Sonho que se sonha junto é realidade!

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  • karine
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
    • 1595

    #1

    Sonho que se sonha junto é realidade!

    A partir de agora acompanharemos a aventura de mais duas almas inquietas, Renato e Graça. Esses novos Fazedores de Chuva já rodaram grande parte do Brasil, América do Sul e Europa com seu motorhome.

    Começamos agora o relato da viagem que começou em agosto de 2008, saindo de Florianópolis rumo a Machu Picchu, no Peru.

    Este primeiro relato conta sobre a chegada na Argentina e o início dessa surpreendente viagem:

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    Argentina: Misiones, Corrientes y Chaco – 13 de agosto de 2008

    Em Porto Xavier (RS) estacionamos e almoçamos na praça central da cidade e depois fomos para a aduana. Pegamos a balsa e fizemos os trâmites na aduana Argentina. Vistoria tranquila, sem stress e com educação.

    Adentramos a Argentina pelo Litoral através da província de Misiones (cuja capital é Posadas, que se interliga com a cidade de Encarnacion/Paraguai através da ponte internacional San Roque Gonzáles de Santa Cruz). De San Javier seguimos para a RN12, por San José (assim não fomos a Posadas), dormindo no estacionamento da Feria Franca Municipal, ao lado rio Paraná, na cidade de Ituzaingó. Até luz e internet no MH conseguimos. A intendência nos atendeu muito bem.

    Encontramos um nome para a portuguesa que nos indica o caminho no GPS: Luna Móvel, para os íntimos: LUNA! Assim a que ficou em casa, de alguma maneira estará conosco.

    Acordamos muy temprano com o barulho de garis que pegavam seus materiais de trabalho ao lado de onde estávamos. Depois de um bom café, agradecemos a hospitalidade e, tomando um mate, seguimos viagem. Na Villa Olivari, uma barreira fito-sanitária (o certificado custou $4,50, com validade de 24 h), desinfetou o MH com Cipermetrina 20%.

    Numa boa estrada, com longas retas, ouvindo Vagabundear - Joan M. Serrat - com o argentino/brasileiro (que cantou nos meus 50 anos) Dante Ramon Ledesma, em nossa casa rodante cheia de amor pra dar = perfeição/plenitude!

    “(...) no me siento extranjero in ningún lugar, donde hay sudor y vino hago mi hogar. Y para no olvidarme de lo que fue, mi patria y mi guitarra las llevo en mí”.

    Chegamos à cidade de Corrientes, capital da Província de Corrientes (corresponde aos nossos Estados), que através da ponte General Manuel Belgrano se une a Resistencia, a capital do Chaco. Ambas, às margens do caudaloso rio Paraná. Nestas cidades já se percebe o uso abusivo de buzinas e a ausência de capacetes em motoqueiros/motociclistas.

    Em Resistencia almoçamos, compramos mapas e treinamos mais recursos no GPS. Interessante o sistema popular de caixa d’água deles...

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    Gracita-sowen

    Mas como quase tudo o que é bom dura pouco, levamos o primeiro golpe da viagem: na saída, ainda na cidade, um guarda nos ameaçou com uma multa (de $500: dobrar à esquerda numa sinaleira de dois tempos quando só se poderia numa 3) acompanhado daquele papo que todos viajantes conhecem. Não sacava la boleta e não entregava os documentos... Re deu $50 pra não se incomodar (pela 1ª vez deu propina: sempre temos uma virgindade a perder, não tem jeito!). Este episódio embotou nossa imagem do Chaco!

    Para compensar, pernoitamos num YPF em Presidencia de La Plaza. O gerente, Sr. Cardoso, nos forneceu energia elétrica e também nos regaló com um vasinho de cactos, como símbolo de uma boa viagem: agradecemos com chocolate garoto, é claro!

    Desta vez a SKY não funcionou e, com, isso, assistimos a um belo musical no canal 9 (o único que pegou). O noticiário alerta para a falta d’água na região e a um problema de distribuição de combustível (como no Brasil, uma pressão para aumento de preços...).
    Última edição por karine; 04-10-12, 12:01.
  • karine
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
    • 1595

    #2
    Santiago del Estero (AR)

    Santiago del Estero (AR) - 15 de agosto de 2008, sexta-feira

    Seguimos para Santiago (capital da Província do mesmo nome) indicada como a madre de las ciudades (cidade mais velha da Argentina), mas não gostamos e seguimos para Termas de Río Hondo. Entre estas duas cidades vendem, em abundância, carvão e madeira além de ter muito cabrito solto nos acostamentos. Embora nesta região não chova há nove meses eles não têm problema de abastecimento, segundo Cardoso.

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    Gracita-sowen

    Assim, lavamos o MH em Pres. Roque Sáenz Peña. Em Avia Terai pegamos a Rp 98 (que no mapa da Firestone aparecia riscado igual a Rn 16): que mentira! Até Campo Largo estava bom mas depois foi só piorando. Na divisa do Chaco com Santiago Del Estero um dos guardas nos pediu uma gasosa: lá se foi mais um garoto...

    A quantidade de algodão e a de sacos plásticos nos acostamentos impressiona! A Rp 89, de Quimili a Taboada, onde se pega a Rn 34, parece o caminho do inferno descrito nas melhores aulas de catecismo.

    Em Suncho Corral ela se supera, transformando-se num caminho de cimento ladeado por rípio e muita poeira. Os carros ao se encontrarem ficavam com uma metade na pista, outra fora.

    Um dos mais lindos por do sol que já vimos não pode ser devidamente curtido de tão horrível é a estrada. Taboada parece uma cidade fantasma dos filmes do velho oeste americano! Dormimos num YPF (deram luz), 12 km depois de Taboada, logo que passa o pedágio.

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    Gracita-sowen

    Vir para Río Hondo ou Santiago Del Estero só pela Rn 34 ou Rn 9, se não, não vale a pena!

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    • karine
      Fazedor de Chuva
      • Jul 2012
      • 1595

      #3
      Termas de Río Hondo (AR)

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      Fonte: Gracita-sowen

      Llegamos, sem saber, num fin de semana largo, ou seja, num feriadão (morte de San Martin, o maior de seus heróis).

      A cidade é cortada, de norte a sul pela RN 9. Logo após atravessar a ponte sobre o rio Dulce se pega à direita onde, à beira do rio, tem áreas de campings particulares e públicas (com piscina onde o fundo é de terra), a duas quadras do centro da cidade.

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      Fonte: Gracita-sowen

      Ficamos no OLLA porque como estão fazendo a costanera era o único onde conseguimos entrar, mas depois percebemos que os tradicionais freqüentadores do balneário ficam ali até por mais de 4 meses (também tem um do ACA, longe do centro, mas perto do Dique e do autódromo).

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      Fonte: Gracita-sowen

      Vale lembrar que a temporada, nesta cidade vai de fevereiro até no novembro. No verão isso deve ser um inferno pq, agora de dia faz entre 29º a 33º e, de madrugada, chega a 1º. Amanhece quase as 8 h, sendo que o sol e a lua, ali, são esplendorosos! É diferente de tudo o que conhecemos como balneário de água termal. A cidade toda tem e usa esta água: todos os hotéis, campings e as casas têm água termal: “gracias a su caudal termal, se há transformado (...) em el balneario más importante de la Argentina y de Sudamérica”.

      Numa imensa praça no centro da cidade com lugar para a prática de vários esportes (com destaque a bocha), tem uma grande piscina pública acoplada a um Centro Medico Termal. Ali também, pra quem gosta, tem um Cassino.

      Fizemos um passeio num destes trenzinhos turísticos por todos os pontos de destaque da cidade, donde concluímos: daqui uns dois anos RH estará mais bonita com seu autódromo e sua nova costanera, mas será que a cidade estará melhor?

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      Fonte: Gracita-sowen

      A cidade em si não é bonita (parece Ciudad de Leste), a limpeza pública deixa a desejar (aliás, até agora isso tem sido a tônica da viagem), os balneários são decadentes (piscinas, WC), as feiras não impressionam mas, em compensação o acolhimento é 1000! Ah! E o perfume das laranjeiras floridas, plantadas nas ruas é de se copiar!

      Um casal de Córdoba nos ofereceu cabrito assado (e ensinou como fazem) e gostamos, mas ontem quando vimos como e onde vendem...

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      Fonte: Gracita-sowen

      Também festamos inaugurando una pileta com um grupo (pessoas de Tucuman, RH, BA) super animado que na hora da despedida nos surpreendeu (por isso não temos foto) com o seguinte ritual: segurando uma bandeira argentina, davam adeus, jogavam beijos e mostravam o coração. Pra que mais?!

      Saímos depois da soneca, pela RN9 em direção a S. M. de Tucumán (cidade natal de Mercedes Sosa, la negra) sem nenhuma definição de pernoite. A rodovia também corta esta cidade que é grande e tem muitos parques e áreas verdes, cheios de povo sempre: acho que é característica de lugares sem praia. Seguimos adiante e dormimos num posto em Benjamin Paz (Trancas).

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      • karine
        Fazedor de Chuva
        • Jul 2012
        • 1595

        #4
        Camping em SALTA (AR)

        Segunda-feira, feriado, almoçamos num YPF à beira da RN9/34 (elas se encontram num determinado ponto) no trevo de acesso a Salta. Com wi-fi, desta vez consegui postar no blog: esta véia, finalmente se tocou e ajeitou as fotos no sistema de internet!!!

        No GPS não constava o local onde queríamos ficar: nem como camping ou balneário, mas, no velho sistema de que quem tem boca vai a Roma, chegamos lá. Até agora entendemos que, se tivermos o endereço de onde queremos ir ele nos levará certinho, mas só por referência de categoria, nem sempre!

        Aqui, pela primeira vez nesta viagem encontramos gente de todos os lugares: Áustria, Suíça, Luxemburgo, França, Argentina (é claro).

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        Fonte: Gracitasowen

        Estamos a 1.186 m do nível do mar, no Balneário e Camping Municipal “Carlos Xamena” na Av. Libano, s/n, Barrio Casino (S 24° 48.733’/W 065° 25.134’, pra nós, Ponto 11), cuja piscina, embora vazia, é a maior que já vimos até hoje. Diária (2 pessoas + MH) = $12,50.

        No dia seguinte fomos conhecer esta cidade considerada a que conserva o maior patrimônio da época colonial, cujo nome deriva de “aymará sagta que significa a muito linda”. Fundada em 1582 hoje tem com 464.678 habitantes (Guia YPF).

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        Fonte: Gracitasowen

        “Andariego del mundo, turista o vagabundo. Si llegas a estas tierras de Valle y de sierras, di nieves y verdores, (...) Andariego del mundo, aspira muy profundo en la paz de este ambiente (…) Que este Valle de Lerma responga a tu alma enferma de prisas y de inquietudes (…) Y cuando ya te alejes y estos lugares dejes, dabrás por tu mirada que el último adiós brinda porque Salta es llamada: Salta, la linda”. (Emilio Viñals)

        De táxis ($6,10) fomos ao parque San Martín e, de teleférico, subimos ao Cerro San Bernardo de onde se tem uma linda visão panorâmica da cidade e do Valle de Lerma: tomei uma cerveja Salta, Re tomou um chá de coca e comeu um docinho básico.

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        Fonte: Gracitasowen

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        • karine
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2012
          • 1595

          #5
          SALTA 2 (AR)

          Depois, a pé, para o centro da cidade: Plaza 9 de Julio, Catedral Basílica (nunca vimos tanto ouro/dourado), entre outros.

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          Fonte: Gracitasowen

          O MAM (Museo de Arqueología de Alta Montaña) onde estão as múmias dos Niños del Llullaillaco estava fechado, uma pena!

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          Jantamos na Calle Balcarce uns lomos exquisitos com entrada de empañada não menos exquisitas: hum, hum!

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          Como acordei com o rosto totalmente inchado e uma feia alergia no pescoço (que senti, mas de forma branda desde Río Hondo) resolvemos ficar mais um dia aqui. Pesquisei em nossa farmácia o remédio adequado (vamos ver se melhoro) e aproveitamos pra lavar roupas e as janelas do MH.

          Os austríacos foram embora, mas voltaram: há poucos metros no estacionamento de um centro comercial arrombaram a porta do motorista: roubara binóculo e um velho rádio (porque o tempo foi curto). Até aqui hay que se cuidar!

          Infelizmente não será desta vez que andaremos no Tren a las Nubes: até o feriadão estava com os ingressos esgotados mas no domingo quebrou e não há previsão de funcionamento.

          151.088 no total e até agora andamos 2.431 km.

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          • karine
            Fazedor de Chuva
            • Jul 2012
            • 1595

            #6
            Camping em Cafayate (AR) – 26 de agosto de 2008

            Atravessando a cidade Cafayate, após sua praça central, já na RN 40 (uns 500 metros do centro), está o Auto Camping Luz y Fuerza (diária de $25: MH + 2 pessoas) e a simpatia de seu administrador: Nelson Aguilar. Quando chegamos, estavam irrigando.

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            Gracita-sowen

            Comprei um pantalón morado (roxo, a cor da amora) e fomos jantar em La Casa de Las Empanadas de Norma e Eduardo. Até agora o melhor da viagem: poucas mesas, empanadas gostosas feitas na hora, ambiente acolhedor, música folclórica (típica) além da simpatia dos donos. Os turistas deixam seus recados nas paredes ou num livro o que nos lembrou do Arantes em Floripa. Ali, degustamos um Malbec Nanni (vinho orgânico) muito bom.

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            Gracita-sowen

            Sexta-feira passeamos na cidade e, como esfriou muito, compramos um aquecedor elétrico para a sala (no quarto temos um a gás) que nos aqueceu enquanto traçávamos um fondue de queijo: perfeito!

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            Gracita-sowen

            Tem muita coisa para se ver nesta região, mas deixaremos para a próxima vez. Assim, no sábado, compramos vinhos e uma bombacha para o Re. Na saída, um caminhão mal estacionado, somando-se ao fato de não calcularmos bem a altura de uns galhos, causou um pequeno estrago na antena de TV (reparo para ser feito no próximo camping).

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            Gracita-sowen

            Saímos de Cafayate já era 11h30min, almoçamos no Posta de las Cabras (RN 68). De Salta para Jujuy seguimos pela RN 34 já que não se recomenda a RN 9, neste trecho, para carros grandes. O acesso principal de Jujuy estava interrompido (onde no GPS apontava vários postos de combustível) então pegamos a RN 9 em direção Tilcara. Perto de Volcán a estrada fica mais bonita ainda, parecendo um mini Los Caracoles, e o único posto estava fechado para reforma!

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            • karine
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              • Jul 2012
              • 1595

              #7
              Cafayate 2

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              Gracita-sowen

              Cafayate está a 1.660 metros de altitude, onde o vale (quebrada) fica mais largo, na confluência de dois rios: Calchaquí e María. É uma pequena cidade de 11.785 habitantes (como gosto e onde tudo é fácil de achar) que nos lembrou Tiradentes (MG), cada uma no seu estilo, é claro! Fomos numa Internet Banda Ancha e atualizamos o blog, mandamos e-mail: só não conseguimos baixar o mapa roteável do Peru. Tive que tomar uma injeção para melhorar da infecção solar (acho que do vento e do pó, também) que ainda me deformava o rosto (e isso que sou ‘pelo duro’...).

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              • karine
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                • Jul 2012
                • 1595

                #8
                Purmamarca (AR) - 27 de agosto de 2008 (quarta-feira)

                Saímos cedo e, depois de completar o tanque de combustível, seguimos para Purmamarca que significa, em quéchua, “povo da terra virgem”. Ela fica aos pés do Cerro de Siete Colores com seus tons de vermelho, rosa, amarelo, branco, violeta, cinza e verde de acordo com os minerais que os compõe.

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                Gracita-sowen

                Às 9 horas, as feiras e lojas de artesanatos já estavam cheias de turista! Também chama a atenção a quantidade de novas construções que, mantendo o estilo, é de alto padrão.

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                Gracita-sowen

                Compramos folhas de coca, fotografamos e seguimos viagem. Dali em diante o que vimos, na verdade, é indescritível: muito mais impactante do que nos falaram, coisa pra ser curtida no mesmo ritmo do MH, ou seja, devagar porque era só subida, curva e uma paisagem MARAVILHOSA!

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                Gracita-sowen

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                • karine
                  Fazedor de Chuva
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                  • 1595

                  #9
                  Trópico de Capricórnio, Tilcara AR

                  Na volta paramos em Huacalera no marco do Trópico de Capricórnio. “En este sitio los rayos del sol caen en forma perpendicular cada 21 de diciembre, día del solsticio de verano cuando el astro rey alcanza la latitud del trópico de Capricornio en 23º 27’ Sur”. Ali, no inverno, (21 de junho), celebram o Inti Raymi (festa do sol) uma tradição aymará “en el momento que comienza el solsticio de invierno, para recibir el nuevo ciclo agricola”.

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                  Fonte: Gracita-sowen

                  Fomos para o camping El Jardin ($4 para o MH + $8 por pessoa= $20 a diária) em Tilcara: Complexo Turistico (hotel, cabañas, autocamping, albergue para delegaciones). Um bom lugar pra repor energias e onde aproveitamos para fazer uma faxina geral no MH.

                  Como deu problema com os programas do GPS (ao baixarmos o mapa do Peru, trancou tudo) ficamos mais um dia pra resolver isso, aproveitando para atualizar blog, e-mail, etc.

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                  Fonte: Gracita-sowen

                  Tilcara é a capital arqueológica de Jujuy, tem 5.640 habitantes e fica a 2.476 m. de altitude. Entre 11 e 16 h fica mais quente do que no verão (segundo Moisés o administrador do camping) e ao amanhecer esfria muito. É uma cidade limpa, apesar do pó, agradável e, como as demais, cheia de turistas, principalmente europeus.

                  Até agora só vimos um MH (Iveco) de Rio Grande (RS) no camping em Salta. Não conversamos porque chegaram à noite e saíram cedo no outro dia.

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                  Fonte: Gracita-sowen

                  Com certeza tivemos estes entraves no computador porque precisávamos conhecer melhor uma pessoa especial: o Raul Oromi. Oficialmente ele é licenciado em História e técnico em rede de computador. Mas o que vimos e sentimos das 20h até 1h da madrugada (o tempo que se levou pra ajeitar tudo) foi muito mais do que isso: competente, tenaz, humanista, conhecedor em detalhes da história recente dos nossos países, apreciador de MPB. Enfim, foi uma noite agradabilíssima. Como ele não aceitou de jeito algum que pagássemos pelo trabalho, deixamos uma cachaça Wruck de Luis Alves e lhe enviaremos assim que voltarmos ao BR o livro de Sergio Buarque de Hollanda que tanto lhe interessa.

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                  Fonte: Gracita-sowen

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                  • karine
                    Fazedor de Chuva
                    • Jul 2012
                    • 1595

                    #10
                    Quebrada de Humahuaca: Tilcara, Huma e Purmamarca (AR) - Domingo, 24 de agosto de 2008.

                    Desde 2002 toda a Quebrada foi tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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                    Fonte: Gracita-sowen

                    Acordamos com uma MSN do Vitor com letra de MPB, numa manhã muito fria, com certeza abaixo de 0C.

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ID:	159223
                    Fonte: Gracita-sowen

                    Fomos para Humahuaca, (huma= tesouro; dacha= cabeça, enfim, cabeça de ídolo porque ali existia um oráculo onde realizavam cerimônias), uma das cidades mais importantes da Quebrada do mesmo nome com casas de adobe e ruas de pedras. Considerada por muitos como a cidade mais autêntica em termos de conservação da tradição e cultura indígena.
                    Como chegamos cedo (estacionamos na rodoviária) pudemos acompanhar a montagem das diversas feiras. O centro é tomado delas (e as crianças são invasivas querendo cantar, declamar ou pedindo um troco).

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ID:	159224
                    Fonte: Gracita-sowen

                    Como a altitude já nos pegou, passeamos devagarito: subimos até o Campanário (o que restou da Torre de Santa Bárbara) onde encontramos lindos exemplares de cardones (cactos), infelizmente em extinção!

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ID:	159225
                    Fonte: Gracita-sowen

                    Ao lado, o Monumento a los heroes de la independencia cuja figura central é o cacique Veltipoco (da tribo dos Omaguacas). Nas laterais, los gauchos norteños (gaúchos de Guemes) e, no centro, os Omaguacas. É tudo em bronze e pesa 6 toneladas. (Escultor: Ernesto Soto Avedaño).

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                    Fonte: Gracita-sowen

                    Comentário

                    • karine
                      Fazedor de Chuva
                      • Jul 2012
                      • 1595

                      #11
                      De Calama a Arica pelo Atacama (CH5)

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                      Fonte: Gracita-sowen

                      Saímos às 14hs depois de Renato, pela 4ª vez, limpar o pára-brisa. Seguindo adiante numa divisa de província, encontra-se Quillagua, um oásis onde não podemos entrar no pueblo porque a ponte só permite até cinco toneladas.

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ID:	159849
                      Fonte: Gracita-sowen

                      Evitando repetir trajetos, não fomos para o litoral, seguimos na CH5 pelo deserto num trecho que entendemos dispensável de se conhecer. Totalmente inóspito, poeirento e ventoso, só encontramos em Vitoria um lugar pra ficar (logo após a bomba de diesel do YPF (S20° 44.406’ W069° 39.426’), ao lado de um restaurante).

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                      Fonte: Gracita-sowen

                      Em Pintados desviamos para PICA: calma, apenas um balneário termal... O mapa indicava asfalto só que ele inexiste e a estrada é horrível! Lá é bonitinho, mas como não achamos as piscinas boas para banhos diurnos e noturnos e o camping estava fechado, compramos umas frutas e ovos no mercado municipal e voltamos pelo acesso norte, principal, asfaltado e bonito.

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                      Fonte: Gracita-sowen

                      De volta a CH5, ainda no deserto, tem dois bons lugares para parar: Pozo Almonte e Huara. Dali em diante o trecho, até Arica, é lindíssimo, mas muito perigoso com várias pistas de emergência e muita cruz na beira da estrada, também.

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                      Fonte: Gracita-sowen

                      Ao final da tarde chegamos a Arica: achamos linda! Como é bom ver o mar (mesmo que seja o Pacífico) novamente! Rodamos um pouco por sua costanera, subimos ao seu morro, fotografamos e pernoitamos (sem luz) no estacionamento do posto COPEC que fica ao lado da rodoviária.

                      Comentário

                      • karine
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2012
                        • 1595

                        #12
                        De Susques/AR (aduana) a Calama/CH

                        Continuamos até Susques onde pernoitaremos já que em Paso de Jama não é recomendável pela altitude e ar rarefeito.

                        Susques se intitula o Pórtico dos Andes e já pertenceu a Bolívia e ao Chile. Às 15 horas passamos por dentro do pueblo e não nos agradamos, entre outras coisas pela quantidade de caminhões aguardando atendimento na aduana. Seguimos mais 1,5 km e estacionamos junto ao hotel El Unquillar, quando um vento com rajadas fortíssimas nos assolou (Renato resolveu prender as clarabóias e a antena da Sky por medida de segurança). Fomos muito bem recebidos por Clara, Georgina e Sergio que cederam luz e um lugar protegido. Estabeleceu-se que por $10,00 os MH poderão pernoitar com direito a luz e água: com certeza a melhor opção neste ponto da viagem!

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                        Fonte: Gracita-Sowen

                        Depois de uma boa cochilada tomamos um té de coca e banho com água morna porque o ar rarefeito, além do motor do carro, também atinge o desempenho do gás, pois segundo nosso Garmin estamos a 3.626 do nível do mar.

                        Dia 28 de agosto de 2008

                        Levantamos as 06h30 e ainda era noite. Talvez este seja o maior frio que pegaremos: dentro do MH, de 1° a 5 ° (dependendo o local e com o aquecedor ligado) e fora, -12°!

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                        Fonte: Gracita-Sowen

                        Saímos as 07h30 e até a aduana de Paso de Jama (AR) só encontramos um carro. A explicação dos guardas: pra quem vem do Chile ainda é muito cedo e os da Argentina estão retidos antes de Susques por um dia para explosão de rochas (desta, escapamos).

                        Uns 500 metros antes desta aduana estão concluindo a instalação de um grande e completo posto YPF/ACA (mais uma opção de parada).

                        A passagem na aduana Argentina foi tranqüila enquanto a temperatura só baixava. Ali encontramos um fiscal que já veraneou em Floripa e em Itapema! Segundo o GPS, ali, a altitude é de 4.164 e no Km 94 da carreteira CH26, com muito vento, é de 4.837 (a mais alta que já pegamos). Pouco tempo depois, ao pretender usar a água no MH, percebemos que as bombinhas não ligavam: a água nos dutos estava congelada.

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                        Fonte: Gracita-Sowen

                        Desde Paso de Jama, Renato se preocupou com a luz vermelha acesa (no painel) da bateria. Com medo de que ficássemos sem bateria, até Calama ele não desligou mais o carro. Ao mesmo tempo, os instrumentos de combustível, temperatura e outros acusavam números menores do que o real. O freio motor também não funcionava mais. Com isso, descemos o pior trecho (até São Pedro de Atacama) só nas marchas e sem o freio motor (ele só me contou na aduana embora eu tenha perguntado se havia alguma coisa estranha com o motor). Praticamente descemos aqueles famosos 42 quilômetros onde a altitude baixa uns dois mil metros na 3ª e 2ª marchas, um horror, mas em segurança. É impressionante o número de cruz à beira da estrada. Tem mais de 15 saídas de emergências nestes poucos quilômetros! Estas saídas são de brita para que os caminhões que fiquem sem freio possam ser parados.

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ID:	160103
                        Fonte: Gracita-Sowen

                        Na aduana chilena em São Pedro de Atacama, contrariando as informações que tínhamos, a passagem foi tranqüila, rápida e simpática: temos certeza que pegamos as pessoas certas, na hora certa, observando outros atendentes em ação.

                        Com o “problema” da luz vermelha no painel, e não havendo eletricista ali, seguimos direto para Calama. Assim, precisaremos voltar pra ver a capital arqueológica do Chile.

                        Em Calama perambulamos um pouco em busca da Mercedes Benz, que fica bem no trevo de acesso a Chuquicamata (cuja vila está totalmente desativada e só se tem acesso ao local através das visitas agendadas), até que um moço de caminhonete nos levou até lá.

                        Em lá chegando, EUREKA: Renato lembrou que ao descer na aduana argentina em Paso de Jama, como não conseguiu desligar o carro (o afogador não funcionou) deixou a chave virada o que ocasionou toda a encrenca. Ou seja, com a chave de ignição desligada, algumas funções elétricas do painel se modificam. Assim mesmo, o funcionamento do motor não se alterou que é o que importa.

                        Lá pelas 19 h (no nosso horário), começando a escurecer, fomos para o Centro Recreativo Camping Extracción, na Avenida La Paz, 1556 (S22° 27.930 W068° 54.984). Diária de R$ 15,00 ($5.000).

                        No outro dia, cedo, fomos a pé para o centro da cidade (já sentindo a altitude), não encontramos em nenhum quiosque ou livraria um mapa carreteiro do Chile e, tampouco um dos Guias Turistel (que em anos passados compramos na aduana de Los Caracoles). Se o atendimento na MB foi ótimo, no resto da cidade (que não é bonita) foi seco, nada amistoso: por isso não tirei nenhuma foto.

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                        • karine
                          Fazedor de Chuva
                          • Jul 2012
                          • 1595

                          #13
                          Costa del Lipán e travessia para o Chile

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ID:	160222
                          Fonte: Gracita-sowen

                          Costeando o Lipán, quando a gente começa a desconfiar que não há mais o que subir, em Potrerillo, chega-se ao ponto mais alto: 4.170 m. do nível do mar (no GPS marcava 4.196).

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ID:	160223
                          Fonte: Gracita-sowen

                          Depois descemos um pouco até as Salinas Grandes, também esplendorosa nos seus mais de 12.000 h de cachi (sal em quéchua). Ali, Renato almoçou um dos seus pratos franceses preferidos: restieux donté e eu, uma cerveja (lata) com remédio pra dor de cabeça (que desde ontem já se insinuava).

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                          Fonte: Gracita-sowen

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                          Fonte: Gracita-sowen

                          Continuamos até Susques onde pernoitaremos já que em Paso de Jama não é recomendável pela altitude e ar rarefeito.

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                          Fonte: Gracita-sowen

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                          • karine
                            Fazedor de Chuva
                            • Jul 2012
                            • 1595

                            #14
                            Torata, Carumas, Laguna Laricota a caminho de Puno

                            31 de agosto de 2008

                            Nosso objetivo agora é chegar em Puno. O único mapa do Peru que conseguimos comprar não difere do que imprimi na internet, ou seja, não deixa claro quando é e quando não é estrada asfaltada.

                            Assim seguimos, e na entrada de Torata, olhando o mapa, devíamos ir para a esquerda e assim o fizemos. Descemos, descemos mais umas curvas e ao entrar na cidade o MH entalou numa de suas ruelas: Renato desceu de ré, com a minha ajuda (por isso não temos foto) uns 500 metros, o que não é pra qualquer um! Conclusão: até o tamanho de uma Van, vale a pena conhecer a cidade por dentro, mais do que isso, contorne-a, seguindo a estrada a direita.

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ID:	162048
                            Fonte: Gracita-sowen

                            Estamos na Carretera Binacional Puno/Desaguadero cuja sinalização é precária em todo o percurso de muitas curvas. No desvio para Puno a surpresa: estrada de chão! Mudamos o roteiro seguindo até Desaquadero aumentando em muito os quilômetros (200 mais ou menos) a serem percorridos até Puno.

                            Em Carumas uma placa indicava 4.530 m e, logo adiante, outra com 4.662 m!

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ID:	162049
                            Fonte: Gracita-sowen

                            Após três horas de viagem achamos um espaço para estacionar (cercado de llamas ou de suas parentas) onde paramos para almoçar, em pleno deserto. Ao sairmos do MH para fotografá-las um enjôo nos pegou. Depois de uma hora e medicados seguimos viagem.

                            Perto de Laguna Laricota, onde era curva e mais curva, uma placa indicava: 4.800 m. Levantar pra fotografar? É ruim, hem!

                            Chegamos em Desaguadero um lugar muito feio e sujo e resolvemos tocar para Puno numa estrada indicada como asfaltada mas que parte não tinha asfalto, outra estava sendo restaurada e outra bem ruim.

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ID:	162050
                            Fonte: Gracita-sowen

                            No caminho muita beleza típica de mãos dadas com a pobreza. Muitas casinhas azuis (patentes de rua) chamam a atenção (parte de um projeto sanitário governamental).

                            Chegamos em Puno à noite, mareados e muito cansados. Um taxi nos guiou até o Camping/Hotel que tínhamos como indicação dos amigos alemães (Walter e Christa). Assim que vimos o lugar pensamos: todo o sofrimento de hoje será recompensado pelo visual que teremos daqui. Ledo engano: o Hotel Libertador há um ano desativou a parte de camping.

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ID:	162051
                            Fonte: Gracita-sowen

                            Quem atendeu ao Renato deve ter percebido seu cansaço. Telefonou para uma amiga que trabalha numa pousada bem perto do hotel. Fomos pra lá: viva, finalmente um lugar sem pó e com calçadas, o melhor até agora!

                            Hoje rodamos 419 km, num total acumulado de 4.757 (o GPS marca 5.265)

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                            • karine
                              Fazedor de Chuva
                              • Jul 2012
                              • 1595

                              #15
                              Peru: aduana até Puno

                              Saímos cedo em direção às aduanas. Na do Chile, para sair, tudo bem com simpatia e educação.

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ID:	162258
                              Fonte: Gracita-sowen

                              Na do Peru, ficamos quase por três horas sem ter tido complicação alguma: a papelocracia abunda. De Paris foi bondoso ao afirmar que “cultuam um carimbo”! Simpáticos mas sem um fluxo organizacional adequado te fazem ir e voltar várias vezes aos vários setores para carimbar e carimbar. O primeiro fiscal sanitário tinha nos liberado os ovos e as frutas adquiridas no Chile, mas, quando já (depois de quase 3 h) estávamos liberados pra seguir deixamos três deles conhecer o MH e não deu outra: um deles era fiscal sanitário, viu os ovos e as bananas e recolheu. Só que o fez quando estava sozinho conosco e, na pressa, nem levou tudo o que tinha separado (ficou evidente que ele tava a fim dos ovos e das frutas pra ele).

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ID:	162259
                              Fonte: Gracita-sowen

                              Almoçamos em Tacna que nos surpreendeu: limpa, florida e com o comércio aberto no domingo. Na saída fizemos a feira.

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ID:	162260
                              Fonte: Gracita-sowen

                              Seguimos para Moquegua que produz vinho e azeitonas pretas e, também estava em pleno funcionamento com aquelas imensas feiras vendendo de tudo.

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ID:	162261
                              Fonte: Gracita-sowen

                              Dormimos num posto novo, antes do pórtico que tem um sol, que nos cedeu luz (tem banho se necessário) e um cachorro super carinhoso. Re fez uma caipirinha pra acompanhar o camarão que compramos em Tacna.

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