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Chegamos a Lábrea para começar a percorrer a temida Transamazônica BR 230, fotos da Prefeitura e lugares que chamaram atenção.
A estrada está melhor que imaginei mas não facilita muito pela velocidade dos carros e caminhões, ainda conta com 20km péssimo.
Bueno, em casa bem tranquilo vamos a narrativa da BR 230.
Dia 31 de julho sai de Lábrea com destino a Apuí, mas só fui até Santo Antônio do Matupi mais conhecido como km180.
A estrada estava muito boa e nestas condições o abuso foi inevitável e o tombo também.
Fotos cozinha montada, pequena pooca e travessia do rio Madeira em Humaitá.
Do km 180 a Jacareacanga mais 487km com 65 horríveis.
Encontrei um viajante empenhado e quebrei a regra de não dar carona, resultado acabou com minha corrente.
Acabou sendo gratificante além de várias histórias fomos ao porto de Jacareacanga com movimento intenso de pequenas embarcações carregadas de mantimentos e combustível para os garimpos.
Fotos, balsa de Mata-Mata,ponte da divisa, pórtico de Jacareacanga.
Jacareacanga a Itaituba, o pior trecho com uma bela paisagens.
Bom lembrar o cuidado com o pó em toda a transamazônica, os veículos trafegam em grande velocidade, o melhor é parar e esperar a poeira baixar pois com freqüência vem outro veículo escondido na poeira.
Na quarta foto a água esverdeada revela o garimpo.
De Itaituba segui até Rurópolis peguei a BR 163 até Alter do Chão, lugar imperdível.
Na volta a chuva me pegou pela primeira vez e tive que pernoitar em Rurópolis.
No dia seguinte fui até Pacajá, tirei foto em Medicilândia crente que a estrada de terra tinha acabado, ledo engano.
Balsa na travessia do rio Xingu.
De Pacajá a Novo Repartimento pouco mais de 100 km, logo encontrei a famosa ladeira da Velha, notem que ela já foi bastante desbastada.
De Novo Repartimento fui em direção a Belém e São Luís passando pela Hidrelétrica de Tucuruí imensuravel.
Retornei a Novo Repartimento pelo mesmo caminho.
De Novo Repartimento a Marabá surpreendido por trecho de estrada de chão o muito pó e calor.
A frente o rio Araguaia faz a divisa do Pará com Tocantins.
Na cidade de Estreito encontramos a fronteira do Tocantins com o Maranhão e logo sigo para Carolina.
De Carolina a Picos vamos ter o km300, só achei o 299, aqui também temos a fronteira do Maranhão com o Piauí.
Trajeto tranquilo, deu para saborear caju, mel, queijo e tomar uma cajuína.
Trecho de Picos a João Pessoa, o mais longo e exaustivo, o dia sem fim, vou tentar explicar.
A meia hora da manhã fui acordado com música típica do Piauí, (uma mistura de Forró com Funk mais um Sertanejo Universitário).
Era sábado e cansado dos 700km do dia já dormia desde umas nove horas, a música não diminuía e já sabia que não conseguiria mais dormir.
Arrumei as malas e segui viajem.
A noite peguei o caminho errado como da para ver na primeira foto e depois de 70 km encontrei uma placa indicando os km para Salgueiro, (opa tem algo errado) tive que voltar a Marcolândia para acertar o caminho, ainda a noite cheguei a Assaré, amanheceu em Santo Amaro, perdido em Farias Brito e um belo café da manhã com uns borrachos em Várzea Alegre que me renderam muitas gargalhadas.
O trajeto consta de mapas e gps como Br 230 , mas os habitantes afirmam que nunca foi transamazônica está estrada e que com frequência passam motocicletas perdidos.
Para completar de Patos a João Pessoa peguei chuva alternado com sol por várias vezes, neste dia foram 1.032 km.
Completando o desafio em Cabedelo. Confesso que fiquei emocionado, sempre tive vontade de fazer a Transamazônica mas nunca imaginei fazer com esta idade.
Obrigado.
Boa noite CFC e, agora, Rodoviário Fazedor de Chuva BR-230, Getulio Santos,
Que aventura espetacular você acaba de compartilhar conosco, muito obrigado!!!!
Fotos maravilhosas retrataram cada detalhe, imagens magníficas e "doloridas" que vão deixar marcas ad eternum em suas memórias.
A idade é só um ponto de referência, pois a essência do ser não tem idade, apenas a parte física sofre com o passar do tempo, a mente só se amplia e domina ainda mais os sentimentos e vontades.
É, sem qualquer sombra de dúvida, um dos desafios mais ousados e compensadores aqui no TFC, tanto que supera as demais BR´s em termos de realização, mesmo com as "facilidades" das outras.
Temos certeza que irás incentivar e provocar mais FC´s a realizarem o que "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem...".
Agora seu nome está cada vez mais encravado na Elite do Motociclismo Mundial, pois ser um Cardeal e um Rodoviário BR-230 não é pra qualquer um, é preciso ter muita determinação, ousadia, resiliência, competência e uma dose cavalar de INSANIDADE.
Só nos resta apor o carimbo de
E sob seu nome o selo alusivo a essa conquista
Que venham novos desafios, afinal para quem já fez o que realizou, o resto é fichinha... rsss
Parabéns meu amigo e irmão ISF, RFC e CFC Getúlio, sua felicidade também é minha e tenho certeza que de todos seus amigos, principalmente os FC de Santa Maria-RS que se torna a cada desafio conquistado, uma das cidades com maior concentração de FCs. Sua determinação e foco nos objetivos do desafio, demonstram que como diz (apesar da idade) terá muita lenha para queimar ainda... que venham outros desafios... abraço e até nossa confraternização de praxe para a entrega dos kits.
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