A ideia
Tudo começou em um grupo de watssap dos fazedores de chuva na ativa de Mato Grosso, tivemos a ideia de fazer a 230 de POP 110i, pois seria um moto leve que caso a estrada estivesse muito difícil o peso da moto seria vantajoso, em contrapartida sabíamos que nós pilotos iriamos sofrer com a falta de costume com a moto, uma vez que todos andam de Big Trail, com isso reacendeu a questão do DESAFIO, uma coisa diferente.
Juntamos 11 insanos nesse desafio: Paolo (Cuiabá-MT), Luciano (Tangará da Serra-MT), Kaká (Cuiabá-MT), Eules (Cuiabá-MT), Gustavo Cardoso (São José dos Quatro Marcos-MT), Carlos Velasco (Pontes e Lacerda-MT), Kiko (Campo Verde- MT), Gilmar (Balneário Camboriú-SC), Maurão (Cuiabá-MT), Gugelmim e sua esposa Luciana (Juara-MT) e começamos a programação, primeiro desafio: achar as 11 POPs uma vez que a indústria no Brasil está deficitária, nos dividimos na caça e conseguimos vencer.
Faz parte do grupo o Mateus Cardoso, jipeiro com grande experiência na floresta amazônica, já fez grandes aventuras por lá e conhece muito bem cada palmo de chão daquele lugar. Mateus se prontificou a nos ajudar no que fosse necessário, então decidimos que ele iria ser o nosso apoio durante a nossa expedição, E QUE APOIO, valeu demais, pois não precisamos nos preocupar com alimentação, combustível e pouso, levamos tudo no carro de apoio, barracas, alimentos, combustível, ferramentas, peças, enfim . . . Foi de grande valia. O carro de Apoio foi tocado pelo Mateus Cardoso (São José dos Quatro Marcos-MT) e pelo Thiago (Pontes e Lacerda-MT), grandes parceiros e amigos.
O Combinado era que no dia 10/05/2022 sairíamos de Humaitá AM sentido Lábrea AM aonde encontra-se a placa de final da transamazônica, fizemos ela de trás para frente. Dos 11 3 não conseguiram ir, Maurão, Gugelmim e Luciana, uma pena . . . Mas outras oportunidades surgirão.
1o Dia 10/05/2022
Nos encontramos no final do dia em Humaitá AM para preparar as coisas e partir logo pela manhã.
PLAY... Começou...AideiaerafazerumbateevoltaemLábreaAM,por ém....nasaídajáfoiumaenrolaçãocom fotos, ajeitar as traias . . . partimos.
Tem uns 30 km de asfalto partindo de Humaitá, chegamos na estrada de chão, muito ruim por sinal, já imaginávamos que seria um dos piores trechos e assim foi. A estrada muito ruim, muito buraco, alguns trechos de lama, furei um pneu traseiro, tem uma travessia de balsa do Rio Mucuim, nesse local é possível achar combustível para uma real necessidade (achamos, mas o cara não queria vender). Na balsa reunimos toda aa turma novamente, aonde fizemos uma almoço e continuamos tocando. Conseguimos chegar em Lábrea as 15:00 h oque inviabilizava a nossa volta no mesmo dia, decidimos dormir por lá.
Fizemos as fotos necessárias para o desafio e a noite fomos comer um peixe maravilhoso por lá.
2o Dia 11/05/2022
Partimos cedo de Lábrea com destino a Humaitá, pelo fato das motos serem novas teríamos que fazer a revisão dos 1000 km, ainda não rodamos isso, porém resolvemos antecipar essa revisão para que não perdêssemos a garantia.
Tocamos de volta pela mesma estrada ruim, porém com um pouco mais de confiança na tocada e nas motocas, conseguimos chegar . . . depois de muita negociação com a concessionária conseguimos revisar as 8 motocas . . . deu tudo certo Graças a Deus.
3o Dia 12/05/2022
Partimos muito cedo de Humaitá, pois temos que pegar a balsa das 6:00 da manhã caso contrário somente as 8:00, como a tocada de hoje e meio longa e ficamos assustados com o rendimento das motocas no dia anterior . . .
Deu certo pegamos a primeira balsa, visual do nascer do sol simplesmente maravilhoso do Rio Madeira . . .
Tomamos café da manhã do outro lado da balsa . . . cafezinho honesto . . .
Partimos com destino a Apuí AM, são 400 km até lá . . . Após balsa partimos por estrada boa com os cabos enrolados, passamos pela reserva indígena parando na aldeia Vila Nova, resumo . . . pane seca nas motocas de novo . . . Motocas abastecidas conseguimos chegar no distrito de São José do Matupi, mais conhecido com 180. Lá tem todo tipo de recurso, hotel, oficina alimentação, enfim , oq precisar e dli para a frente começamos a ver mais sinal de desenvolvimento, almoçamos 10 km para a frente num restaurante chamado fogão a lenha, comida caseira boa e honesta . . .
Após o almoço tocamos mais 100 km até chegar em outra balsa do Rio Aripuanã, aguardamos um pouco para reunir a turma, tomamos um maravilhoso banho de rio para refrescar e tocamos ao nosso destino, chegamos por volta das 16:00 horas . . . Com a graça de Deus deu tudo certo conforme o planejado . . .
4o Dia 13/05/2022
Apuí AM – Jacareacanga PA
Foram 290 km de estrada boa, com alguns trechos ruins com valetas no meio da estrada, rodamos 100 km até a Balsa no vilarejo conhecido como Sucunduri, a balsa fecha 12:00 até as 13:00, daí tocamos mais uns 120 km até a divisa com o PA, chegamos.
Hoje foi um dia meio ruim para todos nós, quando conseguimos um wifi recebemos a noticia do falecimento do nosso irmão José Moisés que era RFC230 e estávamos sempre em contato com ele na gozação, pois ele se gabava de ser o único Rodoviário 230 de MT, enfim estava internado aguardando uma cirurgia cardíaca e infelizmente não resistiu . . . Foi uma notícia muito ruim que abalou a moral da turma . . . Descanse em paz Zé Moisa .
Para chegar em Jacareacanga, tem que sair 10 km da 230, e já é uma cidade maior, bem movimentada, difícil achar hotel (não adianta reservar) bem bagunçado por lá, mas é a única opção no trecho . . . Estávamos de capacete na cidade e todo mundo olhando esquisito, lá só quem usa capacete é mototaxista.
5o Dia 14/05/2022
Jacareacanga PA – Itaituba PA
Rodamos 400 km de estrada . . . Parece uma montanha russa , sobe e desce sem parar, nos deram uma dica preciosa de não andar na contramão e tomar cuidado com as camiontes de frete que andam a 1000 por hora e não respeitam ninguém . . .VERDADE ESSE BILETE . . . Muito cuidado nesse trecho.
Pegamos um trecho molhado e patrolado, muito liso, aqui a galera começou a comprar uns terrenos, nada grave mas alguns tombos.
Existe uma localidade conhecida também como 180 aonde tem uma pista de pouso com a Agencia do Paulinho, comida, combustível, enfim um socorro nesse trecho para quem precisar.
Perto de Itaituba tem um mirante do Rio Tapajós na base do Uruá (ICMBIO) com uma vista maravilhosa que vale a pena a parada e a visita, pessoal nos atendeu muito bem.
Chegamos em Itaituba no final da tarde, assim que entramos na cidade, paramos para reunir todo mundo, senti a frente da minha moto bambear e para meu susto eu tinha 7 raios dianteiros quebrados . . . livramento de Deus eu ter chegado ileso na cidade e sou grato por isso. Por milagre consegui comprar um jogo de raios em um loja que estava fechando e tinha um mecânico vizinho que fez todo serviço e me entregou a motoca no hotel . . . Não perdi mais um dia . . . Meu agradecimento ao TOM de Itaituba (93 9100-7418) caso alguém passe por um perrengue desse.
Por hoje é só, descansar, tomar uma para rebater a poeira e acalmar do susto. OBRIGADO MEU DEUS !!!!!
6o Dia 15/05/2022
Itaituba PA – Fordlandia PA – Rurópolis PA
Hoje nos despedimos do nosso carro de apoio e de dois amigos que tiveram que voltar, Valeu pelo apoio Mateus e Tiago, valeu pela companhia Luciano e Kaká, uma pena nos separarmos . . . Valeu demais . . .
Partimos cedinho de Itaituba, pegando a balsa dentro da cidade mesmo, atravessando para Miritituba e continuando pela 230. Saímos em 6 motocas de Itaituba, sendo que dois não iriam a Fordlandia.
Andamos alguns km de asfalto para encontrarmos estrada de chão novamente , trecho com bastante buraco até o acesso para a Fordlandia que fica 45 km da de chão ruim da BR 230, mas vale a visita.
Quem tiver curiosidade pesquise sobre Fordlandia, foi um lugar projetado em 1923 por Henry Ford com a intenção de se formar uma cidade operária as margens do rio Tapajós, com intuito de produzir a borracha dos pneus dos carros da Ford, hoje só restam ruínas americanas em meio a floresta amazônica. Acho que Henry Ford era um doido, mas oq seria do mundo sem os doidos ????? É UMA PENA QUE O BRASIL NÃO PRESERVA A HISTÓRIA. VALE A PENA A VISITA.
Chegamos em Rurópolis no inicio da noite, concluindo a programação do dia . . .
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Tudo começou em um grupo de watssap dos fazedores de chuva na ativa de Mato Grosso, tivemos a ideia de fazer a 230 de POP 110i, pois seria um moto leve que caso a estrada estivesse muito difícil o peso da moto seria vantajoso, em contrapartida sabíamos que nós pilotos iriamos sofrer com a falta de costume com a moto, uma vez que todos andam de Big Trail, com isso reacendeu a questão do DESAFIO, uma coisa diferente.
Juntamos 11 insanos nesse desafio: Paolo (Cuiabá-MT), Luciano (Tangará da Serra-MT), Kaká (Cuiabá-MT), Eules (Cuiabá-MT), Gustavo Cardoso (São José dos Quatro Marcos-MT), Carlos Velasco (Pontes e Lacerda-MT), Kiko (Campo Verde- MT), Gilmar (Balneário Camboriú-SC), Maurão (Cuiabá-MT), Gugelmim e sua esposa Luciana (Juara-MT) e começamos a programação, primeiro desafio: achar as 11 POPs uma vez que a indústria no Brasil está deficitária, nos dividimos na caça e conseguimos vencer.
Faz parte do grupo o Mateus Cardoso, jipeiro com grande experiência na floresta amazônica, já fez grandes aventuras por lá e conhece muito bem cada palmo de chão daquele lugar. Mateus se prontificou a nos ajudar no que fosse necessário, então decidimos que ele iria ser o nosso apoio durante a nossa expedição, E QUE APOIO, valeu demais, pois não precisamos nos preocupar com alimentação, combustível e pouso, levamos tudo no carro de apoio, barracas, alimentos, combustível, ferramentas, peças, enfim . . . Foi de grande valia. O carro de Apoio foi tocado pelo Mateus Cardoso (São José dos Quatro Marcos-MT) e pelo Thiago (Pontes e Lacerda-MT), grandes parceiros e amigos.
O Combinado era que no dia 10/05/2022 sairíamos de Humaitá AM sentido Lábrea AM aonde encontra-se a placa de final da transamazônica, fizemos ela de trás para frente. Dos 11 3 não conseguiram ir, Maurão, Gugelmim e Luciana, uma pena . . . Mas outras oportunidades surgirão.
1o Dia 10/05/2022
Nos encontramos no final do dia em Humaitá AM para preparar as coisas e partir logo pela manhã.
PLAY... Começou...AideiaerafazerumbateevoltaemLábreaAM,por ém....nasaídajáfoiumaenrolaçãocom fotos, ajeitar as traias . . . partimos.
Tem uns 30 km de asfalto partindo de Humaitá, chegamos na estrada de chão, muito ruim por sinal, já imaginávamos que seria um dos piores trechos e assim foi. A estrada muito ruim, muito buraco, alguns trechos de lama, furei um pneu traseiro, tem uma travessia de balsa do Rio Mucuim, nesse local é possível achar combustível para uma real necessidade (achamos, mas o cara não queria vender). Na balsa reunimos toda aa turma novamente, aonde fizemos uma almoço e continuamos tocando. Conseguimos chegar em Lábrea as 15:00 h oque inviabilizava a nossa volta no mesmo dia, decidimos dormir por lá.
Fizemos as fotos necessárias para o desafio e a noite fomos comer um peixe maravilhoso por lá.
2o Dia 11/05/2022
Partimos cedo de Lábrea com destino a Humaitá, pelo fato das motos serem novas teríamos que fazer a revisão dos 1000 km, ainda não rodamos isso, porém resolvemos antecipar essa revisão para que não perdêssemos a garantia.
Tocamos de volta pela mesma estrada ruim, porém com um pouco mais de confiança na tocada e nas motocas, conseguimos chegar . . . depois de muita negociação com a concessionária conseguimos revisar as 8 motocas . . . deu tudo certo Graças a Deus.
3o Dia 12/05/2022
Partimos muito cedo de Humaitá, pois temos que pegar a balsa das 6:00 da manhã caso contrário somente as 8:00, como a tocada de hoje e meio longa e ficamos assustados com o rendimento das motocas no dia anterior . . .
Deu certo pegamos a primeira balsa, visual do nascer do sol simplesmente maravilhoso do Rio Madeira . . .
Tomamos café da manhã do outro lado da balsa . . . cafezinho honesto . . .
Partimos com destino a Apuí AM, são 400 km até lá . . . Após balsa partimos por estrada boa com os cabos enrolados, passamos pela reserva indígena parando na aldeia Vila Nova, resumo . . . pane seca nas motocas de novo . . . Motocas abastecidas conseguimos chegar no distrito de São José do Matupi, mais conhecido com 180. Lá tem todo tipo de recurso, hotel, oficina alimentação, enfim , oq precisar e dli para a frente começamos a ver mais sinal de desenvolvimento, almoçamos 10 km para a frente num restaurante chamado fogão a lenha, comida caseira boa e honesta . . .
Após o almoço tocamos mais 100 km até chegar em outra balsa do Rio Aripuanã, aguardamos um pouco para reunir a turma, tomamos um maravilhoso banho de rio para refrescar e tocamos ao nosso destino, chegamos por volta das 16:00 horas . . . Com a graça de Deus deu tudo certo conforme o planejado . . .
4o Dia 13/05/2022
Apuí AM – Jacareacanga PA
Foram 290 km de estrada boa, com alguns trechos ruins com valetas no meio da estrada, rodamos 100 km até a Balsa no vilarejo conhecido como Sucunduri, a balsa fecha 12:00 até as 13:00, daí tocamos mais uns 120 km até a divisa com o PA, chegamos.
Hoje foi um dia meio ruim para todos nós, quando conseguimos um wifi recebemos a noticia do falecimento do nosso irmão José Moisés que era RFC230 e estávamos sempre em contato com ele na gozação, pois ele se gabava de ser o único Rodoviário 230 de MT, enfim estava internado aguardando uma cirurgia cardíaca e infelizmente não resistiu . . . Foi uma notícia muito ruim que abalou a moral da turma . . . Descanse em paz Zé Moisa .
Para chegar em Jacareacanga, tem que sair 10 km da 230, e já é uma cidade maior, bem movimentada, difícil achar hotel (não adianta reservar) bem bagunçado por lá, mas é a única opção no trecho . . . Estávamos de capacete na cidade e todo mundo olhando esquisito, lá só quem usa capacete é mototaxista.
5o Dia 14/05/2022
Jacareacanga PA – Itaituba PA
Rodamos 400 km de estrada . . . Parece uma montanha russa , sobe e desce sem parar, nos deram uma dica preciosa de não andar na contramão e tomar cuidado com as camiontes de frete que andam a 1000 por hora e não respeitam ninguém . . .VERDADE ESSE BILETE . . . Muito cuidado nesse trecho.
Pegamos um trecho molhado e patrolado, muito liso, aqui a galera começou a comprar uns terrenos, nada grave mas alguns tombos.
Existe uma localidade conhecida também como 180 aonde tem uma pista de pouso com a Agencia do Paulinho, comida, combustível, enfim um socorro nesse trecho para quem precisar.
Perto de Itaituba tem um mirante do Rio Tapajós na base do Uruá (ICMBIO) com uma vista maravilhosa que vale a pena a parada e a visita, pessoal nos atendeu muito bem.
Chegamos em Itaituba no final da tarde, assim que entramos na cidade, paramos para reunir todo mundo, senti a frente da minha moto bambear e para meu susto eu tinha 7 raios dianteiros quebrados . . . livramento de Deus eu ter chegado ileso na cidade e sou grato por isso. Por milagre consegui comprar um jogo de raios em um loja que estava fechando e tinha um mecânico vizinho que fez todo serviço e me entregou a motoca no hotel . . . Não perdi mais um dia . . . Meu agradecimento ao TOM de Itaituba (93 9100-7418) caso alguém passe por um perrengue desse.
Por hoje é só, descansar, tomar uma para rebater a poeira e acalmar do susto. OBRIGADO MEU DEUS !!!!!
6o Dia 15/05/2022
Itaituba PA – Fordlandia PA – Rurópolis PA
Hoje nos despedimos do nosso carro de apoio e de dois amigos que tiveram que voltar, Valeu pelo apoio Mateus e Tiago, valeu pela companhia Luciano e Kaká, uma pena nos separarmos . . . Valeu demais . . .
Partimos cedinho de Itaituba, pegando a balsa dentro da cidade mesmo, atravessando para Miritituba e continuando pela 230. Saímos em 6 motocas de Itaituba, sendo que dois não iriam a Fordlandia.
Andamos alguns km de asfalto para encontrarmos estrada de chão novamente , trecho com bastante buraco até o acesso para a Fordlandia que fica 45 km da de chão ruim da BR 230, mas vale a visita.
Quem tiver curiosidade pesquise sobre Fordlandia, foi um lugar projetado em 1923 por Henry Ford com a intenção de se formar uma cidade operária as margens do rio Tapajós, com intuito de produzir a borracha dos pneus dos carros da Ford, hoje só restam ruínas americanas em meio a floresta amazônica. Acho que Henry Ford era um doido, mas oq seria do mundo sem os doidos ????? É UMA PENA QUE O BRASIL NÃO PRESERVA A HISTÓRIA. VALE A PENA A VISITA.
Chegamos em Rurópolis no inicio da noite, concluindo a programação do dia . . .
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