Sinomar e Edivânia, GCFC O Velho Doido

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  • Renan Xavier
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2011
    • 404

    #196
    27/10/2011 - quinta-feira - 188o. dia - Portobelo - Panama

    Não sei se fico triste com o acontecido com a Celestina ou se fico alegre com o apoio que recebi das pessoas daqui e também por poder conviver com elas mais alguns dias.

    Desde que tirei a carga da Celestina ela alterou o comportamento. Quando andava a 30 km/h a roda dianteira balançava fortemente de um lado para outro. Todas as vezes eu dizia para a Edivânia que a roda da frente precisava ser balanceada. Mas não me preocupei. Fui duas vezes em Porto Principe, todo dia saia pelo menos uma vez na cidade e sempre ela balançando muito a frente quando andava abaixo de 30 km/h.



    Então ontem programamos uma ida até Colon, cidade grande, a 35 km daqui, para buscar algum mecanico que pudesse dar uma olhada no problema. Se não encontrássemos, hoje cedo sairíamos para Panamá. Não queria chegar na América do Sul com problemas.

    Assim, conforme previsto ontem partimos para Colon. Após poucos quilomentros rodados o probelema aumentou. Descemos olhamos daqui e dali não vimos nada. Andamos mais e ela começou a pular e aí eu vi uma oficina mecanica de carro na beira da estrada e parei. Quando olhamos para o pneu ele estava saindo fumança e tinha desgastado de um lado de esfregar em algo. Foi aí que a Edivânia viu os raios quebrados. Após uma rápida análise verifiquei que quase todos raios traseiros do lado direito tinham quebrados. O desespero bateu; o intestino avisou que tinha que correr para um banheiro e o suor apareceu na careca.

    Ninguém tinha telefone de um guincho. Nem os motoristas de taxis que apareceram por lá. Após uma reflexão, achei melhor pedir para algum deles tirar a roda e eu sair com ela procurando socorro. Mas, quem diz que alguém quiz mexer na moto. Todos alegavam que suas especialidades era com carros. Depois de muito custo um dos mecanicos me perguntou se eu sabia como fazer e me emprestaria as chaves. Mas eu recusei e propus-lhe ir orientando passo a passo.

    Assim depois de umas duas horas eu estava com a roda na mão. “E agora? O que fazer?” Já estava tarde para seguir para frente e cedo para voltar para casa. Um motorista de taxi já espreitava por ali sabendo que precisaríamos de transporte. Ele mesmo sugeriu-nos ir para Colon, mas eu já tinha decidido voltar para Portobelo. Diante da proposta de U$ 20,00 do taxisista para rodar em torno de 20 km a Edivânia deu a bronca: “nem!!! pode deixar. Nós vamos pegar uma carona aqui! Pode deixar!”. E assim fizemos. Fomos para a porta da oficina e começas balançar a mão. Ao nosso lado um mecanico tentava-nos convecer a contratar o taxi. Em menos de 10 minutos um carro para e era a filha do Sr. Angelo, dono do quarto onde estamos, que nos reconheceu e nos colocou no meio de dois grandes cachorros. Um deles veio deitando no meu colo.

    O motivo de voltar para Portobelo era a convicção que tínhamos dele pegar seu carro e nos levar até a cidade de Panamá. Era uma hipótese bem remota, tendo em vista que ele já tem 86 anos e dificilmente aceitaria fazer uma viagem dessa. Mas mesmo assim, a Edivania foi até ele e pediu alegando que eu sou bom mottorista e poderia ir dirigindo. Junto com ele sempre fica a Sra. Edna que é a pessoa que cuida dele; sua fiel escudeira. Trata-o com todo carinho, como se fosse uma criança. Apesar da dificuldade em entender nosso idiomas, compreenderam o que queríamos e pediram uns 20 minutos para pensar.

    Enquanto eles pensava rumamos até Portobelo que deve ficar uns 4 km daqui, com o objetivo de sacar dinheiro e localizar uma concessionária Honda em Panamá na internet. Voltamos correndo porque já era noite e o Sr Angelo, dorme cedo. Quando chegamos em casa os dois estavam sentados na área nos aguardando com a reposta positiva. Só não concordaram com minha proposta de sair as 5 hs. A Edna impos que ele sairia as 7 hs, após ter tomado café.

    Dormimos felizes pensando que já traríamos a roda arrumada no mesmo dia. Que a concensionária terias o raios em estoques e ainda daríamos para pegar o veleiro para o qual já adiantamos U$ 200.

    A primeira dificuldade foi enfrentar os engarrafamentos na entrada e dentro da cidade. A segunda foi encontrar uma oficina. Depois de demorar encontrar uma, a mesma só vendia motos e não arrumavam e nos mandaram para um outro lugar no centro da cidade. O nosso carro é uma perua. Agora imaginem parar uma perua para pedir informação a cada esquina? Mas encontramos. Porém o gerrente nos atendeu com tanto pouco caso que demoramos acreditar que alí era uma agencia autorizada. Com a cara mais sem motivação nos disse que gastaria 30 dias para os raios chegarem. Pensei que era brincadeira. Mas não era.

    Esse cara mesmo orientou ir numa loja da Harley para ver se eles tinham. Saímos com esse propósito, porém passamos em frente uma concessionária Yamaha e, também não tinha oficina. Mas nos orientou uma multi-marca que tinha logo a frente.

    Chegando nessa oficina o clima mudou. Todo mundo queria ajudar. Um dos mecânicos pensou em até cordar raios maiores, rosquea-los e instalá-los. Mas a ideia foi inviável. Fomos no balcão e a moça nos atendeu muito bem dizendo que numa semana ele conseguia trazer os raios dos USA, mas eu teria que pagar uma taxa de transporte. Após eu concordar ela ligou para seu transportador e ele disse ser impossível, tendo em vista que entre os dias 3 e 11/11 será comemorada a semana da Pátria no país e todos os funcionários públicos estarão liberados do trabalho. Até mesmo os serviços privados fecha na quinta-feira e só voltam na segunda ou terça. Mas me garantiu que faria tudo para trazer em 15 dias.

    Naquela altura achei que deveria pedir ali mesmo. Depois do negócio fechado ela resolve ligar para o cara que instala raios e alinha roda. O cara afinou. Alegou que nunca instalou em rodas com 52 raios. E não topou fazer a primeira. O mecanico muito atencioso ligou na Haley e eles também não tinham.

    Então voltei à oficina anterior, do cara meio sem entusiasmo. Chegando lá alegamos que a menina tinha garantido 15 dias e ele poderia fazer o mesmo. Mas ele foi irredutível. Disse que teria que pedir da fábrica e não era rápido.

    No final acabamos acertando assim: pedi os raios na loja de 15 dias que ligará para a outra pegar e oinstalar. Mas não tenho fé que saia antes de 20 dias.

    Na volta passamos onde a Celestina está para dar a noticia ao pessoal do tempo que ela ficará lá e outra surpresa: queriam nos cobrar U$ 10 por dia como custo de aluguel. A Edivânai ficou “macha”de novo e eu saí de perto. Em certa altura o cara baixou para U$ 5 por dia e no final disse “tá biem, depois a senhora me dá alguma coisa”.

    Estou com pena da Celestina. Ela está num local muito feio. Tenho medo também porque eles terão que arredá-la para um local menos movimentado e poderá danificá-la. Nem quis ver. No sábado vou pegar um Onibus e dar uma tampada nelo com uma lona que tenho.

    Amanha cedo vou levar a Edivânia para acertar com a Silvia do Veleiro. A esperaça dela é que, pelo menos, a Silvia aproveita o adiantamento numa outra viagem com o mesmo capitão.
    Cheguei em casa muito cansado. Enfrentar o trânsito, as surpresas desagradáveis e ainda carregar a roda umas três vezes, inclusive atravessando uma super avenida.

    Agora, resta-me esperar.
    Ontem fiz uma declaração de amor tão bonita para minha Celestina querida.

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    • Dolor
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #197
      28/10/2011 - 189o. dia - Portobelo - Panamá - Parado - Defeito na moto

      Hoje fomos até Porto Lindo negociar a alteração do dia da viagem. O mesmo barco que havíamos contratado tem outras saídas previstas para o dia 12 e 26/11. Acho muito difícil poder embarcar no dia 12. Mas, pelo que entendi, se formos nesse barco não perderemos o adiantamento.

      Percorremos a pé os 4 km que separa nossa hospedagem da cidade de Portobelo e fomos para a saída rumo a Porto Lindo. Em vez de procurar ônibus ou taxi, começamos a pedir carona. Não demorou muito uma camioneta parou e embarcamos. O motorista não ia até o nosso destino, mas nos levou até lá. Ele simpatizou muito com a Edivânia perguntando se ela só cuidava de mim ou se era minha mulher também. Disse que não me entedia e preferia conversar com ela. Entre uma pergunta e outra convidou-nos para ir com ele até sua chácara, dizendo que era ao lado mar e muito bonita, tinha cano, etc. Recusamos o convite de hoje, mas deixamos em aberto outra oportunidade, quando ele poderia nos pegar na pousada.

      Um dos motivos que não aceitamos o convite foi devido ao convite nos feito pela Edna, a mulher que cuida do Sr. Angelo, para que a Edivania a ajudasse a enrolar Tamalito, uma espécie de pamonha feita com milho seco, cozido e moido. A única diferença é com relação ao milho que no Brasil é verde, ainda mole. Aqui eles poem ervilha, frango, uva passa, cebola e extrato.

      O serviço só foi começar lá pelas 16 horas. Enquanto a Edivania foi ajudar eu fiquei conversando com o Sr. Angelo. É difícil entendê-lo porque ele fala enrolado e ainda mistura inglês com espanhol. Mas com o tempo, fui familiarizando com a linguagem e o papo rolou legal.

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      • Dolor
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2011
        • 3250

        #198
        29/10/2011 - 200o. dia - Portobelo - Panmá - Parado aguardando conserto moto

        Levantei quando ainda eram cinco horas da manhã. Fiz um café no meu fogão improvisado utilizando álcool e com o copo na mão deixei minha parceira dormindo e fui para a beira do mar. Sentei na ponta de uma carreta de transportar barcos e fiquei bebericando o café olhando para a água tentando enxergar algum peixe.

        Atrás de mim estava o sobrado da filha do meu anfitrião cuja varanda avança até dentro do mar. Fiquei por muito tempo tentando chegar a uma conclusão de como eles conseguiram fazer aquela barreira de cimento dentro da água. Nessa observação os pensamentos melancólicos da conversa do dia anterior voltaram na minha mente e eu comecei a meditar olhando para o mar, com uma dorzinha no coração. A mesma com a qual adormeci ontem.

        Não gosto de iniciar a conversa com uma pessoa perguntando: “porque você está triste?”. Essa é uma pergunta tendenciosa que leva a mente do interlocutor para um lugar triste que, as vezes, nem estava pensando. Posso ver a pessoa triste, mas não pergunto o porquê. Procuro conduzir o diálogo para um plano mais alegre com o intuito de desviar o sofrimento da mesma. Mas ontem quando iniciei a conversa com o meu novo amigo, fui logo perguntando: “porque está triste?”. Antes mesmo de terminar de perguntar já estava sentado ao seu lado e a conversa deslanchou. Logo começou a me dizer o motivo pelo qual estava triste: “tenho seis filhos e vivo como se não tivesse nenhum e nessa hora da tarde lembro-me deles”, disse-me, enchendo os olhos de água e, na medida que discorria, suas faces molharam a ponto de ter que enxugá-las. Depois consertou, dizendo que um deles, que mora nos Estados Unidos é seu amigo o que ainda o alegra com suas visitas.

        Como ainda não tinha visto a sua filha que mora em frente fazendo-lhe uma visita nem conversando, desde que cheguei, perguntei sobre o relacionamento de ambos. Em resumo deu para entender mais ou menos o seguinte: ele brigou com a filha porque ela exigiu a posse de parte do terreno dele para construir o sobrado; ele dividiu um terreno que tinha do outro lado da baía, dando um lote para cada um dos filhos e eles venderam logo em seguida, fato que o magoou muito e, também não me ficou muito claro, mas parece que queriam que o velho lhes passassem o direito da casa onde mora, para que sua companheira não seja herdeira quando ele morrer.

        Com essas lembranças em mente comecei a filosofar sobre a relação paterna e a melancolia bateu mais forte. Como pode uma pai criar seis filhos e aos 86 anos não contar coma amizade dos mesmos? Esse cara falhou completamente na criação dos filhos? O que leva fatores financeiros a interromper uma amizade paterna? A primeira vista, pelo meu entendimento, o pai é o errado. Se tem terreno sobrando porque não dar para a filha? Se doou os terrenos para que impedir a venda?

        Mas a questão filosófica transcende à avaliação de certo e errado. Independentemente de quem está errado todos devem estar sofrendo um pouco. Assim como ele chora pela falta dos filhos, alguns deles devem sofrer em determinados momentos da vida.

        Pela idade do pai, todos os filhos devem ter mais de 50 anos. Pelo menos a filha deve ter uns 60 anos. São pessoas que podem morrer a qualquer momento sem perdoar o próprio pai ou o próprio filho. É muito triste.

        Vejo pais com filhos no braço e fico me perguntando: “porque esse carinho não dura o resto da vida?”. Enquanto criancinha ambas as partes são carinhosas, mas com o passar do tempo a desculpa do pai de ser mais rigoroso para educar e inserção do jovem no meio social vão corroendo essa relação tão bonita.

        Meu pai gostava de ouvir uma música sertaneja intitulada “Filho Adotivo”, tendo em vista que ele foi um. Por incrível que pareça, enquanto meu pai era vivo, foi melhor filho que os os três legítimos. A história do meu anfitrião não envolve filho adotivo, mas mesmo assim, me remeteu a meu tempo de criança e resolvi transcrever a letra da música aqui:

        Com sacrifício; Eu criei meus sete filhos; Do meu sangue eram seis; E um peguei com quase um mês; Fui viajante; Fui roceiro, fui andante; E prá alimentar meus filhos; Não comi prá mais de vez...Sete crianças; Sete bocas inocentes; Muito pobres, mas contentes; Não deixei nada faltar
        Foram crescendo; Foi ficando mais difícil; Trabalhei de sol a sol; Mas eles tinham que estudar... Meu sofrimento; Ah! meu Deus, valeu a pena; Quantas lágrimas chorei; Mas tudo foi com muito amor; Sete diplomas; Sendo seis muito importantes; Que as custas de uma enxada; Conseguiram ser doutor...; Hoje estou velho; Meus cabelos branqueados; O meu corpo está surrado; Minhas mãos nem mexem mais; Uso bengala; Sei que dou muito trabalho; Sei que às vezes atrapalho; Meus filhos até demais...; Passou o tempo; E eu fiquei muito doente; Hoje vivo num asilo; E só um filho vem me ver; Esse meu filho; Coitadinho, muito honesto; Vive apenas do trabalho; Que arranjou para viver...; Mas Deus é grande; Vai ouvir as minhas preces; Esse meu filho querido; Vai vencer, eu sei que vai; Faz muito tempo; Que não vejo os outros filhos; Sei que eles estão bem; Não precisam mais do pai...; Um belo dia; Me sentindo abandonado; Ouvi uma voz bem do meu lado; Pai eu vim práadotivo; Que a este velho amparou... http://letras.terra.com.br/sergio-re...lecoes/103204/. Composição: ARTHUR MOREIRA/SEBASTIÃO FERREIRA DA SILVA.

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        • Dolor
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2011
          • 3250

          #199
          30/10/2011 - 201o. dia - Portobelo - Panamá

          Hoje choveu o dia todo e quase sempre muito forte. Ontem a Edina pediu ajuda da Edivânia no preparo do almoço, tendo em vista que o filho do anfitrião que mora dos Estados Unidos chegaria e outros amigos deles viriam para almuçar e trariam mariscos para uma panelada.

          Assim a Edivânia foi ajudá-la e eu fiquei terminando a redação do Post de ontem. Considerando que uso a internet ao céu aberto, na beira do mar, com chuva foi impossível usá-la.

          No almoço foi servido um arroz com leite de coco e outras misturas, acompanhado da panelada de mariscos. A princípio não gosto desse prato, nem mesmo de camarão. Mas quando servi achei tão gostoso que repeti. Até o camarão estava gostoso.

          Depois voltamos para o quarto, onde ficamos o resto dia escutando a chuva, ouvindo música brasileira no computador, dormindo e jogando paciência.

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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #200
            31/10/2011 - 202o. dia - Portobelo - Panamá

            A missão de hoje era dirigir para meus anfitriões até a cidade de Panamá. Ela tinha que levar os 600 tamalitos que fez por encomenda da Presidencia da República para a festa da República que comemora a partir do dia 03/11. Aproveitamos para fazer compras de supermercado.

            Na volta passei na oficina onde a Celestina está para deixar a chave, com a qual quero que funcionem-na de vez em quando. Levei também uns sacos de supermercado para tampar as partes expostas e guardar os parafusos soltos.

            Meu coração doeu ao vê-la naquele estado. Voltei para casa meio tristonho, mas já estou bom. Amanhã se não amanhecer chovendo iremos visitar a Zona Franca de Colon.

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            • Renan Xavier
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2011
              • 404

              #201
              Prestação de contas sexto mês - 180 dias
              Publicado em 03 de novembro de 2011

              Desculpem pela demora de apresentar a prestação de contas do mes passado. É que a preocupação com o barco e depois com o problema com a Celestina me fez negligenciar.

              Obs.: Para transformar em dolar divida os valores por R$ 1,80
              Prestação de contas dos: 180 dias

              Anterior mês atual Acumulado (R$) Media (R$)

              Litros 2.374,11 635,51 3.009,63 16,05 km/l
              Gasolina 4.802,16 1.032,69 5.834,85 32,42
              Alimentos 5.003,22 855,43 5.858,65 32,55
              Passeio 1.148,94 460,08 1.609,02 8,94
              Moto 2.546,39 621,07 3.167,46 17,60
              Hotel 1.734,10 425,02 2.159,12 12,00
              Aduana 534,72 370,76 905,48 5,03
              Pedágio 170,88 69,24 240,12 1,33
              Avião 2.091,91 -45,13 2.046,78 11,37
              Roupas 2.404,67 208,84 2.613,51 14,52
              Remédios 100,39 12,60 112,99 ,63
              Equipme 986,35 41,63 1.027,98 5,71
              Outros 375,39 ,00 375,39 2,09

              TOTAIS 21.899,11 4.052,23 25.951,34 144,17

              Inicial Atual Rodado Media
              Odômetro 56345 104643 48298 268,32


              Preço médio por litro de Gasolina (R$) 1,94

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              • Renan Xavier
                Fazedor de Chuva
                • Jul 2011
                • 404

                #202
                Hoje fizemos uma viagem de “buzão” até Colon, para visitar a Zona Livre de lá que é considerada a segunda maior do mundo. O transporte público da região é muito movimentado. Apenas para se ter uma ideia, Portobelo é uma cidade com uns cinco mil habitantes e tem ônibus oficial para Colon de meia em meia hora. Fora algumas vans e taxis que fazem o mesmo trajeto. Colon é uma cidade mais ou menos do tamanho de Itumbiara, mas tem um terminal rodoviário, proporcional, ao do terminal do Tietê em São Paulo. Não sei como os veículos não esbarram um nos outros.



                Nas ruas, tanto de Portobelo como de Colon, calculo que uns 10% dos veículos circulando são taxis e ônibus. O ônibus cobra U$ 1,60 para rodar os 40 km que separam as duas cidades. Em Colon os taxistas cobram a partir de U$ 0,50. Um queria nos cobrar U$ 0,60 para rodar umas 6 quadras (U$ 1,20 para nós dois).

                Ontem circulei pela área pobre da cidade do Panamá e uma dúvida ficou na minha cabeça: seria o Panamá a maior desigualdade social das Américas ou os pobres daqui gostam de aparentar pobreza mais que a de outros países.

                É incrível a diferença do padrão das moradias entre a classe média e a pobre. No centro da cidade existem prédios entre os mais bonitos das Américas, no entanto proliferam casas caindo os pedaços logo no bairro pobre vizinho.

                Quando escrevo que o pobre daqui pode gostar de aparentar pobreza é porque alguém entre eles, deve dispor de recursos suficientes para pintar sua residência. Pelo contrário, eles sobem placas de compensados para os prédios e as fazem de janelas que ficam apodrecendo com a chuva e o sol.



                Eles são muito patriotas. Demonstram isso pela quantidade de bandeiras e adereços espalhados nas casas, ruas e carros. Porém em termos de cuidados com a cidade e com o país, não tem nenhum. É costume jogar coisas pela janela do carro ou mesmo os pedestres nas ruas. As margens das estradas parece mais um depósito de lixo.

                A cidade de Colon tem a segunda maior Zona Franca do Mundo. Trata-se de uma cidade dentro da outra. Para entrar na Zona Franca é necessário um convite ou um passaporte. Lá dentro é uma enorme cidade comercial onde circulam carretas e os carros congestionam as ruas. Mesmo assim eles permitem vendedores ambulantes colocar seus trailers ou barracas nas calças que transformam a aparencia e sujam o chão.

                A cidade, fora da Zona, deve ser uma das mais feias das Américas. O motivo, tenho comigo é cultural. O governo não preocupa com o código de postura e nem com a limpeza da cidade. Esgoto sanitário empossam no Centro da cidade e, pelos sinais, ela está alí a bastante tempo.



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                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #203
                  05/11/2011 - Sábado - 197o. dia - Parado em Portobelo - Panamá

                  Hoje fui Colon “manejando”, como se diz dirigindo em espanhol, para meus anfitriões. Eles foram fazer compras e eu aproveitei para comprar algo.

                  Na parte da tarde fomos caminhando até Porto Belo para comprar um pão gostoso que descobrimos. Chegando lá havia uma festa com som ao vivo na praça e dispensamos um bom tempo para apreciar. Essa festa vem desde o dia 03/11 quando comemora o dia da Pátria. Nesse dia, tinha festa na mesma praça. Pegamos a parte do concurso de dança entre as crianças. Foi muito legal.

                  A pequena população de Portubelo é constituída por negros e, por isso, esbanjam energia com festas. Quando chegamos aqui no dia 23/11 não dava para andar nas ruas devido a quantidade de barracas, gente e carro no meio da cidade, devido ao padroeiro da cidade. Aqui eles tem uma igreja católica que ostenta um Jesus Cristo Negro. Nos carros e nos ônibus tem adesivos com a Congregaçao Cristo Negro. Achei bem interessante, porque no Brasil eu cresci vendo imagens de um Jesus de olhos azuis e cabelo lisos.

                  Alguns estudiosos dizem que era impossível, pela região e pela época, Jesus Cristo ter a aparência que apresenta nas imagens do ocidente.

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                  • Dolor
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2011
                    • 3250

                    #204
                    06/11/11 - domingo - 198o. dia

                    Ontem vi a Celestina desmontada na oficina e fiquei meio triste e acabei esteriorizando esse sentimento no bate-papo do Google com meu amigo Wellingto Contijo, em razão disso ele escreveu a seguinte mensagem:

                    “Alegria aí, amigo velho. Lembre das coisas boas daí e o muito de surpresas boas que vem pelo futuro. A boa vontade e a percepção vale muito e, isto já percebi que você tem muito. Reflexão e concentração é muito bom. A concentração pra mim, são coisas que você mentaliza, não aconteceram, mas o seu cérebro não sabe disso É um bom preparo.

                    Eu sou aficcionado em concentração, já pratiquei Karate quando jovem. Aprendi a me concentrar antes dos combates. Visualizava a luta acontecendo antes, tudo o que eu poderia fazer para me defender. Levei isto para a vida, sempre que saio de casa, mentalizo todo o meu trajeto, até o bom dia que darei para a minha chefe. Me ajuda muito”. Tamos aí meu brother... alegra o espírito, pois o corpo vai junto, é como na dança. Rsrs

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                    • Dolor
                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2011
                      • 3250

                      #205
                      07/11/11 - segunda-feira - 199o. dia

                      Nesses últimos dias encontrei um passa tempo que não me deixa enfastiado: montar vídeo com as imagens obtidas com a filmadora durante a viagem. Hoje passei o dia todo procurando na internet editores de vídeos e estudando sobre eles. Acho que o mais fácil e que adapta bem com meu pequeno monitor é o VideoPad. Chegue a fazer um vídeo usando o Movie Make do Windows, mas as imagens ficaram distorcidas. E deixei ele de lado. O VideoPad não vem acompanhado de tutorial em português, o YouTube é cheio de tutoriais gratuitos. Gente boa que gosta de ajudar os outros. Achei legal um que o cara começa dizendo assim: “me pediram para eu falar sobre essa porra de VideoPad, então se você é um filho da **** que não sabe mexer nessa porra, então presta atenção. O ******* é o seguinte.....”. Mesmo com esse linguajar aprendi algumas coisas.

                      Tive até uma ideia de buscar uns R$ 100 de patrocínio para meus vídeos, assim pelo menos ajuda na minha estadia aqui.

                      Como a internet só pega na beira do mar, tenho o prazer de trabalhar olhando os veleiros e pequenos barcos passando ao longo da baía. Como neste país chove todo dia e quase todo o dia ficava difícil eu acessar a internet. Mas agora descobri uma casa abandonada, pulo a cerca e fico protegido dela enquanto chove. Nesses momentos acho legal ver os barcos balançar com o vento da chuva. Tenho a impressão de que vão tombar.

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                      • Dolor
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #206
                        08/11/2011 - terça-feira - 200o. dia

                        O dia todo preparando vídeo. Já estou no sexto. Dois já foram postados no blog: o da despedida de Morrinhos e o do Cavalo que gosta de café. Este último não foi preciso de montagem. Postei ele todo no youtube.

                        Considerando que dois empresários se propuseram a me dar R$ 200,00 cada um para eu postar suas marcas nos trabalhos, estou adiantando eles para terminar quando as fotos das suas empresas chegarem.

                        Com isso já passo para os próximos.

                        Tenho esquecido de dizer que quase todos os dias faço uma caminhada de 6 a 8 km para buscar pão na cidade. No inicio achava que era uns 4 km de ida, mas agora, como já acostumei acho que são só uns 3,5 km.

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                        • Dolor
                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #207
                          09/11/2011 - quarta-feira - 201o. dia

                          Hoje foi um dia não muito legal. Não vou dizer que foi triste, porque minha tristeza dura poucos minutos, principalmente estando em frente a um mar lindo. Todo dia o mar é diferente. Um dia a ágau é mais suja, por causa das chuvas. Outro é mais bravo, por causa do vento; ora tem barco bonito, ora barco feio. Então passar o dia aqui tem sido muito agradável.

                          Mas é que liguei na loja que me vendeu os raios, prometendo que os traria em 15 dias, disse pelo telefone que nem tinha localizados o produto nos Estados Unidos e que levaria mais umas 3 ou 4 semanas para chegar. Diante da minha insistência eles se propuseram a cancelar o pedido. Não cancelei o pedido e fui pensar em como resolver o novo impasse, já que meu visto de permanência no Panamá vence no dia 21/11,

                          Então resolvi buscar ajuda dos amigos no Brasil então entrei no msn e falei com o Rui Leite e Walter Santafé (ex-marinha), ambos em Morrinhos e com minha filha que Mora em Câmpinas. Pertinho da casa dela tem uma Concessionária Honda que é perto de Sumaré, onde fica o centro de distribuição da Honda.

                          Esse contato via internet com eles foi por volta das 10 horas da manhã. Quando foi por volta das 16 horas, recebo mensagens dos dois amigos dizendo que encontraram os raios, já tinha achado uma pessoa dentro da fábrica da Honda que disponibilizaria os raios e ainda os colocaria numa transportadora em SP. Daí eles já tinha encontrado outro amigo dentro da Gol Transporte aéreo para que ele agilizasse o envio, quando a Honda colocasse os raios lá.

                          Diante de tanta eficiência, tive que “brecar” os dois. Pedi que eles aguardassem o meu desfecho com a empresa daqui, tendo em vista que já tinha pago todo o pedido. Disse-lhes que eu precisava ir no Panamá primeiro. Depois eu retornaria, dando-lhes novo start.

                          Porém, amanha será feriado aqui e terei que deixar para ir à capital na sexta-feira, dia 11.

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                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #208
                            11/11/2011 - sexta-feira - 203o dia

                            Hoje o dia foi bem interessante. Conforme postado anteriormente, tinha que ir até ã capital do Panamá para resolver o novo impasse quanto aos raios da Celestina.

                            Coloquei o despertador para as 4:30, mas acordei antes com uma chuva tão forte que resolvi ficar na cama mais um pouco. Como o ônibus de Portobelo a Colon passa de hora em hora, resolvi esperar o próximo.

                            Mas em meia hora a chuva não diminuiu, então alguém dentro de mim disse: “Sinomar! vamos à luta! Se você temer chuva não vai resolver nada nesse país! Pegue aquele macacão contra chuva que você tem, calce a bota impermeável e pegue a estrada!”. É claro que eu obedeci.

                            Levantei preparei o leite com chocolate e o pão com manteiga. Depois com desculpa de ver se a chuva maneirava, ainda preparei um café preto que tomei vagarosamente, tentando enganar aquele que a poucos minutos tinha dado uma ordem severa para eu sair da cama.

                            Vesti o macacão novinho; nunca o tinha usado. É que me preparei tanto para a chuva do Alaska e nem precisei de tudo. O macacão foi construido para os motociclistas e é muito forte; tem até forro interno para absorver a transpiração e não deixá-lo pregar na pele. Também me custou U$ 70. Foi a capa e chuva mais cara que já vi.

                            Devidamente protegido com bota e macacão impermeáveis enfrentei a chuva. Foi até legal. É muito bom você enfrentar a natureza e não sofrer as consequencias dela. É como se fosse uma vingança ou um superpoder. Mas curti pouco meus poderes porque o ônibus logo chegou. Dentro dele tinham apenas umas seis pessoas e uma música caribenha muito alta; para não deixar o “nego”dormir. Mas mesmo assim tinha alguém dormindo.

                            Me posicionei na janela do lado que eu podia ir vendo o mar, apesar da chuva e do escuro da noite que teimava em não ir embora. Nesse momento bateu uma sensação gostosa; uma vontade filosofar, que não sei de onde saiu. Uma das coisas que me inspirou foi a observação da chegada dos córregos e rios ao mar, me levou a fazer uma analogia com o ser humano.

                            O pequeno rio chega tímido ao mar. O mar, revoltoso, ataca-o ferozmente e ele se encolhe, não sei se com medo, com paciência ou para fazer-se forte. Porque ele engrossa e fica mais alto. Acho que é por paciência. Então quando o mar descuida um pouquinho ele entra e desaparece,voltando a se afinar novamente.

                            O grande rio sofre o mesmo processo do pequeno; o mar não teme o grande rio. Mas aí fiquei pensando: antes de chegar aqui esse rio era todo poderoso; supria de alimentos os ribeirinhos; servia de meio de transporte; impunha limites e até matava as pessoas. Agora estava ali se submentendo à vontade e à fúria do mar.

                            Então concluí: “assim como o rio, não precisamos de medo do poderoso e nem sentirmos tão poderoso a ponto de esquecer que existe alguém mais poderoso a nos impor seus limites”.

                            Sem chuva a cidade de Colon parece ter sofrido um bombardeiro aéreo, terrestre e marítimo de tão feia e desorganizada. Com chuva a tristeza é maior. Ver centenas de pessoas se protegendo da chuva como pode. As ruas inundadas e o lixo boiando por todo lado é deprimente.

                            Pensei que o ponto fianal do ônibus era no terminal e fiquei tranquilo. Quando percebi já tinha passado do local. Então apeei debaixo de chuva para voltar.

                            O povo daqui é preguiçoso demais para andar. Por qualquer distância eles pegam ônibus e taxi; talvez seja devido ao baixo preço das passagens. Tanto aqui ou na capital a passagem urbana custa U$ 0,25 e a partir de U$ 1,50 você pode andar de taxi. Então me e informaram que eu tinha que pegar onibus para voltar ao terminal. Assim o fiz e depois de uns 5 quarteirões estava no terminal.

                            Peguei um frescão para o Panamá que vai direto, via rodovia pedageada, com pouco movimento, e chega mais rápido, pagando U$ 2,75. Em Panamá pedi o cobrador para me deixar o mais próximo da Via Brasil que onde fica a empresa que eu ia.

                            Comecei a perguntar onde era a Via Brasil e todas as pessoas que mostrava o rumo e concluia que eu tinha que pegar um taxi pois era muito longe. Então eu perguntava: “mais de 3 km? “. E eles respondiam que era menos. De forma que fiz tudo que tinha que fazer à pé sem pegar onibus ou taxi. Eles assustam quando dispomos a andar seis ou sete quadras.

                            Voltando ao assunto dos raios. A empresa onde comprei os raios não colocou dificuldade nenhuma em cancelar o pedido. Depois de 16 dias eles nem tinha localizado as peças. Depois fui até onde deixei a roda para consertar que é uma oficina autorizada da Honda para ver se eu conseguia o código de concessão que a Honda do Brasil precisava para faturar a mercadoria.

                            Eles não quiseram me fornecer, mas ligaram numa concessionária para ver se conseguia. Aqui é dividido existe uma concessionária que vende motos novas cujo nome é Bahia Motos e uma outra que é terceirizada que é quem faz as manutenções preventivas e corretivas. A Bahia Motos também não quis fornecer o código, mas garantiu que conseguiria trazer os raios do Estados Unidos em dez dias.

                            Então sem o código e, considerando, que o preço tinha reduzido em U$ 72, valor que daria para eu pagar sete dias de estadia, resolvi fechar com eles e abortar o trabalho dos meus amigos do Brasil.

                            Na volta o ônibus que vinha de Colon para Portobelo fundiu o motor na metade do caminho. Acabei de chegar em casa na carroceria de uma camioneta junto com mais oito rapazes. Já era 21 horas e o cara corria muito. Considerando que as estradas são sinuosas e estreitas, passei um pouco de medo.

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                            • Dolor
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                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #209
                              12 a 15/11/2011 - Portobelo - Panamá

                              Os dias têm passados agradavelmente. Não me lembro de viver momentos tão tranquilos como esta semana. Não preocupo com dinheiro, porque não estou gastando; não preocupo com emprego porque tenho que partir; nada me tem preocupado ultimamente.

                              A vida tem sido dormir e futricar no computador; ora acessando à internet; ora editando os filmes sobre a viagem.

                              No domingo fui para Colon e lá fiquei o dia todo. Primeiro filmei grande parte da cidade com a câmara escondida e depois fui para o Cfé do Líbano onde tomei dois café e ouvi o jogo do Flamengo e Coritiba. Este café, juntamente com dois hoteis e seus respectivos cassinos, é o local mais organizado e limpo da cidade. Neste café aglomerava grande parte dos passageiros de um enorme Navio Cruzeiro que estava ancorado em frente. Eu fiquei alí como se fosse um deles, mas observando-os atentamente.

                              Como eu gastava menos que eles saí da mesa e sentei numa cadeira mais afastada e continuei ouvindo o jogo e observando o comportamento daquele pessoal: “aquela mulher é bem sucedida nos negócios e aquele homem também; aqueles dois homens são namorados; aquela mulher é safada; etc”, dizia para mim mesmo.

                              No final do dia voltei para Portobelo nos ônibus super fantasiados.

                              Na segunda e na terça passei o dia todo editando videos. Baixei uma versão para teste mas ela expirou e eu fiquei lutando para baixar outra.

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                              • Dolor
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2011
                                • 3250

                                #210
                                16 a 21/11/2011 - Portobelo - Panamá

                                Conforme escrevi no post passado, os dias aqui passam imperceptivelmente. A Edivânia ajuda os anfitriões nos afazeres da casa e com isso angariou uma grande amizade com os mesmos. Durante a semana a mulher foi até Panamá e trouxe um conjunto de shorte e blusa lindos para a Edivânia, alem de três calças Jeans usadas mas semi-novas que serviram muito bem. As calças eram da sobrinha dela que engordou. Aliás o povo daqui é bem barrigudinho e parece que as mulheres são mais que os homens.

                                Durante três dias a Edivânia ajudou uma vizinha que é filha do Sr Angelo, nosso anfitrião, na faxina das casas onde os Americanos moravam e foram embora. Com isso ela faturou U$ 80.

                                Uma empresária amiga de Morrinhos me doou R$ 200,00 para ajudar no reparo da moto e um empresário de São Bernardo do Campo, também doou R$ 200. Ambos serão citados nos meus vídeos e, oportunamente, no Blog.

                                O nosso aluguel está pago até o dia 23/11. A partir desse dia fomos liberados de pagar aluguel. A dona da casa, a Edina, faz aniversário no dia 26 e quer que a Edivânia fique. Mesmo dizendo que poderemos ficar mais que esses três dias pois a moto pode não ficar pronta e ainda temos que arrumar o barco, ela respondeu que não tem problema.

                                Quase todos os dias eles nos chamam para almoçar por cortesia. Aliás a Edivânia já ajuda a fazer o almoço. Para não ficar muito na cara a nossa exploração, eu passei comprar a carne, umas três vezes por semana.

                                Eu tenho sofrido com os Editores de Video. Baixei o VideoPad na versão teste e gostei. Venceu a versão teste e como o valor não era muito alto, U$ 43, resolvi comprar. Porém a versão licenciada não rodou legal e os caras não dão suporte. A única resposta que obtive de uns oito e-mail, foi sugerindo que minha placa de vídeo estava ruim. Respondi que para a versão anterior a Placa estava boa e não obtiveresposta mais.

                                Então baixei o Sony Vegas e comecei tudo de novo, ou seja, apanhar e apanhar. Mas consegui gerar um vídeo. O problema agora será subí-lo para a internet, tendo em vista que os nove minutos dele vão exigir onze horas do youtube.

                                Hoje, 21/11, fui à cidade do Panamá resolver a questão da devolução do dinheiro referente aos raios na empresa que não cumpriu com o prometido e, ir na outra empresa onde comprei pela segunda vez, verificar se chegaram. Obtive a informação que já estão no Panamá, mas ainda não estavam na loja. Eles estimaram que a roda estará pronta na quinta-feira dia 24/11.

                                Como disse, anteriormente, nem estou com muita pressa. Exceto por causa da Celestina. Coitada!

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