Ao cumprir as etapas em busca da conquista do BFC, do CFC e acompanhando o grande feito de motociclistas como nossos Irmãos Lima Neto, Cavalca, Quinhones e muitos outros que sempre nos inspiram e nos apoiam em nossas idas e vindas por esse Grande Rincão chamado Brasil, despertou-nos o questionamento: por que não realizar o VCF Acre? Desafio imenso, cidades com acesso somente aereo, outras somente por rios… Então… É disso que gostamos😂… hoje registro o início dessa trip que espero concluir em breve. Obrigado de coração a todos que contribuíram com informações valiosas para que tudo aconteça da melhor forma possível. ❤️❤️❤️
Valdinei MCBDA - VFC Acre
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Hoje iniciamos o dia visitando uma das cidades onde só se chega de barco (quando o Rio permite) ou aéreo, foi nosso caso.
Levantamos cedo e fomos para o aeroporto para embarcar em uma aeronave Caravan para um voo de 1h 15min até a Cidade de Santa Rosa do Purus.
Na chegada temos essa vista Serra da cidade:
Aproveitei e visitei o 4• Pelotão de Fronteira, Sentinela Armada que zela por nossas fronteiras.
E por que não prestigiar a Segurança Pública?
Finalmente fomos até a Prefeitura registrar nossa passagem por esse município onde a população é formada por 80% de indígenas, inclusive a economia local gira em torno das aposentadorias vitalícias dos índios.
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Após nosso retorno a Rio Branco, aproveitei a luz do dia e fui conhecer Porto Acre, cidade mais ao norte do Estado:
Como havia saído muito cedo para visitar Purus, não havia tomado café, tampouco almoçado, então fui recomendado a comer uma panqueca em um restaurante bem simples, às margens do Rio Acre. Valeu a dica, comida boa, um refrigerante e muita água para repor todo líquido perdido com a transpiração, retornamos a Rio Branco, fizemos as malas e ainda rodamos até Sena Madureira, para pernoitar e no dia seguinte continuar para Mancio Lima. A estrada está em situação sofrível. Muitos buracos, mas o Exército está reparando alguns trechos.
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Chegamos em Sena Madureira e logo na entrada vimos uma pizzaria movimentada, paramos para jantar, comi um calzone de atum que estava muito bom. Seguimos para o hotel e na manhã seguinte, levantei 5h, pois o nascer do sol estava previsto para 05:30h e eu queria fazer o registro em todas as cidades até Mancio Lima.
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Seguindo a viagem, chegamos à tão sonhada Mâncio Lima! Em frente existe um posto de gasolina e uma conveniência! Não resisti, fui até a conveniência, pedi um pedaço de bolo, peguei uma água e fiquei observando a fachada a prefeitura e pensando em tudo que passei para estar ali naquele local, naquele momento… 16 dias de estrada e mais de 8mil km rodados em 9 estados.
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Fechando o dia, cheguei a Cruzeiro do Sul. Aqui uma peculiaridade, existem duas Prefeituras a velha com o letreiro e a nova que ainda não possui o letreiro, na dúvida, fiz foto nas duas. Hoje ainda embarco numa aventura de 15h pelo rio para visitar Porto Walter e Sen Thaumaturgo.
Passagem para Porto Walter e Sen Thaumaturgo, feita em frente as balsas onde funcionam a venda de bilhetes e o embarque. O barco partirá as 3h da manhã.
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Neste capítulo de nossa aventura por Terras Acreanas, informo que não postei nada nos últimos dias em função da maratona que foi enfrentar mais de 15h de viagem em uma voadeira (canoa de alumínio de 10mt com um motor de carro adaptado como motor de popa). Cheguei ao Porto (na realidade são balsas que funcionam co escritório e plataforma de embarque/desembarque) às 2h, como nada deve ser tão fácil como parece, a porta do escritório onde adquirir o bilhete de viagem estava fechada e estava garoando! Pensei comigo, será que comprei um bilhete falso? 🤣🤣
Resolvi bater na porta insistentemente e ninguém atendia, até que apareceu um rapaz e disse que estava fechado ainda, porém eu havia observado um movimento de pessoas por trás da balsa, então o rapaz deu uma volta por cima de barcos ancorados a acessou a balsa pelo lado, batendo na porta lateral e então alguém resolveu abrir a porta. Era alô mesmo que deveríamos estar para o embarque. Entramos e a chuva deu o ar da graça. Interessante que o piloto do barco não havia chegado e descobrimos que ele quem fazia tudo no barco, desde pilotar, até conferir a lista de passageiros! Um autêntico multitarefas. O embarque foi sob chuva mesmo. As bagagens fora na proa da canoa cobertas com uma lona. Todos embarcados, motor nada silencioso, banco duro feito uma tábua, sem encosto de cabeça, iniciamos a aventura até Marechal Thaumaturgo, com parada em Porto Walter.
Após o registro da Prefeitura de Porto Walter, corremos até um pequeno restaurante e adquirimos uma quentinha, voltando para o barco, pois a parada é breve. O almoço foi ali na canoa mesmo, sentado naquele banquinho desconfortável que não havia posição que estivesse confortável naquela altura do campeonato.
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Mais algumas horas Rio Juruá acima, chegamos a Marechal Thaumaturgo! O cartão de visitas foi uma escadaria que deixaria a escadaria da Penha no RJ com inveja, sem contar o barranco que, com a chuva virou um lamaçal na saída do barco, mas seguimos firmes…. Notem que na segunda foto existe uma tábua para a saída da balsa para terra firme, mais parecia as pranchas que os piratas utilizavam para punir seus desafetos… kkkkkkkkkk
Vencida a subida, fomos em busca do registro da Prefeitura e descobrimos que em 2021 havia sido inaugurada a nova sede administrativa do município, então fomos até lá registrar, porém, também fizemos o registro da sede antiga e desativada que fica às margens do Rio.
Após os registros, fomos até um pequeno hotel para um banho e pequeno descanso, pois as 4h da manhã do domingo iniciaríamos a saga do retorno a Cruzeiro do Sul…Última edição por Valdinei; 30-08-21, 09:06.
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Boa viagem companheiro. Morei em Rio Branco durante 3 anos se precisar de algo na capital me avisa que mando os contatos. Abraços e boa viagem
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