Sinomar e Edivânia, GCFC O Velho Doido

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  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #181
    12/10/2011 - Quarta-feira - 173o. dia - Praia Del Carmen no México

    Dedico este Post à Galera dos Muchibas. O maior moto clube de Morrinhos. Por não lembrar do nome de todos, vou fazer uma homenagem coletiva. Não sou filiado ao clube mas comungo dos mesmos ideais.

    Atenção Brasileiros! Pela minha pequena experiência em viagem, vou fazer uma advertência. Não saiam do nosso do Brasil, por causa de praia! As Nossas são as melhores do mundo.

    A praia da Cidade Plaia Del Carmen é uma das mais badaladas do mundo. Ontem em plena terça-feira o movimento noturno era muito grande. Em Cancum e a uns 70 km na rodovia litoranea, até chegar aqui, existem grandes e sofisticados Resorts. Um emendado ao outro, porém aqui é onde o povão aglomera.

    A água do mar é bonita, a areia também. Porém quando entramos na água a mesma fedia a esgoto e duas garrafas pets veio a nosso encontro de alto mar. Depois saímos andando e pudemos constatar nque o fedor estava ao longo da praia. Pode ser que os poucos hotéis de Cancun virados para o lado de Cuba tenham águas mais limpas. Mas analisando o mapa e a quantidade de cidades e navios no Golfo do México acho muito difícil água limpa.

    Agora vou fazer inveja aos maridos. Estávamos na praia e de repente a Edivânia me alertou mostrando um Top-Less. Aleguei que estava sem óculos e ela foi na sacola pegá-lo para eu ver melhor. Qual outra esposa faria isso? Quando ainda focava a primeira ela me mostrou a segunda e depois vimos outras caminhando pela praia.

    Aliás quero alertar aos meus leitores: não morram sem antes visitar uma das seguintes praias de naturismo. Praia do Pinho em Santa Catarina ou Tambaba na Paraíba.

    O tempo fechou um pouco, almoçamos e voltamos para o apartamento. Não tem coisa melhor para descansar que um bom ar condicionado. Preciso recuperar um pouco das energias para enfrentar novos quebras-molas. E aqui nenhum.

    Pelo movimento da cidade foi estranho ficar dois dias e não encontrar nenhum brasileiro. Quer dizer que a turma está seguindo meu conselho, ou seja,não compensa procurar praia fora do nosso querido Brasil. Em todas outras cidades turísticas encontramos brazucas.

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    • Dolor
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #182
      13/10/2011 - quinta-feira - 174o dia

      Ofereço este Post à Maria Tereza Peixoto. Grande companheira de cerveja no passado ao lado da piscina da AABB de Morrinhos. Hoje ela acompanha meu Blog morando em Goiânia.

      Hoje peguei a melhor estrada não pedageada dessa etapa da viagem no México. A viagem rendeu muito.

      Perdemos um pouco de tempo com a passada na cidade Chetumal, desnecessariamente, tendo em vista que a cidade não tinha nada de atrativo.

      Como não tenho informações sobre gasolina em Belize, abasteci o tanque principal e os reservas e partimos rumo à divisa do México com Belize. Após darmos saída na imigração do México, fomos para a Aduana para dar baixa da moto. Quando cheguei ao guichê o mesmo tinha acabado de fechar e um rapaz me disse que só abriria amanhà as 8 hs. Bateu-me uma tristeza. Naquele momento, tendo em vista que não podia mais voltar para o México e não podia sair com a moto para Belize. Felizmente, a atendente que ainda estava dentro do guichê deve lido meu semblante e veio me perguntar o que precisava. Quando disse que era baixa da moto, ela resolveu me atender.

      Chegando à imigração de Belize outro susto. A recepcionista disse que brasileiro precisa de visto para entrar e me devolveu os passaportes. Quando argumentei que amigos meus passaram antes e não me falaram de vistos ela pegou os passaportes novamente e entrou lá para dentro. Depois voltou com os formulários e disse para eu preencher e me custaria U$100 (Americanos. A moeda de Belize é dólar belizense), após preencher me levaram à presença de uma autoridade que emitiu recibos de pagamento e os vistos,

      Na aduana foram emitidos uma nota fiscal de entrada da Celestina e um carimbo no Passaporte mas não me cobraram nada.

      Nisso a chuva que nos ameçara a viagem toda, já caia grossa e precipitou a chegada da noite. Os primeiros 10 km dentro de Belize, foi debaixo de chuva, a noite e numa estrada sem sinalizaçao. Meu ponto de referencia era os faróis dos carros que vinham na minha frente. Porém a medida que eu jogava para o lado deles eles também enconstavam e assim, quando via que estava invadindo a faixa deles já estava em cima. Não enxergava nada . Até que começou a aparecer casas e logo que deu batemos em uma e dormimos nas sua garagem, O proprietario Sr, Sandes nos trouxe café com leite e conversou bastante com a gente, enquanto armávamos a barraca.

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      • Dolor
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2011
        • 3250

        #183
        14/10/2011 - Sexta-feira - 175o dia - Belize

        Dedico ester Post aos funcionários da Complem. Trata-se de uma equipe que enriquece Morrinhos onde tenho diversos amigos.

        A passagem por Belize foi rápida, porém o suficiente para conhecer o País. Passamos pelas três principais cidades sendo Belize City a maior; com uns 100 mil habitantes. Esta cidade foi construída num solo ao nível do mar e entre a foz de dois rios. Passamos justamente no ápice do período chuvoso e a inundação estava para todo lado. Muitas casas ilhadas. O centro da cidade parece uma grande favela composta por casas de madeira; uma grudada na outra com ruas estreitas e sem passeio. Demorei a acreditar que aquele lugar era o Centro da Cidade. Procurei banheiro em dois lugares e estavam interditados porque não davam descarga. Tive que mijar no muro, ao lado do posto, com as pessoas passando na rua.

        O ponto mais pitoresco de Belize City, foi o cemitério. A rodovia que vai rumo à capital do país passa bem no meio dele. Num local a estrada, por alguns metros vira pista dupla e os túmulos servem de ilha. Nunca vi coisa igual. E olha que sou bem observador de cemitério. Os mais bonitos, que são inclusive atraições turísticas, ficam no Chile. Já vi túmulos coberto de areia no deserto da Bolívia e já vi cemitério em cima de colina que o morto só chegaria de helicóptero. Mas esse de Belize foi o mais interessante. Além de ser muito grande. Acho que essa tendência de observar cemitérios, deve-se ao adiantado da minha idade.

        Na entrada de Belize City vimos um supermercado mediano, mas arrisquei chegar ao centro para encontrar um maior. Porem, depois de diversas informações só achei armazém de secos e molhados. Então partimos rumo à capital. Na metade da estrada a fome apertou e comemos o primeiro arroz com feijão da viagem. A “quentinha” deles daqui é fria. E o conteúdo é aquele mexido que minha mãe fazia à tarde utilizando o resto de arroz e feijão preto. Na quentinha vem esse arroz, maionese e frango ao molho. Estava bem gostoso.

        A capital, Belmont, é uma cidade mais nova, que também foi difícil acreditar que estávamos no centro. Segundo o frentista de um posto, a cidade tem 50 mil habitantes, mas acho que ele super estimou. Penso que o estado mais pobre do Brasil tem um PIB e uma renda per-capta maior que a Naçao Belizense. O país tem pouca terra produtiva , poucas atrações turísticas e não vi nenhuma industria.Segundo o homem simples que vende comida na beira da estrada, a maior renda do país vem da pesca.

        Para sairmos de Belize tivemos que pagar U$ 15 para cada um.

        A entrada na Guatemala tive pagar U$ 23 de seguro parta a Celestina e U$ 5 para cada um, além de U$ 2 para fumegar a moto.

        Até não me importo de pagar o que é exigido legalmente em cada país, mas fico puto nesses países pequenos e pobres são com as pessoas que ficam a espreita de incautos para tirar vantagem. Saí da aduana para tirar cópia dos documentos para dar entrada na moto e fui abordado por um motorista de taxi, dizendo que eu teria que contratá-lo porque a xerox, naquela, hora ficava a mais de um km. Logo veio outro taxista dizendo a mesma coisa. Não dei atençao para eles e atravessei uma ponte de menos de 100 metros e tirei as cópias.

        Quando saímos da aduana já era mais de 18 hs e o tempo estava escuro pela chuva que ameaçava. Mas naquela pequena cidade da divisa não era seguro dormir. Pegamos a estrada e as casas sumiram. Apesar do escuro, e da chuva que já caia forte, a estrada era muito boa e eu ia pilotando até encontrar um local para dormirmos. Logo o asfalto acabou de uma vez e eu mi a 80 km/h saltando dentro dos buracos cobertos por água. Quase caímos. Na primeira casa que apareceu, pedimos pouso.

        A família que nos deu pouso me remeteu mentalmente para o tempo que eu era criança e morava na roça. Aqui, apesar de terem energia, televisão por assinatura, celular e geladeira, coisas que não tínhamos, eles tomam banho de “cuia”. Ou seja, a gente entra num cercadinho, com água no balde e se banha atirando água no seu corpo. Lembrei da pobreza da minha infância. Lembro-me direitinho quando meu pai chegou da cidade com um balde que tinha um chuveiro em baixo onde se colocava água quente e a gente abria e fechava a hora que queria. Para nós crianças foi uma maravilha.

        A evolução humana foi muito lenta ao longo dos séculos passados. Gastou-se milhões de anos para descobrir a roda, depois milhares para dar-lhe utilidade e outras centenas para inventar a carretilha e alguns para descobrir que nela poderia pendurar um balde para tomar banho. Aqui, nessa família vive ainda aquele tempo. Uma garota na faixa dos 14 anos não estuda e nunca viu falar de New York, Miami ou Rio de Janeiro.

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        • Renan Xavier
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2011
          • 404

          #184
          15/10/2011 - Sábado - 176o. dia - Ruinas Mayas de Tikal - Guatemala

          Dedico este Post ao Ricardo Santa Rosa e a toda equipe da TV Morrinhos. Pessoal que tem divulgado minha viagem e torcido por mim através do Blog.

          O objetivo da viagem de hoje era visitar uma, senão a maior, ruína Maya da história que fica no parque de Tikal.



          Demos entrada no parque às 9:00 hs e saímos as 14 hs. As ruínas não me sensibilizaram como as dos Incas em Cusco no Peru, mas mesmo assim, são impressionantes. Sempre faço as mesmas perguntas: como uma estrutura daquela foi abandonada completamente. Se foi os conquistadores que dizimaram aquele povo, porque não deram utilidade para aquelas construções? Será que foi doença que extingui esse povo? Será que as instalações não foram reutilizadas por crenças em demônios?

          Durante a visita ao parque de vez em quando caia uma chuvinha, mas não exigiu que usássemos as capas que levamos. Uma das escadas que subi e desci tinha 208 degraus. Estimo que eu tenha subido e descido uns 408 degraus e andado uns 4 km. Senti até um pequeno estiramento muscular na parte externa da coxa.

          Porém, quando saímos do parque a chuva caiu forte. Cheguei à cidade de Santa Helena, que fica emendada com a cidade de Flores, com uma fome muito forte, tendo em vista que tinha me esforçado muito e comido pouco; um crossante com suco de laranja e um chocolate. Procuramos um grande supermercado e o mesmo não tinha as coisas que gostamos de comer. A sorte foi que havia uma Pizza Hut onde matei minha fome.

          Quando fui abastecer para partir, resolvi procurar hotel porque a chuva era muito forte e, pela quantidade de nuvem que tinha mais cedo, ela não pararia tão cedo. Foi sorte, porque choveu forte a noite toda.

          O hotel foi o pior que ficamos em toda viagem. A entrada é pomposa e bem arrumada, mas o quarto é minúsculo e o colchão cheio de caroço.

          Mais uma vez advirto aos pobretões que resolverem sair pelo mundo. Para procurar hotel barato é mais fácil encontrar pouso nas residências na beira da estrada. Em busca de um entrei numa rua de pedra que judiou da Celestina e de mim. Flores é uma cidade histórica e as ruas que passam carro são estreitas e a maioria só passam gente.






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          • Dolor
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2011
            • 3250

            #185
            16/10/2010 - 177o. dia - Guatemala

            Dedico este Post ao Rodney do Jornal a Folha. Ele que já foi meu companheiro de trabalho e usa seu jornal para valorizar e promover os encontros de motociclistas em Morrinhos.



            Como já escrevi umas duas vezes anteriormente, as estradas desconhecidas são como a vida, oferecem surpresas boas e ruins. A de hoje foi muito boa. Saímos da cidade por volta das 14 hs quando a chuva deu uma trégua. Daí até a hora de dormir não choveu mais. A estrada também foi muito agradável. Poucos pontos com lombadas e bem sinalizadas e dentro do padrão. Muitas curvas e vegetação exuberante. De forma que eu nem queria que anoitece para aproveitar mais aquele agradável dia.

            Só não foi melhor que no finalzinho da tarde a Edivânia irritou comigo. Aí o dia acabou. Ela sabe que não suporto irritabilidade e isso foi bastante conversado antes da viagem. Para um casal normal a irritabilidade é rotineira. Mas para mim uma vez em um mês é inadmissível. E a Edivânia tem mantido essa média de uma vez por mês. Da minha parte devo ter irritado com ela umas duas vezes, mas dentro de 5 minutos peço desculpas e passo a me viajar com mais intensidade.

            . Tem algum tipo de irritabilidade até que relevo, tendo em vista que acontece até comigo. Trata-se daquela decorrente de situações críticas como fome ou excesso de calor ou cansa. Felizmente esse tipo de irritabilidade quase não acontece com ela. Ocorre mais comigo, mas eu fico bem atento para, ocorrendo-a, pelo menos não deixa-la se exteriorizar. A irritabilidade é igual ao alcoolismo: não tem cura. O alcoolatra nunca pode falar que está curado.

            A irritabilidade que acaba com meu dia é aquela COVARDE. Coloquei em letra maíúsculas, porque ela nos atinge covardemente. A vítima está desarmada; na maioria das vezes alegres. E o algoz o ataca sem aviso; covardemente.

            As nossas roupas são impermeáveis, porém antes da chuva temos que adotar alguns procedimentos como abotoá-las e no caso da Edivânia colocar uns sacos de supermercado nas botas, tendo em vista que ela não quis trocar as suas quando comprei as minhas impermeáveis.

            Hoje apareceu uma chuva mansa que de longe pensei que não íríamos pegá-la. Então a estrada fazia uma curva para o lado da chuva a gente molhava um pouquinho; logo a estrada virava para o lado contrário e a gente ficava no seco. Porém chegou um momento que percebi que não dava mais, ou seja, estávamos molhando muito. Então parei. Quando me dirigi à minha parceira brincando que eu tinha errado na minha avaliação, recebi uma série de impropérios: que eu devia ter parado antes, etc, etc.

            Esse ataque é mais doído, primeiro, como já disse, eu estava alegre. Depois porque já passamos tantas situações pior que essa e levamos de boa; alegres e sorridentes. Nos primeiros dias de viagem ainda no no Brasil, pegamos uma chuva de vento por volta das duas da madrugada que tivemos que ficar os dois de braços abertos dentro da barraca para que as varetas não quebrassem todas, assim mesmo duas quebraram. Outra vez tivemos que esvaziar toda a barraca de madrugada por causa de uma barata que não conseguíamos matar e nem tirá-la da barraca. Sem contar as estradas de barro que sofremos muito.

            Então peço aos leitores que quando for viajarem combinem sobre a irritabilidade. Na Disney, tive a oportunidade de ver a briga de um casal brasileiro. Cisa ridícula. Tudo por causa da irritabilidade. Pessoas pagam passagens de avião, compram entradas caras e põem tudo a perder por causa dela: a irritabilidade.

            Hoje devido à demora na atualização do Blog, com fotos das ruínas,andamos somente 150 km.
            Última edição por Renan Xavier; 21-10-11, 09:01.

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            • Dolor
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2011
              • 3250

              #186
              17/10/2010 - Segunda-feira - 178o dia - Honduras



              Dedico este Post à Anny Kristyne, minha ex-colega de trabalho. Linda e simpatissíma está vencendo na vida morando em Brasília. Parabéns pela coragem. Você que é jovem, vá para o Canadá.

              Hoje foi dia da saída da Guatemala e entrada em Honduras. O caminho dessa vez foi diferente da anterior, em junho, quando subimos e havia uma barreira policial a cada 30 Km. Dessa vez achei Honduras mais desenvolvida. Sou capaz de arriscar que seu PIB deve ser semelhante ao PIB do estado de Goiás. Assim, como Guatemala suas terras são férteis, tem um grande porto com uns cinco grandes navios na fila. Ao contrário da subida, dessa vez simpatizei com o país.



              Principalmente porque o pessoal onde pedimos pouso foi muito gentil com a gente. Pela primeira vez na viagem não nos foi possível recusar dormir dentro de casa. Sempre recusamos porque preferimos dormir na barraca. Mas o pessoal foi tão persuasivo que acabamos indo dormir dentro da casa.



              Na cidade onde tem o Porto foi onde troquei o óleo da Celestina e a Lâmpada do farol principal que, pela segunda vez, queimou nessa viagem. O cara me deu uma facada de U$ 45, mas mesmo assim, ficou um terço do valor pago no Canadá e USA.

              Última edição por Renan Xavier; 21-10-11, 09:00.

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              • Dolor
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2011
                • 3250

                #187
                18/10/2011 - Terça-feira - 179o dia - Nicaragua



                Hoje foi dia da saída da Guatemala e entrada em Honduras. O caminho dessa vez foi diferente da anterior, em junho, quando subimos e havia uma barreira policial a cada 30 Km. Dessa vez achei Honduras mais desenvolvida. Sou capaz de arriscar que seu PIB deve ser semelhante ao PIB do estado de Goiás. Assim, como Guatemala suas terras são férteis, tem um grande porto com uns cinco grandes navios na fila. Ao contrário da subida, dessa vez simpatizei com o país.

                Principalmente porque o pessoal onde pedimos pouso foi muito gentil com a gente. Pela primeira vez na viagem não nos foi possível recusar dormir dentro de casa. Sempre recusamos porque preferimos dormir na barraca. Mas o pessoal foi tão persuasivo que acabamos indo dormir dentro da casa.



                Na cidade onde tem o Porto foi onde troquei o óleo da Celestina e a Lâmpada do farol principal que, pela segunda vez, queimou nessa viagem. O cara me deu uma facada de U$ 45, mas mesmo assim, ficou um terço do valor pago no Canadá e USA.



                Última edição por Renan Xavier; 21-10-11, 09:02.

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                • Dolor
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #188
                  19/10/2010 - Quarta-feira - 180o dia

                  A saída da Nicarágua foi muito pior que a entrada. Aqui uma dezena de “facilitadores” quase te derruba da moto para oferecer seus serviços. Alegam quem sem eles não será possível entrarmos no país. É uma loucura. Eu como me preparo antes, não me irrito mas a Edivânia fica possessa da vida. Também eu jogo a “bomba” para cima dela. Digo para moçada: “dinheiro só com minha mulher!”. Afasto um pouco e fico vendo o ataque deles. Ela me lembra um animal sendo devorado pelas piranhas. Ela balança a cabeça; anda um pouco e para porque eles vão atrás.

                  Logo eles descrençam e voltam para mim e eu torno a dizer: “é só com ela” e parto para os guiches.



                  A entrada na Costa Rica foi bem organizada, apesar da chuva que atrapalha muito.



                  Durante poucas horas do dia viajamos sem chuva. Choveu o dia todo e a noite. Tivemos que procurar um hotel porque nao encontramos local ideal parara acampar.

                  Última edição por Renan Xavier; 21-10-11, 09:05.

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                  • Renan Xavier
                    Fazedor de Chuva
                    • Jul 2011
                    • 404

                    #189
                    20/11/2011 - Quinta-feira - Costa Rica

                    Dedico este Post ao corpo médico, técnico e administrativo do Hospital Nossa Senhora do Carmo. Pessoal amigo e muito dedicado ao trabalho e que tem acompanhado meu blog.

                    A chuva contínua que cai na América Central derrubou uma barreira na rodovia que íamos passar e tivemos que dar uma volta para pegar a estrada que passa pelo litoral da Costa Rica. Além dessa volta, um descuido da minha parte nos fez andar, desnecessariamente, mais 50 km numa estrada pedageada. Ou seja, andei mais 100 km de ida e volta pagando pedágio em dobro. Eu tinha anotado todo o roteiro mas empolguei com a estrada boa e com preguiça de parar naquela chuva forte, fui parar perto da capital.



                    A noite aqui cai muito rápido e mais uma vez quando atentamos para procurar local de acampar já estava a noite e a chuva que começara por volta do meio dia, ainda caia forte. O remédio foi buscar um hotel.

                    Encontramos um no valor de U$ 40 onde se hospeda a moçada do Surf. Os mais empolgados com a nossa história foi um argentino, um inglês e um casal de francês. Tinhas umas moças muito bonitas também, mas essas não nos deram muita atenção.

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                    • Renan Xavier
                      Fazedor de Chuva
                      • Jul 2011
                      • 404

                      #190
                      21/10/2011 - Sexta-feira - 182 dia - Costa Rica



                      Dedico este Post ao Pascoal. Ele que tem oficina e ferragista no Jardim Romano e um admirador do motociclismo e gosta de nos ver dançar.

                      Saída de um país e entrada no outro, por mais simplificada que seja, cansa o corpo da gente, principalmente quando pegamos funcionários preguiçosos ou corruptos. Hoje na entrada do Panamá peguei um rapaz, muito ruim de serviço. O nome dele é David CH. Ele gastou uma hora para lançar os dados da moto no sistema. Ele lia uma mensagem no celular e respondia, nisso o sistema caia. Enquanto o sistema era carregado ele passava outra mensagem, E assim foi umas 4 vezes. Cheguei redigir uma reclamação para entregar ao gerente, mas depois o bom senso falou mais alto r fui embora.

                      Eu não me irritei com o carinha, tendo em vista que fiz uma jura ao sair de viagem a não me estressar com alfandega, além do mais a Edivania fez um café e levou para eu tomar enquanto esperava. Um café me mantém feliz por, no mínimo, uma hora. Quando tomo café e pego a estrada tudo fica mais gostoso.



                      Após andar uns 100 km no Panamá vi um salão de festa e parei. Onde estamos agora acampados e ouvindo a chuva cair fora lá fora. O incoveniente é que paramos uma hora mais cedo. Mas por via da dúvida, não deixamos a oportunidade passar.

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                      • Renan Xavier
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2011
                        • 404

                        #191
                        22/10/2011 - Sábado - 183 dia - De Costa Rica para Panamá

                        Dedico este Post à Dra. Vera de Carvalho aniversariante do dia. Ela que demorou me aceitar como amiga, mas acho que hoje é minha amiga. Pelo menso da minha parte, com certeza.



                        Do meio dia de ontem até o meio dia de hoje, choveu sem parar. Teve ocasiões, no meio da noite, que acordávamos com o barulho dela no telhado de tão forte que caia. De manhã tive que reforçar a indumentaria com as capas usadas no Alaska, tendo em vista que ela era muito forte ao sairmos.



                        O restante da viagem foi tranquila. Chegamos à capital do Panamá pelo lado de fora e só a vimos de longe. Fizemos compras num supermercado e partimos rumo a Collon, onde pretendo pegar um barco para atravessar para a Colombia.

                        Mas encontramos um Posto de gasolina bem estruturado, com área coberta para acamparmos, que nos obrigou a parar mais cedo.

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                        • Renan Xavier
                          Fazedor de Chuva
                          • Jul 2011
                          • 404

                          #192
                          23/10/2011 - Domingo - 184 dia - Colon - Panama



                          Dedico este Post ao corpo doscente do Coronel Pedro Nunes. Eles que me convidaram para fazer uma Palestra aos seus alunos e curtiram meu projeto de viagem.



                          A cidade de Colon é muito feia. Mas muito feia. Parece uma cidade fantasma. O governo não cuida da cidade e as pessoas não cuida das suas casas. A cidade inteira parece os prédios de invasão de São Paulo. Ninguém pinta ou faz qualquer reparo.

                          A cidade devia ser rica tendo em vista que o porto e área de armazenamento de containers são muito grandes.

                          Logo descobrimos que teríamos que nos deslocarmos até Portobelo, para conseguirmos veleiro para Colômbia.

                          Na verdade eu sabia e tinha uns quatro nomes de veleiros que saem de Portobelo, mas as informações ficaram no computador que quebrou e não me lembrei do nome da cidade e de nenhum veleiro. Tive que começar do zero.

                          Chegando a Portobelo, não conseguimos andar de tanta gente. A cidade é bem pequena; se resume numa praça com igreja e poucas ruas. Porém estava sendo realizada a festa do Santo padroeiro da igreja e tinha barraca para todo lado e muita gente circulando por elas.

                          A única informação que conseguimos foi de um tal de Jhon Americano que sairá daqui a 5 dias e temos que agendar o mais rápido possível. Pelo menos encontramos um casal de motociclista que veio de Cartagena com ele e nos deram boas referências sobre a comida e o estado geral do barco.

                          Amanha vamos procurá-lo para o agendamento e esperar até sexta-feira para embarcarmos.

                          Por volta das 15 horas saimos para procurar hotel à altura do nosso padrão de vida. Achamos um por U$ 11 por pessoa, mas era dormitório coletivo e funciona no mesmo local um bar onde se encontrava pessoas dos mais diversos países e parece que o pre-requisito para estar alí era ter tatuagem.

                          Saimos em busca de outros. Até que achamos uma pousada que estava cheia por causa da festa da cidade mas tinha uma área coberta de lona e piso de cimento. Então pedimos permissão para acampar e fomos aceitos. Portanto hoje estamos acampado dentro de um hotel, sem pagar nada e ainda ganhamos banheiro e ducha.

                          Ficamos muito tempo conversando com o proprietário da Pousada, Sr. Angelo Luiz e sua gerente, Sra Edna. Ele um policial aposentado que comprou um pedaço de terra ao lado do mar e hoje mora ao lado da sua filha que fica quase de frente e aluga algumas casas que construiu. A Pousada é alugada para o pessoal da Marinha Americana que faz mergulho no mar em busca de destroços de navios e droga.



                          No deck tem 3 enormes canoas uma com 2, 3 e 4 motores de 200 HP, cada um. São canoas mesmo, sem conforto nenhum, daí fui saber que foram presas cheias de droga. O USA monitoram por ar toda a Costa do Panamá e informam à terra alguma embarcação suspeita. Ao delas enormes tambores com marca de suco de laranja Made in Chile.

                          Descobri que o sinal de Wi-Fi dos americanos é livre e estou usando-o na cara de pau.

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                          • Renan Xavier
                            Fazedor de Chuva
                            • Jul 2011
                            • 404

                            #193
                            24/10/2011 - Segunda-feira - 185o - Portobelo - Panamá

                            Dedico este Post à Dna Sahra, mãe do meu amigo Peninha e é administradora da quinta-feira dançante na sede do Lions Clube. Pessoa de bem com a vida e que transmite simpatia por onde passa.



                            Esperamos passar das 8 hs para iniciar a busca por barcos para Colombia. Logo de início encontramos o capitão de um Barco Colombiano que nos deu o preço de U$ 1.000,00 por nós dois e a Celestina. Terei que pagar mais U$ 20 para uma cano levar a moto até o barco. Afff! Cheguei arrepiar quando vi a pequena dimensão do mesmo. Olhando de longe o barco parece aqueles que trafegam pelo Rio Amazonas. Não gostamos muito da aparência.

                            Como o casal nos mostrou o barco que vieram e era bem mais bonito que esse, ficamos meio descepcionados e fomos procurar o outro capitão.

                            Chegando ao hotel do Capitão Jack fomos negociar os preços e fomos surpreendidos pelo valor. Pedira U$ 1.600,00 para nos levar. Oferecemos U$ 1.200,00 e nada feito.



                            Buscando informações daqui e dali descobrimos que num povoado aqui perto de nome Porto Lindo poderíamos arrumar. Chegando lá, a primeira pessoa a quem perguntamos era duas moças que, coincidentemente, iam para Colômbia e ligou para o barco delas, mas o capitão pediu U$ 1.410,00. Depois descobrimos outro por U$ 1.344,00 mas o cara foi muito grosso com a gente e disse que não tinha tempo de conversar porque tinha outros clientes esperando.

                            A moça, minha informante, me passou dois e-mails para eu contactar e pegou o meu porque o Capitão amigo dela disse que ia averiguar pelo rádio, se havia algum barco na região que aceitaria nos levar pelo nosso preço e me passaria um e-mail.

                            Depois de ouvir nossa triste história de viajar com pouco dinheiro o Sr. Angelo e a Sra. Edina fizeram um apartamento com banheiro, ducha e ar condicionado por U$ 10, por dia. Então, após convencer a Edivânia que queria continuar na barraca sem pagar nada, viemos para o apartamento e estamos fazendo os serviços de manicure curtindo um ar fresco muito legal.
                            Última edição por Renan Xavier; 28-10-11, 09:12.

                            Comentário

                            • Renan Xavier
                              Fazedor de Chuva
                              • Jul 2011
                              • 404

                              #194
                              25/10/2011 - terça-feira - 186o. dia - Portobelo - Panamá

                              A difícil arte de esperar. Sempre fui afobado, por isso, raros foram meus sucessos em negociação: tenho pressa em realizar qualquer negócio. Submeto-me ao risco de perder dinheiro, mas não submeto-me à angustia de esperar o momento oportuno de fechar o negócio.



                              Este meu desabafo é pelo fato que fiz a minha contra-proposta financeira a uns quatro barcos e estou na expectativa de um retorno. Me dá vontade de ir lá e fechar o negócio na forma que eles querem e ficar livre da preocupação. Outro momento penso e correr e fechar com o barco colombiano, cujo aspecto geral não agradou, mas atende o requisito preço.



                              Penso que valeu a pena esperar. Ontem quando estivemos em Porto Lindo procurando barco, onde encontramos o capitão grosseiro, deixamos um cartão em um pequeno hotel, para o caso de aparecer outro. Hoje por volta das 11 hs recebi um e-mail da dona do hotel dizendo que tinha um barco de 26 metros 3 pisos, muito bonito e confortável, que nos levaria pelos U$ 1.200,00 que oferecemos.



                              Então almoçamos e partimos para lá que fica a 15 km de Porto Belo. Mesmo sem ver o barco fechamos o negócio pelos U$ 1,2 mil mais a despesa de carregar a moto entre o cais e local onde o barco está ancorado. Em torno de U$ 25 de cada lado. No preço está incluso três refeições e cabines individuais, além dos serviços de imigração e aduaneiros. A saída está prevista para o dia 29/10, podendo ser adiada para o dia 30. Na programação consta dois dias na ilha San Blas e passar por outras. No dia 28 de manhã tenho que entregar os passaportes para eles.

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                              • Renan Xavier
                                Fazedor de Chuva
                                • Jul 2011
                                • 404

                                #195
                                26/10/2011 - Quarta-feira - 187o. dia - Portobelo - Panamá



                                A preocupação com a viagem provoca até um enfraquecimento dos sentimentos. O leitor acredita que a Celestina completou 100.000 km rodados e nem cantei parabéns para ela? Devia ter comprado uma torta e acendido umas velinhas. Ela merece. Afinal, tem sido uma ótima companheira até agora. Comporta muito bem; dificilmente adoece; não é igual a umas mulheres quem tem por aí que gastam muito com sapatos. Devo chegar ao Brasil com uma única troca de sapatos. Não precisa de suplemento alimentar, qualquer coisa que colocar no seu estômago ela digere. É bonita e forte; onde chega chama atenção, ora pela beleza; ora pela força em transportar tamanha carga. Então não me perdou por tamanho lapso de sentimentos. Só agora que foi cair a ficha quando já está com 105.902.

                                Estava esquecendo também do quanto ela já trabalhou nessa viagem: Faltam apenas 400 km para ela completar 50.000 km rodados apenas nessa rota.

                                Celetina! Prometo, perante todos meus leitores, que doravante serei mais carinhoso com você. Todos dias de manhã, antes de partir, te darei um beijo. Prometo também, que quando chegar em Morrinhos vou colocar você num SPA, onde alguns profissionais verificarão suas articulações e substituirão aquelas que estiverem frágeis. Prometo que cumprirei o prometido.

                                Daqui do quarto, enquanto a chuva cai e enquanto aguardo o tempo passar para pegar o navio, vejo-a quieta e calma esperando a hora de partir. Mal sabe ela que passará por sérios riscos nos próximos dias. Deverá ser colocada manualmente numa canoa quase do tamanho dela e um outro homem deveráa ir com as pernas abertas apoiadas na beirada da canoa para mantê-la equilibrada. Depois, já dentro do navio enfrentará 5 ou 6 dias de chuva, sol e maresia.

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