No estado de Roraima, passei tempo mais que suficiente para o que eu tinha ido fazer.
Além de registrar a capital para o desafio Bandeirante, percorri uma das piores estradas do Brasil para tbm registrar o desafio Cardeal.
Em contato com 2 Valentes em Boa Vista, eles me tentaram o vício para desbravar a região.
Ahh, são só 15 municípios... sim, com estradas horríveis kkkkk.
Pensei muito, muito mesmo, pois o desafio Valente requer uma permanência no estado, planejamento e custos extras em relação à minha vida na estrada, mas não resisti!
E lá fui eu, em cada teste na moto saída da oficina, eu percorria uma estrada.
Enfim, sou Valente sim!
Porque aqui só passei perrengue!

Roraima
De 07/12/2023 a 15/01/2024
De Boa Vista segui par conhecer Pacaraima e entrar um pouco na Venezuela.
De lá, peguei a estrada para Uiramutã.
14 a 18/12/2023 - Uiramutã
Chegou o dia de encarar uma das estradas mais terríveis do Brasil, Uiramutã, extremo norte do país!
No começo eu estava extremamente confiante, animada e tranquila.
Depois, recebendo algumas dicas, orientações e informações sobre a estrada, minha mente foi se rendendo ao desconforto, incomodo, medo...
Mas isso não era meu!
As informações normalmente não são passadas de forma neutra, mas carregadas de experiência pessoal e me contaminou.
O tempo amanheceu chuvoso e em Uiramutã já chovendo e sob neblina, adiei a ida e tirei o dia para transmutar os pensamentos e sentimentos gerados.
Não vi mais informações e resgatei minha vontade de concluir esse desafio, portanto, desistir NÃO era minha opção.
No dia seguinte parti determinada e tranquila, como sempre.
Não tão cedo, mas tbm não tão tarde.
A estrada estava surpreendentemente maravilhosa desde o trevo, Surumu e Contão, o que me fez continuar tranquila e devagar, tirando fotos, parando e lerdando.
E ainda encontrei um motociclista morando por lá!
Mal sabia eu que as previsões da terrível estrada estavam chegando...
Piorando cada vez, uma estrada que nunca se acaba, muita poeira, trepidação, pedras, tensão, calor, sem lugar pra parar, água fervendo, peças da moto caindo, gasolina vazando, fogo na estrada, pôr do sol chegando, serra inclinando, cansaço físico começando, mental já se irritando, noite baixou, farol não funcionou, GPS nunca reduzia a distância a percorrer, bateria acabando, esgotamento no limite da força, emocional a mil e a moto dando tudo o que ela podia nas condições que estava...
Não cai, não furou pneu, não ferveu o motor, não aconteceu absolutamente nenhuma das coisas que normalmente acontecem por essa estrada!
Eu fui EXTREMAMENTE cautelosa!
E cheguei! Cheguei à noite, no limite físico meu e da moto, mas cheguei!

E voltei com muitas peças caídas, sissybar quebrado, mochilão caindo, motor falhando, bagagem toda molhada de gasolina, descanso lateral quebrado... nem a moto ficava mais de pé!
Chegamos literalmente carregadas! Mas chegamos de volta também!



Além de registrar a capital para o desafio Bandeirante, percorri uma das piores estradas do Brasil para tbm registrar o desafio Cardeal.
Em contato com 2 Valentes em Boa Vista, eles me tentaram o vício para desbravar a região.
Ahh, são só 15 municípios... sim, com estradas horríveis kkkkk.
Pensei muito, muito mesmo, pois o desafio Valente requer uma permanência no estado, planejamento e custos extras em relação à minha vida na estrada, mas não resisti!
E lá fui eu, em cada teste na moto saída da oficina, eu percorria uma estrada.
Enfim, sou Valente sim!
Porque aqui só passei perrengue!
Roraima
De 07/12/2023 a 15/01/2024
De Boa Vista segui par conhecer Pacaraima e entrar um pouco na Venezuela.
De lá, peguei a estrada para Uiramutã.
14 a 18/12/2023 - Uiramutã
Chegou o dia de encarar uma das estradas mais terríveis do Brasil, Uiramutã, extremo norte do país!
No começo eu estava extremamente confiante, animada e tranquila.
Depois, recebendo algumas dicas, orientações e informações sobre a estrada, minha mente foi se rendendo ao desconforto, incomodo, medo...
Mas isso não era meu!
As informações normalmente não são passadas de forma neutra, mas carregadas de experiência pessoal e me contaminou.
O tempo amanheceu chuvoso e em Uiramutã já chovendo e sob neblina, adiei a ida e tirei o dia para transmutar os pensamentos e sentimentos gerados.
Não vi mais informações e resgatei minha vontade de concluir esse desafio, portanto, desistir NÃO era minha opção.
No dia seguinte parti determinada e tranquila, como sempre.
Não tão cedo, mas tbm não tão tarde.
A estrada estava surpreendentemente maravilhosa desde o trevo, Surumu e Contão, o que me fez continuar tranquila e devagar, tirando fotos, parando e lerdando.
E ainda encontrei um motociclista morando por lá!
Mal sabia eu que as previsões da terrível estrada estavam chegando...
Piorando cada vez, uma estrada que nunca se acaba, muita poeira, trepidação, pedras, tensão, calor, sem lugar pra parar, água fervendo, peças da moto caindo, gasolina vazando, fogo na estrada, pôr do sol chegando, serra inclinando, cansaço físico começando, mental já se irritando, noite baixou, farol não funcionou, GPS nunca reduzia a distância a percorrer, bateria acabando, esgotamento no limite da força, emocional a mil e a moto dando tudo o que ela podia nas condições que estava...
Não cai, não furou pneu, não ferveu o motor, não aconteceu absolutamente nenhuma das coisas que normalmente acontecem por essa estrada!
Eu fui EXTREMAMENTE cautelosa!
E cheguei! Cheguei à noite, no limite físico meu e da moto, mas cheguei!
E voltei com muitas peças caídas, sissybar quebrado, mochilão caindo, motor falhando, bagagem toda molhada de gasolina, descanso lateral quebrado... nem a moto ficava mais de pé!
Chegamos literalmente carregadas! Mas chegamos de volta também!











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