VFC - Mato Grosso do SUL [Adriano Macedo]

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  • adrianomacs
    Fazedor de Chuva
    • Aug 2020
    • 18

    #1

    VFC - Mato Grosso do SUL [Adriano Macedo]

    Salve, irmandade!

    Quando conheci os "Fazedores de Chuva" por meio da entrevista do Dolor no canal The Riders, logo me identifiquei. Já aproveitei alguns ventos pelo Brasil, mas o objetivo agora é explorar cada cantinho do quintal de casa, rodando todas as cidades do Mato Grosso do Sul junto com o colega de rodagem @thiagofss. Já fizemos alguns planejamentos para rotas de 1, 2 e 3 dias. Cada final de semana ou feriado será uma oportunidade para sair por aí, conhecendo mais sobre esse maravilhoso Estado que é o Mato Grosso do Sul. A ideia é iniciar a transformação do sonho em realidade já em breve. Troquei recentemente a minha HD por uma Tenere XT660Z e tenho certeza que ela vai me proporcionar realizar essa aventura de maneira muito bacana.

    Bons ventos a todos!
    "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild
  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #2
    Bom dia FC Adriano,

    Que maravilha, ótimas notícias.

    Segue um texto que recomendo a leitura atenta e seguir as recomendações.


    Bem vindo (a) ao TFC – Território Fazedores de Chuva


    Importante: anote seu login e senha, pois certamente irá precisar deles no futuro.

    Não fazemos distinção entre piloto e garupa, todos são motociclistas e, cumprindo as regras, ambos serão certificados.

    Como já tem seu registro, temos detalhes do mesmo para agilizar seu entendimento.

    Na parte superior existem “abas” com as seguintes palavras e seus respectivos conteúdos a saber:

    Forum – aqui estão as demais abas numa sequência vertical e mostra ao seu lado direito o último tópico em que houve um post.

    Shop - loja virtual onde podem ser adquiridos produtos originais FC.

    O Sonho – local onde o Fazedor de Chuva (FC) deve postar seus planos e desejos, só deve abrir um novo tópico APÓS ler suas respectivas regras. Por favor, inicie suas narrativas sempre pelo O Sonho, mesmo que já tenha iniciado e tenha foto já cumprindo o desafio. Iremos mover seu tópico para o Almas Inquietas assim que postar a primeira foto.

    Almas Inquietas – local definitivo para os tópicos após o desafio ter sido iniciado com a postagem de pelo menos uma foto já cumprindo o desafio.

    Eventos – local liberado para divulgação de eventos de interesse dos FC´s.

    Passaporte – Aqui estão todos os desafios e suas respectivas regras. Leia tudo com muita atenção ANTES de iniciar qualquer desafio, pois somos rigorosos com o cumprimento das regras em respeito aos que já as cumpriram e aos que ainda as cumprirão. Se após a leitura ainda tiver dúvida, não hesite em perguntar. Pode usar o Facebook (Fazedores de Chuva) ou meu What´s App (27-98117.0089), fique à vontade. Não comece um desafio sem ter total conhecimento e entendimento das regras. Elas são diferentes de um desafio para outro. Uma foto que serve para o Valente FC não serve para o Bandeirante FC e vice versa.

    Desafios – aqui estão todos os desafios iniciados e seu status atual (“em andamento” ou “concluído”).

    Notícias – aba disponível para publicar acontecimentos, avisos, alertas.

    Tópicos – São caixas de diálogo com os demais FC´s onde são contadas as histórias dos desafios e onde acontece a interação com os demais FC´s. Deve ser aberto apenas um para cada desafios, mas dentro de um tópico pode conter mais do que um desafio. É importante que coloque o desafio todo dentro de um só tópico, pois se abrir vários, o desafio ao longo do tempo ficará todo dividido e separado dentro do Forum. Para usar o mesmo tópico, basta clicar nele e depois em “+ Responder ao tópico”. NÃO coloque nada no campo “título” quando for responder ao tópico, pois isso faz abrir um novo tópico para o mesmo desafio.

    Posts – são publicações dentro de um tópico. Podem conter vídeos, textos e fotos, sendo essas limitadas ao total de 12 por post. Porém, para um mesmo assunto, podem fazer tantos posts quanto desejar, não há limite.

    Os tópicos com mais fotos (além das obrigatórias) e mais histórias contadas são os mais visitados, portanto não economizem nas postagens de suas aventuras.

    Tendo qualquer dificuldade de postar, entre em contato conosco que estamos sempre disponíveis para ajudar, inclusive com um tutorial de como postar fotos.

    Caso fique muito tempo sem postar, seu tópico será gradativamente “empurrado” pra traz em O Sonho ou Almas Inquietas. Não se preocupe, ele estará lá, basta buscar utilizando uma das 3 opções: a) coloque o nome do tópico ou o seu em “pesquisa avançada” e clique na lupa; b) procure na aba Desafios, na página relativa ao seu desafio; c) se ainda não iniciou o desafio, clique em O Sonho e procure página por página até encontrar, se já iniciou faça esse mesmo procedimento em Almas Inquietas.

    Como obter uma certificação – o primeiro passo é ler as regras dos desafios, depois escolha um ou mais desafios (pode fazer tantos quantos desejar ao mesmo tempo, inclusive vários estão dentro de outros de forma parcial), iniciar as postagens das fotos obrigatórias (ou outros comprovantes aceitos, vide aba Passaporte), concluir as postagens, aguardar a homologação (que é o que torna válido seu desafio) e depois pode (é facultativo) adquirir o kit de certificação composto pelo Certificado numerado impresso, o adesivo, o patch bordado, a camisa e a insígnia metálica, todos alusivos ao desafio homologado. Tudo isso ao custo unitário de R$ 200,00 (duzentos reais) já inclusas despesas de envio. Não existe prazo para terminar um desafio.

    Somente os itens: Certificado impresso e insígnia metálica NÃO SÃO vendidos separadamente, os demais você pode adquirir e utilizar qualquer tempo, mesmo antes de concluir um desafio. Porém, depois de ter um desafio homologado, o FC poderá comprar mais de uma insígnia metálica do respectivo desafio.

    E-mail interno – para melhor interação com os demais FC´s, existe um sistema de e-mail interno no site, só não se consegue pendurar anexos mas todos são avisados de chegada da mensagem que pode ser vista clicando em “Notificações” no topo da página.

    Vila Velha – ES, 28 de Setembro de 2020.

    Gilmar Dessaune

    Comentário

    • adrianomacs
      Fazedor de Chuva
      • Aug 2020
      • 18

      #3
      E finalmente chegou a hora de transformar O sonho de almas inquietas em realidade... Após algumas discussões de rotas e todo o planejamento de whatsapp junto com o irmão @thiagofss estávamos prontos para partir para o primeiro trecho que, embora curto, simboliza o começo. Como dizem por aqui, o mais importante e mais difícil é tomar a decisão de partir. Daí pra frente, só alegria e história. Combinamos de sair cedo, às 5:30 e eu já comecei a aventura dando mancada. Atrasei feio e acabamos instituindo a primeira regra interna do nosso desafio: atrasou, paga o café! Era 6:15 da manhã quando nos encontrávamos finalmente na saída da cidade e fazíamos o primeiro registro simbólico.

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      Saltamos nas motos e iniciamos então o primeiro trecho de Campo Grande até Rochedo. Quase 90km de muita tranquilidade e logo estávamos na primeira Prefeitura Municipal, realizando o ritual que ainda vai se repetir muito daqui em diante.

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      Quando resolvemos fazer o desafio, eu e o @thiagofss concordamos em um ponto: queríamos ir muito além de visitar somente as Prefeituras. O intuito é sempre tentar buscar algo nos locais que passamos e explorar ao máximo o nosso quintal. Assim, demos um pequeno pulo no rio que passa pela cidade de Rochedo e nos surpreendemos com as belas águas correntes entre pedras tão perto da nossa capital. Rendeu uma boa foto e logo depois já seguimos.

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      Alguns poucos quase 20 quilômetros mais adiante e chegamos no município de Corguinho, onde logo tiramos as fotos na Prefeitura e procuramos uma padaria para que eu pudesse pagar o meu café do atraso. Um bom café preto do interior e uma tradicional chipa na calçada para evitar aglomerações e já podíamos seguir adiante. Tentamos explorar algo na cidade e então percorremos algumas ruas de terra em busca de algum atrativo, mas o passeio serviu mais para experimentarmos um pouco do “areião” das nossas estradas e sentir o quanto é estranho patinar a moto e enfiar o pé no chão quando se tem um total de zero experiência em off-road. Com cuidado a gente vai dando um jeito, então seguimos.

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      Mais uns 60km e a paisagem começava a mudar um pouco. A grande seca da região mostrava um pouco de fumaça e algumas áreas queimadas e logo chegávamos em Rio Negro, onde fomos parados em uma pequena barreira sanitária de inspeção por conta da pandemia. Logo fomos liberados e já seguimos para a Prefeitura.

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      Como o objetivo era de explorar, seguimos então para a MS-340, uma estrada de terra que nos levaria por locais inóspitos com algumas poucas fazendas e algumas vacas pela estrada. Alguns quilômetros de muito areião e alguns desequilíbrios para ficar esperto e logo chegamos na ponte do Rio do Peixe. A seca tem realmente castigado a região e o que se vê são muitos bancos de areia.


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      Logo na frente, paramos então para pedir informação e cruzamos algumas porteiras em direção da famosa cachoeira do Rio do Peixe. Mais uma vez a seca se mostrou severa e onde deveria haver uma bela queda d’água mostrou apenas seca. Mesmo assim, valeu muito a pena contemplar os paredões de rocha com os mais de 50 metros de altura. Sempre bom ir pro meio da natureza e perceber a nossa pequenez diante de tanta coisa grandiosa que existe no mundo.

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      Já que havíamos chegado até ali, por que não descer? Pegamos então alguns caminhos pela mata e fizemos uma pequena trilha que nos levou até a base da cachoeira, onde havia apenas 4 pessoas instaladas e pudemos ser recompensados com um belo mergulho para diminuir o calor. Triste foi ver que onde havia uma linda queda d'água agora vemos um pequeno filete que insiste em seguir pelo rio. Tomara que a chuva venha logo e ajude a natureza a se recuperar.

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      Algum tempo por ali descansando e logo tomamos a trilha para enfrentar uma subida puxada e que nos fez lembrar do quanto estamos sedentários. Lá em cima, matamos os últimos goles de água e precisamos tomar uma decisão: Seguir pela MS-340 no sol do meio-dia até o município de Bandeirantes ou voltar para Rio Negro? Por conta sol quente e a falta de água, tomamos a decisão mais acertada. Voltar pelo mesmo caminho e deixar os municípios de Bandeirantes e Jaraguari para outra ocasião, afinal de contas, se a felicidade está no caminho por que a pressa?

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      Voltamos então para Campo Grande e, no total, cerca de 340km para marcarem o início da aventura. Que venham muitos quilômetros mais, Prefeituras, histórias e bons ventos.
      "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

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      • adrianomacs
        Fazedor de Chuva
        • Aug 2020
        • 18

        #4
        Atualizando por aqui!

        No último fim de semana, um passeio curto até Sidrolândia para não passar em branco e aí a gente aproveita para fazer o registro. Nesse fim de semana, apenas brincando de mecânica com o brother @thiagofss e preparando as motos para o fim de semana que vem que promete uma viagem mais longa para visitar algumas prefeituras.

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        • adrianomacs
          Fazedor de Chuva
          • Aug 2020
          • 18

          #5
          A rota das três fronteiras (parte 1/3)

          A expectativa era grande para que chegasse logo o feriado prolongado e a gente pudesse finalmente fazer algum trecho mais longo do desafio. Muito planejamento em cima dessa data, correria e ajustes de GPS, capacete, logística e finalmente chegou o dia. Sábado cedo, 5:30 da manhã e já seguíamos rumo a este grande trecho.

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          Iniciamos a viagem num ritmo tranquilo e o que surpreendeu foram os ventos laterais. O @thiagofss com a moto mais leve sofreu bastante, mas devagar e com calma logo superamos os quase 50km e chegamos em nossa primeira parada, Prefeitura municipal de Jaraguari.

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          Um trecho curto de cerca de 25km com mais vento lateral assustando bastante a cada ultrapassagem das carretas e logo chegávamos na segunda parada, Prefeitura municipal de Bandeirantes.

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          Dali pra frente, seguimos pela BR-163 até o trevo sentido Camapuã, onde a BR-060 nos trouxe mais tranquilidade quanto aos ventos e mais uns 70km para a conta. Logo chegávamos a Camapuã para aquela ida na Prefeitura e depois uma pausa para o café da manhã, abastecida e a compra de garrafas d’água.

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          Depois disso, um tiro um pouco mais longo de quase 140km em direção ao município de Paraíso das Águas com uma pequena pausa no caminho para regar as plantas da rodovia e ajeitar o fone no capacete. Viagem e estradas tranquilas e logo estávamos na quarta Prefeitura do dia.

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          Mais uns 55km e um pouco de confusão para encontrar a Prefeitura de Chapadão do Sul (que está atualmente em construção e a atual é um prédio bem “normal”) e paramos para mais uma foto. De quebra já fizemos o nosso “almoço” ali mesmo, com meia dúzia de bolachas e qualquer aperitivo para render mais (e também economizar) na viagem. Mais uma abastecida e seguimos estrada rumo à Cassilândia.

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          Esse trecho de cerca de 100km foi o que menos rendeu. A estrada cheia de obras nos fez topar alguns “pare-siga” e perdemos bons minutos. Além disso, a estrada com toda a sua superfície irregular nos obrigava a ir com mais cautela a cada patinada na mudança de textura do asfalto. Para completar, mais para frente uma carreta graneleira tombou e interditou a pista. Sorte estar de moto e ter a possibilidade de contornar facilmente por fora da pista e seguir viagem. Um pouco mais de pressa para recuperar o tempo perdido e chegamos finalmente na Prefeitura de Cassilândia.

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          Depois de ir na Prefeitura, fizemos finalmente as primeiras paradas “turísticas” e demos um pulo até a ponte do Rio Aporé, que separa o Mato Grosso do Sul do Estado do Goiás. A pé atravessamos a fronteira do quintal de casa e ficamos com o gosto de, quem sabe em breve, desbravar novos desafios em outros Estados ou até mesmo países. A única certeza é que o “Valente Fazedor de Chuva” vai ser só o primeiro de muitos desafios e histórias.

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          Ainda sobrou um tempinho para buscar uma pequena estrada de terra que nos levou até um Balneário (fechado por conta da pandemia), mas em que foi possível descer para ver o famoso “Salto do Aporé”. Valeu a pena demais relaxar um pouco ao som das águas e refrescar o rosto na água para seguir viagem.

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          • adrianomacs
            Fazedor de Chuva
            • Aug 2020
            • 18

            #6
            A rota das três fronteiras (parte 2/3)

            Chegada em Paranaíba, procuramos um hotel justo e fomos atrás do tão sonhado jantar, praticamente a única refeição do dia. Aquelas 3 cervejas para dormir tranquilo e já repousávamos antes das 10 da noite para pular cedo no outro dia para ver o nascer do sol. Eram 4:15 da manhã quando já colocávamos as motos em ação rumo a Ponte Porto de Alencastro, divisa com o Estado de Minas Gerais.

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            O esforço de acordar cedo foi plenamente recompensado. Logo surgia no horizonte, junto com o sol, os imponentes estaios da ponte sobre o rio Paranaíba. Mais uma vez estávamos fora do quintal de casa e felizes por presenciar tamanho espetáculo. Tivemos tempo então de atravessar a ponte a pé e apreciar o nascer do dia por ali. Na volta, uma parada para mais algumas fotos no portal e seguimos de volta para Paranaíba.

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            De volta a cidade, parada rápida na Prefeitura para fotos e motos devidamente abastecidas. Restou somente voltar ao Hotel e tomar um belo café da manhã para seguir viagem.

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            Um pequeno trecho de uns 70km nos levou de Paranaíba até a ponte rodoferroviária sobre o Rio Paraná, conquistando assim a terceira fronteira da nossa viagem, agora com São Paulo. Um pequeno trecho de terra e pudemos ir até a linha do trem e apreciar a bela vista do Rio Paraná. Um belo lugar e que vale a pena ser visitado.

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            Na volta, passando por dentro de Aparecida do Taboado, paramos finalmente na Prefeitura (que passa atualmente por obras) após certa dificuldade em encontrar o local. Um nativo curioso chegou para puxar assunto sobre as motos, mas logo já estávamos na estrada novamente.

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            Mais uns 70km e chegávamos em Selvíria, para conquistar a décima Prefeitura do nosso roteiro.

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            Aproveitamos então para fazer novamente um passeio no Estado de São Paulo, atravessando pela barragem da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Um pulo em um pequeno porto na cidade de Ilha Solteira e uma visita até as “prainhas” de Ilha, mas tudo fechado por conta da pandemia.

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            Rumamos então de Ilha Solteira para Três Lagoas, dessa vez andando por 75km de estradas no Estado de São Paulo. Mais uma vez atravessamos outra imponente ponte sobre o Rio Paraná e logo estávamos na frente do estranhíssimo prédio da Prefeitura de Três Lagoas.

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            • adrianomacs
              Fazedor de Chuva
              • Aug 2020
              • 18

              #7
              A rota das três fronteiras (parte 3/3)

              Dali, com as motos abastecidas, tomamos os 134km até Água Clara, mas não sem antes fazer um pequeno “almoço” de biscoitos e amendoins no acostamento de algum trecho da estrada. O sol e alguns trechos de estrada ruim castigaram um pouco até chegarmos finalmente na Prefeitura de Água Clara.

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              Paramos no posto para que o @thiagofss abastecesse a moto e também para tomar um café para espantar o sono. Já estávamos perto de casa e faltava apenas uma Prefeitura quando tivemos a incrível ideia de dar uma esticada a mais e andar um pouco mais forte. Foi aí que a viagem maravilhosa teve o seu momento trágico: próximo à cidade de Ribas do Rio Pardo acompanhamos uma caminhonete numa ultrapassagem proibida e eis que surgem dois agentes da PRF nos mandando encostar. A brincadeira vai ficar salgada e o desânimo bateu forte e estampou a foto da chegada da Prefeitura de Ribas do Rio Pardo.

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              Desânimo a parte por conta da salgada multa que virá, logo chegamos em Campo Grande e tratamos de deixar isso para trás. Afinal de contas, nos mais de 1.300km nada nos impediu de voltar para casa em Segurança e com boas memórias e histórias para contar. Agora é trabalhar, pagar a multa e já traçar os próximos roteiros (sem multas, por favor!).
              Com isso, foram cerca de 1.300km rodados, totalizando mais 13 Prefeituras para a conta! Agora são 17 de 79 municípios e aos poucos o mapa vai se colorindo e a gente fica mais próximo de se tornar um Valente Fazedor de Chuva! Que venham os próximos destinos!

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              • Gilmar Dessaune
                Fazedor de Chuva

                • Oct 2012
                • 6891

                #8
                Imagens espetaculares da ponte, parabéns!!!

                Comentário

                • adrianomacs
                  Fazedor de Chuva
                  • Aug 2020
                  • 18

                  #9
                  Mais 4 municípios para a conta...

                  Fim de semana de rodagem curta, mas lá se vão mais algumas Prefeituras para a missão. O difícil é conseguir parar de planejar os trechos e ficar parado em casa. Depois que o Sonho inicia é difícil controlar a alma inquieta. A vontade é sair rodando todos os dias da semana, sem data pra voltar. Um dia a gente chega lá.

                  Aproveitamos a rodagem para tirar foto na nossa própria cidade, nosso QG, cidade de Campo Grande/MS. Marcamos como ponto de encontro a Prefeitura de Campo Grande e as 6:30 da manhã já caíamos no trecho.

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                  Alguns poucos quilômetros e já estávamos em Terenos para a segunda Prefeitura da manhã.

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                  Rodagem a mais e logo seguimos para Dois Irmãos do Buriti. A decisão ficou entre seguir o asfalto ou pegar uma estrada de terra. Como a moto do @thiagofss está sem os protetores de carenagem, decidimos pelo caminho mais tranquilo e pilotamos por mais 85km até o destino.

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                  Depois disso, mais 75km até a Câmara Municipal de Sidrolândia (bem mais charmosa do que a Prefeitura que visitei alguns dias atrás), foto tirada e encontramos uma padaria pra tomar um café da manhã.

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                  Durante o café restou discutir sobre os planos para os trechos do Sul do Estado que devem vir em breve.

                  Saldo do dia foi de mais 260km para rodagem e 4 Prefeituras, totalizando agora 20 municípios dos 79 do Estado.

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                  Última edição por adrianomacs; 09-11-20, 21:13. Razão: Problema com alguns anexos. Fiz novo upload das fotos.
                  "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

                  Comentário

                  • adrianomacs
                    Fazedor de Chuva
                    • Aug 2020
                    • 18

                    #10
                    Postado originalmente por Gilmar Dessaune Ver Post
                    Imagens espetaculares da ponte, parabéns!!!
                    Valeu, irmão! Lugar realmente espetacular... Sempre passava na correria e nunca parava pra realmente contemplar esse lugar maravilhoso...
                    "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

                    Comentário

                    • adrianomacs
                      Fazedor de Chuva
                      • Aug 2020
                      • 18

                      #11
                      Depois de um longo hiato, eis que retomamos o desafio. Infelizmente no mês de novembro de 2020 tive uma lesão no tornozelo enquanto jogava futebol. O saldo: dois ligamentos a menos e muitas sessões de fisioterapia a mais, com uma moto tendo que ser encostada por mais de 40 dias. Menos mal não ter que operar. Ainda não estava liberado 100% pelos médicos para voltar a andar, mas só quem é apaixonado em pegar a moto e sair por aí sabe o quanto isso é sofrido, então, de maneira irresponsável, combinamos mais uma rota para o segundo dia do ano de 2021, de forma a não deixar passar as férias em branco. Se engana quem pensa que durante a licença médica a gente se afasta da moto. Aproveitei bastante o tempo para desmontar a moto e brincar de mecânico.

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                      Moto devidamente montada (sem sobrar parafusos e na esperança de que não explodisse durante a viagem), combinamos eu e o brother @thiagofss para o dia 02 de Janeiro o nosso primeiro passeio do ano, saindo bem cedo. Eram 5 horas da manhã e já rumávamos para o primeiro destino, a cidade de São Gabriel do Oeste. Dessa vez a BR163 não nos castigou com o típico vento lateral e a viagem seguiu tranquila por 135km até a primeira Prefeitura do dia.

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                      Rodagem curta de mais 70km e já alcançamos a segunda Prefeitura do dia, em Rio Verde de Mato Grosso. Ao ver as placas, resolvemos explorar um pouco do local e seguir até o famoso Balneário da cidade, onde choramos na entrada e conseguimos entrar sem pagar o ingresso para ver como é o local. Uma foto nas cachoeiras e a promessa de voltar em outra ocasião (devidamente vacinados) para acampar e aproveitar mais esse lugar que descobrimos.

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                      Pouco mais de 50km e já cruzamos a ponte do imponente rio Taquari para chegar numa das cidades porta de entrada do nosso querido Pantanal, o município de Coxim. A essa altura, o sol e a temperatura alta já começavam a castigar bastante, então tiramos as fotos na Prefeitura e logo procuramos um local para abastecer e tomar um café.

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                      Mais uns 60km, uma escapada da BR163 para um pequeno desvio até a cidade de Pedro Gomes. Para a nossa surpresa, a MS215 se mostrou uma estradinha bem legal, com algumas curvas e paisagens legais pelo caminho. Na chegada, um princípio de chuva que logo desapareceu.

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                      De volta na BR163 seguimos então para o último destino do dia, a cidade de Sonora. Muito calor nos quase 90km até chegarmos na Prefeitura. Dali, resolvemos dar um pulo em um Balneário da cidade para ver o que havia e acabamos fazendo um pequeno offroad. Medo, tensão e receio pelo meu pé, mas deu tudo certo. Resolvemos então esticar até a divisa com nosso Estado irmão mais velho, Mato Grosso. Algumas fotos na placa de mais uma divisa conquistada e voltamos para o Balneário para esperar por um demorado almoço. O que se seguiu depois foi um belo mergulho para refrescar, uma parada para abastecer e rasgar o asfalto de volta para casa.

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                      Retorno para casa com algumas paradas para tomar uma água, já que o calor castigou bastante. Como recompensa a estrada nos deu um belo fim de tarde e a chegada em Campo Grande ao anoitecer, nos mostrando as luzes da cidade. Um pequeno incômodo no pé, mas nada nos impediu de voltar após os mais de 800km percorridos em um só dia para completar mais ainda o nosso mapa e ficar cada dia mais próximo de se tornar um VFC.

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                      "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

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                      • adrianomacs
                        Fazedor de Chuva
                        • Aug 2020
                        • 18

                        #12
                        A odisseia – Parte 1

                        Mais um belo tempo parados e é hora de retomar a aventura. E vamos dizer que dessa vez retomamos com tudo que temos direito (senta que lá vem perrengue haha) e história para contar. Aquele aguardado começo de mês, salário na conta e tudo pronto para partir na madrugada de sábado (06/03/2021). Uma semana antes dei aquele trato no tratorzinho, banho geral, lubrificação e aperto da corrente (anote esta informação). A meta era botar em prática um dos roteiros mais “chatos” do nosso planejamento, composto de muitos munícipios próximos um do outro e com poucos atrativos turísticos. Seria um verdadeiro “para e anda” só para tirar as fotos, mas faz parte. Se não tem emoção, a gente dá um jeito.
                        Cinco da manhã de sábado (06/03/2021) de um tempo feio e com um pouco de chuva e eu e o brother @thiagofss terminávamos de lutar com meu baú e colocar as coisas para seguir viagem em nosso roteiro esculhambado. Uma tocada de 120km com dois pedágios nos levou até a primeira Prefeitura do dia, em Nova Alvorada do Sul.

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                        De Nova Alvorada do Sul até Rio Brilhante, quase 50km para a conta e já estávamos na segunda Prefeitura.

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                        Segue a rota e mais uns 38km e já atingíamos a terceira Prefeitura do dia, em Douradina. Logística rápida de descer e tirar fotos, pois ainda havia muitos municípios pela frente (ou não).

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                        Seguimos então por mais uns 50km até Fátima do Sul, quarto destino do dia, onde paramos para a abastecida e o café da manhã com a tradicional e raiz “chipa de R$1,00” com aquele café preto que você só encontra aqui no MS. A partir daí, começaria a saga de cidades “amontoadas” uma na outra.

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                        Um verdadeiro absurdo, mas menos de 10km de rodagem e saímos da pequena Fátima do Sul para chegar na minúscula Vicentina. É maluco pensar em como o Brasil tem milhares de municípios que estão praticamente colados e que tem as suas próprias estruturas administrativas. Enfim. Mais uma prefeitura para a conta do dia.

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                        Da minúscula Vicentina, mais um pulo de menos de 20km até a igualmente pequena Jateí com seus exóticos leões da Prefeitura.

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                        De Jateí, mais um tiro curto de menos de 17km para chegar na pequena e simpática Glória de Dourados.

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                        E seguimos na rota dos 103593452 municípios por mais 18km até Deodápolis. O ritual de andar e já parar logo em seguida para bater fotos já começava a dar no saco, mas vamos focar no desafio e fazer tudo certinho.

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                        Depois do infinito “para e anda” o trecho (ainda curto) de 36km até Ivinhema foi até um alívio. Mas lá estávamos novamente parando em uma Prefeitura para mais um marco do desafio.

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                        A partir de Ivinhema, fizemos um “hub” para outros dois munícipios da proximidade. Primeiro um tiro de 20km até Angélica e depois a volta (passando por Ivinhema) até Novo Horizonte do Sul em mais 68km de rodagem. Feitas as fotos era hora de voltar para Ivinhema para procurar um almoço justo antes de seguir viagem.

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                        "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

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                        • adrianomacs
                          Fazedor de Chuva
                          • Aug 2020
                          • 18

                          #13
                          A odisseia – Parte 2

                          Estávamos felizes com o ritmo da viagem. Conseguiríamos chegar em Bataguassu antes do horário previsto e ainda com sol e teríamos tempo para dar uma boa descansada no hotel e quem sabe até atravessar a usina da divisa MS/SP. Motos abastecidas, bucho cheio e partimos por mais 60km até Nova Andradina, uma cidade de porte um pouco maior em relação a tudo que havíamos visto até àquela altura do dia.

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                          Daqui pra frente começa de fato a odisseia. Nosso planejamento estava estabelecido para sairmos de dentro de Nova Andradina e seguirmos direto para Taquarassu por dentro da cidade, pegando o anel viário. Ao chegar no acesso seguindo as ordens do GPS encontramos apenas uma placa de “pista interditada” e tivemos que voltar toda a rota até a entrada de Nova Andradina para pegarmos o caminho correto. Seguimos o caminho para a escondidíssima Taquarussu e eu me lembro muito bem de só pensar coisas como “que município afastado, não deve ter nada aqui”, “estamos chegando ao fim do mundo do MS”, “que estradinha deserta”, quando de repente os meus pensamentos foram interrompidos por algo que agora nem sei descrever direito. Um barulho, uma chacoalhada estranha na moto, uma olhada no retrovisor e lá se via a corrente da minha moto ficando pelo asfalto, faltando apenas 10km para chegar na inóspita Taquarussu.

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                          A estrada quase sem movimento algum. Vez ou outra passava um ou outro ciclista fazendo o percurso Nova Andradina – Taquarussu. Sem muita estrutura na caixa de ferramentas, já sabia que estava bem enrascado, mas mesmo assim vamos tentar fazer alguma coisa. A gambiarra feita durou o tempo suficiente de fazer um teste e engatar a primeira. Nada feito. O importante é não perder o bom humor.

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                          Sem ferramentas, sem muita água na garrafa que levávamos no baú e sem muita perspectiva de conseguir resolver o problema, poderia dizer tranquilamente que estava na *****. E como a nossa mente tem poder, realmente aconteceu e a pizza do dia anterior, a chipa do café da manhã e o belo prato do almoço resolveram fazer jus a situação e me deixar, literalmente, na *****. Por sorte sempre carrego o milagroso rolo de papel salvador no baú da moto e fui então aumentar o meu contato com a natureza em alguma moita qualquer.

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                          Sem sucesso, o que restou foi jogar a toalha. Sábado a tarde, domingo provavelmente tudo estaria fechado e a situação da pandemia não é nada favorável. Melhor chamar ajuda e aceitar as coisas. Por sorte o celular do Thiago ainda possuía sinal melhor que o meu e conseguimos ligar para a Suhai para chamar o resgate. Como estávamos bem longe de casa, imaginei que o prejuízo seria do bom, mas o guincho era mesmo a única alternativa. Um belo tempo de espera rindo da situação e tentando levar na esportiva até a chegada do socorro e fim de linha para o tratorzinho que voltou passeando de caminhão por quase 300km até Campo Grande/MS.

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                          A viagem que estava adiantada agora estava mega atrasada. O resgate chegou quando a tarde já caía e a escuridão tomava conta de tudo e a gente precisava tomar alguma decisão. Desistir? Jamais! Pra baixo só a primeira! Voltar de carona com o guincho? NUNCA! A parceria e o espírito motociclístico estão aí para isso e a decisão foi então de seguir até o fim do roteiro planejado em uma moto só. Desovamos tudo que era possível no baú da minha moto e seguimos só com uma mochila de pertences básicos dos dois. Nesse momento a Lander do Thiago se transformou na guerreira da viagem e teria que dar conta do recado (e deu!). Hora de subir na garupa e seguir por 10km até Taquarussu, onde tiramos a foto na Prefeitura já de noite (e eu na melhor pose de “cara, cadê minha moto?”).

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                          Voltamos então para Nova Andradina, exaustos e sedentos por um banho, e encontramos um hotel para o merecido descanso. Providenciamos as necessárias Heinekens e uma bela pizza para podermos “replanejar” o que faríamos no dia seguinte. No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos café da manhã e fui intimado pelo Thiago a revezar durante o percurso de volta na Landerzinha. Por um momento até relutei, mas aí lembrei o quão ruim é viajar na garupa, repensei e topei. Embalamos a sobra de pizza do dia anterior (ela seria importante), enfiamos tudo na mochila e seguimos. Pilotei a Lander então por poucos 12km para me habituar com a máquina e chegar em Batayporã, onde paramos na primeira Prefeitura do dia.

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                          A partir daí, Thiago assumiu o guidão e eu segui na garupa por 60km até a emblemática cidade do MS chamada Anaurilândia (os trocadilhos e piadinhas ficam a cargo de cada um). Piadinha ruim a parte, eu já havia tomado na anaurilândia no dia anterior (avisei que a piada era ruim), mas faz parte. Sigamos.

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                          Assumi o pilote por outros 60km e, a partir daí, ficou instaurada a “regra dos 60km”. Como a garupa da Lander não é lá das mais confortáveis e ainda havia a pesada mochila nas costas, resolvemos estabelecer a regra de revezamento. Foram então mais uns 60km de Anaurilândia até Bataguassu, a cidade onde gostaríamos de ter chegado no dia anterior.

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                          Feitas as fotos, mais uma vez segui como garupa por 60 e alguns quilômetros até chegarmos em Brasilândia.

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                          "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

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                          • adrianomacs
                            Fazedor de Chuva
                            • Aug 2020
                            • 18

                            #14
                            A odisseia – Parte 3

                            A viagem, mesmo no sistema de revezamento, se tornava cada vez mais cansativa e a gente tentava se agarrar ao fato de que faltava somente mais uma Prefeitura do roteiro e estávamos cada vez mais perto de casa. Paramos para abastecer e tomar água em Brasilândia e seguimos então com destino a Santa Rita do Pardo em cerca de 120km em que, mais uma vez, revezamos a cada 60km. O Thiago começou a sentir sono e me aproveitei nessa hora para dar uns bons tapas na cabeça desse Zé Roela enquanto seguíamos até o próximo destino.

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                            Finalmente! A saga dos muitos municípios estava (quase) concluída. Mas calma aí, que ainda havia espaço para mais emoção. De Santa Rita do Pardo até o destino final (Campo Grande/MS), passamos pela recente MS-040 em um grande trecho de 240km de estrada deserta, sem borracharia ou posto de gasolina. Como estávamos andando forte com a Lander e ainda com garupa, o consumo da moto despencou drasticamente. Dessa forma, paramos em Santa Rita do Pardo para a última abastecida e como a gente já havia se ferrado o suficiente, resolvemos, por precaução, levar uma pet 2L de gasolina na mochila para não ter perigo de finalizarmos a aventura com uma pane seca no meio do nada. E assim foi. Mais uma vez a escala de 60km se fez necessária e na metade do caminho paramos para o glorioso almoço que foi pizza dormida do outro dia e cozida no vapor da mochila que carregávamos.

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                            Fica aí o registro de uma imagem que mostra algumas coisas essenciais:

                            1 – Parceria e espírito motociclístico não tem preço.
                            2 – Ninguém precisa de muito pra ser feliz. As vezes um pedaço de pizza dormida no meio de uma estrada deserta pode representar muito mais felicidade do que imaginamos.
                            3 – Mesmo na *****, a gente tem mais é que se divertir. Sempre dá pra ser pior.
                            4 - Motociclista é o único ser humano que sai de casa pra passar perrengue e volta mais feliz do que saiu.

                            E assim foi. Depois de muito cansaço e a estranha experiência de estar de garupa em partes do trajeto, finalmente chegamos de volta em Campo Grande com a gigante Lander marcando quase 1.200km de aventuras.

                            Perrengues a parte, o mais importante é agradecer de nada de mais grave ter ocorrido. Poderia ter sido bem pior. Poderia ter travado roda, caído ou até mesmo a corrente ido para cima da moto do parceiro @thiagofss. Fica o prejuízo financeiro, mas isso a gente corre atrás e recupera. Ficam também as boas lembranças e histórias e, estas, ninguém nos tira.

                            Roteiros:

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                            A Tenere já está “hospitalizada” e passa bem, recebendo os devidos cuidados. Em breve, de relação zero bala, já vai voltar para seu habitat natural para darmos sequência nesse maravilhoso desafio que nos faz colecionar boas histórias.

                            Bons ventos a todos!
                            "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

                            Comentário

                            • adrianomacs
                              Fazedor de Chuva
                              • Aug 2020
                              • 18

                              #15
                              Pergunta ao moderador sobre a validade das cidades

                              Gilmar, agora fica a grande dúvida: Eu poderei contabilizar as cidades que fiz sem a minha moto em virtude do problema mecânico que tive ou precisarei refazer? Favor informar sobre essas regras para saber se posso contabilizar as cidades no meu controle ou se vou ter que me programar para voltar algum dia.

                              Obrigado!!
                              "The core of man's spirit comes from new experiences." - Christopher McCandless, Into the Wild

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