Sinomar e Edivânia, GCFC O Velho Doido

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #151
    16/09/2011 - sexta-feira - 147o dia
    Dedico este Post ao Jornalista do The York Time, Jim Dwyer, que utilizou todo seu prestígio para relatar a nossa viagem. Ganhador de um prêmio Pulitzer Prize, Jim Dwyer começou a escrever a coluna Sobre a Nova York em abril de 2007. Ele passou a maior parte de sua vida profissional que cobre Nova York como repórter, colunista e autor. Juntou-se o Times maio 2001 depois de passar no Daily News, New York Newsday e vários artigos no norte de New Jersey. Além de seu trabalho em jornais diários, ele é o autor ou co-autor de quatro livros, incluindo, mais recentemente, "102 Minutos: a história inesquecível da luta para sobreviver dentro das Torres Gêmeas", com Kevin Flynn, um editor no The Times.


    Hoje não tenho nada para escrever sobre a estrada e nem fotos para mostrar. É que acordamos tarde e só pegamos a estrada por volta das 10 hs. Depois paramos numa Rest Área, como fazemos em toda mudança de estado, para pegar meu GPS de papel. Nesse local ainda esperei a Edivânia fazer um café para mim.

    Quando bateu 12:30 eu estava entrando num Mc Donalds com o computador debaixo do braço. Dessa hora em diante fiquei na frente de um computador até as 18:hs.

    Os dois primeiros e-mails da minha caixa eram, na ordem, da Rede Globo Internacional e do SBT internacional, perguntando se ainda estávamos em NY, pois queriam fazer uma entrevista conosco. Falavam da minha entrevista ao jornal The New York Time.

    Respondi que não mas se quisessem marcar para a segunda-feira nós voltaríamos. Eles demoraram para responder e quando o fizeram, disseram que na semana que vem não podem porque estarão comprometidos com a visita que a nossa Presidente fará à ONU.

    Quando abri o Facebook já vi o post do Thiago mostrando o link da reportagem. Daí para frente, não aguentando de felicidade, comecei a enviar e-mail para todos meus contatos e, consequentemente já comecei a responder e agradecer os cumprimentos retornados.

    Almoçamos e lanchamos dentro Mc Donalds sem parar de mexer no teclado.

    Paramos para dormir nas imediações de Washington.


    As fotos que aparecem neste Post são do Congresso Americano foram tiradas no dia 17/09.

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      • Mar 2011
      • 3250

      #152
      17/09/2011 - sábado - 148o. dia - Washington
      Dedico este Post à amiga Alba Valéria Capeleti, que aniversariou no último dia 15. Ela que foi minha companheira de trabalho na antiga Telegoiás e uma assídua acompanhante do meu Blog.

      A visita a Washington começou cedo. Porém o tempo estava nublado e frio, o que facilitou na pilotagem mas prejudicou nas fotos.

      Sobre a cidade tenho a declarar que ela não atendeu minhas expectativas. Apesar de já ter visto centenas de fotos e diversos filmes e documentários sobre a cidade me surpreendeu a repetitividade de estilo arquitetônico. Não sei se Grega ou Romana mas sei que, quem vier aqui não precisa visitar a Roma e nem a Grécia. Acho que estou falando besteira, mas esse foi meu sentimento.

      Apesar do estilo arequitetonico, gostei muito da suntuosidade do Congresso Americano. Entramos numa fila enorme e conseguimos entrar nas dependências do Congresso. Inobstante não nos terem levados ao plenário onde os deputados e senadores exercem suas funções, a visita foi muito produtiva. Entramos em três salões, cada um mais bonito que o outro. Cada um ostentava grandes quadros, muito grandes mesmo, com pinturas retratando fatos históricos do país, como guerra civil e declaração da independência.

      Numa das fotos aparecem um homem e um careca. Ambos são de cera. É impossível acreditar que são de mentira; parece gente se fazendo de estátua, tamanha a perfeição.

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        • Mar 2011
        • 3250

        #153
        18/09/2011 - domingo - 149o dia

        Dedico este Post a um cara que tem sofrido com frio e principalmente calor; sofrido com o transito das grandes cidades e, principalmente, das freeways. Um cara que tem comido fora de horas e emagreceu uns 4 quilos por isso. Uma pessoa, que mesmo assim, recebe apoio de otimismo de amigos de toda parte do mundo, até da Rússia. Esse cara sou EU, o aniversariante do dia.


        Hoje, apesar do grande tempo parado para atualizar o blog e envaidecer com os cumprimentos pelo aniversário, rodamos bem. No final dia tínhamos rodado 416 km.

        Temos poucas fotos boas, tendo em vista que a partir de Washington optei pela freeway, deixando de entrar em diversa cidades, alguma de grande porte.

        Quero agradecer a todos amigos que lembraram do meu aniversário. Numa viagem tão longa como essa a gente se torna sensível e o contato e o apoio dos amigos é muito importante.

        Coloquei uma foto de um trailer arrastando um fusca que me lembrou minha amiga Sueli, que trabalha na A Construtora. Ela tem fusca na mesma idade e na mesma cor com o nome Shurak.

        Depois de passar pelos estados de de Viginia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Georgia, hoje já dormi na Flórida, logo na entrada.

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          • Mar 2011
          • 3250

          #154
          19/09/2011 - Segunda-feira - 150o dia

          Apesar de ser Atleticano, O Dragão do Centro Oeste e não gostar de time da segunda divisão tirei uma foto que lembra o escudo do Goiás. Vai para meu amigo Farmaceutico do Hospital Municipal de Morrinhos Dr. Renato. Goiás fanático. Apesar de ser diferente, o Post é uma homenagem.

          Pela primeira vez na viagem vejo uma praia do Oceano Atlântico. Entramos numa cidade de nome Jacksonville, muito bonita e depois fomos até seu balneário com o mesmo nome. Como já escrevi em Post anterior, o Oceano Atlântico é generoso com sol, calor, areia branca e gente bonita, Enquanto o Pacífico traz frio, areia preta, deserto e promove seca até no Brasil com o fenômeno El Nino. Depois que estamos na Flórida estamos sofrendo com o calor, tanto para pilotar como para dormir.

          Conforme citei no Post de ontem, esta etapa da viagem será mais puxada. Hoje rodamos 684 km.

          A estrada é muito boa, porém é ruim porque sou obrigado a andar a 130 km/h. A 120 km/h os caminhões me ultrapassam, provocando turbulência na celestina. Por isso evito que me ultrapassem; também não curto muito ultrapassá-los. Sempre que posso ando atrás. Quando vou ultrapassá-los, a turbulência é menor, porque abro com alguma antecedencia.


          Por falar em velocidade, hoje aconteceu um fato que nos fez chorar de rir. Acho que não terá muita graça para o leitor. Mas mesmo assim vou transcrever o acontecido. Mesmo porque a viagem não tem muita novidade para contar.

          Primeiro vou contar um causo sucedido por vota de 1985 pois foi ele, agregado ao nosso, que motivou nossas lágrimas de tanto rir.

          Na década de 80 eu trabalhava em Morrinhos que era sede do Distrito de Operações Sul da Telegoiás. Esse Distrito supervisionava a cidade de Catalão. Nessa cidade tinha um funcionário muito inteligente mas muito desligado. Os colegas faziam muitas piadas a respeito dele e essa que vou contar agora pode ser mais uma. Mas pelo que conheci dele é bem possível ser verdadeira. O carro dele acabava a gasolina na estrada porque esquecia de abastecer. O carro que a empresa deixava com ele era o mais sujo e cheio de tábuas, arames e outra bugigangas que ele encontrava e pegava para levar para sua chácara que ficava nesse município ao lado da estrada de ferro. Ele era metido a inventor e as vezes ficava um final de semana todo fechado na empresa desenvolvendo novas formas de funcionamentos para os equipamentos. Era muito muchiba. Dormia nas estações sem tomar banho, para economizar o dinheiro da diária, o que motivava críticas dos colegas.

          Vamos ao que interessa que é a minha história. Pois então, conta-se que num certo domingo, ele estava na sua chácara e, percebendo a aproximação do trem, pulou em cima dos trilhos e diparou acenar, com os braços movendo como se fossem um limpador de parabrisas. O maquinista vendo tamanho desespero daquele homem fincou o pé no freio do trem (nem sei se o freio de trem é no pé) de forma que uma centena de rodas deslisaram travadas sobre os trilhos. Depois do trem parado, ele cá em baixo e o maquinista lá em cima, gritou para o maquinista: “você não viu umas vaquinhas perdidas aí para trás? É que elas fugiram do pasto!” Dizem que o maquinista não o matou por falta de uma arma.

          Hoje aconteceu algo semelhante. Eu estava a 130 km/h e a Edivânia bateu nas minhas costas dando sinal que era para eu parar imediatamente. Assustei porque quando ela manda parar é porque alguma coisa tá caindo. Por outro lado a pista é cheia de placas proibindo parar no acostamento ou advertindo que a parada só em casos de emergência. De forma que demorei uns segundos a tomar a decisão de parar e outros para parar a moto sem freadas forte. Fui parar uns 800 m de onde ela pediu. Quando parei ela já foi descendo e falando: “fui beber água e a tampa da garrafa caiu!”. Não deu tempo nem d'eu ficar nervoso porque ela já ia caminhando acostamento afora.

          Encostei a Celestina para o lado da grama, deixei a seta ligada e fiquei olhando a minha companheira pelo retrovisor. Depois que ela andou uns 800 metros um carro da polícia parou, abordou-a. Ví quando a Edivânia abaixou para conversar com a policial. Depois o carro da policia veio com os piscas e luzes ligados escoltando-a. Quando a Edivania chegou na moto o carro partiu e eu perguntei o que a policial tinha lhe dito e ela respondeu: “nao sei não entendi nada. Fiz sinal que a tampinha da garrafa tinha caido. Só sei que a policial tava com a cara muito feia. Povo mal humorado, nunca vi!!!”.

          Na parada seguinte, contei-lhe a história do colega de Catalão e adverti-a que a policial estava nervosa era com o risco que ela corria de morrer atropelada por causa de uma tampa de garrafa pet e quase mijamos de tanto rir.

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            • Mar 2011
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            #155
            20/09/2011 - terça-feira - 151o dia

            Dedico este Post ao "Tão" do Paradinha Bar. Ele que proporciona agradáveis tardes com os jogos do Flamengo. Estou com muita saudade da turma toda.

            Hoje chegamos a uma das praias mais famosas dos Estados Unidos: Daytona Beach. Parece que só perde para Miami. Se bem que na sua entrada existe uma placa como sendo a mais famosa do mundo. Informei a alguns nativos, sem sensibilizar, que a Espanha e o Brasil possuem as mais famosas. Ressaltei ainda que aqui não pode beber na praia; já no Brasil o cara sai grog, sem falar nos fios dentais que, certamente, aqui não tem.
            http://2.bp.blogspot.com/-OssLjw3ZVb8/Tnpli7pdGrI/AAAAAAAABus/4hPeeVSjuks/s320/DSC03197.JPG[/IMG]
            A praia não é lá essas coisas, mas a cidade é muito bonita. Se as cidades litoraneas do Brasil, fossem tão bem cuidada como essa aqui, com certeza atrairíamos mais turistas estrangeiros.

            Como chegamos tarde e a praia conta com chuveiros, resolvemos acampar na praia mesmo. Não havia nenhuma praia proibindo; proibia alcool, animais, carros, garrafas e não proibiam barracas. Porém quando começamos armar a barraca, uma senhora que trabalha na praia como vendedora, nos abordou que era proibido, sob o risco de sair algemados. Achamos um pouco exagerado, mas achamos melhor não arriscar e levamos para uma área vaga fora da areia ao lado de um hotel. Consegui, inclusive, usar o fraco sinal de internet do mesmo para ver os e-mails.

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              • Mar 2011
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              #156
              21/09/2011 - Quarta-feira - 152o dia
              O Post de hoje é dedicado para o Wilney. Ele que é Presidente do Motrópolis MotoClube de Goiânia. Adora viajar e participar dos encontros; é um baluarte da paz e lutador contra os zoeiras. Quase todas minhas citações no facebook são avaliadas e comentadas por ele. Sangue bom.

              Por causa do calor deixamos a barraca aberta e, por isso, o vento trazia areia para os lençóis que nos atrapalhou sobremaneira o sono. Levantamos cedo tomamos outro banho e partimos rumo a Orlando onde pretendemos ficar em hotel para lavar as roupas mais pesadas.

              A viagem até orlando foi fácil. O difícl é achar hotel no nosso padrão de exigência. A Edivânia é muito exigente com relação a hotel. Ela não aceita instalações que custam mais de U$ 50.

              Por isso tenho um trabalho danado, sobretudo pelo calor que está fazendo por essas bandas.

              Mas encontramos um no valor de U$ 41 que é ótimo. Tem todas as facilidades mais piscina. Já agendamos com um ônibus que virá nos pegar no Hotel para uma das visitas à Disney.

              Por causa do curso pecurso não tiramos fotos. As que aparecem são de Daytona.

              Dizem que mãe é bicho bobo, mas pai também é um pouco. Acreditem, estou com peso na consciência por conhecer a Disney antes de ter proporcionando o prazer a meus filhos, quando pequenos.

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                • Mar 2011
                • 3250

                #157
                Prestação de contas 5o. Mes
                Depois de elogios por parte de alguns motociclistas, continuo prestando conta dos valores gastos com cada item.


                Prestação decontas dos: 150 dias

                Anterior mês atual Acumulado (R$) Media (R$)
                Litros 1.936,03 438,08 2.374,11
                Gasolina 3.983,70 818,46 4.802,16 32,01
                Alimentos 4.086,82 916,40 5.003,22 33,35
                Passeio 708,01 440,93 1.148,94 7,66
                Moto 1.569,04 977,35 2.546,39 16,98
                Hotel 1.420,21 313,88 1.734,10 11,56
                Aduana 534,72 ,00 534,72 3,56
                Pedágio 103,24 67,64 170,88 1,14
                Avião 2.046,78 45,13 2.091,91 13,95
                Roupas 2.356,63 48,04 2.404,67 16,03
                Medicamentos 75,50 24,89 100,39 ,67
                Equipamentos 957,55 28,80 986,35 6,58
                Outros 378,05 -2,66 375,39 2,50





                TOTAIS 18.220,25 3.678,86 21.899,11 145,99






                Inicial Atual Rodado Media
                Odômetro 56345 94322 37977 253,18

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                  • Mar 2011
                  • 3250

                  #158
                  22/09/2011 - quinta-feira - 153o. dia
                  Dedico este Post ao amigo Samuel Martins; o SAMUC@. Ele que é um dos principais âncoras da Integrção News e tem divulgado a nossa viagem em seu programa matinal, com entusiasmo de um motociclista; com o entusiasmo de um adolescente. Samuca! sabia que existe um livro com o Título: "O poder do entusiasmo"? Acho que vc é o autor. Todas as manhãs vc transmite entusiamo na sua locução, capaz de energizar as pessoas.

                  Não precisávamos acordar cedo, tendo em vista que o ônibus que nos levaria do Hotel até a Disney só viria às 10 hs. Entretando, talvez, devido à falta de costume com horário marcado, acordei às 5. De cochilo em cochilo consegui ficar na cama até as 7 hs. Levantei e fui fazer um café enquanto a Edivânia dormiu até as 8. Ela cansou muito ontem com a lavação de roupas. A maior quantidade de roupas foi para a máquina de lavar, mas as roupas de motociclista ela não gosta de por na máquina e lavam-nas na banheira. Por isso pensei que ela ia dormir até as 9.
                  A chegada à Disney foi meio traumática. Desde o hotel que procurei informações sobre os passeios e ninguém me entendia e eu também não entendia ninguém. A sorte foi que a Disney disponibiliza uns funcionários que ficam logo na entrada para os esclarecimentos necessários e um deles falava espanhol e nos deu as coordenadas mais ou menos assim: O ingresso para um dia custa U$ 85 por pessoa para visitar cada um dos 4 parques. Um ingresso para um dia para os 4 parques custa U$ 132. “Porém será muito difícil visitar todos em um dia”, afirmou o orientador. Então pedi uma ordem de prioridade visando deixar os menos importantes por último. Ele custou a responder, mas sugeriu começar com o Animal Kingdom porque fecha as 17 hs, depois ir para o Magic Kington para assistir o desfile dos personagens que ocorre as 15 hs e depois ir para o EPCOT que fecha as 21 hs. Ele disse que os Hollyood Studios, seria bom em outro passeio.

                  Assim fizemos, compramos um ingresso para os quatro parques em um dia e achamos que curtimos bastante. No Animal Kingdom fizemos um safari africano onde você passa de caminhão no meio dos animais africanos vivinhos da silva: elefante, leão, leopardo, girafa, etc. Depois descemos a montanha russa do morro Everest. Uma loucura.Nunca gritei tanto; um absurdo.

                  Na Magic Kington não demos muita sorte porque caiu uma chuva um pouquinho antes do desfile e entramos numa cantina para comer e quando saímos continuava chovendo e o desfile estava acabando. Vimo apenas o último carro.
                  No EPCOT foi onde mais desfrutamos. Brincamos nas atrações mais emocionantes. Nessas alturas eu já tinha até descoberto um folheto em Português e estava dominando tudo.
                  Para nós brasileiros, e principalmente para mim, os ingressos são um pouco caros, mas compensou. O pessoal da Disney e da cidade não economizam dinheiro visando proporcionar uma estadia agradável para os turistas. Eles tem muitos funcionários. O comércio na cidade exageram na iluminação noturna de forma que só de passear pela cidade já é um turismo compensador.

                  O preço nào desistimula o brasileiro a vir para aqui; tem muito brasuca passeando aqui.
                  

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                    #159
                    23/09/2011 - sexta-feira - 154o dia

                    Dedico este Post ao Motociclista CPF e sua esposa Zuleika. Eles que são de Piracanjuba e participaram do bota fora das minhas duas viagens. Parabéns à Zuleika que é muito animada. Todas as esposas de motociclistas tinham que ser animadas como você.

                    Retornamos ao Hotel, ontem, por volta das 22 hs e demoramos dormir. Por isso acordamos tarde. Como era dia de pegar a estrada estávamos com pena de deixar o ar condicionado do hotel. Lá fora estava um calor bem forte.
                    Antes de pegar a estrada tinha que levar a Celestina numa oficina tendo em vista que ela me deixou na mão. Não pude sair com ela ontem a noite para ir tirar foto da iluminação da cidade. Ahhh! Celestina!!! Você me dá muito trabalho!!!
                    É que ela queimou o farolte traseiro e o guarda do hotel disse que o Sheriff pode me multar e prender por causa disso. Já imaginou eu preso por causa da Celestina?
                    Procurei na internet uma eletrica e fui lá. O cara arrumou e só me cobrou a lâmpada.
                    Para sair de Orlando foi semelhante a Sair da Capital Paulista. Muito trânsito e semáfaros para não acabar mais. Mas devo explicar que a opção foi minha para fugir do pedágio.
                    Chegando ao litoral da Flórida procurei a rodovia mais próximo do mar possível. Dormimos num parque para pescadores, onde tem banheiro e ducha e muita muriçoca. Para armar a barraca e tomar banho quase ficamos sem sangue.

                    A vida nunca é perfeita, né? Quando estávamos no no Canadá e Alaska a gente reclamava sempre por falta de um banho agradável. Agora o temos mas reclamamos do calor. Naquela época queríamos estar aqui para tomar banho, agora queremos estar lá para fugir do calor.
                    Nesse tipo de viagem, estive contabilizando, temos 1/3 de problema e 2/3 de alegria e satisfação. O importante é não fazer média e sim descartar a parte que não compensa ser lembrada. Alguns sofrimentos, viram piadas e motivos de grandes gargalhadas, esses podem permanecer na nossa memória.

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                      #160
                      24/09/2011 - Sábado - 155o dia

                      Ofereço este Post ao Pirata e sua esposa Norma. Eles moram no Povoado do Rochedo, mas são conhecidos por todo Estado de Goiás pelas suas participações nos encontros. Trata-se de um cara humilde, simples mais muito carismático. O sorriso é sua marca registrada.


                      Hoje temos poucas fotos e pouca história para contar. Saimos do acampamento quase 10 hs e ainda gastamos umas duas horas do almoço para atualizar o Blog. A internet dos Mc dónalds são muito lentas. Gasto quase três minutos por foto. Enquanto estávamos nessa atividade caiu uma chuva bem forte.
                      Daí para frente o dia foi todo nublado dificultando as fotos.
                      Outra coisa que atrasou a viagem foi o fato de escolher as estradas mais próximo da praia possível. Ontem quando saimos de Orlando já rumei para uma cidade praina e cheguei numa chamada Cocoa Beach, passamos por Melborne , Palm Bay e fomos dormir após a cidade de Sebastian, todo trajeto pilotando pela Rodovia A1A. Deve ser a rodovia mais cara dos USA. Nunca vi tanta ponde grande uma seguida da outra, como nessa estrada na qual vou até Miami.
                      Hoje já foi um pouco diferente. Essa rodovia sempre me jogava para a US 1 que é mais rápida. Mas logo eu voltava para a A1A. Num certo momento caí na Righwau 95 sem querer, onde, propositalmente, rodei uns 80 km. Depois voltei para a A1A, já em Pompano Beach, que é uma cidade bem grande.
                      Como já havia passado das 18 hs, tínhamos que começar a procurar local para dormir. Como cidade grande, normalmente é difícil local para acampar, tive uma ideia. Falei para a Edivânia: “hoje não vamos procurar a `vítima; vamos aguardar a vítima. Vamos parar num lugar qualquer e aguardar um brasileiro passar; entãon damos o `golpe`”.

                      Assim fiz parei na beira da praia; pedi a Edivânia para atravessar a rua e tirar uma foto. Ela nem conseguiu atravessar a rua e a vítima apareceu. Mas, também para a Edivânia atravessar uma rua é o maior sacrificio. Ela parece aqueles cachorros que já foi atropelado. Ela dá um passo para frente e dois para trás. O carro está a 800 m de distância e ela ainda o aguarda.
                      Logo nas primeiras palavras já dei a facada: “voce não tem um quintal para acamparmos uma noite?”. Para encurtar a conversa, as 21 horas eu estava deitado em uma cadeira na beira de uma piscina a 100 metros da praia.
                      O nome da vítima é Marcos Logatti e ele é de Goiânia, mais especificamente do Setor Pedro Ludovico. Amanha cedo vou tirar fotos com ele.
                      Ele me franqueou a casa mas preferimos a grama ao lado da piscina.
                      

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                        • Mar 2011
                        • 3250

                        #161
                        25/09/2011 - Domingo - 156o. dia - Miami

                        Dedico este Post ao Brasileiro Marco Logatti que nos ajudou muito ontem, cedendo o gramado e seu banheiro para acampar e tomarmos banho. Obrigado Marco!

                        Hoje depois de suar para levantar acampamento e ajeitar as coisas na Celestina, pegamos uma piscina e depois fomos até a praia onde matamos saudade do Oceano Atlântico. As praias ao longo da costa sul da Flórida são bem mansas; parece mais um piscinão. Não tem as tradicionais ondas. Também não deve ter marés, tendo em vista que a estada fica bem próxima ao nível do mar. Em alguns lugares parece mais um lago de represa.

                        Depois de voltarmos da praia, batemos na porta e chamamos pelo Marco e ele não respondeu. Infelizmente tivemos que partir sem despedir e sem sua foto.

                        A localidade de Pompano Beach, onde dormimos, faz parte da região metropolitana de Miami. Daí até pararmos para almoçar, por volta das 15 hs, rodei 70 km, quase todo percurso nas proximidades da Praia. Depois entramos no centro de Miami, mas não deu para tirar fotos porque começou a chover.

                        Partimos rumo a West Key debaixo de chuva e a tomamos até quase na hora de acamparmos e depois começou novamente. Espero que ela refresque a barraca, porque está muito quente nessa região.

                        Miami não atendeu minhas expectativas. Eu esperava mais. Aqui falta muito das virtudes das outras partes dos USA: segurança, educação no transito e jardinagem. Paramos num Mc Donalds e por duas vezes nos alertaram do risco de deixarmos os capacetes e as jaquetas nas motos. Paramos no Supermercado idem. Nesse mesmo Mc Donalds houve uma briga de murros e ponta-pés que começou dentro e foi terminar lá fora. Depois apareceu a polícia entrevistando as testemunhas. A briga, pode ser coincidência, mas a quantidade de policiais na rua demonstram a falta de segurança.

                        Ruma para West Kei e fomos dormir faltando 100 km dela, ouvindo o barulho da chuva na barraca e perturbados por alguns fortes trovoes.

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                        • Dolor
                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #162
                          26/09/2011 - segunda-feira - 157o. dia - Key West

                          Dedico este Post ao Aranha. Ele que é motociclista de Uberlândia e prestigia Morrinhos desde o primeiro encontro de motociclistas. Nunca perdeu um dos dez.

                          A viagem até Key West é bem gostosa. São dezenas de ilhas interligadas por aterros e pontes. Uma das pontes, medidas na ida e confirmado na volta, mede 10 km e alguns metros. Mais gostoso ainda foi que a metade dos 130 km foi realizado debaixo de uma forte chuva. Chegando na cidade paramos num posto para abastecer e resolvemos esperar a chuva passar. Depois de umas duas horas esperando e ela não diminuia, resolvemos enfrentá-la, pois a fome apertava.

                          Felizmente uns dez minutos depois encontramos um Mc Donalds e nele ficamos mais umas duas horas. Então ela diminuiu e tivemos condições de tirar algumas fotos.

                          O grande atrativo da região sãos os passeios ded barcos. Miame e suas cidades satélites deve ter a maior concentração de barcos por metro de litoral do mundo. As ilhas que formam o insto não são diferentes.

                          Key West é uma cidade centenária que soube manter sua história. Casianhas de madeira, baixinhas, coloridas e velhas, juntamente com o comércio formam as atrações da cidade. Em plena segunda feira em final de tarde as ruas estavam movimentadas e os bares lotados. Acredito que no final de semana é impossível circular de carro pelo centro.

                          Entramos num bar desses onde tinha um grupo de músicos apresentando ao vivo. Eram uns 6seis. A cada música Country que tocavam o público delirava.

                          Aproveitamos para tirar umas fotos no Marco Zero da US-1. Essa rodovia começas no extremo nordeste dos USA e termina aqui em Key West. Rodei por grande parte dela a partir de Boston. Nunca andei somente nela porque muitas vezes ela se tornava freeway e fugia dela, ou porque precisava entrar nas cidades litoraneas. Esse marco é muito importante para os motociclistas americanos. Não tanto como a Ruta 66, mas muitos veem aqui para tirar fotos do feito.

                          Voltamos e viemos dormir no mesmo lugar de ontem, onde chegamos por volta das 20:30, tomamos um banho e a chuva caiu novamente.

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                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #163
                            27/09/2011 - Terça-feira - 158o dia

                            Dedico este Post ao Milton Tonel, o Miltinho. Motociclista veterano que tem inúmeras histórias sobre suas viagens Brasil afora.


                            Hoje, depois de 40.006 km rodados, troquei o pneu dianteiro da Celestina. A vontade de rodar com ele ainda era grande. Mas pilotar preocupado não é bom. Na foto em a que aparece junto a outros pneus trocados na mesma loja, o meu está bem conservadão. O mais a esquerda.

                            Depois partimos rumo ao Weste que é para onde fica o Golfo do México. Logo que saimos de Miami entramos numa reserva ecológica muito grande. É como se fosse um Pantanal brasileiro e a estrada uma das estradas do pantanal, só que asfaltada. Dentro dessa reserva tem uma reserva indígena que oferecem muitas atrações para o Turista. São, mais ou menos 120 km pilotando ao lado de mato e água.

                            Paramos num camping dessa reserva já com vistas a pousar, embora estivesse meio cedo. O guarda foi muito atencioso com agente dizendo que o camping era grátis. Quando ele mostrou o local para armarmos a barraca vimos um enorme jacaré que nem saiu do lugar com a nossa aproximação. Conversamos alguns minutos e o jacaré só balançava a cabeça.

                            A Edivânia e eu demos uma olhada um para outro e os dois para o jacaré, agradecemos a hospitalidade, mas tínhamos que partir. Depois fomos rir da hipótese daquela fera ir nos visitar a noite em busca dos nossos crossantes.

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                            • Dolor
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #164
                              28/09/2011 - Quarta-feira - 159o. dia

                              Dedico este Post ao Juninho "Goiás". Desportista e autor de causos e anedotas na página de Humor do Jornal do Peninha. Pessoa muito alegre e bem relacionada.

                              Hoje pela primeira vez, em 156 dias me ocorreu pressa em voltar para casa. Num dado momento um perverso pensamento dominou minha mente, fazendo a coordenação motora dos braços a evitar a entrada numa cidade mediante a seguinte mensagem: “Vamos chegar mais rápido em casa! Vou deixar um pouco dessas cidades sem visitar!”. Sobre deixar de entrar em alguma cidade já me ocorreu, mas por preguiça, calor ou compromisso mais para frente. Agora por motivação “voltar para casa” foi a primeira vez.

                              Esse horrível pensamento deve ter surgido em razão das diversas perguntas, pedidos ou determinação dos amigos. Uns quer fazer festa na minha chegada, outros querem me conhecer pessoalmente; teve um que pediu para eu chegar antes do seu filho nascer. Pode? Se pelo menos fosse o padrinho!

                              Minha mãe tinha uma frase padrão para nos alertar toda vez que desprezávamos as pessoas, ou não dava a atenção que ela gostaria que déssemos aos seus amigos, que era a seguinte: “filho quando deitar na cama para dormir pense: se eu morresse hoje quantas pessoas iriam no meu velório?” Eu detestava essa frase e respondia para ela: “e mãe! Ainda faltam muitos anos para eu morrer!”. Mas agora, no limiar da vida, com essa viagem, posso fechar os olhos tranquilamente que não darei conta de contar os presentes no meu velório. É muito gostoso sentir-se querido por pessoas que não são do círculo familiar.

                              Minha mãe soube fazer o convite para seu velório. Tinha muita, mas muita gente para fazer a última despedida. Mas também ela passou grande parte da sua vida ajudando outras pessoas. Apesar de ser semi-analfabeta, ajudou dezenas de velhinhos agricultores a se aposentarem junto ao INSS. Ela não cobrava nada pelo trabalho, dava hospedagem em sua casa e ainda exigia dos contadores e advogados que prestassem algum trabalho gratuito para seus protegidos.

                              Voltando ao pensamento, esclareço que em poucos minutos eu o rechacei e, na primeira oportunidade, sai da Highway e conheci diversas cidade uma emendada a outra: Naples, Fort Myers, Punta Gorda, Sarasota, St. Petersburg e Tampa, entre outras.

                              Hoje foi a estreia do nosso chuveiro de camping. Carrego ele desde a Califórnia, onde o comprei, e só hoje tivemos oportunidade de usá-lo. É que não conseguimos “vítimas”na cidade.

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                              • Dolor
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2011
                                • 3250

                                #165
                                29/09/2011 - Quinta-feira - 160o. dia

                                Dedico este Post ao Dr. Hemerson Martins.Ele que é Procurador do Município de Morrinhos, colunista do Jornal do Peninha e professor em Caldas Novas. Pessoa calma, simpática e competente.

                                Hoje foi uma enrolaçao total. Por causa do pensamento malévolo de ontem, hoje parecíamos turistas despreocupados com a vida. Levantamos acampamento tarde; fomos a um supermercado e depois a uma loja de esportes para comprarmos mais gás para nosso fogão. Acabamos comprando um ventilador de pilha paa usarmos dentro da barraca, tendo em vista que o calor está só aumentando por estas bandas. Compramos também um bom repelente que é para espantar os mosquitos da malária (maleita) nas Guianas e no Norte do Brasil.

                                Como rodamos pouco e assim mesmo quase todo percurso realizado dentro de uma reserva ambiental, com cidades longe uma das outras, não temos fotos boas para postar.



                                Respondi um comentário da minha filha, feito no Blog, a respeito do chuveiro de camping que carrego. Considerando que pode haver dúvida de outras pessoas e considerando que achei minha resposta engraçada, vou transcrevê-la aqui:

                                1 - O chuveiro para Camping é um recipiente de plástico com capacidade para 5 galões (+- 20 lts). O objetivo é enchê-lo com água na parte da manha e deixar no sol para, a tarde ou a noite, a água ainda estar quente. Assim, pendura ele num nível mais alto e abre o a duchinha para sair água e banhar-se. Como não ficamos o dia parado, o que fizemos: Fomos nos fundos do restaurante e pedimos água para enche-lo. Por sorte peguei água morna da torneira, apesar de ser desnecessário devido ao calor.

                                2 - Coloquei o saco com 20 lts de água no colo da Edivânia e fomos até um local previamente escolhido para acampar que era uma beirada entre o asfalto e a cerca de um parque, numa rua sem saída.

                                3 – Durante a noite a Edivânia escutou barulhos e eu nem liguei. Então ela pegou a lanterna e foi olhar. Depois voltou lamentando que as pilhas estavam fracas e que só identificou que era uma coisa preta e levantando a hipótese de um Urso. Então eu disse, dorme muié! imagine Urso quase dentro da cidade e num calor desse?

                                4 - Hoje quando pegamos a estrada uma placa na beira do asfalto alertava por Ursos atravessando a pista.

                                5 - A cidade foi Holidey, na Flórida

                                Neste momento, 19:18, continuei escrevendo para minha filha, estou apenas esperando dar uma escurecida para armar a barraca nos fundos do Md Donalds e do Burg King. Daqui até o local onde vamos acampar continuaremos a usar o Wi-Fi do Mac Donalds, conforme já testei levando o computador aberto até lá.

                                Um pouco antes, continuei, paramos num posto de gasolina e descobrimos umas máquinas de lavar e secar, por U$ 2 cada. Então tiramos toda a roupa do corpo, vestimos as bermudas e aguardamos o processo. Ao lado da lavandaria tinha umas duchas e aproveitamos para tomar banho e deu até para me barbear. Não perguntamos o preço dessa ducha; partimos do pressuposto que era cortesia.Vestimos a roupa novamente e agora estamos aqui para comer um sanduiche.

                                E assim de "golpe" em "golpe" vamos levando a viagem. Não tenho mais que dar exemplo para os filhos.
                                Última edição por Renan Xavier; 10-10-11, 09:55.

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