no asfalto
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      Asfalto maravilha!
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      E o início do temido trecho de terra
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      E as incontáveis pontes de madeira
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      Finalmente em Uiramutã
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      Abastecendo para a volta
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      Mas antes, a foto em frente a Prefeitura
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      E novamente as pontes de madeira...
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      E os trechos onde passamos ontem à noite. Se estivesse chovendo...
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      Grande companheiro de estradas...
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      E grande mestre churrasqueiro!

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      • Dolor
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2011
        • 3250

        #4
        GCFC CFC Osmar, Terezinha e FC Cezar, emocionante ver de novo algumas fotos dessa grande aventura e início de uma amizade que se estreitará à medida que o tempo for passando.

        Parabéns para o grupo pela "pegada" e por nos mostrar literalmente o norte do nosso país!

        Entretanto, fico pensando com os meus botões, não seria o caso de alargarmos as nossas fronteiras para te-los mais tempo na estrada?

        Já estamos com saudade da dupla de catarinenses, orgulho da elite do motociclismo mundial pelas suas grandes conquistas e vamos além, por nos inspirarem a romper com as amarras invisíveis que nos aprisionam, nos tornando reféns de nós mesmos.

        FC Cezar, vamos te relembrando que a nossa casa não tem portas nem para ti nem para os teus amigos que por ventura estejam passando por Santa Catarina, mas o prazer em te receber, desde já, é imenso.

        Aprochegue-se FC!

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        • Cezar Riva
          Fazedor de Chuva

          • Sep 2012
          • 229

          #5
          GCFC Osmar e Terezinha,
          Fiquei emocionado em rever as fotos e seu relato.
          Estou muito feliz que voces tenham cumprido todo o desafio e já estejam em casa, são e salvos.
          Quem viagem!!!!
          Grande abraço e nos veremos em breve.

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          • Cezar Riva
            Fazedor de Chuva

            • Sep 2012
            • 229

            #6
            GCFC Dolor,
            O sentimento é recíproco.
            E pode ter certeza que qualquer hora dessas vou "bater" em Santa Catarina e abusar da sua boa vontade.
            E, em Roraima, todos os Fazedores de Chuva serão sempre bem vindos.
            Mesmo sem terminar o VFC (falta um municipio), na próxima semana iniciarei o Bandeirante FC, dando uma esticada até Manaus.
            Grande a braço a todos os FC.

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            • Cezar Riva
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2012
              • 229

              #7
              08/09/2013 - Rio Branco a Mâncio Lima - AC - 660 km

              Tendo concluído ontem mais uma etapa do Bandeirante FC com a chegada a Rio Branco/AC, vou continuar pela BR 364 desta vez rumo a Mâncio Lima para minha segunda etapa do Cardeal FC.

              Logo na saída da cidade, me deparei com tantos buracos na pista que temi o pior: não conseguir chegar ao meu destino.
              Depois de alguns quilometros o pavimento melhorou e consegui desenvolver boa velocidade durante alguns minutos e lá estavam eles de novo. De todos os tamanhos e profundidades.
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              Até Sena Madureira, a cerca de 140 km de Rio Branco, o cenário é o mesmo, alternando bons trechos com outros cheio de buracos, deslizamentos e interdições de parte do acostamento e da pista.
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              A rodovia melhora no trecho entre Sena Madureira e Manoel Urbano. Um detalhe que chama a atenção é que apesar do péssimo asfalto, as pontes são "arrumadinhas".
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              Após passar por Manoel Urbano, o tempo fechou e a chuva já aparecia no horizonte à minha frente.
              Passados poucos minutos ela chegou. E, poucos quilometros à frente, o asfalto literalmente acabou.
              Me deparei com um cenário desolador. Até onde a vista alcançava, o asfalto tinha sido removido e o que sobrou foi somente uma camada de terra, agora molhado pela chuva.
              Como a moto não tinha pneus adequados para aquele tipo de piso, pensei em desistir e voltar.
              Mas, teimoso que sou, decidi continuar com cuidado, torcendo para que o asfalto "estivesse logo ali".
              A pilotagem foi tão tensa, com a moto escorregando o tempo todo e sendo apoiada pelos dois pés, que nem lembrei de tirar fotos.As fotos a seguir foram tiradas no dia seguinte, durante a volta.
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              O veículo capotado, provavelmente sofreu o acidente ontem no lamaçal que estava quando passei.
              E assim foi até pouco antes de chegar em Feijó, a 338 km de Rio Branco.
              Percorridos 27 quilometros no barro, duas horas depois avistei o asfalto novamente com certo alívio.
              Mas, o que percebi foi desanimador. O asfalto era intercalado por trechos com e sem o pavimento que, molhado pela chuva, tornava ambos extremamente escorregadio.
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              Agora sem chuva, foi possível avançar mais rapidamente até Taraucá.
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              A partir de Tarauacá a pista melhorou bastante e várias frentes de trabalho foram encontradas, sinal de que estavam trabalhando para recuperar a estrada.
              A chuva voltou com menos intensidade durante uma hora, mas nada que atrapalhasse a viagem.
              Cerca de 100 quilometros antes de Cruzeiro do Sul a BR 364 já estava toda recuperada e foi possível tirar parte do atraso.
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              Tanto que passei direto pela cidade e só parei quando cheguei a Mâncio Lima, 25 km depois.
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              Feito o registro em frente da Prefeitura de Mâncio Lima, sob o olhar curioso de alguns munícipes comemorei sozinho o feito. Foi desgastante estes 660 km onde empreguei 10 horas para conclui-lo.
              Então, com mais calma, voltei a Cruzeiro do Sul para o devido descanso, tendo me hospedado no Hotel Apuí.
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              09/09/2013 - Cruzeiro do Sul/AC - Nova Califórnia/RO - 850 km
              Neste dia, logo cedo recebi ligação da família me parabenizando pela conquista e também pelo Dia do Administrador, minha profissão.
              Ainda dolorido mas feliz, deixei Cruzeiro do Sul sob intensa neblina daquelas de molhar a roupa.
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              E sem reclamar da estrada ruim e da gasolina cara, segui torcendo para que não chovesse durante o dia.
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              Durante horas fiquei me perguntando: Lombada era o nome do boi???
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              E assim regressei a Rio Branco e decidi seguir adiante, não sem antes tirar uma foto na Estrada do Pacífico (FC este é o caminho para Quito....)
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              Com a noite já chegada, depois de ter a viseira recoberta por pequenos insetos, acampei em Nova Califórnia, poeirento distrito de Extrema, já em Rondônia.

              10/09/2013 - Nova Califórnia/RO - Humaitá/AM
              Levantei cedo e segui para Porto Velho, tendo que tomar novamente a balsa para atravessar o Rio Madeira em Jaci Paraná.
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              Agora parece que o caminho de volta é mais curto e cheguei a Porto Velho rapidamente.
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              A ponte sobre o Rio Madeira em Porto Velho/RO está em fase final de acabamento e o jeito é atravessar novamente sobre uma balsa.
              Finalmente cheguei à BR 319, a chamada Estrada Fantasma que em seus 880 km liga Porto Velho a Manaus.
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              Fruto do descaso dos governantes e interesses comerciais do setor de navegação fluvial da região, esta estrada construida na década de 70 nunca sofreu reparos e hoje, somente o trecho de cerca de 190 km até Humaitá/AM tem asfalto em boas condições.
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              De lá para frente, é uma verdadeira aventura, onde só veículos traçados e motos tipo big trail podem se aventurar.

              Estava tentado a percorre-la mas durante a noite em Humaitá, choveu bastante e foi o que bastou para me decidir: fica para a próxima.

              11/09/2013 - Humaitá/AM - Manicoré/AM - via fluvial

              Tendo abandonado a idéia de percorrer a BR 319, tomei o barco Caçote II as 18h para Manicoré, uma vez que o próximo para Manaus só sairia dois dias depois.
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              Por imposição do comandante, a moto foi para o porão.
              Tendo navegado a noite toda, vinte horas depois chegamos a Manicoré onde eu tentaria outro barco para Manaus.
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              Contudo, o barco Lindo Amanhecer só sairia ao meio dia do dia seguinte e o jeito foi pernoitar pendurado na rede, a exemplo do dia anterior.
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              12/09/2013 - Manicoré - Manaus/AM - via fluvial

              Com uma hora de atraso o barco deixou o porto. O que eu não sabia é que a prioridade deste barco não são os passageiros e sim a carga.
              Descendo o rio, toda vez que o comandante avistava montes de bananas e melancias nas margens do rio, ele atracava, negociava com o ribeirinho e carregava o produto.
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              Isso aconteceu uma dezena de vezes, durante o dia e também a noite e isso ia atrasando a viagem. Contei mais de 8 mil melancias sendo carregadas no porão.
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              Ao chegar no município de Nova Olinda, questionei a tripulação sobre o excesso de peso. Eu já tinha visto a ficha técnica do barco que indicava calado de 1,69m e o que eu observava naquele momento indicava que havia excesso de carga pois o limite tinha sido ultrapassado em 20 cm.
              A resposta foi que a partir dali não haveria mais carga até Manaus.
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              E assim navegamos numa lenta velocidade durante 48 horas (isso mesmo). O que o primeiro barco fez em 20 horas, este levou 48 horas para cobrir a mesma distância com a água batendo no costado e de vez em quando molhando os passageiros.

              14/09/2013
              Chegando em Manaus, estranhei a decisão do comandante em seguir por outra rota, diferente daquela que outros barcos tomaram rumo ao porto. Como recompensa, nos demoramos sobre o encontro das águas do Rio Solimões e do Rio Negro que atraem muitos turistas ao local.
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              E não demorou muito para o barco ser abordado pela Marinha em Inspeção Naval, tendo o proprietário sido autuado, provavelmente pelo excesso de carga na embarcação.
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              Ao chegar no porto, o barco foi cercado por feirantes que queriam comprar melancia, banana, macaxeira, etc e tive que espernear para descarregarem minha moto primeiro.
              Ao sair do porto, para finalizar a aventura, ainda me cobraram uma taxa de administração de R$ 30,00.
              E assim deixei Manaus as 13h seguindo para Boa Vista/RR onde cheguei as 21h30, depois de percorrer os 770 km da BR 174 que, apesar de recuperada recentemente, já apresenta buracos em alguns trechos.
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              Ao concluir a segunda etapa do CFC, acumulo 3.415 quilometros percorridos neste desafio.
              Última edição por Cezar Riva; 16-09-13, 17:39.

              Comentário

              • Osmar
                Fazedor de Chuva

                • Sep 2011
                • 257

                #8
                Mancio Lima, no extremo oeste do Brasil, é para poucos.
                Parabéns Cesar por essa conquista.

                Comentário

                • Cezar Riva
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2012
                  • 229

                  #9
                  Valeu Osmar
                  Estou acompanhando você e Terezinha em sua viagem pela terra do Tio Sam.
                  Cuidado onde coloca o dedo kkkkkk.

                  Comentário

                  • Cezar Riva
                    Fazedor de Chuva

                    • Sep 2012
                    • 229

                    #10
                    Dando continuidade ao desafio Cardeal FC, decidi complicar um pouquinho a rota para chegar ao extremo leste brasileiro, atingindo assim a terceira etapa do desafio.
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                    Saí de Roraima no dia 17 de janeiro de 2013 para uma voltinha pelos treze países da América do Sul. Além disso, o objetivo é concluir também o BFC com as 21 capitais ainda não visitadas.
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                    Entrei na Guiana (antiga Guiana Inglesa) onde percorri cerca de 800 km, sendo 460 de terra e lama. Por conservar hábito do antigo colonizador, a via de deslocamento é a da esquerda, ou mão inglesa. Não foi fácil. Nos cruzamentos então....... Além disso, duas travessias de balsa, uma no Rio Essequibo e outra no Rio Correntyne.
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                    No Suriname, mais tranquilo, apenas 400 km de asfalto e uma balsa para chegar até a Guiana Francesa. Claro que pilotando na mão inglesa, durante os três dias em que fiquei no país não foi fácil.
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                    Temi entrar na Guiana Francesa mas confesso que não tive nenhum aborrecimento a não ser os preços em euros e salgadíssimos. A gasolina custa 1,61 euros ou R$ 5,60.
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                    A travessia na fronteira com o Brasil é outro aborrecimento pois a ponte está pronta mas o Brasil ainda não concluiu sua parte do acordo e por isso, a mesma não pode ser inaugurada. Enquanto isso, vamos de canoa mesmo. E pagando 60 euros para atravessar!!
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                    O Amapá foi fácil. Só 620 km até o Porto de Santana, sendo "apenas" 113 km de terra, ou melhor, lama pois passei com chuva naquele dia.
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                    Duro mesmo foi navegar 26 horas entre Macapá e Belém, sem ter o que fazer no navio e ainda chegar na capital paraense e esperar mais cinco horas para a maré subir e poder descarregar a moto.

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                    No outro dia eu já estava em São Luiz do Maranhão, depois de navegar uma hora no ferry.
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                    Primeira manutenção com troca de pastilha de freio na motoca e rumei para Teresina onde cheguei debaixo de muita água. Tudo bem, sou FC.
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                    Viajando para Fortaleza com sol pelo meio do agreste, muita seca e jegues entregues à própria sorte à beira da rodovia.
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                    Em Natal, passagem rápida para um abraço no FC Augusto Medeiros e rumei para a Paraíba.
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                    Como não poderia deixar de ser, muita chuva no dia de fotografar o monumento que marca o extremo leste do Brasil.
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                    Mais uma etapa concluída. Agora falta apenas o Chui que está logo alí.
                    Arquivos Anexos
                    Última edição por Cezar Riva; 21-02-14, 18:21.

                    Comentário

                    • Cezar Riva
                      Fazedor de Chuva

                      • Sep 2012
                      • 229

                      #11
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                      20º Dia: Em João Pessoa fui recebido pelo Emerson Cruz e após deixar Ponta do Seixas na Paraiba, segui debaixo de chuva para Recife.
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ID:	191864
                      Em Recife fui recebido pelo Jefferson Luna e Dul Ci. Almoçamos juntos e após fotos em frente ao palácio do governo, deixei a capital pernambucana rumo a Alagoas, tendo pernoitado em Aracaju, Sergipe, sendo muito bem recebido pela Mônica e Indio Pajé, motociclistas da cidade.
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ID:	191866
                      Na manhã seguinte toquei para Salvador e de lá para a Chapada Diamantina, vindo a pernoitar em Itaberaba, portal da chapada.
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                      Como objetivava chegar ainda no dia seguinte até Palmas, Tocantins, deixei a cidade logo cedo e à noite estava lá, comendo um churrasquinho na companhia do Osmar Nepomuceno e do Gaúcho.
                      Pela manhã,após as fotos do BFC, segui para Goiânia, onde novamente cheguei à noite,fato que tem se tornado rotina,apesar de não gostar de viajar à noite.
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                      24º dia: Por erro de endereço no GPS, tardei a encontrar o Palácio do governo de Goiás e depois das fotos, rumei para Brasília, onde me aguardava o FC Celso Ferreira, meu anfitrião na capital federal.
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                      Depois de um passeio por Brasília, pausa para lavar a moto e tomar uma cerveja em companhia do Celso.
                      No outro dia, domingo, segui para Belo Horizonte, vindo a pernoitar na serra do Caparaó, já descendo para Vitória.
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                      26º dia: A segunda-feira foi reservada para chegar à capital capixaba e ao Rio de Janeiro, onde fui recebido já à noite e hospedado em sua casa pelo CFC Formigão SFA.
                      27º dia:No outro dia o Formigão me acompanhou pela cidade para troca do kit de transmissão e pneu,além das fotos no Palácio das Laranjeiras.
                      Hora de seguir viagem para Taubaté para visitar a mamãe. Tinha combinado encontrar o NFC Jacob Bussman na passagem por Guaratinguetá, mas nos desencontramos.
                      28º Dia: Depois de contato por telefone, o Jacob foi me visitar em Taubaté e botamos o papo em dia. Depois do almoço, segui para São Paulo, sendo recepcionado pelo FC Josemir que gentilmente me hospedou em sua casa em Guarulhos.
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                      29º dia: Como tinha data marcada para chegar em Foz do Iguaçu, no outro dia o FC Josemir me deixou na saida da cidade e rodei para Arapongas, no Paraná, para visita à sogra e cunhada, tendo chegado por volta das 15 horas ao meu destino daquele dia.
                      30º Dia: Em 14 de fevereiro, segui para Foz do Iguaçu e,após rodar 500 km, já estava na casa de meu irmão Cerineu.
                      Como já mencionado anteriormente, fiz um pit stop e retornei de avião até Roraima para resolver assuntos profissionais, afinal, já estava na estrada há 30 dias.
                      31º Dia: Depois de uma semana, em 24 de fevereiro já estava em Foz para no dia seguinte tocar para Assuncion, Paraguai. Com o GPS não reconhecendo o país, cheguei em Assuncion por volta das 16 horas e liguei para o amigo Sérgio que logo depois pediu ao Jorge, que fosse ao meu encontro. Encontrei ambos em Boa Vista, alguns meses antes, quando rodavam por alguns países sulamericanos.
                      Depois de um belo jantar em companhia de outros integrantes do PHD da capital paraguaia, hora de descansar pois no outro dia teria que voltar a Foz do Iguaçu.
                      32º Dia: Já em solo brasileiro, resolvi ficar um dia a mais e aproveitei para visitar a Hidrelétrica de Itaipu e as Cataratas do Iguaçu, além de rever amigos na cidade onde morei por 22 anos.
                      34º Dia: Hora de seguir para Santa Catarina para visitar o papai em Águas de Chapecó. Em razão de fortes chuvas, pernoitei em Realeza, ainda Paraná e no dia seguinte cheguei à Àguas de Chapecó.
                      Depois de botar o papo em dia com meu velho pai, segui viagem e pernoitei em Catanduva, SC.
                      36º Dia: Com muito frio, segui para Itajaí, onde mais uma vez fui gentilmente recebido na sede internacional dos FC pelo Dolor e Angela.
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                      37º Dia: Dia reservado para chegar em Balneário Camboriú e, depois de ser recebido pelos amigos GCFC Osmar e Terezinha, seguir em companhia dos mesmos até Florianópolis.
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                      Depois de fotos e um farto almoço em Floripa, me despedi do Osmar e da Terezinha para seguir sozinho para Urubici, onde ainda neste dia visitei a Serra do Corvo Branco.
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                      No dia seguinte, logo cedo tirei a autorização no escritório do Parque São Joaquim para visitar o Morro da Igreja.
                      Logo depois segui viagem para rodar pela Serra do Rio do Rastro que mesmo debaixo de muita neblina revelou ser um espetáculo de estrada.
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                      Maravilhado, segui viagem para Porto Alegre e depois pernoitei em Camaquã.
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                      39º Dia: Dentro do planejado, finalmente cheguei ao Chui, extremo sul do Brasil e último ponto a ser visitado, tendo assim cumprido o desafio Cardeal Fazedor de Chuva.
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                      A idéia de fazer o Cardeal FC parecia maluca a princípio. A primeira etapa (Uiramutã, norte do Brasil) foi feita no ínicio de 2013 em companhia dos GCFC Osmar e Terezinha de Santa Catarina, que estavam também cumprindo o desafio. Em setembro de 2013 comprei nova moto em Curitiba e fiz algumas capitais, além de cumprir a segunda etapa (Mâncio Lima, Oeste do país).
                      Em janeiro de 2014 parti para minha grande expedição que tinha como objetivo conhecer todos os países da América do Sul. Deixei Roraima, adentrando à Guiana, Suriname e Guiana Francesa, retornando ao Brasil pelo Oiapoque e de lá seguindo pelo litoral até a Paraíba, chegando à terceira etapa (Ponta do Seixas, leste brasileiro).
                      Continuei descendo e visitando as capitais até chegar ao Chui, extremo sul do Brasil, no dia 03 de março de 2014.
                      Depois de concluir os desafios BFC e CFC, adentrei ao Uruguai e segui até o Ushuaia de onde retornei, passando pelo Atacama, Salar de Uyuni e Machu Picchu, dentre outros locais, tendo retornado ao Brasil pela Venezuela no dia 11 de abril de 2014 com a alma aquietada (por pouco tempo eheheh) depois de 85 dias e 33.800 km pelo continente sul americano.
                      Última edição por Cezar Riva; 28-04-14, 09:46.

                      Comentário

                      • Gilmar Dessaune
                        Fazedor de Chuva

                        • Oct 2012
                        • 6889

                        #12
                        Boa noite VFC e, agora, CARDEAL FAZEDOR DE CHUVA Cezar Riva,

                        Devidamente checado e ainda curtindo as imagens e relatos, estamos HOMOLOGANDO seu belíssimo desafio: PA-RA-BÉNS!!!!

                        Além de tudo o que viveu tocando sua moto pelos 4 extremos desse continente chamado de Brasil, pode desfrutar de amigos em vários lugares o que deu um plus a tudo que vivenciou.

                        Agora me conta: doeu ver a moto indo para o porão do barco??? hehehehehhe Em mim doeu, imagino você lá, ao vivo e a cores.

                        Receba com todo merecimento o selo alusivo à sua conquista sob seu nome e em seguida vamos tratar da certificação.

                        Grande abraço e parabéns por realizar o que "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem..."

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