10/07/2012 * *QUEDA A 4.800 METROS DE ALTITUDE
Hoje, outra vez saímos cedo do hotel, todo pronto pra viajar, com todo equipamento de frio fomos à aduana saber se desta vez a fronteira estava aberta. Pelos prognósticos, se o tempo não abrisse hoje, para os próximos dias a previsão era de temperaturas abaixo de zero e muita neve no passo de Jama, hoje seria a única janela nas previsões!

Chegamos pouco mais de oito horas da manhã e outra vez esta fechada, outras pessoas que também estavam viajando chegavam e o assunto eram as previsões e a única janela de hoje.
O tempo estava muito bonito, céu abertos sol forte, mesmo assim fazia muito frio.

Na aduana nos informaram que deveriam abrir às onze horas, pois as máquinas já estavam na estrada tirando a neve que havia caído na noite anterior, nos falaram que em algumas partes tinha caído mais de um metro e meio de neve.
Passando um pouco das dez horas, chegou a notícia que a fronteira estava aberta, fizemos nossa imigração e partimos, fomos os primeiros. Isto nos dava uma certa tranqüilidade, pois sabíamos que caso houvesse algum problema, tinham outros carros vindo depois da gente e nos ajudariam.

A estrada estava uma coisa linda e assustadora, muitos trechos totalmente tomadas de neve e em algumas partes víamos que havia gelo e que seria muito difícil passar. Fomos avançando e a cada quilômetro achando que já dominávamos a situação, quando em outro trecho com gelo, o que vi foi que a moto saiu debaixo de mim! Tão rápido que quando percebi, já estava com a cara enfiada em um pequeno monte de neve acumulado na estrada. Tentamos, eu e Nestor, levantar a moto mas esta escorregava no gelo e não conseguimos, tentamos quatro ou cinco vezes e chegamos a conclusão que não iríamos mesmo conseguir, pois além do gelo que não dava aderência, estávamos a 4.800 metros de altitude e logo estávamos cansados e com a respiração bastante ofegantes.

Resolvemos então aguardar a chegada de um carro que sabíamos vinha atras, atravessamos empurrando a moto de Nestor neste trecho. Estávamos já procurando nos abrigar do vento quando apareceu o primeiro carro, uma L-200 com quatro brasileiros, Pai, filho mais dois amigos que estavam conosco na aduana, estes caras, foram nossos anjos da guarda, pois além de nos ajudarem a levantar a moto já disseram que iriam atras da gente para o caso de outra necessidade.
Assim terminamos esta travessia sem mais nenhum incidente!
Esta foi sem dúvida alguma o trajeto mais difícil que já fiz! Em algumas partes, descíamos da moto e íamos os dois, levando uma moto de cada vez empurrando, pois sentíamos que não havia a mínima aderência e até mesmo as botas escorregavam.
Além da altitude, a neve, o gelo, o frio e o vento forte!
Interessante é que o sol esta aberto e não nevava, mas o vento forte jogava a neve acumulada nas laterais da estrada para o centro da pista deixando em alguns lugares um monte de neve que tínhamos de desviar para o outro lado!
Agora estamos comemorando em Jujuy, na Argentina, uma cidade que esta a 1300 metros de altitude e que também faz muito frio. Amanhã já estaremos no nível do mar e acho que em mais três dias chegaremos à Foz do Iguaçu, onde terminaremos esta magnifica viagem!
Entre no link abaixo e veja onde estou:
Abraços,
TACIO
Hoje, outra vez saímos cedo do hotel, todo pronto pra viajar, com todo equipamento de frio fomos à aduana saber se desta vez a fronteira estava aberta. Pelos prognósticos, se o tempo não abrisse hoje, para os próximos dias a previsão era de temperaturas abaixo de zero e muita neve no passo de Jama, hoje seria a única janela nas previsões!
Chegamos pouco mais de oito horas da manhã e outra vez esta fechada, outras pessoas que também estavam viajando chegavam e o assunto eram as previsões e a única janela de hoje.
O tempo estava muito bonito, céu abertos sol forte, mesmo assim fazia muito frio.
Na aduana nos informaram que deveriam abrir às onze horas, pois as máquinas já estavam na estrada tirando a neve que havia caído na noite anterior, nos falaram que em algumas partes tinha caído mais de um metro e meio de neve.
Passando um pouco das dez horas, chegou a notícia que a fronteira estava aberta, fizemos nossa imigração e partimos, fomos os primeiros. Isto nos dava uma certa tranqüilidade, pois sabíamos que caso houvesse algum problema, tinham outros carros vindo depois da gente e nos ajudariam.
A estrada estava uma coisa linda e assustadora, muitos trechos totalmente tomadas de neve e em algumas partes víamos que havia gelo e que seria muito difícil passar. Fomos avançando e a cada quilômetro achando que já dominávamos a situação, quando em outro trecho com gelo, o que vi foi que a moto saiu debaixo de mim! Tão rápido que quando percebi, já estava com a cara enfiada em um pequeno monte de neve acumulado na estrada. Tentamos, eu e Nestor, levantar a moto mas esta escorregava no gelo e não conseguimos, tentamos quatro ou cinco vezes e chegamos a conclusão que não iríamos mesmo conseguir, pois além do gelo que não dava aderência, estávamos a 4.800 metros de altitude e logo estávamos cansados e com a respiração bastante ofegantes.
Resolvemos então aguardar a chegada de um carro que sabíamos vinha atras, atravessamos empurrando a moto de Nestor neste trecho. Estávamos já procurando nos abrigar do vento quando apareceu o primeiro carro, uma L-200 com quatro brasileiros, Pai, filho mais dois amigos que estavam conosco na aduana, estes caras, foram nossos anjos da guarda, pois além de nos ajudarem a levantar a moto já disseram que iriam atras da gente para o caso de outra necessidade.
Assim terminamos esta travessia sem mais nenhum incidente!
Esta foi sem dúvida alguma o trajeto mais difícil que já fiz! Em algumas partes, descíamos da moto e íamos os dois, levando uma moto de cada vez empurrando, pois sentíamos que não havia a mínima aderência e até mesmo as botas escorregavam.
Além da altitude, a neve, o gelo, o frio e o vento forte!
Interessante é que o sol esta aberto e não nevava, mas o vento forte jogava a neve acumulada nas laterais da estrada para o centro da pista deixando em alguns lugares um monte de neve que tínhamos de desviar para o outro lado!
Agora estamos comemorando em Jujuy, na Argentina, uma cidade que esta a 1300 metros de altitude e que também faz muito frio. Amanhã já estaremos no nível do mar e acho que em mais três dias chegaremos à Foz do Iguaçu, onde terminaremos esta magnifica viagem!
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Abraços,
TACIO




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