Gostei da ponte, mas bem que podiam, pelo menos, pintar umas faixas nas duas laterais pra sinalizar que o rio fica logo depois... rssss
Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC
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Pois é Gilmar, concordo com você que seria bem melhor, mas infelizmente a muito que fazer nas estradas desse nosso Brasil, um gard rail como proteção também seria bem vindo rsrsrs.Postado originalmente por Gilmar Dessaune Ver PostGostei da ponte, mas bem que podiam, pelo menos, pintar umas faixas nas duas laterais pra sinalizar que o rio fica logo depois... rssss
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Que pena FC tyrollit, seria um prazer fazer amizade com você, ainda mais sendo um fazedor de chuva. Desejo-te sucesso nesse grande e prazeroso desafio.Postado originalmente por tyrollit Ver PostPassastes perto de minha cidade, Cândido Godói. Quinta-feira comecei minha busca pelas 497 cidades do nosso RS.
Bons ventos para nós em busca desse desafio!!
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125/497. São Martinho da Serra-RS
Área 671,853 km² [2]
População 3 201 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 4,76 hab./km²
Altitude 453 m
É uma das povoações mais antigas da região centro do estado. Começou com o Forte de São Martinho em 1774 e pertencia à Colônia Espanhola, era a ponta mais avançada dos Sete Povos das Missões. O forte (ou Entrincheiramento de São Martinho) foi tomado pela primeira vez pelo militar Rafael Pinto Bandeira em 1776. Em 1777, o tratado de Santo Ildefonso estabeleceu uma linha divisória entre as terras da Espanha e de Portugal, que passava exatamente nas terras de São Martinho, portanto ali era a fronteira. O forte foi retomado pela Coroa Portuguesa definitivamente em 1801, pelo Coronel Manoel dos Santos Pedroso (Maneco Pedroso), Borges do Canto e Gabriel Vicente de Almeida.
Mais tarde, no final do século XIX aparecem os primeiros imigrantes italianos e portugueses na região dando início à povoação de São Martinho e a colonização italiana e portuguesa em todo o Rio Grande do Sul.
Com a denominação de São Martinho, foi elevado a condição de Vila pela Lei n° 1.034, de 9 de maio de 1876, emancipando-se da Vila de Cruz Alta. Como município independente, São Martinho existiu até o ano de 1901 quando foi extinto e seu território dividido entre Santa Maria e a então Vila Rica, hoje Julio de Castilhos
O Município de São Martinho da Serra, denominação atual, só foi criado pela Lei Estadual n.º 9.593 de 20.03.1992, quando desmembrou-se de Santa Maria e ganhou autonomia político-administrativa.
Geografia
Localizado na região central do estado, tem como principal acesso através da saída norte de Santa Maria, são 17 km de estrada de chão até chegar aos dois principais acessos, o perau novo e o perau velho, famoso por fazer parte da história onde foram travadas as lutas das revoluções, possui 3 km.
Foram 22 km de Santa Maria até a cidade, sendo 16 km de chão. De lá segui por mais 23 km de chão até a BR 158 e seguir para Ivorá e Itaara.Última edição por Quinhones; 16-07-18, 09:58.
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126/497 Ivorá-RS
Área 122,887 km² [2]
População 2 118 hab. est. IBGE/2016[3]
Foi fundado em 9 de maio de 1988, separando-se então do município de Júlio de Castilhos.
Entretanto, sua história começa em maio de 1883, quando Manuel J. Siqueira Couto, diretor da Colônia de Silveira Martins, iniciou a medição dos lotes coloniais que seriam destinados aos imigrantes italianos lá acampados.
Colonização Italiana
Os problemas políticos e econômicos enfrentados na Itália, associados à necessidade de mão de obra no Brasil, especialmente na segunda metade do século XIX, desencadearam um intenso processo de imigração de italianos para o Brasil. No estado do Rio Grande do Sul, os italianos começaram a chegar a partir de 1870, instalando-se em quatro colônias de imigração. As duas primeiras colônias surgiram em 1870 e foram denominadas Conde D'Eu e Dona Isabel, correspondendo hoje, respectivamente, aos municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves. A terceira colônia, denominada Caxias, foi fundada em 1875, correspondendo hoje ao município de Caxias do Sul. A quarta colônia, denominada Silveira Martins, foi fundada em 1876 pelo Governo Imperial, sendo ocupada por imigrantes italianos a partir de 1877, correspondendo hoje a vários municípios da Quarta Colônia de Imigração Italiana, entre eles, o município de Ivorá.
O atual município de Ivorá foi colonizado a partir de 1883, por imigrantes oriundos das atuais regiões italianas do Veneto e Friuli-Venezia-Giulia, recebendo inicialmente o nome de Núcleo Norte, por estar ao norte do núcleo da Colônia de Silveira Martins, hoje município de Silveira Martins.
Em 10 de maio de 1883, iniciou-se a medição dos lotes coloniais, sob o comando do Diretor da colônia de Silveira Martins, Dr. Manuel José de Siqueira Couto, e, em 25 de setembro de 1883, chegou a Núcleo Norte o primeiro colonizador italiano, Valentino Zancan, acompanhado de sua esposa, Osvalda Bortolot, e de seus quatro filhos, Antonio, Luigi Giacobbe, Giuseppe Osvaldo e Angelo Luigi.
Já em 1884, o diretor Dr. Manuel Couto, ordenou também a divisão dos lotes urbanos da sede da colônia denominada então São José de Núcleo Norte. Seus primeiros moradores foram os comerciantes Primo Dall’ Aglio e João Stroili, bem como as famílias de Daniel Morandini, Boaventura Gaspar Coderini e José Dall-Ross.
Após algum tempo, a comunidade de Núcleo Norte passou a ser denominada de Nova Údine, em homenagem à cidade italiana de Údine, terra de muitos colonizadores. Em 1 de janeiro de 1939, a comunidade de Nova Údine passou à categoria de Vila, com o nome de Ivorá, sugestão dada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Estado do Rio Grande do Sul, devido à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, lutando contra a Itália. Ivorá é uma palavra de origem indígena, que significa Rio da Praia Formosa.
Geografia
Localizado na Serra de São Martinho, a uma latitude 29º31'13" sul e a uma longitude 53º34'50" oeste, estando a uma altitude de 120 metros.
Ivorá se localiza na região central do Estado do Rio Grande do Sul, na região hoje denominada Quarta Colônia de Imigração Italiana, a qual compreende também os municípios de Silveira Martins (berço da colonização italiana nesta região), São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Nova Palma e Pinhal Grande.
A sede do município está localizada na Serra de São Martinho, na transição entre a depressão central (direção de Restinga Seca e Cachoeira do Sul) para o planalto (Julio de Castilhos e Cruz Alta).
Foram 18 km desde a BR 158, sendo 3 km de chão mais o retorno.
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127/497 Itaara-RS
Área 171,079 km² [2]
População 5 357 hab. est. IBGE/2016[3]
Densidade 31,31 hab./km²
Altitude 425 m
A povoação do Município de Itaara teve início com a construção da antiga Estrada do Pinhal, aberta ao trânsito público, por ordem do governo republicano em 1840, encurtando o percurso entre Santa Maria e Cruz Alta, que antes era feito pela estrada de São Martinho da Serra.
Itaara remonta a conturbada atmosfera política da Europa do século XIX, sendo que no ano de 1857, três famílias alemãs compraram lotes de terras do cirurgião Manoel Alves, no povoado chamado São José do Pinhal, iniciando assim a colonização da região. Foi desenvolvida uma economia baseada na agricultura rudimentar e primária, exploração da madeira, artefatos de couro (selaria) e ferrarias. A vila era ponto de descanso para quem transitava da região serrana à Santa Maria e/ou Porto Alegre e vice-versa, possuindo hospedarias confortáveis, além de alambiques (Martim Zimmermann), tafona (João Albrecht), curtumes (Albino e Estevão Bopp, Daniel Quim F°), tamancaria (Frederico Weinz), bem como, inúmeros estabelecimentos comerciais de produtos coloniais, secos e molhados (José Adolpho Pithan, Luiz Ilges, Miguel Kroeff, Ernesto Schwan, João Henrique Kurtz, Pedro Beckman, Antonio Silveira Dutra e Rafael Inácio de Mello) e uma escola pública.
Pela Lei de 21 de maio de 1882, a localidade de São José do Pinhal é elevada a condição de Freguesia e continua a prosperar até 1885. Neste ano, inaugura-se a Linha Férrea de Santa Maria a Porto Alegre que viria a constituir-se na grande causa do retrocesso da florescente povoação do Pinhal que se viu afastada, mais de léguas, da próxima estação da Linha Férrea (Estação do Pinhal).
O local dessa estação não servia aos interesses dos comerciantes e industrialistas de São José do Pinhal, a quem se tornou mais prático levar seus produtos diretamente a estação de Santa Maria, muitos deles, inclusive, preferiam radicar-se na sede do Município.
Em decorrência disso, passaram, então a existir o Pinhal Velho (em decadência), atual Itaara, e o Pinhal Novo que ainda não conseguiu alcançar o progresso da antiga povoação.
Em 1904 chega ao Rio Grande do Sul o primeiro grupo de judeus, aproximadamente 300 pessoas, vindos da região da Bessarábia, atual Ucrânia, instalando-se assim a 1° Colônia Judaica do Brasil, que obteve o nome de Colônia Philippson.
A instalação da Sub-Prefeitura em Itaara deu-se em 1943, com funcionamento provisório na residência de Raul Von Ende, sendo o seu primeiro titular Horácio Correa. Este foi sucedido pelos Srs. Delmar Ramos, Idalécio Rodrigues dos Santos, Osmar Correa de Motta, Antonio Dias (que transfere a sub-prefeitura para o Lermen), Venâncio Pinto Ribas, Alcides Pinheiro, José Segatto, Cassiano Rocha (conseguiu sede própria, após ter funcionado no armazém de Briant Bopp), José Julio Serafim de Almeida, João Bittencourt Barbosa, João Carlos Bopp, novamente José Julio Serafim de Almeida.
O Plebiscito da emancipação do Município de Itaara foi realizado no dia 22 de outubro de 1995 e no dia 28 de dezembro do decorrente ano, pela lei estadual n° 10.643, assinada pelo governador Antônio Britto, foi criado oficialmente o Município sendo sua instalação em 1 de janeiro de 1997.
Itaara foi declarado município turístico através da Lei n° 034/97, de 10 de junho de 1997, objetivando salientar as potencialidades turísticas.
A Secretaria de Turismo foi efetivada através da lei municipal n° 270/00 de 6 de dezembro de 2000. A mesma é o órgão encarregado de promover o turismo no município, propondo e promovendo atividades e eventos que visem estabelecer mecanismos para criar uma consciência sólida de turismo, bem como incentivar e promover parcerias com órgãos públicos e privados.
De origem tupi-guarani, Itaara significa pedra alta ou altar de pedra.
Após esse curto e breve passeio, desci pela Estrada do Perau que faz divisa com Santa Maria-RS. Foram 118,3 km em 2 horas e 33 minutos, sendo 45 de chão.
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128/497 Uruguaiana-RS
Após mais de 30 dias de recesso e esperando melhorar o tempo, principalmente pela chuva que não dava folga, já que teria de percorrer muitos trechos de chão entre municípios, saí de casa (domingo-26/08) às 08 hs com um friozinho de 4 graus, mas aos poucos foi melhorando, muito pelas roupas apropriadas que usava e pelo coração feliz que ao bater mais rápido aquecia e inspirava até a alma. Nos 4 dias até quarta feira, fiz 2.240 km, sendo 140 km em estradas de chão. Fui para Uruguaiana, Barra do Quaraí (aproveitei e dei um pulinho na fronteira Uruguai até Bella Union-Uy, para conhecer e fazer umas comprinhas (perfume/uisque etc) e retornei novamente por Uruguaiana para seguir até Itaqui onde me hospedei no hotel de Transito do Exército. Após registrar a prefeitura, visitei uma ruína e o Porto que estava cheio de pessoas mateando ao final da tarde. Conheci uns motociclistas que me ofereceram chimarrão e conversamos um bocado. No outro dia segui para a região das Missões e Portos: Xavier, Lucena, Vera Cruz, Mauá entre dezenas de cidades ao norte do estado até na quarta feira.
Uruguaiana é um município brasileiro situado no extremo ocidental do estado do Rio Grande do Sul, junto à fronteira fluvial com a Argentina e Uruguai, a uma altitude de 66 metros acima do nível do mar.[6] A cidade tem grande importância estratégica comercial internacional, tendo em vista que está localizada equidistante de Porto Alegre, Montevidéu, Buenos Aires e Assunção; bem como devido à importância na produção agropecuária nacional, ostentando a liderança na produção de arroz.[7][8] É o terceiro maior município gaúcho e também da Região Sul em área com mais de 5.700 quilômetros quadrados.
Área 5 715,782 km² (BR: 268º)[2]
População 125 507 hab. Censo IBGE/2010[3]
Ocupação ameríndia
Toda a região do pampa gaúcho, na qual está contido o atual município, era ocupada, até o século XVI, predominantemente pelos índios charruas.[9]
Fundação e emancipação
No início do século XIX, a 30 quilômetros de Uruguaiana, existia uma localidade chamada Capela de Santana, onde funcionavam um posto fiscal e um acampamento militar e onde existiam alguns ranchos com moradores. No local, as tropas e os comerciantes costumavam atravessavar o rio Uruguai. No ano de 1840, o povoado foi destruído por uma violenta inundação.[10]
Por causa da inundação e procurando um local melhor para estabelecer-se, em 24 de fevereiro de 1843 a povoação foi restabelecida e refundada pelo governo farrapo no seu local atual. É a única cidade originada do movimento farroupilha[11] Sua emancipação ocorreu mais tarde, em 29 de maio de 1846, quando se desvinculou do município de Alegrete,[12] ao qual anteriormente pertencia. Perto de sua emancipação, alguns viajantes da época relatam ter encontrado, no local, não uma cidade brasileira, mas sim uma hispano-francesa em suas relações de vida e comércio, apoiadas naquele tempo mais em Buenos Aires e Montevidéu do que Porto Alegre.[10]
Ao emancipar-se e desenvolver-se, do outro lado da costa do rio Uruguai também se emancipou Paso de Los Libres, município localizado na província de Corrientes, na Argentina.[13]
Escravidão
Uruguaiana, como demonstrado no seu brasão, orgulha-se de ter sido uma das primeiras cidades do Brasil a libertar seus escravos. Em 31 de dezembro de 1884, antecipando-se à proclamação da Lei Áurea (ano de 1888), efetuou a abolição da escravidão no território municipal, conforme Ata da Sessão Extraordinária Comemorativa da Redenção dos Escravos da Cidade e Município de Uruguaiana.[15]
Conflitos
Guerra do Paraguai
Ver artigo principal: Cerco de Uruguaiana
Capitulação dos paraguaios em Uruguaiana (P. Blanchard, L'Illustration, 1866).
Entretanto, como Uruguaiana é uma cidade encravada entre solos argentino e uruguaio, não foi tão fácil estabelecer as fronteiras do Brasil, tampouco manter-se a cidade sobre eterna paz. A cidade foi invadida em 5 de agosto de 1865 por tropas paraguaias sob ordens do ditador Francisco Solano Lopes, que ordenou a invasão dos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, em represália à intervenção militar brasileira no Uruguai. Era o início da Guerra do Paraguai, envolvendo tropas brasileiras, argentinas, uruguaias e paraguaias, tornando Uruguaiana eixo e palco de uma das batalhas mais importantes do conflito.
O desfecho da guerra foi na própria cidade, em 18 de setembro, culminando com a rendição dos paraguaios, totalizando 44 dias de sitiamento da cidade.[16][17] Na época, a cidade contava com cerca de 2 500 habitantes. Após a invasão e rendição dos paraguaios, a cidade encontrou a maioria das residências e demais estabelecimentos destruídos, porém, aos poucos, a cidade foi se recuperando e, em 1900, a cidade já possuía cerca de 23 194 habitantes.[13]
Por ter sofrido várias incursões militares, se tornou uma importante peça no cenário militar da América Latina. É importante rota de cargas e tem bastante atividade turística. Atualmente, ostenta o título de maior porto seco da América Latina e terceiro maior do mundo.[18]
Uruguaiana faz fronteira com a República Argentina e é muito próxima do Paraguai e do Uruguai, tendo as capitais Buenos Aires, Montevidéu, Assunção e Porto Alegre equidistantes, sendo ponto estratégico militar e econômico para o Mercosul.
A área urbana de Uruguaiana é ligada à cidade argentina "Paso de los Libres".
O limite se encontra exatamente no meio da Ponte Internacional, que possui dois nomes - "Getúlio Vargas" na metade brasileira e "Agustín Justo" na metade argentina.
Até meados dos anos 1990, Uruguaiana fazia fronteira com a cidade uruguaia de Bella Unión, através do distrito da Barra do Quaraí. Com a emancipação do distrito, em 1995, findou-se essa característica uruguaianense. Ainda assim, o município faz divisa com terras da República Oriental do Uruguai ao sul, sendo um dos poucos municípios brasileiros com tríplice fronteira.
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129/497 Barra do Quaraí-RS
Barra do Quaraí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 30º12'26" sul e a uma longitude 57º33'17" oeste, tornando-se o ponto e o município mais ocidental do estado do Rio Grande do Sul e de toda a Região Sul do Brasil e é um dos pontos extremos deste estado, como é o caso do município de Chuí ao sul. Tem uma altitude média de 35 metros acima do nível do mar. Sua população estimada em 2012 era de 4.212 habitantes segundo os dados do IBGE e da prefeitura da cidade. Está a 717 km da capital, Porto Alegre (sendo o município gaúcho mais distante da capital) e a 555 km do litoral, tomando como ponto de referência, a cidade de Colônia do Sacramento no Uruguai.
O município ocupa a área de confluência entre o Rio Uruguai e o Rio Quaraí, moldando o município a um formato de triângulo ou de península fluvial. Seu ponto mais ocidental localiza-se numa ilha a sudoeste desta confluência, disputada entre o Brasil e o Uruguai há mais de cem anos, sendo denominada como a Ilha Brasileira, já dentro das águas do Rio Uruguai.
Possui uma área de 1.055,5 km². É um município que conta com as águas do rio Uruguai através do qual tem fronteira fluvial com a Argentina, além de fronteira fluvial com o Uruguai através do rio Quaraí, onde há a ponte internacional que liga os dois países e possibilitou uma forte atividade comercial, devido ao câmbio favorável para a Fronteira. Esta atividade comercial foi prejudicada pela valorização do Real frente ao Peso uruguaio, e agora a economia do município baseia-se na atividade agropecuária.
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130/497 Itaqui-RS
Itaqui é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado às margens do Rio Uruguai. O município faz divisa com as cidades de Alegrete, Maçambara, Manoel Viana, São Borja e Uruguaiana, no Brasil, e La Cruz e Alvear, na Argentina. A cidade conta com um dos mais antigos teatros da América Latina, o Teatro Prezewodowski, construído no ano de 1883.
No princípio os guaranis ocupavam as bacias do rio Ibicuí. Seu primeiro contato com os europeus se deu por meio de uma missão de jesuítas espanhóis, em 1700. Intensificando-se no século seguinte, o povoamento foi sendo desenvolvido em conjunto com a atividade pecuária, até uma economia da região.
No local onde hoje está o município de Itaqui, foi feito o primeiro povoamento pelos jesuítas da redução ou missões de La Cruz (hoje localidade argentina), por volta do ano de 1657. Somente no início do século XIX foi incorporado às terras portuguesas e em 1802 foram concedidas as primeiras sesmarias.
José Gervasio Artigas, general e protetor da Liga dos Povos Livres (1764 - 1850), pretendeu retomar o território missioneiro, iniciando pelo território de Itaqui. Encontrou lá uns três ranchos e treze homens que liquidou com seus 1.600 índios. Dentro desta ofensiva das forças de Artigas, salientam-se os combates de S. João Velho e de Rincão da Cruz - como a região ficou conhecida devido à missão[6]. Esta tentativa de permanecer durou por pouco tempo, porque veio um destacamento militar, com a finalidade de expulsá-lo, acampado no arroio Cambaí.
Uma enchente obrigou-os a procurar outro local, sendo escolhido onde hoje está a cidade de Itaqui. Isto foi em 1821, e logo vieram várias famílias para aquela localidade. Durante a Revolução Farroupilha o destacamento militar estava localizado em Itaqui, tanto que o líder Giuseppe Garibaldi, ao dirigir-se da cidade de Uruguaiana para a cidade de São Borja, cruzou o rio Uruguai, na cidade de Uruguaiana, indo pela Argentina até a cidade de Santo Tomé, onde lá atravessou novamente o rio Uruguai, para a cidade de São Borja, devido a existência de tal destacamento militar em Itaqui.
Assim, Itaqui nunca foi cenário de lutas farroupilhas, podendo ter ocorrido lutas armadas em seu território na divisa com os municípios de Uruguaiana e São Borja, ou até mesmo dentro desses municípios, pelo destacamento que encontrava-se em Itaqui.
De acordo com a lei 419 de 6 de dezembro de 1858, Itaqui foi desmembrado do município de São Borja. Nessa época a população da vila era de aproximadamente quatro mil habitantes.
Itaqui, novamente foi campo de lutas na Guerra do Paraguai, quando seus homens tiveram a oportunidade de fazer frente aos soldados de Francisco Solano López, presidente do Paraguai.
Em maio de 1879 foi elevado à categoria de cidade. Inicialmente, o nome foi São Patrício de Itaqui, em homenagem ao padroeiro, depois foi simplificado para Itaqui.
Origem do nome Itaqui
O topônimo tem sua origem etimológica na língua guarani e compõem-se de dois termos: ita, pedra, e ku'i, areia, mole.
Provavelmente a origem do nome deve-se às características físicas da pedra vermelha existente na cidade e nas margens do rio Uruguai, que são cheias de pedras boas para afiar facas e instrumentos usados pelos índios guaranis, originando assim o nome Itaqui, que significa pedra mole, "pedra d'água", própria para afiar.
Ainda no século XIX foram desmembrados dois outros municípios destas terras: São Francisco de Assis e Santiago, bem como posteriormente Maçambará.
Primeira Redução Jesuítica Guarani do Estado do Rio Grande do Sul
Itaqui foi a primeira redução jesuítica guarani do Rio Grande do Sul, datada do ano de 1657, quando na época os padres da cidade argentina de La Cruz transpuseram o rio Uruguai e fundaram tal redução, eis que grande eram o número de índios guaranis do lado brasileiro, tendo sido construídas várias capelas e casas pelos padres jesuítas e índios.
Destaca-se em seu território o túnel missioneiro que tem seu final as margens do rio Uruguai, sendo que do outro lado do rio, nas margens da cidade argentina de La Cruz, tem início outro túnel missioneiro, o qual leva diretamente a cidade de La Cruz.
Existiam vários cemitérios guaranis na cidade de Itaqui, onde foram construídos edificações em cima de tais locais, como nos Blocos Alvorada, Colégio Municipal Otávio Silveira, Escola Estadual Dr. Roque Degrazia, entre outros. Entre os cemitérios guaranis localizados no interior, podemos citar o Curuçú, Santo Cristo e o grande cemitério localizado na Fazenda Pessegueiro, este não mais existente.
Várias pequenas capelas missioneiras existiam na cidade de Itaqui, bem como estátuas de vários santos e cadeiras dos padres, entre outros objetos, todos elaborados pelos índios guaranis, os quais faziam parte da antiga Igreja de São Patrício, antes da mesma ter sido destruída e no local foi construída a atual Igreja de São Patrício.
No território itaquiense destaca-se várias vilas guaranis, as quais hoje são designadas como distritos, fazendo parte também, a cidade de Maçambará. Assim, podemos citar as antigas vilas indigenas de Maçambará, São Donato, São Canuto, Santo Cristo, Curuçú, Itaó, Bororé, entre outras.
Ainda existe na cidade a casa dos padres jesuítas localizada na esquina da rua Bento Gonçalves com a Avenida José de Alencar Castello Branco, estando a mesma reformada.
Existem vários sítios arqueológicos no interior, talvez exista a maior coleção arqueológica guarani e de outras culturas indígenas, mas infelizmente sem estudos sobre tais materiais, os quais encontram-se a campo.
O rio Ibicuí era o marco divisor da grande Nação Guarani, pois tais índios tinham seus territórios iniciando no território itaquiense, localizado acima do rio Ibicuí, abaixo de tal rio ficavam outras nações indígenas.
O General José Gervasio Artigas, descendente de índios guaranis, tentou retomar o território missioneiro, invadindo primeiramente, no Brasil, a Vila de Itaqui - Primeira Redução Jesuítica Guarani do Rio Grande do Sul.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 29º07'31" sul e a uma longitude 56º33'11" oeste, estando a uma altitude de 57 metros.
Possui uma área de 3405,7 km² e sua população estimada em 2016 era de 39 049 habitantes.
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131/497 Maçambará-RS
Maçambara é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada em 2016 era de 4.814[3] habitantes.
Geografia
Está localizada na Mesorregião do Sudoeste Rio-Grandense, estando a uma altitude de 110 metros. Possui uma área de 1682,5 km²
História
O nome Maçambará (grafia e pronúncia correta com acento agudo na sílaba final[6]), é de origem índígena e significa "capim de pasto onde acampam os tropeiros", em função da vegetação muito comum na região.
Originou-se do município de Itaqui. Por tradição, Maçambará surgiu graças as fazendas de criação de gado, entre elas: Recreio, São Donato, Santo Cristo, São Jorge, Santo Izidro, algumas estas remanescentes dos Sete Povos das Missões.
Inicialmente o povoado teve o nome de "Recreio", originado de uma Fazenda de mesmo nome que existia no município. Anos depois, por vontade de algumas autoridades da época, entre elas o Prefeito Municipal de Itaqui, Euclides Aranha o nome de "Recreio" foi trocado por Maçambará, pois ficaram sabendo que já havia uma localidade com o nome de "Recreio do Sul" no Estado, e também para não confundir o nome do povoado com o nome da fazenda. Em vista desta origem e também dadas às características econômicas da região, a população do município concentra-se na zona rural, dependente, sobretudo da atividade agrícola, mais especificamente do cultivo de arroz.[7]
Pontos turísticos
Reserva Biológica de São Donato
Ocupando uma área de 4.392 hectares. Foi criada pelo Decreto Estadual n° 23.798, de 12 de março de 1975. Os ecossistemas de campo, banhados, vassourais, vegetação de tabuleiros, mata-palustre, mata de galeria e capões de mata arbóreo-arbustiva são encontradas na reserva. Algumas espécies da flora encontradas são: o angico, a figueira, o salso e o jerivá. A fauna é rica em espécies de aves como pássaro-preto-de-veste-amarela, a marreca-asa-branca, a guaravaca-de-crista-branca, o caboclinho-de-barriga-vermelha e o carretão. A fauna de mamíferos é representada com a presença do zurrilho, do mão-pelada (ou guaxinim), e dos ameaçados de extinção gatos-do-mato e lontra.[8][9]
Estação Ferroviária
A Estação de Recreio foi inaugurada em 1913, sendo seu nome posteriormente alterada para Maçambara, por ocasião da troca no nome do município nos anos 40. Construída em alvenaria com pedras aparentes, constituindo uma construção imponente. A linha funcionou para trens de passageiros até cerca de 1980, quando foi desativada.[10]
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132/497 São Miguel das Missões-RS
São Miguel das Missões pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Santo Ângelo.
O povoado de São Miguel Arcanjo, ou das Missões, teve origem em uma redução jesuítica, que foi um dos Sete Povos das Missões.
Em 1632 os jesuítas Cristóbal de Mendoza Orellana e Paulo Benevides fundaram uma redução em Itaiacecó, na margem direita do Rio Ibicui, aos pés da Serra de São Pedro.
A partir de 1637 os ataques dos bandeirantes contra os nativos na região forçaram o deslocamento da redução para as proximidades de Concepción.
Em 1687 ocorreu um novo deslocamento e os habitantes fixaram-se no local onde atualmente fica a cidade de São Miguel das Missões, às margens do Rio Piratini.
Na época dessa nova fundação a redução contava com cerca de 4.000 habitantes. As condições econômicas da redução melhoraram neste novo local devido à qualidade do pasto e da terra para a agricultura.
A redução foi construída em uma colina, o que favorecia o escoamento das águas pluviais abundantes no verão. No centro da redução e em frente à igreja foi construída uma praça quadrangular que media aproximadamente 130 metros de lado. O colégio, a igreja e o cemitério ocupavam o lado norte e nos outros três lados restantes se erguiam as casas dos nativos, das quais restam apenas as ruínas das fundações construídas em blocos com telhados de quatro águas e rodeadas por alpendres. Na parte detrás, os padres tinham uma quinta, cercada por um muro de pedras com jardim, pomar e horta.
A construção da Igreja de São Miguel, concluída em 1745, no final do período barroco, durou dez anos e seu projeto foi inspirado na Igreja de Gesú em Roma, sede da Companhia de Jesus. O requinte dessa concepção arquitetônica pode ser evidenciado pelas ondulações côncavas da fachada principal e a leve inclinação dos planos externos que, por meio da correção da perspectiva, tinha o propósito de enfatizar o caráter monumental da obra. Erguido com pedra de cantaria, branqueada com um tipo de argila chamada tabatinga, o edifício possuía características diferentes das demais construções missioneiras da época: a estrutura era definida por paredes de pedra, ao invés dos comuns esqueletos de madeira. Na falta da cal, não disponível na região, o barro era o material ligante das alvenarias.
Seguindo a tradição da época, a Igreja de São Miguel apresentava uma rica e colorida ornamentação interna, formada por entalhes, pinturas e esculturas com motivos sacros. Algumas imagens, feitas em arenito, compõem o acervo do Museu das Missões.
Em 1828 O monumento foi depredado durante os saques que ocorreram durante a Guerra da Cisplatina. Além disso, foi vítima da ação dos aventureiros que buscavam o tesouro dos jesuítas e da retirada de muitos materiais para uso em outras construções.
Em 1886 os telhados ruíram e o pórtico desabou. O longo período de abandono levou ao crescimento de grandes árvores no interior da construção.[6]
Cultura
Em São Miguel das Missões localiza-se o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, que recebe visitantes de terças-feiras à domingos, onde estão as ruínas jesuítas da antiga redução de São Miguel Arcanjo. Foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983.
O sítio arqueológico conta com o Museu das Missões, que abriga estátuas de imagens sacras feitas pelos índios Guarani.
Na numismática
O interior das ruínas da igreja de São Miguel das Missões foi representado no anverso da cédula de 5 000 cruzeiros reais em 1993,[7] que como um todo fazia unicamente referências à cultura do Rio Grande do Sul: além da igreja, mostrava o gaúcho e a captura do gado, com os acessórios da lida: boleadeira, relho, guampa e esporas.[8]
Área 1 229,844 km² [2]
População 7 421 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 6,03 hab./km²
Altitude 305 m
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133/497 Vitória das Missões-RS
A então Colônia Vitória, distrito de Santo Ângelo, obteve sua emancipação pela lei nº 9.569 de 1992, recebendo seu nome atual de Vitória das Missões.
Pertence à Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à Microrregião de Santo Ângelo. É dividido em dois distritos: Vitória das Missões (sede) e São João Batista.
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134/497 Caibaté-RS
Caibaté é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Localiza-se na Região Missioneira do estado do Rio Grande do Sul e, por localizar-se geograficamente no centro desta, o município é conhecido como "o coração das missões".
Topônimo
O nome "Caibaté" deriva da língua tupi, significando "mata em lugar elevado", através da junção dos termos ka'a (mata)[6] e 'ybaté (lugar elevado)[7].
História
As origens do município de Caibaté remontam a sua formação desde a Colônia Rondinha no final do século XIX e posteriormente, Vila Santa Lúcia no decorrer da década de 1920. Este processo de ocupação desta região no noroeste das Missões envolveu diversos aspectos que também preponderavam sobre o Rio Grande do Sul naquele período, dentre eles a imigração interna de descendentes de imigrantes na região norte do estado, bem como o crescimento de várias comunidades em decorrência desse movimento. Este processo de ocupação envolveu o contato com aqueles habitantes que já estavam na região, porém não tinham acesso aqueles lotes de terra comprados, onde posteriormente haveria crescimento citadino.
Sobre o dono daquela região que compunha parte da conhecida "região de matas do Rio Grande do Sul":
"O dono de toda área de mata correspondente ao município de Caibaté, pertenceu ao senhor Joaquim Gomes Pinheiro Machado. Essa foi, portanto a primeira área povoada dentro dos limites do município; vê-se então a exclusividade de uma população de origem tipicamente lusa, dedicada à pecuária. Em 1823, por ocasião da Revolução, falece o senhor Joaquim Gomes Pinheiro Machado, deixando a seus herdeiros esta área. Os herdeiros por sua vez, em 1919, venderam suas partes por intermédio dos procuradores-colonizadores: Henrique Leopoldo Seffrin, Antônio Teodoro Cardoso, José Gallas, que dividiram as terras em lotes coloniais de 20 a 30 hectares. Estes lotes foram adquiridos por colonos na sua maioria de origem alemã. Muito vinham de Serro Azul (atual Cerro Largo) e alguns vinham diretamente das “Colônias Velhas”. Com a venda destas terras foram locadas duas áreas urbanas: Santa Lúcia (atual Caibaté) e Mato Queimado." (HOFFMANN, 1991, p.6).
Ainda sobre a imigração na região:
Além dessas questões de mercado e de projetos de desenvolvimento agrícola, o sentido da imigração consistia, sobretudo numa estratégia de valorização das terras, o que explica, entre outros motivos, a insistência nos imigrantes em detrimento dos lavradores nacionais. Outro aspecto importante considerado pelas autoridades locais para justificar a necessidade de imigrantes, e que também se relaciona com a política de valorização de terras, é o isolamento da região. A colonização se fazia necessária para amenizar o relativo isolamento regional. As queixas nesse sentido eram tantas que alguns estancieiros locais e políticos chegaram a propor a autonomia política da região através da criação da Província das Missões. (ZARTH, 1997, p.80).
É dessa forma que a partir da policultura praticada pelos novos habitantes da região já no século XX, essa característica lhes garantiu até mesmo excedente para o comércio e assim certa prosperidade da região que foi aumentando progressivamente o número de habitantes. Neste processo, os colonos brasileiros passaram a se integrar com os novos moradores, porém, somente com o passar do tempo, pois moravam comumente nas regiões de campo, afastados do núcleo populacional. Existem relatos - possibilitados a partir da História Oral - de alguns conflitos étnicos, e que muitas vezes negros não frequentavam bailes e clubes dos descendentes de alemães e vice versa, os quais até mesmo os gringos (italianos) tinham algumas reservas. Podemos tranquilamente associar ação da Igreja Católica e um pouco mais tarde ao Estado brasileiro, a existência de um discurso para homogeneizar uma identidade em comum para todos os indivíduos dessa região. A Romaria do Caaró a partir da década de 1930 e até o comportamento do Estado na campanha de nacionalização de Getúlio Vargas, serviram para isso. É dessa forma que já na década de 1960 foi possível realizar esforços para fundar uma cooperativa de eletrificação rural, atualmente conhecida por Cermissões, o que expressa ter sido bem sucedido seus esforços.
Portanto, a história de Caibaté começou pela Colônia Rondinha no século XIX e não pelo episódio que marcou o assassinato de Roque Gonzales, Alonso Rodrigues e Juan del Castilhos.
No entanto, o que ocorre muitas vezes é que as referências a Caibaté se misturam às da Romaria do Caaró, que ocorre desde 1933, movimento de devotos em peregrinação religiosa ao santuário do Caaró, quer seja para pagar promessas, agradecer ou pedir bênçãos. Esse movimento popular revela a devoção do povo católico e a sua veneração aos três santos “mártires”. O evento acontece há 81 anos (1933-2014) demonstrando a forte presença católica na região e contribui tanto para o turismo religioso, quanto para o aprofundamento do missioneirismo, afinal, o martírio, a fé, a devoção, alimentam e movimentam a identidade missioneira e revivificam as lembranças do passado histórico na atualidade. O movimento dos peregrinos atualiza a todo instante um passado distante de mais de trezentos anos já que o assassinato dos padres jesuítas ocorreu em 1628 e permaneceu 300 anos sem um esforço sistemático para que se lembrasse e se venerasse esses padres.Isto confere ao local um lugar de memória do sagrado e a construção de um dos mitos fundadores do Rio Grande do Sul a partir das Missões. Desde que a romaria foi instituída tem atraído milhares de romeiros de diferentes lugares da América Latina.
Fonte: WESZ, M, Mauro. Caibaté: imigração e construção de identidades na região das Missões do Rio Grande do Sul. 2014. 63f. (TCG em História) – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria/RS.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 28º17'16" sul e a uma longitude 54º38'18" oeste, estando a uma altitude de 286 metros. Possui uma área de 374,65 km² e sua população estimada em 2016 era de 5 058 habitantes.
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