Sinomar e Edivânia, GCFC O Velho Doido

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
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    #76
    01/07/2011 - sexta-feira - 70o. dia
    Dedico este Post ao Advogado Leonardo Frauzino e sua esposa Gysele. Ele um acompanhante assiduo das minhas viagens. Tenho conviccao que, na minha idade, ele fara o mesmo.

    Oi motociclistas!! Invegem! Pode invejar, nao tem problema. A inveja de motociclista e saudavel:

    Estou na cidade de Willians a capital da Ruta 66. Aqui tudo gira em torno desse mito. A pequena cidade sobrevive desse mito para os motociclistas. Aqui passa essa Ruta que, agora misturou e transformou em Ruta 40. Mas a m'istica e muito grande.

    As lojas sao especializadas em produtos do velho Woest e das Raley Davidsons.
    Agora tenho que ir embora, pois j'a estou 3 horas no computador e minha missao para hoje 'e de fazer inveja para muitos: Vou chegar em Las Vegas.
    Vida dificil essa!
    As duas ultimas noites tivemos que usar os sacos de dormir devido ao grande frio noturno. Agora vamos novamente para o calor. Dizem que em Las Vegas nao tem Camping por causa do calor.

    O casal que aparece na foto e formado por um Holandes e uma Alema do Motorclub de Frisse Wind. www.frissewind.vpweb.nl

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      Fazedor de Chuva

      • Mar 2011
      • 3250

      #77
      02/07/2011 - Sabado - 71o dia

      Dedico este Post a Dra Regina e Erica Arantes, ambas da Biofarma. Com esmero na qualidade, trabalho e muito carisma essas duas mulhers logo estarao concorrendo com o Boticario. Abriram uma filial em Caldas Novas e logo estarao em todo o Brasil.




      Chegamos a Las Vegas por volta das 18 horas e fui entrando rumo ao centro da cidade. Quando vi um taxi parado, parei para solicitar-lhe informacoes sobre um hotel barato. Abordei o motorista com pedindo desculpa pelo meu pessimo ingles e pedindo para ele nao rir do que eu ia perguntar. Perguntei-lhe se era possivel dormir naquela cidade por um valor entre 50 e 100 dolares. Ele riu da minha brincadeira e apontou para um gigantesco Hotel Cassino que ficava logo na frente e disse: "ali voce pode ficar por U$ 70,00. Ele disse e foi saindo porque o cliente ja havia entrado no carro.


      Olhei para aquele gigante em tamanho e requinte e pensei: "esse cara tava com gozacao!". Quase fui embora. Mas resolvi ir checar. Como era perto, fui caminhando.

      Cheguei na entrada do pr'edio e perguntei sobre a recepcao do hotel e me mandaram entrar reto e caminhar ate o fundo. Quando abri as duas portas e entrei na sala, levei um susto: nem em filme tinha visto tanta maquina de jogo na minha vida. La bem no fundo tinha um indicacao de onde era o Check in do hotel. Perguntei o valor da diaria e o recepcionista me informou U$ 79,00 d'olares. Nao acreditei. Perguntei uma tres vezes se aquele valor era para 2 pessoas.

      Ia fazer o Check in mas eu precisava dos passaportes que estavam com a Edivania la na moto. Depois de fazer o Check in, fui buscar a moto e uma coisa engracada aconteceu. Apos deixar a moto na garagem descarregamos nossas coisas e fomos procurar o nosso quarto. Seguindo o mapa do Hotel partimos carregando um alforge sujo e diversos sacos de supermercados. Porem o mapa nao mostrava o elevador de servico e fomos parar dentro do elevador social que fica junto das maquinas do cassino. Ali no meio de milhares de pessoas - acho que tinha umas 5 mil pessoas andando e jogando por toda parte - para piorar, tinhamos que atravessar toda a sala de jogos. Assim, como ninguem nos prontificou ajudar ou a orientar fomos andando com os sacos na mao e uma mala suja de pueira de tiracolo. Precisa muito cara-de-pau para ser motociclista.


      Acomodamos e, como ja era 20 horas, fomos tirar uma pestana para descansar da viagem. Coloquei o despertador para nos acordar as 23 horas. Arrumamos, descemos e fomos jogar. Depois de perder todo meus U$ 30 parei de jogar. A Edivania como tinha ganhado U$ 150 continuou. Quando ela estava com um saldo positivo de U$ 70 saimos e fomos passear pela cidade. Podem me chamar de velho doido, porque as 2:30 da madrugada peguei a Celestina e fomos passear pela cidade. Retornamos ao Hotel as quatro. Coloquei o despertador para as 10:30 e dormimos.


      No dia seguinte acordamos e descemos todas a coisas para moto - agora usando o elevador de servico - com o proposito de fazer o Check out mas continuar no hotel. Assim fizemos e fomos usufruir do conforto e do ar condicionado. O Hotel oferece um Onibus para visitar outros cassinos; pegamos o primeiro que apareceu e fomos parar no Harrahs, outro monumento. Ficamos uma hora e meia andando e jogando nesse cassino e pegamos o onibus de volta. `As 14 horas havia um show de 'aguas e chegamos em cima da hora. Saimos do hotel por volta das 16 horas. Para variar, antes, fomos num All Mart que ficava perto e passamos novamente dentro do cassino carregando sacola de supermercado.

      Saimos e fomos conhecer Hoover Dam a famosa represa construida no final do Grand Canyon.


      Com as taxas a diaria do hotel ficou em U$ 94, mas considerando que entre o que gastei e o que a Edivania ganhou, restou um saldo positivo de U$ 53, acabou o hotel ficando por U$ 41, bem barato para um noite de sonho. Quando via esses Cassinos na TV nem alimentava esperanca de um dia hospedar em um.
      ]

      Recomendo para quem ler esse Blog: junte dinheiro, pegue um aviao e venha para Las Vegas. Traga US 100 dolares para cada diaria e fique em um Cassino; mais uns U$ 200 para jogar e dentro do hotel passe a McDonnalds que 'e mais barato que no centro da cidade, onde comemos as 3:30 da manha. Para passear use os onibus do Cassino. No site do Cassino tem uma propaganda de diaria de U$ 29.


      O site do cassino: http://www.samstownlv.com/

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        • Mar 2011
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        #78
        03/07/2011 - Domingo - 72o dia

        Dedico este Post ao Policial Paulo Leite e sua esposa Dila. Ele irmao do meu amigo Rui Leite e um serio profissional e ela uma empresaria motivada.

        Saimos de Las Vegas por volta das 19 horas, mas como o sol aqui se poe por volta das 20 horas e a claridade vai ate as 21 horas deu para andar muito. Deu para dormir bem porque a partir das 23 horas o tempo esfria por este lado. Faltando uns 60 km para chegar em San Diego o tempo muda e passa fazer um pouquinho de frio pondo fim ao calor infernal que predominou nos ultimos dias.

        Como era domingo foi facil explorar a cidade. Vimos uma aglomeracao perto do mar e fomos verificar. Era um porto avioes da Marinha Americana que estava para visitacao publica por U$ 18. Nao conseguimos subir porque ja tinha encerrado a venda de ingressos.

        Depois de obter algumas informacoes resolvemos conhecer a 5a. Avenida ponto de encontro da cidade aos domingos. Muitos barzinhos e boates em pleno funcionamento e muita gente estranha. Pessoas com corte de cabelo, tatuagem e roupas estravagantes para arrepiar os conservadores.

        Tomamos a direcao de Los Angeles. Pegamos a Freeway onte eu tinha que andar a 110 km por hora e, mesmo assim, os carros me espremiam. Entao vi uma placa indicando uma saida e pensei: "vou tentar pegar uma estrada menos movimentada". Dei sorte cai na famosa e historica Ruta 101 que serpenteia entre diversas vilas; uma emendada na outra, com uma vista ou outra do Oceano Pac'ifico. Vimos um Camping na beira da praia e pensamos em dormir nele, antes porem fomos comprar uma carne e bacon para fazer uma sopa, tendo em vista que desde Guatemala, devido ao calor, nao comemos sopa. Mas a sopa aqui 'e sai pelo preco de dois Big Mac's. Nos ultimos dias temos comido no Mac Donalds duas vezes por dia. Em Las Vegas comemos 4 vezes.

        Quando voltamos do supermercado para encontrar o camping novamente, ouvimos um grito chamando: "brasileiros!". Paramos e encontramos dois brasileiros trabalhando num estacionamento. Um deles, o Felipe que amanha mostrarei a foto, 'e motociclista e ja foi de moto ao Alaska, me chamou para ficar em sua casa. Como hoje 'e feriado americano e nao tem nada a fazer em Los Angeles, pedi para ficar mais um dia. Agora estou o computador dele para atualizar o blog. Mas antes j'a foi-me servido um cafe da manha com crossants e um Omelete muito gostoso.

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          • Mar 2011
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          #79
          04/07/2011 - Segunda-feira - 73o dia

          Dedico este Post ao Prof. Cleomar Gomes, Prefeito da minha querida Morrinhos que prestigiou nossa partida indo ate o trevo no bota-fora realizada pelos motociclistas. Pessoa de coracao bom e com muita disposicao para melhorar Morrinhos.

          Hoje 'e feriado nacional nos USA. Dia da independencia. Por volta das 16 horas o Felipe, meu anfitriao, me convidou para ir numa festa comemorativa ao dia. Recusei por estar comfortavelmente instalado, mas nao teve jeito, tive que ir. Nao arrependi. Quase a metade dos convivas era brasileira, inclusive a dona da casa, Carol. Tive oportunidade de conversar com a Flavia da Cidade de Santos; com a Vivian de Porto Alegre e outras que aparecem na foto.
          [IMG]http://1.bp.blogspot.com/-sRWNT-mu0cY/ThKQ74OtHaI/AAAAAAAABJ4/7D-lBVl8WY4/s400/DSC09091.JPG{/IMG]
          As fotos mostram o local da festa, num deck onde varios barcos estavam atracados e casas muito bonitas. O rapaz com camisa da Red Bull 'e o Felipe.

          As 21 horas foi iniciada a queima de fogos que foi muito discreta, tendo em vista que 'e proibido soltar fogos de artificios fora dos locais autorizados pela Prefeitura.

          Gostaria muito que uma lei desse tipo fosse criada no Brasil. Em Morrinhos por qualquer alegria o vizinho solta foguetes assustando criancas, adultos e idosos.

          Chegando em casa pude ver, pela TV, o Show de fogos realizados em San Diego.
          Pelo jeito a festa 'e semelhante ao nosso ano novo.

          Amanha ainda vou usar dos conhecimentos e da bondade do Felipe para encontrar um local para arrumar ou comprar o computador; loja para comprar uma barraca; bota e roupas impermeaveis para o Alaska. O Felipe ja foi ao Alaska e me alertou pelo frio e pela quantidade de chuva na regiao.

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            #80
            05/07/2011 - terça-feira - 74o. dia
            Dedico este Post a Sebastiana do açougue e Adriana da Fruitt, ambos comnercios meus vizinhos no Genoveva Alves. Pessoas muito simpáticas no atendimento.

            Hoje o Felipe matou serviço (trocou o dia com seu colega) para andar comigo. O objetivo era trocar o óleo da Celestina e depois comprar um computador, comprar roupas de motociclista e uma barraca. Depois de andar 70 km voltamos sem comprar nada. Quando vi que a cara do Felipe demonstrava cansaço, chamei- para irmos embora dizendo que andar com muchiba é muito difícil.

            De volta em casa o Felipe dormiu em 10 minutos de tão cansado. A primeira foto mostra a casa onde ele mora.

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              • Mar 2011
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              #81
              06/07/2011 - quarta-feira - 75o. dia
              Dedico este Post ao Engo. Rentato Fernandes, empresario da RA Fernandes. Amigos desde 1990 ainda do tempo da Saudosa Telegoiás.

              A viagem do restante do dia foi quase toda de velocidade. A LA-1 costaneira é absorvida pela freeway 101 que depois de, aproximadamente 100 km, se dividem novamente. Mas eu optei pela velocidade.

              Procuramos vaga em 4 campings na beira da estrada mas todos fecham as 17 horas e não havia ninguém para recepcionar, mas pelo quie percebi eles nao aceitam barraqueiros. Parei num posto de gasolina para abastecer, já bem escuro, e vimos um estacionamento de um restaurante com uma placa de venda. Resolvemos acampara ali sem tomar banho, tendo em vista, que estava muito frio. Tivemos que dormir dentro dos sacos devido ao frio. Quatro horas da manhã fomos acordados por fortes luzes e chamados insistentes. Saí da barraca era um policial com a mão na arma. Fêz-nos diversas perguntas, mas depois que dissemos que éramos brasileiros e estávamos indo para o Alasca, sorriu e fez brincadeiras. Primeira vez wque sou abordado por um carro escrito Sheriffe.
              Hoje foi um dia que tivemos trêz tipos de temperatura: amena, altíssima e muito frio.

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                #82
                07/07/2011 - Quinta-feira - 76o dia

                Dedico este Post ao Inspetor aposentado da Polícia Federal, Paulo e Divina. Ambos precursores do motociclismos em Morrinhos. Na minha viagem ao Ushuaia me ofereceram uma saborosa Feijoada como comemoração do meu retorno.

                A entrada em LA nao foi muito feliz. Mas serviu de lição. Após conhecer Long Beach resolvi voltar para a Freeway para agilizar a viagem e chegar antes de escurecer a LA. Ocorre que nao tenho GPS e nao estudei o mapa da cidade previamente. Resultado: deparei-me com uma série de viadutos entrelaçados; vinha estrada de todo lado. Eram bem sinalizados, mas nenhum tinha a indicação de Los Angeles, entao peguei um aleatoriamente e fui parar no porto. Entao parei, peguei o mapa e vi que uma delas chegava até hoolywoodç a 101. Decedi pega-la e fui parar lá.

                No segundo hotel que fui achei um preçode U$ 74,oo e fiquei. Ainda estava claro do dia, mas ja eram 20 horas.
                Demos sorte, o hotel ficava a duas quadras da avenida mais famosa de hoolywood que leva seu próprio nome e onde fica a calçada da fama. O proprio hotel nos indicou a empresa que promove os passeios. Fizemos o Check-out, deixamos a moto no estacionamento e as 9 ja estávamos no local da saida do onibus do tur. O ticket dá direito a três passeios, mas devido a demora de cada nao fizemos o terceiro. Ainda precisava comprar um computador e ver roupas de motociclista.

                Um dos passeios foi ao centro histórico de LA enfocando muito o bairro Bervely Hills. O segundo foi um giro por todo centro. Vimos diversas casas velhas de autores que já morreram, mas nao vi as grandes mansões dos atuais autores.
                Um aviso aos jovens que tiverem saco de ler este blog: Estudem inglês. Foi muito ruim andar quase três horas dentro de um ônibus de turismo ouvindo as explicaçoes de cada lugar entender quase nada. Prucurem o Fernando do IUPE e comece a estudar imediatamente. Se a cada semana aprender 20 palavras novas, em 5 anos já pode vir a Hoolywood.

                Consegui comprar o computador, mas, depois de andar muito, só encontrei loja da Haley. Saimos de LA por volta das 19 horas (dia ainda claro) e optei em pegar a CA-1, ao lado da costa e deixar a freeway. Depois de andar muito, já estava dominando as conexões de freeways que cortam LA. Acho que se você quiser andar o dia todo dentro de LA a 110 km/hora é possível. São muitas e interligadas.

                Só fomos encontrar camping por volta das 22 horas. Pergunta daqui, dali e ninguem dava uma informaçao precisa. Ao chegarmos na porta do que ficamos, chegaram juntos dois motociclistas austríacos. Foi a sorte, porque só tinha mais uma vaga no camping e eles aceitaram ficarmos juntos, cujo preço foi dividido por três motos. As coisas no USA são muito organizadas. Imagine se no Brassil o proprietário limitaria as vagas em função de uns quadrados para estacionar e com muita área desocupada? Os grandalhões da Austria também vao ao Alaska e também já foram ao Ushuaia, Chile e ao Pantanal Brasileiro de moto.
                

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                  #83
                  09/07/2011 - sábado - 78o dia
                  Dedico este Post à Nelma Júlia. Foi minha colega de trabalho no Hospital Municipal e hoje é empresária non ramo de restaurante e entretenimento.

                  Chegamos a San Francisco ainda cedo. Por ser sábado, estava fácil de dirigir. Precisava encontrar loja de motociclistas para comprar roupas em substituiçâo às minhas que já estão com 76.000 km rodados. Por sorte, logo que saí da freeway, dei de cara com uma loja da BMW. Gentilmente o vendedor me orientou onde encontrar roupas sem sua logomarca. Comprei as botas e um macacão próprio para a chuva do Alaska. A Calça não gostei de nenhuma nas duas lojas que fui. Deixei para comprar mais para o norte.

                  Dei uma estudada no mapa e partimos para conhecer SãoFrancisco. Demos um giro legal, passando pro uma grande ponte que no início pensei ser a Gold Gate. Mas depois, conversando com um policial descobri que a Gold Gate passaria quando fosse embora, rumo ao norte. As 19 horas estávamos tirando foto dela com o sol ainda alto.

                  Por orientação do Felipe e outros motociclistas da internet, resolvi pegar a CA-1, a Pacific Coast, mas errei e fui parar na 101 que também vai para o norte. Depois de andar um pouco na 101, parti rumo a CA-1. Foi um erro proveitoso.

                  Cada vez mais acredito que GPS é prejudicial para o aventureiro. Devido ao erro pilotei por meio pequenas fazendas de criadores de gado; muito agradável curtir aquela paisagem bucólica e cinematográfica pilotando a Celestina.

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                    #84
                    10/07/2011 - Domingo - 79o. dia
                    Dedico este Post ao Fernando do IUPE. Empresário idealista que está valorizando Morrinhos em âmbito nacional com a distribuição dos seu curso de Inglês. Na saida ele me deu um livro de presente que está sendo útil aqui nos USA.

                    As estradas são como a vida. Nunca sabemos se tomamos o caminho certo e nem sabemos o que nos espera pela frente. Hoje peguei a CA-1. Depois de pilotar uns 40 km, analisei o mapa com o fito de retornar e pegar a 101, freeway. A CA-1 estava com neblina forte, pista molhada e tinha muita curva. Mas como retornar era muito longe, resolvi continuar. Então veio a surpresa: logo o sol se abriu e uma paisagem exuberante apareceu na nossa frente, composto por um oceano extremamente azul a esquerda e grandes árvores sombreando o caminho a direita ou de ambos os lados. As curvas tornaram-se mais fáceis e a pilotagem maravilhosa.

                    Por volta das 14 horas comemos quatro Big Mac´s e fomos procurar um camping. Como é domingo resolvi parar de trabalhar mais cedo e aproveitar e lavar umas camisetas.

                    Nos estados Unidos um Big Mac Meals é mais barato que sanduiche frio de supermercado e do que comprar os ingredientes para fazer, como fazíamos nos países anteriores.

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                      #85
                      11/07/2011 - Segunda-feira - 80o. dia
                      Dedico este Post ao Cayto Divino da Moto Maudi. Através dele consegui uma revisão total da Celestina antes da viagem, sem custo nenhum. Ele também é voluntário motivador de pessoas com suas alegres palestras.


                      Por ser domingo e precisar arrumara a barraca que quebrou duas varetas e precisávamos trocá-las, por volta das 15 horas paramos em um camping. O camping era bem estruturado e limpo, porém o preço de U$ 20 é um pouco salgado para um muchiba. Hotel bom na Bolívia ou no Peru custava esse preço, mas precisávamos nos organizar.
                      Os campings que tenho visto até hoje, são usados por moradias. Uns deixam seus trailers para uso esporádico, mas outros residem permanentemente. Grande parte dos residentes são idosos. Enquanto o Felipe paga U$ 2 mil de aluguel da sua casa, no camping o aluguel fica por U$ 450.

                      Na estrada foi um dos melhores dias de pilotagem da viagem. Pilotar entre os parques foi sensacional.

                      Teve uma hora que eu achei que não estava curtindo o suficente da beleza, então parei e pedi para a Edivânia fazer um café para mim. Daí para frente a floresta ficou mais bonita e passei a raspar a pedaleira no asfalto. Raspava não por velocidade mas porque as curvas são muito fechadas dentro dos parques.

                      O café funciona como um droga energizante para mim. Normalmente tomo café por volta das 10 hs e 15 horas. Depois que tomo o líquido negro tudo fica melhor e mais bonito.
                      Ficamos na Starbucks quase três horas tentando configurar meu Blog que não publicava meus Posts e meu Facebook que bloqueara minha senha. O Facebook consegui desbloquear mas o Blog, passei e-mail para o Leonardo da .COM INFORMÁTICA solicitando ajuda, que prontamente me atendeu e hoje estou podendo fazer as atualizações.
                      No final da tarde, depois de nos abastecer num supermercado de suprimentos para a noite e o dia seguinte, estávamos andando de vagar procurando local para acampar, quando ouvimos uma busina. Olhamos e a moça que dirigia mostrou-nos alguma coisa que não deu para distinguir, mas que pensei fosse passaporte. Dei seta avisando que ia parar e ela parou também. Era uma brasileira que nos abraçou efusivamente. Antes dela terminar a frase na qual nos chamara para vir hospedar nas casa eu disse: `aceitamos!`

                      O nome dela é Mônica e na foto está de camiseta branca. Trata-se de uma simpatia de pessoa. Acampamos no seu quintal, mas ela nos cedou sua enorme sala.
                      A Mônica é de Bras~ilia e está nos USA para estudar Inglès. Vai ficar aqui somente 6 meses. Depois, sabendo falar Inglès, ela irá para a Indonésia dar aulas sobre a ONG que ela representa: IPOEMA - Instituto de Permacultura. Organização, Ecovilas e Meio Ambiente.
                      Ela foi para a escola as 8:45 e já são 11:40 e ainda estamos sozinhos na sua casa tomando café da sua ncafeteira.
                      Em termos de engajamento, a Mônica é igual à minha filha. São estremamente semelhantes nos pensamentos e nas defesas da natureza e dos excluídos. Vou colocar as duas em contato.

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                        #86
                        12/07/2011 - terça-feira - 81o. dia
                        Dedico este Post à minha filha, Aline, que encontra-se de cama, convalecendo de uma pequena infecção e conversa comigo pelo chat nesse momento. Filha! recupere logo! Te amo muito. Dedico, também à sua mãe, que está cuidado dela e da m inha netinha.

                        Uma amion que ficou muito tempo sem acessar meu blog mandou-me um comentário pelo Facebook: 'você ainda está na Califórnia! pensei que já estivesse no Alaska!' (não consegui achar o ponto de interrogação no teclado). Minha reposta é a seguinte: para que pressa! Se não tenho nem uma galinha no Brasil para tratar! Os filhos todos formados e trabalhando eu mato a saudade pelo e-mail ou msn.

                        A única coisa que me apressa um pouco é que o inverno no Alaska começa em agosto. Se não fosse essa preocupação demoraria mais ainda. O noroeste da Califórnia, depois de San Francisco, é um paraiso nessa época. São centenas ou milhares de turistas do próprio país que saem vistando praias, parques ou vilarejos. São dezenas de trailers rodandos e outras centenas estacionados em campings. Com grandes máquinas fotográficas saem clicando passáraros, arvores e mar. Andam, mesmo em aglomerações, devagar, quase em câmara lenta, conversando baixo e sem risadas escandalosas. No trânsito são extremamente educados; é muito difícil ouvir uma buzina na estrada ou na cidade.

                        Aqui as flores são mais vivas e o frio, não muito forte, ajuda no prazer de pilotar. A viagem é quase toda feita dentro de parques, cada um mais agradável que o outro. Então, pergunto novamente, para que pressa!.
                        Aproveito para alertar aos viajantes nops estados unidos: cuidado com o cartão de débitop nas bombas de gasolina. Por 3 vezes abasteci em torno de U$ 9 e foi debitado para mim mais de U$ 100.

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                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #87
                          13/07/2011 - Quarta-feira - 82o. dia
                          Dedico este Post ao Dr. Nilo Troncoso. Ele que é mestre, doutor e professor pela UFG e, nas horas vagas motociclista. Recebo mensagem dele dizendo invejoso da minha façanha. Fico lisonjeado de um Doutor me invejar.

                          “Vício de viagem é uma doença grave, bastante semelhante ao do álcool e da toxicodependência. Um dos meus leitores se queixou de que estou espalhando vírus da doença através da Internet por meio das minhas notas de viagem. Como uma pessoa que está definitivamente afetado por esta doença, eu diria que a vida calma suburbana é realmente perigosa para minha saúde”. Do aventureiro Alex Mumzhiu.
                          Hoje demos uma esticada boa. Rodamos 419 Km. Não rendeu mais por que a estrada tornou-se mais movimentada depois da entrada no Estado do Oregon. Também, porque a paisagem do Oregon não é tão bonita como a do noroeste da California. Mais industrializado e comercial do que a Califórnia que reservou grande parte da costa para parques e exploração do eco-turismo. Como deveríamos fazer com nossa Morrinhos.

                          Por volta das 10:30 parei num posto para abastecer e do outro lado da rua uma loja da Burger King fazia promoção de um sanduiche de amburger por U$ 1,00. Fomos lá e comemos 6 unidades, 3 para cada. Ainda aproveitei o Wi-fi da loja para atualizar o Blog e os e-mail´s. No Equador alguns Mac Donald´s faziam essa promoção, mas só comíamos 2 cada um. Hoje batemos o recorde. Muitas vezes, quando vamos comer depois das 13 horas, utilizamos o sistema de alimentação da sucuri e outras serpentes: comemos dois Big´sMac´s cada um, com um comprimido de vitaminas, depois só vamos lanchar na hora de dormir.

                          Paramos também por causa da Celestina. Desde San Francisco que ela queimou o farol principal e eu vinha tocando somente com os farois auxiliares, aguardando uma oportunidade para arrumar. Hoje, entretanto, deixou de funcionar o pisca traseiro direito o que me obrigou a procurar um eletricista. Porém na cidadezinha que parei o cara sugeriu-me a chegar até Lincoln City, cidade maior a 40 km. Chegando em Lincoln City, através de informações, cheguei até uma loja com o nome de Oregon Coast Choppers.

                          A empresa customiza motos, transformando-as em Choppers e dispunha de umas seis expostas no salão. No fundo tinham outras desmontadas. O cara que me atendeu foi o próprio mecânico que não entendia nada do que eu falava e nem se esforçava para entender. Só ficava rindo. Mas com os dedos indicadores e dizendo para ele: "it´s burnt", ele começou a desmontar os farois. O pisca só estava com mal contato; o principal, queimado. Depois apareceram mais duas figuras estranhas que pelo jeito eram os proprietários. Um deles pegou a lâmpada velha e saiu numa camioneta para buscar em outro lugar.

                          Como tinha que esperar o café da Edivânia e a peça, comecei a fazer as projeções do custo do serviço, levando em consideração algumas premissas: mão-de-obra nos USA, o luxo da loja e o transporte da peça. Fixei meu preço em U$ 60,00. Nesse ínterim, os sócios faziam perguntas sobre nossa viagem, fazendo-me sofrer para encontrar as palavras certas. Terminado o serviço vem o traumático: "how mutch". Sofri desnecessáriamente, tendo em vista, que recebi diversos acenos de mão dizendo que não me custaria nada. Tiramos fotos e ainda me deram uma camiseta de pressente.

                          A intenção era chegar em Portlaqnd e ficar num hotel, tendo em vista que temos que fazer compras lá. Mas a Edivânia viu um parque na beirada da estrada com infra-estrutura para camping e resolvemos parar e ficamos. O parque é destinado a piquenique e tem um rio onde tinha umas pessoas tomando banho, que depois fomos dois. Dormimos faltando 80 km de Portland.

                          Hoje é aniversário de minha quilometragem: Completei 20.000 km rodados. Mais uns 5 mil e chego no meu destino final. Estou sem pressa. Uma média de 244 km por dia.

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                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #88
                            14/07/2011 - quinta-feira - 83o. dia
                            Ofereço este Post ao Gerente da minha conta no Banco do Brasil o Mauricio Vieira, muito eficiente me tem ajudado na adminstração da minha conta corrente e do meu cartão de crédito.

                            Dedicamos todo o dia para Portland. A intenção era comprar uma calça de motociclista e olhar o preço de outra barraca, mas a única coisa que compramos foi um capacete para a Edivânia, tendo em vista que encontramos uma marca da promoção por U$ 70,00, daqueles que levantam a frente e boa anatomia. Um dos motivos da demora foi o fato de não ter pegado um mapa da cidade que me facilita muito. Mesmo utilizando o mapa do Google, só consegui visitar três lojas. Em geral o preço de roupas de motociclistas aqui estão caras. Mas não comprei porque não achei uma que servisse legal. A que veste bem não tem meu tamanho. Assim, mais uma vez vou jogar para frente a adequação do meu vestuário para enfrentar o frio do Alaska. Não consegui visitar nenhuma loja de camping.

                            A pilotagem de hoje foi boa mas não muito bonita. A paisagem em Oregon mudou bastante; até dunas de areia na beira do Pacífico, como as do nordeste brasileiro, existe. O estado não prioriza muito o turismo. É bem industrializado, o comércio é mais forte e nota-se uma grande exploração de madeira. Passei por grandes rios que são bem utilizados pela navegação. Vi navios de médio porte atracados ao logo deles, em portos bem estruturados.

                            Uma das fotos mostra a Edivânia fazendo café enquanto eu consultava o mapa Google utilizando o Wi-Fi do Mac Donalds.

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                            • Dolor
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                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #89
                              15/07/2011 - sexta-feira - 84o. dia
                              Dedico este Post ao Dr. Gláucio Madeira. Um dos melhores médicos socorristas de Morrinhos e Caldas Novas. Certa vez uma pessoa ficou soterrada dentro de uma vala na porta da CEF e eu vi esse profissional pular de roupa branca no meio da terra e consegui salvar o homem.

                              Hoje conseguimos comprar o restante das nossas roupas e ainda deu tempo para comprar coisas de camping: um spray para impermeabilizar a velha barraca e um plástico fino, maneiro e com pouco vlolume para cobrí-la em caso de chuva muito forte.

                              Chegamos a Seattle antes das 10 horas e logo vi na entrada uma loja da Haley onde parei para pedir informações. Daí para frente foi tudo fácil. Encontramos uma Big loja com produtos para motociclistas. Como disse anteriormente as roupas estão bem caras, mas mesmo assim compramos roupas com forro para o frio e waterproof, contra pouca chuva.

                              A loja de camping também era muito grande e também tudo ~e caro. Mas a diversidade encanta. Vi coisas quem pensava existir para camping. O americano é fanático por camping. A loja é cheia de gente.

                              O ritual de saída de motociclista consiste numa ordem rigorosa: tirar óculos, colocar balaclava, colocar capacete, colocar óculos, vestir jaqueta, calçar as luvas. Após fazer as compras, por volta das 18 horas, quando estávamos no último estágio, visando pegar a estrada rumo ao Alaska, aproxima-se um jovem casal com duas crianças fazendo perguntas sobre a viagem. Os nomes deles, conforme viríamos a saber posteriormente, são Jason e Glory. Então o Jason nos convidou para jantar num restaurante em frente. Como recusamos ele informou que era uma ajuda da sua parte pagando o jantar. Como estávamos cheios devido a ingestão de 4 Big Mac´s, aceitamos acompanhá-los mas tomar apenas um café.

                              Meu inglês até que foi bem entendido pelo Jason. Eu é que tinha dificuldade em entendê-lo. Numa dessas conversas eu entendi que ele tinha me convidado para dormir na sua casa que fica entre 30 e 40 minutos dali. Claro que aceitei na hora. Porém depois que eles terminaram o jantar a Glory virou para mim e perguntou se naquele momento íamos pegar a estrada. Assutado, tendo em vista que já havia passado muito tempo ali, respondi de pronto: "uai, nós vamos dormir na sua casa!".

                              Foi muito engraçado. A casa deles fica numa pequena, agradável e linda cidade a 50 km de Seattle. Mas também vejam o currículo do casal: ela quando solteira viajou de mochila pela América do Sul até Punta Arenas no Chile; após casados os dois foram trabalhar como voluntários na Mongólia onde ficaram 4 anos e tiveram o filho mais velho. Segundo a Glory, quando moravam na Mogólia, dava pouso para diversos viajantes, amigos ou não.

                              A foto deles e da casa deles estão neste Post. Aparece também na foto a vendedora e admiradores na porta da loja de roupas

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                              • Dolor
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2011
                                • 3250

                                #90
                                16/076/2011 - sábado - 85o. dia
                                Dedico este Post ao Geraldo Inocêncio. Um entusiasta com a beleza de Morrinhos e apaixonado por orquídeas e flores ornamentais da cidade. Já o vi as 7 hs da manhã plantando flores em uma praça da cidade.

                                Pilotar com frio e chuva protegíveis é muito gostoso. Apesar do piso molhado e a velocidade de 100 kn/h imposta pelo fluxo de veículo, o dia foi muito agradável, exceto pela imigração do Canadá. Sou meio traumatizado com imigração e aduanas, por isso sofro por antecedência. A quantidade de perguntas do primeiro oficial, depois me mandam para uma área coberta, mais perguntas e por fim as perguntas próprias do balcão do computador.

                                A chuva deu uma trégua para entrarmos em Vancouver, mas o tempo ficou escuro e chuvisco intermitente. Chegar numa grande cidade durante o final de semana é bom e é ruim. A falta de agitação cotidiana composta por aglomeração de pessoas e carros tira a emoção de conhecer a cidade; a cidade perde a alma. O lado bom é que fica fácil circular. Em poucas horas a gente vê muita coisa. Foi assim com Vancouver.

                                Desde que entrei nos Estados Unidos tenho admirado o zelo e o cuidado que o americano tem com o jardim das suas casas. Mesmo em Tucson onde é deserto e a temperatura chega a 45o. os jardins são bonitos. Mas a minha entrada no Canadá me fascinou. Entrei na primeira cidade que apareceu. O objetivo era sacar dólar canadense, conseguir um mapa e comer. Valeu a Pena. A localidade se chama Marysviville e deve ser grande porque tem grandes lojas e tráfego intenso. As pessoas que moram aqui amam a vida, suas casas e sua cidade. Cada jardim é mais bonito que o outro. Vasos de flores são pendurados dos dois lados dos postes e as áreas vagas estão com a grama impecavelmente podadas.

                                Fico pilotando e pensando. Nós, os Morrinhenses, ficamos jogando a culpa no prefeito sobre os problemas da cidade e acomodamos quanto às nossas iniciativas próprias. Com isso deixamos de fazer muita coisa que poderia embelezar nossa cidade. Tá certo que aqui tem alguns fatores que ajudam: as casas não dispõem de muros, grades, cercas elétrica, vidros quebrados e arames farpados; também as plantas daqui são mais coloridas que as nossas: o verde é mais verde e as flores mais alegres. Mas nada impede que cada morrinhense adaptasse nossa realidade e com criatividade embelezasse nossa cidade. Precisamos que cada cidadão seja um Geraldo Inocêncio, ou seja, idealista e sonhador com a beleza da cidade.

                                Todos anos, próximo do natal, residências e comércios da cidade são iluminados com centenas de lampadazinhas distribuídas com muita criatividade nas paredes, árvores e muros dos imóveis e a cada ano vem aumentando a beleza e a quantidade de imóveis e lâmpadas. A maior parte dessas pessoas não teria esse esmero não fosse a campanha que a maioria das prefeituras fazem nessa época do ano premiando os destaques em cada categoria.

                                Morrinhos instituiu essa premiação de natal, copiando de outras cidades. Porque não inovamos e fazemos o mesmo concurso para a ornamentação vegetal (interrogação). Premiando o morador com o jardim mais bonito e também os moreadores de um quarteirão que melhor embelezarem seu pedaço de rua. Anualmente, no primeiro dia da primavera, faria-se o lançamento da campanha e o julgamento realizado junto com a iluminação natalina. Quando eu morrer, o que pode acontecer a qualquer momento, sugiro passarem o dia de lançamento da campanha para o dia 18 de setembro, meu aniversário.

                                Saimos de Vancouver por volta das das 18:30. No meu projeto de viagem tomaríamos a Rodovia CA-1 rumo ao Norte do Canadá. Mas encontrei um cidadão em Marysville, muito gente boa, que me fez a seguinte sugestão: se você estiver com pressa tome a CA-5, se não tiver muita pressa pegue a CA-5 e se não tiver pressa nenhuma vá pela CA-99. Foi essa que peguei e valeu a pena. Apenas os 40 km que andei até dormir compensou; já poderia voltar e pegar outra rodovia. A paisagem é muito linda. Pilotei ao longo de um lago, vendo o cume gelados das montanhas e um parque com grandes árvores ao lado. Paramos para acampar ao lado de um rio de águas límpidas e barulhentas; adormeci ouvindo o barulho do rio.

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