Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #301
    286/497 Montenegro-RS

    Localiza-se a 29º41'19" de latitude sul e 51º27'40" de longitude oeste, a uma altitude de 31 metros. Segundo o censo 2018 do IBGE, a população é de 64.788 habitantes.

    Possui uma área de 440,84 km².

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    Aspectos históricos
    As terras de Montenegro estavam entre as primeiras a serem desbravadas por portugueses e espanhóis após o descobrimento do Brasil. O rio Caí foi importante rota para mercadores espanhóis que subiam o rio da Prata e portugueses, vindos da Lagoa dos Patos pelo rio Jacuí. Os desbravadores faziam incursões terrestres, com o objetivo de explorar e dominar terras, além de procurar índios para usá-los como mão de obra na mineração e engenhos de açúcar nas capitanias do Norte.

    Os ibiraiaras
    Montenegro está na região que os indígenas denominavam Ibiaçá, que significa "Travessia do Caminho do Rio". Esta região abrangia desde a ilha de Santa Catarina até a margem esquerda do rio Jacuí. Nela estava incluída a região de Ibiá, que se estendia entre as bacias dos rios Taquari e Caí.

    Por volta de 1635 os índios ibiraiaras habitavam a região. Falavam diferentes línguas e tinham costumes diferentes dos tupis. Eram chamados de bilreiros, por usarem nos lábios botoques semelhantes a bilros. Usavam grandes tacapes, manejados com perícia.

    As bandeiras e a Colônia de Sacramento
    Aproximadamente em 1636 surgiram os bandeirantes paulistas, entre eles Antônio Raposo Tavares, e destruíram grande parte das aldeias. Isso obrigou os jesuítas a se retirarem para a margem direita do rio Uruguai.

    Em 1680 foi fundada a Colônia do Sacramento, no atual território do Uruguai, à margem esquerda do rio de mesmo nome, que viria a estimular o desenvolvimento da capitania de São Pedro do Rio Grande, a qual formaria depois o estado do Rio Grande do Sul. Atraídos pela riqueza e fartura das terras, os tropeiros, suas famílias e escravos se estabeleceram definitivamente. Criaram as invernadas, que se transformavam em estâncias.

    Os açorianos
    A colonização dos açorianos iniciou uma nova era de desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Mostravam disciplina e dedicação ao trabalho, através da exploração da agricultura, pecuária, navegação e pesca. Dominavam a carpintaria, luminária e ferraria, além da alfaiataria e o tear. O couro era muito utilizado na confecção de cobertores, camas, parte interna das casas, cadeiras, botas e roupas de trabalho.

    Os portugueses Antônio de Sousa Fernando, Bartolomeu Gonçalves de Magalhães e Antônio José Machado de Araújo e suas famílias, foram os primeiros a se instalar no município de Montenegro, à margem direita do rio Caí, na década de 1730 a 1740.

    A primeira moradia construída na sede foi a de Estêvão José de Simas, por volta de 1785, na colina onde se encontra hoje a Escola Delfina Dias Ferraz. A casa era de pedras, coberta com telhas - raras na época. Foi edificada por José de Araújo Vilela e mais tarde, habitada por Tristão José Fagundes, genro de Simas e fundador da cidade.

    Alemães, italianos e franceses
    Após os primeiros colonizadores portugueses e paulistas, vieram os imigrantes alemães, italianos e franceses.

    Em 1824 chegou o primeiro grupo de imigrantes alemães em pequeno número, num total de 126 pessoas. Alguns meses depois vieram mais 157 famílias, com 909 pessoas. Em uma segunda etapa da imigração, por volta de 1857, aportaram aqui imigrantes alemães e italianos em quantidade considerável. Eles se destacaram pela economia agrícola e suinocultura. Os franceses vieram em menor número e desenvolveram principalmente o artesanato.

    O porto da cidade sobre o rio Caí era ponto de desembarque das famílias de imigrantes que vinham de Porto Alegre em direção as novas colônias. Eram conduzidas provisoriamente para um galpão grande, situado numa chácara onde hoje está instalado o Parque Centenário. Em função desta parada, muitas famílias não seguiram adiante, preferindo ficar na região.

    A Revolução Farroupilha
    Em 1835 os gaúchos se rebelaram contra a monarquia, dando início a mais longa guerra civil do Brasil, que durou 3.466 dias. Durante a Revolução Farroupilha, o território de Montenegro se tornou passagem obrigatória das tropas, causando grandes prejuízos às estâncias, que eram saqueadas e perdiam gado, cavalos e mantimentos.

    A ferrovia

    Prédio da antiga Estação Ferroviária, hoje um centro cultural
    A cidade contava com uma linha da Rede Ferroviária Federal, vinda do braço de São Leopoldo, tendo sido inaugurada em 1909. A linha férrea levou progresso e desenvolvimento a toda a região. Foi a viação férrea que deu largo impulso a outros municípios da região, tais como Maratá, Salvador do Sul e Barão que eram parte de Montenegro.

    A Estação férrea de Montenegro expandiu-se, recebeu reformas e melhorias em 1932 e depois de novo em 1950. O movimento de cargas e passageiros nesta região do rio Caí foi desativada no final da década de 1960.

    Em 2006 , foi restaurado o prédio principal da estação, onde abriga o Museu de Artes de Montenegro. Em 2009, foi restaurado o 2° prédio do complexo, onde funcionava os telégrafos da estação. E em 2016 foi revitalizado o 3° prédio, o antigo restaurante da estação, que hoje se chama Espaço Braskem, onde se realiza eventos do municipio e região. O complexo Estação da Cultura conta com um amplo complexo de lazer e cultura com cerca de 45 mil metros quadrados.

    História política
    Sua primeira designação foi a de "Porto das Laranjeiras", integrando o 2º Distrito da Vila de Triunfo. A partir da Lei nº 630, de 18 de outubro de 1867, passou a denominar-se freguesia de São João do Monte Negro.

    Em 1873 as 33 vilas existentes no Estado foram, por força da evolução da legislação e das Constituições, se transformando em municípios. Neste mesmo ano é criada oficialmente a Vila de São João do Monte Negro, no dia 5 de maio, através da Lei nº 885. Porém a sua instalação como Vila e sede, aconteceu somente no dia 4 de agosto de 1873, com o desmembramento da Vila de Triunfo.

    A primeira Câmara Municipal de Montenegro foi instituída em 1873, composta por sete vereadores eleitos, tendo como presidente da Intendência José Rodrigues da Rosa.

    Em 14 de outubro de 1913, pelo Decreto nº 2.026, a então vila de São João do Monte Negro foi elevada a categoria de cidade, já então com a denominação de São João de Montenegro.

    Em 31 de março de 1938, pelo Decreto nº 7.199 o município já denominado Montenegro foi dividido em onze distritos: Montenegro, Maratá, Harmonia, Barão, Bom Princípio, Estação São Salvador (atual Salvador do Sul), São Vendelino, Tupandi, Brochier, Poço das Antas e Pareci Novo.

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      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #302
      287/497 Pareci Novo-RS

      Localiza-se a uma latitude 29º38'18" sul e a uma longitude 51º23'51" oeste, estando a uma altitude de 29 metros.

      Possui uma área de 59,868 km² e sua população em 2016 era de 3.743 habitantes.

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      Economia
      O município é a sede da Harts Natural e Cervejaria Abadessa, fabricante de cerveja artesanal.

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        Fazedor de Chuva

        • Mar 2016
        • 2943

        #303
        288/497 Capela Santana-RS

        Localiza-se na Região Metropolitana de Porto Alegre, a 29º42'00" de latitude sul e 51º19'29" de longitude oeste, e a uma altitude de 69 metros.

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        Sua população em 2007 era de 11.375 habitantes, o que leva a uma densidade demográfica de 64,8 hab/km².

        É um município que conta com as águas do rio Caí.

        História
        Apesar do município ter se emancipado de São Sebastião do Caí em 1987, seu povoamento deu início entre 1738 e 1745, sendo que nesta época era um dos poucos locais povoados entre os rios Sinos e Caí—por isso seu primeiro nome denominou-se "Ilha do Rio dos Sinos"[6].

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          • Mar 2016
          • 2943

          #304
          289/497 Portão-RS

          Localiza-se a 29º42'06" de latitude sul e 51º14'31" de longitude oeste, a uma altitude de 45 metros. Sua população em 2016 era de 34.353 habitantes. Possui uma área de 158,75 km². É um município que conta com as águas do rio dos Sinos ao sul e com as águas do rio Cadeia ao norte.

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          Histórico
          Anterior à ocupação lusa no século XVIII e alemã no século XIX, na região entre São Sebastião do Caí e São Leopoldo, municípios dos quais Portão fazia parte, há registros sobre a existência de indígenas, especialmente do grupo denominado Tape. Entretanto, a ocupação mais intensiva, no município de Portão, data do século XVIII quando começaram a se fixar nestas terras, as primeiras famílias de origem européia, lusos e luso-brasileiros, que receberam do Rei de Portugal terras em sesmaria, assumindo o compromisso de se fixarem e de tornarem as terras produtivas. Os primeiros colonos criavam gado, cultivavam árvores frutíferas e outros produtos. A Fazenda Boa Vista e a Fazenda Bom Jardim, datam deste período e, acabaram denominando estes lugares. Nessa região, as primeiras sesmarias e, famílias catalogadas, foram as de José Leite de Oliveira que compreendia a fazenda do Courita, a leste do rio dos Sinos, entre a estrada de Sapucaia, o morro do mesmo nome e o passo geral, no rio dos Sinos e alcançava as margens do arroio Correia a oeste, passando ao sul de Hamburgo Berg (Novo Hamburgo) e englobando as terras do futuro município de Estância Velha. A sesmaria do lado do arroio Correia seguindo pelas várzeas do arroio Cascalho, tributário na margem direita do arroio citado, presumivelmente até a Estrada dos Correia, limítrofe com a Fazenda da Cachoeira, de Ferraz de Abreu, se a hipótese é correta, toda e região de Portão Velho e Rincão do Cascalho estaria incrustada dentro desta sesmaria, cedida em nome de Manoel Correia. A sesmaria de José Pinto Ramires (meio irmão de Manoel Pinto Bandeira e Francisco Pinto Bandeira, este último, pai do lendário Coronel Rafael Pinto Bandeira), ficava no extremo sul, até a foz dos rios dos Sinos e Caí denominada de Fazenda de Santa’Ana, da Ilha do Rio do Sinos, fechando-se com o arroio Correia e o Cadeia. Luiz Alves Coelho, Sebastião Rodrigues, Francisco Rodrigues, são nomes facilmente encontrados na zona central e leste do atual município de Portão, Manoel Duarte do Amaral, Viúva Maria Nunes, com indicações orais de descendentes, na região central onde se situa a Estação Portão e a localidade da Boa Vista. Ainda, João Velho da Costa, possível antigo tropeiro,que deixou descendentes no ramo da marchantaria, na região oeste do povoado do Rincão do Cascalho. Salvador de Souza, José de Souza, com vários nomes esparsos, pelas vilas da localidade de Portão, possíveis descendentes do capitão João José de Azevedo e Souza, porém relacionado na história de Montenegro, como um dos pósfundadores do arraial de Capela de Santana. João Batista da Rosa, mencionado na história de Montenegro, ascendente do escritor Antonio Carlos F. da Rosa. Aparece como proprietário da fazenda do Desterro, na margem esquerda do rio Caí e a jusante do morro da Mariazinha. E ainda, Bernardo Baqueano, Marcelino Cordeiro, Antonio Gonçalves. Após 1758, muitos pioneiros vieram se somar aos primeiros colonizadores das terras de Portão, Capela de Santana e São João de Montenegro. Entre eles, poderíamos citar as famílias de Manoel Fernandes Chaves, Cândido Rodrigues Ferreira, Joaquim Pereira do Amorim e João Luiz Teixeira. Consta do mesmo trabalho, que as terras da diocese de Capela de Santana foram doadas por Desidéria de Oliveira Pinto Bandeira, casada com o capitão João José de Azevedo e Souza e a filha do Capitão Custódio Ferreira de Oliveira Guimarães. Quando se iniciou a colonização teuto e teuto-brasileira em Portão, as terras a leste e oeste do arroio do Portão, eram de propriedade particular e, após 1824, as terras da margem leste foram desapropriadas e utilizadas, para que oGoverno Imperial, fizesse doações aos primeiros imigrantes que chegaram de São Leopoldo.

          Emancipação
          Portão conquistou a sua autonomia política aos poucos e impulsionado pelo progresso econômico, foi atingindo sua emancipação. Em 1927 passou a ser o 8º distrito de São Sebastião do Caí, sob a gestão do intendente Ernesto Noll. O capitão Pedro Schüler foi nomeado primeiro subprefeito da localidade. Em 1939, o Distrito foi elevado à categoria de Vila e em 1962 iniciou-se o Movimento Pró Emancipação.

          Todas as localidades de Portão estavam representadas por membros das suas comunidades, sendo assim, o movimento emancipacionista integrou a localidade através das lideranças de áreas rurais e urbanizadas. Segundo a primeira ata do Movimento Pró-Emancipação: '(...) Por indicação do Sr. Ewaldo Francisco Thiessen foi nomeado para presidente da mesa o Sr. Walberto Uebel, por aclamação. (...) o mesmo indicou a mim, José Mehringer, para secretário'.

          'Por solicitação do Sr. Paulo Müller leu-se a relação dos nomes lembrados para a composição da Comissão de estudos Pró Emancipação, ressalvando que novos nomes poderiam ser indicados, uma vez que a mesma não é uma relação definitiva. (...)Foram indicados por aclamação os representantes de cada sub-distrito: para Fazenda das Palmas e Sanga Funda, Hugo Silva; para a zona pertencente aos municípios de Estância Velha e São Leopoldo, Nereu Hoff; para Rincão do Cascalho, Egon Krummenauer; para Socorro, Oscar Müller; para Morretinhos, José Rodrigues da Rosa; para Portão Velho, Antônio Biehler; para Sertão Capivara, Oscar Gehm; para a Estação Portão, Walberto Uebel. Por aclamação, Theobaldo Roese foi indicado como o presidente de Honra da comissão'.

          Na reunião seguinte ficou estabelecido que, com assessoramento do Dr. Lidovino Antônio Fanton, seria constituída a Comissão Emancipacionista, assim constituída: Oscar Müller, Arthur Dieder, Hugo Silva, Oswaldo Scherer, Otto Lemmertz, José Mehringer, Rubi Franke, Urbano Uebel, Lauro Matzembacher, Kurt Kirst, Nicolau Rippel, Evaldo Thiessen, Alonso Dietrich, José Cassel, Paulo Müller, Antônio Biehler, Círio Jung, Delmar Winck, Egon Krummenauer, Orlando Engel, Nereu Hoff, Alfredo Lemmertz, José Rodrigues da Rosa, Oscar Gehm, Walberto Uebel, Theobaldo Roese, Silvio Flores, Osni Nazário e Alvício Mattje.

          O trabalho da Comissão Emancipacionista foi além de organizar encontros da comunidade com lideranças políticas locais e com a Assembleia Legislativa. Havia toda uma burocracia a ser cumprida. Após a comissão cumprir as exigências legais para que fosse concedido a Portão o título de município, foi elaborado um processo 'encabeçado' pelo deputado Lidovino Fanton, o qual foi assinado por Walberto Uebel (presidente da Comissão) e entregue à Assembleia do Rio Grande do Sul, sendo indicado o mesmo deputado como relator.

          Em 25 de agosto de 1963 foi realizada a consulta plebiscitária relativa à emancipação e o resultado foi que 801 votos determinavam o 'Sim', 274 portonenses foram contrários e 348 eleitores se declararam 'indecisos'. Em 9 de Outubro de 1963, o Município de Portão foi criado pelo Governador Ildo Meneghetti. Finalmente, no dia 14 de Outubro de 1963 foi publicado no Diário Oficial a Lei nº4.579, oficializando o nascimento do Município de Portão. As primeiras eleições realizaram-se em 19 de Janeiro de 1964, sendo eleito prefeito Lothar Kern e vice Rubi Nelson Franke, candidatos integrantes da coligação PSD, formado pela Aliança Popular de Portão. Para o Legislativo foram eleitos sete vereadores: Antônio Biehler, Paulo Müller, Oscar Gehm e Egon Krummenauer do PSD; Antônio José de Fraga, Mário Pires Machado e Euclides Xavier de Almeida do PTB

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            Fazedor de Chuva

            • Mar 2016
            • 2943

            #305
            290/497 Novo Hamburgo-RS

            O nome da cidade é uma referência à cidade alemã de Hamburgo.

            Novo Hamburgo está situado no Vale do Rio dos Sinos, a cerca de quarenta quilômetros da capital do estado e pertence à Região Metropolitana de Porto Alegre.

            O município, banhado pelo Rio dos Sinos, compreende uma área de 223 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 246 452 habitantes.

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            História
            Antes da chegada de primeiros europeus à região, no século XVI, a mesma era habitada por índios carijós. As primeiras povoações permanentes de Novo Hamburgo datam do século XVIII, quando portugueses, sendo maioritariamente imigrantes açorianos se instalaram na parte noroeste da cidade, no bairro hoje conhecido como Rincão dos Ilhéus, ou simplesmente Rincão. Em 25 de Julho de 1824, os imigrantes alemães começaram a chegar à Colônia de São Leopoldo e logo desenvolveram uma próspera sociedade rural na região do Vale dos Sinos. Pouco depois, começaram a aparecer pequenos núcleos urbanos nas colônias. Um deles ficava na área de Hamburgerberg (que hoje é o bairro Hamburgo Velho), a partir de onde se originou a Novo Hamburgo atual. A falta de recursos para concluir a estrada de ferro Porto Alegre-Hamburgerberg, em 1876, fez com que os ingleses que a construíam erguessem uma estação onde a obra parou, denominando-a New Hamburg-Novo Hamburgo.[6] O local, até então um descampado, começou a atrair moradores e comércio, dando início à cidade.

            O movimento emancipacionista começou a se delinear no início dos anos 1920. A Liga Pró-vilamento, formada em 1926 por várias importantes personalidades da cidade, foi recebida pelo governador do estado e, em 5 de abril de 1927, houve a emancipação do município. Guilherme Ludwig foi eleito para o cargo de vice-intendente, sendo Leopoldo Petry o primeiro intendente de Novo Hamburgo.

            Tendo a cidade se emancipado de São Leopoldo, sua industrialização se acelerou, tornando-se um dos polos econômicos do Vale do Sinos. Por muito tempo, a indústria foi praticamente formada apenas pela cadeia coureiro-calçadista, com várias empresas de destaque. Entre os pioneiros se destacam Nicolau Becker, criador do primeiro curtume da cidade, Guilherme Ludwig, Pedro Adams Filho, Augusto Jung, Pedro Alles e Artur Haas. A cidade é conhecida como "Capital Nacional do Calçado".

            O crescimento trazido pelo calçado atraiu inúmeros imigrantes, inchando a cidade a partir da década de 1960 e originando a maior parte dos problemas sociais, dada a incapacidade dos governantes de acomodar a todos adequadamente. Embora a crise dos anos 1990 tenha estancado o crescimento populacional hamburguense, agudizou os problemas mais graves da cidade como favelização, transporte insuficiente e deficiências na infraestrutura. Atualmente, a cidade possui um dos edifícios mais altos do Rio Grande do Sul, o Residencial Sunset, situado no alto do bairro Hamburgo Velho, com 28 andares, assim como o Porto Brasil, no bairro Vila Rosa, também com 28 andares.

            A preponderância coureiro-calçadista, com forte caráter exportador, na economia permaneceu até o início da década de 1990, quando uma forte crise econômica na região, a partir do governo de Fernando Collor de Mello, forçou uma diversificação econômica. A situação foi agravada com a concorrência chinesa nos mercados internacionais e, a partir do ano de 1998, pela valorização do real que levou ao fechamento de diversos curtumes e fábricas de calçados e à demissão de milhares de pessoas.

            No centro histórico, localizado no bairro Hamburgo Velho, encontra-se ainda algumas edificações construídas na técnica enxaimel, como o atual Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser (primeiro exemplar da técnica tombado pelo IPHAN no Brasil), a Casa Kayser e a Casa Ody (trata-se de uma réplica da original, já demolida).


            Igreja Protestante de Confissão Luterana no Brasil- Três Reis Magos
            Existem ainda as obras do arquiteto alemão Ernst Seubert, posteriores a esta etapa construtiva. Entre as conhecidas, estão a Igreja dos Reis Magos (IECLB), a Igreja Nossa Senhora da Piedade, a antiga Padaria Reiss, a Casa Schmitt ("Casa Rosa"), entre outras. Destacam-se ainda, o prédio neoclássico da Fundação Scheffel, o art déco do antigo Bar Olá Maracanã, no encontro das Ruas General Daltro Filho e Maurício Cardoso, a Casa Pittanti, entre outras.

            Ligando o Centro Histórico ao atual Centro da cidade, existe um corredor histórico-cultural. Trata-se da Rua General Osório, ao longo da qual encontram-se dezenas de prédios históricos de diversas épocas. Destacam-se neste corredor, o prédio do Colégio Santa Catarina, o prédio da antiga Sociedade Frohsin (atualmente GSFM), projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn, as casas das famílias Richter, Klein, Momberger, Snel, Grünn; o antigo Posto Engel, entre outras. Esta rua é reconhecida pelo Plano Diretor do Município como área de interesse histórico-cultural.

            No bairro Centro, destacam-se a Catedral Basílica São Luís Gonzaga e a Igreja Evangélica Luterana da Ascensão, ambas construções historicistas da década de 1950. A segunda segue o estilo neogótico, com formas puras do gótico original, algo já incomum para esta época tão recente.


            Igreja Protestante de Confissão Luterana no Brasil- Comunidade da Ascensão
            Existem, ainda, dezenas de casas ecléticas distribuídas pelos eixos históricos, porém estas não são reconhecidas oficialmente.

            A cidade apresenta ainda alguns interessantes exemplares do modernismo, principalmente residências construídas a partir das décadas de 1950-1960.

            No bairro rural de Lomba Grande, existe significativo patrimônio, ainda não reconhecido e devidamente inventariado. A Rua João Aloísio Allgayer, no entanto, também é considerada um corredor de interesse cultural no Plano Diretor.

            Além dos imóveis tombados, existe um Inventário do Patrimônio Cultural, cuja manutenção segue diretrizes da Comissão de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural. Apesar da estrutura, a preservação do patrimônio na cidade ainda enfrenta muitas deficiências.

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            • Quinhones
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2016
              • 2943

              #306
              291/497 Canoas-RS

              Segundo estimativas do IBGE, Canoas, em 2010, contava com uma população de 323.827 habitantes, superando países como a Islândia e Belize, sendo o 4º maior município do estado e o 67º do Brasil em população.[22] Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 344 957[3] habitantes. O PIB do município é elevado, ocupando o 2º lugar no ranking do PIB no estado e 31º no ranking do PIB nacional, à frente de capitais como Cuiabá, Campo Grande e Natal. Segundo o PNUD a população masculina ocupa 48,63% e a feminina ocupa 51,37%. A população urbana ocupa 99,8% e a rural 0,2%. A densidade demográfica é de 2.542,56 habitantes por km².

              A expectativa média de vida é de 70,8 anos, o homem até os 66,6 anos e a mulher até os 75,1.[19] A mortalidade infantil é de 13,04 por mil nascidos vivos (FEE/2006). A taxa de analfabetismo é baixa, cerca de 3,23% dos canoense são analfabetos.[19] O índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é 0,815.(PNUD/2000).[23] O Índice de Gini é de 0,53 (PNUD/2000) e o Índice L de Theil é de 0,50 (PNUD/2000).

              A população canoense é formada por descendentes de açorianos e também alguns imigrantes italianos, ucranianos, palestinos e alemães, que vieram a Porto Alegre no século XX. A maioria se instalou na região, mas outros se mudaram para regiões próximas, e uma delas era a futuro município de Canoas.

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              Canoas é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, pertencente à mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre. Localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi emancipado das cidades de São Sebastião do Caí e Gravataí em 1939, e seu nome tem origem da confecção de canoas em seu território no início de seu povoamento, mais precisamente depois da construção da estação férrea local em 1874.

              O município possui o segundo maior PIB e a quarta maior população do estado, além de ser a 72ª cidade do Brasil com mais habitantes. Canoas atrai pessoas de outros municípios por causa de seu centro movimentado, das muitas indústrias e por ser um pólo Universitário com um campus do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e cinco Universidades, (Ulbra, Uniritter, Unilasalle, Unisinos e IPUC).

              Atinge uma altitude de oito metros ao nível do mar. Em seu território correm as águas dos rios Gravataí e Sinos.

              Etimologia
              Durante a construção da estrada de ferro que ligava Porto Alegre a São Leopoldo, inaugurada em 1874, uma timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) foi aproveitada na antiga fazenda de Gravataí para construir embarcações. O lugar passou a ser chamado de Capão das Canoas, e deu origem ao nome do povoado. Ela também é a árvore símbolo do município [5]

              História
              Ver artigo principal: História de Canoas
              A área onde hoje se localiza o município de Canoas era habitada pelos índios Tapes, quando em 1725 chegaram à região os tropeiros lagunistas e com eles o povoador e conquistador Francisco Pinto Bandeira. Em 1733 ele ocupou as terras e criou a Fazenda Gravataí, que foi herdada por Leonardo Arnhold da Rosa e mais tarde por Josefa Eufália de Azevedo (A Brigadeira). Posteriormente essas terras foram repartidas e vendidas.[6]

              Em 1871 a construção da estrada de ferro que ligaria São Leopoldo a Porto Alegre tem início. O primeiro trecho da ferrovia foi inaugurado em 1874 e na atual área de Canoas foi construída uma estação. O povoamento da região iniciou em torno desta estação férrea, que ficava no centro da Fazenda Gravataí.[7]

              Os homens da guarda da estação utilizaram uma grande árvore na construção de uma canoa para o serviço da sede, situada às margens do rio dos Sinos. Outras canoas foram feitas com árvores do mato que havia no local que, por esse motivo, ficou conhecido como Capão das Canoas, o que originou o nome da estação, do povoado e, posteriormente, do município.


              Estação férrea de Canoas em 1874.
              O major Vicente Ferrer da Silva Freire, proprietário da Fazenda Gravataí na ocasião, aproveitou a viação férrea para transformar suas terras em um lote de chácaras de veraneio, que ele pôs à venda. Ponto de referência obrigatório, o local passou a ser designado como Capão das Canoas. Logo, as grandes fazendas foram perdendo espaço para as pequenas propriedades, chácaras e granjas.[8]

              Em 1908, Canoas foi elevada a Capela Curada. No mesmo ano vieram os irmãos Lassalistas e criaram uma escola agrícola, de ensino primário e de ensino secundário no centro da cidade. Em 1937, foi criada o 3º Regimento de Aviação Militar (RAV), hoje o 5º Comando Aéreo Regional (V Comar), isto foi decisivo para que ocorresse a emancipação do município. Victor Hugo Ludwig levou ao general Flores da Cunha, interventor federal no estado, as razões da emancipação.

              A emancipação de Canoas ocorreria somente em 27 de junho de 1939. No dia 20 de março de 1992, a cidade perdeu seu 2º Distrito que, emancipado, se tornou o município de Nova Santa Rita.

              A partir dos anos 1970, a economia e a população cresceram muito rapidamente. Pouco tempo depois a cidade já era grande, e hoje é a segunda maior economia do estado.

              Símbolos oficiais
              O Brasão de Canoas é o símbolo oficial de Canoas. Foi elaborado por João Palma da Silva e instituído pela Lei Municipal nº 824, de 10 de dezembro de 1963, na administração do prefeito Coronel José João de Medeiros. Seu símbolo central, a engrenagem, representa a força da indústria no município, as canoas na parte de cima dão o nome do município e a faixa na parte de baixo representa as cores do Rio Grande do Sul.[carece de fontes]

              O Hino do Município de Canoas é o hino oficial de Canoas. Tem letra de Wilson Dantur e música de Pedro Reinaldo Klein. Tornou-se o hino oficial através da Lei Municipal nº 986 de 24 de junho de 1965.[9]

              A Bandeira de Canoas é a bandeira oficial de Canoas. Foi adotada na gestão do prefeito Geraldo Gilberto Ludwig. O verde e o amarelo representam o Brasil, e o vermelho representa o sangue que foi dado em nome da liberdade do Rio Grande do Sul.[9]

              Geografia
              Ver artigo principal: Geografia de Canoas

              Paisagem da Ilha das Garças.
              A geografia de Canoas é bem diversificada. A paisagem dominante é a da zona urbana, mas em alguns pontos isolados do município podem-se encontrar florestas, grandes bosques e um cenário parecido com os semidesertos.

              O solo é pobre devido ao alto desgastamento e ao alto nível de poluição, por isso apenas plantas nativas sobrevivem, sendo que as demais plantas precisam de um tipo especial de terra. Canoas é banhada por dois rios, o rio dos Sinos e o rio Gravataí, além de estar na zona do Delta do Jacuí. O município também é banhado por diversos arroios e lagos, alguns poluídos e outros intactos. Na agricultura é dado o incentivo à produção de hortifrutigranjeiros, mas também são produzidos leite, lã, ovos e mel no município.

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                • Mar 2016
                • 2943

                #307
                292/497 Esteio-RS

                Esteio é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Conquistou em 2010 o 2º melhor Índice de Desenvolvimento Socioeconômico do Rio Grande do Sul (IDESE). É atualmente o menor município em área do Rio Grande do Sul e da Região Sul. É também o décimo quinto menor do Brasil, com uma área de apenas 27,543 km².

                População 84 114 hab. est. IBGE/2016

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                História
                A área onde hoje se localiza o município de Esteio era parte da Fazenda Areião do Meio, propriedade da Baronesa do Gravataí. Em 1873, a construção de uma linha férrea entre Porto Alegre e Novo Hamburgo dividiu a fazenda ao meio. Consequentemente, ao longo dos trilhos surgiu um vilarejo, vinculado ao 7° distrito de Sapucaia do Sul, que foi habitado pelas famílias dos operários que construíram a ferrovia.

                Em 1905, foi inaugurada a Estação da Estrada de Ferro, que intensificou o crescimento do vilarejo, com o surgimento de residências, comércio e ruas. A estação foi demolida anos depois para viabilizar as operações da Trensurb.

                No dia 13 de janeiro de 1948, Esteio foi desmembrada do 7° distrito de São Leopoldo, passando à categoria de Vila por meio da Lei Municipal N°10. Porém, em 1950, Esteio passou a integrar o 11° Distrito de São Leopoldo por meio da Lei Municipal N° 174 devido à expansão de seu perímetro urbano. No dia 08 de dezembro de 1953, Esteio foi emancipada após a realização de um plebiscito.

                Geografia
                Esteio pertence à mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à microrregião Porto Alegre.

                Tem altitude de 29 metros acima do nível do mar, latitude de 29 graus, 50 minutos, 10 segundos e longitude de 51 graus, 09 minutos, 15 segundos.

                É um município pequeno, possuindo apenas 32,5 quilômetros quadrados e está localizada a 20 quilômetros da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, fazendo parte das cidades que compõem o eixo da grande Porto Alegre.

                Pode-se ter acesso pela rodovia BR-116 e por via ferroviária pelo Trensurb. Também conta com o rio dos Sinos, que banha a cidade a noroeste. Os limites de Esteio são os municípios de Canoas, Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha e Nova Santa Rita.

                Turismo e Lazer
                De grande destaque no município é o Parque de Exposições Assis Brasil, onde ocorrem os maiores eventos da cidade, como a Expointer, a ExpoLeite e outros eventos de igual monta, Além do Ginásio Municipal Edgar Piccioni, onde ocorre todos os eventos esportivos da cidade, como a Copa dos Campeões, que no ano de 2012, reuniu mais de 3.500 pessoas na final da competição.

                Há também algumas casas de cultura, como a Lufredina de Araújo Gaya e a Casa da Cultura Hip Hop, gerida pela Associação da Cultura Hip Hop de Esteio.

                Expointer
                A Expointer é uma feira agropecuária de destaque nacional e internacional, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil. É considerada a maior feira de exposição de animais da América Latina. A primeira edição ocorreu em 24 de fevereiro de 1901, em Porto Alegre. Em 2004 a feira recebeu um público recorde de 720 mil pessoas. Além de ser uma feira agropecuária, a Expointer reúne parques, brinquedos, praças de alimentações e várias lojas. A feira de exposições, chegou a Esteio em 1970. Porém, somente alguns anos mais tarde fora batida com o atual nome "Expointer".

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                  • Mar 2016
                  • 2943

                  #308
                  293/497 Sapucaia do Sul-RS

                  A população de Sapucaia do Sul era de 137 750 habitantes em 2014, o que dá uma densidade demográfica de 2348,9 hab/km².

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                  História
                  Também conhecida como a Fazenda do Cerro, foi fundada em 1737, pelo retirante da Colônia de Sacramento, o português Antônio de Souza Fernando. A fazenda localizava-se no sopé do Morro Sapucaia. A estância se estendia desde o rio Gravataí até o rio dos Sinos. Ao lado, localizava-se a Fazenda Guaixinim-Sapucaia que se estendia até Porto Alegre, de propriedade de Francisco Pinto Bandeira, genro de Antônio de Souza Fernando.

                  Para povoar essas fazendas, os tropeiros prearam o gado bravio que se criava selvagem pelos campos, remanescente do gado criado pelos padres jesuítas das missões, destruídas pelos bandeirantes. Por mais de um século, o meio de vida da região foi a criação de gado.

                  Já no final do século XIX, foram surgindo os matadouros no território de Sapucaia. No início do século XX, oito matadouros abasteciam toda a região, inclusive Porto Alegre. Por toda esta época as fazendas deram lugar a grandes invernadas, que recebiam o gado de outros lugares, das tropas e dos trens, em vagões especialmente preparados para tal.

                  Por volta de 1930, surgiu a moda, junto às famílias mais abastadas, de ter uma casa no campo. O distrito de Sapucaia distava apenas 25 km de Porto Alegre, sendo ligada à Capital pelo trem, que fazia duas viagens diárias e tornou-se o local ideal para os sítios de lazer.

                  Os grandes proprietários passaram a dividir suas terras em pequenos sítios, que eram comercializados principalmente na Capital.

                  A era da industrialização iniciou em 1940, com a construção da BR2, hoje BR 116. O governo do Estado e o Município de São Leopoldo concederam isenções de tributos a todas as empresas que viessem a se estabelecer nesta região.

                  A primeira grande empresa que se estabeleceu no então distrito de Guianuba foi a empresa Vacchi e Cia LTDA. Logo depois, em 1946, chegava o Lanifício Riograndense S/A, hoje denominado de Paramount Lansul S/A. Em 1945 foi a vez da Siderúrgica Riograndense e do Lanifício Kurashiki do Brasil S/A instalarem-se no município. Em 1965, a Recrusul e a White Martins também vieram para o município.

                  Estas empresas, e outras, não mencionadas, transformaram o "7º Distrito de São Leopoldo" numa verdadeira potência econômica, encerrando a luta pela emancipação, ocorrida em 1961.

                  As indústrias trouxeram pessoas de todos os lugares em razão do número de empregos que geravam. Em 1920, Sapucaia tinha 880 habitantes. Em 1960, alcançara a casa dos 18 mil e, atualmente, o município possui 130 mil habitantes.

                  Sapucaia chegou a ser o 7º município no ranking de arrecadação de ICMS do Estado. Tal imposto representa praticamente 75% do total de arrecadação municipal.

                  Com a construção da linha férrea da Trensurb na década de 80, Sapucaia foi dividida pelos trilhos do trem. Com isso, a maioria das empresas de comércio e serviços do lado oeste do centro da cidade tiveram que mudar para o lado do calçadão ou então fechar as portas. Porém, com a construção da passagem subterrânea ligando as Avenidas Ruben Berta com João Pereira da Vargas, no centro da cidade, os dois lados passaram a experimentar um progresso mais equitativo.

                  O município possui zona rural e zona urbana e a árvore figueira é um dos símbolos da cidade.Marcos históricos

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                    • 2943

                    #309
                    294/497 São Leopoldo-RS

                    Área 102,313 km² (BR: 5119º)[4]
                    Área urbana 45,4 km² (BR: 67º) – est. Embrapa[5]
                    Distritos apenas São Leopoldo
                    População 229,678 hab. (RS: 9º) – est. IBGE/2016[6]

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                    Foi habitada por índios carijós e por imigrantes açorianos. Era um vilarejo conhecido como Feitoria do Linho-cânhamo quando chegaram os primeiros 39 imigrantes alemães à região, em 25 de julho de 1824, enviados pelo imperador brasileiro Dom Pedro I para povoá-la. A desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo fora um estabelecimento agrícola do governo onde eram produzidas cordas, mas que não dera muitos resultados, tendo falido, entre outros motivos, devido à corrupção dos administradores.

                    Essa feitoria localizava-se junto da margem esquerda do Rio dos Sinos. A data de 25 de julho de 1824 passou a ser considerada a data de fundação de São Leopoldo. Instalados na feitoria até que recebessem seus lotes coloniais, este núcleo foi batizado "Colônia Alemã de São Leopoldo" em homenagem à Imperatriz Leopoldina, a esposa austríaca de Dom Pedro I. Nesta época, era então governador do estado o Visconde de São Leopoldo[10][11].

                    Durante a Revolução Farroupilha, a colônia ficou dividida entre os imperialistas liderados por Daniel Hillebrand e os revolucionários liderados por Hermann von Salisch. Nesta época a colônia prestou suporte a Porto Alegre, então sitiada, provendo a cidade com suprimentos transportados em barcas pelo Rio dos Sinos.

                    A colônia se estendia por mais de 1000 km2, indo em direção sul-norte de Esteio (hoje) até o Campo dos Bugres (Caxias do Sul, hoje). Em direção leste-oeste de Taquara (hoje) até o Porto dos Guimarães, no Rio Caí (São Sebastião do Caí, hoje). Aos poucos, novas levas de imigrantes ocuparam os vales dos rios dos Sinos, Cadeia e Caí, lançando o progresso através da dedicação ao trabalho, o que ensejou que a colônia alemã se emancipasse de Porto Alegre já em 1 de Abril de 1846, apenas 22 anos depois de fundada.


                    São Leopoldo, 1971. Arquivo Nacional.
                    Concorreu para este fato serem os alemães, além de Landmänner (agricultores), também Handwerker (artesãos). Daí, uma variada produção que acabou sendo o embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos. É em homenagem a esses imigrantes que o dia 25 de julho é feriado municipal. Em 1865, a colônia recebeu a visita do imperador brasileiro Dom Pedro II. Em 1874, foi inaugurada a estrada de ferro ligando a cidade a Porto Alegre, facilitando o escoamento dos produtos da colônia.

                    Em diversos pontos da sua grande área do passado, surgiram núcleos de desenvolvimento que posteriormente emanciparam-se, tornando-se prósperas cidades atualmente. Ao todo, foram oito novas cidades geradas. O município de São Leopoldo, portanto, deu origem a toda a região atualmente denominada "Vale do Rio dos Sinos".


                    Índice
                    1 Demografia
                    1.1 Bairros
                    1.2 Loteamentos/vilas
                    2 Economia
                    3 Política
                    4 Geografia
                    4.1 Clima
                    5 Cultura
                    5.1 Gentílico Não Oficial
                    5.2 Futebol
                    5.3 Rugby
                    6 Ver também
                    7 Referências
                    8 Ligações externas
                    Demografia
                    São Leopoldo é composto por uma grande parte de descendentes Alemães e Açorianos também por um grande número de Afro-descendente:
                    Etnias
                    Branca 87.9%
                    Parda 6.4%
                    Negra 5.7%


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                      • Mar 2016
                      • 2943

                      #310
                      295/497 Estancia Velha-RS

                      Estância Velha é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 49 345[3] habitantes.

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                      História
                      A história de Estância Velha inicia com a chegada dos índios. Após a participação indígena, registra-se que em 1788 fazia parte da Real Feitoria do Linho Cânhamo, instalada as margens do Rio dos Sinos, com o objetivo de ocupar a área para a Coroa Portuguesa e produzir cânhamo – matéria prima para a fabricação de cordame de navios e que Portugal exportava para outros países. Como o plano de ocupação não surtiu efeitos desejados, em 1824, já no Brasil Imperial, Dom Pedro distribuiu estas terras da Real Feitoria aos imigrantes alemães que aportaram em São Leopoldo. O primeiro imigrante alemão que se estabeleceu em Estância Velha foi Mathias Franzen, que derrubou o mato e fez roça. Sendo sapateiro, já em 1830 exercia também o oficio aprendido na Europa. A partir daí, seguiu-se a vinda de diversas famílias de imigrantes.

                      Ainda no século XIX, cria-se a base de desenvolvimento industrial do município. Data de 1890, a tradição coureira de Estância Velha, a princípio voltada a fabricação de selas e acessórios para montaria, mais tarde dedicada ao curtimento de couros e peles e produção de calçados, principal vocação da região. Com a evolução da indústria e a agricultura se mantendo forte, Estância Velha foi elevada à sede do décimo distrito de São Leopoldo, em 15 de janeiro de 1930. O movimento emancipacionista lutou durante nove anos para que, em 8 de setembro de 1959, Estância Velha fosse emancipada.

                      Geografia
                      Pertence à Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à Microrregião Porto Alegre.

                      É um dos municípios integrantes da bacia hidrográfica do rio dos Sinos.

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                        • Mar 2016
                        • 2943

                        #311
                        296/497 Ivoti-RS

                        Ivoti é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se na Região Metropolitana de Porto Alegre, a 29º35'28" de latitude sul e 51º09'38" de longitude oeste, a uma altitude de 127 metros. Sua população em 2016 era de 22.270 habitantes.

                        Possui uma área de 74,25 km² (Urbana: 16 km² e Rural: 58,25 km²)

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                        História
                        Chamada inicialmente de "Berghahnerschneiss" (Linha dos Berghahn), pois nesta localidade dois irmãos de sobrenome Berghahn, foram os primeiros colonizadores, As primeiras denominações que esta região recebeu foram Berghahnthal e Berghahnerschneiss, que significam "vale" e " Linha" dos Berghahn. Pela Lei Provincial nº 635, de 4 de novembro de 1867, esta área passou a denominar-se Bom Jardim, constituindo o terceiro distrito de São Leopoldo.

                        O atual município de Ivoti teve parte de suas terras ocupadas, inicialmente, no século XVIII, por meio da criação de gado, na região conhecida como Faxinal do Courita, que deu origem aos hoje municípios de Ivoti, Estância Velha, Lindolfo Collor, Presidente Lucena, Dois Irmãos, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga.

                        No entanto, foi com a chegada dos imigrantes alemães ao Vale do Rio dos Sinos, em 1824, que os primeiros colonos, de fato, se fixaram nesta área, por volta de 1826 - embora algumas referências históricas indiquem o início da colonização entre 1824 e 1825.

                        Os imigrantes que se dirigiam para esta área eram oriundos da região do Hunsrück, da atual Alemanha, naquela época pertencente à Prússia.

                        A denominação de Bom Jardim, escolhida em virtude destas terras serem propícias ao cultivo de flores, foi alterada pela Lei nº 7.199, de 31 de maio de 1938, para Ivoti, que significa "Flor", na língua Tupi-Guarani. Advém daí o fato de Ivoti ser conhecida como "Cidade das Flores".

                        Dentre as primeiras linhas ou picadas que foram povoadas, destacam-se a Picada 48, a Picada Feijão (ou Bohnenthal) e a Nova Vila (ou Neudeutschland).

                        Geografia
                        O município de Ivoti encontra-se numa área de transição entre a chamada Depressão Central e a Serra Geral, nos primeiros degraus da Serra ou Planalto Riograndense.

                        Possui altitudes modestas, estando a sede municipal a apenas 144m acima do nível do mar. A estrutura geológica é constituída de rochas areníticas e basálticas. Os solos do município são principalmente argilo-arenosos, sem grande fertilidade e com muita acidez.


                        Ponte do imperador, construída de pedra de cantaria, sobre o Rio Feitoria.
                        Seus cursos de água - com destaque para o arroio Feitoria - fazem parte da bacia do rio Caí, embora o município integre a Associação de Municípios do Vale do Rio dos Sinos, devido a identidade sócio-econômico-cultural existente entre os municípios que a compõem.

                        Seu clima é subtropical, notando-se perfeitamente a delimitação entre as quatro estações do ano. Esse tipo climático se caracteriza pela grande variação de temperatura, com verões quentes e invernos frios, e igualmente uma grande variação diária. Sua média termométrica é de 12 °C, com máximas ultrapassando 40 °C e mínimas atingindo abaixo de 0 °C.

                        As chuvas abundantes, em certas épocas do ano, podem causar problemas de enchentes, geralmente no fim do inverno. Muitas vezes ocorrem, também, chuvas de granizo e geadas. Durante o inverno, a região recebe influência dos ventos frios provenientes da Antártida, determinando uma queda brusca de temperatura. Já os ventos quentes, provenientes do Norte, normalmente anunciam chuvas, atingindo a média anual de 1.600mm.

                        No município existem pastagens naturais e artificiais, mata nativa e áreas de reflorestamento, com acácia negra e eucalipto.

                        Economia
                        Com o objetivo de satisfazer as necessidades vitais, o imigrante-colono começou a desenvolver atividades através da agricultura e da criação de gado, pois estas lhe forneceram os produtos básicos para sua sobrevivência.

                        Abrindo as picadas e derrubando a mata, iniciou suas atividades plantando produtos de subsistência. E até hoje, a agricultura e a pecuária praticadas em Ivoti são feitas em pequenas propriedades do tipo familiar, onde se cultiva aipim, milho, cana-de-açúcar, batata-doce, frutas e verduras. Alguns produtos são cultivados com fins comerciais, como os hortifrutigranjeiros produzidos na Colônia Ivoti.

                        O cultivo de flores, favorecido pelo tipo de solo no município, embeleza os jardins e concorre para que Ivoti seja, de fato, a "Cidade das Flores".

                        Na Colônia Ivoti, localizada no Vale das Palmeiras, e criada em 1966 por imigrantes japoneses, os principais produtos cultivados são as uvas de mesa, o kiwi, a bergamota, o caqui, as flores naturais (tanto para produção de mudas como para ornamentação) e as hortaliças, dentre elas principalmente o Repolho, (para consumo e produção de mudas). A agricultura desenvolvida é intensiva, com tecnologia importada e adaptada aos solos e clima da região.

                        O desenvolvimento da pecuária no município tem por objetivo, principalmente, a produção de leite. Entretanto, além da bovinocultura, destacam-se também a avicultura e a suinocultura.

                        Dentre as atividades industriais, destacam-se as do ramo coureiro-calçadista, de alimentação (incluindo laticínios) e de confecções (malharias).

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                          • Mar 2016
                          • 2943

                          #312
                          297/497 Lindolfo Collor-RS

                          Lindolfo Collor é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 29º35'49" sul e a uma longitude 51º12'34" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população estimada em 2004 era de 5 719 habitantes. Possui uma área de 31,896 km².

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                          História
                          Colonizado por imigrantes alemães, o município de Lindolfo Collor foi criado em 1992. Antes de emancipar-se, a localidade era chamada de Picada Capivara, devido ao grande número de capivaras avistadas na região pelos primeiros moradores. Ao emancipar-se, a comunidade de Picada Capivara adotou novo topônimo para homenagear o ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, Lindolfo Collor.

                          Saúde
                          Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em junho de 2008, coloca a saúde pública de Lindolfo Collor na segunda posição de todo o Brasil. No estudo realizado pelo Ipea, três índices registrados entre 1991 e 2000 foram considerados: mortalidade até um ano, óbitos até cinco anos e probabilidade de vida até os 60 anos.

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                            • Mar 2016
                            • 2943

                            #313
                            298/497 Dois Irmãos-RS

                            Dois Irmãos integra a Região Metropolitana de Porto Alegre. O município está localizado na Encosta Inferior do Nordeste do Rio Grande do Sul, na latitude 29º34'48" sul e a na longitude 50º05'06" oeste, a uma altitude de 166 metros acima do nível do mar.

                            Está a 52 quilômetros de Porto Alegre, por via asfáltica.

                            Sua colonização foi predominantemente germânica. A população do município em 2010 foi estimada pelo IBGE em 27.572 habitantes, sendo o 73° município mais populoso do estado, apresentando uma densidade populacional de 423,17 habitantes por km².

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                            História
                            Os primeiros imigrantes que chegaram a Dois Irmãos, vieram da Alemanha com o Navio Cecília, quatro anos após a Independência do Brasil. Aportaram no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1826, dia do arcanjo São Miguel, motivo pelo qual o tomaram como padroeiro; em 1832 os colonos católicos inauguraram a capela em honra a São Miguel. Inicialmente, a cidade foi chamada de São Miguel de Dois Irmãos.[7]

                            O nome Dois Irmãos se deve à vista que tem os que chegam à cidade, os dois morros gêmeos (em um deles situam-se torres de rádio, televisão e celular que servem a cidade e também a vizinha Novo Hamburgo). O nome original alemão da cidade foi Baumschneiss ou Baumschneiz, que significa picada dos Baum, em referência à família Baum, uma das primeiras colonizadoras da região[8] (o local era conhecido como Linha Grande ou também Picada dos Dois Irmãos ou São Miguel dos Dois Irmãos). O desenvolvimento inicial da ocupação do local deve-se pela atividade agrícola feita nos lotes que se alinharam lado a lado, no sentido norte-sul da Picada, hoje Avenida São Miguel[7]

                            No século XIX, a localidade de Dois Irmãos foi um dos palcos da Revolta dos Muckers, conflito entre integrantes de uma seita religiosa e os demais integrantes da população da região, retratado no filme A Paixão de Jacobina, de 2002.[9][10] Próximo à Ponte de Pedra, no ano de 1874, ocorreu um conflito entre membros dos Muckers e moradores de Dois Irmãos. Na ocasião foi assassinado Jacob Bauermann, de 23 anos, que residia nesta localidade.[11]

                            Clima
                            O município de Dois Irmãos pertence a zona climática designada pela letra C, no limite dos tipos climáticos Cfa e Cfb, segundo a classificação do clima de Köppen. Tais tipos climáticos se caracterizam por serem um clima subtropical úmido quente (Cfa) e clima subtropical úmido temperado (Cfb). A temperatura média é de 20°C e a pluviosidade média de tal clima é de 2.000 mm/ano, sendo julho o mês mais chuvoso, com 157,2 mm, e abril o mais seco, com 97,2 mm.

                            Hidrografia
                            É um município que conta com as águas do Rio Feitoria, pertencente a bacia do Rio Caí, e por vários riachos e nascentes.

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                              • 2943

                              #314
                              299/497 Morro Reuter-RS

                              Morro Reuter é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 29º32'17" sul e a uma longitude 51º04'51" oeste, estando a uma altitude de 492 metros. Sua altitude máxima atinge os 700 metros. Compõem o município de Morro Reuter as localidades de Walachai, São José do Herval, Muckental, Fazenda Padre Eterno, Franckental, Bickental, Picada São Paulo, Linha Cristo Rei, Batatentahl, Planalto, Belvedere e Linha Görgen.

                              Setenta por cento da população de Morro Reuter encontra-se na zona urbana, enquanto os trinta por cento restantes estão estabelecidos na zona rural. A vegetação predominante é a mata atlântica, com relevo formado por pequenos altiplanos e as primeiras morrarias da Serra do Mar na região, sendo por isso considerado o "primeiro degrau da serra gaúcha".

                              Sua população estimada em 2016 era de 6.543 habitantes[6], e possui uma área de 85,914 km².

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                              Histórico
                              Morro Reuter foi colonizado durante o século XIX por imigrantes alemães.

                              Em 24 de março de 1956, a lei estadual nº 121 elevou Morro Reuter à categoria de vila, pertencendo a Dois Irmãos, 4º Distrito de São Leopoldo. Com a emancipação de Dois Irmãos, Morro Reuter foi transformado em 2º Distrito do novo município. Morro Reuter foi criado pela lei estadual nº 9.583 em 20 de março de 1992.

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                                • Mar 2016
                                • 2943

                                #315
                                300/497 Santa Maria do Herval-RS

                                Santa Maria do Herval[nota 1] é o nome oficial de um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, que porém é chamado por quase a totalidade da população de Teewald, palavra do dialeto alemão Hunsrückisch.[6][7] Localiza-se a uma latitude 29º29'53" sul e a uma longitude 50º59'34" oeste, estando a uma altitude de 631 metros. Sua população estimada em 2004 (2010)? era de 6 297 habitantes. Possui uma área de 132,62 km².

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                                História
                                Morro dos Bugres, a primeira localidade do município, surgiu entre 1835 e 1838. O primeiro morador de lá, de origem alemã, assim como a maioria dos atuais moradores do município, tinha o sobrenome Buchermann de onde originou-se o nome da localidade. Dedicavam-se ao cultivo da terra, desbravando as matas abrindo suas roçadas, onde plantavam: cevada, trigo, centeio, fumo, milho, feijão.

                                Estes primeiros colonos passavam por muitas dificuldades pois o terreno era montanhoso; tiveram que lutar contra animais ferozes e os índios que habitavam a região. Por volta de 1844 chegaram os primeiros colonos à linha Herval onde hoje situa-se a sede do município, que apresentava um solo mais propício para o cultivo. Daí originou-se o novo Município de Santa Maria do Herval. Primeiramente Santa Maria do Herval, ainda chamada preferencialmente por quase totalidade da população de Teewald, palavra do dialeto alemão Hunsrückisch , pertencia a São Leopoldo, depois passou a distrito de Dois Irmãos. Como alguns integrantes da comissão emancipadora e o primeiro prefeito não sabiam falar o dialeto Hunsrück, acharam conveniente não dar o nome de Teewald ao município, como era conhecido por todos, decidindo assim mudar o nome para Santa Maria do Herval.

                                O nome Santa Maria do Herval é uma homenagem a Santa Maria, padroeira da primeira igreja construída na localidade, a Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Também compõe a sua denominação a palavra "Herval" que ressalta uma característica da região, que é a abundância de ervais. No dialeto alemão hunsrück falado pela maioria dos habitantes do município, o município é chamado de Teewald, ou seja, de "Erval". Em 12 de maio de 1988, ocorreu a emancipação política e administrativa do município, através da Lei Estadual n° 8.634.

                                A economia de Santa Maria do Herval está baseada na indústria calçadista e na agricultura, além de um frigorífico e do setor de serviços.

                                Entre as localidades de Santa Maria do Herval estão Boa Vista do Herval (também conhecida como Speckhof no dialeto local), Linha Marcondes, Morro dos Bugres (Alto e Baixo), Vila Amizade, Padre Eterno (Alto e Baixo).

                                A principal atração do município é a Festa da Batata, mais conhecida como Kartoffelfest, que ocorre todos os anos, sempre no início de maio.

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