Sinomar e Edivânia, GCFC O Velho Doido

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #16
    04/05/2001 - quarta-feira - 12o dia

    Durante a viagem eu dizia para mim mesmo: "viva Evo Morales!!!!!, gasolina a menos de R$1.00, só um cara de peito para tomar a Petrobrás". No dia do trabalhador, que aqui comemora no dia 02/05, eu o vi num comunicado oficial pela TV se vangloriando por ter estatizado o Petróleo, a Energia, as Telecomunicaçoes, etc. Com o preço da gasolina nesse preço nem fiquei grilado com o fato dele ter nos surrupiado a Petrobrás. Pensei "azar da Petrobrás! No Brasil ela coloca o petroleo a R$3,20 para dar lucro aos assionistas que se dane ela!".
    Porém minha alegria acabou logo: foram oito postos de gasolina sem o produto. Tive que comprar gasolina no paralelo quase ao custo da do Brasil. Na cidadezinha que estou já vi um posto sem gasolina e uma fila enorme em outro. A sorte é que estou com o tanque e os galoes cheios e vai dar para eu subir a serra até Cochabamba.
    Parando de posto em posto, nossa viagem rendeu muito pouco e logo o sol estava caindo e precisávamos parar para dormir. Na primeira abordagem sobre acampar, nos informaram um parque da cidade que era ótimo e grátis. Nos mandamos para lá. Logo na chegada vimos uma moto vermelha estradeira estacionada na porta de uma casa, que por sua vez ficava na porta do referido parque. Nas primeiras palavras ele já me franqueou seu alpendre, conforme foto em anexo.

    Lembram-se daquele recomendaçao sobre regiao do narcotráfico? Pois entao, na conversa com esse senhor, nos disse que na cidade, Villa Tunari, nao existe polícia, porque os traficantes matam todos. E ficam por isso mesmo, porque é a regiao onde nasceu e cresceu o atual presidente do país. Carro e moto nao usam placas, para nao pagarem imposto.
    Mas a harmonia do parque era tao legal que nem me preucupei com esse pequeno detalhe de segurança.
    Em Villa Tunari, encontrei uma coisa pitoresta. O parque é uma reserva onde sao soltos animais recuperados em gaiolas, circos e contrabando. Até aí, tudo normal. O anormal é que umas três dezenas de jovens de vários cantos do mundo (Alaska, França, Alemanha), pagam 30 dólares por mês para trabalhar e cuidar dos bichos. E olha, que eles trabalham duro, carregando alimento para cima do morro. O valor que eles pagam serve para ajudar nos custos de alojamento e alimentaçao que recebem.

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      • Mar 2011
      • 3250

      #17
      05/05/2011 - Quinta-feira - 13o dia


      Como a hospedagem em Villa Tunari foi boa, resolvemos passar duas noites e aproveitar para lavar a roupas que estavam bem sujas da estrada de terra que passamos e do suor que nos castigou em alguns trechos. No geral temos pegado tempo frio desde Bonito no Matro Grosso do Sul. Em Villa Tunari está em torno de 18 graus e a informaçao é que La Paz está em 4 graus e no Lago Titicaca -2 graus. Com essa temperatura nesse lugar eu nao contava.

      Como nao tinha nada para fazer, aproveitei para fechar a contabilidade (Dados até ontem 04/05):
      - Total de km rodados : 2.815 km; - Média de Km / dia: 234.58 km/dia
      - Total das despesas : R$ 1.092,24; - Média despesas: R$ 91.02 dia.
      Portanto pelos dados acima, estamos devendo km rodados cuja média prevista é de 300 km por dia.
      Vale ressaltar que no total de valor gastos consta R$ 296.00 com passeios. A comida e o combustível na Bolíva permite juntar "gordura" financeira para os locais mais caros.
      Agora vou embora, porque um cachorro mordeu minha bunda e está incomodando meu acento em frente ao micro. Vou colocar meu anfitriao para vigiar o bicho a respeito de raiva. Até nisso tenho que contar com a sorte.
      Vou complementar uma informaçao de ontem que esqueci. É que encontramos três brasileiras numa cidade chamada Monteiro, logo após Santa Cruz. Na realidade foi a Nanci, do Rio de Janeiro, que nos achou e nos levou para conhecer as outras duas: Vera, também do Rio e Maria Ramos de Itumbiara. Essas três mulheres coordenam projueto de criança carente através da Igreja Católica que é um exemplo de voluntariado. Tenho mutas coisas para escrever a respeito do projeto, mas vou me limitar a duas: - Às crianças elas ensinam os valores: cumprimento de horário, honestidade e ética; - Aos pais sao ensinado: cuidar da higiene e alimentacao das crianças e a exigir-lhes assiduidade e cumprimento dos deveres escolares. Segue a foto com o grupo.

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        • Mar 2011
        • 3250

        #18
        06/05/2011 - Sexta-feira - 14o dia


        Saimos cedo com vista a subir a primeira fase da serra até Cochabamba. Saimos de de uma altitede de 600 msnm com destino a La Paz que fica em torno de 4.000 msnm. Sabíamos que nao daria tempo de chegar à La Paz no mesmo dia, mesmo porque tinha Cochabamba para conhecermos no caminho.
        A primeira fase da subida, até Cocha, foi maravilhosa. Paramos no meio da serra para comer uma Truta muito gostosa e depois continuamos subir.


        Uma passada rápida por Cochabamba, para compra dos suprimentos do restante do dia até a manha do dia seguinte, conforme é de praxe. A minha preocupacao com a subida da segunda parte da serra era grande. Tínhamos informacao que o estado de conservacao da estrada era péssima, o que veio a confirmar. A Celestina por ser carburada, já dava sinais de falta de oxigenio. Por isso a viagem rendia pouco.


        Na media que o sol baixava a preocupacao aumentava. Será que teríamos que dormir numa comunidade Andina daquela. Nao deu outra: tivemos que parar numa dessas.

        As fotos de Dom Quixote sao de Cochabamba. A serra verde é a primeira fase da serra e de terra a segunda.

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          • Mar 2011
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          #19
          07/05/2011 - Sábado - 15o dia


          Considerando que o sol sumia e o vento e frio aumentavam consideravelmente resolvemos pedir poso numa Comunidade Andina que nao entendiam nada que falávamos. Depois que apareceu um enfermeiro deles que sabia falar espanhol.

          Armamos a barraca na maior velocidade possivel visando esquentar o corpo e entrar dentro dela. Entramos e vestimos a maior quantidade de roupas possível e entramos dentro dos sacos de dormir previstos para suportar zero graus célsius.

          A Edivania dormiu super bem, mas eu senti os efeitos da altitude e nao consegui dormir quase nada. Era uma dor de cabeca constante, estomago enjoado e corpo meio febril.

          No dia seguinte a surpresa: tinha caído uma geada das bravas. Resultado: os sacos de dormir estao apravodados.

          Na viagem rumo a La Paz encontramos um grupo de motociclistas de Uorus na Bolivia.

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            • Mar 2011
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            #20
            08/05/2001 - domingo - 16o dia

            Ontem chegamos em La Paz por volta das 12 horas, demos um volta pela cidade, reabastecemos num dos poucos supermercados da cidade e partimos rumo a Coroico, tendo em vista que meu planejamento preve passar pela estrada mais perigosa do mundo entre La Paz e Coroico.
            Porém nao contávamos com uma manifestacao religiosa no meio da rodovia e lá pedermos mais de duas horas, obrigando-nos a deixar a descida da serra para hoje, domingo.

            Hoje a estrada nao é a mais perigosa como dizem na internet, tendo em vista que tiraram o tráfego dela e hoje é destinada apenas para os passeios turisticos, sobretudo para as dezenas de ciclistas que a desceram junto com a gente.
            Na tentativa de encontrar um lugar para dormir descemos até a cidade de coroico pela via asfaltada. Depois que voce enxerga a cidade, ainda faltam 60 km só de curva, passando de um lado a outro da montanha. Sai de 4 mil metros de altitude para 1200.
            De manha tivemos que subri a serra por 60 km até alcanñar a estrada de terra. A qual tivemos que subir novamente após a descida.
            A descida foi maravilhosa, foi como se estivéssemos curtindo um passeio dominical ao redor da minha querida Morrinhos, olhando a paisagem e esperando o dia passar. Aproveitamos uma cachoeira na beira da estradinha para tomar um banho, tendo em vista que já fazia calor.

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              • Mar 2011
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              #21
              09/05/2011 - Segunda-feira - 17o dia

              Gastamos quase todo domingo no passeio à Coroico. Chegamos ao anoitecer de volta à La Paz. Entao pensava: "hoje temos que ir para um hotel". Mas de repente, já dentro da cidade, a Edivania me mandou parar e foi até um posto policial. Nao é que ela conseguiu autorizacao para acampar dentro da unidade?
              Nao só autorizaram como nos serviram duas canecas de uns 300 ml de café para cada um e no dia seguinte de manha, na saida, essas mesmas canecas acompanhadas de um pao fatiada nos foram oferecida. Foi um longo papo com os policiais. Na foto aparece o Sargento Elfraim Delgado, o autorizador.

              Faz muito frio no alto das montanhas e a noite chega cedo, por isso temos dormindo muito das 20 horas às 6. Tenho dito que essa é a "viagem dos sonhos". Depois das 7 horas de sono, que chega por 4 hora da manha, o restante do sono é cheio de sonhos. No meu caso, pesadelos. Nao sei porque, mas depois de velho meus sonhos tornaram-se em pesadelos. Quando jovem, sonhava com cada mulher gostosa......., agora.........

              Saimos de La Paz e chegamos à Copacabana. A cidade mais bonita da Bolívia. Lá encontramos um grupo de motociclista de Sao Paulo, denominados de "Moto Clube Tocha Negra". Foi uma hora de conversa e muita risada. Sao uns caras muito bacanas que já rodaram muito.

              A viagem até Copacabana foi ladeada do lindo lago Titicaca. Esse nome nunca foi esquecido de uma aula que tive com minha professora de Geografia, Dona Nilzinha, lá de Goiatuba. Por isso sempre tive vontade ve-lo. A pilotagem num asafalto super liso e sem nenhuma reta, foi uma das pilotagens mais agradáveis que já tive. Por diversas vezes a pedaleira encostava no asfalto.
              Dormimos na divisa do Peru, também numa área da Polícia Peruana. Muito frio novamente.

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                • Mar 2011
                • 3250

                #22
                10/05/2011 - Terca-feira - 18o dia

                Este post dedico ao meu amigo Rui Leite de Souza. A pessoa com maior expírito de gratidao que já conheci. Também a sua ma Dna Tereza que me considera como filho.
                A viagem da divisa da Bolivia até Puno no Peru foi tranquilo exceto pro trecho de 30 km que o asfalto era muito ruim.


                O ponto forte foi a visita ao povo Uros que vive sobre o lago Titicaca milenarmente.

                Porém a visita nao atendeu minhas expectativas. Trata-se de um fato ligado mais a natureza do que da criatividade humana.

                Dormimos em Puno.

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                  #23
                  11/05/2011 - Quarta-feira - 19o dia


                  Este Post dedico ao Jhon, Noemi e Sr. Mozart da Farma Vida do Jardim Romano e do Genoveva Alves. Meus mais novos amigos de Morrinhos que me apoiaram financeiramente para minha viagem.

                  Saimos tarde de Puno e tivemos que dormir na beira da estrada antes de chegar a Cusco que era o nosso objetivo. Fomos atenciosamente recebidos por um casal que nos concedeu estadia e ducha, apesar de fria; água muito fria.

                  Chegamos a Cusco ainda de manha e aproveitamos para dar um giro pela cidade utilizando um meio de transporte que tem carroceria de vagao de trem e pneus e direcao de onibus. Depois fomos pegar informacoes turísticas a respeito de Machupicchu.

                  Quando soubemos dos valores dos passeios e das visitas quase desistimos. Entao, sentamos e fomo priorizar os passeios. Resolvemos que o Valle Sagrado só visitaríamos aquilo que fosse possivel fazer de moto.

                  O passeio a Matchupichu ficava mais ou menos nos seguintes precos: viagem de trem Cusco-Águas Callientes= 230 dólares para os dois em ida e volta; Hotel em Águas Callientes= 100 Solis (+- R$ 75,00); Önibus de Águas Callientes = 15 dólares; Ingresso ao ;Matchupichu= 252 Solis (+- R$ 170,00). O resultado da decisao conto no próximo.

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                    #24
                    12/05/2011 - Quinta Feira - 20o dia.


                    Dedico este Post ao Meu filho Marcelo tendo em vista que esqueci de cumprimentá-lo pelo seu aniversário. Peco-lhe desculpa publicamente.

                    Gastamos quase todo o dia com a visita a Cusco uma cidade centenaria com vestígios milenar. Foi muito bom reviver um passado histórico internacionalmente conhecido. O povo da Bolicia e do Perú sao muito pobre e com costumes muito anti-higienicos. O índice de desdentado {e muito grande e se vende carne nos passeios ou nos portamalas dos carros.

                    Interesse que em Cusco, onde ficam os turistas, nao aceitam que esse povo fiquem. No centro parece uma cidade evoluida, mas andando um pouquinho para fora da área histórica tuco é igual. Monte de frangos mortos com as pernas abertas nos passeios ou nas portas das lojas sem nenhuma protecao contra poeira ou bactérias. Carnes de gado e de porco da mesma forma. O que gostei foi de um mercadao que lembra o Mercadao de Sao Paulo, porem com higinene precária, mas se acha de tudo, inclusive muitas frutas importadas.

                    Por volta das 15 horas tomamos o caminho rumo ao Valle Sagrado. Tinhamos decido que visitaríamos somente as reliquias de Ollantaytambo, que eram gratis. Assim fizemos e partimos para dormir logo após essa localidade.

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                      • 3250

                      #25
                      13/05/2011 - Sexta-feira - 21o dia

                      Dedico este Post a Dra. Vera de Carvalho, grande amiga, e para Valquíria, mae dos meus filhos. Duas mulheres exemplos de fibra, honestidade e ética.

                      Saimos rumo ao Machupicchu as 7 horas, tendo em vista que de Cusco a Machupicchu por estrada ter{iamos que rodar 250 km de estrada de ida e o mesmo tando para voltar. Sendo que deste trecho 67 km era em estrada sem asfalto e, destes, 32 km descobrimos ser a beira de precipicios e com a passagem para um so veículo. Quando arrumar meu computador vou baixzar uns vídeos do caminho.


                      Em Cusco todos diziam que até Machupicchu nao tinha jeito de ir de moto, somente de trem. somente um cara que simpatizou com nossa cara que nos deu a dica: o caminho máximo que voces podem ir de moto é até a hidrohelétrica. De lá voces podem ir a pé pela linha de trem sem pagar nada. Com essa informacao e fazendo as contas do que significaria 230 dólares de trem, resolvemos partir.

                      Chegamos a última cidade do Roteuiro, antes da hidreeletrica, e os taxisistas e vaneiros nos informaram que nao adiantava a gente ir até a hidroelétrica, pois era uma propriedade privada e que nao tinha onde deixar a moto. Como só faltavam 9 km, resolvemos ir conferir.

                      Chegando na referida propriedade, fomos recebido por um casal muito simpático que colheu nossa assinatura de visitas e nos auxiliou permitindo que deixássemos a moto atrás do seu escritório. Nesse momento descobri que o trem vai até esse local e cobra 8 dólares por pessoa para circular 7 km. Vendo alguns muchileiros, já por volta das 17 horas tomando o caminho a pé a Edivania disse: "se eles vao, nós também vamos". Ela nem considerou que eu tenho o dobro da sua idade e da idade dos jovens que tomavam o caminho. Mas aceitei o desafio.

                      O problema agora seria dormir. Como dormir num local tao inóspito daquele? Sentamos para descansar, porque os 9 km que nos separavam da cidade de Santa Tereza era mmuito perigoso,m sobretudo que a noite já aproximava. Quando já tínhamos andado un 500 metros rumo a volta avistei dois guardas parados ao lado de uma camionete e parei para perguntar se havia algum lugar para acampar. Os caras super bacanas nos indicou a área de cria de alevinos da hidreelétrica que fica a 200 metros ao lado. Levaram até o local e deparamos com uma das paisagens mais bonitas das quais já dormimos. A foto onde aparece uma água caindo pela montanha moistra parte da beleza. Coloquei o celular para despertar as 3 horas da manha.

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                        • 3250

                        #26
                        14/05/2011 - Sábado - 22o dia

                        Dedico este Post a Minha filha Aline, de quem ouvi pela primeira vez na vida sobre a existencia de Machupicchu. Era sonho dela vir conhece-lo.

                        O relogio despertou as 3 horas, mas caia uns pingos de chuva e nuvens negras cobriam o céu para o lado Leste. Esses pingos, aliados a noite mal dormida, acometeram-nos de temores. Eu dormi mal por causa do horário de acordar; a Edivania por medo do local. Ela achou que a bondade daqueles guardas foi grande demais e o habitante que tomava conta dos alevinos, nao apareceu na casa ao lado conforme afirmacao dos rapazes. Gastamos uma meia hora indecisos mas tomamos a decisao de partir. Fisemos o "chek-out" do acampamento e quando estávamos saindo pela estrada, paro para arrumar o óculos, desiquilibro e deixo a moto cair. Foi um esforco enorme para colocá-la em pé novamente, inclusive me deu uma fisgada na escadeira. Mas, conseguimos e partimos. Deixamos a moto com capacete e toda bagagem no local indicado pelo casal. As 5 horas em ponto estávamos caminhando rumo a Machupicchu.

                        As 7:20 estávamos na entrada da maravilha, mas o guarda nos disse que teríamos que andar mais um quilometro morro acima, até Aguas Callientes, para comprar os ingressos, porque ali nao vendia. Assim partimos pedindo carona, mas tivemos que chegar a pé. Compramos os ingressos e fomos verificar a questao dos onibus que levam até o alto do morro onde ficam a ruinas. Confirmamos que o Onibus cobrava 15 dólares para cada um, ida e volta, para andar no máximo uns 3 km. Achamos um absurdo. Entao perguntamos sobre a subida a pé. Tudo bem, voltamos o quilometro andado até a porta secundária da ruína e partimos a pé morro acima subindo degraus ígremes que nos tomaram 1:20 horas de caminhada.

                        Chegando ao cume, na outra entrada, tomaram-nos os paes e lanche que levávamos, mas mesmo assim entramos. Compramos 600 ml de água mineral por cerca de R$6,00 e entramos. Quando vi toda aquela imensidao de obra que foi Machupicchu, minhas pernas sararam. Nem lebrei que tinha andado 9 km e subido uma serra com mais um km.

                        Andamos na plataforma mais baixa e depois resolvemos visitar o portal do Sol que fica a 4 km acima, num caminho ascendente mas sem escada. Na metade do caminho, quando estávamos para desistir, encontramos um casal de Belo Horizonte: Mara e Jair. Na primeira parte eu disse a Edivania que os deuses Incas teriam curado minhas pernas. Agora voltei a repetir a deusa Mara curaram-nas novamente. Essa mulher tem a capacidade de energizar as pessoas e nem vi os outros dois quilometros passarem. Fomos e votalmos conversando sem parar e nem senti mais minhas pernas.

                        As 17:20 estávamos de volta para o ponto onde a Celestina, minha moto, estava. Andamos 12 horas e 20 minutos ininterruptamente; só parando algus 3 minutos na subida da serra ou nas ruínas, nao para descansar as pernas, mas para repor o animo de subir mais. Faltando uns quatro quilometros até a Celestina, os pés nao aguentavam mais. A Edivania arrastava a perna esquerda. Achei legal, porque eu mais velho, senti menos que ela que me desafiava, dizendo: "voce nao se diz forte?"

                        Nessa noite viajamos até Santa Tereza, comemos uma pizza e procuramos um excelente hotel, porque nao aguentávamos mais dar mais que 10 passos. Foi a prieira vez na viagem que dormimos confortavelmente num hotel. A foto do casal aparece aqui.

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                          • Mar 2011
                          • 3250

                          #27
                          15/05/2001 - Domingo - 23o dia

                          Dedico este post ao pessoal do Hospital Municipal, sobretudo as amigas do Laboratório com as quais compartilhei muitas risadas a respeito da viagem.

                          Com a panturrilha doendo e a escadeira dura, levantamos tomamos os 259 km que nos separavam até Cusco. Dormimos ha 60 km de Cusco.

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                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #28
                            16/05/2011 - Segunda-Feira - 24o dia

                            Dedico este Post aos Profissionais de Jornalismo da Radio Integracao FM, Fernando, Leonardo e Peninha pela valorizacao da minha viagem.


                            Passamos quase todo o tempo em Cusco atualizando o Blog e dando mais uma volta na cidade para conhecer a área onde fica o povao, já que no centro só ficam os turistas e os profissionais que trabalham com o turismo.


                            Como já manifestei em post anteriores, o costume do povo é muito estranho e, desde a Bolívia, o transito nao tem organizacao alguma, prevalecendo a vontade dos moto-taxis de 3 rodas e com cobertura, vans e onibus que nao respeitam nenhum outro veículo.


                            Aproximadamente uma hora depois de sair de Cusco já estávamos procurando um local para dormi, quando deparamos com um gramado lindo. Paramos e pedimos para acampar o que foi prontamente autorizado. Depois das conversas iniciais o gestor do lugar nos mostrou o lugar do banho quente e outras facilidades do local. No dia seguinte fomos saber que aquele local era um campo de férias para criancas cuidadas por uma igreja evangélica e o gestor que autorizou o Pastor Baine Gonzales, diretor da instituicao. Segue uma foto do mesmo.


                            Motociclistas aventureiros - Viagem Cusco a Mchupiccho
                            Companheiros do motociclismo!
                            O jeito mais fácil de se chegar a Machupicchu é deixar a moto numa garagem e pegar o tem. É melhor trabalhar e juntar uns 500 dólares e fazer um passeio menos sofrido. Porque andar de qualquer jeito o cara anda.
                            Mas se for um durao como eu que além de tudo sou muchiba e tenho uma mulher miserável, entao vou ensinar como fazer: Tome rumo ao Valle Sagrado Chegando até a cidade de Pisaq; Uns 30 km após essa cidade, uns 90 rodado, abasteca a moto, pois gasolina, em posto, vai demorar 128 km. Passe pela cidade de Urubamba e chegue a Ollantaytambo. Nesta cidade tem umas ruinas que, se quiser, já pode treinar as pernas. Mas eu só as fotografei e segui em frente. Daí vai subir um serra até os 4350 manm. Um frio danado, mas que logo acaba e a temperatura chegará aos 30 graus. Passe Carrizales, Sa luis, Inca tambo, Huyro e Santa Maria. Nessa coidade tem abastecimento. Segue para Santa Tereza a 23 km, estrda muito perigosa ao lado de abismo e que passam um só veículo. Atéo ano quevem toda a estrada aé Santa Maria estará asfaltada. Hoje ainda tem 35 km dela sem asfalto. Em Santa Tereza informarao que nao tem jeito de guardar a moto na Hidreeletrica. Mas va assim mesmo. Solicite para deixar a moto atrás do escritório. Depois se quiser acampar volte até quase chegar a ponte e vire a esquerda e chegara ao criatório de peiche da usina.
                            Para mais informacoes leia meus blogs anteriores.
                            Última edição por Dolor; 22-09-11, 18:31.

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                            • Dolor
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2011
                              • 3250

                              #29
                              17/05/2011 - Terca-feira - 25o dia

                              Dedico este Post aos ancoras musicais da Radio Integracao News FM, Samuel Martins (Samuca) e Luciano Leite, em agradecimento aos comentários elogiosos a meu respeito.

                              Com a bencao do Pastor, talvez, o dia comecou lindo. Debaixo do meu capacete minha mente divagava e curtia aquela paisagem cheia de curvas e serras. Na parte da manha, até o meio dia, a viagem foi subindo, subindo e subindo serra e depois, descendo, descendo e descendo a mesma serra. A partir da uma hora da tarde até as quatro foi ainda mais maravilhosa. Pilotei por uma estrada cercada por grandes montanhas, num vale, em cujo interior corria um rio de águas lindas, com uma cor azul para o lado de verde. Na medida que o rio entortava para fugir das pedras a estrada entortava também promovendo curvas suaves e gostosas. Pensei várias vezes: "pilotar é gostoso demais!".

                              Por volta das 16 horas parei para abastecer e a frentista me advertiu: "Coloque a gasolina octagem 90, porque ela é melhor para o senhor subir a serra". Fiz umas indagacoes e descobri que tínhamos pela frente 175 km entre a subida da serra, a permanencia em cima dela e a descida. Calculei que em 3 horas romperia essa distância, chegando na cidade de Púqui por volta das 19 horas. Tinha descoberto, também que Púquio era mais quente.

                              Decidimos partir, tendo em vista que ainda era muito cedo para dormir. Entao, a aprtir dessa decisao, comecou o nosso sofrimento. Nem bem comecamos a subir a serra e o vento apareceu trazendo com ele um frio ainda nao muito forte. Fomos subindo e frio aumentando. Até que a Celestina deixou de andar e pedindo primeira marcha a qualquer subidinha e mesmo assim, nao respondendo. Decidi parar e tirar o filtro de ar, como ja tinha feito em outros locais acima de 4 mil metros acima do nível do mar. Nessa hora, poderíamos termos nos agasalhados melhores, mas nao esperávamos mais frio. A nossa mente está acostumada com frio maior na parte da madrugada.

                              Com a moto voltando a andar comecei a fazer curvas a 80 km/h, pensando: "logo estaremos em Púquio!". O sol se punha e no seu lugar aparecia uma grande, linda e brilhante lua que anulava o farol da Celestina. Foi quando notei que a moto jogava a trazeira em qualquer curva ou em qualquer acelerada. Reduzi a velocidade para tentar entender o que ocorria e resolvi parar para ver se nao era o pneu trazeiro que estaria furado. Com auxilio da luminosidade da lua, verifiquei que nao tinha nada com o pneu. Entao pedi para a Edivânia fazer uma massagem no meu pescoco, tendo em vista que o vento tinha deixado como sequela uma insuportável dor no lado direito entre o ombro e a cabeca. Foi quando a Edivânia disse: "meu bem sua jaqueta está cheia de gelo!".

                              Foi entao que entendi que a moto nao tinha aderência era por causa do gelo no asfalto. Também entendi que uma coisa que incomodava os dedos do pé era o suor que tinha virado gelo dentro das minha bota. Tirar a jaqueta para vestir mais roupas de frio era inviável, tendo em vista que o frio era insuportável. Éstávamos proximo de uma placa que informava: "Puquio a 30 Km". Resolvemos partir. Pilotei esses 30 km a 20 por hora com medo de cair. Depois, na descida da serra nao tinha mais gelo, mas tinha muita curva e minhas articulacoes e refexos estavam comprometidos e continuei na mes ma velocidade.

                              No primeiro hotel que encontramos o contratamos. Determinei para a Edivânia ficar uns 20 minutos debaixo da ducha quente enquanto buscaria algo para comer. Encomendei uma pizza que comemos no quarto.

                              Mesmo após o banho, comida e debaixo das cobertas os lábios da Edivânia ainda estvam roxos. Nunca passasmos tanto frio na vida.

                              No outro dia fomos rir do sofrimento.

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                              • Dolor
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2011
                                • 3250

                                #30
                                18/05/2011 - Quarta-feira - 26o dia

                                Dedico este Post ao amigo Ocivaldo de Oliveira, profissional do Corpo de Bombeiros, que nos ofereceu curso de primeiros socorros. Pessoa que adora o trabalho e é exemplo de lealdade nas amizades.

                                Acordamos bem dispostos pós o frio do dia anterior. Púquio é uma cidade que parou no tempo. A impressao que tive é que tínhamos voltado na máquina do tempo e encontrávamos a 150 anos atrás; tanto no modelo e estado de conservacao das construcoes quanto ao costume das pessoas. Segundo informacoes de dois senhores, a cidade tem 150 anos de município, mais muitos anos como povoado desde a época da descoberta de minério na cidade que ainda é a maior fonte econômica.

                                Apesar da altitude, a Celestina nao exigiu a retirada do filtro. Foi muito gostoso descer a Cordilheira dos Andes pelo lado do Pacífico, apesar do deserto. Pegamos pela primeira vez a rodovia Pan-americana na qual passaremos a maior parte do tempo nos próximos 10 mil quilômetros. Na viagem ao Chile estive onde ela se inicia no sul daquele país e, provalvavemente, veremos seu final no extremo do Canadá.

                                Na descida da serra estávamos com muita paciência; parando a todo mirante e descendo bem devagar para dar tempo de observar tudo. Até cena de filme fizemos. Deixei a Edivânia em cima de uma coluna para me filmar descendo nu setor de diversas curvas. Depois voltei e a peguei.

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