Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #361
    346/497 Planalto-RS

    Localiza-se a uma latitude 27°19'44" sul e a uma longitude 53°03'31" oeste, estando a uma altitude média de 568 metros.

    Possui área de 230,42 km². O município conta com as águas do Rio do Mel, afluente do Rio Uruguai que tem fronteira fluvial com a Argentina e Uruguai.

    Faz parte da Região das Hidrominerais, está localizado dentro do perímetro do Aquífero Guarani, Microrregião de Frederico Westphalen.

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    História
    Início da colonização
    Desde tempos anteriores à colonização, a região pertencente ao município foi povoada por tribos indígenas Kaingangs e Guaranis. No início do século XX os primeiros aventureiros vinham de Nonoai, apenas à procura de uma suposta igreja de jesuítas onde estariam enterrados valiosos tesouros.

    Em 1911 Bernardo Tavares de Miranda e seu irmão Severo fixaram residência no local, onde mais tarde passaria a se chamar Vila Pinhalzinho (atualmente pertencente ao município). Pela ordem, os primeiros colonizadores eram de origem portuguesa, depois os de origem polonesa. Os italianos e alemães chegaram por último (década de 1950) e são quase todos posteriores ao período da demarcação das terras.

    Formação do município

    Representação gráfica do município
    Em 1948, por determinação estadual, teve início o levantamento topográfico para o plano de urbanização e os trabalhos de demarcação de lotes rurais. Em 1 de março do mesmo ano, o distrito de Planalto(*) foi fundado, subordinado ao município de Iraí (Lei Municipal n° 15/1948 Iraí/RS).

    Quinze anos depois, em 26 de dezembro, pela Lei Estadual n° 4.692/1963, o distrito é elevado à categoria de município mantendo a mesma denominação.

    Atualmente, o município é composto por quatro distritos (Planalto, Santa Cruz, São José e São Luiz) e a reserva indígena.

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      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #362
      347/497 Alpestre-RS

      Localiza-se na latitude 27°14'56" sul e longitude 53°02'06" oeste, estando à altitude de 467 metros. Sua população é constituída por descendentes europeus: poloneses, italianos e alemães e conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 6 458[4] habitantes.

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      Possui uma área de 324,98 km². É um município que conta com as águas do rio Uruguai e que faz divisa fluvial com o estado de Santa Catarina. Faz parte da Microrregião de Frederico Westphalen.

      Na localidade de Santa Lúcia está localizada a curva do rio Uruguai. A curva marca o ponto extremo norte do rio e também do estado. No local está o monumento do Ponto Extremo Norte, que delimita o ponto mais setentrional do Rio Grande do Sul. Em Alpestre, o rio Uruguai é uma das fontes de água para a produção agrícola, sendo o fumo a principal cultura. É formado pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com cerca de 2,2 mil quilômetros de extensão. No lado direito da curva foi construída a Barragem Foz do Chapecó. Localizada entre os municípios de Alpestre e São Carlos (SC), a hidrelétrica aproveita o potencial hídrico do rio Uruguai para gerar 855 megawatts de energia.

      Cultura
      Em razão de uma certa semelhança com os Alpes suíços (Suíça), o falecido político Vicente de Paula Dutra, primeiro prefeito de Iraí, sugeriu o nome de Alpestre para a nova cidade. A partir de agosto de 1963, a denominação se tornou definitiva.

      Alpestre tornou-se conhecida por uma grande festa, a Oktoberfest. Iniciada por volta do ano de 1999, a Oktoberfest reúne centenas de admiradores em lugar próprio e acolhedor, dando a cidade de Alpestre um glorioso significado cultural.

      Pontos turísticos
      Um dos principais pontos turísticos do município é a Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, que iniciou as suas atividades geradoras em 2010.

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        • Mar 2016
        • 2943

        #363
        348/497 Erval Grande-RS

        Erval Grande é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. É o berço de duas grandes redes de supermercados, a Companhia Zaffari e o Sonda Supermercados.

        Área 285,913 km² [3]
        População 5 188 hab. est. IBGE/2016[4]

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        História
        Em 1919 chegaram os primeiros habitantes. Abriram picadas a facão até chegarem ao Porto Goio-En, onde existia uma barca a remo, pertencente ao sr. Antonio Bernâncio e filhos.

        Em 1923 os maragatos tomaram uma serraria existente no sopé da serra que serviu de repouso aquele grupo revolucionário, e ali combateram as tropas governamentais.

        Em 1926 foi construída a primeira casa, pertencente à família de Fermino Gomercindo Grando, onde se originou a vila, que logo em seguida passou a condição de distrito de Erechim.

        Em 1931 foi aberta a primeira estrada para carroça, que após algumas melhorias possibilitou a chegada do primeiro automóvel (Ford 24) e do primeiro caminhão (Chevrolet 1931), ambos da família Grando.

        No ano de 1958 iniciou-se a luta pela emancipação. A comissão era liderada por Francisco José Zaffari, padre Laurentino Tagliari, Amaury Darcy Bisognin, Domingos Arnaldo Pazzini e Hilário Fernandes Oltramari.

        A emancipação deu-se no ano seguinte, através da lei estadual nº 3.715, em 16 de fevereiro. O município foi oficialmente instalado em 7 de junho de 1959.

        Geografia
        Localizado no extremo norte do estado do Rio Grande do Sul, pertence à região do Conselho de Desenvolvimento Norte do estado do Rio Grande do Sul (COREDE Norte/RS)[8]. É um município que faz divisa fluvial com o estado de Santa Catarina, através do Rio Uruguai. O município possui concentração fundiária considerada média-baixa (Índice de Gini 0.301)[9] e a principal forma de uso da terra são as pastagens (Quociente Locacional: 2,19)[9][10]. No período 1996-2006, o município apresentou redução de 43,5% da área ocupada com lavouras[9].

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          • Mar 2016
          • 2943

          #364
          349/497 São Valentim-RS

          Localizado na Serra Geral do estado, possui uma população de 3.632 habitantes (2010). Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.

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          História
          Foi por volta de 1920 que registraram-se os primeiros moradores à colonizarem São Valentim, são eles as famílias de Pedro Meneghetti e João Sarolli. Registra-se também que por volta dessa época, Reinaldo Ducatti comprara as diversas benfeitorias de um tal de Venuto, antigo morador local. Somados a algumas famílias de caboclos que já moravam na região e à família de Setembrino Alves que tinha suas terras próximas a atual localidade de Vista Alegre, o município começou a tomar forma. Em 1920 foi construída a primeira capela dedicada ao santo Valentim, e em 1924 realizou-se a primeira aula particular, patrocinada pelo município, foi regida pela professora Marieta Padoin Durante a década de 20, São Valentim começou a desenvolver-se com a chegada das famílias dos irmãos Ártico e Nulli Faé, Antônio Moro, José Rampanelli, Ângelo Baldissera e os comerciantes Irmãos Sonda e Irmãos Zaffari.

          Folclore
          Aparição de sinais em área rural
          Em 2008 foi encontrado um grande círculo em uma área rural do município, supostamente tal símbolo fora feito por OVNIs, o que gerou uma forte especulação e curiosidade local, ainda tendo repercussão em mídia nacional. [8]

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            • Mar 2016
            • 2943

            #365
            350/497 Barão do Cotegipe-RS

            Barão de Cotegipe é um município brasileiro do interior do estado do Rio Grande do Sul. Diferente de sua região, que apresenta um clima subtropical úmido, Barão de Cotegipe possui um clima quente e seco.

            Área 259,907 km² [2]
            População 6 759 hab. est. IBGE/2016[

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            História
            Barão de Cotegipe está situado na região do Alto Uruguai e seu território foi desmembrado do município de Erechim, do qual era Distrito.

            Sua área é de 309 km² e compreende parte das secções Paiol Grande, Mocambo, Tapir, Rio Azul, Palomas e 2ª secção Cravo. Em 1 de junho de 1964, teve sua emancipação decretada pela Lei 4737 O Município de Barão de Cotegipe iniciou seu povoamento por volta do ano de 1911, quando, aos poucos, foram chegando os colonizadores italianos, poloneses, ucranianos, lituanos e caboclos; surgia na Região do Alto Uruguai um novo povoado que se chamou primeiramente Floresta, e com o trabalho persistente dos colonizadores, teve sua emancipação no dia 23 de janeiro de 1965, levando o nome de Barão de Cotegipe em homenagem ao Estadista João Maurício Wanderley, braço direito do imperador Pedro II do Brasil, que visitou a localidade na época.[carece de fontes]

            O município de Barão de Cotegipe localiza-se ao Norte do Estado do Rio Grande do Sul, dentro da Região do Alto Uruguai, Micro - Região 326. Limita-se com os Municípios de Erechim (10 km), São Valentim (18 km), Itatiba do Sul (35 km), Barra do Rio Azul (28 km), Ponte Preta (15 km), Paulo Bento (6 km). Em relação à Capital Porto Alegre distancia-se 370 km. tendo como rodovia de acesso a RST 480.

            Possui uma população de 6.591 habitantes de acordo com o Censo de 2000, sendo 3.291 na zona urbana e 3.300 na zona rural. Possui uma área de 271.15 km².

            A cidade é cortada por três rios principais: Rio Jupirangaba, Lajeado Paiol Grande e Lajeado Barbaquá.

            Barão de Cotegipe está a uma altitude de 765 m acima do nível do mar. Com um clima temperado, com chuva anual de 1422 mm.(média). A vegetação é de mata nativa com arbustos, árvores frutíferas e pastagens nativas.

            Quanto ao perfil dos setores produtivos, Barão de Cotegipe caracteriza-se pela predominância do Setor Primário. Os principais produtos agrícolas cultivados são milho, trigo, soja e feijão. Além desses produtos, há um expressivo cultivo de erva-mate. A economia está baseada na agricultura familiar, sendo que esta representa 66% da renda do município, com aproximadamente 900 propriedades de agricultores familiares, possuindo diversas agroindústrias. O município possui a maior produção de frangos da região e também destaca-se na produção de leite, suínos, erva-mate, uva, grãos e fruticultura. Como potencialidade na geração de emprego e renda urbana destacam-se as industrializações da erva-mate, distribuidoras de medicamentos, fábricas de jóias, indústrias moveleiras, malharias, serralherias, fábrica de balanças e facas, artefatos de vime e artefatos de concreto.

            O comércio conta com 84 estabelecimentos, entre lojas, mercados, farmácias e outros. O setor de prestação de serviços atua com escritórios de contabilidade, salões de beleza, oficinas mecânicas e outros.

            Etimologia
            O nome da cidade homenageia João Maurício Wanderley, o barão de Cotegipe, co-autor da Lei dos Sexagenários, também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe. Essa lei, promulgada no dia 28 de setembro de 1885, garantia a liberdade de escravos com mais de 60 anos.

            Geografia
            Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-grandense e à Microrregião de Erechim. O município localiza-se no norte do estado, na Região do Alto Uruguai, sobre a cordilheira da Serra Geral.

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              • Mar 2016
              • 2943

              #366
              351/497 Paulo Bento-RS

              Sua população estimada em 2016 era de 2 302 habitantes.[3] Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.

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              Área 148,184 km² [2]
              População 2 302 hab. est. IBGE/2016[3]

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                • Mar 2016
                • 2943

                #367
                352/497 Jacutinga-RS

                Jacutinga é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Localizado a uma altitude de 650 metros, possui 3.709 habitantes (2016).

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                História
                Jacutinga começou a ser colonizada por volta de 1891 quando um grupo de judeus começou a povoar a região. A cidade de Jacutinga teve a suas origens na Fazenda Quatro Irmãos.

                O nome Jacutinga surgiu em razão da existência de várias aves da espécie (pipile jacutinga) na região.


                A ave símbolo do município de Jacutinga
                Geografia
                Está localizado ao norte do estado e pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.

                Economia
                Cresceu economicamente graças a empresários que investem em silos para o armazenamento do cereal colhido.

                Possui indústrias de balas, móveis e camisas, entre outras.

                O maior evento comercial realizado no município é a Exposição do Comércio, Indústria e Agropecuária (Expocija), onde diversos expositores locais mostram o que têm de melhor em produtos coloniais e artesanais. O evento acontece a cada dois anos e é considerado um dos maiores eventos do norte do estado.

                O município também é lembrado pelo Fórum do Desenvolvimento, realizado com o objetivo de que os pequenos empresários da cidade e região aprendam a ter um empreendimento próspero e lucrativo.

                Turismo
                Uma de suas principais atrações turísticas é o Parque Municipal Ernesto V. Menin. Várias famílias passam dias acampando, usando o playground, fazendo trilhas e visitando as ruínas da antiga usina hidrelétrica, e é aberto a todos, durante o ano todo.

                Um grande evento turístico do município é o Festival do Chope.

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                  • 2943

                  #368
                  353/497 Campinas do Sul-RS

                  Campinas do Sul é um município do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Seu nome originou-se das campinas existentes na região.

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                  História
                  Campinas do Sul fez parte do território da Fazenda Quatro Irmãos, que o Governo Brasileiro concedeu à Empresa Inglesa de Colonização Jewish Colonization Association - JCA, que pertencia a um grupo de judeus, com sede em Londres, para explorar a madeira de pinho, abundante na região, porém com a obrigação de promover a colonização da área. Esta fazenda tinha uma área de 93.850 hectares, e dela faziam parte os atuais Municípios de Campinas do Sul, parte de São Valentim, Ponte Preta, Cruzaltense e Erechim.


                  Igreja Católica de Campinas do Sul.
                  O início da colonização se deu por volta de 1920/1930. Até 1937, Campinas do Sul, que também fora chamada popularmente de Campo Bonito, Campos Limpos e Campinas, passou a se chamar de Vila Oungre, origem devido ao primeiro diretor da JCA, o francês Louis Oungre. Em fevereiro de 1939 iniciou-se o povoamento da atual cidade de Campinas do Sul. Com predominância da população de origem italiana muito religiosa, foi escolhida Nossa Senhora dos Navegantes para padroeira do município.

                  Campinas do Sul emancipou-se de Erechim em 31 de janeiro de 1959, através da sanção da Lei Estadual nº 3.705, de 31 de janeiro de 1959, que deu autonomia administrativa ao novo Município. Em 1964 um dos seus distritos emancipou-se, surgindo assim Jacutinga.

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                    • 2943

                    #369
                    354/497 Erechim-RS

                    Erechim é um município do estado do Rio Grande do Sul, na Região Sul do Brasil. Considerada um centro sub-regional no país, é a cidade polo da região do Alto Uruguai gaúcho e a segunda cidade mais populosa do norte do estado, com estimativa de 105.059 habitantes (IBGE/2018[3]). É considerada pelo Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) como a segunda cidade mais desenvolvida do Rio Grande do Sul entre os municípios com mais de cem mil habitantes, liderando no segmento de educação[6]. O município estava, em 2015, na 15ª posição do PIB no estado do Rio Grande do Sul.[7]

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                    A cidade foi uma das primeiras cidades brasileiras modernas planejadas. O planejamento viário da cidade havia sido inspirado em conceitos urbanísticos usados nos traçados de Washington (1791), Paris (1850), Buenos Aires (1580) e Belo Horizonte (1897),[8] porém foi recentemente alterado para facilitar o fluxo viário, caracterizando-se por ruas muito largas, forte hierarquização e criação, através de ruas diagonais ao xadrez básico, de pontos de convergência. Elementos chaves do seu traçado incluem uma malha perpendicular de ruas cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares e uma avenida em torno de seu perímetro.

                    O município localiza-se ao norte do Rio Grande do Sul, na região do Alto Uruguai, sobre a cordilheira da Serra Geral.

                    Etimologia
                    O município, quando emancipado, em 30 de abril de 1918, recebeu o nome de "Erechim", termo de origem caingangue que significa "campo pequeno", através da junção dos termos rê, ou erê, ("campo") e xim ("pequeno").[9] Esse nome foi dado provavelmente por a cidade ser rodeada de florestas na época.[10] Chegou a receber outras denominações, como Paiol Grande, Boa Vista, Boa Vista de Erechim e José Bonifácio, mas prevalece até os tempos atuais "Erechim".[11]

                    Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado Erexim, pois prescreve-se o uso da letra "x" para palavras de origem caingangue. Entretanto, o nome do município está registrado em documentos oficiais com "ch", que aparece em todas as placas de trânsito e de automóveis, bem como em documentos.[10]

                    Em um dos shows realizados pelos festejos de cinquenta anos do município de Erechim, em 1968, Rubem Safro, popular e localmente conhecido como Buja, animava a festa e chamou a cidade de "Capital da Amizade". Logo a alcunha foi adotada pelo município, devido à diversidade das etnias que compunham a sua população e à harmonia de sua convivência.[12]

                    História
                    Origens
                    De acordo com estudos realizados pela Eletrosul, o território que constitui, hoje, a região do Alto Uruguai já era habitada pelo homem há pelo menos 10 000 anos atrás. Nos últimos três séculos, a região foi habitada principalmente pelos indígenas da etnia caingangue. No entanto, muitos grupos guaranis também ocuparam as regiões de menor altitude.[13]

                    É provável que os primeiros povoadores não indígenas da região do atual município de Erechim tenham sido paulistas descendentes de bandeirantes que, instalando-se dispersivamente no território, obtiveram a concessão de tratos de terra requeridos ao governo do estado. Não foi de forma pacífica, inicialmente, a posse das terras por esses primeiros povoadores, que tiveram de sustentar, durante muito tempo, luta tenaz contra os caingangues, conhecidos pelos portugueses como "coroados".[14]

                    Firmaram-se, porém, na terra, os poucos posseiros que povoaram o território encoberto pela floresta e sulcado pela abundante rede da bacia hidrográfica ocidental dos rios Pelotas-Uruguai. Por volta de 1887, Augusto de Oliveira Penteado, conhecido por Augusto César, tendo, como companheiros, João Placidino Machado e Antônio Ferreira de Albuquerque, empreenderam uma ousada exploração fluvial, da qual elaboraram circunstanciado relatório que foi enviado à Câmara Municipal de Passo Fundo, em fins de 1888, contendo as denominações dadas por eles a vários acidentes geográficos.[14]

                    Em 1908 foi fundada a Colônia Erechim, planejada pelo diretor de Terras e Colonização Carlos Torres Gonçalves, atendendo aos princípios positivistas para tornar-se modelo de colonização.[15] O empreendimento teve rápido progresso econômico, facilitado não só pela presença de uma ferrovia, mas também pelas estradas planejadas durante a concepção da colônia e que foram construídas de acordo com os traçados previstos.[15] A colônia foi instalada em 1910, com a chegada dos primeiros 36 colonos: 4 família com 28 pessoas e 4 solteiros.[15]

                    Pioneirismo e imigração

                    A estação ferroviária de Erechim em 1910.

                    Vista da Avenida Maurício Cardoso na década de 1920.
                    A região foi colonizada basicamente por imigrantes de origem polonesa (1918),[16] alemã (1912),[17] judaica (1911)[18] e, principalmente, italiana. As primeiras famílias italianas chegaram na cidade por volta de 1910 através da ferrovia. Os imigrantes italianos, ao longo de vários anos, modificaram a fisionomia social da região com seus valores espirituais, culturais e materiais. Grande parte dos imigrantes, não só os italianos, vinham em busca de uma vida melhor para si e para suas gerações. Ainda hoje é possível perceber interferências dos imigrantes oriundos desses países, especialmente na arquitetura e na culinária da cidade.[19]

                    Já sobre influência da chegada dos primeiros imigrantes, em 1910 a sede da colônia já possuía um aspecto urbano com abertura de ruas e edificação de cerca de cinquenta casas e outras 22 em construção, todas de madeira, inclusive o chalé do escritório da comissão. Incluía ainda dois barracões para hospedagem dos imigrantes, enfermaria e depósito de materiais, nove casas comerciais, uma barbearia, uma alfaiataria, três sapatarias e um açougue. Também foi rápido o desenvolvimento da zona rural. Até 1914, a sede inicial da colônia Erechim foi o povoado que mais prosperou em toda a região. Em 20 de abril de 1916, o escritório da Comissão de Terras e Colonização foi transferido do Povoado Erechim para o de Paiol Grande, sede geral da colônia anteriormente escolhida.[14]

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                      • 2943

                      #370
                      355/497 Getulio Vargas-RS

                      Área 286 564 km² [2]
                      População 16 648 hab. est. IBGE/2016[3]

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                      História
                      O início do povoamento da atual sede de Getúlio Vargas deu-se pelo ano de 1908, tendo passado à categoria de vila e, ao mesmo tempo, sede de município. Contudo no interior do município e arredores, especialmente em direção a Quatro Irmãos, expressivo contingente de pessoas provenientes das áreas de fronteira do Rio Grande do Sul e do interior do estado de São Paulo, já se faziam presentes há gerações. A principal fonte econômica, estava calcada na comercialização de gado proveniente principalmente da fronteira do Rio Grande, que passava no interior de Getúlio Vargas, com destino a Sorocaba, Itapetininga, Piracicaba entre outras, de onde se destinavam a abastecer o estado de São Paulo.


                      Trevo principal de acesso a Getúlio Vargas na BR-153
                      A construção do ramal ferroviário entre Marcelino Ramos e Passo Fundo no final do século XIX e início do século XX, atraiu a escassa mão de obra regional para realização da construção da estrada, como famílias de negros ex-escravos e então recentemente libertos pela Lei Áurea, peões de estâncias e indígenas (caingangues e guaranis), dos quais em parte vinham de aldeias então existentes no "antigo" município de Nonoai, e também das regiões do Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (áreas que pertenciam à Argentina), as quais recentemente haviam sido incorporadas ao território brasileiro na Questão de Palmas. Os ex-trabalhadores (negros e indígenas), em grande parte permaneceram em Getúlio Vargas e região, pode-se encontrar tais remanescentes (negros) em áreas urbanas, em bairros como o antigo Bairro Costaneira e nos atuais bairros Navegantes, Montes Claros, XV de Novembro em Getúlio Vargas, também no bairro São José em Estação e em bairros de Erebango e Sertão. Os ex-trabalhadores indígenas da estrada de ferro, também chegaram a fundar uma pequena comunidade (rural) às margens da estrada de ferro (atual Ventara), em terras de propriedade da companhia inglesa, a qual havia recebido do estado brasileiro, áreas de 10 km em cada lado da estrada de ferro, por ocasião do contrato de construção da mesma. Posteriormente essa comunidade foi relocada para terras do estado do Rio Grande do Sul, atual município de Charrua, em decorrência da construção da RS-135.

                      Com a chegada dos imigrantes, via estrada de ferro, a localidade passou por rápida expansão populacional, econômica e teve sua importância no contexto regional amplamente acrescida, chegando a tornar-se a sede da colônia Erexim, sendo que o atual município de Erexim, chamava-se Boa Vista do Erexim. O bom terreno propiciou o desmatamento das matas que desde o século XVIII eram habitadas por caboclos, de origem sulina e paulistas, que destinavam-se a comercialização de gado entre Rio Grande do Sul e São Paulo, por meio de tropeadas. Até os dias atuais famílias remanescentes desta época, como "Pessoa da Silva", "Borges", "Teixeira", "dos Santos", entre outras vivem em Getúlio Vargas. Com a chegada dos imigrantes e da estrada de ferro, o eixo econômico da comercialização pecuária, encontrou novo foco, com o abastecimento dos recém chegados da Europa e das consideradas terras velhas (primeiras áreas de colonização do RS, como Serra e Vale dos Sinos). Os imigrantes em sua maioria italianos, alemães, polacos e os próprios caboclos, introduziram a agropecuária diversificada, a viticultura, além de trigo, milho, feijão. Com intuito de legalizar a ocupação, que vinha desenvolvendo-se nesse local, no ano de 1908 foi fundada a Estação Erexim.


                      Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil de Getúlio Vargas
                      Com a criação do município de Erexim, a sede inicialmente ficou na atual cidade de Getúlio Vargas, posteriormente, sendo transferida para Boa Vista do Erexim, mesmo assim a atual cidade de Getúlio Vargas, permaneceu sendo chamada de Erexim, sem contudo ser sede do município.

                      Em 18 de dezembro de 1934, pelo Decreto Número 5 788, foi criado o município de Getúlio Vargas, desmembrado dos municípios de Erexim e Passo Fundo.

                      O novo município pleiteava seu tradicional nome, Erexim, uma vez que fora sede da colônia de Erexim. O município a que pertencera até então tinha o nome de José Bonifácio. Porém o nome Erexim terminou por pertencer ao atual município de Erexim.

                      O presidente da comissão emancipatória, Mattia Lorenzon, sugeriu, então, para o município, o nome "Getúlio Vargas", em homenagem ao então presidente da República. Esta sugestão foi aprovada pelo interventor federal, o general Flores da Cunha. Tendo a cidade sido formada em uma região onde existem diversos córregos (sangas) a cidade era conhecida como "Cidade das Pontes", já que a área central da cidade possuía muitas pontes. Atualmente a maior parte dos córregos foram desviados ao canalizados, quase não existindo pontes na região central da cidade.

                      Em 1992 a cidade sofreu com um enchente de grandes proporções que inclusive vitimou quatro pessoas.

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                        #371
                        356/497 Floriano Peixoto-RS

                        Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.

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                        Área 168,429 km² [2]
                        População 1 972 hab. est. IBGE/2016[3

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                          • 2943

                          #372
                          357/497 Charrua-RS

                          Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Passo Fundo, o município caracteriza-se por suas variadas formas de relevo. População afetuosa e locais turísticos, como as cascatas, localizadas na comunidade de São Valentim, e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na Cidade Baixa.

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                          Área 198,125 km² [2]
                          População 3 493 hab. est. IBGE/2016[3]

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                            • 2943

                            #373
                            358/497 Estação-RS

                            Área 100,266 km² [2]
                            População 6 165 hab. est. IBGE/2016[3]

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                            História
                            Os primeiros colonizadores chegaram no fim do século XIX e o rápido crescimento da pequena colônia deu-se pela riqueza florestal e e pelas terras férteis, próprias para maquinarias. O bom terreno propiciou o desmatamento das matas que desde o século XVIII eram habitadas por caboclos, de origem sulina e paulistas, que destinavam-se a comercialização de gado entre a região de Sorocaba e o Rio Grande do Sul, por meio de tropeadas. Até os dias atuais famílias como Pessoa da Silva, Borges, Teixeira entre outras vivem em Getúlio Vargas. Com a chegada dos imigrantes e da estrada de ferro, o eixo econômico da comercialização pecuária, encontrou novo foco, com o abastecimento dos recém chegados da Europa e das consideradas terras velhas (primeiras áreas de colonização do RS, como Serra e Vale dos Sinos). Os imigrantes em sua maioria italianos, alemães, poloneses e os próprios caboclos, introduziram a agropecuária diversificada, a viticultura, além de trigo, milho, feijão. Com intuito de legalizar a ocupação, que vinha desenvolvendo-se nesse local, no ano de 1908 foi fundada a Estação Erechim.

                            Tanta diversidade de raças e culturas, só ocorreu pela existência da estrada de ferro, inaugurada em 3 de maio de 1910, aos altos do Ramal Passo Fundo-Marcelino Ramos (PF–MR), onde as primeiras famílias de desbravadores desceram pela conexão estabelecida, ligando o Rio Grande do Sul ao estado de Santa Catarina.

                            A ferrovia riscou o Estado de sul a norte, permitindo o transporte de mercadorias de maneira eficaz, segura e financeiramente acessível. A extensão da rede compreendida entre Estação e Passo Fundo era de 47 km; e de Estação a Erechim de 49 km. Por esse trajeto trafegavam os trens “Diurno” e “Noturno” de origem em São Paulo com destino à Porto Alegre e vice-versa. Essa viagem demorava até três dias para ser completada, e tinha como “linha-tronco” (ligação de todas as demais malhas) a cidade de Santa Maria.

                            A primeira linha telefônica foi instalada em 1910, com 5.000 m. Os telefones eram raros, e quase impossibilitavam a comunicação por estarem constantemente quebrados. Com isso, o aparelho de telégrafo teve grande destaque, já que era uma forma confiável para emitir mensagens que os trens se aproximavam. A falta de luz, a difícil manutenção dos trilhos feita de forma artesanal, e o uso do lápis anilina, entre outros, eram fatores que dificultavam ainda mais o trabalho daqueles que dedicavam seus dias aos trilhos.

                            Como forma de entreter e divertir os moradores, em 25 de março de 1932 foi fundado o Esporte Clube Cruzeiro do Sul, que mais tarde decidiu por abandonar as atividades esportivas e dedicar-se aos eventos de cunho sociais e culturais.

                            No ano de 1935, Estação foi anexada ao município de Getúlio Vargas, passando a chamar-se Estação Getúlio Vargas, em homenagem ao presidente da época. Por abrigar a importante Cooperativa de Produção de Banha Sant’Ana Ltda.- COOBANHA – e pelas muitas madeireiras, responsáveis pelo grande volume de dinheiro movimentado, ficou conhecida como Bairro Industrial de Getúlio Vargas.

                            O intenso movimento de trens remetiam os principais produtos produzidos e transformados como banha, madeira, feijão, trigo e milho para diversas localidades, entre elas Rio Grande, onde de lá o destino era a exportação; e recebiam cereais, frutas, açúcar, materiais de construção, gasolina, eletrodomésticos além de famílias inteiras, ratificando a importância da ferrovia para a formação de diversas cidades da região do Alto Uruguai.

                            As poucas opções de lazer e o árduo trabalho diário, fizeram com que em 23 de novembro de 1942, o Lutador Futebol Clube fosse fundado, ficando consagrado por ser o primeiro Campeão oficial de Getúlio Vargas.

                            No início dos anos 50, com o intuito de melhor administrar e explorar os quase 40.000 km de ferrovias, o Governo Federal criou a Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), unificando as linhas Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. Cada ferroviária contava com um quadro obrigatório de funcionários: o maquinista e um ajudante, o foguista, o chefe de trem, o manobrador, o telegrafista, o conferente, os carregadores, totalizando cerca de 16 mil funcionários, não somados as vagas tercerizadas, oferecidas por restaurantes e outras organizações, em trens de longa distância.

                            Além do comércio em geral, Estação contava com uma arquitetura arrojada composta por muitos armazéns de cereais. Em 1957 foi fundada Cooperativa Tritícola de Getúlio Vargas que recebia, armazenava e comercializava produtos agrícolas. A cooperativa valeu-se muito das malhas ferroviárias, pois, oportunizavam o deslocamento de vagões, com até 52 toneladas, as proximidades de seus pátios e por disporem de vagões próprios para expedir cargas vivas. Com a prosperidade da cooperativa, e, consequentemente, do Bairro Industrial, registra-se no ano de 1967 os primeiros indícios de que a emancipação era um sonho possível, sendo apenas uma questão de tempo.

                            Mesmo sem a autonomia de um município, Estação propiciava investidores a difundirem novas atividades comerciais. Prova disso são os registros de 1973, até então inéditos, da seleção, secagem, e comércio de sementes através de Octávio Ciro Boff. No mesmo período, nas estações de trens, os telégrafos eram substituídos pelos telefones. E como modo de defender a agropecuária de pequeno porte, em favor dos associados, a COOBANHA unificou-se a Cooperativa, selando em 1976, a fundação da Cotrigo.

                            Conscientes do bom momento vivido, aliado ao desinteresse das autoridades, os movimentos para emancipação dos anos de 1977 e 1985 apresentaram resultados, positivos o bastante, para que fossem levantados dados sobre a potencialidade da área a ser emancipada. Esses dados faziam referência ao comércio, agricultura, agropecuária.

                            Paralelo a toda potencialidade da área, as décadas de 80 e 90 foram dramáticas para a RFFSA. A companhia já não era capaz de gerar recursos suficientes que cobrissem as despesas, e as linhas estavam sucateadas. A remodelagem dos trilhos estava fora de cogitação. Faltava verba para construir e reformar vagões. Em meio a essa crise, como medida de salvar o serviço, o governo criou leis de concessões, que permitiam empresas privadas a explorarem o meio, conservando apenas 4 mil profissionais.

                            Apesar do cenário parecer desfavorável, Estação continuava a manter e a construir sua economia. A busca por uma maior democracia e a descentralização política-administrativa era o constante objetivo. Então, em 21 de abril do ano de 1988, pela Lei nº 8572, estava criado o município de Estação. Ocorrendo a primeira eleição em 15 de novembro do mesmo ano, elegendo Guido Comin e Dorvalino Cecconelo como representantes do legislativo.

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                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2016
                              • 2943

                              #374
                              359/497 Ipiranga do Sul-RS

                              Área 159,230 km² [2]
                              População 1 978 hab. est. IBGE/2016[3

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                              Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Erechim.

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                              • Quinhones
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2016
                                • 2943

                                #375
                                360/497 Erebango-RS

                                Erebango é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, emancipado em 11 de abril de 1988.

                                "Erebango" é uma palavra de origem caingangue que significa "campo grande", através da junção dos termos rê ("campo") e mbâgn ("grande")[6].

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                                História
                                Os primeiros colonizadores de origem europeia chegaram no fim do século XIX e o rápido crescimento da pequena colônia deu-se pela riqueza florestal e pelas terras férteis. O bom terreno propiciou o desmatamento das matas (principalmente Araucaria angustifolia), que, desde o século IX, eram habitadas pelos índios caingangues. Por volta de 1910, com a construção da estação ferroviária e da ligação ferroviária entre Passo Fundo e Marcelino Ramos, começou a diversificação étnica da vila Erebango, através da chegada de famílias judaicas, alemãs, caboclas, italianas, polonesas e ucranianas. Desde então, a cidade tem, no setor primário, sua principal fonte de renda.

                                Emancipação
                                Até 1988, Erebango pertencia ao município de Getúlio Vargas, bem como outros quatro distritos: Estação Getúlio Vargas, Floriano Peixoto, Ipiranga do Sul e Souza Ramos. A Lei Estadual Número 8 253, de 12 de novembro de 1986, autorizou a consulta plebiscitária para a criação no novo município de Estação. Porém, os líderes dos distritos de Erebango e Ipiranga do Sul não concordaram e fizeram assembleias, comissões e abaixoassinados entre a população contra o novo município.

                                No início do ano de 1987, às vésperas da campanha política da administração municipal de Getúlio Vargas, continuavam divergências e atritos partidários entre os políticos dos distritos. Para ocorrer uma conciliação ou um acordo que ficasse a contento de todos, o deputado Hélio Musskopf, presidente da Comissão de Estudos Municipais, acompanhado pelo deputado Antonio Lorenzi, sugeriu que houvesse a emancipação dos três distritos.

                                Os três distritos, surpresos com a proposta, mas satisfeitos, organizaram suas comissões de emancipação e demais documentos para solicitar os plebiscitos. A documentação foi avaliada e aprovada e a autorização para a consulta à população quanto ao desejo de emancipar os distritos foi contemplada em Erebango pela Lei Número 8 368, de 29 de setembro de 1987.

                                Curiosidades
                                Erebango é terra natal de alguns gaúchos de importância nacional, como: Maurício Sirotsky Sobrinho, Odacir Klein, Jessé Silva (músico e compositor), Xiruca (músico e compositor) entre outros.

                                Um ponto histórico do município é o Cemitério do Combate, que foi palco de um confronto revolucionário entre Chimangos e Maragatos na Revolução de 1923 e não na Revolução Farroupilha (1835-1845), como muitos confundem.

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