Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #271
    256/497 Cruzeiro do Sul-RS

    (Última cidade registrada nos 3 dias (de 04 a 06/10)....foram 38 municípios nos 1.091 km rodados, sendo 187 km de chão. O nosso Estado é muito lindo....

    Também visitei o túmulo de um saudoso e grande amigo, parceiro de muitas viagens (Uruguai/Argentina-Ushuaia/Chile e Peru-Machu Picchu), fiquei muito emocionado, ele sempre foi um grande amigo e parceiro de viagens e hoje estaria junto comigo nos desafios FC... Meu amigo Walmor Ely, descanse em paz. Logo após passei na casa da cunhada dele, Loraine)

    Localiza-se a uma latitude 29º30'46" sul e a uma longitude 51º59'07" oeste, estando a uma altitude de 37 metros. Sua população estimada em 2016 era de 12 215 habitantes.

    Faz divisa com os municípios de Lajeado, Estrela, Bom Retiro do Sul, Mato Leitão, Venâncio Aires e Santa Clara do Sul.

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    História
    E a grande referência na história do povoamento é o casal João Xavier de Azambuja e Laura Centeno de avezedo que , em1855, adquiriu as terras situadas entre os arroios Sampaio e o de Moinhos, denominando a grande área da Fazenda São Gabriel. A sede da Fazenda, com a moradia dos proprietários, situava-se onde hoje é a Prefeitura de Cruzeiro do Sul.

    Sequência histórica: - Em 1872, o Tenente Coronel Primórdio Centeno Xavier de Azambuja, um dos filhos do casal proprietário da Fazenda São Gabriel que lutou da Guerra do Paraguai (1864-1870), construiu sua moradia na margem direita do rio taquari. No ano seguinte, uma grande enchente inundou sua casa, o que o fez construir a nova residência num lugar mais alto, o que tornou conhecida como "Casa do Morro";

    -Em 24 de julho de 1883, Dom Sebastião Dias Laranjeira, bispo do Rio Grande do Sul, autorizou a construção da capela dedicada a São Gabriel Arcanjo, em terreno doado pela Viúva Laura Centeno de Azambuja como agradecimento pelo retorno de seus três filhos da Guerra do Paraguai; Em 1889, o agrimensor Guilherme H. Rochet fez o levantamento do povoado com elaboração da planta dando assim origem ao planejamento urbano;

    - Em 12 de outubro de 1892, os descendentes de Laura Centeno de Azambuja doaram uma área de terras para o Município de Lajeado (emancipado no ano anterior) instalar uma praça e logradouro públicos;

    - Em 1895, a fábrica "Chocolates Natal" iniciou suas atividades;

    - Em 18 de abril de 1896, é lançada a pedra fundamental da Igreja Evangélica São Gabriel de Estrela, inaugurada em 20 de setembro de 1896;

    - Em 12 de janeiro de 1922, pelo Ato n° 1.006, o Intendente Municipal João Batista de Mello elevou o povoado de São Gabriel de Estrela à condição de 6° Distrito de Lajeado;

    - Em 30 de junho de 1939, o Governador do Estado, por meio do decreto n° 7.842, mudou o nome de São Gabriel da Estrela para Cruzeiro do Sul;

    - Em 16 de agosto de 1941, é fundada a Sociedade Hospital São Gabriel Arcanjo; - Em Agosto de 1963 relato da propaganda dos emancipacionistas para a criação do município (Foto abaixo).

    - Em 22 de novembro de 1963, pela lei 5.097, foi criado o Município de Cruzeiro do Sul, sendo eleito Emilio Treter Sobrinho como primeiro Prefeito, empossado em 22 de março de 1964 constituindo a Primeira administração datada de 22 de março de 1964 até 30 de janeiro de 1969. No dia seguinte à posse, foram nomeados os primeiros secretários, funcionários e professores. Professor Rudi Blásius Assmann foi o secretário da administração e seu braço direito. Para isso, renunciou à vereança. Como no início ainda não estavam definidos as secretarias, integravam o governo várias pessoas para as mais variadas funções administrativas. Entre elas Harri Gehlen, Vergílio Goerck, João Celso Schmitt, Ivo Bottega e Beatriz Junqueira Sulzbach na área da educação. O chefe de obras era Canísio Leoblein. Como Município-Mãe, por alguns anos, alguns funcionários de Lajeado continuaram a dar assessoria administrativa.

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      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #272
      Mais uma etapa para chegar aos 300 municípios...

      257/497 Encruzilhada do Sul-RS

      Encruzilhada do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado no Vale do Rio Pardo. Ao longo de sua história, já foi conhecido como Santa Bárbara de Encruzilhada, Encruzilhada e, por fim, Encruzilhada do Sul.[6] É o 20º município mais antigo do estado do Rio Grande do Sul, tendo sido criado em 19 de julho de 1849[7], e o 82º em quantidade populacional. Pertence à Mesorregião do Sudeste Rio-Grandense e à Microrregião das Serras de Sudeste. Dista 170 quilômetros da Capital Estadual, Porto Alegre, e 2.275 quilômetros da Capital Federal, Brasília.

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      História
      Ainda no Século XVIII, durante épocas de domínio português, porém marcado pelo confronto com os rivais espanhóis, foram demandados à Encruzilhada do Sul seus primeiros desbravadores. Estes, oriundos do Exército Português situado em Rio Pardo à época, e conhecido como 3º Regimento de Cavalaria de Guardas,e também sob denominação de "Regimento de Dragões de Rio Pardo". Tais soldados, quando instalados em Encruzilhada, escolheram como Santa protetora a imagem de Santa Bárbara, dando origem ao primeiro nome do local: Santa Bárbara de Encruzilhada.

      No decorrer dos anos de 1715 até 1766 os primeiros habitantes instalaram-se no Capivari, região que hoje fica a alguns quilômetros da cidade.

      Surgiram na campanha os primeiros estabelecimentos pastoris, formados por uma vanguarda de missionários e índios, que lutaram juntamente com guardas que protegiam a Província das invasões espanholas.

      Com a doação de uma parte de terras ao governo, onde fica a cidade de Encruzilhada do Sul, por Domingos Bitencur, para que fosse construída uma freguesia, começou a chegada dos primeiros povoadores de Rio Pardo, São Paulo, Açores e Laguna. Estes pioneiros instalaram-se onde hoje existe a atual praça Barão do Quaraí, no qual abriram um caminho até a capela de Santa Bárbara. Hoje este caminho é a Av. Rio Branco, que nos meados de 1850 chamou-se de Rua Direita.

      Em 1799 o povoado é elevado a condição de Capela Curada e em 1837 passou a condição de Freguesia.

      A Lei nº 178, de 19 de julho de 1849, assinada pelo Tenente General Francisco José de Sousa Soares de Andréa, deu autonomia política ao município. Porém, a instalação solene dos primeiros representantes da Câmara Municipal do Município fora em 2 de janeiro de 1850, data da posse dos eleitos no ano anterior. Como primeiro presidente desta, foi eleito o Sr. Felisberto Pereira Borges. Os demais vereadores eleitos foram os Srs. Joaquim Antônio Barbosa, Libindo José Moreira, Manuel Antônio Correia da Silveira, Enéas Apolinário Pereira de Morais, Manuel Bibiano dos Santos e Antônio Correira da Silveira.

      Na data de 26 de novembro de 1857, a lei provincial que criou o núcleo colonial de São Feliciano, um 5º distrito de Encruzilhada, hoje Dom Feliciano, que posteriormente se emancipou de Encruzilhada.

      No ano de 1938 Encruzilhada foi elevada à cidade, começando a se chamar Encruzilhada do Sul sete anos depois, em 1943.

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        Fazedor de Chuva

        • Mar 2016
        • 2943

        #273
        258/497 Estrela-RS
        (Nessa cidade, quando parei para perguntar a um morador onde era a prefeitura, o mesmo me reconheceu... tinha servido no exército comigo na década de 90)

        Estrela é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localizado na mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense e na microrregião de Lajeado-Estrela, no Vale do Taquari, a uma latitude 29° 30' 07" sul e a uma longitude 51° 57' 57" oeste.

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        Sua população segundo o Censo de 2016 é de 32.950 habitantes,[5] sendo o 68º mais populoso do RS, e possui uma área de 184,2 km².[6] É banhado pelo Rio Taquari, sendo um dos poucos municípios no estado que contam com um entroncamento rodo-hidro-ferroviário, devido à presença do Porto de Estrela, de uma ferrovia ligada à Ferrovia do Trigo e das rodovias BR-386 e RST-453 (Rota do Sol).

        Durante a Guerra dos Farrapos, em 1835, se estabeleciam os primeiros habitantes no lugar denominado Bom Retiro. A família Louzada e o fazendeiro Antônio Israel Ribeiro foram os primeiros moradores, possuindo enormes extensões de terras.[7]

        Entretanto, a fundação está situada por volta do ano de 1856, época em que foi instalada a Fazenda Estrela, com elementos fundamentalmente germânicos, de propriedade do coronel Victorino José Ribeiro, cujas terras pertenciam administrativamente à freguesia de São José do Taquari, hoje município de Taquari.[7][8] Após dois anos, Carlos Arnt criou a colônia de Teutônia, também em Taquari.[7]

        Em 1872, o coronel Antônio Vitor Sampaio Menna Barreto, grande proprietário de terras, fundou o povoado, sob a invocação de Santo Antônio. O coronel foi líder do movimento emancipacionista e é considerado fundador de Estrela.[8] Logo após chegaram os Ruschel, família numerosa que lançaria as bases para o desenvolvimento da indústria e comércio locais.[9] A Lei nº 857, de 2 de abril de 1873, criava a freguesia de Santo Antônio da Estrêla,[10] que se desmembrava, assim, da de São José do Taquari.

        O município se emancipou em 20 de maio de 1876, conforme a Lei nº 1044, sancionada pelo então presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul conselheiro Tristão de Alencar Araripe, sendo assim o segundo município mais antigo do Vale do Taquari.

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          Fazedor de Chuva

          • Mar 2016
          • 2943

          #274
          259/497 Colinas-RS

          Contornada pelo Rio Taquari, a cidade está cercada por uma sequência de morros muito utilizados para a prática de esportes, como trilhas, escaladas e trekking, além de outras atividades, incluindo estudos ambientais e birdwatching.

          A origem do nome deu-se devido aos morros e colinas que cercam o município.

          Sua população estimada em 2016 era de 2.499 habitantes.

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          História
          A denominação de Corvo à cachoeira, porto e morro foi dada pelos primeiros marinheiros, identificando acidentes geográficos no percurso da navegação, como forma de relatar fatos e assinalar distâncias.

          A origem do nome não se encontra em relatórios oficiais. Pode ter sido o paradeiro de aves da família dos Corvídeos, como também a indicação de paisagem semelhante ou de algum marinheiro originário da pequena ilha, morro, porto e cidade açoriana de Corvo.

          Há uma tradição de que os bandeirantes paulistas tinham escolhido Corvo como ponto de concentração de suas forças e estratégias para o apresamento dos índios, erguendo paliçadas na área inundável como meio de defesa.

          Ao sul encontram-se as terras da Fazenda Beija-Flor, requeridas por Álvares Cabral da Silveira da Cunha Godolfim, segundo Lothar Francisco Hessel. Ao norte, onde se encontra o território de Roca Sales, se localizava o latifúndio de José Francisco dos Santos Pinto. A área intermediária eram terras devolutas.

          Madeira de lei era a principal fonte de renda. Peões, escravos e seus administradores formavam os primeiros povoadores, bem como os foragidos da lei, soldados desertores ou perseguidos políticos durante o decênio da Revolução Farroupilha.

          O livro de registros de 1890, consigna a existência de vários moradores de origem luso-brasileira no 14º quarteirão eleitoral, residentes na área, tais como os irmãos Polinário Justiniano de Castro, nascido em 1857, falecido em 1929, e João Avelino de Castro, nascido em 1859, falecido em 1923, filhos do português Teresino J. de Castro; Antônio Maria da Costa, nascido em 1840, filho de João Maria da Costa; Francisco Elói de Sousa, nascido em 1834, filho de Elói Antônio Pereira, e seus filhos José de Manuel; José Luís dos Santos, nascido em 1847, filho de Joaquim L. dos Santos, Miguel Arcanjo de Sousa; Félix Antônio de Oliveira; Paulo Silveira de Assis; Ricardo Rodrigues da Silva; Silvino João da Silveira.

          De etnia alemã, o morador mais antigo de Corvo foi Antônio Brentano, filho de João Brentano, nascido em 1837 e falecido em 2 de abril de 1922. Como toda a colonização do Vale, o processo de ocupação pelo pequeno proprietário teve início em Corvo e todo o Vale do Arroio da Seca em sentido oeste, pela margem esquerda do Rio Taquari na década de 1860, em prosseguimento da colonização de áreas mais abaixo. Em sentido quase inverso, mais pelo sul, na década seguinte, outra corrente imigratória vinha em prosseguimento da colonização de Teutônia, composta normalmente por vestfalianos.

          A área alagadiça junto ao rio Taquari obrigou a localização do núcleo urbano mais distante, em espaço elevado, onde os pioneiros queriam construir uma capela, no final do século passado. Antônio Brentano destinou uma área para a escola, cemitério e igreja, inaugurada em 1906. A colônia e povoado foram crescendo. Em 26 de junho d e1913, pelo ato nº 254, foi criado o 4º distrito, com sede em Corvo, cedendo parte do seu território em 17 de junho 1955, para formar o distrito de Arroio da Seca. Ao perceberem que novos municípios na região obtinham mais vantagens com a emancipação, os corvenses decidiram se mobilizar para se separar de Estrela e constituir um novo município. A comissão emancipacionista também não gostou do topônimo da localidade e estabeleceu o novo nome de Colinas.

          Emancipou-se no dia 20 de março de 1992, antes era distrito de Estrela.

          Idiomas regionais
          Riograndenser Hunsrückisch (ou hunriqueano riograndense em língua nacional) é uma língua minoritária sulbrasileira de origem germânica falada desde tempos pioneiros em Colinas[7] bem como por milhares de pessoas espalhadas por vários outros municípios do estado e mesmo em regiões adjacentes, como em Misiones, Argentina, e Oeste de Santa Catarina e Oeste do Paraná.[8]
          Westfälisch
          Arquitetura
          A arquitetura em estilo enxaimel ainda é preservada nos diversos casarões do interior. A estrutura dos prédios é feita com tirantes de madeira encaixados entre si, com travessas em diagonal para oferecer maior resistência às paredes de alvenaria, ou com pedras assentadas sobre a armação de madeira. Além da resistência, a estrutura contribui para a estética e ornamentação das casas. Vidros das janelas e portas, recortados, também são utilizados como enfeites.

          Cultura e turismo
          Entre os principais pontos turísticos estão o Rio Taquari, a ferrovia e seus túneis e viadutos, o Morro do Roncador e o Zuckerhut, entre outros.

          Anualmente, na primavera, ocorre no município o Blumentanzfest (Baile das Flores), festa tipicamente germânica e que reúne mais de vinte grupos de dança típica das mais diversas regiões do Estado, trazendo ao município grande número de visitantes inclusive de outros países latino-americanos.

          É uma tradição de Colinas espalhar bicicletas pintadas por todo o seu centro, durante o ano inteiro. Na Páscoa, coelhos de pelúcia posam em diversos locais, como na entrada da cidade, nas igrejas, na Praça dos Pássaros, no quintal da prefeitura, e em todas as mini-praças. Coelhos são postos até mesmo em bicicletas, e sempre encenam atividades relacionadas ou não à Páscoa. Em 2016, por exemplo, na igreja evangélica dois coelhos foram postos simulando uma cena de casamento e outro preparando-se para pular com um asa-delta. No Natal, a tradição se repete, porém com Papais Noéis. Essas peculiaridades de Colinas a tornam um atrativo turístico muito forte na região, principalmente para famílias com crianças. Outras atividades turísticas que Colinas realiza são a caça aos ovos de páscoa, que na verdade são sacos repletos de doces que todos os jovens em determinada idade podem procurar, desenterrar e levar para casa. Em 2016 um carro em forma de trem foi adquirido. Ele passa pela cidade (fazendo uma espécie de city tour) mostrando os principais cenários montados.

          Em 2015, a prefeitura de Colinas gastou mais de 6 milhões de reais no turismo.

          Saúde
          O município possui apenas um pequeno posto de saúde, mas mesmo assim a saúde pública dele tem o 2º maior IDESE de saúde do Rio Grande do Sul (perdendo apenas para Nova Pádua e empatando com Coqueiro Baixo). Outro destaque à saúde de Colinas é o IFDM da saúde. Nele, a cidade pontou 0,9784, atingindo a 11ª colocação do estado.[10][11]

          Por ser um apenas um posto de saúde, que realiza principalmente exames e consultas, não possui leitos. A taxa de habitantes por médico surpreende: 500. Isso é o dobro do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e também garante uma posição de destaque para Colinas: 19º colocado no estado.[12] Colinas tem 5 médicos (1 deles veio através do Programa Mais Médicos) e 6 agentes de saúde, que prestam assistência a toda população colinense.

          Os ótimos resultados da saúde do município não são refletidos nos investimentos aplicados a ela. Enquanto a receita obtida foi de R$ 11.966.858,51, os investimentos somaram R$ 2.012.346,41 (16,82% da receita), ficando em 424º no estado. Dados de 2015.

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          • Quinhones
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2016
            • 2943

            #275
            260/497 Teotônia-RS

            Área 179,170 km²
            População 27 265 hab. Censo IBGE/2010

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            História
            Teutônia surgiu em 1858, quando o comerciante Carlos Schilling adquiriu terras devolutas na região. Buscando aumentar as chances de sucesso da colônia foi fundada a Empresa Colonizadora Carlos Schilling, Lothar de la Rue, Jacó Rech, Guilherme Kopp & Companhia, todos membros do alto comércio de Porto Alegre. O nome Teutônia tem sua origem provavelmente no prefixo “Teuto-”, que significa de origem germânica. Este nome surge como um nome tribal de Teutões, eles, juntamente com os Cimbrianos (existem algumas comunas cimbrias no norte da Itália na região de Belluno e Trento), foram aniquilados pelos Romanos.

            Em 1861 foi iniciada a medição e divididos os 600 prazos coloniais, com superfície variável de 30.000 a 200.000 braças quadradas. Despesas de transmissão, escrituras, conflitos de divisas e disputas por fontes de água causaram o atraso nas vendas e vinda de colonos.

            Os primeiros habitantes chegaram em maior número a partir de 1865, sendo imigrantes alemães oriundos da antiga colônia de São Leopoldo. Em 1868, mais imigrantes vieram da Alemanha, principalmente das regiões de Vestfália, Pomerânia, Saxônia, Boêmia e Silésia. Os alemães adquiriam as terras e se dedicavam à agricultura. Posteriormente, pequenas indústrias foram criadas pelos imigrantes, principalmente calçadistas. Teutônia se municipalizou em 1981, antes fazia parte do município de Estrela. Teutônia adotou o dia 24 de maio como dia do município porque foi nesta data que ocorreu o plebiscito que deu a vitória do "sim" a favor da emancipação.

            A instalação da nova cidade aconteceu no dia 31 de janeiro de 1983, cuja primeiríssima sessão da Câmara de Vereadores presidida pelo vereador e professor Selby Wallauer, recebeu o juramento do Prefeito Elton Klepker e do vice Silvério Luersen.

            A Miss Brasil 2012, Gabriela Markus, que é de Teutônia, representou o Rio Grande do Sul no concurso, dia 29 de setembro de 2012 e de lá saiu vitoriosa.

            Idiomas regionais
            Riograndenser Hunsrückisch (ou hunriqueano riograndense em língua nacional) é uma língua minoritária sulbrasileira de origem germânica falada em Teutônia por muitos habitantes desde tempos pioneiros, bem como por milhares de pessoas espalhadas por vários outros municípios do estado e mesmo em regiões adjacentes, como em Misiones, Argentina, e Oeste de Santa Catarina e Oeste do Paraná.[6] [7]

            Geografia
            O município possui uma circunscrição territorial de 179,17 km². Está localizado na região do Vale do Taquari, mais precisamente na encosta inferior do nordeste. Suas coordenadas geográficas são: 51°47’57” W de longitude; 29°26’36” S de latitude.

            A altitude média é de 83 metros (ponto mais baixo: 37,5 metros; ponto mais alto: 600 metros). O território do município é banhado pelo Arroio Boa Vista, que deságua no Rio Taquari.

            Teutônia faz divisa, ao norte, com os municípios de Imigrante e Westfália; a oeste com Estrela e Colinas; ao sul com Fazenda Vilanova e Paverama; e a leste com Poço das Antas, Boa Vista do Sul e Brochier.

            O arroio Boa Vista foi aproveitado já a partir do ano de 1869 com a instalação de uma roda d'água que moveu o primeiro moinho de milho. O proprietário e imigrante alemão Johan Rudolf Schonhorst após instalou uma serraria e uma carpintaria sendo este germânico o pioneiro na construção de salas de aula em estilo enxaimel.

            No ano de 1932, Henrique Sommer construiu no mesmo local uma barragem e instalou uma turbina e um gerador produzindo então energia elétrica para as localidades de Boa Vista, Languiru, Boa Vista Fundos, Linha Capivara e Linha Frank. Em 1939 o empreendimento foi adquirido por Afonso Wallauer e Emílio Rex.

            Turismo
            Atualmente amantes e profissionais do esporte Skate Long Board tem visitado o local para pratica do esporte. Além desses, no mês de maio, nas comemorações do aniversário de emancipação, ocorre o maior encontro de motociclismo do Vale do Taquari promovido pelo moto clube local com apoio municipal. Este evento atrai visitantes de diversas cidades do estado, de outros estados e de países vizinhos.

            Lagoa da Harmonia
            A Lagoa da Harmonia é um lago artificial perene localizado a aproximadamente 500 metros de altitude. Um dos maiores cartões postais do município, sua construção se deu na década de 1950, liderada por Reinoldo Aschebrock, com o objetivo de armazenar água para a geração de energia elétrica (PCH), dando origem à Cooperativa de Eletrificação Rural Teutônia Ltda (Certel), hoje a maior e mais antiga cooperativa do gênero no Brasil.

            Campeonato Mundial de Downhill
            Em Teutônia é realizado o campeonato Mundial de Speed Downhill, onde estão os atletas mais velozes do mundo em suas modalidades. São elas, por velocidade: Street Sled, Street Luge, Skate Longboard, patins Inline e Dirt Surf. As velocidades chegam aos 140 km/h. O campeonato ocorre sempre no mês de Novembro, conta com mais de 200 atletas do mundo inteiro e atrai mais de 3 mil pessoas da região.

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              • Mar 2016
              • 2943

              #276
              261/497 Poço das Antas-RS

              Poço das Antas é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada em 2016 era de 2.108 habitantes.

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              História
              O município foi criado pela lei n° 8.630 de 12 de maio de 1988, desmembrando-se de Salvador do Sul. As primeiras famílias que se estabeleceram no local eram de origem alemã (ver imigração alemã no Brasil), provindas de São Sebastião do Caí, Estrela e São Leopoldo. Através de grupos folclóricos de canto e dança, tais famílias mantiveram vivas suas tradições.

              A respeito da origem do nome, contam os moradores que, antigamente, antas viviam nos morros e, habitualmente, satisfaziam a sede no poço do arroio; daí a denominação de Poço das Antas.

              Geografia
              O município está situado em uma região montanhosa com terreno acidentado em forma de vale, cortado pelo arroio Poço das Antas e pelo arroio Boa Vista. Faz divisa com os municípios de Brochier, Teutônia, Barão, Salvador do Sul e Maratá.

              O município tem seu acesso pela RS-419.

              Possui diversas cascatas, vegetação abundante e, inclusive, uma gruta de índios.

              Economia
              Desde o início, a agropecuária foi o grande destaque da colônia de Poço das Antas, sendo o milho o principal produto para o consumo próprio e para a comercialização. Outros produtos, como: feijão, cana-de-açúcar e mandioca, também são cultivados. Aos poucos, surgiram pequenas indústrias, como moinhos, serrarias, curtume, queijo, banha e mandolate. Atualmente, sobressaem a produção de carvão e a criação de frangos de corte.

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                • Mar 2016
                • 2943

                #277
                262/497 Westfália-RS

                Sua população estimada em 2011 é de 2 793 habitantes. Sua área é de 63,702 km² e pertence à macro-região do Vale do Taquari. A maioria da população é de origem germânica.

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                História
                A cidade brasileira de Westfália desmembrou-se, em 1996, dos municípios gaúchos de Teutônia e Imigrante.

                O nome é uma homenagem aos imigrantes alemães, na maioria originária da região de Westfalen, na Alemanha, que chegaram ao local por volta de 1869 e falavam o dialeto da língua alemã Hunsrück, ainda hoje muito difundido entre os moradores da localidade. Do trabalho e da integração desses imigrantes, junto com os italianos e lusos, resultou o progresso e o desenvolvimento que transformou o município em potencial turístico, cultural e econômico no Vale do Taquari, região do estado do Rio Grande do Sul.

                O nome dos bairros é uma homenagem aos primeiros imigrantes da região, entre eles Daniel e Jacob Frank, Cristian e Peter Schmidt e os irmãos Horst [6]

                Seus habitantes são chamados westfalianos.

                Cultura
                Westfália se destaca no cenário regional pela extensa programação em seu calendário de eventos, em sua grande maioria relacionada com a cultura alemã. Para isso, o município conta com grupos de danças, diversas sociedades de cantores, corais, grupos do lar e clube de mães.

                Além das casas enxaimel e da paisagem, que fica entre serras e vales, ressalta-se a Igreja Evangélica Sião de Linha Frank IECLB onde foi batizado Ernesto Geisel, presidente do Brasil na década de 1970.

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                  • 2943

                  #278
                  263/497 Imigrante-RS

                  Localiza-se a uma latitude 29º21'19" sul e a uma longitude 51º46'37" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Possui uma área de 73,36 km² e sua população estimada em 2016 era de 3 152 habitantes.

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                  História
                  O nome foi dado ao município devido à sua população ser composta por descendentes de imigrantes alemães e italianos, e assim feita uma homenagem aos valentes desbravadores dessa terra, que ergueram com seu próprio suor uma bela cidade.

                  O município de Imigrante, resultou da junção de dois distritos: Arroio da Seca (do município de Estrela) e Daltro Filho (do município de Garibaldi). Sendo que Arroio da Seca era de colonização predominantemente alemã e Daltro Filho de colonização predominantemente italiana.

                  Daltro Filho foi ocupado por italianos que foram descendo de nordeste para sudoeste, a partir da antiga Colônia Conde d'Edu, atual Garibaldi. Já foi chamado de povoado de Castro, sendo que seu nome oficial era Azevedo Castro. Em 2 de agosto de 1919, pelo Ato Municipal nº38, da Intendência de Garibaldi, é criado o distrito de Azevedo Castro.

                  Inicialmente, Arroio da Seca e Corvo faziam parte da Fazenda Beija-Flor, de Pedro Álvares Cabral da Silveira da Cunha Godolfim (posteriormente de João Altenhofen) e as grandes concessões de terra de José Francisco dos Santos Pinto. Arroio da Seca foi colonizado a partir de 1882, de oeste para leste, por colonos de origem germânica ou portuguesa, que subiam o Arroio da Seca (entrada natural dos colonizadores, que era reforçada pela presença no outro lado do rio Taquari da importante Fazenda São Caetano, de Custódio Silvestre Ribeiro), ou que vinham da colônia Teutônia, ao sul, passando por várias picadas (Catarina, Bismarck, Berlin, Moltke, Köln, Krupp e Imhoff). Os sete casais que subiram inicialmente o Arroio da Seca foram João Batista Tonini e Maria Tereza Michelli Tonini, os outros eram da família Prediger, Ambrósio, Antônio, José (filho) e José (pai) e ainda João Mildner e Ana Mildner, e José Kaplan e Ana Kaplan.

                  O povoado no começo do século era chamado de Secca Rica ou de Arroio da Seca, ou mais raramente de Arroio Seco. Havia mais ao oeste, o povoado de Seca Baixa, e nas imediações do rio Taquari, o povoado de Barra da Seca, que é atualmente Linha 31 de Outubro. Arroio da Seca era o centro de um conjunto de picadas, que abrangia oficialmente as chamadas Herval, 11 de Novembro, Castro Alves, Almirante Barroso (Berlim), Boa Vista (Norte e Sul) e Ernesto Alves (em parte). Arroio da Seca tornou-se distrito no dia 17 de junho de 1955, quando pelo Ato Municipal nº 323, da prefeitura de Estrela, foi destacado do distrito de Corvo, atual Colinas, passando a constituir o 3º distrito.

                  No ano de 1987 abriu-se a oportunidade de criar novos municípios no Rio Grande do Sul, assim, os habitantes dos distritos de Daltro Filho e Arroio da Seca se sentiram capazes de formar um novo município. Em 8 de outubro de 1987 elegeu-se uma Comissão Emancipacionista, com a presidência de Carlos Hassmann. Em 10 de abril de 1988, realizou-se o plebiscito, sendo que foram 1808 votos a favor da emancipação e 405 votos contra. Em 9 de maio de 1988, o governador do Estado, Pedro Simon, sancionou a lei nº8605, criando o município de Imigrante.

                  No ano de 1996 foi criado o município de Westfália, e Imigrante perdeu parte de seu território. A Linha Berlim passou a pertencer a esse novo município.

                  Geografia
                  Localiza-se a uma latitude 29º21'19" sul e a uma longitude 51º46'37" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Possui uma área de 73,36 km² e sua população estimada em 2005 era de 3 066 habitantes.

                  Imigrante está localizado na região central do Rio Grande do Sul, entre a serra gaúcha e a Depressão Central do Rio Grande do Sul, no Vale do Taquari. Faz divisa ao norte com os municípios de Roca Sales e Coronel Pilar, a leste com Boa Vista do Sul, a sudeste com o município de Westfália, ao sul com Teutônia e a oeste com Colinas.

                  Possui um vale principal, o do Arroio da Seca, e vários vales pequenos, de afluentes do Arroio da Seca. Apresenta também vários morros, que não chegam a 700 metros.

                  Clima
                  O clima é subtropical com verões quentes e invernos mais moderados, mas que podem alcançar temperaturas negativas e mais raramente pode nevar fraco nas partes mais altas. É quase sempre úmido, mas ocorrem exceções em secas prolongadas.

                  Geologia
                  O seu terreno geológico é antigo, de origem vulcânica, mas há algumas camadas sedimentares muito antigas. Faz parte do Planato Meridional.

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                    • 2943

                    #279
                    264/497 Boa Vista do Sul-RS

                    Localiza-se a uma latitude 29º21'03" sul e a uma longitude 51º40'33" oeste, estando a uma altitude de 460 metros.

                    Possui uma área de 95,275 km² e sua população estimada em 2017 era de 2.859 habitantes.

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                    O Município de Boa Vista do Sul tem sua base econômica e seu ponto forte na produção primária. Baseada nisso, a Administração Municipal está desenvolvendo um projeto que, a exemplo de muitos municípios, já deu certo e que será uma oportunidade aos produtores rurais e artesãos que aqui residem de divulgarem sua produção. Trata-se da FEIRA DO PRODUTOR RURAL. Esta feira visa desenvolver o comércio, a produção rural e o artesanato de Boa Vista do Sul, sendo um meio de mostrar nossa produção, aproximando os produtores dos consumidores. Como parte inicial do projeto, haverá um credenciamento na Prefeitura Municipal e será criado um Conselho, que irá deliberar sobre todas as questões referentes à feira. Para se credenciarem, é necessário que os interessados em participar possuam talão de produtor rural lotado em Boa Vista do Sul e que a produção dos produtos a serem comercializados seja feita no município. Para mais informações, contate a Prefeitura Municipal pelo telefone (54) 3435-5366.

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                      • 2943

                      #280
                      265/497 Coronel Pilar-RS

                      Coronel Pilar é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Emancipou-se de Garibaldi e Roca Sales em 16 de Abril de 1996, através da Lei Estadual nº 10.744 e instalado em 1 de Janeiro de 2001.

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                      População
                      Coronel Pilar possui uma população total de 1.734 habitantes, de acordo com o censo de 2016. É o município com a menor população urbana do Brasil: apenas 174 habitantes. É também o segundo município com a menor população urbana apenas na sede do município (excluindo-se os distritos e os povoados), perdendo apenas para o município de União da Serra.

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                        • 2943

                        #281
                        266/497 Garibaldi-RS

                        Localiza-se a uma latitude 29º15'22" sul e a uma longitude 51º32'01" oeste, estando a uma altitude de 617 metros. Sua população estimada, em 2016, era de 33.384 habitantes.

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                        História
                        Antes da colonização europeia da região, a atual região ocupada pelo município era território habitados pelas etnias indígenas dos caingangues e guaranis.

                        Garibaldi guarda, em sua arquitetura antiga, nas igrejas que representam o centro dos povoados, nos capitéis de beira de estradas do interior, pedaços de história de sua origem e de seu povoamento. Privilegiada em belezas naturais, localiza-se na região denominada Encosta Superior do Nordeste, no Rio Grande do Sul.

                        Surge, em 1870, a Colônia Conde d'Eu, em homenagem ao genro do imperador, casado com a Princesa Isabel.

                        Na segunda metade do século XIX, os imigrantes chegavam ao Rio de Janeiro e eram confinados na Ilha das Flores, e seguiam viagem ao Sul em vapores de precárias condições. Chegando em Porto Alegre, eram encaminhados para alojamentos superlotados, seguindo em barcos até Montenegro. Para chegar em Conde d'Eu, a viagem poderia durar até três dias por uma estrada que muitas vezes não permitia a passagem das carroças, fazendo com que as pessoas tivessem de carregar suas bagagens, utensílios e alimentos nas costas por longos trechos.

                        Entre julho e agosto de 1870, chegaram cerca de 15 famílias prussianas (alemãs), que aqui encontraram alguns portugueses e índios kaingangs. Estes imigrantes recebiam do governo ajuda para construir sua casa e ferramentas para iniciar a lavoura. Viviam da troca de víveres e tarefas diversas, sendo que o trabalho em construção de estradas era remunerado pelo governo, porém o pagamento demorava muito a chegar aos trabalhadores.

                        Em 1874, com a abertura duma picada em Figueira de Mello, houve um aumento do fluxo de imigrantes. E iniciou a vinda dos imigrantes italianos, provenientes em sua maioria do Norte da Itália.

                        Os colonos tiveram que mover guerra contra as feras e animais selvagens: suçuaranas, onças, antas, graxains, cobras peçonhentas, entre outras. Fizeram a derrubada das matas, construíram suas casas primeiramente em madeira e depois em alvenaria; organizaram ricas e amplas lavouras de trigo, milho, cevada e aveia, além da videira.

                        Procuravam se agrupar nas práticas religiosas, erguendo capelas, onde se encontravam para rezar, conviver, celebrar e esquecer da saudade da pátria longínqua.

                        Com o progresso da colônia, começou o processo de emancipação. Em 12 de abril de 1884, a Colônia Conde d'Eu foi elevada à categoria de freguesia (Freguesia de São Pedro). Em 31 de outubro de 1900, a freguesia se emancipou e foi batizada com o nome de Garibaldi, em homenagem ao herói farroupilha Giuseppe Garibaldi.

                        Considera-se a enorme importância no desenvolvimento e história de Garibaldi a chegada das famílias sírias: Koff, Nehme, Mereb, Lahude e Nejar, que desenvolveram o centro desta cidade com suas grandes casas comerciais.

                        O tropeirismo também teve importância fundamental no desenvolvimento de Garibaldi, pois uma das principais rotas birivas do Rio Grande do Sul foi a Estrada Buarque de Macedo, que ligava Lagoa Vermelha a Montenegro. Grandes casas comerciais e hotéis se desenvolveram ao largo desta estrada, com paradouro também para os animais, bem como a criação da alfândega (que denomina, hoje, o bairro onde estava localizada), onde eram fiscalizados as tropas ou os produtos comercializados. Muitos tropeiros já eram recebidos aqui como membros da família, e se habituaram ao modo de vida dos colonos, acabando por fazer de Garibaldi não só seu ponto de passagem, mas também sua moradia, como Manoel da Silva, Hermenegildo Bento de Almeida Mascarenhas, Manuel Carlos de Mello, Tertuliano Varella, Silvério Araújo, e Custódio Nunes.

                        Economia
                        Sua colonização foi feita por uma mistura de etnias europeias, mas, apesar da diversificação, a cultura italiana predomina. É a "terra do espumante". As vinícolas são as maiores atrações: 80% do espumante e 60% do vinho nacional são fabricadas na região de Garibaldi e Bento Gonçalves. Vinícolas como "Chandon", "Cooperativa Vinícola Garibaldi", dentre outras, permitem a visitação e degustação.

                        Contrastando com a sofisticação do espumante, Garibaldi é o maior produtor de frango do Rio Grande do Sul e segundo do Brasil.

                        Existem prédios históricos como o antigo prédio da Biblioteca Pública, à Rua Buarque de Macedo, que é a parte mais antiga da cidade, assim como a Piccola Garibaldi (traduzido do italiano, "Pequena Garibaldi") - réplica da cidade no início do século XX. Para gastar o excesso de espumante, pode se fazer passeios de jipe entre parreiras e mata nativa.

                        Cidade-irmã
                        Garibaldi é geminada com a cidade de:

                        Itália Conegliano, na Itália

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                          • Mar 2016
                          • 2943

                          #282
                          267/497 Carlos Barbosa-RS

                          Carlos Barbosa é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Seu nome é uma homenagem a Carlos Barbosa Gonçalves, governador do estado durante a República Velha. É, sobretudo graças à equipe ACBF, a Capital Nacional do Futsal.[6]

                          No município, localizam-se as sedes das indústrias Tramontina e Cooperativa Santa Clara, que possibilitaram uma mudança significativa na economia local e comércio.

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                          História
                          A história de Carlos Barbosa começa por volta de 1855, com a vinda dos primeiros imigrantes alemães. Mas, o maior impulso ao desenvolvimento da localidade aconteceu na década de 1870, com a chegada dos imigrantes italianos, que constituíam o grupo mais numeroso que aqui se estabeleceu, fixando-se em quase todas as localidades do município. São procedentes de oito regiões da Itália, sendo que a maior parte veio do Vêneto e da Lombardia.

                          Primeira Secção do Caminho Geral, Trinta e Cinco e Santa Luiza, foram os primeiros nomes dados à localidade. Em 25 de janeiro de 1910, o intendente de Garibaldi deu-lhe a denominação oficial e definitiva, de Carlos Barbosa, em homenagem ao então Governador do Estado, Carlos Barbosa Gonçalves, em cuja gestão (1909 a 1913) foi construída a ferrovia Montenegro-Caxias do Sul.

                          Em 25 de setembro de 1959, foi assinado pelo então governador do estado Leonel Brizola, o decreto de criação do novo município de Carlos Barbosa.

                          Geografia
                          Localiza-se a uma latitude 29º17'51" sul e a uma longitude 51º30'13" oeste, estando a uma altitude de 676 metros. Possui uma área de 208,16 km². No censo de 2010 foi registrado a população de 25.101 habitantes.

                          Economia
                          A economia do município baseia-se principalmente no setor industrial onde destaca-se na produção de talheres, panelas, pias e equipamentos elétricos (Tramontina), calçados, esquadrias de madeira, móveis, leite e derivados (Cooperativa Santa Clara), entre outros.

                          Na agropecuária destaca-se a criação de gado leiteiro e a cultura de batata e milho, entre outras.

                          Turismo
                          As atividades turísticas do município estão fundamentadas na natureza exuberante, característica da região, bem como nos atrativos históricos deixados pelos imigrantes. Recentemente a administração municipal, através de concurso público, oficializou a logomarca turística do município de Carlos barbosa, incentivando assim o fortalecimento da identidade visual da cidade.

                          A Marca possui como foco principal os trilhos e a Estação Ferroviária de Carlos Barbosa, juntamente com a caixa d’água que abastecia todo o município, símbolos históricos do desenvolvimento do município. Também inserida nesta composição está a torre, elemento marcante do centro da cidade e muito apreciada pelos barbosenses e turistas.

                          Ao lado da Estação estão três faixas que possuem significados específicos, e que traduzem o desenvolvimento do município. A faixa cinza representa o metal, remetendo às antigas ferramentas inicialmente fabricadas pela Tramontina e sua representatividade para a economia de Carlos Barbosa, bem como todas as outras indústrias metalúrgicas que aqui se firmaram. A faixa laranja faz alusão à ACBF, reconhecida mundialmente por suas conquistas esportivas. Por fim, a faixa amarela representa os deliciosos queijos que Carlos Barbosa produz, provenientes da significativa produção leiteira da cidade.

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                            • Mar 2016
                            • 2943

                            #283
                            268/497 Caxias do Sul-RS

                            Área 1 643,913 km²
                            Área urbana 65,5 km²
                            População 504 069 hab. (BR: 47º RS: 2º) – est. IBGE/2018

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                            Caxias do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se no nordeste do estado a uma altitude de 817 sobre o nível do mar, sendo a cidade mais importante da Serra Gaúcha; a segunda cidade gaúcha mais populosa, superada apenas pela capital Porto Alegre; e a 47º maior cidade Brasileira.

                            Ao longo de sua história, Caxias já foi conhecida como Campo dos Bugres (até 1877), Colônia de Caxias (1877-1884) e Santa Teresa de Caxias (1884-1890)[1]. A cidade foi erguida onde o Planalto de Vacaria começa a se fragmentar em vários vales, sulcados por pequenos cursos de água, com o resultado de ter uma topografia bastante acidentada na sua parte sul. A área era habitada por índios caigangues desde tempos imemoriais, mas estes foram desalojados violentamente pelos chamados "bugreiros"[12] abrindo espaço, no fim do século XIX, para que o governo do Império do Brasil decidisse colonizar a região com uma população europeia. Desta forma, milhares de imigrantes, em sua maioria italianos da região do Vêneto, mas com alguns integrantes de outras origens como alemães, franceses, espanhóis e polacos, cruzaram o mar e subiram a Serra Gaúcha, desbravando uma área ainda quase inteiramente virgem.

                            Depois de um início cheio de dificuldades e privações, os imigrantes conseguiram estabelecer uma próspera cidade, com uma economia baseada inicialmente na exploração de produtos agropecuários, com destaque para a uva e o vinho, cujo sucesso se mede na rápida expansão do comércio e da indústria na primeira metade do século XX. Ao mesmo tempo, as raízes rurais e étnicas da comunidade começaram a perder importância relativa no panorama econômico e cultural, à medida que a urbanização avançava, formava-se uma elite urbana ilustrada e a cidade se abria para uma maior integração com o resto do Brasil. Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas houve uma séria crise entre os imigrantes e seus primeiros descendentes e o meio brasileiro, quando o nacionalismo foi enfatizado e as manifestações culturais e políticas de raiz étnica estrangeira foram severamente reprimidas. Depois da Segunda Guerra Mundial a situação foi apaziguada, e brasileiros e estrangeiros passaram a trabalhar concordes para o bem comum.

                            Desde então, a cidade cresceu aceleradamente, multiplicando sua população, atingindo altos índices de desenvolvimento econômico e humano e tornando sua economia uma das mais dinâmicas do Brasil, presente em muitos mercados internacionais. Também sua cultura se internacionalizou, dispondo de várias instituições de ensino superior e apresentando uma significativa vida artística e cultural em suas mais variadas manifestações, ao mesmo tempo em que passava a experimentar problemas típicos de cidades com alta taxa de crescimento, como a poluição, surgimento de favelas e aumento na criminalidade.

                            Origens e colonização
                            Antes da chegada dos imigrantes italianos, no século XIX, a região era habitada por índios caingangues. Daí, vem sua denominação antiga: Campo dos Bugres. Por ali, também passavam tropeiros em seus deslocamentos entre o sul do estado e o centro do país. Na região, os jesuítas tentaram fundar algumas reduções, embora sem sucesso.[13][14]

                            Na segunda metade do século XIX, em virtude da guerra de unificação italiana, aquele país europeu se encontrava em grave crise social e econômica, e os agricultores empobrecidos já não conseguiam garantir a subsistência. Nesta época, o governo imperial do Brasil decidiu empreender a colonização de áreas desabitadas do sul do país, incentivando a vinda de imigrantes da Itália, após o sucesso da iniciativa semelhante com o elemento germânico.[15] A área escolhida era então conhecida como Fundos de Nova Palmira, região formada por terras devolutas, delimitadas pelos Campos de Cima da Serra, ao norte e pela região dos vales, ao sul, de colonização alemã.[16]


                            O núcleo urbano primitivo da cidade em torno de 1886
                            Em 1875, chegaram os primeiros colonos, em sua grande parte oriundos da região do Vêneto, após enfrentarem a árdua travessia do Oceano Atlântico, que durava cerca de um mês, em navios superlotados e onde as mortes por doenças e más condições gerais eram comuns. Inicialmente, os imigrantes aportavam no Rio de Janeiro, onde permaneciam em quarentena na Casa dos Imigrantes.[13][17] Embarcavam em um vapor até o sul, chegando a Porto Alegre, onde eram encaminhados ao antigo Porto Guimarães, hoje o município de São Sebastião do Caí. Em seguida, subiam a serra, atravessando a região ainda praticamente selvagem, até chegarem ao seu destino: a área onde, hoje, é Nova Milano. Dali, se transferiram, a partir de 1876, para a chamada Sede Dante, local da futura Caxias do Sul, o centro administrativo da colônia, a primeira a ser demarcada na região, onde eram recebidos num barracão de madeira - donde o epíteto Barracão também atribuído à pequena sede colonial. Depois, distribuíram-se nos lotes rurais a eles atribuídos pelo governo. Um ano depois, já se encontravam, no local, cerca de 2 000 colonos.[13][18][19] Em 11 de abril de 1877, a denominação oficial do lugar passou a ser Colônia Caxias, em homenagem ao Duque de Caxias.[13]

                            Desenvolvimento
                            Apesar de algum auxílio oficial, as condições iniciais foram muito difíceis. As famílias permaneciam em grande parte isoladas umas das outras pela ausência ou precariedade das estradas.[20] E além de desconhecerem totalmente o ambiente ainda selvagem em que foram lançados, o ferramental de que os colonos dispunham era primitivo e escasso, e as técnicas agrícolas trazidas da Itália não se adaptavam bem ao clima e solo locais. Enquanto a casa não ficava pronta e a agricultura não dava seus frutos, o sustento vinha da coleta, da caça e da venda da madeira derrubada. Somente o empenho de cada núcleo familiar possibilitou a sua sobrevivência nos primeiros tempos, e como ela dependia do número de braços existentes, as famílias tendiam a ser numerosas. Com isso a Colônia Caxias cresceu com rapidez, também pelo contínuo afluxo de novos imigrantes, e logo estruturou sua economia numa base de subsistência. Os produtos principais eram trigo, feijão e milho, seguidos pela batata-inglesa, cevada e centeio. Introduziram-se espécies frutíferas como castanheiras, marmeleiros, macieiras, pereiras, laranjeiras e cerejeiras, e se criavam galinhas, vacas, cabras, porcos, ovelhas e coelhos. Havia adicionalmente alguma produção de mel e de seda.[21]


                            Uma feira agrária na 3ª Légua, zona rural de Caxias, c. 1918
                            Apesar deste perfil, logo se verificou algum desenvolvimento comercial e industrial na sede urbana, em essência destinados a processar e fazer circular os excedentes da produção agropecuária, aparecendo algumas casas de secos e molhados, e pequenas fábricas como funilarias, carpintarias, marcenarias, olarias, ourivesarias, ferrarias, moinhos, selarias, sapatarias e alfaiatarias, que conferiam auto-suficiência à colônia emergente.[22][23] O resultado dessa atividade pôde ser visto em 1881 na primeira Feira Agro-Industrial, origem da moderna Festa da Uva, centralizando as pequenas feiras e festas agrárias e artesanais que se realizavam na zona rural.[24] Em 1883 existiam na colônia 93 estabelecimentos comerciais para uma população de 7.359 habitantes.[23]

                            Em 12 de abril de 1884 a colônia perdeu sua condição de Colônia da Coroa Imperial para ser anexada ao município de São Sebastião do Caí como seu 5º Distrito, quando já tinha uma população de 10.500 habitantes. Seu nome mudou para Freguesia de Santa Tereza de Caxias, definindo-a como unidade administrativa e como possuidora de uma paróquia própria. Em 30 de outubro de 1886 a Câmara Municipal de São Sebastião do Caí estabeleceu um Código de Posturas para a freguesia de Caxias e nomeou João Muratore como seu primeiro administrador distrital, mas a administração de facto ainda continuava nas mãos dos funcionários imperiais, que viam com desconfiança os italianos como administradores. Somente em 28 de junho de 1890 os italianos conseguiram postos de comando, iniciando uma tradição, que no entanto tardaria para se consolidar. Nessa data o Presidente do Estado, tendo emancipado o distrito no dia 20, elevando-o à condição de município autônomo, nomeou a primeira Junta Governativa de Caxias, composta pelos italianos Angelo Chitolina, Ernesto Marsiaj e Salvador Sartori.[25][26] Em 1895 as linhas do telégrafo já cruzavam a vila, e em 1906 foi inaugurada a primeira rede telefônica.

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                              • Mar 2016
                              • 2943

                              #284
                              269/497 Vale Real-RS

                              Localiza-se a uma latitude 29º23'54" sul e a uma longitude 51º15'13" oeste, estando a uma altitude de 450 metros. Sua população estimada em 2010 era de 5.121 habitantes.

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                              História
                              Localizado ao pé da serra gaúcha, à margem direita do rio Caí, Vale Real foi colonizado por imigrantes ítalo-germânicos em meados do século XIX. O antigo nome de Vale Real era Kronenthal, assim chamada até 1938 quando houve uma proibição de se falar a língua alemã. Segundo estudos, o nome Kronenthal surgiu devido a geografia do município ser constituída por um imenso vale cercado por treze morros que formam uma verdadeira coroa natural. Vale Real seria imperfeitamente traduzido do alemão, já que Kronenthal significaria, literalmente: Vale da Coroa.

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                                • Mar 2016
                                • 2943

                                #285
                                270/497 Alto Feliz-RS

                                Alto Feliz possui uma área de 79,173 km² e localiza-se a uma latitude 29º23'31" sul e a uma longitude 51º18'44" oeste, estando a uma altitude de 285 metros. O relevo é predominantemente montanhoso e ondulado. A população em 2016 era de 3.032 habitantes, com densidade demográfica de 36,84 hab/km².

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                                História
                                A localidade de Alto Feliz nasceu com a criação da "Colônia Feliz". Os colonizadores alemães, que chegaram no ano de 1846, estabelecendo-se no alto de um morro denominado "Batatenberg" (Morro das Batatas). Lá construíram sua primeira igreja, que se tornaria Paróquia em 1877. Os protestantes ergueram a primeira escola, por volta de 1850, no mesmo núcleo de povoação. Os italianos chegaram após 1865 e estabeleceram-se mais ao norte. As duas etnias são as formadoras do povo de Alto Feliz.[6]

                                Por volta do ano de 1900, foi construída a estrada Júlio de Castilhos, única via de acesso entre Porto Alegre e a região norte do Estado. A povoação, antes localizada no Morro das Batatas, foi se concentrando ao longo da rodovia, assim deslocando o centro econômico social.[6] Em 20 de março de 1992 a localidade foi elevada a município pela Lei Estadual nº . 9623, desmembrando-se do município de origem, Feliz.[7]

                                O nome Alto Feliz é originário de "Obern Feliz" (Feliz Alta), utilizado já nos primórdios da colonização e relaciona-se com sua situação geográfica.

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